Coletiva - SP lança o “Meu Emprego Vaga Certa” para facilitar contratação de cidadãos 20202608

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Coletiva - SP lança o “Meu Emprego Vaga Certa” para facilitar contratação de cidadãos 20202608

Local: Capital - Data: Agosto 26/08/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde. Muito obrigado pela presença nesta tarde agradável e fria aqui em São Paulo. Essa é a 115ª coletiva de imprensa aqui na sede do Governo do Estado de São Paulo, no Palácio dos Bandeirante s, com a presença dos seguintes secretários: Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura, Eduardo Ribeiro, secretário executivo de Saúde, lembrando que o nosso secretário Jean Gorinchteyn, assim como o Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, ambos estão em Brasília e, nesse momento, provavelmente finalizando uma audiência com o ministro Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, e agora à tarde ambos têm reunião com o diretor-geral da Anvisa, razão pela qual o Eduardo foi convidado para estar aqui conosco hoje, na coletiva. Também aqui ao meu lado, José Osmar Medina, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, nosso Comitê de Saúde, e o João Gabbard o, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19, Gabardo, que já foi secretário-geral do Ministério da Saúde. Temos duas mensagens hoje, antes das duas informações a oferecer aos jornalistas que aqui estão, e aos que remotamente também nos acompanham. Quero antes, porém, registrar que temos aqui a presença do General Campos, secretário de Segurança Pública, e de dois convidados especiais, três convidados especiais: o Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores. Patah, muito obrigado pela as presença aqui conosco. Nós tivemos esta semana mais uma reunião com todos os dirigentes... Perdão, na semana passada, final da semana passada, com todos os dirigentes das centrais sindicais, centrais e com os seus dirigentes, com os quais temos fala do regularmente, no compartilhamento das iniciativas do Governo do Estado de São Paulo, na preservação de empregos e em especial na geração de novos empregos em São Paulo. Muito obrigado, Patah, aqui representando a sua Central, a UGT, e todas as demais também, com as quais temos mantido um positivo diálogo. Também o Carlos Corrêa, que é o superintendente da Apas, Associação Paulista de Supermercados, sobre um tema que será abordado hoje aqui. Queria agradecer a você, Carlos, e a todos, ao Reinaldo e a todos da Apas, pelo apoio, pelo suporte. É um dos setores da economia de São Paulo que tem apresentado crescimento, mesmo no período da pandemia, e gerado empregos, e é exatamente sobre isso que vamos tratar hoje aqui. Agradecer também o Liberato Caldeira, que é o presidente da Associação dos Municípios do Oeste P aulista, que nos honra muito aqui também com a sua presença. E o nosso José Henrique Germann, em forma, recuperado, ele, que agora é o nosso assessor especial para a Saúde, Saúde Pública. Germann, sempre um prazer reencontrar você. Bem, hoje, seis meses de Corona Vírus. Dia 26 de fevereiro deste ano, nós tivemos o primeiro caso de Corona Vírus constatado aqui no Brasil, e foi em São Paulo, um empresário de São Paulo, que, retornando das suas férias em Milão, na Itália, não passou bem, foi ao hospital Albert Einstein e, na manhã do dia 26, constatou-se que ele tinha Corona Vírus. Foi o primeiro caso oficial no Brasil. Neste mesmo dia, às 17h, o Governo do Estado de São Paulo já tinha o seu Centro de Contingência do Covid-19 composto, form ado, integrado por 10 médicos, naquele momento sob a coordenação do Dr. David Uip, um grande infectologista, que continua atuando conosco, neste mesmo comitê de contingência do Covid-19. Hoje, nós temos 20 membros, sob a coordenação do Dr. Medina, que está aqui ao meu lado. Foi o primeiro estado do país a criar um centro de contingência e o primeiro estado também a adotar medidas preventivas de saúde, dada a circunstância da constatação de uma pessoa infectada pelo Corona Vírus. Ao longo deste período, infelizmente, o Brasil perdeu 116 mil pessoas, vidas perdidas ao longo desses seis meses. Eu compartilho aqui a dor dos familiares que perderam seus entes queridos ou amigos que se foram, e me solidarizo também com aqueles que ainda estão em tratamento e se recuperando da Covid-19. Espero que todos possam se restabelecer, como eu tive a oportu nidade de me restabelecer, e que voltem às suas casas e ao convívio dos seus familiares. São Paulo se mostrou um estado solidário e preocupado com os vulneráveis, não apenas com aqueles que foram infectados. Solidário, obviamente, com aqueles que perderam as suas vidas, mas solidário também com os mais pobres, os mais humildes, os que perderam seus empregos pela Covid-19, pela crise econômica no país, e não foi diferente aqui em São Paulo. Nós iniciamos a partir de então, em 26 de fevereiro, portanto exatamente há seis meses, uma verdadeira guerra contra o vírus, com ajuda de profissionais de saúde, com ajuda da imprensa, dos formadores de opinião e das pessoas de bem. E tivemos, infelizmente, todos nós, que enfrentar, como continuamos a enfrentar os negacionistas , aqueles que, por razão ideológica, por razão extremista, por razão política ou por falta de razão, continuam insistindo que nós não estamos numa pandemia, que é uma gripezinha e minimizando a mais grave crise de saúde da nossa história. Tudo isso, enfrentamos ao longo desses seis meses, e pelo visto teremos que enfrentar ainda por longos meses, até termos a vacina e a imunização da totalidade dos brasileiros. Aqui em São Paulo, mais do que dobramos os leitos de UTI. Tínhamos 3.500 leitos de UTI, compostos ao longo de 30 anos. Hoje, seis meses depois do primeiro caso de Corona Vírus, nós temos 8.160 leitos de UTI em operação aqui no Estado de São Paulo. Distribuímos mais de 3.000 respiradores, 3.019 respiradores foram instalados em unidades de terapia intensiva no Estado de São Paulo. Contratamos 6.300 novos profiss ionais de saúde para o atendimento nos hospitais públicos do estado. Quintuplicamos a nossa capacidade de testagem, mais de 3,2 milhões de brasileiros foram testados aqui em São Paulo. É o estado que mais testa no Brasil e hoje atingimos o padrão internacional, com 84 testes pra 100 mil habitantes. É praticamente o padrão de testagem da Alemanha, o país que mais testa no mundo. Criamos também sete novos hospitais, distribuímos mais de 1 milhão de cestas do Alimento Solidário, 1,2 milhão de cestas do Alimento Solidário, 25 Kg cada uma dessas cestas, que são maiores e mais robustas no seu conteúdo do que as cestas básicas normais, que são distribuídas, e são importantes também. Mas essa cesta do Alimento Solidário, ela foi composta e distribuída para atender famílias de até cinco pessoas por 30 dia s. Também distribuímos 450 mil cestas de produtos de higiene e limpeza, para famílias carentes, principalmente em comunidades no Estado de São Paulo. Isentamos o pagamento da conta de água pra 2,5 milhões de pessoas no Estado de São Paulo. Levamos a Merenda em Casa para 770 mil alunos da rede pública do Estado de São Paulo e continuamos a fazê-lo, até que possam retomar às suas aulas presenciais. E arrecadamos R$ 1.030.000.000 no nosso Comitê Empresarial Solidário, a maior arrecadação solidária já feita na história do país, e graças à solidariedade de empresários, empresárias, dirigentes de empresas do setor privado de São Paulo, que, de forma humanitária, destinaram recursos em dinheiro, em produtos e serviços, para atender os mais carentes, os desvalidos aqui no Estado de São Paulo. Mas a luta permanece, e nós seguimos aqui absolutamente firmes e determinados naquilo que precisamos fazer, e dando a total transparência a nossas iniciativas, e transparência a todos os programas do Governo do Estado de São Paulo, o que justifica a realização desta, que