Coletiva - SP inicia campanhas contra ‘Pólio’ e de Multivacinação para crianças e adolescentes 20200210

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Coletiva - SP inicia campanhas contra ‘Pólio’ e de Multivacinação para crianças e adolescentes 20200210

Local: Capital - Data: Outubro 02/10/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde. Antes temos dois minutos aqui, antes do início da coletiva. Eu queria registrar e agradecer muito a presença entre nós do novo secretário de Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo, Fernando José da Costa, muito obrigado. Assume oficialmente na próxima segunda-feira, como secretário de Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo. General Campos, secretário de Segurança Pública de São Paulo. Cumprimentar o Cabo Daciolo, que foi candidato à Presidência da República, muito honrado com a sua visita hoje, a sua presença também, acompanhando nossa coletiva, Daciolo. Célia Leão, secretária de Direitos da Pessoa com Deficiência, Cléber Mata, Rubens Rizek, secretário municipal de Governo, aqui presente, ao lado do Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde da Prefeitura de São Paulo. Também o João Jorge, vereador aqui na capital de São Paulo. João, prazer tê-lo aqui. E Helena Sato, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, e integrante do nosso Comitê de Contingência do Covid-19. Helena, muito obrigado por estar aqui conosco também. Bem, agora sim, boa tarde mais uma vez, obrigado aos jornalistas que aqui estão, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, obrigado por participarem de mais esta coletiva. Hoje, sexta-feira, 2 de outubro. Aqui ao meu lado, o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, também Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. Acompanhando também esta coletiva, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, Walter Ihoshi, presidente da Junta Comercial do Estado de São Paulo, Dr. José Medina, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, e João Gabbardo, coordenador-executivo do Centro de Contingência do Covid-19. Todos aqui participando desta coletiva de imprensa, dentro do programa de transparência do Governo do Estado de São Paulo, sobre a Covid e o trabalho que a Saúde realiza, e também no plano econômico que estamos realizando aqui em São Paulo. Três anúncios: Primeiro, a vacina. O Governo do Estado de São Paulo registrou na Anvisa documentação da vacina Coronavac, para análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e obtenção do seu registro. A Anvisa recebeu, através da plataforma digital criada para agilizar o procedimento de registro das vacinas, não apenas da Coronavac, mas de todas as vacinas. Os primeiros documentos já foram enviados pelo Instituto Butantan, para iniciar o processo de análise e obtenção do registro da vacina contra o Corona Vírus, vacina esta desenvolvida pelo laboratório Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. O objetivo é tornar o mas rápido possível, dentro das normas científicas e do protocolo da Anvisa, o processo de registro da Coronavac, uma das vacinas mais promissoras, na sua última etapa de testagem, em todo o mundo. E a meta é exatamene permitir que possamos agilizar, dentro dos protocolos científicos e absolutamente dentro do protocolo da Anvisa, permitir que, com a Coronavac, possamos iniciar a imunização dos brasileiros de São Paulo e também dos demais brasileiros, em outras partes do país, não apenas aqui no Estado de São Paulo. Segunda informação: O Governo do Estado de São Paulo inicia a campanha de vacinação contra poliomielite e outras doenças, para crianças e adolescentes, a partir da próxima segunda-feira. A partir da próxima segunda-feira, a campanha de vacinação contra a poliomielite vai ser iniciada aqui no Estado de São Paulo e será praticada até o dia 30 de outubro. Portanto, início na próxima segunda-feira, e seguirá o seu curso até 30 de outubro. O objetivo é garantir a prevenção da paralisia infantil e para crianças entre 1 e 5 anos. Os pais dessas crianças poderão levá-las a um dos 5.000 postos de saúde localizados nos municípios do Estado de São Paulo. Todos os municípios, 645 municípios do Estado de São Paulo, a começar da capital paulista, estarão imunizando, repito, a partir da próxima segunda-feira. Lembramos aqui pais e mães que, por favor, levem a carteira de vacinação dos seus filhos ao levá-los ao posto de saúde, para esta finalidade. Simultaneamente, vamos realizar também a campanha de multivacinação, em que serão aplicadas 14 tipos de vacinas, que protegem contra cerca de 20 doenças. O objetivo é garantir a imunidade de crianças e adolescentes, entre 0 e 14 anos, considerando as 14 tipos de vacinas que estarão sendo aplicadas para evitar doenças graves, como sarampo, caxumba, rubéola, câncer de colo de útero, meningite, entre outras. Somando todos os tipos de vacinas, serão mais de cinco milhões de doses, distribuídas e aplicadas gratuitamente em São Paulo. É de extrema importância que todos estejam atentos à imunização e façam uso desta facilidade que o Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria da Saúde e das secretarias municipais de Saúde, oferecem gratuitamente à população de São Paulo. A vacinação é o meio mais eficaz e seguro de proteção contra doenças graves. Por isso, você que é pai, você que é mãe, não deixe seu filho ou sua filha sem vacinação. Terceira informação de hoje, ela é de ordem econômica, e é uma boa notícia. São Paulo bate mais uma vez recorde de abertura de novas empresas no último mês de setembro, razão que justifica aqui a presença do Walter Ihoshi, presidente da Junta Comercial do Estado de São Paulo. No mês de setembro, foram abertas 23.205 novas empresas, um recorde na série histórica iniciada pela junta comercial, em 1998. Este é um outro bom sinal, que demonstra a gradual recuperação da economia do Estado de São Paulo, após o pior período da economia do Brasil e do mundo diante da pandemia da Covid-19. Em setembro, o saldo positivo entre empresas que abriram suas portas e aquelas que, infelizmente, fecharam, é de quase 30% superior ao de 2020, totalizando 13.346 novas empresas, 30% superior ao mesmo número de 2019, e não 2020. É a maior abertura de novas empresas da história de São Paulo, pelos dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo, desde que este dado começou a ser apurado e informado, em 1998. Começando