Coletiva - SP mantém contato com autoridades chinesas para liberação de insumos da vacina 20212001

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Coletiva - SP mantém contato com autoridades chinesas para liberação de insumos da vacina 20212001

Local: Capital - Data: Janeiro 20/01/2021

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde, muito obrigado pela presença de todos, obrigado aos jornalistas, técnicos, cinegrafistas, fotógrafos que estão aqui no Palácio dos Bandeirantes, presencialmente, e também obrigado aos jornalistas que, virtualmente, acompanham e participarão desta coletiva de imprensa. Esta é a coletiva de número 164, sobre a Covid-19. Participam da coletiva conosco Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Regiane de Paula, que é a coordenadora do programa de imunização, de vacinação do Estado de São Paulo, do PEI, programa estadual de imunização, o Dr. Dante Langhi, é o nosso convidado especial, médico e presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Dr. Dimas Covas, diretor-presidente do Instituto Butantan, Wilson Mello, presidente da Agência Investe SP, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, Dr. Paulo Menezes, coordenador do comitê, do Centro de Contingência do Covid-19, e Dr. João Gabbardo, coordenador-executivo do mesmo Centro de Contingência do Covid-19. Algumas informações importantes aos jornalistas, aos meios de comunicação, e a você também que nos assiste ao vivo pela TV Cultura e por outras emissoras, que também fazem a transmissão: O Dr. Jean Gorinchteyn falará sobre o programa de vacinação, juntamente com a Dra. Regiane. Hoje, nós estamos em São Paulo, já passamos neste momento, às 12h46, mais de 15 mil profissionais de saúde já foram vacinados contra a Covid-19 no Estado de São Paulo, um recorde histórico. Estamos vacinando um profissional de saúde a cada três minutos em São Paulo. É um número muito superior a qualquer outro programa de vacinação já feito, já realizado no Estado de São Paulo nas últimas décadas, e isso é um esforço e um trabalho coordenado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, com uma equipe competente, habilitada, com muitos profissionais, inclusive a Dra. Regiane, que há mais de 20 anos atua na Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Um planejamento benfeito, que foi concluído no mês de setembro e reavaliado mês a mês, mas em setembro já tínhamos o programa de imunização pronto em São Paulo, com estrutura, com logística, com produtos, com seringas, com agulhas, com equipamentos de proteção individual, com os insumos, com o programa de treinamento de mais de 18 mil profissionais, com 5.000 pontos de dose, e que serão ampliados para 10.000, tão logo tenhamos um volume maior de vacinas, e com o esforço realizado pelo governo de São Paulo para a vacina, o que foi bem-sucedido. E temos o vacinômetro, que vocês vão ver daqui a pouco, o Dr. Jean Gorinchteyn chamará e vocês terão o número atualizado de pessoas vacinadas. Nós temos essa atualização minuto a minuto, hora a hora, dia a dia, aqui em São Paulo. Segundo ponto, segunda informação, também vinculada à vacinação: A vacinação de quilombolas e população indígena em São Paulo começa neste sábado, no Vale do Ribeira e na região de São Bernardo do Campo. Vale do Ribeira, onde se concentra a população quilombola no nosso estado, e em São Bernardo do Campo, próximo da encosta da Serra do Mar, aonde há uma população indígena de razoável expressão. Lamentavelmente, a população quilombola foi excluída do programa nacional de imunização. Nós não sabemos por que o Governo Federal excluiu a população quilombola do país no plano nacional de vacinação, mas em São Paulo os quilombolas serão vacinados, e começam a ser vacinados já a partir desta sexta-feira. Nós também... E isso já estava, eu quero deixar claro que isso já estava previsto no plano nacional de imunização, não foi um fato novo em contraponto ao que o Governo Federal está deixando de fazer. Isso já fazia parte do nosso programa estadual de imunização, tanto a população indígena quanto a população de quilombolas. E eu aprendi com os cientistas, Dr. Jean Gorinchteyn e Dra. Regiane, que essa vacinação é priorizada pela altíssima vulnerabilidade desta população, indígena e de quilombolas. Esta é a razão de estarem no grupo prioritário, com os profissionais de saúde. A terceira informação e o que justifica a presença do nosso convidado especial, o Dr. Dante Langui, que é o presidente da Associação Brasileira de Hematologia: O governo do Estado de São Paulo vai encaminhar imediatamente para Manaus 250 bolsas de plasma de sangue, para tratar pacientes com Covid-19 em Manaus. Essas 250 bolsas de plasma, de convalescentes, para pacientes convalescentes de Corona Vírus, serão encaminhadas imediatamente, por meio do Instituto Butantan, para a capital do Amazonas, Manaus. É um volume expressivo de sangue, para atender pacientes graves, internados, e com este volume de sangue podemos ajudar a salvar vidas em Manaus. É mais uma atitude solidária do governo do Estado de São Paulo para os manauaras, para a população amazônica. O Dr. Dante, presidente da Associação Brasileira de Hematologia e pesquisador do Instituto Butantan, vai nos dar mais detalhes sobre a utilização do plasma, que estamos doando para Manaus, para o governo do Amazonas e a prefeitura de Manaus, e também fará um apelo para que as pessoas, aqui em São Paulo, possam doar sangue. Houve uma queda no volume de doação de sangue nos centros hematológicos, aqui no Estado de São Paulo, em especial aqui na capital, e agora é um bom momento das pessoas que puderem, e as que podem doar sangue, fazê-lo. Estarão ajudando a salvar vidas em São Paulo, no Amazonas e no Brasil. É um gesto rápido, indolor e muito importante, pois salva vidas. Quarta informação de hoje: O escritório do governo do Estado de São Paulo em Xangai, na China, abriu novos entendimentos com autoridades do governo da China para liberação dos insumos da vacina do Butantan. Este escritório começou as suas operações em agosto de 2019, seis meses antes, portanto, do início da pandemia no Brasil. O escritório de São Paulo na China tem se mostrado fundamental no apoio nas relações com o laboratório privado Sinovac, com sede em Pequim, e com as autoridades chinesas. Foi através do nosso escritório em Xangai que agilizamos todos os trâmites para a importação dos respiradores, não é apenas agora na vacina. Respiradores que foram adquiridos na China, foram adquiridos com a atuação direta do escritório de São Paulo em Xangai, na China. E esses respiradores ajudaram a salvar milhares de vidas aqui em nosso estado. Também outras negociações, e aqui eu destaco o fornecimento, naquele momento... São Paulo e o Brasil tinham carência de equipamentos de proteção individual, conseguimos uma substanciosa doação de máscaras e aventais, portanto EPIs, equipamentos de proteção individual, do governo chinês e de empresas chinesas, graças ao trabalho do escritório de São Paulo em Xangai. O presidente da Investe SP, presente aqui nessa coletiva, Wilson Mello, vai nos dar mais detalhes deste esforço que está sendo realizado localmente. O nosso diretor-geral da nossa unidade na China está em Pequim, acompanhando pessoalmente com as autoridades do governo chinês a liberação dos insumos para a vacina do Butantan. Está aqui conosco, embora não aqui à frente, mas à disposição para respostas, o secretário de Relações Internacionais, Júlio Serson, sentado ao lado do nosso General Campos, secretário de Segurança Pública, que também está à disposição, se houver alguma questão relativa a este tema. E também Rossieli Soares, secretário de Educação, igualmente presente, não aqui à frente, no púlpito, mas presente também, se necessário, para o atendimento a perguntas. Vamos então com Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, que atualiza os números da saúde e fala também sobre o programa, juntamente com a Dra. Regiane, de vacinação, que segue o seu curso de forma veloz e eficiente, e quero dizer a vocês, com enorme entusiasmo. Eu tenho viajado todos esses dias, os jornalistas, provavelmente, os que nos acompanham também virtualmente sabem disso, eu tenho postado nas minhas redes, o entusiasmo, a alegria, o sentimento de esperança que a vacina está trazendo em todo o Estado de São Paulo, especialmente nos profissionais que salvam vidas. E agora, nós estamos tratando de salvar a vida dos profissionais de saúde e dos trabalhadores da área de saúde em São Paulo. Dr. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Estamos na 3ª semana epidemiológica do ano de 2021. Estamos numa franca pandemia em curso, em todo o mundo, e São Paulo não é diferente. Desde domingo, começamos a vacinação. Hoje, temos mais de 15 mil trabalhadores da área da saúde vacinados, em menos de 72 horas. Vamos chamar agora, em tempo real, o vacinômetro, para avaliar agora, nesse momento, quantos: 15.446 profissionais da área da saúde vacinados, como disse, em menos de 72 horas, uma vacinação ou uma dose para cada um desses profissionais a cada três minutos. Gostaríamos, no entanto, de vacinar mais, muito mais. Porém, frente a esse quantitativo limitado de doses, teremos e tivemos que priorizar aqueles profissionais trabalhadores da área de frente da Covid-19, especialmente médicos, técnicos de enfermagem, enfermeiros, fisioterapeutas, que trabalham nas unidades de terapia intensiva, que trabalham nos prontos-socorros e que trabalham também nas enfermarias. Nós não podemos perder estes profissionais, ou afastar esses profissionais, que tanto precisamos, principalmente agora nessa recrudescência da pandemia no nosso estado. Só vacinação em massa, no entanto, conseguirá mudar por definitivo essa história tão dramática no país e no mundo. Precisamos de muito mais vacinas, e não é uma vacina, são muitas vacinas, isso é importante. Hoje, a taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva no Estado de São Paulo chegou a 70%. Na Grande São Paulo, no entanto, 70,5%, com 63 mil pacientes internados nas unidades de terapia intensiva. São Paulo registra 1.658.636 casos e, infelizmente, 50.652 pessoas perderam as suas vidas. Hoje, a média móvel dos sete dias, especialmente de casos novos, esteve em 11.645 casos, o que significa um aumento em relação à semana epidemiológica anterior, de 7%, e 13% no número de óbitos. Próximo, por favor. Nós tivemos como taxa de ocupação em leitos de unidades de terapia intensiva, na Grande São Paulo, um aumento significativo em números percentuais, especialmente de 5 de janeiro até 14, até 19 de janeiro, em que passamos de 65% para 70,5%. No interior e na capital, essa média foi maior, cerca de 10% do início de janeiro até dia 19 de janeiro, mostrando nitidamente a franca extensão e progressão da pandemia, especialmente no interior. O Estado de São Paulo como um todo teve um incremento de 8% na ocupação das taxas de terapia intensiva, de ocupação de terapia intensiva. Em defesa da saúde e da vida para a nossa população, na próxima sexta-feira nós iremos anunciar uma nova reclassificação do Plano São Paulo. São exatamente esses índices que mostram com que algumas regiões mereçam uma atenção especial para que possamos garantir e continuar garantindo assistência à saúde da nossa população. As restrições de horários e serviços têm como objetivo diminuir a circulação das pessoas, e com elas o vírus, diminuindo o número de pessoas que adoecem e precisam de hospitalização e, infelizmente, vêm a morrer por complicação dessa doença. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Jean Gorinchteyn. Ainda no mesmo tema da vacinação, seja da evolução rápida e eficiente da imunização de profissionais de saúde, também sobre a vacinação de quilombolas e da população indígena em São Paulo, fala a Dra. Regiane de Paula, coordenadora do programa de imunização, do PEI, programa estadual de imunização, em São Paulo. A Dra. Regiane é profissional da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo há mais de duas décadas. Dra. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO CONTROLE DE DOENÇAS: Obrigada, governador, boa tarde a todos. Eu gostaria de trazer algumas informações sobre a logística da vacina. Então, o dia 18, quando começou entrega das vacinas, até o dia de hoje, nós já temos um total acumulado de mais de 500 mil doses entregues em 13 regionais de saúde de São Paulo, e mais de 123 cidades, no dia de hoje, somente hoje, 125 mil doses de vacinas serão entregues pra 76 novos locais, a nossa expectativa é que até sexta-feira, os 645 municípios recebam todo quantitativo de vacinação da dose, da primeira dose da vacina CoronaVac para o Estado de São Paulo. Então, isso é uma informação muito importante, porque os municípios estão, realmente, ansiosos e trabalhando freneticamente pra poder vacinar, como vocês viram no vacinômetro, os profissionais de saúde, nesse momento, são eles que estão sendo vacinados, e como o governador falou, junto com indígenas, que começam na sexta-feira, e os quilombolas, então, nós já estamos começando essa estratégia de vacinação para os indígenas aldeados e os quilombolas a partir de sexta-feira. Eu queria só fazer uma colocação a mais, se o governador me permitir, que é sobre o vacinômetro, como é que nós podemos saber o que está sendo, e o que está acontecendo, de fato, em toda rede, em 645 municípios, porque nós temos e desenvolvemos no Estado de São Paulo uma plataforma chamada Vacivida e é através desse sistema online, nominal, que nós conseguimos registrar as doses vacinadas e nós conseguimos saber exatamente, em tempo real, quais são as pessoas e onde elas foram vacinadas, isso é uma inovação em sistemas de informação na vigilância em saúde. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dra. Regiane. Vamos mostrar aqui na tela o vacinômetro e eu quero dizer que essa plataforma do Vacivida foi desenvolvida pela Prodesp aqui do Estado de São Paulo, desde o mês de setembro ela está operando, e a plataforma Vacivida nós já disponibilizamos gratuitamente pro Ministério da Saúde, se o Ministério da Saúde desejar utilizar no plano nacional, São Paulo cede sem custo algum toda a estrutura, toda formatação técnica para o Governo Federal, assim como para os governos estaduais dos demais estados do país. Quer comentar, Dra. Regiane, os slides e a apresentação do Vacivida e também do nosso vacinômetro? Vocês estão vendo ali, nesse momento, 15.446 pessoas já vacinadas, atualização às 12 horas e 42 minutos, quer fazer mais algum comentário ou seguimos? Ok. Então, podemos tirar de tela. E agora, vamos falar sobre a doação de plasma para a cidade de Manaus e nós convidamos hoje o Dr. Dante Lang, médico e presidente da Associação Brasileira de Hematologia e integrante também, cientista do Instituto Butantan. Dr. Dante.