é a 115ª coletiva de imprensa feita aqui no Palácio dos Bandeirantes. Nós não temos nada a esconder, nada a temer, não fazemos nenhuma demonstração de hostilidade aos jornalistas, aos veículos de imprensa, ao contrário, compreendemos, entendemos e exaltamos a qualidade do trabalho dos veículos e daqueles que, como repórteres e jornalistas, cumprem o seu dever de informar e de questionar. São Paulo vai continuar fazendo o que deve fazer e, principalmente, a partir de agora, acreditando e investindo na nova vacina, na Coronavac, que, se tudo continuar correndo bem, tivermos essa terceira fase de testagem bem concluída, no final do mês de outubro, ou no máximo na primeira quinzena de novembro, já em dezembro deste ano teremos a vacina disponível para a imunização de brasileiros. Quarenta e cinco milhões de doses da vacina Coronavac estarão disponíveis neste mês, de dezembro. Quero deixar isso bem claro, com a ressalva de que precisaremos ter aprovação dessa terceira fase de testagem e, na sequência, por óbvio, a aprovação também da Anvisa, como agência reguladora que cuida e tem essa responsabilidade de aprovação de todo e qualquer medicamento a ser distribuído e aplicado na população. E a vacina será aplicada através do SUS, Sistema Único de Saúde. Ainda sobre a vacina, quero ressaltar que São Paulo não trabalha pra ter a vacina de São Paulo, trabalha para ter a vacina do Brasil. A vacina Coronavac será uma vacina disponibilizada pra todos os brasileiros e não apenas para os brasileiros de São Paulo. Não há competição pela vacina, há competição pela vida. Nós aqui lutamos pela vida dos brasileiros. Isso é que nos interessa, essa é a prioridade. Não vinculamos vacina a processo eleitoral, processo político, ideológico ou de interesse de poucos. Aqui, o que prevalece é a saúde de todos. Segunda informação... perdão. Segunda mensagem de hoje, sobre o Fundeb. Eu queria parabenizar o Senado e a Câmara Federal pela aprovação do novo Fundeb. É muito importante que o Governo de São Paulo fa&cce dil;a esse registro, assim como outros governos estaduais. Agora, os recursos para a educação básica da rede pública estão garantidos, das creches e da pré-escola, até o ensino fundamental, o ensino médio e a educação de jovens e adultos. São recursos que também serão investidos na educação especial e no ensino profissional integrado. Na média nacional, o Fundeb deve elevar em 60% o investimento público por aluno até o ano de 2026. Agora, o compromisso de todos deve ser com a qualidade. Temos recursos, temos que investir na qualidade. Aqui em São Paulo, seguiremos, sob a liderança do Rossieli Soares, secretário de Educação do Estado de São Paulo, e ex-ministro da Educação, no Governo Temer, o nosso projeto de melhoria do ensino e a modernização da rede pública de Educa&ccedil ;ão em todo o Estado de São Paulo. Educação é o caminho para gerar igualdade e oportunidade. E nós não seremos uma grande nação se não oferecermos educação de qualidade à toda a população brasileira. Repito: desde a pré-escola, das creches, até o ensino universitário. O melhor programa social que existe é através da educação, a obtenção do emprego e da oportunidade empreendedora. Agora, as duas informações de hoje. Primeiro, na Cultura e na Economia Criativa, o lançamento do novo pacote cultural para programas de incentivo à cultura no Estado de São Paulo, que agora, com este novo aditivo, chega a R$ 177 milhões de investimentos, podendo gerar até 54 mil novos postos de trabalho na &aacu te;rea de Cultura e Economia Criativa, em São Paulo. Serão apresentados e lançados hoje oito novos editais de programas de ações culturais, o chamado Proac Expresso 2020, na área do audiovisual e também para atividade artística em vários setores, e com destaque regionalmente no chamado Vale do Futuro, que fica no Vale do Ribeira, no litoral sul do Estado de São Paulo. Com lançamento destes editais, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa, sob liderança do Sérgio Sá Leitão, que também foi ministro da cultura no Governo Michel Temer, nós chegamos a um investimento recorde de 177 milhões de reais, que poderão fomentar 4.800 novos empregos neste ano de 2020. Trata-se do maior investimento em produção cultural realizado por um estado brasileiro neste ano de 2020. São investimentos fundamentais pra que todo setor da cultura e economia criativa, um setor que foi altamente prejudicado pela pandemia e os seus efeitos na economia, possa gradualmente recuperar a sua capacidade de investimento, de empreendedorismo e de geração de empregos. Em São Paulo, esse segmento da cultura e economia criativa tem a participação de 3.9% do PIB do estado, isso representa um milhão e 500 mil empregos. O nosso objetivo é estimular essas atividades culturais e criativas, incentivando a geração de renda, o emprego, o desenvolvimento do setor cultural e também reafirmar o compromisso de São Paulo com a cultural, aqui em São Paulo a cultura é importante e ela é significativa, não apenas no fator econômico, mas também na própria existência e naquilo que ela representa no alcance a todas as camadas da população do Estado de São Paulo. Segunda informação, o lan çamento de um novo programa, o programa Meu Emprego Vaga Certa, o que justifica também o convite que fizemos para o Ricardo Patá e para a APAS, para estarem ambos aqui presentes. O Governo do Estado de São Paulo lança essa nova plataforma digital, Meu Emprego Vaga Certa, que vocês terão informações na sequência, oferecidas pela Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia do Estado de São Paulo. Este programa vai permitir que as empresas rapidamente encontrem trabalhadores certos para a sua vaga certa, a plataforma foi criado pelo Governo do Estado de São Paulo, para intermediar e agilizar a contratação de mão de obra qualificada para o mercado de trabalho, em todos os níveis de qualificação, daquele mais simples, mas que tem alguma experiência e que, infelizmente, perdeu o seu emprego por força da pandemia, agora terá oportunidade de retomar o seu emprego. A ferramenta é gratuita, obviamente, e já conta com 1.8 milhões de trabalhadores com os seus currículos para a busca de uma oportunidade de trabalho, esta é uma boa informação de um governo que valoriza a saúde, a proteção à vida das pessoas, mas também a economia e a geração de emprego e renda. Vamos começar agora ouvindo as pessoas que aqui estão para darem informações a vocês, começando pela saúde, e pela saúde começamos com o José Medina, coordenador do centro de contingência do Covid-19. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador, boa tarde a todos, eu só gostaria de chamar atenção pra um assunto que tá bastante em evidência, que vem desde segunda-feira, que é a reinfecção, uma pessoa de Hong Kong, que apresentou uma reinfecção por coronavírus, então, essa pessoa apresentou uma infecção há quatro meses atrás, e agora, num resultado de exame achado durante a triagem no aeroporto, ela mostrou um outro coronavírus, que tem uma difer ença de 24 bases, comparado com o primeiro. Então, isso tem trazido alguma preocupação e a minha proposta é tranquilizar que essa preocupação não tem muito sentido. É normal ter modificação viral como essa, até o Brasil, os vírus que estão circulando, os coronavírus que estão circulando no Brasil tem bastante modificações, é até uma forma de identificar qual que é a origem geográfica desse vírus, e se é o mesmo vírus que tem, que está circulando no país todo, a Fiocruz já identificou diversas formas diferentes de vírus, diversas modificações virais. O que é novidade nesse caso é que a mesma pessoa adquiriu duas vezes, isso não tinha acontecido antes, na primeira vez ela teve um sintoma leve, por três dias, e essa ela foi absolutamente assintomática, não tem importância, do ponto de vista epidemiológico, nem como saúde pública, porque é um caso em 25 milhões de casos que já