Coletiva - SP mira 30 mil testes diários de coronavírus com inclusão de exames privados 20200806

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Coletiva - SP mira 30 mil testes diários de coronavírus com inclusão de exames privados

Local: Capital - Data: Junho 08/06/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, mais uma vez obrigado pela presença dos jornalistas que aqui estão, as suas equipes de trabalho, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, os que estão online nos acompanhando, os que estão assistindo pela TV Cultura, pela TV Band News, Rede Vida, Rede Brasil, TV Alesp, TV Jovem Pan, TV UOL, Rádio Capital, obrigado por estarem nos acompanhando aqui, ao vivo, no Palácio dos Bandeirantes, nessa coletiva de hoje, oito de junho, segunda-feira. Participarão dessa coletiva o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, secretário de saúde do Estado de São Paulo, José Henrique Germann, e membro do comitê de saúde, do centro de contingência, General João Campos, secretário de segurança pública do Estado de São Paulo. Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia, Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional, Coronel Álvaro Camilo, secretário executivo da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e Carlos Carvalho, coordenador do centro de contingência, o comitê de saúde do Estado de São Paulo. Nas men sagens, São Paulo exerceu democraticamente o direito às manifestações, que ocorreram no último domingo, na Avenida Paulista e no Largo da Batata, quero cumprimentar o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que aceitando medida proposta pela Procuradoria-Geral do Estado, aceitou e deferiu que as manifestações não acontecessem no mesmo dia, no mesmo horário e no mesmo local, como haviam programado na sexta-feira, e o Tribunal de Justiça aceitou a argumentação do Governo do Estado, pra que elas não ocorressem no mesmo local, medida que evitou confrontos e, certamente, prejuízos físicos e prejuízos financeiros, materiais, se isso tivesse ocorrido. As manifestações na Avenida Paulista e no Largo da Batata ocorreram, e eu quero registrar aqui, de forma democrática e em paz. Apenas no Largo da Batata, após o término da manifestação, e sem anuência dos que organizavam a manifestação, cerca de 60 baderneiros foram percorrer duas ruas do bairro de Pinheiros com a deliberada intenção de vandalizarem propriedades privadas e públicas, e a Polícia Militar do Estado de São Paulo agiu de forma correta, evitando danos ao patrimônio privado e público e ação de vândalos. Quero, com isso, registrar, primeiro, o comportamento dos que organizaram estas manifestações, que fizeram de forma, repito, forma ordeira, nas suas organizações e nas suas manifestações. Tivemos prisões de manifestantes, ou de vândalos, que portavam itens como coquetéis molotov, soco inglês, canivetes, facas e barras de ferro, que foram retidas antes das manifestações, seja na Avenida Paulista, seja na região de Pinheiros, no Largo da Batata. Qu ero registrar também que algumas imagens que circularam hoje de manhã pelas redes sociais, de policiais da PM de São Paulo, estão sendo analisadas pela Corregedoria da Polícia Militar, e a orientação dada pelo governador é se houve erro que os que erraram sejam punidos. São Paulo não tem compromisso com o erro e não endossa nenhuma atitude de violência da sua polícia, seja civil, seja militar, aliás, é a posição do comando da Secretaria de Segurança Pública, com o General João Campos, que está aqui presente. Porém, quero deixar claro também, como governador, que não aceitamos vandalismo, novas medidas serão adotadas pela Polícia Militar para próximas, futuras manifestações, pra que fiquem claramente separados vândalos de manifestantes, os manifestantes merecem respeito n as suas posições, sejam pró ou contra o Governo Bolsonaro, mas isso faz parte da democracia e o Governo de São Paulo respeita essas manifestações, porém vândalos, de um lado ou de outro, não serão permitidos, e a força e a determinação da lei será aplicada para impedir qualquer ato de violência, seja ele contra pessoas ou contra o patrimônio, público ou privado. Também, por iniciativa do Governo de São Paulo, pela primeira vez, nós convidamos representantes do Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil e da Corregedoria para estarem no centro de comando, no Copom, no Bairro da Luz, em São Paulo, acompanhando diretamente dali todas as ações e todas as ordens de comando da Polícia Militar de São Paulo. Nós não temos nada a temer e nem a esconder, e este será o proc edimento para todas as próximas manifestações também, representantes, repito, do Ministério Público, da OAB, da Corregedoria e da Ouvidoria da PM, serão convidados a estarem na sede do Copom, de onde saem todas as orientações de comando para as ações preventivas da Polícia Militar do Estado de São Paulo, lá estavam, aliás, ontem, o General João Campos, secretário de segurança pública do Estado de São Paulo, Coronel Álvaro Camilo, secretário executivo da Secretaria de Segurança Pública e todos os demais comandantes da PM, exceto os que estavam in loco, evidentemente. A democracia, em São Paulo, será praticada sempre com liberdade e paz, e este será o princípio de todas as ações e o acompanhamento feito pela Polícia de São Paulo. Demais detalhes serã o apresentados a vocês pelo Coronel Álvaro Camilo, secretário executivo de segurança pública do Estado de São Paulo. Segunda informação, transparência, segunda mensagem, perdão, transparência, o Jornal Estado de São Paulo de hoje revela uma medida que o governo adotou na última quinta-feira, dois dias antes do apagão de dados da saúde, o Governo de São Paulo determinou que a Fundação SEADE divulgasse no portal do Governo de São Paulo todas as informações relativas ao coronavírus, já vínhamos fazendo isso, ampliamos estas informações para garantir acesso a toda a população, especialmente jornalistas, a tudo aquilo que se refere ao coronavírus no Estado de São Paulo. E a partir de hoje serão divulgados também os dados de internações, nós e stamos até ampliando o volume de informações, pra permitir ainda uma transparência maior, melhor e mais atualizada, e nós entendemos que transparência e clareza contribuem no combate à pandemia. Agora, sim, as informações, são duas, a primeira: A inclusão de testes realizados pela iniciativa privada ao cadastro público deve aumentar em até quatro vezes a testagem monitorada diariamente em São Paulo. O Governo do Estado ampliou a sua capacidade de testagem de mil testes por dia, no início do mês de abril, pra oito mil testes neste momento, porém a inclusão de testes realizados pela iniciativa privada ao mesmo cadastro de controle, vai elevar o número de testes monitorados em São Paulo diariamente para 30 mil testes dia, sobre isso falará Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico do Estado de Sã o Paulo. A iniciativa privada, aqui em São Paulo, já realiza cerca de 20 mil testes por dia, e a partir de agora será obrigatória a notificação por laboratórios privados ao setor público, com uma resolução da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Ao incluir os testes realizados pela iniciativa privada ao monitoramento público, isso dará uma visão mais abrangente da pandemia e como combate-la. Mais uma vez, São Paulo entende que transparência nos dados significa trabalhar melhor para vencer a pandemia, jamais esconder informações. E massificar a testagem para diagnóstico é uma maneira de controlar a disseminação do vírus em São Paulo e, certamente, no país. Segunda informação: O Governo do Estado de São Paulo entrega, nesta semana, mais 830 novos respiradores para hospita is públicos do Estado de São Paulo, com entrega desses 830 respiradores nesta semana, o governo chega a 1.627 respiradores entregues para hospitais em todo o Estado de São Paulo, capital, região metropolitana, interior e litoral. E ao longo das duas próximas semanas, ou seja, até o dia 30 de junho, vamos entregar mais mil respiradores para as demandas regionais, capital, região metropolitana, interior e litoral de São Paulo. Cada respirador entregue significa um novo leito de UTI aberto na rede pública, seja municipal ou estadual. E, por fim, nesta mesma informação, o Estado de São Paulo dobrou o número de leitos de UTI abertos desde o início da pandemia e superou a marca de 7.800 leitos de UTI com esta nova entrega já feita e acrescento mais mil ao longo das duas próximas semanas, ou seja, teremos 8.800 leitos exclusivos para o atendimento ao coronavírus at é o final do mês de junho. Eram estas as informações e as mensagens, agora, pela ordem, começamos com o Coronel Álvaro Camilo, secretário executivo da segurança pública do Estado de São Paulo, que fala em nome da segurança e, se necessário, com comentários do General João Campos, secretário de segurança pública do Estado de São Paulo. Coronel Camilo.

