Coletiva - SP pede liberação imediata de 678 mil vacinas da Janssen retidas em Viracopos 20213006

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - SP pede liberação imediata de 678 mil vacinas da Janssen retidas em Viracopos 20213006

Local: Capital – Data: Junho 30/06/2021

Soundcloud

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, boa tarde. Muito obrigado, pela presença dos jornalistas aqui nesta tarde. Essa que é a ducentésima décima nona coletiva de imprensa, desde o início da COVID-19, 219 coletivas de imprensa. Nós estamos no Palácio dos Bandeirantes, nesta fria tarde de quarta-feira, dia 30 de junho. Aqui ao meu lado, em seu nome cumprimento os demais secretários que aqui estão, Rodrigo Garcia, vice-governador e secretário de governo do estado de São Paulo, também aqui conosco, como convidado especial, Rubens Furlan, prefeito de Barueri, vocês compreenderão daqui a pouco a razão de tê-lo aqui, também representando prefeitos da região Oeste do estado de São Paulo. Quero agradecer também a presença da Bia Doria, minha esposa, que está aqui, presidente do conselho do Fundo Social de Solidariedade, e também Marco Cauduro, CEO de Grupo CCR. Muito obrigado por estarem aqui também nesta tarde. Primeira informação de hoje, da nossa coletiva, a vacinação no estado de São Paulo alcança 53% da população adulta já vacinada com pelo menos, uma dose, já são mais de 18,700 milhões de pessoas que receberam, pelo menos, uma dose da vacina contra a COVID-19 no estado de São Paulo, isso representa 53% da população adulta com mais de 18 anos em nosso estado. 18% desta mesma população já está completamente imunizada com duas doses da vacina, ou da vacina de dose única, e no total, portanto, são mais de 25 milhões de doses da vacina contra a COVID-19, aplicada aqui no estado de São Paulo. Os números representam o esforço, o planejamento, a estratégia e logística de imunização no estado de São Paulo, sob à coordenação da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo, representada aqui pelo Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, e pela doutora Regiane de Paula, coordenadora do programa de vacinação no estado de São Paulo. Mas também devemos aqui um agradecimento especial às secretárias e secretários de saúde dos 645 municípios do estado de São Paulo, e seus respectivos prefeitos prefeitas. Mas temos aqui um alerta a fazer na segunda informação, e um alerta importante, o governo do estado de São Paulo solicita ao Ministério da Saúde a imediata liberação de 678 mil vacinas da Janssen, que estão estocadas no depósito do Ministério da Saúde desde o dia 25 de junho. Faço isso em nome de todos os governadores dos estados brasileiros, porque as vacinas, essas vacinas da Janssen foram doadas pelo governo norte-americano para o Brasil, chegaram ao Aeroporto Internacional de Viracopos na sexta-feira e no sábado, dias 25 e 26 de junho. Nós estamos no dia 30 de junho e as vacinas ainda não foram distribuídas para o Sistema Nacional de Imunização. Até dá a impressão de que o Ministério da Saúde não tem pressa, nós temos, e os brasileiros que precisam da vacina no braço tem pressa, ministro, e nós pedimos que o senhor delibere e faça a gestão junto ao seu próprio ministério, para que essas vacinas, esses 3 milhões de doses, perdão, deste total de 678 mil vacinas da Janssen, elas sejam liberadas para o estado de São Paulo, e no total são 3 milhões de doses da vacina. Portanto, a nível nacional, são 3 milhões de doses de uma vacina que deveria estar no braço, e está estocada no depósito do Ministério da Saúde. Destas, na proporcionalidade, 678 mil são destinadas aos brasileiros que vivem em São Paulo, aos paulistas e aos brasileiros que vivem aqui. É muita vacina guardada na prateleira, quando essas vacinas deveriam estar já no braço dos brasileiros. A doutora Regiane de Paula aqui ao meu lado, coordenadora do programa estadual, e do Programa Nacional em São Paulo, de Imunizações, falará a este respeito. Também temos as informações atualizadas de saúde, e da semana epidemiológica, com boas notícias, eu quero antecipar a vocês, que serão dadas pelo secretário da Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn. E nós também estaremos aqui falando sobre a vacina do Butantan, a Coronavac, ontem nós fomos receber mais 1 milhão de doses prontas, da vacina, e que já amanhã pela manhã já estarão todas liberadas para o Ministério da Saúde, para o Programa Nacional de Imunizações. E nós temos 10 milhões de doses que estão em produção pelo Instituto Butantan para a entrega também ao Ministério da Saúde. E hoje temos aqui dois convidados especiais, que são médicos, e que estão na linha de frente no atendimento à população brasileira, e aqueles que vivem especialmente aqui em São Paulo. A doutora Luiza Bonfá, diretora clínica dos Hospital de Clínicas, aqui ao nosso lado, e doutor Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunização. Além do João Gabbardo e do Paulo Meneses, coordenadores do centro de contingência do COVID-19. Mas temos aqui mais boas notícias também, embora não sobre a vacinação, mas notícias importantes sobre geração de emprego, geração de oportunidade para os brasileiros de São Paulo. O governo do estado de São Paulo e a CCR fecharam ontem, e celebraram hoje um acordo que prevê investimentos de R$ 2,300 bilhões com a geração de 5 mil empregos diretos em obras e melhorias em 13 rodovias do estado de São Paulo. O acordo prevê ainda o pagamento de uma indenização de R$ 1,200 bilhão para o governo do estado de São Paulo, para o reequilíbrio econômico financeiro dos contratos de 1.005 km de rodovias administradas pelo Grupo CCR. É o que justifica a presença aqui entre nós do presidente do grupo, Marco Cauduro, que aqui está, e mais uma vez, obrigado, Cauduro, por estar aqui, foram alguns meses de negociação para resolver 16 anos de conflito, 16 anos depois de um conflito iniciado, ele foi concluído com bom entendimento para todas as partes, entendimento que está proporcionando R$ 2,300 bilhões de investimentos em obras em 13 rodovias no estado de São Paulo. E mais R$ 1,200 bilhão, Rodrigo Garcia, no caixa do governo do estado. Se já tínhamos R$ 21 bilhões para investir, agora temos R$ 22,200 bilhões, Rubens Furlan, para investir em obras, em infraestrutura, em saúde, em educação, em