aconteceram no mundo, e também foi absolutamente assintomático, ela tem importância no início dos estudos, pra entender como que esse vírus vai se comportar, nós temos sete coronavírus que circulam entre humanos, normalmente, quatro deles que dão resfriado comum, que todos nós já tivemos, eles representam 10% dos resfriados comuns da população, que ocorre todo ano, é possível que cada um de nós já teve contato com esse vírus, tem um outro coronarívus que teve a síndrome respiratória aguda da China, que desapareceu em 2002/2003, e tem outro do Oriente Médio, que causa, ocasionalmente, algum surto. E tem também a possibilidade desse coronavírus, da necessidade de vacinação anual pra esse coronavírus, como acontece com a Influenza, o que é uma expectativa que não é muito provável, mas, então, essa situação, esse caso só ajuda a pensar, a entender como que esse vírus vai se comportar no futuro, se ele vai desaparecer, se ele vai ser um vírus cíclico, se ele vai manter a sua atividade durante alguns anos ou não. Então, não tem nenhuma importância epidemiológica esse caso que aconteceu agora, nem é um vírus novo que tá causando a mesma doença na comunidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Ainda no tema da saúde, vamos ouvir João Gabardo, que é o coordenador executivo do centro de contingência do Covid-19, e foi secretário-geral do Ministério da Saúde com Luiz Henrique Mandetta. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos que acompanham essa entrevista coletiva. Eu quero fazer o meu comentário, governador, usando como referência a sua lembrança na data de hoje, que completa seis meses da confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil, é um dia que vai ficar registrado nas nossas vidas, na minha em especial, era uma quarta-feira de cinzas, nós estávamos no Carnaval, quando tivemos a informação da confirmação, naquele momento, nós já tínhamos investigado 59 casos no Brasil, esses 59 casos tinham sido descartados, não confirmados, e nós tínhamos mais 20 casos que estavam sendo investigados, quando houve a confirmação do caso de São Paulo, naquele dia, 26 de fevereiro, a China tinha menos de 80 mil casos confirmados, e a China tinha 2.700 óbitos, no mundo inteiro, tirando a China, nós tínhamos apenas dois mil casos confirmados, e nós tínhamos 40 óbitos quando se confirmou o caso São Paulo, quando aconteceu isso, o ministro Mandetta convocou uma entrevista coletiva, nós já vínhamos fazendo entrevistas coletivas pra dar transparência a todos os casos que estavam sendo avaliados, todos os casos suspeitos, e essa entrevista coletiva, então, participou o ministro Mandetta, eu participei, como secretário executivo, secretário Anderson part icipou como secretário de vigilância e saúde, e representando o Governo de São Paulo, secretário José Henrique Germann, e o Paulo Menezes, que participaram dessa entrevista coletiva nessa data. Naquele momento, a gente tinha muito mais dúvidas do que certezas, a gente olhava pro mundo, olhava pro estava sendo feito nos outros locais, tentando aprender, pra que nós pudéssemos passar da melhor maneira possível as orientações pra nossa população. Essas orientações, elas não foram definitivas, e elas foram durante o transcorrer do período sendo atualizadas, sendo melhoradas, algumas até modificadas, mas nós tornamos, em função dessas dificuldades, nós fizemos uma opção naquele momento, a opção de nos aproximarmos da ciência, a opção de nos aproximarmos das evidências c ientíficas, dos epidemiologistas, dos imunologistas, dos médicos, dos cientistas, e a gente não abria mão e não abrimos mão dessa opção de estar tratando e estar próximo à ciência. Em função disso, as medidas de distanciamento, as orientações que foram repassadas pra população, elas foram capazes de fazer um achatamento da curva, com isso impedir que as pessoas ficassem doentes de uma forma simultânea, e que pudesse colapsar o sistema de saúde, como depois aconteceu na Itália, na Espanha, na França, no Reino Unido e em vários países. Essas medidas transformaram, foram capazes de reduzir a mortalidade, deu tempo de nós organizarmos o sistema de saúde, e transformou São Paulo, que foi durante um período o epicentro da epidemia, hoje São Paulo é o vigésimo estado em casos p or 100 mil habitantes, só tem sete estados brasileiros que tem menos casos do que São Paulo. Essas medidas transformaram São Paulo, e o Plano São Paulo foi importante, significativo pra isso, hoje São Paulo é o 13º estado em óbitos no país, quando relacionado com a população por 100 mil habitantes. Eu espero que nos próximos seis meses nós, as dúvidas vão continuar, vão aparecer outras dúvidas, como essa que o Dr. Medina apontou, nós achávamos que nós teríamos um passaporte, as pessoas que já tivessem tido a doença, teriam imunidade, e que elas poderiam circular pela sociedade normalmente, isso já não é mais possível, isso já mudou, as pessoas vão continuar tendo que usar máscaras, vão ter que continuar tendo cuidado com o distanciamento, porque elas poderã o ser reinfectadas, essa é uma dúvida, nós não sabemos se a nossa imunidade vai durar quanto tempo, nós não sabemos nem se essa reinfecção será capaz de reproduzir a doença, pode ser que a gente tenha uma reinfecção, mas que a nossa imunidade nos proteja de ter sintomatologia, de ter uma nova doença, tudo isso a gente espera que nos próximos seis meses e, principalmente, tendo a possibilidade de uma vacina que seja viável e efetiva, nós tenhamos uma melhor condição de voltar à normalidade. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Gabardo. Vamos agora aos números da saúde, em São Paulo, no Brasil, com o Eduardo Ribeiro, secretário executivo da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Eduardo.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SECRETARIA DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, boa tarde a todas e a todos, informando a totalização dos dados, hoje temos, no Brasil, um total de casos de 3.669.995 e um total de óbitos de 116.580. No Estado de São Paulo totalizamos, até o momento, 776.135 casos e 29.194 óbitos, em relação a estrutura hospitalar, a taxa de ocupação de leitos de UTI no estado, hoje, é de 54,9%, e na grande São Paulo 52,9%. Temos, neste momento, internados em leitos de UTI 4.987 paciente s, e em leitos de enfermaria 6.355 pacientes. Casos recuperados totalizam 592.537, com 87.260 altas hospitalares. E aqui eu aproveito, governador, pra destacar que nesses seis meses de batalha, o exército dos profissionais de saúde continuam incansáveis, dia após dia, fazendo esse enfrentamento e é um orgulho pro Governo do Estado de São Paulo poder contar com esses profissionais incansáveis. Então, fica aqui a nossa expressão de absoluta gratidão a todos os profissionais da área da saúde, que atuam no enfrentamento da pandemia. Próximo, por favor. Em relação aos casos confirmados, dos 10.465 casos confirmados no dia, 58% resultam de RT PCR, 36% de teste rápido e 5% de outras metodologias. Em relação ao total de 776.135 casos, 67% resultaram de RTPCR, 30% de testes rápidos, e 3% de outras metodologias. Próximo. Ainda em relaç&atil de;o à projeção, projeção dos casos, no estado de São Paulo a curva aponta para até final de agosto, um intervalo entre 835.970 mil casos, e o atual número nos coloca absolutamente dentro da zona prevista pelos estudos dos especialistas. Próximo. Da mesma forma, a projeção de óbitos no estado de São Paulo, até o final de agosto, totalizando até o momento 29.194, encontra-se dentro da faixa de previsão estimada para este período. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo, pelos números do Brasil, e os números aqui em São Paulo. Vamos agora para o tema da cultura, deste novo pacote cultural que estamos lançando nesse momento, alcançando um total de R$ 177 milhões para o apoio da atividade da cultura e da economia criativa. Sérgio Sá Leitão.