DANTE LANG, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEMATOLOGIA: Obrigado, governador. Eu não poderia, antes de começar a explicar, agradecer ao senhor pelo apelo que o senhor fez aqui em relação à doação de sangue, como todos sabem, essa é uma situação crônica, nós sempre precisamos de doação de sangue, e isto piorou sensivelmente durante a pandemia, então, como o senhor bem lembrou, é um ato simples, rápido, é um ato de cidadania, é um ato de civilidade, é um ato humanitário que, obviamente, sem dúvida nenhuma, é muito importante, principalmente na situação atual. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. Dante, vou tomar, primeiro, nós é que agradecemos o seu esforço, a sua dedicação, aliás, anos e anos dedicados a isso, se puder informar aos nossos jornalistas e a mídia que aqui está presente, como as pessoas, aqui em São Paulo, podem doar sangue, e a forma segura, não há nenhum risco, diante da pandemia, para os doadores de sangue, há uma dúvida das pessoas, inclusive os que têm por hábito doar, muitos recuaram, deixaram de doar, imaginando que, pela circunstância, poderiam ter algum tipo de contaminação com a Covid-19, isto não é verdade, e o Dr. Dante vai explicar e também orientar, através de um site, como as pessoas podem acessar o hemocentro para doação de sangue, todo sangue doado salva vidas, salva vidas, eu, infelizmente, não posso doar, eu tive hepatite e tive um gênero de hepatite que não me permite mais fazer a doação, mas eu faço um apelo aos que não tem o problema que eu tenho, e que possam doar sangue, que doem.

DANTE LANG, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEMATOLOGIA: Exatamente, é isso mesmo, governador, a doação de sangue é um ato absolutamente simples, rápido e não traz risco algum pra quem realiza a doação e, durante a pandemia, os cuidados que têm sido tomados são de agendar a doação de sangue, os serviços, os hemocentros, os serviços que fazem coleta de sangue, tem agendado, pra que não haja acúmulo de pessoas aguardando pra doar, então, qualquer pessoa que esteja em boas condições de saúde é um potencial doador de sangue. Informações maiores podem ser adquiridas através do site da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia que é abhh.org.br, as informações estarão lá disponíveis e é extremamente relevante, como o governador lembrou, que as pessoas doem sangue. Bom, governador, então, eu vou explicar rapidamente, em relação ao plasma convalescente, a ABHH, junto com o Instituto Butantan, está fazendo uma captação desse plasma, o que é esse plasma convalescente? Os indivíduos que tiveram Covid e que se recuperaram, eles desenvolvem anticorpos, e esses anticorpos, então, eles são, através da doação do plasma, depois que esses indivíduos se curam, esse plasma contendo esses anticorpos podem ser utilizados, podem ser transfundidos aos pacientes que estão com Covid, o objetivo disto é evitar que esses pacientes evoluam pra uma fase grave da doença, portanto, esse é o principal objetivo, evitar que esses pacientes evoluam pra uma fase grave, que necessitem de internação, que necessitem de internação em UTI, que necessitam e que aumentam o consumo de oxigênio, governador, e Manaus está numa situação que todos têm acompanhado, da falta de oxigênio, portanto, a ideia do Instituto Butantan e da ABHH é poder oferecer este plasma aos pacientes de Manaus e tentar, com isso, evitar que eles evoluam pra uma fase mais crítica, mais grave da doença.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Dr. Dante, mais uma vez, muito obrigado, obrigado pelo gesto, obrigado por estar aqui conosco, Dr. Dante também ficará à disposição pra responder perguntas. Nós vamos agora, voltando ao tema da vacina, com o Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador, uma breve atualização e eu começo pela situação do novo pedido de uso emergencial, que foi feito à Anvisa na última segunda-feira, ontem, 24 horas após o início do processo, a Anvisa concluiu a análise documental, encaminhou o pedido de alguns esclarecimentos e o diretor de área, né, declarou ontem em entrevista à mídia que ele espera dar o parecer final desse processo até o final dessa semana e, portanto, se isso acontecer, na próxima semana nós já estaremos em condições de usar as doses da vacina produzidas no Butantan, quer dizer, esse pedido, né, é um pedido para o produto feito aqui no Brasil, diferente daquele que foi autorizado no último domingo, que era do produto que veio pronto da China. Com isso, com essa autorização, nós regularizamos o fornecimento, né, das vacinas produzidas no Butantan, e estamos aí aguardando a chegada de mais matéria prima, porque a matéria prima que recebemos já foi quase que totalmente processada e agora nós dependemos de importação de quantidades adicionais de matéria prima, esse assunto dominou aí boa parte das notícias no dia de ontem, né, que era exatamente a dificuldade em trazer essa matéria prima para o Brasil, e aqui é importante fazermos uma distinção, quer dizer, nós temos dois tipos de matéria prima na China, nesse momento, uma é a matéria prima da Sinovac, que vem pro Butantan, é uma matéria prima que está pronta, né, desde o começo de janeiro e estamos aguardando o envio de cinco mil e 400 litros dessa matéria prima, que vai dar origem a cerca de cinco milhões de doses, e na sequência, né, uma vez já liberado esse, será uma nova partida de cinco mil e 600 litros, existe um outro processo, que aí sim é o processo da Fiocruz, da Astrazeneca, que é uma outra fábrica, essa matéria prima ainda não chegou nem pela primeira vez aqui, e também foi anunciado ontem, pela Fiocruz, que haverá um atraso e que, portanto, eles não poderão entregar vacinas em fevereiro, então a previsão de vacinas na Astrazeneca já é pra março, então isso coloca no Butantan a responsabilidade de continuar sendo o produtor da única vacina em uso no Brasil nesse momento, e eu quero chamar atenção, senhores, que na segunda-feira o presidente da República anunciou que essa vacina agora é do Brasil, então, eu peço, eu peço ao nosso presidente, ao senhor ministro das relações exterior, que nos ajudem aí a aplainar, né, essa relação com a China, e que haja procedimentos, que haja solicitação de que os procedimentos burocráticos, né, para autorização dessa exportação da China para o Brasil, aconteça no mais curto período de tempo, essas vacinas que já estão aí, seis milhões, são ainda em número insuficiente, né, de acordo com as necessidades do país, então nós precisamos de mais vacinas, estamos aguardando aí que a promessa de termos 300 milhões de vacinas para o Brasil seja cumprida, porque são essas vacinas que vão mudar o curso da epidemia, e o quanto antes essas vacinas chegarem, né, melhor pra todos, mas, nesse momento, né, infelizmente, eu não tenho enxergado essa perspectiva, a única perspectiva que eu tenho enxergado são as 46 milhões de doses, né, que cabem ao Butantan. Então, um momento de preocupação, sem dúvida nenhuma, mas também um momento de solicitação de ação, quer dizer, as nossas autoridades federais precisam agir, agir muito rapidamente pra que tenhamos, de fato, essas vacinas. Eu acho que essas são as informações mais importantes, governador. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. A última intervenção, antes das perguntas, é do Wilson Mello, que é o presidente da Investe São Paulo, que é o órgão de fomento e apoio de investimentos internacionais, responsável pelo escritório de São Paulo na China, em Xangai, em Dubai, no Oriente Médio, e a partir de junho deste ano, o escritório na Europa, em Munique, na Alemanha. Com a palavra, Wilson Mello.

