Coletiva - SP lança Bolsa Empreendedor para apoio a 100 mil autônomos informais 20211009

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - SP lança Bolsa Empreendedor para apoio a 100 mil autônomos informais 20211009

Local: Capital – Data: Setembro 10/09/2021

Soundcloud

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, nós vamos aqui, ao meu lado, vocês estão vendo, o Ricardo Nunes, nosso prefeito da capital de São Paulo. Wilson Poit, superintendente do Sebrae. Patrícia Ellen, nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Nosso grande Ivan Lima, responsável pelo Centro de Equidade Racial do governo do estado de São Paulo. Como vocês sabem, nós lançamos hoje o Programa Bolsa Empreendedor, um programa que oferece R$ 100 milhões para empreendedores, para microempreendedores, e com uma prioridade determinada para mulheres, negros, pardos, indígenas e jovens entre 18 e 35 anos, e pessoas com deficiência. Esses são aqueles que serão priorizados dentro desse programa, denominado Bolsa Empreendedor. As notícias são estimulantes, o Wilson Poit vai dizer a vocês a quantidade de microempreendedores que se formalizaram ao longo dos últimos meses, é o maior volume da história em São Paulo, o que reproduz esse sentimento que é vivo o interesse da população, em todos os segmentos, especialmente nesses que nós comentamos aqui para se tornarem empreendedores. E hoje é muito fácil, você abre em São Paulo uma microempresa em menos de 24 horas, o que no passado, Poit e eu sabemos disso, porque quando éramos, ele secretário e eu prefeito na cidade de São Paulo, Ricardo, nós levávamos 126 dias para abrir uma empresa aqui em São Paulo. Hoje em menos de 24 horas, em menos de um dia você tem uma empresa já em condições de operacionalidade. Portanto, isso também é um estímulo, e fazendo com que esse microempreendedor não perca tempo com burocracia, e invista tempo no seu negócio, no seu sonho e na sua atividade. Bem, como nós retardamos um pouquinho, nós vamos direto às perguntas, e poderão responder todos que estão aqui presentes nesses púlpitos. Vamos começar então com o Portal Metrópoles, com a Indara Freitas. Bem-vinda, mais uma vez. Bom-dia.

INDARA FREITAS, REPÓRTER: Bom dia. Eu tenho duas perguntas, a primeira eu queria saber mais sobre o curso profissionalizante, ele vai ser ministrado de forma presencial pelo Sebrae? Se for só presencial, eu queria saber se vai ter em todas as cidades onde serão concedidas as bolsas? E mais sobre o conteúdo desse curso, o que será ensinado. A segunda pergunta é para o prefeito, para o governador, queria saber se há novidade das segundas doses da AstraZeneca que estavam faltantes. Queria saber se há alguma novidade nesse sentido. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Indara. Então vamos começar com o Sebrae, com o Wilson Poit.