SÉRGIO SÁ LEITÃO, SECRETÁRIO DE CULTURA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador. Boa tarde, a todos e todas. É importante dizermos que o setor cultural e criativo tem uma importância imensa no estado de São Paulo e no Brasil, do ponto de vista seja do desenvolvimento econômico, seja do desenvolvimento humano e social. As atividades presenciais nesse setor elas foram suspensas na segunda semana de março, portanto, já temos aí mais de cinco meses, as receitas, patrocínios, investimentos foram a quase zero, de forma imediata, e apenas as atividades virtuais permaneceram e tiveram um bum, o que é bastante positivo. Mas não o suficiente para compensar as perdas no que diz respeito às atividades presenciais. Nós então temos aí cinco meses de suspensão das atividades, e estamos estimando que o processo de retomada, de recuperação, que começa justamente agora, ele se estenderá por cerca de 16 a 20 meses, será uma recuperação, portanto, gradual e progressiva. Nós só retomaremos o mesmo patamar de PIB deste setor de 2019, em 2022. E obviamente que o objetivo do governo do estado de São Paulo é criar condições para que essa retomada seja mais acelerada do que hoje a estimativa supõe. Nós tivemos, ou melhor, teremos ao longo desse processo uma perda estimada de R$ 68 bilhões, no Brasil, nós temos 4,900 milhões profissionais de cultur a em todo o país. E aqui em São Paulo estamos estimando a perda do setor, ao longo deste período, em R$ 34,5 bilhões, ou -1,7% do PIB de São Paulo. Como disse o governador, aqui em São Paulo as atividades culturais e criativas geram 3,9% do PIB estadual, 1,5 milhão de postos de trabalho, e São Paulo produz 47% do PIB criativo do Brasil, ou seja, quase a metade. Neste contexto o investimento público, seja via crédito, seja via incentivo, seja via fomento direto, ele é decisivo para estimular essa recuperação, e essa recuperação terá como vimos, um efeito importantíssimo na geração de renda, emprego e desenvolvimento. Esse é um setor com um efeito multiplicador alto, uma resposta muito rápida, e um duplo efeito real e simbólico. Daí a importância do investimento público, e do investimento que nós es tamos anunciando. Importante dizer também, governador, que desde o início da crise gerada pela pandemia do Coronavírus, o governo de São Paulo tem sido muito atuante com medidas anticíclicas fundamentais, nós lançamos ainda em março uma linha de crédito para capital de giro de empresas da economia criativa e do turismo no âmbito da Desenvolve SP, com R$ 500 milhões naquele momento, e depois agregamos novos valores. Também uma importantíssima linha de microcrédito no âmbito do Banco do Povo. Lançamos a plataforma de streaming e vídeo por demanda, Cultura em Casa. Focamos o trabalho das nossas instituições culturais, as atividades dessas instituições em online, e temos obtido resultados muito expressivos. Participamos ativamente da construção do plano São Paulo, com a elaboração de 15 cronogramas e p rotocolos para a retomada das atividades culturais e criativas. É importante dizer que essas atividades já estão retomando, na quinta-feira da semana passada nós reabrimos o Museu do Café em Santos, foi o primeiro museu do estado de São Paulo a retomar as suas atividades. Tivemos entre quinta e domingo 850 visitantes, obviamente adotamos todos os protocolos determinados pelo centro de contingência. E nesta semana reabriremos o Museu Feliz Salerner, que fica em Campos do Jordão. Naturalmente, nos dois casos, com autorização das respectivas prefeituras também. Fizemos também uma ação no âmbito do Alimento Solidário, com a distribuição de 14 mil cestas básicas para profissionais da cultura em situação de emergência alimentar. E lançamos esses três programas de fomento, que combinados, como disse o governador, represe nta um investimento com recursos próprios do governo do estado de São Paulo, de R$ 177 milhões em projetos culturais. Esses programas são o ProAC Expresso Editais, o ProAC Expresso ICMS, e Juntos pela Cultura 2020. Naturalmente também estamos nos dedicando agora a preparar as condições para receber e executar com celeridade e com rigor, os recursos que chegarão para a área cultural do estado de São Paulo por meio da Lei nº 14.017, que é a Lei Aldir Blanc. Bom, no que diz respeito então ao ProAC ICMS, ao ProAC Editais, e ao Juntos Pela Cultura 2020. Ao todo, como foi destacado, temos R$ 177, é um valor recorde. Com isso vamos apoiar a realização de 4.800 projetos, que vão gerar 54 mil postos de trabalho, e terão um impacto econômico de R$ 266,8 milhões. Ao todo são 52 linhas, e entre essas linhas nós temos ações c om as prefeituras também, e vamos realizar projetos em parceria com 320 prefeituras do estado de São Paulo, dentro da visão municipalista que o governador João Doria tem, que este governo tem, é um número recorde também. E teremos aí comissões, esses editais eles têm comissões independentes que julgam, avaliam e selecionam os projetos. Teremos 260 profissionais de cultura envolvidos nesses processos de seleção. Agora, como destacou o governador, nós estamos lançando o terceiro e último bloco de editais do ProAC Expresso Editais 2020, nós temos aí sete linhas no âmbito do áudio visual, São Paulo é o principal centro audiovisual do Brasil. Nós temos então uma linha para desenvolvimento de longas, com R$ 1 milhão, serão R$ 100 mil por projeto, finalização de longas, R$ 2 milhões, R$ 200 mil por projeto. Desenvolvimento de séries, com R$ 1 milhão também, R$ 100 mil por projeto. Desenvolvimento e produção de games, com R$ 1 milhão, também R$ 100 mil por projeto. Teremos uma linha inovadora de desenvolvimento e produção de conteúdo e realidade virtual, e realidade aumentada, São Paulo também está na liderança deste segmento do Brasil e na América Latina, hoje em dia, R$ 1 milhão, R$ 100 mil por projetos. E prêmio estímulo à produção de curtas com R$ 1 milhão, também R$ 100 mil por projeto. E finalmente uma linha para licenciamento de conteúdos audiovisuais, basicamente filmes, longas e séries, para exibição online por meio da plataforma Cultura em Casa. E aí temos R$ 25 milhões, R$ 25 mil por projeto, ou seja, pelo licenciamento para exibiçã o 100% gratuita na plataforma Cultura em Casa. Finalmente temos uma oitava linha, um oitavo edital que está sendo lançado hoje, portanto, inscrições abertas, importantíssimo, que é um edital que se escreve dentro do programa Vale do Futuro, que visa estimular o desenvolvimento desta região do estado de São Paulo, Vale do Ribeira. Então é um edital para manutenção e ampliação de atividades culturais no Vale do Ribeira, com R$ 1 milhão. Portanto, R$ 25 mil por projeto, nós apoiaremos um total de 40 projetos culturais realizados por artistas e produtores independentes dos municípios do Vale do Ribeira, sendo, pelo menos, um projeto por município, para que possamos cobrir, contemplar, beneficiar todos os municípios da região do Vale do Ribeira. É o maior programa de fomento à cultura, governador, em âmbito estadual, no Br asil, e um investimento recorde do ponto de vista de São Paulo, e isso acontece por conta do seu compromisso, e do compromisso do governo de São Paulo com o nosso setor cultural criativo, que já contribui imensamente para o desenvolvimento do nosso estado, e pode contribuir ainda mais na forma de geração de renda, emprego, inclusão, oportunidades e desenvolvimento. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sérgio Sá Leitão. E agora a última intervenção, é da Patrícia Ellen, na apresentação deste novo programa que se chama Meu Emprego, Vaga Certa. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Eu vou ser breve. A melhor política de retomada econômica e de apoio a quem mais precisa, é a geração e proteção de oportunidades de emprego e renda. E para fazer isso, além da educação, e por isso esse feito histórico do Fundeb é muito importante, nós temos um trabalho fundamental de apoiar a geração e proteção desses empregos através de iniciativas que estão sendo realizadas, tanto no Programa Retomada 21/22, liderada pelo Henrique Meirelles, como também a atuação nos polos de desenvolvimento econômico, programa de desenvolvimento econômico regional, lançado pelo governador João Doria ano passado, que está sendo agora potencializado nesse período de retomada. Hoje a notícia que nós temos do lançamento do Meu Emprego Vaga Certa é muito importante, porque é uma plataforma gratuita que foi desenvolvida por uma startup de tecnologia, para facilitar esse encontro de quem está buscando emprego e quem está empregando. Esse trabalho já era realizado nos postos de atendimento do trabalho, e também com o apoio da plataforma do Cine Fácil. Mas nós não tínhamos uma forma direta e gratuita de disponibilizar e geolocalizar onde esses trabalhadores estão, para as empresas que est&atilde ;o empregando. É isso que o Meu Emprego Vaga Certa faz, nós temos um formato de website também em aplicativo, mas a partir de agora R$ 1,8 milhão de trabalhadores que vivem em São Paulo, que estão colocando o seu currículo à disposição em busca de oportunidade de trabalho, terão as suas informações disponíveis para as empresas que estão buscando pessoas para empregar. Isso é muito importante, na próxima página nós descrevemos aqui, a forma é muito fácil, e as empresas tem como encontrar os trabalhadores granularmente por município e por bairro, isso facilita muito o trabalho de empregabilidade, e também facilita o deslocamento das pessoas que estão buscando emprego. Na próxima página, o Vaga Certa ele é voltado para a busca de trabalhadores pelas empresas, os trabalhadores continuam inform ando os seus dados para cadastro através do SINE Fácil, e dos postos de atendimento do trabalho, mas as empresas passam a ter acesso à todas essas informações geolocalizadas, e também de forma gratuita para facilitar e agilizar o processo de empregabilidade de quem mais precisa. E para iniciarmos esse processo nós já vamos ter vagas ofertadas imediatamente, através dessa plataforma. Na próxima página, a primeira grande iniciativa que está sendo já realizada através da plataforma do Vaga Certa é em parceria com a UGT, o presidente Ricardo Patah está aqui conosco, a União Geral dos Trabalhadores pra realizar o primeiro mutirão do emprego on-line que será agora na segunda quinzena de setembro. Quem não cadastrou suas informações pode cadastrar agora através tanto dos postos de atendimento do trabalho como no Sine Fácil, e as empresas realizarão o processo de seleção e contração através do Vaga Certa. Então é um modelo que nós já fazíamos de intermediação de mão de obra, mas agora digitalizado e também dando acesso gratuito a todos os trabalhadores pra que tenham a oportunidade aqui de encontrar um trabalho e pras empresas encontrarem também os trabalhadores. Pra finalizar, nós temos também 743 vagas disponibilizadas imediatamente pela Associação Paulista de Supermercados, representada aqui por seu superintendente Carlos Correia. Queria agradecer também a parceria com a Aapas porque esse é um setor, governador, que em julho registrou recorde de empregos gerados. Temos um saldo de mais de 9 mil vagas criadas no Brasil, e dessas vagas, 3.468 foram criadas no estado de São Paulo. Então, quase 40% das vagas d esse setor foram criadas em São Paulo, e em julho o número de empregos foi 159% superior ao mesmo período no ano passado. Então é um setor que está empregando e que agora vamos ter uma forma direta de apoiar quem mais precisa também com ferramentas digitais. Agradeço também ao Ademar Bueno, o nosso subsecretário de emprego, renda e empreendedorismo e todos os nossos diretores dos postos de atendimento do trabalho por apoiar quem mais precisa num momento tão importante. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Vamos agora às perguntas. Eu vou aqui elencar a ordem em que serão feitas. A primeira será da CNN, na sequência o jornal O Globo, depois TV Cultura, SBT, Rádio Capital, Rede TV e TV Globo, Globo News. Primeira pergunta será formulada pela Tainá Falcão. Tainá, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Oi, boa tarde, governador, secretários. Vou fugir um pouquinho do assunto, mas não tanto. A CNN tem acompanhado essa... esse esforço do Governo do Estado pra levantar os recursos federais, o senhor mencionou hoje a visita do Instituto Butantan, né, do diretor Dimas Covas a Brasília. Queria saber se já houve um retorno. Na saída ele conversou com jornalistas, estão todos muito otimistas, mas ainda, segundo ele, depende de uma avaliação técnica. Qual é o prazo que o Governo do Estado estabelece pra receber esse retorno, esses recursos, e se esses recursos forem eventualmente negados, ou não chegarem da forma que vocês e speram, isso pode comprometer a produção da vacina?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, obrigado pela pergunta. Eu mesmo posso responder. Ontem à noite, falei com o ministro interino, Eduardo Pazuello que como sempre foi muito atencioso, sempre gentil e extremamente correto com o Governo do estado de São Paulo. Foi assim desde o seu primeiro momento, eu já registrei isso aqui em alguns momentos, em algumas vezes onde fui indagado. Não foi diferente hoje na parte da manhã, na reunião às 10h30, na sede do Ministério da Saúde com o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, e com o secretário de saúde, Jean Gorinchteyn, estavam acompanhados também pelo Antônio Imbass ahy, secretário de governo do estado de São Paulo em Brasília e ex-ministro de estado, e também pela deputada federal Mariana Carvalho que é a relatora da comissão no Congresso Nacional responsável pela medida provisória da vacina. O encontro foi extremamente positivo, há uma manifestação bastante, eu diria, proativa em relação ao Instituto Butantan, portanto, eu descarto nesse momento qualquer expectativa negativa em relação a isso, a expectativa é sim positiva. E será de curto prazo, não há razão para uma longa demora, análise se justifica, evidente, o ministro do estado não pode tomar uma decisão no próprio momento em que dialoga com um ente do Governo do estado de São Paulo. Mas acreditamos que num prazo muito curto a decisão do Ministério da Saúde será apresentada e a no ssa expectativa é de que ela será positiva em relação ao instituto... à Fundação Instituto Butantan, aos recursos para a multiplicação da vacina Coronavac. Esse é o objetivo. A Coronavac já tem 60 milhões de doses garantidas e asseguradas pelo Governo do Estado independentemente de recursos do Governo Federal. O nosso objetivo, na solicitação desse recurso é ampliar a capacidade de produção da vacina e também de outras vacinas, o Instituto Butantan, lembro que é o maior produtor de vacinas da América Latina e produziu 100% da vacina contra a gripe distribuída e aplicada pelo sistema SUS, portanto, pelo Ministério da Saúde nos últimos quatro meses. Então, a nossa expectativa é positiva, agora vamos aguardar a manifestação do ministro Eduardo Pazuello. Obrigado, Tainá. Vamos ag ora à próxima pergunta. É do jornal O Globo com a jornalista Silvia Amorim. Silvia, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