CORONEL ÁLVARO CAMILO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Governador, nossos secretários, a todos que nos acompanham, a polícia tinha duas missões ali naquela, no acompanhamento daquela manifestação, por orientação do nosso General Campos, primeiro proteger as pessoas, proteger a integridade física das pessoas, segundo garantir os direitos, direito de união, direito de manifestação, e assim foi feito, negociamos ao extremo, isso faz parte até do uso progressivo da for&ccedil ;a na área de segurança, conversamos com os manifestantes, chamamos pra reuniões, a primeira frustrou, chamamos mais uma reunião, não chegamos a um acordo com os organizadores, todos queriam se manifestar ao mesmo tempo na Paulista, isso era um risco, então, foi feita a intervenção na nossa Procuradoria-Geral, junto ao Poder Judiciário, e se definiu dois locais diferentes, uma participação intensa também do nosso Ministério Público, ficaram definidos Paulista pra aqueles pró Governo Federal, Largo da Batata para os contrários ao Governo Federal, livre manifestação para todos, e a polícia colocou na rua quatro mil homens, protegendo não só as duas manifestações, mas também terminais rodoviários, metrôs, CPTM, transporte coletivo, justamente pra não ter problemas isolados que atrapalhassem o direito de manifestação, isso foi muito bem, reuniram-se praticamente aí perto de 100 pessoas na Avenida Paulista e próximo a três mil pessoas no Largo da Batata. Pacificamente durante o dia inteiro, inclusive apresentando faixas, palavras de ordem, sem nenhum tipo de problema até que, no final, houve aí, infelizmente, a ação de alguns vândalos, durante esse período do dia foi feita a detenção de 17 pessoas que também tentaram quebrar a ordem, pessoas com coquetel molotov, soco inglês, estilingues, pedaços de madeira, e todos conduzidos aos distritos policiais. Durante o dia, 17. Depois, o movimento pacífico tinha determinação judicial para não se deslocar, tentaram se deslocar. A polícia conversou com eles para que eles não fizessem isso, entraram em cena os negociadores da Polícia Militar, são aqueles que ficam lá na manifestação com um capacete diferente, um capacete azul. Fizeram negociação e cederam, combinaram com os manifestantes, já como uma flexibilidade ali da polícia, para que eles fossem até a Fradique Coutinho, fizessem um ato e se dispersassem. A maioria já estava começando a dispersar no Largo da Batata, mais ou menos mil foram ali pra Fradique Coutinho, fizeram um ato, e a grande maioria foi embora. A partir daí, um grupo, que aí eu não considero mais manifestantes, são vândalos, tentaram subir para a região da Paulista, para provocar aí atos de vandalismo, isso era claro. Começaram pelo Banco Bradesco, ali na Rua dos Pinheiros, os próprios manifestantes fizeram esse vandalismo cessar, e a partir daí tentaram em vários pontos danificar o patrimônio. A polícia tentou muitas vezes negociar, fez a força de dissuasão, ou seja, colocando a tropa, colocando mais efetivo. Mesmo assim, enfrentaram a polícia, quebraram patrimônio, começaram a jogar as caçambas na rua, onde encontraram, quebraram o Banco Itaú também, a vidraça do Banco Itaú, e a polícia usou aí a força necessária para parar a manifestação. Nesse momento, mais 15 pessoas foram detidas praticando atos de vandalismo e conduzidos aí ao 14º DP, que está apurando tudo agora, do que aconteceu. Então, o resumo geral, foi isso que aconteceu. Durante, repito, durante todo o dia os atos foram pacíficos, tanto na Av. Paulista quanto no Largo da Batata. E no final, não são manifestantes, um grupo tentou causar aí prejuízo à cidade, ao patrimônio, e até outras pessoas que estavam trafegando com seus veículos nessas ruas. Aí houve a nec essidade da intervenção policial, na medida do uso progressivo da força, e acabou fazendo aí essa intervenção e fazendo mais algumas detenções. Foi isso, Sr. Governador, esse é o resumo do que tivemos ontem nas manifestações.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Coronel Camilo. Apenas para reafirmar, também na sede do Copom, convidamos os veículos de comunicação, lá estavam, por exemplo, transmitindo ao vivo, de lá, independentemente da cobertura no local ou nos locais, a CNN e a GloboNews. O mesmo convite, o mesmo procedimento será aberto a todos os veículos de comunicação, que, independentemente de cobertura no ou nos locais, terá acesso também ao Copom, acompanhando as orientações e ordens feitas, direto do Cen tro de Comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo, dentro do princípio de transparência absoluta de todas as nossas ações. Lembrando que também OAB, Ministério Público, Corregedoria e Ouvidoria da Polícia estarão também presentes na sede do Copom. Agora, saindo de Segurança e voltando para a Saúde. Dr. José Henrique Germann, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, dá os números de hoje da saúde em São Paulo. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Boa tarde a todos. Estamos aqui com os números atualizados. O Brasil chegou ontem a 691.758 casos, e 36.455 óbitos. São Paulo tem hoje 144.593 casos confirmados e 9.188 óbitos decorrentes. Nossa taxa de ocupação para o Estado de São Paulo está em 67.5% e, na Grande São Paulo, 75.5% de ocupação dos leitos, fruto do aumento do número de leitos que nós realizamos nesta área. Estão internados em UTI 4.816 pac ientes, e em leitos clínicos, 7.792 pacientes. Esses são internados confirmados e casos suspeitos. Já foram realizadas e dadas altas hospitalares a 27.118 pacientes de toda a rede Covid do Estado de São Paulo. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Germann. Como podem observar, estamos baixando a taxa de ocupação nas unidades de terapia intensiva dos hospitais públicos, no Estado de São Paulo, na Grande São Paulo e na capital de São Paulo. Sobre a capital, daqui a pouco Bruno Covas poderá falar a respeito. Vamos agora à intervenção do Carlos Carvalho, que é o coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, o nosso Comitê de Saúde. Carlos Carvalho.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos os presentes. Só um comentário rápido, da importância desses números que vêm ocorrendo na capital, na Grande São Paulo e no estado como um todo, mostrando que essa maneira, como a Secretaria da Saúde veio se adaptando às demandas e a possibilidade de suprir essas demandas com a abertura progressiva de leitos e a capacitação desses profissionais que vão atender esses pacientes, que nós pretendemos detalhar um pouco mais am anhã, no nosso dia da saúde, vai ficar claro pra vocês que isso está sendo possível, está propiciando que São Paulo, apesar desse número grande, que ainda acontece, apesar de nítidos sinais de estabilidade em alguns municípios e algumas regiões do estado, ainda estamos preparados e temos capacidade ainda de absorver um pouco a mais. O preparo que foi feito está sendo completamente positivo e está trazendo vantagens, sem dúvida nenhuma, pra nossa população. Acho que nesse momento, eu gostaria de deixar mais detalhes pra falarmos sobre isso pro dia de amanhã, pro dia da saúde.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Carlos Carvalho, lembrando que amanhã, terça-feira, a coletiva de imprensa é exclusivamente sobre a saúde, com todos os representantes, todos os médicos, cientistas da área de saúde, seja do Centro de Contingência, sejam outros médicos que aqui estarão. Agora com a palavra, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. O Vinholi dá um balanço sobre as outras áreas, além da capital de São Paulo, região metropolitana, interio r e litoral. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Muito bem, governador, boa tarde a todos. Passados aí sete dias do início da nossa Retomada Consciente, já é possível fazer um balanço muito importante sobre essa primeira semana. Primeiro de que a população, os prefeitos, na sua imensa maioria, seguem respeitando os preceitos de que a retomada gradual das atividades não significa o fim da quarentena. As taxas de isolamento seguem taxas importantes, não tiveram aí uma queda relevante. Isso significa que a i mensa maioria da população segue com os dados apresentados por aqui, para que a gente possa fazer uma retomada consciente das atividades, sem fazer com que a vida social seja impactada com isso, possibilitando índices importantes ainda de isolamento social. E a segunda informação importante é que, se a gente chega nesse momento podendo fazer essa retomada, muito se dá à capacidade hospitalar instalada aqui no Estado de São Paulo. A ocupação vem caindo em todo o estado, o Dr. Germann colocou aqui agora há pouco num balanço, 67.5% a taxa de ocupação no Estado de São Paulo e 75.5% na Grande São Paulo, índices que eram, há poucos dias, superiores a 90%. Então, isso está se dando graças a esse trabalho de aumento da capacidade hospitalar, em todo o Estado de São Paulo. Começamos com 3.500, já estamos em 7.80 0, com as entregas dessa semana. Vamos chegar à entrega de 830 respiradores até o fim da semana, 150 por dia, em média, sendo distribuídos nos lugares que mais precisam, ou seja, com taxas de ocupação maiores, e também onde eles são funcionais, onde eles se tornam leitos de UTI de fato, de maneira rápida e contundente. Com isso, a região metropolitana de São Paulo teve, ao longo dos últimos dias, 30% de aumento na sua capacidade hospitalar, atingindo 1.500 leitos nesse impacto, que se dá podendo fazer, além de uma segurança para as pessoas da região metropolitana, no impacto da pandemia, também com que elas possam aumentar a sua capacidade, possibilitando ter menos de 80% na taxa de ocupação, preceito básico para a sua retomada e possível flexibilização. Então, com isso, a gente segue aqui preceitos do Governo do Estado de São Paulo, de que ninguém no Estado de São Paulo ficou até agora sem atendimento na saúde. E com essa fortalecida na capacidade hospitalar, nós vamos seguindo essa reta aqui em São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Não ficou, não está, ou seja, ninguém sem atendimento, e ninguém ficará. Todo o sistema de saúde do Estado de São Paulo absolutamente sob controle, desde o início desta pandemia, um processo de regulagem da Secretaria da Saúde e do Governo do Estado de São Paulo, uma medida positiva que tem nos permitido controlar a pandemia de forma correta e dentro dos protocolos da saúde.