WILSON MELLO, PRESIDENTE DA INVESTE SÃO PAULO: Obrigado, governador, boa tarde a todos e a todas. Governador, quando nós iniciamos o nosso tempo aqui à frente do Governo de São Paulo, nós tomamos uma decisão de sermos pragmáticos e racionais, e pensarmos sempre no melhor pro Estado de São Paulo, e a China sempre foi o maior parceiro comercial do Brasil e do Estado de São Paulo, tomamos a decisão de abrir um escritório comercial em agosto de 2019, com objetivo de estreitar não só as relações comerciais e financeiras, mas também as relações institucionais, nós precisávamos ter uma presença física pra mostrar para o governo chinês a nossa boa intenção, a nossa vontade de ter cada vez mais uma relação racional, pragmática e efetiva com a China. Em parceria com a Secretaria de Relações Internacionais, do secretário Júlio Serson, tomamos a decisão, inauguramos esse escritório antes mesmo de haver qualquer possibilidade de vivermos o que vivemos hoje com a pandemia. Esse escritório foi fundamental no estreitamento das relações comerciais, fizemos vários negócios com a China a partir desse escritório e se transformou em algo fundamental durante o processo da pandemia, a China é o maior fornecedor de medicamentos, equipamentos, insumos do mundo, e nós precisávamos estar lá pra poder fazer com que esse fluxo acontecesse de forma adequada, isso aconteceu com os respiradores, como o governador mencionou, com EPIs e agora também com as vacinas, tanto as vacinas prontas, as seis milhões de doses que já estão sendo utilizadas hoje aqui no Brasil todo, como os insumos, que também vieram da China, e que já foram processados. Enquanto a responsabilidade pela importação desses insumos, a responsabilidade estava com o Estado de São Paulo, nós cumprimos a nossa missão, nós trouxemos insumos, nós trouxemos vacinas prontas e é isso que está vacinando a população brasileira, nós precisamos continuar com esse trabalho, nós estamos prontos pra fazer a nossa parte, mas nós precisamos do apoio de todos, a vacina é do Brasil, então todos precisam se esforçar pra que os insumos cheguem a tempo e cheguem de forma efetiva no Butantan. Eu vou pedir para que o José Mário, que é o nosso diretor do escritório na China, ele está em Pequim, vou pedir para que ele entre na tela, e fale rapidamente sobre o que nós temos feito para atingir esse objetivo, que é trazer o mais rapidamente esses insumos para o Brasil. José Mário.

JOSÉ MÁRIO, ESCRITÓRIO DA INVEST SÃO PAULO NA CHINA: Obrigado, Wilson. Boa tarde, a todos e à todas. Primeiramente, se me permitirem, como paulistano, gostaria de dizer que é uma honra e um privilégio participar de um projeto como esse, do escritório da Invest São Paulo aqui em Xangai. Eu estou aqui em Pequim, tá? Por determinação do governador, para ficar mais próximo dos nossos interlocutores. E para mim é uma honra participar desse projeto, que foi idealizado pelo próprio governador João Doria, por você e pelo Júlio Serson, da Secretaria de Relações Internacionais, que é um projeto 100% custeado pelo setor privado, e uma dessas empresas mantenedoras do nosso escritório é o Instituto Butantã, que acreditou no nosso projeto desde o início, ainda em 2019. Então eu estou aqui em Pequim, o escritório fica lá em Xangai, porque aqui em Pequim a gente tem a sede da Sinovac, tem a proximidade com a embaixada brasileira, e os interlocutores, os principais interlocutores chineses, ministérios e departamentos. Especialmente com as equipes da Sinovac, eu mantenho um contato diário, muitas vezes ao dia. E o nosso principal objetivo da minha presença aqui é agilizar o envio desses insumos para o Butantã. E eu fico à disposição, essa é uma mensagem de otimismo que eu queria mandar, que as coisas estão correndo muito bem, a parceria entre Butantã e Sinovac ela é excelente.