SILVIA AMORIM, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, eu queria fazer duas perguntas. A primeira, estamos hoje completando seis meses do primeiro caso registrado aqui em São Paulo, e eu queria saber se já temos hoje os casos registrados nos 645 municípios ou não? A última... o último relato que nós tivemos era de que ainda havia um município no estado que se mantinha, enfim, sem casos. E a outra questão envolve um tema que a pandemia expos ainda mais as fragilidades que é a questão habitacional. Não tratamos disso aqui hoje, mas ontem, isso foi um tema de... enfim, de discussão nacional e eu queria uma avaliação do Governo do Estado já qu e, enfim, é o estado que tem o maior déficit habitacional do país. Qual é sua avaliação, governador, e que o governo faz do programa apresentado ontem pelo Governo Federal, e se o senhor tem algumas, enfim, propostas a fazer pra melhorar como o próprio presidente disse, que ele está aberto a melhorias nesse plano.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Silvia, a primeira pergunta será respondida pelo Eduardo Amorim, secretário executivo da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo, como você mencionou temos 600... pelo menos tínhamos, 644 municípios com pelo menos um caso de Coronavírus, e apenas um município sem nenhum caso. Eu não sei se o Eduardo já dispõe dessa informação pra responder a Silvia. Eduardo.

EDUARDO AMORIM, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tenho, governador. Falta uma... temos uma cidade ainda, Santa Mercedes, na região noroeste, que ainda não tem caso confirmado, então mantém essa informação até o momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Em relação ao tema da habitação popular, Silvia, nesta sexta-feira agora, depois de amanhã, vamos convidar o Flávio Amary que é o secretário de habitação para participar da coletiva, pois ele já deterá as informações completas. O anúncio foi feito ontem pelo presidente Bolsonaro, mas apenas um anúncio, não há informações completas que possam ser compiladas até agora para que os estados possam fazer a sua análise. E é o que nós desejamos fazer até para emitir uma posição correta, sensata e equilibrada, sem nenhum viés de ordem política. E que bom que o presidente aceita sugestões e observações construtivas principalmente dos estados e também dos municípios que são responsáveis pela política habitacional tanto quanto o Governo Federal. Então, na sexta-feira o Flávio Amary estará aqui, e registro que é uma boa pergunta e que pode merecer a sua presença aqui na próxima sexta-feira. Vamos agora à TV Cultura com a jornalista Maria Manso. Maria, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu tenho duas perguntas também. Essa semana, várias escolas particulares da capital e também do interior estão usando uma brecha, digamos assim, do Plano São Paulo, eles estão retomando a presença dos alunos dentro das escolas sob a alegação de cursos livres, recreação, cursos de idiomas. Como é que o governo vê as escolas estarem usando essa brecha do Plano São Paulo? Qual o período epidemiológico disso, e se vocês vão tomar alguma medida judicial contra essas escolas? E a outra questão é pro senhor, governador No começo desse mês, quando o presidente Jair Bol sonaro editou a medida provisória repassando R$ 1,9 bilhão pra vacina de Oxford, eu perguntei pro senhor se o senhor também pediria a verba pro Governo Federal, o senhor disse que não, e começou inclusive uma arrecadação com o setor privado pra reforma dos laboratórios do Butantan. Eu queria saber o que é que mudou e qual é a importância agora dessa vinda da verba federal pra São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Maria, no primeiro tema da educação, embora o Rossieli Soares não esteja aqui, não foi o tema da coletiva, mas não há problema em que a Patrícia Ellen, sobretudo, por se tratar de alegações de outros cursos e não do currículo regular que a autorização do Governo do estado de São Paulo, embora ela deva ser confirmada por cada prefeitura é a partir do dia 7 de outubro, antes disso não. Mas dentro da questão colocada por você, a Patrícia Ellen pode responder.

PATRICIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Cursos livres já foi liberado, né, então há uma permissão, eu não sei exatamente os casos específicos, Maria. Se as escolas estiverem ali de alguma forma voltando a dar aulas com o formato ali de dizer que é curso livre, mas dando aula, isso não é permitido. Aí precisa ser fiscalizado, e aí os órgãos, cada órgão tem o seu papel aqui, as prefeituras têm um papel fundamental, e também os órgãos de controle que recebem as denúncias. Mas cursos li vres têm a permissão de funcionamento com uma limitação de capacidade exatamente como a regra do Plano São Paulo pra fase específica.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Em relação aos recursos, Maria, apenas um esclarecimento a você. Eu disse que para produzir a vacina nós não precisávamos de recursos do Governo Federal. Acabei de afirmar isso aqui pouco antes da sua pergunta, e volto a reafirmar. Para produzir 60 milhões de doses da vacina Coronavac, São Paulo não precisa de recursos do Governo Federal. São Paulo precisa, sim, de recursos do Governo Federal e também de recursos do setor privado para multiplicar a sua capacidade de produção da vacina, de 60 para 120 milhões de doses ou mais. Quanto mais doses desta vacina e tam bém de outras vacinas, desde que aprovadas dentro do critério, do protocolo internacional e pela Anvisa, tanto melhor para o país. Mais brasileiros serão imunizados e mais rapidamente. E nesse sentido, sim, nós solicitamos a mesma quantidade de recurso que foi destinada ou foi anunciada pelo Governo Federal para a Fiocruz, para o Instituto Butantan. Não há razão por equidade, por honestidade e também pela ciência de privilegiar uma instituição em detrimento de outra, sendo que o Instituto Butantan é o maior produtor de vacinas do Brasil, da América Latina e do Hemisfério Sul. Nós somos a favor da Fiocruz e de que avancem as pesquisas e os resultados, e desejando que sejam positivos da vacina de Oxford, e também defendemos o recurso para a Fiocruz, mas defendemos também a mesma quantia, o mesmo valor, pra mesma finalidade no Instituto Butantan aqui em S ão Paulo. Dito isto, agradeço a Maria Manso. Vamos agora para o SBT com o jornalista Fábio Diamante. Fábio, boa tarde. Obrigado pela sua presença. Tá frio, eu sei. Sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Eu queria fazer duas perguntas. O secretário Rossieli Soares deu uma declaração defendendo que os professores entrem no grupo prioritário pra receber já a primeira... primeira fase da vacinação, entendendo que eles devem ser considerados também como um grupo prioritário. Eu queria saber se esse é o entendimento do governo já e como é que o Comitê de Saúde entende isso se, de fato, eles merecem e precisam fazer parte desse grupo. E uma segunda pergunta, sobre essa questão das reinfecções, Dr. Medina falou sobre isso, eu queria saber em relação ao a mbulatório do HC se são sete casos, se aumentou o número de casos, e se o ambulatório já tem algum entendimento, se nós temos aqui em São Paulo algo semelhante com o que está sendo confirmado em outros países. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio. Na primeira das suas duas perguntas responde João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Fábio, em relação à distribuição da vacina, o estado de São Paulo imagina que a vacina produzida no Butantan seja incorporada ao sistema nacional de vacinação. Ou seja, a distribuição da vacina será feita pelo Ministério da Saúde, e o Ministério da Saúde deverá em acordo com os secretários estaduais de saúde, com os governos estaduais e municipais, elaborar as suas prioridades. Então acho que essa é uma reivindicação que pode ser levada, mas é uma decisão que vai ser tomada mais adiante quando o Mi nistério da Saúde incorporar a vacina produzida no Butantan no seu sistema de distribuição.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. E a sua segunda pergunta pelo Dr. Medina. Medina.