então, já que temos três temas, vamos começar exatamente pela vacina, e sobre ela fala Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador, boa tarde a todos. Governador, hoje nós trazemos uma notícia importante para o Brasil, porque foi publicado anteontem uma nova normativa técnica, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e que facilita o fluxo de documentos para o registro das vacinas para o Corona Vírus. A Anvisa estabeleceu agora um procedimento contínuo, fluxo contínuo, quer dizer, os documentos, eles podem ser remetidos à Anvisa, para o dossiê correspondente, à medida que eles são gerados. Isso tem o objetivo de facilitar a análise dos técnicos da Anvisa e permitir que não haja atraso nesse processo, que é tão importante para todos nós. Então, é uma oportunidade, nesse momento, de parabenizar a nossa Anvisa, através do seu presidente, Antônio Barra Torres, e principalmente o Gustavo Mendes, que é o diretor geral de Medicamentos e Produtos Biológicos, que tem se empenhado pessoalmente nesse processo. E a notícia que nos cabe é que nós já submetemos, a nossa vacina, Butantan - Coronavac, já submetemos os documentos disponíveis até esse momento à Anvisa, então já existe um protocolo onde esses documentos estão já disponíveis para análise preliminar dos técnicos da Anvisa. Então, é uma boa notícia, governador, que mostra aí o comprometimento da nossa Anvisa, das nossas autoridades, no reconhecimento da importância de que esses estudos que levarão ao registro da vacina sejam feitos muito rapidamente. Então, uma boa notícia para o dia de hoje, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Antes de passar para o Jean Gorinchteyn, nosso secretário de Saúde, que será sucedido pelo Bruno Covas, prefeito de São Paulo, quero voltar a mencionar aos jornalistas que aqui estão, e os que nos acompanham remotamente, que nós não estamos numa competição pela vacina, estamos numa competição pela vida. A luta é pela vida dos brasileiros, sejam os brasileiros de São Paulo, sejam os brasileiros de qualquer parte do país. Todas as vacinas que estiverem em condições, do protocolo internacional, da Organização Mundial de Saúde, e obedecerem o protocolo da Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, são boas vacinas, independentemente da sua origem. Nós não avaliamos vacina pelo país em que ela se origina, e sim pela qualidade da vacina para salvar vidas. Agora, os dados de hoje, com Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Estamos na 40ª semana epidemiológica, 100% dos municípios no faseamento amarelo do Plano São Paulo, e mantivemos essa semana a menor taxa de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva do Plano São Paulo. Estamos hoje com 44% de ocupação de UTI no estado, e 42,6% de ocupação de leitos de UTI na Grande São Paulo. Tivemos essa semana 6% de queda no número de óbitos no estado e queda em 20% no número de casos, a despeito de estarmos testando muito mais. Mais uma boa notícia, nós temos agora, no período de 5 a 30 de outubro, estaremos, como o governador colocou, realizando a campanha de vacinação, tanto para a Polio como também para algumas outras doenças. Essas vacinas estarão disponibilizadas, de forma totalmente gratuita, nos postos de vacinação, e terão como objetivo a proteção de 20 doenças que estarão imunizando, através, portanto, da vacina. O objetivo dessa campanha não só é imunizar atualizando, mas também fazendo com que aquelas crianças que tiverem as suas carteiras com doses atrasadas possam receber as doses nesse momento, fazendo com que, dessa forma, possamos protegê-las, de forma bastante segura. Estarão inclusas e incluídas nesse programa a proteção para várias doenças, como sarampo, a caxumba, a rubéola, assim como a catapora, que é a varicela, a hepatite A, entre outras doenças. Serão mais de 5,2 milhões de doses que serão distribuídas, com foco para crianças de 0 a 14 anos, sendo mobilizada para essa ação mais de 30 mil profissionais da Saúde, em mais de 5.000 postos de saúde, distribuídos por todo o estado. Nesse ano, nós temos uma novidade, que é a disponibilização de uma vacina voltada para proteção de quatro tipos de bactérias para meningite, que estão disponíveis numa única dose, que é a meningocócica ACWY. Até então, essa vacina só era disponibilizada em clínicas particulares, em clínicas privadas. Temos que ressaltar que as vacinas são a única forma de proteger de forma segura as nossas crianças. Vamos aos diapositivos, por favor? Na campanha de vacinação, lembrando e reforçando, 5 a 30 de outubro, fazendo essa campanha voltada tanto para a polio quanto para a multidose. São 14 vacinas, protegendo contra 20 doenças, e nós teremos, no dia 17 de outubro, um dia especialmente voltado, que nós chamamos de mobilização da vacinação, em que ocorrerá num sábado, visando a extensão do atendimento, não só no número de postos, como também estendendo os horários de atendimento facilitando com que pais e responsáveis possam levar as crianças para as vacinações. Próximo. Na poliomielite nos temos que ter como foco imunizar 95% das nossas crianças. Ate hoje nós temos 78% das nossas crianças protegidas. Isso tem uma importância reduzir, diminuir, o risco da reintrodução do vírus no nosso meio. Nós lembramos que vários países do Oriente Médio, Ásia, têm a circulação do vírus da pólio, nós vivemos num globalizado, então a tendência de nós voltamos a ter a circulação da pólio em nosso meio não é baixa. Portanto, a vacina é a única forma de proteção. Próximo, por favor. Reforço. Tem que levar a carteirinha de vacinação. Os profissionais vão identificar a falta de uma ou outra vacina e com isso o seu filho, o seu neto, o seu afilhado estarão protegidos. Próximo. Atualizações dos dados de hoje. Próximo, por favor. Nós temos computado 997.333 casos, 35.956 óbitos. Próximo. E só par fazer uma projeção dos casos que aconteceram na segunda, até a segunda quinzena de setembro que acabou agora, nós tivemos os índices muito próximos daquilo que nós realmente projetamos, próximo da linha de base, eram 960 mil na linha de base, nós tivemos 985.628. Próximo. Também óbitos bem próximos da linha de base. Próximo. E nós temos uma estimativa agora para essa semana, ou para as próximas duas semanas, de termos aí uma faixa entre 1,1 milhão, 1,5 milhão, mas conforme já se estabelece abaixo destes índices. Próximo. Tanto em número de casos e também em número de óbitos. Obrigado.