WILSON POIT, SUPERINTENDENTE DO SEBRAE: É um curso bastante básico, importante, porque nós temos recordes de abertura de microempresas de empreendedores de primeira viagem, aumentou demais a quantidade. Nós estamos dando os cursos de forma remota, são cursos de até 20 horas, muito simples, ensinando desde as pessoas a separarem o bolso esquerdo do bolso direito, separar o dinheiro pessoal do dinheiro profissional, até aprender a vender pela internet, e conseguir microcrédito. Mas também já estamos atendendo de forma presencial em todo o estado de São Paulo, o Sebrae está crescendo muito, já está na metade dos municípios, e até o final do ano que vem deve estar presente nos 645 municípios do estado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Poit. Vou pedir à Patrícia Ellen, Indara, para completar, ainda na sua primeira pergunta.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Rapidamente. O Sebrae atendeu nossa demanda de já fazer uma parte presencial, como o Wilson Poit colocou. Então das 100 mil vagas, nós fechamos esse material ontem à noite, então 70 mil vagas vão ser presenciais, 30 mil vagas vão ser online. E nós temos isso organizado por município com o Sebrae, quando as pessoas se inscreverem, e elas forem convocadas, elas receberão a informação de onde será o seu curso, e será no formato online ou presencial. Mas o conteúdo é o mesmo, são 20 horas de curso no modelo presencial, dez horas no modelo online, com a duração de aproximadamente uma semana, para que eles possam espaçar no tempo, e não atrapalhe o andamento dos negócios. São quatro turmas até novembro, e a primeira turma começa agora dia 27 de setembro. O Sebrae mobilizou 1.500 mil salas no estado de São Paulo, e as turmas presenciais vão acontecer em 260 municípios. Com relação ao conteúdo, como o Wilson falou é um conteúdo básico, e o que nós fechamos com eles é conteúdo de empreendedorismo, ideias de negócios, marketing, finanças. E o mais importante que o Sebrae trouxe para a gente aqui é o apoio à formalização, que como nós estamos fazendo a migração do empreendedor informal para o formal, esse é o público mais vulnerável, é o que não entrou em nenhum auxílio, que está empreendendo de uma forma informal. Então o Sebrae entra no curso com apoio à formalização, e eles aprendem a abrir a MEI durante o curso também. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Indara, na segunda pergunta sobre saúde, eu vou compartilhar, evidentemente, com o prefeito Ricardo Nunes. Mas o Governo Federal deve a São Paulo 1 milhão de doses da vacina AstraZeneca, para a complementação da segunda dose. Se não tiver AstraZeneca, que forneça a vacina da Pfizer. Mas é fundamental, quem tomou AstraZeneca na primeira dose, precisa tomar AstraZeneca na segunda ou a Pfizer, que são vacinas equivalentes na sua formulação. O que é inaceitável é a falta de vacina para a complementação do processo vacinal. Nós já dirigimos ofícios, ontem foram dois ofícios ao Ministério da Saúde, solicitando que providencie a entrega de vacinas, e repito, se não tiver a AstraZeneca, que entregue a vacina da Pfizer. E quero registrar também a vocês, que esse não é um problema só de São Paulo, é um problema do país, é inacreditável que diante de uma pandemia, que já vitimou e já levou a vida de 585 mil brasileiros, que ainda tenhamos problemas de entrega de vacinas. E um Ministério da Saúde que não providencia as vacinas, e que por circunstâncias que eu desconheço, não consegue atender a programação que o próprio ministério informa e apresenta aos governos estaduais, e às Secretarias de Saúde, e permanentemente revê para menos a entrega de vacinas. Isso não contribui para o processo vacinal no país, não contribui para o Programa Nacional de Imunizações funcionar de maneira ordenada. Assusta e preocupa as pessoas que deveriam estar recebendo a segunda dose e não estão, e evidentemente coloca em risco a saúde e a vida dessas pessoas. Prefeito Ricardo Nunes.

RICARDO NUNES, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Obrigado, João. Indara, o governador já falou bem, existe essa questão da falta da vacina por parte do Ministério da Saúde. Na cidade de São Paulo, hoje, faltam 200 mil doses da AstraZeneca para aplicação da segunda dose. Na segunda-feira, são 140 mil doses, portanto, até segunda-feira nós teremos 340 mil doses faltando. No cômputo geral de pessoas que tomaram a primeira dose de AstraZeneca e faltam vacinar com a segunda dose, é de 1,721 milhão de pessoas. Mas a gente teve hoje um contato, me parece, né, governador, que na segunda ou terça-feira o Ministério da Saúde deve encaminhar um lote de doses de AstraZeneca aqui para São Paulo. É uma informação de contato telefônico, a gente espera que chegue, mas a situação hoje é essa. E só reiterar e reforçar o que o governador João Doria falou, se não vier a AstraZeneca por conta de falta do produto e falar para o fabricante, que venha a Pfizer que já tem inclusive autorização, comunicado do Ministério da Saúde para a aplicação. Mas a situação hoje é essa, e eu sei que a sua pergunta para mim foi de vacina, mas não poderia deixar de perder a oportunidade do tema principal de coletiva, que é agradecer do evento aqui agora destinado R$ 100 milhões, para 100 mil empreendedores que estão em uma situação de vulnerabilidade, e que para a cidade de São Paulo, desse valor de R$ 100 milhões, são R$ 25 milhões. Portanto, nós poderemos atender na cidade de São Paulo 25 mil pessoas com R$ 1 mil, passado do governo de estado para a Prefeitura de São Paulo, em atendimento das pessoas empreendedoras com vulnerabilidade. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito. Obrigado, Indara. Vamos agora online, o Felipe Oliveira, da Folha de São Paulo. Tudo bem? Você já está aqui em tela. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