WILSON MELO, PRESIDENTE DA INVEST SP: Obrigado, José Mário. Governador, nós fizemos a nossa parte, vamos continuar fazendo a nossa parte, mas precisamos do apoio de todos, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Wilson Melo, presidente da Invest SP. Obrigado aos demais secretários, Júlio Serson, e a todos que nos ajudam nesse esforço, e faço coro, evidentemente, ou doutor Dimas Covas, ao Wilson Melo, a todos que estão aqui, aos profissionais de imprensa, os profissionais de saúde. O Brasil precisa estar mobilizado para trazer os insumos para ampliar a produção da vacina do Instituto Butantã, para permitir o início do envase da vacina da Fiocruz, da AstraZeneca. E um apelo também para que o Brasil possa agilizar outras vacinas, quanto mais vacinas tivermos no país, mais brasileiros serão vacinados mais rapidamente. Sempre dissemos, sempre defendemos essa posição. E nunca, nunca agredimos nossos parceiros, a China é um parceiro importante do Brasil, é o maior parceiro econômico, maior parceiro comercial do Brasil, maior parceiro econômico de São Paulo há mais de duas décadas. E estimulado pela presença física nesse escritório que temos na China, ampliamos e muito as relações econômicas, institucionais, e agora de saúde, com o governo chinês. Não é o momento de fazer agressões e nem interpretações de ordem ideológica, partidária, ou de qualquer natureza, nós temos que ficar juntos. E agradecer o apoio da China ao Brasil, especialmente em um momento de dor, especialmente em um momento em que o país já perdeu a vida de 201 mil brasileiros. Bem, eram essas as informações, agora vamos para as perguntas. Hoje nós teremos seis intervenções, e a razão é que nós vamos daqui para Sorocaba iniciar o programa de imunização dos profissionais de saúde em Sorocaba, e outras cidades também do interior, e peço aos jornalistas que, como sempre, por favor, se atenham à uma pergunta por veículo. Nós teremos a TV Record; Agência Reuters; Agência Xinhua, agência chinesa; o Jornal O Estado de São Paulo; A TV Globo, Globo News; E a Rádio Bandeirantes, Band News. Começando com a Camila Busnelo, da TV Record. Boa tarde, obrigado por estar aqui conosco, sua pergunta, por favor.

CAMILA BUSNELO, REPÓRTER: Bom, parece um monte de pergunta, mas é uma só, na verdade, eu não entendi se o governo paulista consegue fazer a negociação com a China diretamente, ou se a gente depende, o Brasil depende da negociação do Governo Federal? E qual foi o entrave? Tem uma expectativa de chegada desses insumos? E se sim, aí o Instituto Butantã tinha capacidade de produzir 1 milhão de doses por dia. Qual é a realidade, a nova realidade com essa questão dos insumos chineses?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Camila, começo a responder, e a complementação será feita pelo Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã. Sim, nós estamos trabalhando com a China, independentemente do governo brasileiro, até porque, a China confia em São Paulo, tem razões de sobra para isso, ao longo de mais de dois anos cultivamos uma relação sólida, positiva, construtiva, educada e altamente produtiva do ponto de vista de resultados para a economia de São Paulo. E agora para a saúde, a vacina do Butantã é uma vacina desenvolvida na origem por um laboratório chinês, que foi acusado pelo digníssimo Presidente da República de coisas horríveis que eu não sou capaz de falar aqui, e nem falarei. Mas além disso, cultivamos uma relação institucional, no plano cultural, no plano da educação, o secretário de Educação de São Paulo está aqui presente, no âmbito da educação e da tecnologia voltada para a educação os chineses tem nos ajudado e muito, no setor do agronegócio, no setor da indústria, da tecnologia, de serviços, e também da saúde. Então o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, tem sido muito correto conosco, ontem mandei uma mensagem a ele, ele esteve hoje, como vocês sabem, com o Presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia. O deputado Rodrigo Maia me disse que esse encontro foi positivo, e ele entendeu a disposição do embaixador da China em Brasília, de ajudar e cooperar, para que os insumos da vacina do Butantã possam ser autorizados para transporte para o Brasil, para São Paulo o mais rápido possível. Os insumos estão prontos, como disse o doutor Dimas Covas, só precisamos que cheguem aqui, e a capacidade de envase do Butantã é de 1 milhão de doses da vacina por dia. E agora complementa Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: A nossa previsão de chegada, como eu mencionei, é de que 5,4, ou seja, 5400 litros cheguem até o fim desse mês, e mais 5.600 litros até o dia 10 de fevereiro. Essa matéria-prima está pronta, aguardando o trâmite burocrático. Então é isso que se trata nesse momento, de agilizar essa burocracia. Com relação à produção, o governador menciona que é 1 milhão de capacidade de envase por dia. Agora o processo ele começa com o envase e é seguido de um processo de produção que envolve a qualidade, que envolve os controles todos. E o processo desde o envase até a finalização, a disponibilidade da vacina, dura em torno de 20 dias. Então mesmo que a gente receba essa matéria-prima, e rapidamente a gente consiga em cinco dias, seis dias processar 6 milhões de doses, os 5,4 milhões de doses, nós vamos ter aí dias adicionais para poder liberar o produto.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutor Dimas. Camila, obrigado pela pergunta. Vamos agora à uma pergunta online, que é da Agência Reuters, o seu correspondente no Brasil, o jornalista Eduardo Simões. Ele já participou de várias coletivas aqui. Eduardo, boa tarde. Bem-vindo, mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

EDUARDO SIMÕES, REPÓRTER: Obrigado, governador. Boa tarde, a todos e à todas. Eu gostaria de saber em que pé, em que estágio estão as obras da fábrica do Butantã, que vai produzir integralmente a Coronavac aqui no Brasil? E se o doutor Dimas puder detalhar se já há previsão para lotes além desses dois que ele mencionou da matéria-prima. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo. Eu começo a responder, passo depois ao Wilson Melo, presidente da Invest SP, e vocês vão compreender o porquê, e na sequência complementa a resposta, faremos isso de forma breve, o doutor Dimas Covas. Nós iniciamos a construção dessa nova fábrica no Instituto Butantã, no dia 2 de novembro. Fizemos um funding, ou seja, uma arrecadação de recursos do setor privado, em São Paulo, R$ 162 milhões, não há dinheiro público, e nem mesmo o dinheiro do Ministério da Saúde, pelo menos, até agora, nenhum centavo, os recursos foram capturados no setor privado, através de doações sem nenhuma contrapartida, Eduardo, com a finalidade específica de atender à Fundação Instituto Butantã, na preparação dessa nova fábrica para a vacina da COVID-19. Nós pedimos inclusive a cooperação do Wilson Melo, da Invest SP, dado ao fato de que a formação desse grupo, são 23 empresas doadoras, todas elas auditadas pela [Ininteligível], além das empresas que auditam as próprias empresas. E os recursos para a obra da fábrica, auditados pela Falcone. E nós pedimos à Invest SP que cooperasse e nos ajudasse nesse processo. E ao Wilson Melo passo a palavra nesse momento.