habitação popular, em proteção ambiental e amparo, Bia Doria, aos mais pobres, aos desvalidos do nosso estado. Este é o maior acordo já celebrado em programas de concessões no estado de São Paulo, em toda a sua história. Há mais de 30 anos São Paulo tem rodovias concessionadas, e 19 das 20 melhores rodovias do país são rodovias concessionadas e são rodovias em São Paulo, um acordo histórico, e o nosso vice-governador e secretário de governo, Rodrigo Garcia, dará mais detalhes a esse respeito, e teremos também o testemunho de Rubens Furlan, prefeito de Barueri, que fala em nome de vários prefeitos que estão aqui, e que participaram também do nosso encontro nesta tarde, nesse momento histórico deste anúncio que fizemos aqui, Furlan. E finalizamos também com uma outra boa notícia, atendendo a um apelo do governo do estado de São Paulo, a mesma CCR aceitou doar 50 mil cobertores para a população em situação de rua, na capital de São Paulo, a situação mais grave da população de rua está concentrada aqui na capital de São Paulo. E para esse patrocínio para aquisição de 50 mil cobertores, e daqui a pouco eu vou mostrar a vocês quais são esses cobertores, são cobertores de qualidade, para as pessoas em situação de rua, cuja a entrega começará imediatamente pelo Fundo Social do estado de São Paulo, sob liderança da Bia Doria, que aqui está, e também da Regina Nunes, esposa de prefeito da capital de São Paulo, Ricardo Nunes. E a estrutura do Fundo Social, sob o comando do secretário Fernando Chucre. Essa é uma bela iniciativa, isso corresponde a R$ 2,5 milhões em doação para a aquisição desses cobertores. Um gesto de solidariedade, sobretudo, com as temperaturas baixíssimas que estamos presenciando e vivenciando aqui em São Paulo, são as mais baixas temperaturas dos últimos quatro anos aqui na capital de São Paulo. Vamos agora pela ordem, começando com você, a doutora Regiane, falando sobre vacinas e vacinação. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde, a todos e todas. Então o nosso calendário de vacinação ele está de novo colocado para vocês, hoje, 30/6, nós iniciamos a vacinação da população de 40 a 42 anos. Então o calendário se mantém, 15 de setembro, como sendo o dia da esperança. Hoje então iniciamos nos 645 municípios esse grande movimento, e já na semana do dia 15, de 35 a 39 anos, de 30/7 a 15/8 de 30 a 34 anos, do dia 16 a 31/8, de 25 a 29 anos, e de 1 a 15, 18 a 24 anos, trazendo de novo o nosso dia da esperança para o dia 15 de setembro. Sempre, e é importante a gente ressaltar que nós estamos levando em consideração as entregas de vacinas anunciadas no site do Ministério da Saúde, e por isso é muito importante que as doses que foram entregues ao Ministério da Saúde, ao Programa Nacional de Imunizações, elas sejam da Janssen que chegaram por uma doação dos Estados Unidos, 3 milhões de doses que foram entregues na sexta e no sábado, cheguem para todos os brasileiros. E esse é um apelo de todos nós que trabalhamos diretamente com a vacinação. O estado de São Paulo receberia 678 mil doses, e todos os outros estados, na usa proporcionalidade também precisam receber essa vacina. Lembrando que a Janssen é uma vacina de dose única. Então nós temos pressa sim, nós temos urgência, governador, e a nossa urgência é trabalhar 24 horas por dia, incluindo os finais de semana, se necessário for. No próximo slide, a gente pode olhar e perceber que as doses aplicadas em São Paulo, elas já são mais de 25 milhões de doses aplicadas. Isso requer do Programa Estadual de Imunização, do centro de distribuição e logística do estado de São Paulo, de 645 municípios, um movimento grande, extremo. Então quanto mais vacinas nós tivermos, melhor será a situação, menos fila teremos. E a população pode ter acesso rapidamente à essa vacina. Por isso fica aqui também a solicitação para que essas vacinas que nós tanto precisamos, sejam enviadas para nós e para todos os estados, com a máxima urgência. Então o estado de São Paulo já aplicou mais de 25 milhões de doses, esse dado é do vacinômetro às 11h da manhã, sendo que de primeira dose já vacinamos mais de 53% da população com 18 anos ou mais, o que significa 18,7 milhões de doses. E o esquema vacinal completo, 18% da população com 18 anos ou mais, o que científica 6,3 milhões de doses. No vacinômetro neste momento nós temos 25.168.302 milhões de doses aplicadas, 18.829.274 milhões de primeira dose, e de segunda dose 6.168.694 milhões. Lembrando que também a vacina de dose única completa o esquema vacinal, por isso os 18%, que é 170.334 mil doses aplicadas até o momento. Então precisamos de urgência, precisamos vacinar, e precisamos sim que a população esteja protegida, porque aí os dados de todo o estado e de todo o Brasil, em relação à essa pandemia, vão realmente diminuir e reproduzir aquilo que nós temos feito, e sob sua liderança, liderança do secretário Jean Gorinchteyn, a gente tem feito muito aqui no estado de São Paulo, vacina no braço, e todas as vacinas são ótimas, governador. Precisamos vacinar, muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Antes de passar ao Rodrigo Garcia, eu queria convidar o doutor Dimas Covas, alguns jornalistas que aqui estão, especialmente cinegrafistas, meus colegas, estiveram ontem à noite no Aeroporto Internacional de Guarulhos, recebendo em um voo da LATAM, 1 milhão de doses da vacina do Butantan, da vacina Coronavac. Nós recebemos ontem à noite. Dimas Covas, quando essas vacinas serão entregues para o Ministério da Saúde?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Essas vacinas serão entregues ainda no dia de hoje, elas necessariamente têm que passar por um processo de aferição de qualidade, isso está em curso nesse momento lá no Butantan. E tão logo termine esses testes, as vacinas serão imediatamente encaminhadas ao depósito do Ministério da Saúde, e ao depósito da secretaria da Saúde, na parte correspondente ao Estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Portanto, hoje, em 24 horas, os procedimentos necessários, de checagem, verificação, feitos, e a entrega da vacina. Aí vem a pergunta: Por que o Ministério da Saúde, em quatro dias, não libera as vacinas da Janssen, que recebeu em doação do governo norte-americano, para que os governadores dos estados do Brasil possam vacinar a sua população?