JOSÉ OSMAR MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Fábio, pela pergunta. Eu conversei com o pessoal do Hospital das Clínicas, eles montaram esse ambulatório, pra seguir esse tipo de situação. Os 15 casos que eles estão acompanhando, possivelmente são casos de portadores do mesmo vírus, então são aquelas pessoas que curaram a doença e que, por alguma razão, mantêm o esqueleto do vírus, que, quando amplificado no exame que nós fazemos tradicionalmente, ainda fica positivo, mas sem apresentar infecção, sem apresentar a doença. É diferente do caso de Hong Kong, que a pessoa tem infecção... Ela tem a infecção e não tem a doença. Nesses casos que o Hospital das Clínicas está seguindo até agora, não tem nem a infecção nem a doença, só tem o esqueleto do vírus que está presente e que pode amplificar no exame que nós fazemos, tradicionalmente. Nós estamos acompanhando essa situação do Hospital das Clínicas, de maneira bem de perto.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina, obrigado, Fábio Diamante. Vamos agora para a Rádio Capital, com a jornalista Carla Mota. Carla, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Eu tenho duas questões, uma delas na área da Cultura, porque o secretário falou que uma retomada completa na área só deve ocorrer aí a longo prazo. Eu queria saber que medidas que podem ser pensadas, a partir de agora, para acelerar essa recuperação. Eu queria também falar sobre máscaras, porque a OMS decidiu recomendar o uso de máscara para as crianças, acima de 12 anos, e também afirmou que crianças menores de cinco anos não precisam usá-las. Porém, essa re comendação está sendo criticada aí por muitos pediatras. Eu queria saber o que vocês, da Saúde, têm a dizer sobre isso, principalmente agora que a gente está pensando, está sendo discutido o retorno às aulas presenciais. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carla. Primeira pergunta é da Cultura, será respondida, logicamente, pelo secretário Sérgio Sá Leitão, e a segunda pelo Dr. Medina. Sérgio.

SÉRGIO SÁ LEITÃO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA DE SÃO PAULO: Carla, as medidas são essas que o Governo de São Paulo está tomando, de maneira inclusive muito corajosa, e assumindo a liderança neste processo no país. Ou seja, uma combinação de crédito para as micro, pequenas e médias empresas do setor, sobretudo, fomento indireto, que é o incentivo fiscal, via ICMS, e finalmente o fomento direto, com recursos do Tesouro de São Paulo, que é o nosso Proac Editais. E é fundamental que haja uma continuidade disso e, claro, se possível, se as condições permitirem, uma ampliação. Estamos fazendo um grande esforço este ano para viabilizar estes programas, que já estão aí todos lançados e em andamento, como nós vimos, e faremos um grande esforço no ano que vem para mantermos esses programas nesses patamares. Com isso, daremos um grande impulso à retomada, para que ela seja um processo mais curto do que estimativa. Será necessariamente gradual, será necessariamente lento, mas podemos, com esse investimento público, e os resultados rápidos que eles geram, acelerar este processo. Acho que esse é o nosso gol, essa é a nossa meta.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sérgio. Sobre máscaras e a Organização Mundial de Saúde, Dr. José Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eu vou começar respondendo e vou passar pro Gabardo, pra ele complementar. Eu também não entendi a recomendação da Organização Mundial de Saúde, não sei qual é o sentido dessa recomendação. As crianças, em geral, elas imitam os pais. Então, se todos os pais estão utilizando máscara, normalmente as crianças começam a utilizar também, eu não vejo nenhum prejuízo nesse sentido. Eu vejo bastante crian&cced il;a, principalmente meninas, que combinam a máscara com a blusa, ou com a meia, que fica até bonitinho, e dessa forma elas se comportam igual os pais. Eu não vejo nenhum sentido, assim, nessa recomendação, porque não tem nenhum prejuízo. Eu entendo que é mais difícil para as crianças utilizarem, ou elas terem esse comportamento, mas a tendência delas é, com o tempo, imitarem os pais, e é bastante razoável que elas utilizem também.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Governador...