JOÃO DÓRIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorenstein. Ainda no tema da saúde vamos agora com Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Vou fazer uma apresentação hoje sobre mais um hospital que nós vamos entregar aqui na cidade de São Paulo. A cidade de São Paulo se preparou para poder enfrentar esta pandemia. Próximo. Entregamos nesse ano três hospitais temporários e até o fim do ano teremos a entrega de todos os oito hospitais permanentes que irão ficar para a cidade de São Paulo depois da pandemia. Lembrando que a cidade não inaugurava nenhum novo hospital desde 2007. Próximo. Dos três hospitais temporários, nós temos dois hospitais municipais de campanha que já encerraram as suas atividades, atenderam quase oito mil pacientes, tinham finalidades distintas, o Hospital Municipal de Campanha do Pacaembu era uma porta de saída, aqueles que já tinham passado por UTI, que estavam se reestabelecendo, e o Hospital Municipal de Campanha do Anhembi, que era uma porta de entrada, início do tratamento daquelas pessoas ainda em baixa complexidade, mas com potencial de equipamento. Nós nunca chegamos a utilizar os dois mil leitos que era a estrutura dos dois hospitais de campanha, e todos os equipamentos que foram utilizados nesses dois hospitais foram depois revertidos para os hospitais já existentes na rede pública municipal. Próximo. O terceiro hospital provisório, e que vai ficar até dezembro, é o Hospital da Cruz Vermelha que foi retomado pela prefeitura de São Paulo com a utilização de 60 leitos, todos referenciados para Covid 19. Próximo. Os hospitais que serão permanentes na cidade de São Paulo, nós temos o Hospital Municipal de Parelheiros que passou a funcionar logo no início da pandemia, no dia 20 de março. Depois da pandemia será um hospital referência para a população de Parelheiros e de toda zona sul. Já está com hoje quase 300 leitos funcionando, o Hospital Municipal de Parelheiros. Próximo. O Hospital Municipal Bela Vista, agora denominado Hospital Municipal Santa Dulce dos Pobres, o primeiro hospital municipal na região central, além do Hospital do Servidor passou a operar no dia 17 de abril, no meio da pandemia do corona vírus, com quase 120 leitos. Depois da pandemia será um hospital geral para toda população da região central, e um hospital referência para a população em situação de rua. Próximo. Hospital Municipal da Brasilândia, que passou a operar no dia 10 de maio, até o fim do ano ele vai operar com 342 leitos, sendo 40 de UTI, na zona norte da cidade de São Paulo. Próximo. O Hospital Municipal da Capela do Socorro que foi um hospital referência para a Covid 19 entre os dias 12 de maio e 08 de setembro, e já funciona atualmente como um hospital dia para atender a população da zona sul da cidade de São Paulo. Próximo. Hospital Municipal da Guarapiranga, que começou a funcionar no dia 06 de junho e depois da pandemia será o primeiro hospital municipal especializado no atendimento de pacientes que necessitam de cuidados prolongados. Pessoas que têm que ficar três meses, um ano num leito de UTI, teremos agora um hospital referência para essa população que acaba sobrecarregando os hospitais municipais e dificultando que a gente possa vencer a fila das consultas e dos exames e das cirurgias aqui na cidade de São Paulo. Próximo. Hospital Municipal Sorocabana, uma reivindicação antiga da população da zona oeste na cidade de São Paulo, fica na Lapa, passou já a operar com 55 leitos, hoje o hospital referenciado para Covid 19, mas depois da pandemia será um hospital referência para toda a zona oeste. População que hoje tem que ser deslocada, transferida para hospitais como o da Vila Maria, terão agora na região da zona oeste um hospital referência junto com o Hospital Brigadeiro. Próximo. Hospital Brigadeiro vai passar a funcionar em dezembro desse ano operando com 140 leitos. Hoje é um prédio administrativo da Secretaria Municipal de Saúde, que está sendo transformado num hospital municipal. Próximo. E então queríamos anunciar que nós teremos mais um hospital na cidade de São Paulo, que é o Hospital Municipal de Santo Amaro, que vai ser um hospital integrado com ambulatório de especialidades, capacidade para termos até 768 procedimentos cirúrgicos por mês, mais de 33 mil exames realizados mensalmente e mais de 15 mil consultas mensais. A previsão é que na segunda quinzena de outubro, ele passe já a operar na cidade de São Paulo. Próximo. Com isso, portanto, nós teremos na pós-pandemia mais oito novos hospitais na cidade de São Paulo, Hospital Municipal de Parelheiros, Hospital Municipal Santa Dulce dos Pobres, Hospital Municipal da Brasilândia, Hospital Municipal da Capela do Socorro, Hospital Municipal da Guarapiranga, Hospital Municipal Sorocabana, Hospital Municipal da Brigadeiro Luiz Antonio e Hospital Municipal de Santo Amaro. Próximo. Aqui números globais da área da saúde na cidade de São Paulo, mais 1.340 leitos de UTIs que foram agregados aos 507 que nós tínhamos na cidade no início da pandemia, quase 10 mil profissionais a mais de saúde contratados na cidade de São Paulo, mais de um milhão de testes já realizados aqui na cidade, 90 mil profissionais da saúde todos testados, 2,2 milhões pessoas abordadas pelas nossas equipes de atenção básica, 5,8 milhões doses de vacina contra a gripe aplicadas, chegando ao total de cobertura vacinal de 93,4% da população. Estamos realizando inquérito sorológico dos adultos, inquérito sorológico infantil e iniciamos ontem o Censo sorológico que vai testar 770 mil alunos e professores da rede municipal. Próximo. A cidade de São Paulo está colaborando, na sua grande maioria respeitando a quarentena, continuando a praticar o isolamento, mudou seus hábitos e passou a utilizar máscara, evitando na sua grande maioria aglomerações, somado a esse esforço da prefeitura e essa ação de toda a população. Próximo. Nós temos aqui os resultados que vão mostrando a queda, a desaceleração da pandemia na cidade de São Paulo como notícias de ontem no Jornal Estado de São Paulo. Próximo. E aqui mostrando que a cidade continua a caminhar para a fase verde nos cinco critérios que são apontados pelo governo do estado para classificar uma região entre as fases do Plano São Paulo. Próximo. A curva de casos de corona vírus na cidade de São Paulo mostrando que continuamos a regredir. Próximo. E a curva de óbitos na cidade de São Paulo, ontem chegamos a 18 semanas de redução de óbitos na cidade de São Paulo, apesar de todo processo de flexibilização, a população na sua grande maioria continua a respeitar os protocolos sanitários, e tem sido possível reabrir atividade econômica sem retroceder, sem ter um segundo pico da doença na cidade de São Paulo. Próximo. Lembrando que apesar do processo de flexibilização, a cidade continua em quarentena e a gente continua solicitar a colaboração e a participação de todos. Muito obrigado.