Antes também, Rodrigo, de passar a você, quero agradecer aqui à TV Cultura e à TV BandNews, que estão transmitindo ao vivo, direto aqui do Palácio dos Bandeirantes, a nossa coletiva, e agradecer também os demais veículos, eu vou nominá-los daqui a pouquinho, que também estão online e transmitindo ao vivo. E um agradecimento especial ao Correio Paulista e ao Giro, que são dois veículos de comunicação aqui de Osasco, que estão presentes, e felizes, Furlan, com os anúncios que estamos fazendo hoje aqui de investimentos, sobretudo na Rodovia Castelo Branco. E é sobre isso que fala Rodrigo Garcia.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Uma boa tarde, governador, boa tarde a todos. Sobre a vacinação, acho que cabe aqui uma palavra, né, governador? Pressa, para salvar vidas, é isso que o governador faz aqui em São Paulo. Governador, hoje nós anunciamos oficialmente um entendimento que resolve os passivos regulatórios com a concessionária CCR, uma grande concessionária de rodovias do Estado de São Paulo, que há anos vinha discutindo na Justiça passivos regulatórios, que se acumularam ao longo desses contratos. Desde o início do governo, nós nos debruçamos sobre esses passivos regulatórios, com a nossa Agência Reguladora de Transportes, com a nossa Secretaria de Logística, com a nossa Subsecretaria de Parcerias, e depois de um longo processo de negociação, que levou em conta o interesse público, o interesse do Estado de São Paulo, nós fechamos esse entendimento ontem com a análise do Conselho Gestor de Concessões do Estado de São Paulo, que deliberou ontem à noite pela aprovação desse entendimento. Esse entendimento, portanto, zera os passivos regulatórios, com três concessionárias do Grupo CCR: a Autoban, a SP Vias e a Via Oeste. E o que significa resolver esses passivos regulatórios? Significa reforçar a segurança jurídica dos contratos de concessão do Estado de São Paulo. Significa um recado muito claro, que em São Paulo o capital privado é bem-vindo e o governo trata com respeito e dentro da lei esse capital privado. Mas, além dessa segurança jurídica, governador, que esses passivos regulatórios, que agora estão solucionados nos traz, isso permite com que a CCR destrave investimentos, investimentos que, há anos, pra não dizer há décadas, vinham sendo pleiteados por várias cidades do estado de São Paulo, principalmente para a região oeste da Grande São Paulo. E destravando esses investimentos, nós melhoramos a qualidade de vida da população que trafega por essas estradas.