Antes da última intervenção, que será do Bruno Covas, vamos ouvir agora Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, especificamente sobre o tema da testagem, conforme anunciei hoje nas primeiras mensagens da coletiva. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. A testagem, bem-realizada e bem-reportada, é um pilar fundamental para o sucesso do controle da pandemia, para que a Retomada Consciente aconteça o mais rápido possível. Nós verificamos e já divulgamos nas últimas semanas que o Governo se dedicou muito para aumentar a capacidade de testagem estadual, num trabalho liderado por Dimas Covas. Multiplicamos a nossa capacidade de testagem por oito vezes, hoje sendo a capacidade de teste 8 mil testes-dia, e que também está sendo ampliada, com o aumento também de recebimento de insumos e outros materiais. Mas também estamos trabalhando numa parceria com o setor privado, para integrar as informações do setor privado e para apoiar as empresas na realização de testagem. Essa estratégia, ela tem três pilares fundamentais: o pilar aqui de entender onde esses testes estão sendo realizados, qual que é a capacidade necessária e como utilizar o uso dos recursos, olhando de uma forma inédita para a testagem pública, estadual e municipal, testagem privada e também empregadores, para que a junte, some esforços, aprenda mais e controle mais rapidamente a pandemia. O segundo pilar é melhorar o processo de notificação e consolidação dos testes, não somente os positivos mas também os negativos, porque agora é fundamental ter essa informação e entender o percentual da população que hoje tem o vírus ou que já teve contato com o vírus. E por fim, o selo de testagem privada, com empregadores, para que eles tenham apoio necessário, entender onde procurar os testes. E nós lançamos, na sexta-feira passada, o protocolo de testagem já há uma semana, e na sexta-feira também uma resolução, que reforça esse trabalho. Agora, a resolução que está sendo lançada hoje, que é a Resolução nº 80, dia 8 de junho, foi publicada agora nessa manhã, ela foca exatamente na melhoria da notificação. Na próxima página, nós temos aqui uma notícia muito importante pra todos nós, e um agradecimento já ao setor privado, o instituto Coalisão Saúde, junto com a Abramed, que é a A ssociação Brasileira de Medicina Diagnóstica, e as principais empresas de diagnóstico, citar aqui Fleury, [ininteligível] e Einstein, se uniram para nos ajudar nesse esforço de entender qual é a capacidade total de testagem no Estado de São Paulo hoje. Oito mil testes-dia no Governo Estadual, mas nós temos já uma estimativa preliminar do privado também, que nós temos uma capacidade adicional entre 25 mil e 35 mil testes adicionais. Com o olhar completo, com as informações de todos esses testes, além de elevar São Paulo para um patamar de referência mundial em testagem, nós podemos aprender rapidamente sobre a pandemia e qual é o nível de contato da população com o vírus. Na próxima página, a resolução traz exatamente isso. Ela reforça a obrigatoriedade da notificação de testes, não somente positivos, casos confirmados, mas também negativos: PCR e sorológico. O modelo padrão para notificar os dados está detalhado na resolução, instruções também para inquéritos epidemiológicos. Tem uma série de iniciativas, lideradas por universidades, iniciativas privadas, sociais, para realizar inquéritos epidemiológicos em populações, e a gente precisa ter acesso direto a esses estudos. Penalidades, no caso de não notificação, isso não é uma recomendação, é obrigatório a informação desses dados, e por isso nós estamos fazendo o reforço, não somente com os laboratórios, mas também com os municípios, e agora em desenvolvimento nessa semana uma plataforma adicional, para facilitar a inserção desses dados. O gov ernador tem sempre repetido, essa gestão está com o compromisso, e honrando esse compromisso a cada dia, de tomar decisões baseadas em dados e evidências, e é por isso que ter os melhores dados é tão importante para todos nós. Então, reforçando o agradecimento, mas também o pedido para a iniciativa privada, para que esses dados sejam reportados. Estamos também fazendo um trabalho retroativo das últimas quatro semanas. Num estudo adicional que está sendo realizado, e que vai ser tema também das coletivas da saúde, como um exemplo, o nível de testagem aumentou tanto, e testes sorológicos inclusive sendo aplicados, que hoje mais de 20% dos casos reportados já estão vindo de testes sorológicos. Isso é uma boa notícia, porque os testes sorológicos olham para o passado, o PCR olha para o futuro. O sorológico m ostra quem já teve contato com o vírus, mas essas pessoas não precisam de leitos, essas pessoas já estão numa nova etapa. Por isso que nós vamos passar também a separar esses números, num trabalho inédito da Vigilância Epidemiológica, porque a gente realmente precisa da informação, e vamos sempre compartilhar em tempo real todas as informações que nós estamos obtendo. Pra finalizar, reforçando o ponto do secretário Vinholi, o isolamento tem se mantido, um agradecimento à população, que segue comprometida com o controle da pandemia. E mencionando as taxas aqui desse fim de semana, na capital, nós tivemos aqui um isolamento, no domingo, de 53%, no sábado, 51%. A média do estado, no domingo, de 52%, e no sábado, de 49%. A capital segue acima, o prefeito sempre coloca o esforço que tem sido feito, e l embrando que é o maior delta de isolamento do estado, que a gente compara a base, desde a quarentena, até o número de hoje. E mais de 20% de isolamento adicional, é um número que tem sido mantido na capital em todos os dias, isso é muito importante para a eficácia de todo o trabalho que está sendo realizado. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia Ellen. E agora vamos ao Bruno Covas, prefeito da cidade de São Paulo. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Hoje pela manhã nós abrimos o Descomplica de Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo. A expectativa da prefeitura é que esse seja o único equipamento reaberto agora, nessa fase 2, que o município se encontra. Ele foi reaberto para demonstrar o que a prefeitura quer em relação às ações que precisam ser desenvolvidas, nos locais que fazem atendimento à população. Amanhã, será publicado um decreto no Diário Oficial do município, est abelecendo quais as regras que todos os equipamentos que fazem atendimento à população precisam observar. Lá no Descomplica do Campo Limpo, é um equipamento inclusive que tem aprovação de 99,57% das 300 mil pessoas que já foram atendidas naquele local, ele foi reaberto hoje com um prazo de atendimento de quatro horas, com 20% da capacidade, com os funcionários alternando, metade trabalha presencialmente durante um dia e a outra metade no dia subsequente, o restante continua em teletrabalho. As mães com filhos em idade escolar permanecem em teletrabalho, da mesma forma todos os funcionários que estão no grupo de risco. O atendimento de apenas 20% da capacidade, ou seja, apenas 240 atendimentos por dia, atendimento apenas agendado, seja pelo 156, seja pelo Portal do Descomplica, distanciamento mínimo de dois metros por pessoa, acompanhantes só entram em casos de extrema necessidad e, há obrigação da utilização de máscara, disponibilização de álcool gel, higienização dos equipamentos a cada atendimento que é realizado, testagem de todos os funcionários. Lá inclusive no Descomplica, todos foram testados na sexta-feira, dia 5 de junho. Aferição da temperatura de cada pessoa que entra no equipamento, ou seja, todas essas regras vão constar agora de um decreto municipal, para poder balizar o que nós queremos em todos os equipamentos que já estão abertos. São 120 equipamentos que permaneceram abertos durante esse período da quarentena, a grande maioria deles ligados à área da Assistência Social, continuam a fazer o atendimento à população em situação de alta vulnerabilidade. E somente quando estivermos na fase 3 é que vamos avaliar a possibilida de de reabertura de outros equipamentos, aqui da prefeitura de São Paulo. Era esse o informa que eu gostaria de dar no dia de hoje. Muito obrigado, bom dia a todos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Vamos agora às perguntas dos jornalistas aqui presentes. Vamos começar com a TV Record, jornalista Cleisla Garcia. Cleisla, obrigado pela sua presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Prefeito, a gente sabe que a cidade de São Paulo, ela se adequou a essa realidade de uma maneira dura, até, e a gente já começa, depois do apogeu, ter essa expectativa de reversão desses casos. Mas a grande preocupação é de que, mesmo com a flexibilização interna, o que pode ser feito para proteger os limites de uma cidade que já sofreu tanto, sendo essa cidade uma das maiores da América Latina, recebendo milhares de pessoas, de outros países, de outras cidades. Veneza, por exemplo, foi uma cidade que abriu dentro e fechou fora. O que existe, prefeito, de possibilidade, mesmo que muito difícil, para proteger a cidade de São Paulo?