JOÃO DÓRIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Parabéns, Bruno, pelo resultado. Uma demonstração clara de ação integrada entre o governo do estado de São Paulo e a prefeitura da capital de São Paulo. Este é o momento de união, de integração onde o poder público municipal, estadual e deveria ser também no âmbito federal, devem estar juntos para o combate ao corona vírus e para salvar vidas. Exatamente como faz o prefeito da capital de São Paulo junto com o governo do estado de São Paulo. Agora vamos as boas notícias no plano econômico com Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Nós vamos mostrar aqui exatamente mais um recorde histórico que é o recorde de abertura de empresas registradas na Junta Comercial, aqui não incluímos MEI, mas nós tivemos o recorde alcançado no mês de setembro que superou o recorde do mês de agosto. Nós tivemos aqui 23.205 novas empresas registradas na Junta Comercial no mês de agosto. Junto com esse recorde que foi também 13% superior ao mesmo mês no ano passado, num ano que foi muito bom, vocês lembram que o ano de 2019 foi o ano onde nós tivemos o maior número de registro de empresas na Junta Comercial. O mês de setembro desse ano foi melhor do que mesmo mês no ano passado, e mais importante, na próxima página nós também tivemos saldo líquido de aberta de empresas ainda maior. Por favor, na próxima página. O saldo líquido de abertura de empresas, nós tivemos aqui 13.346 empresas. Que a diferença entre abertura e fechamento. Muitas pessoas nós perguntaram: estamos abrindo, mas quantas empresas estão sendo fechadas? Então a título aqui de total transparência, nós temos os números de abertura e também de fechamento, e vemos que relativamente ao ano passado o saldo líquido de abertura tem uma diferença ainda maior, são quase 30% empresas a mais que estão prosperando esse ano com relação ao mesmo ano no ano passado, governador João Doria destacou a importância da integração e da união no momento que nós estamos vivendo, isso também se aplica aqui, porque nós lançamos, no ano passado, o programa Empreenda Rápido, o maior programa de empreendedorismo que já havia sido lançado no Estado de São Paulo e no Brasil, e um grande diferencial desse programa é exatamente a união e a integração entre diferentes atores, porque nós colocamos como ponto central dessa iniciativa, o empreendedor, a empreendedora, e nessa iniciativa, nós temos a junta comercial, o Sebrae, o Centro Paula Souza, a Desenvolve São Paulo, o Banco do Povo, todos trabalhando juntos pra beneficiar, pra facilitar a vida dos nossos empreendedores, que são quem gera emprego e renda no Estado de São Paulo. Como resultado disso, nos últimos três meses, no Empreenda Rápido, nós servimos mais de 275 mil empreendedores, que acessaram o nosso site, buscando serviços, e é um site em parceria com o Sebrae e com todos esses parceiros que eu descrevi, onde todos prestam seus serviços de uma forma integrada, pra facilitar a vida do empreendedor. Mais de 275 mil empreendedores nos consultaram nos últimos três meses, e dentro dessas consultas, 202.558 se inscreveram e buscaram programas de qualificação, pra melhorar a gestão dos seus negócios, e desses, 66.147 hoje estão inscritos em programas formais de qualificação, através do Via Rápida, uma parceria entre o Sebrae e o Centro Paula Souza. Também tivemos mais de 13 mil que tiveram acesso a microcrédito, uma parceria também com o Banco do Povo e com o Sebrae. E do Sebrae, do programa específico que o Sebrae aportou recursos, eles aportaram 50 milhões, nós já concedemos 46.5 milhões desse fundo específico do Sebrae e quase 200 milhões de reais somente em microcrédito. Nós vimos nos debates, nos últimos dias, e ontem em especial, como o microcrédito, oportunidade de emprego e renda, qualificação, frente de trabalho são importantes pros nossos cidadãos, nós estamos atuando nisso e é por isso que São Paulo está fazendo a diferença em geração de emprego e renda, porque estamos aqui atuando em parceria, de uma forma integrada e unida com os nossos empreendedores, que são quem gera prosperidade e oportunidades pra toda população. O Dr. Walter vai complementar aqui com algumas informações adicionais, pra nós vermos os tipos de empresas que estão sendo abertas e quais setores estão sendo aqui mais ativos e mais beneficiados, mas fica aqui um grande obrigada a todos os parceiros que estão atuando conosco, em especial te parabenizo, Walter, pela sua liderança na junta comercial. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos, então, ouvir Walter Ihoshi, presidente da junta comercial do Estado de São Paulo, repito, na série histórica, a maior abertura de empresas na história da economia de São Paulo, 23.205 novas empresas, e o saldo, entre empresas que abriram e empresas que fecharam, 13.346 novas e saudáveis empresas. Walter Ihoshi.

WALTER IHOSHI, PRESIDENTE DA JUNTA COMERCIAL DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, muito obrigado, governador, pela oportunidade de estar ao seu lado hoje, muito obrigado, secretária Patrícia Ellen, por todas as orientações, eu quero, agora, complementar as informações da nossa secretária, do lado direito, aqui, no mês de setembro, nós tivemos, por tipo de empresas, cerca de 65% empresas limitadas, que foram abertas no mês de setembro, depois as individuais, 18%, e as Eirelis com 15%, as demais 1.8. Do lado esquerdo, por tipo, por segmento de empresas, então, os setores que lideraram as aberturas de empresas no mês de setembro foram, justamente, o setor de comércio e serviços, comércio atacadista, varejista, veículos automotores e bicicletas, 31%, e depois nós tivemos os demais setores, como atividade administrativa e serviços complementares, com 11.3, e atividades profissionais, científicas e técnicas, com 12%. Próximo, por favor. E aqui, pra finalizar, dizer do esforço da junta comercial, que tem feito um esforço grande pra fomentar o ambiente de negócios, simplificando, desonerando, incentivando os empreendedores, nós iniciamos essa campanha de desoneração da tarifa de abertura de empresas, que vai até o dia 23 de outubro, então, até o dia 23 de outubro, os empreendedores paulistas terão a oportunidade de abrir as suas empresas com a isenção dessa taxa. Eu quero aqui também agradecer a todos os parceiros da junta comercial, sobretudo os profissionais contábeis, através das entidades [ininteligível], que tem contribuído muito no processo de implementação dos projetos da junta digital. Esclarecer também a todos que nós já abrimos as empresas totalmente digital, no mês passado, dia 21, nós iniciamos o processo de baixa de empresas totalmente digital, e até o final do ano, governador, nós estaremos fazendo as alterações totalmente digital. Portanto, estamos no caminho da junta 100% digital, que é a sua orientação, facilitar, simplificar, desonerar a vida de quem empreende e quem gera riqueza e emprego no nosso país, no Estado de São Paulo. Nosso muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Walter Ihoshi, presidente da junta comercial do Estado de São Paulo, e o compromisso e a meta da junta é até 31 de dezembro deste ano, 100% digital, hoje ela já é majoritariamente digital, é a junta comercial mais digitalizada do Brasil, e a meta, até 31 de dezembro deste ano, 100% digital. Antes de iniciarmos as perguntas, queria mandar um abraço ao José Henrique Germann, que foi nosso secretário da saúde, em São Paulo, assessor especial de saúde, hoje, do Governo de São Paulo, para os temas de saúde pública, ele está internado aqui ao lado, no Hospital Albert Einstein, e se recuperando da Covid-19, está nos assistindo nesse momento, a você, Germann, o nosso abraço e a sua pronta recuperação. As perguntas de hoje, pela ordem, teremos TV Cultura, Rede TV, a ABC News, através do seu correspondente no Brasil, o Portal UOL, a CNN Brasil, o Portal IG e a TV Globo, Globo News. Começamos, portanto, com você, Maria Manso, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde a todos, um abraço também pro Dr. Germann, que nos acompanhou tanto tempo nas coletivas, eu queria saber do mutirão do emprego, as inscrições das pessoas que estão procurando trabalho terminam hoje, se o governo já tem um balanço desse mutirão, e pro prefeito, ele apresentou os dados referentes à capital dentro do Plano São Paulo, ainda falta um item pra atingir a fase verde, se ele acredita que na próxima sexta-feira, quando haverá a mudança de faixas, se a capital vai, finalmente, pra fase verde. Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria Manso. Começando com o tema do mutirão do emprego, com a Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, para a resposta.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador, bom, Maria, o mutirão do emprego tem sido uma surpresa positiva pra todos nós, em várias frentes, criou uma grande mobilização das empresas, nós iniciamos o compromisso com o mutirão com cinco mil vagas, e a UGT e o sindicato dos comerciários tem sido fundamental nesse processo, porque hoje nós estamos já com quase 12 mil vagas, na verdade são 11.617 vagas devidamente cadastradas aqui, cobrindo 43 cidades hoje, em 12 regiões administrativas, quase dois terços dessas vagas são nas áreas, sobretudo, de teleatendimento, atendimento remoto, potencializado aqui durante a pandemia, nós temos, e um ponto importante de esclarecimento, que eu vi que alguns lugares colocaram que eram vagas temporárias, não são, 93%, na verdade, são vagas fixas, então é uma grande oportunidade pros trabalhadores, tá, e muitas empresas estão oferecendo uma quantidade bastante expressiva de vagas. Nós tivemos uma grande mobilização nos últimos dias, ao mesmo tempo que muita gente se cadastrou procurando emprego, nós tivemos essa mudança aí de cinco pra agora termos 11.617 vagas, e nós temos, hoje, 270 mil pessoas cadastradas na plataforma Meu Emprego Vaga Certa, e uma novidade é que, além do emprego, as pessoas estão buscando qualificação, 71%, sete em cada dez pessoas que se inscreveram, buscando vagas, também se inscreveram e demonstraram interesse em cursos de qualificação profissional. Então, nós estamos fazendo um grande esforço agora pra anunciarmos até a semana que vem, governador nos deu aqui a lição de casa de atender o maior número possível de pessoas ainda no próximo mês e, certamente, até o fim do ano, então é esse exercício que nós estamos fazendo agora, pra garantir que os que estão buscando vagas, que não puderem sair com vagas, possam sair com cursos de qualificação e ou pro redirecionamento, claro, também pro Empreenda Rápido, que alguns também manifestaram o interesse em abrir o seu próprio negócio. Então, é esse o trabalho agora, aumentar o número de vagas, garantir a empregabilidade de quem se inscreveu e quem não tiver o emprego, o curso de qualificação e o direcionamento também pro Empreenda Rápido. As inscrições, como você mesma disse, iriam se encerrar hoje, o que nós fizemos, dado o interesse, nós vamos manter as inscrições abertas na semana que vem, como foi até o anúncio do governo, né, em parceria aqui com o Sebrae e a UGT, até o dia nove, mas o processo seletivo dessa leva agora já começa a partir de segunda-feira, e todos que se inscreverem na semana que vem, também vão ter os seus currículos utilizados pras próximas vagas, porque nós não vamos parar aqui, esses são aqui os quase 12 mil empregos que nós conseguimos mobilizar pra esse primeiro mutirão, durante a pandemia, mas nós vamos continuar trabalhando 24 horas por dia pra gerar mais oportunidade de emprego e renda pra todos os cidadãos do Estado de São Paulo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia, segunda pergunta da Maria Manso, da TV Cultura, será respondida por Edson Aparecido, secretário de saúde da capital de São Paulo. Edson.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, nos cinco critérios que nós temos no Plano São Paulo, a ocupação de leitos de UTI já há bastante tempo, as taxas de ocupação nós já estamos, o município já está no verde, há bastante tempo, os leitos de UTI, pra cada 100 mil habitantes, da mesma maneira, já desde o início do mês de setembro, o número de novos casos, nos últimos sete dias, nós, desde o dia 24/09 estamos também na faixa verde, e os óbitos também, desde o dia 24/09, nós já estamos na faixa verde na classificação do Plano São Paulo. As internações, nos últimos 14 dias, no dia 14, no dia 19/09 para o dia 27/09, também houve uma queda importante e São Paulo tem uma característica particular, os hospitais filantrópicos, os hospitais do estado e também os hospitais privados, recebem muitos pacientes de outras cidades e de outros estados, inclusive, né, no caso dos leitos dos hospitais públicos do município, nós conseguimos fazer essa separação de uma maneira mais rápida, mais imediata, nós sabemos exatamente que quem está internado em São Paulo, se é da cidade de São Paulo, então, esse processo, eu acho que até a semana que vem, fazendo esse processo de depuração, seguramente São Paulo estaria em todos os critérios do Plano São Paulo, na condição de passar pra faixa, pra qualificação de verde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Edson Aparecido. Obrigado, então, Maria Manso, vamos, na sequência, com a Rede TV, depois a rede americana ABC, na sequência o Portal UOL, CNN, IG e TV Globo. Pela Rede TV, Carolina Riguengo. Carolina, boa tarde, prazer em tê-la aqui, mais uma vez, sua pergunta, por favor.

CAROLINA RIGUENGO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. A minha primeira pergunta é direcionada ao Dr. Dimas Covas, a presidente da Fiocruz declarou em audiência pública que a matéria prima da vacina astrazeneca vai ser produzida com um material chinês. A gente ainda hoje recebe informações via redes sociais desqualificando a vacina corovanac, por ter uma matéria prima chinesa, eu queria que o senhor comentasse isso, esclarecesse, tirasse o medo de algumas pessoas que ainda tem, em relação à vacina ter matéria prima chinesa. Uma outra coisa, que aí é uma questão de populares, há pessoas dizendo que médicos orientam, dizem que em lugares abertos não seria tão necessário assim o uso de máscaras, aí vai pra qualquer um dos representantes aqui da saúde, por favor, esclarecer isso, sobre essa necessidade. E uma outra, vocês colocaram os documentos pra Anvisa, disponibilizaram, queria saber qual é a chance da Anvisa barrar, se existe alguma brecha, e se isso acontecer, quais são os próximos passos? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carolina, três perguntas, também vai pedir música no domingo. Vamos a primeira, sobre a vacina, responde Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, a segunda sobre máscaras, é o doutor José Medina, coordenador do centro de contingência, e a terceira, Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do estado de São Paulo. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bom, Carolina, exatamente o que você anuncia, em agosto desse ano a AstraZeneca firmou um acordo de produção com uma grande companhia chinesa, nos volumes de 100 milhões de doses por ano. E a presidente da ANVISA, Nísia Trindade, anunciou há dois dias atrás, em uma audiência na Câmara dos Deputados, que a matéria-prima que virá para a Fiocruz, através da AstraZeneca, será produzida na China. Quer dizer, a AstraZeneca ela tem em um parque fabril na China, e isso vem demonstrar o grau da evolução dos produtos biológicos produzidos na China. E, portanto, a notícia é muito boa, porque o Brasil terá agora a possibilidade de usar duas vacinas com tecnologias diferentes, produzidas na China. E isso, obviamente é uma notícia alvissareira, e afasta de vez a desconfiança que existe em relação ao que é feito na China. Então essa é a realidade. Essa matéria-prima de acordo com a própria presidente da Fiocruz, será produzida na China.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Carolina trouxe aqui um fato novo, do ponto de vista da composição da vacina de Oxford, dada a notícia que foi aqui trazida por você, aliás, publicada hoje no portal de notícias do G1. Vamos agora à segunda pergunta sobre máscaras, que será respondida pelo José Medina, nosso coordenador do centro de contingência do COVID-19.