Eu quero citar aqui cinco desses principais investimentos, que já vão se iniciar nos próximos dias, e que vão resolver problemas antigos da região oeste da Grande São Paulo. Primeiro deles é a extensão das marginais, de Alphaville, da Castelo Branco, até o Km 32. Isso significa a duplicação da ponte sobre o Rio Tietê, isso significa dar muito mais fluidez de tráfego, para quem sai e entra na cidade de São Paulo pela Rodovia Castelo Branco. Nós temos um investimento previsto na extensão dessas marginais da ordem de R$ 800 milhões. Será feito pela CCR. A segunda obra que eu gostaria também de destacar, governador, nesse entendimento, é o novo acesso ao município de Osasco. Quem trafega também pela Castelo Branco sabe o enorme congestionamento que a entrada de Osasco gera nesse sistema rodoviário. Então, um novo complexo de entrada para a cidade de Osasco, que também se iniciará nos próximos dias. Um terceiro destaque, eu destacaria o trevo denominado do Sertanejo, lá na cidade de Mairinque, também resolvendo um problema histórico pra vários dos bairros daquele municípios, que hoje têm que percorrer um longo caminho pra poder acessar a Raposo Tavares. Destacaria como quarto também grande investimento, governador, o novo acesso ao Hospital Regional de Sorocaba, um hospital do estado que foi inaugurado recentemente, e que tem uma dificuldade de acesso. Esse hospital, ele atende toda a região de Sorocaba, ele é referência em várias das especialidades médicas, e todos que dependem desse hospital sabem a dificuldade que é o acesso a esse hospital, e nós teremos também investimento aí de quase R$ 20 milhões nesse novo acesso. Além, governador, de R$ 1.747.000 que serão investidos em várias outras obras, nas rodovias administradas pela CCR: recapeamento, nova sinalização e melhorias importantes, que vão dar mais segurança a essas rodovias.

Além desses investimentos, que já foram aqui detalhados por mim, o estado recebe nos próximos 15 dias um pagamento da CCR, no valor de R$ 1,2 bilhão, que serão somados aos investimentos de São Paulo para serem investidos em outras áreas. Então, um entendimento que celebra aqui a segurança jurídica dos contratos, que atrai, sem dúvida nenhuma, governador, novos investimentos, porque São Paulo mantém a sua boa reputação na regulação de serviços públicos, o nosso governo tem, nos últimos meses, feito esses entendimentos de passivos regulatórios, justamente para mostrar que, em São Paulo, se respeita contrato e, em São Paulo, se tem o capital privado respeitado pelo poder público. Então, é uma grande notícia que destrava investimentos, gera emprego e gera, principalmente, melhor qualidade de vida, porque nós estamos falando de mobilidade. Quanto menos tempo no carro, mais tempo para o lazer, para a família e para as outras atividades. Então, essas obras serão fundamentais, e eu destacaria aqui as obras concentradas no corredor São Paulo - Sorocaba, e temos também como última obra desse corredor a duplicação completa do acesso de São Roque. Nós sabemos os enormes investimentos que estão sendo feitos naquele município, aeroporto internacional, investimentos por grandes bancos, e era necessária a duplicação da Castelo Branco, até o centro de São Roque, são cerca de 12 Km, justamente para preparar aquela região para novos investimentos. Então, eu destaco aqui essas cinco grandes obras, além de várias outras, que estão dentro desse acordo. Então, celebrando aqui a segurança jurídica e a boa regulação de serviços públicos aqui do governo de São Paulo, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo. E antes de passar para o prefeito de Barueri, para que ele possa dar o testemunho do que representam essas obras... Repito, há duas décadas que as prefeituras dessa região oeste do estado de São Paulo clamam, pedem por essas obras. Na verdade, representa o interesse da população, os prefeitos e prefeitas clamam por aquilo que a população pede. E agora, finalmente, a população será atendida. Furlan, estamos também ao vivo aqui com o Estadão online, o Terra, o UOL, são os grandes portais, A Cidade, o SBT News e também o Portal G1. Com a palavra, o prefeito de Barueri, Rubens Furlan.