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Os protocolos de reabertura de cada setor são pensados exatamente por essa razão. Nada contra as cidades pequenas, mas aqui, quando a gente fala em reabertura de comércio, nós estamos falando em milhares de estabelecimentos e milhares de pessoas que podem vir a voltar a frequentar a cidade de São Paulo. É por isso que uma das preocupações, que já está inclusive no decreto estadual e que é reproduzida no decreto municipal, é a capacidade de 20% em relação à total do e stabelecimento. Então, são esses protocolos, que estão sendo assinados com a prefeitura, que garantem que a gente não vai reabrir de qualquer forma na cidade de São Paulo. Agora, qualquer ação que possa beirar a xenofobia, o desrespeito a pessoas que são de fora da cidade de São Paulo, a gente precisa tomar muito cuidado, porque a cidade de São Paulo é uma cidade de migrantes e imigrantes, é uma cidade que tem a sua força por conta de inúmeras pessoas que pra cá vieram em busca de uma oportunidade. Então, fechar a cidade de São Paulo é algo que, hoje, está descartado no horizonte da prefeitura.

REPÓRTER: ... previsão de limitação de voos, alguma coisa com relação a isso? Até voos internacionais? Ou não existe esse projeto?

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Não, você limitando a abertura do comércio, você estabelecendo regras de abertura de comércio, é isso que dá tranquilidade à Vigilância Sanitária, que nada vai ser feito de qualquer forma. É exatamente por isso que, mesmo autorizado pelo Governo do Estado, a prefeitura tomou a precaução de ouvir a sua Vigilância Sanitária antes de reabrir qualquer coisa aqui na cidade.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Cleisla Garcia, obrigado pelas suas perguntas. Vamos agora à CNN, com a jornalista Marcela Rahal. Marcela, aproveito para desejar boas-vindas e sucesso ao Rafael Colombo na CNN, juntamente com a jornalista Daniela [ininteligível]. Por favor, Marcela.

REPÓRTER: Obrigada. Boa tarde a todos. Bom, os estados, eu gostaria de saber se eles vão se unir de alguma forma para divulgar os dados em relação à pandemia da Covid-19, né? Uma vez que os dados foram tirados do ar, depois voltaram, estão um pouco difusos. E outra coisa que a produção me manda agora é que foram registradas 43 mortes por Covid no estado, esse é o menor número de mortes confirmadas em 24 horas, é isso mesmo? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marcela. Vou passar ao secretário da Saúde, José Henrique Germann, que integra o Conselho Nacional de Secretários da Saúde, que fez inclusive aquela manifestação, na quinta-feira da semana passada, com o Dr. Beltrame, que é o presidente do conselho e secretário de Saúde do Estado do Pará. E também sobre o tema das mortes, pode responder o secretário Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Ok, muito obrigado pela pergunta. Nesse sentido, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, presidido pelo Dr. Beltrame, que é o secretário do Pará, realizou, além da manifestação contrária à questão da recontagem dos óbitos, como uma questão absolutamente incabível neste momento, também realizou e está fazendo uma tabela diária do número de casos estado por estado. Isto já existia, porque era ist o que, de certa forma, alimenta o Ministério da Saúde aos dados que ele coloca do dia anterior. Então, isso já existe e o Conass, então, que é o nosso conselho, passa a publicar internamente todos os dados, de cada um dos estados, continuando aqui o que ele já vinha fazendo. Com relação ao número de óbitos, então provavelmente amanhã você vai ter um número maior, pelo problema que nós temos, que não existe uma certa retidão, vamos dizer assim, entre segunda e terça-feira, por causa do domingo e do sábado. Então, você tem um número de óbitos e de casos que são contabilizados desta forma. Então, amanhã você vai ver que existe um aumento no número de óbitos e de casos também. Isso existe por causa da questão administrativa, e não por causa da quest&atild e;o assistencial. Nós sabemos que quem aparece como um óbito hoje, não significa que o óbito ocorreu hoje, né? Então, isto é uma estatística, sempre tem um delay de alguns dias. Quer comentar?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, vamos, Marcela, ouvir o comentário do Carlos Carvalho, que é o coordenador do Comitê de Saúde. Dr. Carlos.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Me lembro bem, na terça-feira da semana passada, quando fomos perguntados aqui como é que estava sendo implantado esse Plano São Paulo, que dita regras para chegar até a flexibilização, num momento onde estávamos tendo recordes de casos e de óbitos. Exatamente porque, na terça feira, olhamos os dados da segunda. Hoje, segunda, estamos olhando os dados que foram imputados na rede, no programa, no domingo. Então, como o José Henrique Germann comentou, como esses dados, no fin al de semana, não são imputados com a mesma frequência, com a mesma velocidade dos dias úteis, ocorre esse retardo, esse delay na contabilidade. Mas, de qualquer forma, eu quis chamar atenção, independente desse número, talvez, ser falsamente baixo, ele continua apontando para uma certa redução no Estado de São Paulo. Esse é um dado positivo, que, há um mês atrás, estávamos esperando ter uma certa noção de que, realmente, já atingimos o nosso... Estamos atingindo o nosso platô, e isso é um dado que nos deixa bastante mais tranquilos. Temos muito problema ainda pela frente, temos várias semanas de intenso trabalho e precisamos ainda do apoio irrestrito da população, em termos de usar máscara e manter essas taxas de isolamento social, que a Patrícia Ellen mostrou, que está na faixa de 50% e pouquinhos . Vamos tentar chegar logo aí aos 60%, que com isso nós vamos conseguir controlar definitivamente essa virose no Estado de São Paulo.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Só complementando, dois pontos. O primeiro, enfatizando o que o Dr. Carlos disse, nós estamos tendo um crescimento, eu diria assim, à baixa velocidade. São 5% de casos que se confirmam a casa dia e 3%, às vezes menos um pouco, de óbitos que se confirmam a cada dia. Isso vem vindo já há um bom tempo, então, nesse sentido, nós temos que observar o que o Dr. Carlos colocou, que é uma certa estabilização do comportamento da epidemia no Estado d e São Paulo. A outra questão diz respeito a... Para a necessidade de estabelecer as diversas regiões do Estado de São Paulo, no sentido de fases 1, 2, 3 e 4, nós não usamos o valor diário, e sim a média semanal. Pra que a gente possa excluir esse problema com a questão do valor diário. Obrigado.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Marcelo [ininteligível], obrigado pelas perguntas. Vamos agora ao portal IG, a jornalista Eduarda Estevez, na sequência o SBT e o diário do grande ABC. Eduarda, boa tarde! Sua pergunta, por favor.