WILSON MELO, PRESIDENTE DA INVEST SP: Obrigado, governador. Quando nós iniciamos o processo da parceria entre o Butantã e a Sinovac, nós sabíamos que precisaríamos de uma nova fábrica, para que a gente pudesse produzir a vacina integralmente aqui no Brasil. Era um desafio, porque nós precisávamos construir essa fábrica o mais rapidamente possível, e sabíamos também que se fossem recursos públicos, esse prazo seria alongado pelas questões complexas naturais de utilização de dinheiro público. Tomamos a decisão de fazer um chamamento ao setor privado, em 42 dias conseguimos arrecadar o valor suficiente para a construção dessa fábrica. Essa fábrica deu início, como o governador mencionou, no dia 2 de novembro, nós temos 42 semanas para que essa fábrica fique pronta. E nossa estimativa é que essa fábrica esteja pronta no dia 30 de setembro. Então essa fábrica estará pronta no dia 30 de setembro, ela será entregue para o Butantã, e que o Butantã começa então a partir de outubro o processo de comissionamento, a autorização da ANVISA, para que ela possa operar. E isso vai fazer com que nós tenhamos a independência completa na produção da vacina, e não haja nenhuma necessidade de importar insumos de qualquer lugar, especialmente da China. É isso, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Obrigado, Wilson Melo. Eduardo Simões, muito obrigado, correspondente da Agência Reuters, o Eduardo continua conosco, nos acompanhando, eu suponho. Agora vamos para um outro correspondente estrangeiro, da agência chinesa, Xinhua, Pablo Jiuliano, muito obrigado. O Pablo também já participou como jornalista indagando em outras coletivas. Mais uma vez, bem-vindo. Sua pergunta, por favor.

PABLO JIULIANO, REPÓRTER: Bom dia, para todos. Minha pergunta tem a ver com o marco que significou para o Brasil, maior economia da América Latina, mas que ficou atrás no calendário de vacinação contra COVID-19 de outros vizinhos da região. Eu queria saber, a partir dessa experiência, do sucesso do que vem acontecendo desde domingo até aqui, quais são os planos do estado de São Paulo com a parceria e a cooperação com o estado chinês, a partir desse primeiro escritório, e agora com a vacina já sendo uma realidade no Brasil?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pablo, muito obrigado. Vou dividir a resposta com o Wilson Melo, presidente da Invest São Paulo, mas eu quero esclarecer que nós só temos vacina no Brasil porque o Instituto Butantã de São Paulo viabilizou a vacina, caso contrário, até hoje o Brasil não teria uma vacina. Nós, no dia 20 de janeiro de 2021 estaríamos ainda esperando a vacina, ou as vacinas, e não teríamos, Pablo, nenhuma vacina. Graças ao esforço, ao investimento, e repito, recursos do governo do estado de São Paulo, viabilizados através da Fundação Instituto Butantã, é que nós temos uma vacina, 11 milhões de doses da vacina, 6 milhões já disponibilizados para a vacinação dos brasileiros, 5 milhões aguardando a autorização da ANVISA para envase, e mais 35 milhões para o transporte dos insumos até o Brasil, e o envase para a produção de mais 35 milhões de vacinas. E, de fato, você tem razão, o Brasil poderia ter sido o primeiro país da América Latina, aliás, Pablo, o Brasil poderia ter sido o segundo ou o terceiro país do mundo a iniciar a vacinação, o Brasil foi o sexagésimo quarto país do mundo, graças ao negacionismo, à falta de atitude, de planejamento, e os equívocos do governo brasileiro. E aqui na América Latina começamos a vacinar depois da Argentina, do Chile e da Colômbia, especificamente países que iniciaram a vacinação antes do Brasil. E agora o Wilson Melo pode dar mais detalhes sobre a evolução nas relações comerciais com a China. Lembrando que inclusive temos uma missão comercial à China esse ano, que já deveria ter sido feita, e obviamente não o foi, dada à pandemia, mas nós temos uma missão comercial, iremos com mais de 40 empresas brasileiras à China, como fizemos em agosto de 2019, quando da inauguração do nosso escritório em Xangai. Wilson Melo.

WILSON MELO, PRESIDENTE DA INVEST SP: Quando nós tomamos a decisão de abrir escritório na China, nós sempre tivemos uma visão de longo prazo, nós queríamos construir pontes e relações com os empreendedores, com as empresas, com os fundos de investimento, com os bancos chineses, pensando sempre no longo prazo, mesmo durante a pandemia, nós avançamos muito nas nossas relações, nós temos hoje mais de 30 empresas, que são parceiras do escritório e que tem negócios com a China, que foram alavancados a partir deste escritório, nós temos, inclusive, empresas, que nós chamamos, o termo é encubadas, empresas que instalaram o seu escritório, a sua filial na China, dentro do nosso escritório, utilizando toda a estrutura que nós já tínhamos pronta, na cidade de Xangai. Então, a relação, mesmo durante a pandemia, seguiu muito bem, e a nossa expectativa é que na retomada econômica, que nós esperamos que aconteça o mais rapidamente possível, esse escritório seja ainda mais fundamental e operacional pra ajudar as empresas brasileiras, paulistas que queiram fazer negócios com a China, mas também com as empresas chinesas, que tem interesse aqui no Estado de São Paulo. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Wilson Mello. Pablo Juliano, da agência [ininteligível], muito obrigado pela sua participação. Vamos agora presencialmente, Guilherme Balza, da TV Globo, Globo News. Guilherme, obrigado por estar participando mais uma vez da nossa coletiva, na sequência teremos a Rádio Bandeirantes, Band News. Com a palavra Guilherme Balza, jornalista da TV Globo, Globo News. Guilherme.

GUILHERME BALZA, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Se quiser ajustar o microfone um pouquinho, pode fazê-lo. Obrigado.