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não, Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eu queria só complementar que eu acho que essa recomendação da Organização Mundial da Saúde, ela está tendo uma interpretação um pouco equivocada. O que a recomendação determina é o seguinte: crianças com mais de 12 anos de idade devem usar máscaras, é uma recomendação. Diz mais, que entre 6 anos e 11, depende de determinados fatores, depende da intensidade da transmissão da doença naquele local, depende da habilidade da criança pra usar máscara, e sob supervisão elas podem utilizar. E diz que crianças abaixo dessa idade, abaixo de 5 anos, elas não devem ser obrigadas a usar. Não está dizendo que não pode usar, ela não deve ser obrigada. Vai depender das condições da criança, das condições de supervisão, das condições da própria transmissibilidade da doença. A Sociedade Brasileira de Pediatria tem recomendado que, a partir de 2 anos de idade, com supervisão, as crianças são capazes de usar máscaras, então eu não quero interpretar essa recomendação da Organização Mundial da Saúde como uma contraindicação. Ela só está dizendo que, nessa fase, não pode ser uma imposição, não deve ser uma obrigação.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Obrigado, Gabardo, obrigado, Medina, obrigado, Carla Mota. Vamos agora à penúltima pergunta de hoje, que é da Rede TV, com o jornalista Guilherme Lopes. Guilherme, bem-vindo, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Olá, governador, boa tarde a todos. O senhor citou que a previsão aí, o mais tardar é que a conclusão da terceira fase da vacina seja em outubro ou começo de novembro, e a disponibilização a partir de dezembro. Eu gostaria de saber se é a disponibilização ou já o início da aplicação dessas vacinas, e se isso já foi tratado com o Ministério da Saúde, de como deve ser organizado e também disponibilizado. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Guilherme, pela pergunta. Posso responder e, eventualmente, se o Gabardo quiser também fazer o uso da palavra... Hoje foi um dos temas da reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, e o Jean Gorinchteyn, nosso secretário de Saúde. Nós, evidentemente, temos que ter aprovação da vacina, formalmente, pela Agência Nacional, que é a Anvisa. Apenas após esta aprovação é que se pode estabelecer o planejamen to da logística para a distribuição e aplicação da vacina. Hoje também haverá um encontro, nesta tarde, se não me falha a memória, às 16h30, com o diretor-geral da Anvisa, também para o início, vamos dizer, deste bom diálogo e deste entendimento. Mas tudo isso vinculado ao término da terceira fase de testes, que deve ocorrer até 10 de novembro, no mais tardar. A vacina de São Paulo será disponibilizada, superada esta fase, para o SUS, o sistema SUS, Sistema Único de Saúde, através do Ministério da Saúde. E o que desejamos, conforme já afirmei aqui, é dobrar a capacidade de disponibilização da vacina, de 60 milhões para 120 milhões de doses. Mas vamos passo a passo, em breve já poderemos ter a confirmação da testagem, do resultado final dessa terceira fase de tes tagem, e também do desenvolvimento da aprovação da vacina pela Anvisa. O que a Anvisa já nos antecipou tecnicamente, de que tentará fazer a aprovação no menor tempo possível, mas dentro dos protocolos sanitários a serem seguidos. Quer fazer alguma observação? É isso então. Obrigado, Guilherme. Vamos agora à última pergunta, é do jornalista Willian Kury, Will, da TV Globo e GloboNews. Boa tarde, sua pergunta, Will.

REPÓRTER: Boa tarde, gente, boa tarde a todos. Hoje, seis meses do primeiro caso confirmado de Covid-19 aqui no Brasil, né? Muita coisa mudou em seis meses, a vida de todo mundo mudou a relação do Estado com as pessoas também. Puxando aqui talvez na história recente, o Estado nunca olhou pro seu povo, e eu digo o estado, não o Estado de São Paulo, mas o poder público, nunca olhou pro povo como fez nos últimos seis meses. O objetivo, talvez, de diminuir números, mas olhando, ainda assim, pra população. Eu queria uma análise em relação a essa mudança da relação entre Estado e a população, e se isso pode ficar depois da pandemia. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ótima colocação, Will. E mudou, você tem razão. A sua sensibilidade, como ser humano e como jornalista, é absolutamente correta, mudou. Eu posso responder pelo Governo do Estado de São Paulo, prefiro não falar sobre o Governo Federal. Aqui, sim. O Governo do Estado, hoje, aumentou, ampliou a sua sensibilidade e o seu grau de compaixão em relação às pessoas. Eu mesmo senti isso, e eu já fui prefeito da cidade de São Paulo, e o prefeito é sempre muito mais próximo da comunidade do que um governador. Com a pandemia, eu me tornei ainda mais próximo das questões vinculadas aos mais pobres, aos desempregados, aos desvalidos, aos doentes, aqueles que mais precisam de apoio e suporte do Estado. Me sensibilizou muito o grau, a velocidade em que esta pandemia atingiu os brasileiros aqui de São Paulo, pessoas infectadas, pessoas que infelizmente foram a óbito. Aqui em São Paulo já perdemo s um número número de vidas, quase 30 mil vidas se perderam aqui. Tudo isso mexeu muito, não apenas comigo, como governador, mas também com secretárias e secretários de estado, e todos os servidores, acredito, de forma geral, em especial os servidores de área da saúde do estado. Então, hoje São Paulo é um estado mais atento às questões vinculadas aos desvalidos, aos mais pobres, aos mais humildes, aos que perderam seus empregos, aos que estão mais susceptíveis à infecção do Corona Vírus, às pessoas com mais idade, às pessoas que vivem em comunidade, às pessoas portadoras de deficiência, às pessoas que fazem parte do grupo de risco, sobretudo os profissionais de saúde, mas também os demais servidores, seja na área de Segurança Pública ou aqueles que atendem ao público cotidianamente. São Paulo hoje é um estado com mais compaixão e mais atenção em relação aos desvalidos. Não que não tive tido no passado, nem mesmo dos meus antecessores, não faço isso para criticá-los, mas, dada a circunstância dramática de uma crise de saúde que jamais vimos, nenhum de nós aqui presenciou uma crise tão aguda, tão grave e com tantas mortes, num prazo tão curto, como esta do Corona Vírus, da pandemia. Então, hoje o Estado de São Paulo, através do seu Governo de Estado, é um estado mais próximo das pessoas, com mais amor ao pr&oacu te;ximo, mais preocupado com os segmentos menos favorecidos do nosso estado. Obrigado, Will, pela pergunta. nem mesmo dos meus antecessores, não faço isso para criticá-los, mas, dada a circunstância dramática de uma crise de saúde que jamais vimos, nenhum de nós aqui presenciou uma crise tão aguda, tão grave e com tantas mortes, num prazo tão curto , como esta do Corona Vírus, da pandemia. Então, hoje o Estado de São Paulo, através do seu Governo de Estado, é um estado mais próximo das pessoas, com mais amor ao próximo, mais preocupado com os segmentos menos favorecidos do nosso estado. Obrigado, Will, pela pergunta. nem mesmo dos meus anteces sores, não faço isso para criticá-los, mas, dada a circunstância dramática de uma crise de saúde que jamais vimos, nenhum de nós aqui presenciou uma crise tão aguda, tão grave e com tantas mortes, num prazo tão curto , como esta do Corona Vírus, da pandemia. Então, hoje o Estado de São Paulo, através do seu Governo de Estado, é um estado mais próximo das pessoas, com mais amor ao próximo, mais preocupado com os segmentos menos favorecidos do nosso estado. Obrigado, Will, pela pergunta. através do seu Governo de Estado, é um estado mais próximo das pessoas, com mais amor ao próximo, mais preocupado com os segmentos menos favorecidos do nosso estado. Obrigado, Will, pela pergunta. através do seu Governo de Estado, é um estado mais próximo das pessoas, com mais amor ao próximo, mais preocupado com os segmentos menos favorecidos do nosso estado. Obrigado, Will, pela pergunta. Queria agradecer mais uma vez a todos os jornalistas that here are, nessa tarde fria de inverno, here in São Paulo. Obrigado aos que nos acompanham das suas casas, pelas imagens da TV Cultura, que presta assim um serviço público aos brasileiros de São Paulo, ao levar informações, indagações e esclarecimentos sobre as ações do Governo do Estado de São Paulo, seja na &a acute;rea da saúde , seja na área da economia ou qualquer outro setor vinculado à pandemia. A todos, uma boa tarde. Por favor, use máscara ao saírem das suas casas, lavem as suas mãos, se protejam, obedeçam ao distanciamento social de 1,5 metro para uma ou mais pessoas. Deus no coração, obrigado, boa tarde, até sexta-feira.