EDUARDA ESTEVEZ, PORTAL IG: Boa tarde, governador! Boa tarde a todos! O sistema prisional, os funcionários do sistema prisional de São Paulo alegam que até o momento não foram feitos testes rápidos em massa. Essa denúncia é feita pelo sindicato dos funcionários. Eu gostaria de uma autorização por parte do governo do estado se já existem teste feitos em massa e também uma atualização sobre o número de mortes já registradas [ininteligível] do estado. Obrigada.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eduarda, em relação a segunda pergunta eu não tenho os dados aqui para lhe oferecer, mas vou pedir que sejam oferecidos ao portal IG ainda hoje. Os dados existem, nós não temos as informações aqui. Em relação ao sistema prisional, a orientação do governo do estado, através da Secretaria da Saúde, foi exatamente priorizar o sistema prisional, os agentes e também aqueles que estão cumprindo pena no sistema prisional. Isso está em curso, ou seja, o s testes estão sendo feitos em todo o sistema prisional do estado de São Paulo. E aqui com relação ao número, ainda hoje [ininteligível] as 15h você terá essa informação. Vamos agora ao Fábio Diamante, do SBT, na sequência Diário do grande ABC e Rádio Jovem Pan. Fábio Diamante, do SBT, boa tarde! Sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, SBT: Boa tarde, governador! Boa tarde a todos! Governador, a minha primeira pergunta é em relação a alguns prefeitos da grande São Paulo. Dr. Germann disse que a relação, a grande maioria dos prefeitos têm apoiado, tanto que estão na fase amarela. Os que estão na fase vermelha tem tentado abrir comércios, estabelecimentos todos os dias, isso ocorreu no fim de semana na região do ABC, hoje continua acontecendo. E as imagens que a gente tem de São Vicente, na baixada no fim de semana, são impressionantes das pess oas nos comércios. São Vicente abre shopping hoje, a capital paulista não abriu o seu shopping ainda, São Vicente [ininteligível] pandemia vai fazer isso. [ininteligível] está ocorrendo, e o que mais pode ser feito além da atuação do Ministério Público. Tem tentado, mas muitas vezes o senhor tem alguma novidade que nós não conhecemos. Uma outra pergunta para o prefeito. Prefeito, hoje iniciou-se aquela tentativa de fazer com que os ônibus circulassem lotados apenas com os passageiros sentados, e muitas vezes isso não aconteceu, né? Ficaram lotados, com as pessoas em pé, isso coloca as pessoas em risco [ininteligível] de uma série de preocupações [ininteligível] e isolamento e serem obrigadas a utilizar os ônibus lotados. Quero saber como que isso pode ser [ininteligível] com a primeira segunda-feira, in&i acute;cio da retomada. Obrigado.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fábio, obrigado. Vamos por partes, começando com o secretário Marco Vinholi. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Bom, muito bem. Primeiro que de 645 municípios do estado, há mais de 60 dias a imensa maioria tem seguido as regras e mais do que isso, tem ido além, né, e feito um bom trabalho. E a gente está nesse estágio graças a esse modelo, governo do estado, prefeitura, sociedade atuando. No que tange aos municípios na fase vermelha, se eu não me engano cerca de 80 municípios ou um número próximo disso, a imensa maioria também seguiu o protocolo do esta do. No ABC a tentativa de reabertura das concessionárias já teve o Ministério Público como sempre atuante, de forma contundente e de forma ágil, né? São Bernardo do Campo já tem uma decisão determinando que retornem com o modelo estabelecido pelo estado, e o município de Diadema também. Então nesse preceito tem agido muito rápido e, de modo geral, em mais de 60 dias de pandemia os prefeitos têm seguido essas regras, e também sempre que acontece algum termo nesse sentido a expectativa é de [ininteligível], mas eles têm recuado. Citamos aqui exemplos da grande São Paulo, nós podemos citar Marília que aconteceu a mesma coisa e nós também ganhamos o retorno deles e assim tem sido essa construção. Só pra registrar, a imensa maioria dos 645 municípios, podemos colocar aí mais de 95% deles t em seguido a risca aqui o modelo do governo do estado de São Paulo.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. E a segunda pergunta do Fábio Diamante, do SBT, responde Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Na sexta-feira as concessionárias [ininteligível] já puderam ser reabertas. Nós tivemos um milhão duzentos e seis mil passageiros no transporte público municipal, que não é um número muito diferente do que a gente tinha observado. Número estava entre um milhão e cem e um milhão e duzentos ao longo das últimas quatro semanas. O secretário municipal de transportes havia dito que garantia que nessa semana não haveria passageiro em pé. Hoje pela manhã os n& uacute;meros que a gente tem é que 5% das linhas nós tínhamos passageiros em pé. O secretário tem até sexta-feira pra conseguir fazer isso. Se até sexta-feira ele não conseguir fazer isso, a partir da segunda é outro secretário que vai tentar fazer isso.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado prefeito Bruno Covas. Fábio Diamante, obrigado pelas perguntas. Vamos agora a pergunta não presencial, online, do jornalista Leandro Amaral, do diário do grande ABC. Leandro, boa tarde! Prazer encontrar você. Sua pergunta, por favor.

LEANDRO AMARAL, DIÁRIO DO GRANDE ABC: Muito boa tarde, governador! Muito boa tarde a todos os presentes. Só uma pequena correção, governador. Do Jornal repórter diário. É que normalmente no ABC os veículos trazem meu repórter diário, aliás todos aqui sempre atuando com muita cobertura no dia a dia do estado de São Paulo.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tem toda razão. Perdão, desculpe.