RUBENS FURLAN, PREFEITO DE BARUERI: Governador, depois do avanço da vacinação aqui no estado de São Paulo, essa é a maior e melhor notícia para toda a população da zona oeste da Grande São Paulo. O que nós estamos vendo hoje é a objetividade do governo. Essa briga com a CCR, com essas concessionárias, montam décadas e não se resolvia. E a necessidade de resolver isso era imperiosa para a nossa região. Chega-se ao absurdo dos prefeitos não desejarem mais o crescimento do município deles, por conta do impacto que vinha acontecendo na região. Hoje, não. Com muita objetividade, foi anunciado obras pra já: a duplicação, as marginais da Castelo Branco e a extensão dela até Aldeia da Serra. É muito importante, e para os prefeitos esse tipo de investimento que se faz, e na área da saúde também, eu tive a oportunidade de falar para o governador, falar para o Rodrigo Garcia, que há mais de 30 anos não se fazia um leito hospitalar na nossa região inteira. Há mais de 30 anos. E hoje está se fazendo um Hospital Regional, para atender aquela população, que monta mais de 2 milhões de pessoas, se considerar de Osasco pra frente. E os prefeitos viviam numa solidão, porque o estado não estava presente em nenhum momento conosco. Hoje, nós estamos percebendo o estado preocupado com as mesmas coisas que nós estamos preocupados, com a infraestrutura, com a saúde, com a educação. É fácil conversar com o governo a respeito dos problemas que os nossos municípios vivem. Eu tive oportunidade de ver hoje coisa que eu nunca vi na minha vida, a emoção do prefeito de São Roque, que nem reivindicando estava. Foi uma surpresa pra ele quando o estado disse: Vamos duplicar a ligação a Castelo Branco com a sua cidade. Quase deu um treco nele, de emoção. Eu nunca vi isso. Ao longo desses meus 40 anos de vida pública, nunca vi isso. É, e eu falei pro governador, é o fim da solidão dos prefeitos, de pequena, média e grande cidade. Nós precisamos do estado, o estado está conosco, nós estamos seguros de que o caminho é o mesmo e que é tudo o que a população deseja. Então, governador, muito obrigado pela sua atuação moderna, segura, preocupada com a vida, preocupada com os municípios e com a estrutura. Isso é, de fato, governar um estado. O governador, o estado, não pode estar ausente do município. E eu vejo, e olha, pasmem, eu sou prefeito pela 6a vez, então eu sei o que eu estou falando. Eu passei por muitos governadores, e não é bajulação, não, que eu não faço isso. É uma constatação. O seu governo está presente nos municípios, na defesa da vida, no crescimento, e convoco os prefeitos para ajudar a promover emprego, recuperar empregos, que a pandemia tirou de nós. E só tem um jeito de recuperar: fazendo o que o governador está fazendo, vacinando todo mundo. Daqui a pouco, a economia vai estar girando do jeito que todos nós desejamos.

Rodrigo Garcia, eu sei do seu empenho nesse acordo que foi feito, eu sei. Eu falei uma coisa lá e para encerrar eu vou repetir: A gente vem para o Palácio, diz pro governador qual é nossa angústia, qual o problema da nossa cidade. E o governador diz: Olha, dá pra resolver, nós vamos resolver. E passa, passa o assunto pra quem vai executar a solução daquele problema. Isso é fantástico. Eu vivi lá atrás, em todo o tempo: Marco uma audiência com o governador, traz os problemas pro governador, ás vezes tudo em pasta, o governador despacha. Seis meses depois, o prefeito tinha que marcar uma outra audiência com o governador, pra conversar aquelas mesmas coisas que ficaram esquecidas. E não adiantava bater nas portas das secretarias. Hoje a equipe dele é boa. Ele passa: Rodrigo, resolve isso para o prefeito. E aí a gente vai embora com a segurança. Os senhores não imaginam o que essa marginal representa pra nós. A garantia de que o nosso desenvolvimento pode continuar e com a estabilidade que a região deseja. Muito obrigado, governador. Que Deus abençoe o seu trabalho, o da sua equipe e a sua também, Rodrigo, que tem sido fundamental pra nós. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Furlan, muito obrigado. Obrigado pela sua sinceridade. Aliás, sinceridade é uma marca do prefeito Rubens Furlan. Ele, quando tem que criticar, critica. Quando tem que elogiar, elogia. Ele não faz média. Furlan, muito obrigado, em nome de todo o governo do Estado de São Paulo, e quero aqui integrar nesse agradecimento a CCR, por ter também conciliado uma demanda de 16 anos de briga, de judicialização, e chegamos a um entendimento, a um acordo. Pelo bom diálogo, pelo bom entendimento, por aquilo que estamos celebrando neste momento. Furlan, muito obrigado.

Nós vamos agora, Rodrigo, para o Dr. Jean Gorinchteyn, para falarmos sobre a semana epidemiológica, e na sequência vamos dar ainda a boa notícia dos cobertores para quem mais precisa, a população em situação de rua aqui de São Paulo. Mas nesse momento é com você, Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Boa tarde, governador, boa tarde, vice-governador, boa tarde a todos. Estamos na nossa 26a semana epidemiológica do ano de 2021. São Paulo contabiliza 3.727.348 casos. Infelizmente, 127.681 pessoas perderam as suas vidas. São Paulo tem como obrigação o controle da pandemia, o controle não só na assistência como na vacinação e na retomada da economia. E isso claramente se impacta nos números que hoje apresento. A taxa de ocupação nas nossas unidades de terapia intensiva do estado estão em 74,8%, enquanto na Grande São Paulo, 68,9%. É a primeira vez, em três meses, isso a última vez foi no dia 1 de março, que a taxa de ocupação do estado esteve menor do que 75%. E lembrando que, se nós fizermos a comparação dos números da semana passada para essa, a nossa ocupação no estado era de 78,9%, enquanto na Grande São Paulo, 74,7%. Portanto, tivemos, em relação à semana passada, uma queda importante. E esses índices, eles não apenas aconteceram no litoral, na Grande São Paulo, mas também na maioria das cidades do interior.