FELIPE OLIVEIRA, REPÓRTER: Boa tarde. Obrigado, a todos. Boa tarde, governador. Gostaria de fazer uma pergunta a respeito dos programas de transferência de renda, o governo também anunciou em agosto, para alunos do ensino médio, qual que é o papel desse tipo de programa nesse momento que a gente está vivendo agora? Levando em conta a pandemia, também, enfim, todo o processo eleitoral do ano que vem.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Felipe, vou pedir à Patrícia Ellen para responder à sua pergunta. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Bom, Felipe, os programas de transferência de renda são fundamentais nesse momento, o governador João Doria tem feito um trabalho para contrapor a total ausência de políticas nacionais, nós vimos hoje o crescimento sem controle da inflação, o que reduziu o poder aquisitivo da população e aumentou as desigualdades. Então nós estamos trabalhando para exatamente atender a população que mais precisa, e que está sendo mais prejudicada por essa crise econômica nacional. Para isso nós estamos trabalhando exatamente com os públicos mais vulneráveis, mulheres, empreendedores informais, a população com deficiência física, também mencionamos aqui negros. E negros nós vimos que mais da metade dos nossos empreendedores hoje, informais, são negros. Nós vimos que de cada três desempregados, dois são mulheres, e que o desemprego nos jovens cresceu duas vezes. Então nós lançamos o Bolsa do Povo, que é o maior programa de transferência de renda já realizado na história do estado de São Paulo. Hoje com o programa vigente nós já estamos impactando mais de 2 milhões de pessoas, até o final do ano serão quase 4 milhões de pessoas. O programa do ensino médio tem o objetivo de manter os jovens na escola, para que eles não evadam. Então, eles recebem uma bolsa-auxílio para continuarem na escola, e vai ser pago durante o ano inteiro. O secretário Rossieli está fazendo agora a inscrição dos jovens, durante o período de matrícula. Nós também complementamos com uma bolsa para os jovens que cursarem o ensino técnico, para que eles saiam com esse diploma e apoiem... sempre o objetivo final, todos esses programas têm repasses financeiros, mas têm contrapartidas vinculadas à qualificação. Então, no caso dos jovens, é esse. Nós temos programas de transferência para situação de máxima vulnerabilidade, que é o caso do Vale-Gás, que também está sendo distribuído nesse momento. Temos programas da secretária Célia Parnes também, lidera o programa Prospera, aí o Prospera Família, para famílias em vulnerabilidade. Nós lançamos o Bolsa Trabalho. Esse fim de semana, nós teremos um diário oficial inédito, teremos, governador, 30 mil nomes divulgados, que serão trabalhadores, que farão algum tipo de atividade laboral nas prefeituras, recebendo um auxílio de R$ 500 por cinco meses, e também recebendo qualificação. E o último foi lançado hoje, que é o Bolsa Empreendedor, para esses empreendedores informais, e só nessa primeira etapa mais 100 mil pessoas. Então, no total nós estamos cobrindo, como eu disse, já nesse momento, impactando mais de 2 milhões de pessoas, chegando até o final do ano com quase 4 milhões de pessoas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Felipe, muito obrigado, continue aqui conosco. Vamos agora para a TV Globo, GloboNews, com Daniela Gemniani. Daniela.