GUILHERME BALZA, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Bom, a gente sabe que o contrato com a Sinovac é confidencial, mas a gente tá numa situação muito complicada com relação à falta de vacina, necessidade desses insumos chegarem, então, eu queria saber se o contrato diz alguma coisa sobre prazos, quando que essas doses, essa matéria prima tem que ser enviada, se tem algum ponto que trata de prazos. E pra gente sair um pouco do abstrato, o que tá pegando, exatamente, na questão do envio da matéria prima? Qual é o ponto da burocracia? Enfim, tá muito abstrato, eu queria entender melhor qual é o entrave pra que essas vacinas sejam enviadas. É isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Guilherme, isso é um tema específico do Butantan, eu vou pedir ao Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, que possa responder. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Guilherme, o contrato, claro que prevê as datas de embarque, né, o contrato está absolutamente sendo cumprido, quer dizer, isso inclusive prevendo a necessidade da autorização do governo chinês, no governo chinês a burocracia envolve três instâncias, Ministério da Saúde, o chamado NMPA, que é a Anvisa da China e a Aduana, né, então tem que passar por essas três instâncias, sequencialmente, e adicionalmente o Ministério de Relações Exteriores, então, tem que passar, na realidade, por essas quatro instâncias, pra que seja aprovado. Então, a autorização está caminhando, né, já tem aprovação, nesse momento, de três dessas instâncias, estamos aguardando a última provação pra que seja, de fato, autorizado a exportação, né, essa é a... Não, o que falta lá na China, aí eu não posso dizer exatamente o que falta, eu te disse que existem essas quatro instâncias, três dessas instâncias já passaram, já fizeram a sua autorização, estamos aguardando aí a última instância, e aí é dependente exclusivamente do governo chinês, eu não tenho menor informação a esse respeito.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas. Guilherme Balza, obrigado pela sua intervenção. Vamos agora a Maira, Maira da Rádio Bandeirantes e Band News. Maira, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MAIRA, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos, vou puxar a pergunta aqui mais pro âmbito estadual. A grande São Paulo já tá com mais de 70% de ocupação, então eu queria saber se isso já é suficiente pra que ela vá pra fase laranja, e se o governo pretende ter alguma ação aí pra reverter isso até sexta-feira. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maira, eu mesmo posso responder, e com o comentário do Dr. Jean Gorinchteyn, nesta sexta-feira, portanto, depois de amanhã, dia 22, nós teremos uma reclassificação do Plano São Paulo, o centro de contingência do Covid-19, cujo coordenador, os coordenadores, o coordenador geral, Dr. Paulo Menezes, está aqui, o coordenador executivo, Dr. João Gabbardo, também, poderão intervir, acompanha diariamente todos os movimentos e circunstâncias e números, internações, número de ocupação de leitos de UTI, o movimento da Covid e a obediência também ao Plano São Paulo, juntamente com o Ministério Público, o Ministério Público do Estado de São Paulo, queria aproveitar para registrar os cumprimentos pela postura ao lado da ciência, da vida, na defesa da obediência a um plano que é um plano de quarentena pra proteger vidas, a prioridade em São Paulo foi, continua e continuará a ser a proteção a vidas. Jean Gorinchteyn e, se necessário, alguma intervenção do centro de contingência. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Existe, na genética do Plano São Paulo, a possibilidade de em qualquer momento, sem precisar uma recalibragem oficial, em data oficial, retroceder pro vermelho se necessário, as demais fases não será feita dessa forma, mas, na sexta-feira, teremos que fazer alguns ajustes de algumas regiões, nós entendemos que fazer ajustes para as regiões é garantir assistência de vida, porque nós não podemos ter uma sobrecarga que limite a nossa assistência de tanto relacionada a leitos, respiradores, e mão de obra, hoje nós temos que lembrar que nós temos, além do Covid, e não Covid, exatamente os acidentados, os traumas, os atropelamentos, os enfartos, então tudo isso divide leitos e divide recursos humanos. Então, essa medida, ou essas medidas que estão sendo feitas, visam essa restrição da circulação, mas em paralelo, desde o início do ano, nós já remobilizamos mais de 250 leitos de unidade de terapia intensiva em todo estado, pra continuar garantindo essa assistência.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Dr. Jean Gorinchteyn, nós teremos, Maira, na sexta-feira, todos os detalhes desse plano de reclassificação e, evidentemente, com a presença dos jornalistas que aqui estão, dos que estão virtualmente, e dos que puderem acompanhar também esta coletiva, na próxima sexta-feira, às 12 horas e 45 minutos. Eu aqui, sem querer, pulei o Bruno Ribeiro, Bruno, peço desculpas a você, repórter do Jornal Estado de São Paulo, que faz a última pergunta da nossa coletiva, eu acabei saltando você, e peço novamente desculpa, sua pergunta, por favor.