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Carolina, pela pergunta. E a recomendação que alguns médicos falam sobre o uso de máscara em locais abertos, ela tem um certo sentido, principalmente se a pessoa tiver sozinha, ela tiver sozinha em um ambiente aberto ou em um ambiente fechado, ela não precisa usar a máscara. Se ela tiver aglomerada ou com alguma outra pessoa, é recomendável que ela use. Normalmente as pessoas mesmo em ambiente aberto sozinha, ela costuma usar a máscara para manter o caráter pedagógico e manter o padrão de comportamento, mas efetivamente se a pessoa tiver sozinha em um ambiente aberto, ou mesmo em um ambiente fechado ela não precisa usar a máscara.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. E a terceira pergunta da Carolina Riguengo, será respondida sobre o tema da ANVISA, pelo nosso secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carolina, uma coisa que vem acontecendo é que todas as cronologias com relação à Coronavac vêm sido seguidas, sem nenhum atraso, nenhum efeito adverso que fosse necessário à sua interrupção. Portanto, ela vem acontecendo dentro da cronologia. Em paralelo, a ANVISA, de uma forma muito ética, muito técnica, tem amparado as vacinas e a Coronavac também é uma das vacinas que são muito bem acolhidas, tanto pelo Ministério da Saúde, no seu apoio à vacina, bem como a própria ANVISA. Então ela já vem recebendo a documentação tanto dos estudos de fase um, os estudos de fase dois, e vem sendo municiada de forma constante, com relação aos status atuais, inclusive com observadores internacionais que fazem os seus relatórios. Dessa forma nós temos total tranquilidade, que nós teremos essa vacina de uma forma mais breve possível. A atitude que foi tomada agora da ANVISA em rever os seus procedimentos, que até então demoravam até um ano para ter a liberação de um medicamento, ou vacina, no que tange a medicamentos e vacinas para o COVID-19, isso foi estreitado para 60 dias. Porém, o próprio Gustavo, que é o diretor técnico coloca que isso pode ser muito mais encolhido exatamente pelo fato de existir esses ritos sendo observados de uma forma muito mais próxima. Então com isso muito possivelmente nós já teremos esse registro no final de novembro, início de dezembro. E o início da vacinação vai depender exatamente de toda essa liberação burocrática. Mas, sem dúvida, a ANVISA tem colaborado sobremaneira para que isso possa vir a ocorrer.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Carolina, obrigado pelas perguntas. vamos agora para uma pergunta online, é do correspondente da Rede EBC News, o canal em televisão, canal aberto e também o canal fechado. EBC News, Aisha Castano, que já está aqui em tela. Aisha, eu espero ter pronunciado corretamente o seu nome. Boa tarde, obrigado pela sua participação, sua pergunta, por favor.

AISHA CASTANO, REPÓRTER: Obrigada pela oportunidade, governador, é um prazer. Boa tarde, a todos. Então, eu queria saber como o governo vai garantir o acesso da vacina para as comunidades mais vulneráveis do estado?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito interessante sua pergunta, Aisha, vou pedir ao secretário de Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn. O Jean é médico infectologista do Hospital Emílio Ribas, da Universidade de São Paulo, e também secretário de Saúde aqui do nosso estado, e também vou pedir a intervenção do João Gabbardo, médico, ex-secretário de Saúde do estado do Rio Grande do Sul, e ex-secretário geral do Ministério da Saúde na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Começando então com você, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Aisha, é importante nós termos a interpretação de que a vacina ela já vem recebendo o apoio do Ministério da Saúde brasileiro. Apoio não só de acenos, mas inclusive com o apoio econômico para estudo clínico, expansão da fábrica multidoses do Instituto Butantã, e a aquisição de equipamentos. Então não tenho dúvida que nós distribuiremos essa vacina assim que liberada pelo órgão regulatório ANVISA, através do SUS, pelo Sistema Único de Saúde. O Sistema Único de Saúde ele é universal, e ele vai acolher indistintamente todos os brasileiros independente da sua condição social. A questão é que nós vamos ter que avaliar quais serão as prerrogativas definidas pelas Câmaras Técnicas de grupos prioritários, pessoas que sejam portadores de doenças crônicas, pacientes obesos, idosos, enfim, toda essa definição técnica será também estabelecida em conjunto com o Instituto Butantã e o Ministério da Saúde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Nós vamos ouvir o João Gabbardo, Aisha, e na sequência também o Dimas Covas, gostaria de fazer uma intervenção em resposta à sua pergunta. Então vamos ao Gabbardo, e na sequência, Dimas Covas. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde. Essa definição de quem deve receber a vacina, obviamente que vai obedecer critérios técnicos do Ministério da Saúde, normalmente a vacina tem duas finalidades, é utilizar em pessoas que sejam pela sua atividade profissional, mais suscetíveis de adquirir a doença, esse é um grupo importante, aí entra o pessoal da polícia, o pessoal da segurança, professores, os próprios trabalhadores da área da saúde. E o segundo grupo, que são os grupos que tendo a doença, adquirindo o vírus, podem manifestar a doença em uma forma mais grave, e isso inclui crianças, idosos, pessoas com comorbidades, doenças crônicas, pessoas imunodeprimidas. Então esses são os critérios de distribuição, não existe, como no Sistema Único de Saúde, fazer qualquer tipo de priorização por poder econômico, isso não existe no SUS, qualquer produto, qualquer item que o SUS disponibiliza é universal, é para toda a população, todos poderão se beneficiar, independente de ser pobre ou de ser rico. O Sistema Único de Saúde tem hoje no país quase 40 mil postos, locais com rede fria, que são capazes de armazenar as vacinas e poder aplicar as vacinas às pessoas que procurarem essas unidades de saúde. Aqui em São Paulo são em torno de 5 mil. Então eu acho que esse, o secretário Jean já falou anteriormente, é uma característica do SUS, essa questão da universalidade, é um dos pilares do Sistema Único de Saúde, é a questão da universalidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Agora sim, complementando, Aisha, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Tem um ponto importante que o Gabbardo mencionou, que é a questão da logística, para atingir todos os municípios do estado de São Paulo e do Brasil, precisa de uma cadeia de transporte, para que essa vacina chegue aos mais de 6 mil municípios. E aqui tem um ponto importante que eu vou chamar a atenção, a vacina Butantan/Coronavac, ela é transportada à temperatura de geladeira, como são transportadas as vacinas hoje. Quer dizer, o programa nacional de imunização, o maior programa de vacinação pública do mundo, transporta as suas vacinas em caixas térmicas e em temperatura de geladeira, de 2 a 8 graus. A vacina Butantã/Coronavac atende perfeitamente esse requisito. Mas, existem outras vacinas que estão sendo testadas para serem usadas aqui no Brasil, e precisam de ser transportadas às temperaturas abaixo de zero, algumas a -20 graus centígrados, outras a -30 graus centígrados, e outras e outras a -80 graus centígrados. Eu estou apenas reforçando que o nosso SUS, a nossa rede logística não está preparada para transportar vacinas em temperaturas inferiores a 20 graus centígrados. Então essa é uma diferença importante para contextualizar o ambiente dessas vacinas que estão para serem introduzidas aqui.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Aisha, muito obrigado. Nós vamos tirá-la agora de tela. Vamos voltar ali, à Aisha, eu fiquei com a impressão de que ela quer complementar. Você quer complementar alguma dúvida que você ainda tenha?