DANIELA GEMNIANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu vou me permitir fugir um pouquinho do tema, pra perguntar da notícia de hoje, que é a questão da vacina. Todo mundo muito aflito, quem precisa tomar a segunda dose, porque o Ministério da Saúde disse que não deve vacinas a São Paulo e ainda colocou na nota que, pelos dados que foram inseridos no Localiza, na plataforma deles, São Paulo teria utilizado segunda dose como primeira dose, enfim. Aí nesse embate, quem fica é a pessoa que precisa tomar a segunda dose. Então, queria entender o posicionamento de vocês em relação a essa contrarresposta do Ministério da Saúde. E uma previsão, e de que maneira a gente consegue garantir que essa falta não vai acontecer de novo, enfim. Agora já está faltando em quase 90% das UBSs Pfizer também, enfim, uma situação complicada para quem precisa completar a cartela, ali. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, muito obrigado. Eu vou dividir a resposta com o prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes. Mas, como governador, eu quero lamentar esta posição do Ministério da Saúde, que insiste em politizar e em fazer negativas a São Paulo, por uma razão meramente política. Aliás, São Paulo respeita a pandemia e trata a pandemia por atender àquilo que recomenda a medicina e a saúde. São Paulo não nega a pandemia, São Paulo não trata com ignorância o tema da pandemia. Em São Paulo, o secretário da Saúde, Daniela, nunca disse que as pessoas devem tirar máscaras e não devem usar máscaras. Aqui, o governador de São Paulo nunca indicou que cloroquina é melhor do que vacina. Portanto, ao Ministério da Saúde, que tenha juízo e responsabilidade, não apenas com São Paulo, mas com os outros estados brasileiros. E quero prevenir mais uma vez ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que começou bem a sua gestão, respeitando a medicina, e hoje já está infectado pelo vírus, o vírus de Bolsonaro, e pensando em política e não em saúde. E eu lamento muito. O meu papel, como governador, é lutar pela saúde dos brasileiros que vivem aqui em São Paulo. E vamos lutar. O Ministério deve, sim, 1 milhão de doses da vacina da AstraZeneca, e se não der, por aquilo que representa a proporcionalidade de São Paulo, seus 645 municípios, dará por determinação do Supremo Tribunal Federal. Porque se nós não recebermos a vacina até a próxima terça-feira, como é a promessa do Ministério da Saúde, nós ingressaremos com uma nova medida no Supremo. E todas as medidas que ingressamos no Supremo foram atendidas pelos ministros do Supremo. E terão que ser cumpridas pelo Ministério da Saúde. Mas triste país, Daniela, que nós aqui em São Paulo tenhamos que recorrer á Justiça para poder termos respeito pela saúde e pela vida dos brasileiros que vivem em São Paulo. Prefeito Ricardo Nunes.

RICARDO NUNES, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Obrigado, João. Daniela, o governador João Doria já falou bem. Só queria complementar e te informar que a prefeitura de São Paulo, ela não utilizou vacina da AstraZeneca, ou qualquer outra, de segunda dose como primeira dose. A cidade de São Paulo não utilizou qualquer uma das vacinas de primeira dose como segunda dose, ou de segunda dose como primeira dose. Em hipótese... O que a gente recebeu, do programa de imunização, para a primeira dose, aplicamos, aquilo que era para a segunda dose, aplicamos. Teve um momento, há uns três meses atrás, que eu autorizei, por um pequeno período de três dias fazer a utilização para recompor, para uma situação específica naquele momento. Fora isso, eu não autorizei, a prefeitura não fez e não fará a utilização de doses que não seja aquele encaminhamento que a gente recebe. Porque quando a gente recebe, diz o seguinte: Olha, x doses para tal unidade, x doses para primeira aplicação, x doses para segunda aplicação. É a terceira vez que eu vou falar: a cidade de São Paulo não utilizou AstraZeneca de segunda dose como primeira dose.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado, prefeito Ricardo Nunes. Daniela, obrigado pela sua pergunta. Aos meus colegas jornalistas aqui presentes, muito obrigado por terem vindo. Meus colegas também cinegrafistas, fotógrafos, obrigado pela presença. Tenham todos um bom final de semana, em paz, em harmonia, e por favor lembrem, vocês que estão nos assistindo, nos acompanhando, usem suas máscaras, protejam suas vidas e dos seus familiares. Bom final de semana a todos, obrigado.