Quando olhamos o número de pacientes internados, nós temos hoje 9.778 pacientes internados nas UTIs, e nas enfermarias, 10.418. É o terceiro dia consecutivo que temos menos de 10.000 pacientes internados nas UTIs. É importante nós lembrarmos que as quedas, até a semana passada e retrasada, elas se expressavam na diminuição de internação em unidade de terapia intensiva, e o que nós passamos a ver essa semana já é também e concomitante diminuição da internação, não só em UTI, como também em enfermaria. Esses dados são absolutamente importantes. Próximo, por favor.

Nós temos uma queda de 7,1% de número de casos, 8,9% no número de internações e 2,9% no número de óbitos. Lembrem-se que é a primeira vez, em nove semanas, que nós passamos a ter queda dos três índices: casos, internações e óbitos. Então, a última vez que nós tivemos isso foi na 16a semana. Isso, claramente, é o impacto da vacinação que acontece de uma forma muito correta, muito precisa, sob a liderança do governador João Doria e do vice-governador Rodrigo Garcia, sempre nas nossas reuniões do Plano Estadual de Imunização, e vale a pena reforçar: Se São Paulo fosse um país, nós vacinamos quase três vezes mais do que Israel, que vacinou praticamente 92% da sua população. Parabéns, governador, parabéns, vice-governador, pela liderança e pela luta pela vida.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Jean é médico infectologista, sempre foi linha de frente, hoje secretário da Saúde do Estado de São Paulo e uma figura pública e uma figura médica de reconhecida capacidade. Ouvir isso de um infectologista, com essa dimensão, vale muito. Obrigado, Jean.

Eu queria agora mostrar a vocês os cobertores que nós estamos adquirindo, graças à doação feita pela CCR. E eu quero aqui esclarecer: o Governo do Estado de São Paulo tem recursos, aliás, é o único governo estadual com volume de recursos em caixa, agora reforçado. Nós temos R$ 22,2 bilhões. Porém, para aquisição de cobertores e o senso de urgência, se fôssemos fazer o processo licitatório, teríamos de 90 a 120 dias para fazer a compra. O setor privado compra já, recebe já e distribui já. É o sentimento de urgência, e a Bia, minha esposa, está aqui pra mostrar pra vocês a qualidade dos cobertores que nós estamos entregando, a partir de agora, para a população em situação de rua. Esse é como se fosse um sleep bag, ele é impermeável, evidentemente, acolchoado, e mais um cobertor. São cobertores de qualidade. Nós não estamos entregando aquele cobertor que dissolve. São cobertores de qualidade, eles custam mais caro, são laváveis, assim como essa capa térmica, que a pessoa em situação de rua se protege do frio. Ela precisa sobreviver. E além disso, o Fundo Social também, Cauduro, graças à colaboração do setor privado mais uma vez, já atingiu 4.180.000 cestas do Alimento Solidário, 4.186.000 cestas do Alimento Solidário, doados por empresas privadas, que participam do nosso Comitê Empresarial Solidário, desde o início da pandemia. Então, mais uma vez, muitíssimo obrigado. Agradeço também em nome do Ricardo Nunes, prefeito da capital de São Paulo, da sua esposa, Regina, e a partir de agora nas aquisições e entregas imediatamente à população de rua da capital de São Paulo, vai receber os cobertores ao longo das próximas semanas. E 25 mil é o que estima a prefeitura, da população em situação de rua na capital. Se assim for, todos, todos estarão recebendo dois cobertores para enfrentarem este inverno. Muito obrigado mais uma vez, obrigado, Bia.

E agora, vamos dar início às perguntas. Nós vamos começar com a Flávia Travassos, do SBT, na sequência, Flávia, logo após a sua pergunta, nós teremos a Samantha Person, que é correspondente no Brasil do The Wall Street Journal, na sequência TV Cultura, com você, Maria Manso, a Rádio e TV Bandeirantes e BandNews com a Maira Di Giaimo, que está aqui conosco nesta tarde, o Portal Metrópolis, com a Mariana Zilbercan, Mariana, muito obrigado por estar aqui conosco também, e finalizando com você, Daniela Gemniani, da TV Globo e GloboNews. Flávia.