AISHA CASTANO, REPÓRTER: Não, essa questão de logística é muito interessante, muito obrigada pela resposta.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito. Aisha, muito obrigado, continue nos acompanhando, vamos tirá-la de tela. Vamos agora à uma pergunta presencial, do Portal UOL, com o jornalista Felipe Pereira. Obrigado pela sua presença, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

FELIPE PEREIRA, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu queria fazer duas perguntas, se o senhor me permite, uma é para o doutor Dimas Covas, eu queria saber, foram encaminhados estudos preliminares para a ANVISA. Isso já significa um pedido de aprovação da vacina, ou isso só é feito quando acaba a fase três do teste? E outra pergunta para o prefeito, por favor. Prefeito, tem o censo sorológico que começou agora para reabertura das escolas. Eu queria saber se já existe uma estimativa dos parâmetros, o que precisa de prevalência ou outros critérios para que seja permitida a volta às aulas? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Felipe. Começando então com o Dimas Covas, e depois com o Bruno Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Felipe, a ANVISA ela necessita receber todos os documentos, todos os documentos que incluem os dados de desenvolvimento da vacina, os estudos pré-clínicos, os estudos clínicos de fase um, fase dois, fase três. E as certificações dos produtores, quer dizer, as fábricas que produzem a vacina. Então esse complexo de documentos forma um dossiê, e a ANVISA tem que receber esse dossiê de forma completa para permitir o registro. Nesse momento o que a ANVISA fez foi abrir a possibilidade de receber essa documentação de forma contínua, e nós não precisamos ficar esperando o término de todos esses documentos, de todas essas análises para encaminhar e solicitar o registro da vacina. Portanto, esse encaminhamento progressivo permite que a ANVISA analise com antecedência, por isso o que se espera lá no final, é que o prazo de registro seja encurtado, esse é o objetivo. Então todos os documentos que nós já produzimos em relação à essa vacina Butantan/Coronavac, estão sendo encaminhados nesse momento, e subsequentemente vamos encaminhando à medida que eles forem gerados. Exatamente dentro dessa norma que foi um grande avanço da nossa ANVISA em relação à essa vacina.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Dimas. Agora a segunda pergunta formulada pelo Felipe Pereira, com Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Felipe, não há um parâmetro ou uma ou outra variável que é analisada nesse caso, o censo ele é lido como um todo, da mesma forma que lemos o inquérito sorológico, e ao analisar todos os dados e todo o resultado a Vigilância Sanitária toma a decisão. Então, é mais uma informação que está sendo levantada, para que a Vigilância Sanitária tome a sua decisão e para que a Secretaria Municipal de Educação possa se preparar para quando tiver o retorno às aulas. Então, não há um parâmetro acima ou abaixo de 20%, acima ou abaixo de 3%, 4%, para uma tomada de decisão. O relatório, depois, ele é lido como um todo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Felipe, obrigado então pelas perguntas. Vamos agora à CNN Brasil, com a jornalista Tainá Falcão. Tainá, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. Eu vou continuar com o Dr. Dimas, pra gente falar ainda sobre esse registro dos documentos. Pelo que o senhor explicou então, não significa o registro, é o primeiro passo dele, correto? E quais seriam esses documentos que já teriam chegado à Anvisa? E a partir de agora, o que falta para então conseguir o registro da agência? O Dr. Gabardo falou um pouco sobre os grupos prioritários, que seriam vacinados, assim que a vacina chegar, enfim, seguindo aí o protocolo. Quando que chegaria na população geral? Depois, passando desses grupos prioritários, quando é que a população comum, digamos assim, receberia a vacina? E sobre a logística, ainda que o senhor citou, Dr. Dimas, vou voltar agora com o senhor, quem resolveria então esse problema? Isso implicaria algum problema para a distribuição da vacina aqui no Brasil?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, Tainá também, três perguntas, vai pedir gol no domingo. Começamos com o Dr. Dimas, que tem a primeira e a terceira das suas perguntas, e ele pode responder agora ambas, e na sequência, João Gabardo.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, foram encaminhados um conjunto muito grande de documentos, que envolve desde a parte de desenvolvimento inicial da vacina, já resultados preliminares já publicados, em relação aos testes pré-clínicos, e, na sequência, dados da segurança, já disponíveis, e que também já anunciados. Então todos esses documentos, que é um conjunto muito grande, foram encaminhados. Agora, a Anvisa passa a analisar cada um desses documentos. Então daí a importância do procedimento, quer dizer, ela já começa a avaliar os documentos com muita antecedência, e portanto o prazo de análise final, ele deve ser muito encurtado. Então, uma ótima notícia. Com relação à logística, de fato, este é um problema, é um problema que não tem sido mencionado. Por isso que eu o trouxe aqui, quer dizer, as vacinas, para atender um Brasil, com dimensões continentais, tem que ter uma logística que preveja como a vacina vai chegar lá na ponta. Como a vacina vai chegar no interior do Amazonas? Quer dzier, ela precisa ser transportada de forma adequada, e adaptada às condições brasileiras. Então, a temperatura de transporte é importantíssima. E nós estamos trabalhando com uma vacina iguais às que já são usadas atualmente, transporte de geladeira. Diferentemente de outras vacinas. Não vou entrar no mérito, mas enfim, são vacinas que têm outro perfil de conservação e transporte.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Dimas. Agora, João Gabbardo, a segunda pergunta formulada pela Tainá Falcão.