BRUNO RIBEIRO, REPÓRTER: Imagina. Boa tarde a todos. A minha pergunta, primeiro pra esclarecer um pouquinho a pergunta do Balza e da colega da Record, os entraves são só de ordem administrativa, não tem nenhum entrave de ordem comercial, outros países que também devem estar querendo comprar esses insumos, e o Brasil, São Paulo tá na disputa, se há algum entrave nesse sentido. E a minha pergunta de verdade é a seguinte, a gente tem esse acordo pra produção, pro recebimento dos insumos suficientes pra produção de 46 milhões de doses até abril, daí em diante, de abril em diante, qual que é o cenário? A gente já tem alguma coisa acordada pra receber mais insumos? Ou depois de abril acabou, a gente vai precisar depender aí do Governo Federal, da Fiocruz? É isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Eu achei interessante, Bruno, agora a minha pergunta de verdade, que antes teve uma pergunta de mentirinha e uma de verdade, mas tudo bem, brincadeira com você, Bruno, eu começo a resposta, Dr. Dimas, evidentemente, conclui. Do ponto de vista comercial, não há, eu posso garantir, nenhuma restrição, nem a São Paulo e nem restrição ao laboratório Sinovac, com o qual temos tido uma relação excelente, a Sinovac tem um diretor internacional deles aqui no Brasil, eles estão há meses aqui, com autorização, evidentemente, para aqui residir temporariamente, vamos chamar assim, para nos dar assistência diária, nós planejamos isso, e isso tá funcionando bastante bem, não há dificuldade na relação comercial com o laboratório Sinovac e o Butantan, lembrando que o Butantan tem um acordo que precede a Covid-19, vem antes da pandemia, portanto, ele tá bem consolidado, não há dúvida e nem questionamento sobre isso, porém, o laboratório Sinovac para exportar vacinas, precisa da autorização do governo chinês, isso é [ininteligível], o que, aliás, é razoável, diante de uma pandemia, onde bilhões de chineses estão sofrendo, estão sendo vacinados, só na China já tem mais de 800 milhões de chineses vacinados com a CoronaVac, esta mesma vacina que estamos trazendo para os brasileiros, mas ainda assim, nós não tivemos nenhuma informação de que haveria a [ininteligível] dos pleitos, dos pedidos do Butantan para atendimento, fosse a China, ou a qualquer outro país, não houve nenhum comentário neste sentido, mas eu quero colocar aqui que não é o tema da ciência, portanto, não é o tema do Dr. Dimas Covas, e ele vai completar na sequência, há um mal-estar claro do governo chinês com o governo brasileiro, isso é claro, isso óbvio, não é por outra razão que o presidente da Câmara Federal foi se encontrar hoje, ainda que virtualmente, com o embaixador da China, há um mal-estar depois de tantas agressões pronunciadas e lideradas pelo presidente Jair Bolsonaro, contra a China, contra a vacina da China, contra a 'vachina' e as desqualificações que fez, e além disso suportado também por manifestações de dois dos seus filhos, Carlos e Eduardo Bolsonaro, isso criou um mal-estar. Isso é fato. Talvez até o embaixador, por ser um homem extremamente educado e um diplomata, não coloque isso oficialmente nesse momento, mas ele mesmo, e vocês se lembram, há pouco tempo reagiu numa carta pública, diante de um dos ataques sofridos pelo governo chinês, recentemente. Isso tem dois meses e meio, e ele reagiu com uma carta. Portanto, há um mal-estar, e neste momento esse mal-estar precisa ser superado. Por quê? Não são só os insumos da vacina do Butantan que estão pendentes para serem liberados, que estão prontos e pendentes para embarque para o Brasil, para chegar aqui em São Paulo, e o Butantan poder processar, repito, um milhão de doses de vacina por dia. Também a vacina da Astrazenica, aquela tão saudada vacina do ministro Pazzuelo, do presidente Jair Bolsonaro, também os insumos são chineses, vêm da China. Então, é preciso restabelecer um patamar equilibrado nessas relações diplomáticas e até agora não vi nenhuma manifestação, sinceramente. Se houve, eu desconheço, do presidente Jair Bolsonaro, dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, inclusive Eduardo, que preside uma comissão que trata de relações exteriores, na Câmara Federal, e muito menos do ministro das Relações Exteriores do Brasil. Portanto, bom momento também para mais uma vez solicitar que a chancelaria do Brasil, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro, tratem com respeito a China e com a humildade necessária, diante de uma necessidade que temos dos insumos, que são produzidos na China, para salvar brasileiros. Agora não é hora de fazer embate. Aliás, a meu ver, nenhuma hora é para fazer embate. Isso é uma posição equivocadíssima da diplomacia do governo Bolsonaro, ficar agredindo outros países. Agrediu a China, agrediu a França, agrediu a Alemanha, agrediu os países nórdicos, enfim, agressões para todo lado. Nós temos que ter uma relação de simbiose, de respeito, de fluidez com todos os nossos parceiros, e inclusive os Estados Unidos, ao se colocar agarrado à figura de Donald Trump, derrotado nas eleições americanas. E agora, como será com o Joe Biden? Um governo que se declarou negacionista e exaltou Donald Trump durante esses últimos dois anos, mas agora é hora de mudar, e tem que mudar já, porque nós precisamos dos insumos para produzir vacinas para salvar brasileiros. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bruno, eu também digo que não temos nenhuma informação em relação à preferência entre países ou questões geopolíticas. E até nesse assunto acabou de ser autorizado o uso emergencial da vacina no Chile, o Chile está já recebendo possivelmente na próxima semana em torno de 2,5 milhões de doses, para iniciar esse programa de vacinação emergencial. Então, não tenho nenhum elemento para acreditar que haja aí problemas de natureza geopolítica, por trás dessa questão. Pra mim, essa questão, para a vacina Sinovac e a relação Sinovac-Butantan, são questões absolutamente administrativas. Não posso dizer o mesmo com relação à outra vacina, essa já bem mais atrasada do que a vacina do Butantan, já deveria ter iniciado a produção e ainda não conseguiu iniciar a produção, que é o caso da Fiocruz. A segunda pergunta, com relação ao que está previsto para depois dessas 46 milhões, existe a possibilidade de fornecer mais 54 milhões, desde que haja manifestação prévia do nosso Ministério da Saúde. Quer dizer, inicialmente, isso estava sendo cogitado, na hora do contrato vieram especificadas 46 milhões, com uma possível opção de compra adicional para 54 milhões de doses. Então, nesse momento, não existe ainda nenhuma manifestação nesse sentido, e só tratamos até esse momento das 46 milhões de doses. Estamos absolutamente ansiosos para saber se haverá a encomenda adicional de 54 milhões, porque certamente esses 54 milhões de doses serão necessários. E se houver essa necessidade já prevista por todos, seria bom já que o Ministério se manifestasse, para que nós começássemos a nos preparar para essa produção.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Eu tenho que te pedir perdão, nós vamos ter que encerrar.

REPÓRTER: Só queria complementar, só essa dúvida técnica. Tem a ver com o registro da Sinovac ser emergencial na China? Só porque eu fiquei com essa dúvida aqui.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Não tem nenhuma relação. A vacina já está sendo usada na China, desde o meio do ano passado, em esquema emergencial. Quer dizer, a Sinovac está muito próxima de pedir o registro provisório, e não tem relação, não tem relação.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas. Bruno, tenho aqui, aproveitando a sua pergunta, uma correção de uma informação que eu dei, eu queria fazer a correção imediatamente aqui. Eu falei em 800 milhões, são oito milhões. Eu, inapropriadamente falei em 800 milhões de vacinas na China. São oito milhões de vacinas. Então, faço a correção e peço desculpas aqui aos jornalistas e aos que nos assistem também, pela TV Cultura e outras emissoras, neste momento. Com isso, nós encerramos a coletiva de imprensa de hoje, estaremos juntos na próxima sexta-feira. Teremos a reclassificação do Plano São Paulo, isso será anunciado em detalhes pelo Centro de Contingência do Covid-19, também pelo Dr. Jean Gorinchteyn. Por favor, os que estão nos assistindo, nos vendo nesse momento, não deixem de usar máscaras, usem máscara o tempo inteiro ao saírem das suas casas, dos seus ambientes de trabalho, para qualquer atividade fora de sua casa e também na sua própria casa, se por alguma circunstância você tiver um número superior a 25 pessoas, por alguma razão de ordem familiar, use também máscara. Não aceite nenhum convite para aglomerações e faça o distanciamento social, use álcool em gel e lave as suas mãos constantemente. Precisamos estar protegidos para proteger as nossas vidas, as vidas das nossas famílias e dos demais brasileiros. Muito obrigado, boa tarde a todos.