FLÁVIA TRAVASSOS, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, ontem o senhor disse durante o lançamento do programa SP Acolhe que existe a possibilidade de antecipar o calendário da vacinação aqui no estado. Queria saber se isso se confirma, se isso vai acontecer mesmo e o que precisa acontecer para que isso aconteça, na verdade, que isso seja colocado em prática de fato. E queria tirar uma dúvida: Hoje a Folha de São Paulo trouxe uma matéria dizendo que, no país todo, houve uma queda de internações e mortes de pessoas na faixa de 60 anos. Queria saber aqui em São Paulo se existe, se o Centro de Contingência tem esse número, qual é a porcentagem de pessoas nessa faixa que caiu, o número de mortes e internações, e a projeção de quando que isso deve começar a acontecer com os jovens, as pessoas mais novas. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, um conjunto de perguntas. Vou começar pela última, e vou pedir ao Dr. Jean Gorinchteyn, e também com comentários do Dr. Paulo Menezes. A queda, de fato, houve uma queda, sim, na internação e nos leitos primários, e também nos leitos de UTI, de pessoas com mais de 60 anos. Isso é efeito, claro, de vacinação. É aquilo que nós temos clamado e pedido aqui, desde outubro do ano passado: vacina, vacina, vacina. A vacina protege, protege as pessoas, protege a vida. Mas é muito importante que isso seja bem consignado, para que as pessoas que ainda não tomaram a segunda dose da vacina, tomem. As que precisam tomar a segunda dose. E aquelas que ainda têm alguma reticência, com relação à vacina, que se vacinem, porque é a vacina que vai salvá-las. E o processo vacinal também em São Paulo segue adiante, nas faixas etárias, de forma acelerada e, repito, que já foi mencionado aqui pela Regiane, até 15 de setembro nós estaremos vacinando todos os paulistas, brasileiros e estrangeiros que residem aqui em São Paulo, com pelo menos uma dose da vacina. Então vamos com você, Jean Gorinchteyn, comentários do Dr. Paulo Menezes. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SÁUDE: As estatísticas já vêm mostrando que a internação dos pacientes em unidade de terapia intensiva teve uma queda na sua média de idade. Quando nós olhávamos janeiro e fevereiro, nós tínhamos uma média de 65 anos desses pacientes que lá eram admitidos. No mês de maio, esse número caiu pra 56 anos, quer dizer, a queda foi expressiva, principalmente porque nós já tínhamos, em maio, vacinado todos os idosos e já estávamos vacinando aqueles com comorbidades. Sem dúvida alguma, nós teremos impactos ainda maiores, ainda inicialmente nesse grupo de 50 a 59 anos, nas semanas agora do próximo mês, e afinal de contas estamos progredindo na vacinação dos jovens, agora estamos já com adultos de 42 anos, e a tendência é termos mais e mais a proteção da população. É importante só frisar que nós temos aquela população mais vulnerável de desenvolver formas graves já vacinadas, que eram os idosos, os portadores de comorbidades, aquelas pessoas que são deficientes permanentes e também aqueles que, em fruto da sua atividade profissional, também têm uma exposição maior, tanto da saúde, segurança e educação. Então, sem dúvida estaremos tendo essa repercussão de melhora nas próximas semanas, sem dúvida alguma.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean Gorinchteyn. Dr. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde, Flávia. Eu vou dar um número que mostra como é que nós estamos andando ao longo desses seis meses de 2021. Em janeiro, todas as internações, nós tínhamos 58% de pessoas internadas com 60 anos ou mais. Em junho, esse número caiu pra 25%. Então, menos da metade, felizmente, do total de pessoas internadas. E isso também a gente observa para pacientes internados em UTI, caiu de 61% para 28% em junho, 61% em janeiro, para 28% em junho. Nós, portanto, não estamos surpresos com essa boa evolução que nós temos observado. Hoje, as pessoas de 40 a 60 anos, a 59 anos, melhor dizendo, representam mais de metade dos pacientes que estão internados. A gente sabe que a primeira dose de vacina começa a dar uma proteção cerca de 15 dias após ser feita a primeira dose. A partir daí, nós temos a infecção, os sintomas e a internação, de forma que a minha expectativa é de que, ao longo desse mês de julho, nós vamos continuar tendo uma queda cada vez mais importante em número de pessoas internadas, porque essa faixa de 40 a 60 anos é a faixa que hoje mais contribui com casos mais graves, que requerem internação. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado então pelas respostas, Dr. Jean Gorinchteyn e também Dr. Paulo Menezes. Apenas para completar, Flávia, eu ontem mencionei e reafirmo que amanhã nós temos a reunião do PEI, do grupo do PEI. São 42 pessoas que participam dessa reunião, todas as semanas, todas as quintas-feiras, e o resultado dessa reunião é que nós poderemos anunciar, após essa reunião, poderemos anunciar na coletiva da quarta-feira da semana que vem, se teremos condições de acelerar ainda mais o programa de vacinação. Neste momento, apenas podemos reconfirmar que toda vacinação será feita em São Paulo de acordo com o cronograma, até 15 de setembro, todos os adultos que podem ser vacinados, com mais de 18 anos, terão pelo menos uma dose de vacina no braço. A próxima quarta-feira, quem sabe, possamos ter outras boas notícias.

Agora, vamos então... obrigado, Flávia. Vamos agora com o The Wall Street Journal, com você, Samantha Person. Samantha, você já está em tela aqui, aliás, tem uma tela gigante aqui com o seu rosto, e uma outra aqui na nossa frente, também uma grande tela. Boa tarde, bem-vinda mais uma vez, a sua pergunta por favor.