LEANDRO AMARAL, REPÓRTER DIÁRIO: Três considerações bastante rápidas, governador. Até uma pergunta do colega Fábio Diamante que me antecedeu, a justiça concedeu liminar já para duas cidades, Diadema e São Bernardo, suspendendo essa reabertura gradativa e deve acontecer nos próximos instantes com cinco demais municípios do ABC. Como é que o senhor avalia essa decisão? E qual orientação para, por exemplo, concessionárias e escritórios. Abre, fecha, o decreto municipal fala que pode abrir, decre to estado fala que deve fechar. Qual orientação? E na mesma linha, a divergência básica entre os dados que o estado tem e as prefeituras do ABC, os prefeitos dizem que o ABC poderia avançar e o estado diz que ainda não, é com referência aos leitos privados. Essa questão foi resolvida? Foi apaziguada? E pra fechar, em relação ao prefeito Bruno Covas. Os prefeitos do ABC têm pedido e reclamado muito de um diálogo mais constante, pela proximidade geográfica e também pelas decisões que refletem diretamente aqui na região, um diálogo mais próximo com a prefeitura de São Paulo. Como é que o prefeito Bruno Covas responde a esse pedido dos prefeitos do ABC. Obrigado.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Leandro, três perguntas. Vai pedir música no Fantástico. Mas em relação a primeira... Sendo bastante objetivo. A avaliação da decisão é decisão da justiça, decisão correta, através do Ministério Público e também do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A orientação cabe ao governo do estado de São Paulo. E a recomendação para o comércio, especialmente como você mencionou, de conc essionárias de veículos, seguir a regra estadual. E obedecer a orientação da justiça. Todo empresário sabe que desobedecer orientação da justiça significam penalidades graves e agudas, inclusive criminal. E o mesmo em relação a prefeitos. Prefeito que tem juízo obedece ao Ministério Público e obedece justiça, né? Vamos agora a segunda das suas perguntas, que é sobre leito com o José Henrique Germann, secretário da Saúde.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não. Obrigado, governador. Leandro o seguinte, a secretaria de estado, o Ministério Público tem um sistema que vamos [ininteligível] hospitalar. Agora, por ocasião da epidemia ele se tornou o censo Covid, em função da própria quantidade de casos e assim por diante. Nesses estão uma quantidade de hospitais públicos e privados que colocam os seus dados dentro do censo, e assim que a gente vai contabilizando essa questão do número de infectados . Então gradativamente conseguiu chegar a um patamar de hospitais que estão [ininteligível] bastante significativos, públicos todos, e privados na sua grande maioria.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Germann. Leandro, como você já vai pedir música no Fantástico, vou pedir ao Marco Vinholi para complementar essa informação do secretário Germann. A pergunta é importante, significativa, por isso a complementação é necessária. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Muito bem. Bom, Leandro, só pra finalizar a questão do ABC. Essa questão tem um centro muito claro, né? A preocupação do governo do estado em se fazer uma reabertura com uma capacidade hospitalar menor do que o índice básico determinado pelo governo. E o que o estado fez? Em pouco mais de uma semana 115 novos leitos de UTI no ABC, 34% de crescimento. Então não se trata de uma queda de braço com prefeitos, mas sim uma parceria do fortalecimento pra que a gen te possa fazer uma retomada no momento adequado, com segurança para a saúde das pessoas do ABC. Se trata fundamentalmente disso, e por isso a gente vai caminhando para fortalecer o ABC Paulista e a sua população.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. E agora sim prefeito Bruno Covas com a última das três perguntas do Leandro Amaral, do repórter diário.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, Leandro, primeiro a prefeitura tem participado de todas as reuniões lideradas pelo secretário Marco Vinholi, que é a reunião com toda a região metropolitana. Segundo, os prefeitos têm à disposição o secretário executivo do meu gabinete, Ricardo Tricolli, que cuida exclusivamente em relação metropolitana. Então qualquer questão, qualquer tema que possa ajudar a região metropolitana do grande ABC a prefeitura está à disposição.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Leandro, muito obrigado mais uma vez pela sua participação. Bom dia a você. Vamos agora ao Vitor Moraes, da Rádio Jovem Pan. Vitor, muito obrigado mais uma vez pela sua participação. Boa tarde! Sua pergunta, por favor.

VITOR MORAES, RÁDIO JOVEM PAN: Boa tarde, governador! Boa tarde a todos! A minha pergunta vai para o prefeito Bruno Covas. [ininteligível] com relação, na última quinta-feira, perdão, em relação a entrada de [ininteligível]. Eu queria perguntar, prefeito, se o senhor não pensa em fazer, colocar mais transparência com relação [ininteligível] dos hospitais de campanha, uma vez que está sendo alvo de críticas de deputados e também parte da população não sabe quantas pessoas estão s endo atendidas lá. Obrigado.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, todo dia a Secretaria Municipal de Saúde produz, divulga um relatório onde diz, inclusive, quantas pessoas estão internadas nos dois hospitais municipais de campanha. Fiz o convite na semana passada, e faço mais uma vez aqui, você mesmo se quiser pode ir lá comigo fazer uma visita e fazer a matéria em relação ao hospital municipal do Anhembi. Todos os números à disposição da população, refuto completamente qualquer ilação de que a prefeitura esconde qualquer dado em relação ao hospital municipal de campanha do Anhembi ou do Pacaembu.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Vitor Moraes da Rádio Jovem Pan, obrigado pela pergunta. A penúltima é da Rádio Capital, jornalista Carla Mota. Carla, boa tarde! Obrigado pela presença. Sua pergunta, por favor.

CARLA MOTA, RÁDIO CAPITAL: Boa tarde, governador! Boa tarde a todos! A flexibilização da quarentena é a principal [ininteligível] aqui no nosso país. Se a gente for levar em consideração toda a dificuldade que o Brasil já teve e ainda enfrenta com essa falta de união do país como um todo, eu queria saber do governo do estado o que a gente pode tirar de exemplo de países como a Nova Zelândia, que conseguiu se sair muito bem, e também até da Itália, que é um país que também sofreu bastante com a pandemia. Muito obrigada.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carla. Vou pedir a secretária de desenvolvimento econômico ciências e tecnologia, que coordena também um grupo de consultoria deloide, que está aqui conosco há três meses, com cerca de 20 consultores e que traz dados de 50 países, inclusive a Nova Zelândia, que são analisados e cruzados para permitir uma orientação melhor nas medidas que adotamos aqui em São Paulo. Extremamente oportuna a sua pergunta. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO PAULO: Muito obrigada. [ininteligível] bem diferentes. A Nova Zelândia, é um dos países primeiros a aplicar o modelo de lockdown no início. É um país pequeno, menos denso, mais foi muito bem gerida a crise, com muita transparência também. Como mulher não poderia deixar de mencionar que a gestão da [ininteligível] tem sido uma gestão muito inspiradora, né, e sempre alguns dos pontos tem se destacados são a transparência, a compaixão, inclusive teve um dos momentos ela fez uma coletiva para crianças. É um modelo de gestão completamente inovador e diferente, e integrada. Ela sempre trouxe dados, uma gestão baseada em dados e evidências. Isso, apesar da Itália ter tido um caso completamente diferente, também teve uma similaridade com relação a integração de dados e transparência. Eu acho que ajuda muito, sem dúvida, ter uma integração nacional, e esse tem sido um dos desafios que os governadores têm sofrido aqui diariamente. A importância dessa integração faz muita diferença, nós somos um país continental, as pessoas trafegam entre regiões aqui e ambos os países aplicaram, em diferentes modelos, um modelo de lockdown, que foi viável aqui, a nível nacional, exatamente porque faltou essa unida de nacional com relação ao momento que a gente estava vivendo. Uma das críticas, inclusive, que especialistas trazem, porque se a gente tivesse conseguido aplicar um lockdown nacional, integrado por um período menor de tempo, a gente teria conseguido controlar a crise de uma forma muito mais exitosa. Nós fizemos o melhor que pudemos fazer em cada um dos estados, e São Paulo tem sido citado exatamente com elementos parecidos aí de Itália e Nova Zelândia, o governador tem dado vários entrevistas internacionais, os pontos de destaque foram exatamente a quarentena no momento correto, né, todo trabalho que tem sido feito com dados e evidências, o respeito à ciência, e essa transição agora pra retomada regionalizada, também olhando os dados, e lembrando novamente que a gente tá com a maior parte do estado entre alerta e controle, com a flexibilizaç&atil de;o só acontecendo com o momento aí de conforto completo com a epidemia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia Ellen, Carla Motta, da Rádio Capital, muito obrigado. Apenas acrescentando que foram 18 entrevistas internacionais, feitas por mim até agora, e nesta quarta-feira teremos a 19ª para a BBC de Londres. Bem, vamos agora a última pergunta, é da TV Globo, Globo News, jornalista William Cury. Will, trazendo aqui uma intervenção bem humorada, Bete Pacheco deixou saudade aqui, viu? É com você, Will.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Bom, boa tarde a todos, eu vou complementar uma pergunta feita pela Marcela, sobre os dados que o conselho dos secretários de saúde tem, porque são dados que são divulgados internamente, só que com a nova diretriz do Governo Federal, eu queria saber se o conselho vai fazer uma divulgação pública desses dados também, pra apresentar um resultado talvez mais, vamos dizer, de totalidade. E uma outra pergunta, essa é uma complementação que não ficou pra mim claro, é sobre o plano do Governo de S&atil de;o Paulo, né, porque foi estabelecido fases pra reabertura da economia, mas a gente vê que no ABC já houve, né, uma atitude diferente que o governo orientou, e também na Baixada Santista, em São Vicente, eu queria saber até que ponto isso prejudica todo o trabalho realizado pelo Governo de São Paulo, quando fez um cronograma pra reabertura, pensando no estado como um todo, e tem algumas cidades que acabam saindo do planejado. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, William Cury, da TV Globo, Globo News, começamos pela segunda pergunta, depois vamos pra saúde com o José Henrique Germann, que além de secretário, integra o Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Eu vou dividir a resposta ou com o Vinholi, ou com a Patrícia Ellen, mas já a posição do Governo do Estado de São Paulo é de condenar o comportamento de prefeitos que não seguem a orientação do Governo do Estado. O Plano São Paulo foi elaborado com muito cuidado, com muito critério, vários dias de trabalho, inclusive com o conselho municipalista, do qual fazem parte alguns desses prefeitos, dada a transparência e objetivo de construir um programa cuidadoso, faseado, seguro, e sob a orientação da saúde, não tomamos aqui iniciativas de ordem política ou por decisão pessoal, personalizando, seja no populismo, seja na vantagem, seja no benefício, ou seja na pressão que é oferecida por setores que querem abrir e não poderão fazê-lo, exceto dentro do que estabelece o Plano São Paulo. E elogiar, mais uma vez, o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que tem dado razão ao Governo do Estado e tem protegido o Plano São Paulo e impedido que prefeitos, poucos, tomem medidas erradas, equivocadas e que podem comprometer a saúde da população das suas cidades. Nós não queremos estabelecer nenhum tipo de confronto com prefeitos, mas a orientação é muito clara, cabe ao Governo do Estado a orientação geral e a sequência que os prefeitos sigam as orientações que cabem a eles, mas não rompendo as orientações majoritárias do Governo de São Paulo. Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Bom, o plano é construído todos os dias, né, nós estamos com a imensa maioria das prefeituras seguindo exemplos excelentes, como a região metropolitana de Campinas, que registra que é obrigatoriedade de todos os municípios terem ainda mais cautela, a cautela dada nesse primeiro momento, em mais de uma semana de implementação do plano, é o grande norte dos prefeitos do Estado de São Paulo, evidentemente que nós temos os exemplos ruins tamb ém, né, e dentro disso duas situações, primeiro que o plano delimita uma flexibilização de acordo com o risco que existe naquela região, então, o prefeito que faz uma reabertura maior do que tá permitindo aqui a ciência, a saúde, o nosso plano de retomada, ele tá prejudicando, tá colocando em risco a população do próprio município, e a segunda questão fundamental é que o Ministério Público, a justiça tem sido ágil e contundente nessas ações, portanto, essa relação do prefeito ter responsabilidade é essencial nesse momento e nós vamos perseguir pra que a imensa maioria dos prefeitos aqui do Estado de São Paulo possa ter também esses prefeitos que fogem e acabam fazendo a flexibilização maior do que o permitido, possa ser aqui o nosso norte, aqui no E stado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Will, antes de passar a resposta pra saúde, apenas pra complementar, do total de 645 municípios do Estado de São Paulo, menos de 3% tem posições que confrontam o Plano São Paulo. Vamos, evidentemente, continuar contando com o trabalho do Ministério Público e do Tribunal de Justiça, mas também com o diálogo e o bom entendimento com esses prefeitos, não posso acreditar que prefeitos tenham atitudes irresponsáveis ou queiram colocar em comprom etimento a saúde e a vida dos seus municípios, um bom entendimento, um bom diálogo pode contribuir pra isso, pra que sigam a orientação do Governo do Estado e obedeçam o Plano São Paulo, é um plano seguro, bem elaborado, bem feito, fundamentado num programa de saúde e num programa econômico responsável, faseado, gradual e, volto a repetir, seguro. Germann, a primeira pergunta do jornalista William Cury, na parte da saúde, com a sua resposta.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, o Conass é o Conjunto dos Secretários de Estado, os dados que vão para o Ministério da Saúde é dentro de um sistema operacional, que o sistema técnico de cada uma das secretarias de estado envia pro Ministério da Saúde. Os dados são os mesmos, nós estamos compilando agora pro grupo dos secretários, são os mesmos dados, é um núcleo. O que nós gostaríamos é que ele voltasse a ter o mesmo forma to de apresentação e num horário mais adequado que facilite, né, a divulgação dos dados pra todas as pessoas, se não ocorrer uma transparência nesse sentido, nós podemos, sim, prover ao público e a imprensa, evidentemente, os dados um pouco mais cedo e no formato ideal.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Germann, William Cury, obrigado pelas perguntas. A todos os jornalistas que aqui vieram, os que participaram online, muito obrigado. Obrigado também aos que estão transmitindo ao vivo, especialmente a TV Cultura, amanhã teremos coletiva de imprensa aqui às 12:30 da saúde, como fazemos regularmente às terças e quintas-feiras, e a nossa recomendação final, como sempre, fiquem em casa, se resguardem, se protejam, se tiverem que sair, usem máscaras, e resp eitem o distanciamento social. Boa tarde a todos e boa semana.