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Sim, Tainá, dentro desses dois grupos que eu coloquei, que são das pessoas que têm maior possibilidade de adquirirem a doença, pela atividade que exerce, e dentro do grupo que tem maior possibilidade de, tendo a doença, apresentar na forma grave, essa fase 3, a fase de ensaio clínico, ela vai nos orientar para muitas questões. Ela pode orientar para qual faixa etária nós podemos utilizar a vacina, nós podemos usar acima de determinada idade, podemos usar abaixo de uma determinada idade, nós podemos utilizar em pessoas que têm determinadas condições clínicas, podemos usar em gestantes, podemos usar em recém-nascidos, tudo isso é pesquisado no ensaio clínico da fase 3, e isso vai constar na bula da vacina, que vai ser distribuída pelo Ministério da Saúde. E a bula, ela tem obrigação de recomendar e determinar quem pode e, pra aqueles que têm algum tipo de risco, ela tem que dizer: Se um paciente, ou o portador de uma determinada condição, tomar a vacina, corre o risco de ter isso, isso e aquilo. Isso funciona em todas as bulas de medicamentos e de vacinas. Quando é que nós podemos pensar em expandir isso? Depende, vai depender da disponibilidade da vacina. É óbvio que nós temos que criar prioridades, enquanto nós tivermos um número limitado de vacinas. Agora, se nós conseguirmos adquirir, se nós conseguirmos ter acesso a um número maior de vacina, nós podemos ampliar cada vez mais os critérios, de maneira que a gente possa atender à população total, só com exceção daqueles que, por situação clínica, tenham contraindicação para uso da vacina.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Tainá, obrigado pelas perguntas. Antes de passar para Eduarda Esteves, do Portal IG, Eduarda, se você quiser já pode se posicionar, quero ressaltar a importância. Você, que está nos assistindo de casa, ou jornalistas que estão aqui, alguns veículos de comunicação, rádio e TV, e portais que fazem transmissão parcial ou total, vejam a importância de uma coletiva de imprensa, a importância de transparência, aquilo que o Governo de São Paulo, desde o início da pandemia, vem ressaltado. A importância e o valor do esclarecimento, das perguntas, da liberdade de questionamento. Quantos esclarecimentos foram feitos aqui na coletiva de hoje? Sem contar todas as outras 129 coletivas que ocorreram aqui, graças à sagacidade, o espírito jornalístico daqueles que comparecem aqui, e dos que remotamente dirigem as suas perguntas, sem nenhuma restrição, sem nenhuma censura, obviamente, mas estas informações ajudam a esclarecer a opinião pública e também aqueles que precisam da informação para combater as fake news. Então vamos agora pra você, Eduarda Esteves, do Portal IG. Obrigado pela sua presença, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. A gente tem visto com a pandemia a importância de se investir em ciência, principalmente nas universidades, pra preparar o estado para essas situações de emergência. Hoje, o Brasil e o próprio Estado de São Paulo gasta muito dinheiro pra comprar as vacinas, também pra importar essa tecnologia. Como o Governo tem pensado nesse investimento em ciência, pra prevenção a longo prazo? Para que, em casos emergenciais futuros, o estado esteja mais preparado para lidar com essas situações de emergência, não só com a pandemia, mas com outros problemas também? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduarda. Vou pedir à nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Patrícia Ellen, para responder essa sua boa pergunta, Eduarda. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Pergunta fundamental. Nós chegamos até aqui com uma gestão transparente, baseada em dados e evidências, e que em todos os momentos respeitou a ciência. Então, estamos fazendo um trabalho constante para melhoria exatamente desse processo. O que nós identificamos aqui é que há uma oportunidade muito grande para dar o próximo passo em integrar melhor o ecossistema de ciência com o mundo das startups e do setor público. Nós lançamos, em meio à pandemia, o Ideiagov, que é a evolução num programa que já existia no Governo do Estado, chamado Pitgov, e um dos grandes desafios identificados é que, na última ponta, depois da descoberta, a análise, a comprovação que o produto ou o serviço funciona, há uma etapa final de produção e contratação desses serviços. E a contratação era o grande desafio. O Ideiagov vem exatamente para solucionar esse desafio. Ele já nasceu de uma parceria com mais de 10 organizações que são especializadas exatamente em levar a ciência e a tecnologia para a ponta, e temos uma organização parceira, que é que faz a gestão de todo o trabalho, é o ImpactHub, que trouxe também as 10 maiores organizações desse ecossistema para trabalhar conosco. Onde estamos hoje? Estamos com edital aberto, inclusive o novo vai ser aberto no Mês que vem, então já estamos antecipando, vamos trazer aqui em coletiva, onde nós, de acordo com os maiores desafios que tivemos na pandemia, abrimos para pesquisadores e para startups trazerem soluções. E criamos um núcleo, em parceria com a Procuradoria-Geral do estado, que faz exatamente o trabalho de trazer a versão estadual da lei da inovação, que permite a contratação. Então esse é um exemplo concreto, mas a síntese é: mantemos o nosso investimento em pesquisa, ciência e tecnologia, e agora estamos garantindo que a inovação vá até a ponta e chega mais rapidamente para a população, através do Ideiagov, que é um programa que hoje fica incubado na Secretaria de Governo, com comando direto do vice-governador Rodrigo Garcia, e do governador João Doria, e cria uma estrutura mais ágil para atuar com todo o ecossistema de ciência e tecnologia do Estado de São Paulo, do Brasil e do mundo. Um outro ponto concreto que nós vamos lançar fisicamente na semana que vem é o espaço físico do Citi, o Centro Internacional de Tecnologia e Inovação, e do nosso centro da 4ª Revolução Industrial. Durante a pandemia, nós não paramos nenhum segundo, e o lançamento vai ser agora no mês de novembro, inclusive teremos um lançamento mundial em parceria com o Fórum Econômico Mundial, porque temos que seguir adiante. Temos outros desafios pela frente e esse trabalho vai continuar sendo realizado, de forma cada vez mais célere. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen, obrigado, Eduarda, pela pergunta. Nós teríamos agora, pela ordem, Willian Kury, da TV Globo, GloboNews, mas ele está exatamente entrando no ar neste momento, ao vivo. Então, preserva-se, evidentemente, a necessidade da sua intervenção ao vivo na GloboNews, assim como já fez na TV Globo. E nós então vamos encerrar a coletiva com a pergunta do Portal IG. Queria novamente agradecer a presença dos jornalistas, dos cinegrafistas, dos fotógrafos, dos técnicos, dos nossos convidados especiais, de todos que estão aqui na bancada. Na próxima segunda-feira estaremos em uma nova coletiva de imprensa. Temos novidades bastante interessantes na próxima segunda-feira. E queria pedir a você, que está em casa, acompanhando pela TV Cultura, como tem feito ao longo de todos estes meses, por favor, use máscara, faça o distanciamento social, ao sair da sua casa ou do seu trabalho, pelo menos 1,5 metro de distância em relação a outras pessoas. Use álcool em gel, leve no seu bolso ou na sua bolsa, lave as suas mãos com frequência e lembre: estamos em quarentena. O Plano São Paulo é uma quarentena para preservar a sua saúde e a sua vida. Um bom final de semana a todos, muito obrigado.