SAMANTHA PERSON, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Durante a pandemia, o Estado de São Paulo acabou atuando de uma forma bastante independente do Governo Federal. Organizou o Plano São Paulo e também negociou a Coronavac. Agora, como entendi que tem escritório em Xangai, Dubai, Munique, e daqui a pouco em Nova Iorque também. Eu quero saber se isso é uma tendência, quer dizer que o senhor vê o estado agindo de uma forma mais autônoma nos próximos anos, nas suas relações comerciais e também com outros países? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Samantha, muito obrigado. Vindo de uma jornalista qualificada como você, e que é correspondente do The Wall Street Journal, que é o jornal econômico mais importante do mundo, ela se reveste de importância ainda maior. Nós não queremos, evidentemente, fazer um programa independente do Brasil. Mas, dadas as circunstâncias, de um governo que é negacionista, de um governo que não exerce a multilateralidade na sua diplomacia, nem mesmo nas ações de ordem econômica, não promove encontros, não participa de seminários internacionais, nem presencialmente, nem virtualmente, não confere o estímulo ao setor privado para a atração de investidores internacionais ao Brasil, nem para infraestrutura, nem para outros setores. São Paulo está cumprindo o seu, nós estamos fazendo exatamente isso, marcos jurídicos corretos, desburocratização, incentivo, estímulo a investimentos de empresas nacionais e internacionais em São Paulo, facilitação para que esses investimentos sejam liberados do ponto de vista das ações práticas, principalmente na questão ambiental, sem desrespeitar o meio ambiente, mas tornando célere o processo de liberação das autorizações para que ambientalmente os investimentos estejam dentro das normas. E um governo liberal, um governo que acredita que a gestão deva ser mais privada e menos pública, temos que ter mais investimento privado e menos público naquilo onde o setor privado é mais competente, mais eficiente do que o setor público. Nós temos que concentrar, Samanta, as nossas ações em saúde, educação, segurança pública, habitação social, cultura, no apoio aos mais pobres, aos desvalidos, e em programas de ciência, pesquisa, investimento, na parte científica, e é isso que São Paulo está fazendo. E agora, repito, com essa boa notícia, se já tínhamos R$ 21 bilhões em caixa para investir, a partir de hoje temos R$ 22,200 bilhões para fazer aquilo que é importante fazer, sobretudo, no plano social. E no âmbito empresarial, de fato, agora em novembro vamos inaugurar o escritório, o quinto escritório de São Paulo, no plano internacional, que será em New York, para atender o mercado norte-americano, somando ao Canadá e também ao México. E teremos uma Brasília Week, com a São Paulo Week, em New York, na terceira semana de novembro, para apresentar as operações de investimentos aqui em São Paulo. Sejam os de infraestrutura, na área ferroviária, metroviária, fluvial e aeroportuária, e a área de saneamento também, e estimular novos investimentos privados aqui no estado de São Paulo. Esse é o caminho que nós vamos seguir adotando, e felizmente com bons resultados. Obrigado, Samanta. Vamos agora à Maria Manso, da TV Cultura. Maria, bem-vinda. Boa tarde. Frio hoje, né?

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Mas agora eu esquento vocês. Como as coletivas estão mais espaçadas a gente vai acumulando dúvidas, me desculpe. Mas a gente recebeu doses prontas de Coronavac, a gente sabe que o IFA já está na linha de produção do Instituto Butantan, mas existe o risco de faltar segunda dose para Coronavac, até que o Butantan consiga liberar perto do fim da primeira quinzena de julho a próxima produção. O pessoal tem pedido para eu perguntar aqui na coleta sobre a vacinação dos detentos com menos de 60 anos, se há alguma previsão. E os testes que foram importados, o estado já está utilizando, e de que forma? Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Você esquentou mesmo, veio com um lote de perguntas, não com uma pergunta. Mas a doutora Regiane de Paula responde às duas primeiras, e a terceira pergunta, doutor Jean Gorinchteyn, a questão ligada à terceira questão que você fez. Por favor, Regina.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, vacinada fica tudo melhor, né? A gente tem essa sensação. Veja, não há porque faltar D2 de Coronavac no estado de São Paulo, até porque, nós temos enviado a primeira dose D1 para Coronavac, 28 dias, vacina do Butantan, 28 dias, e para 12 semanas as outras vacinas. Nesse momento Pfizer e a vacina da Fiocruz/AstraZeneca. Então não faltará a segunda dose. Lembrando que quem faz a gestão da vacina é o município, então quando nós enviamos pelo PEI - Programa Estadual de Imunização, a primeira dose de qualquer imunizante, ela vai receber em tempo oportuno a segunda dose. Agora, se de alguma maneira ela utilizar isso para fazer a primeira dose, aí é uma gestão municipal. Temos acompanhado, monitorado, isso não tem o porquê acontecer. Então temos passo-a-passo. Temos a plataforma Vacivida, que foi desenvolvida pelo PEI - Programa Estadual de Imunização, junto com a Prodesp, e nós temos feito esse monitoramento, inclusive dos faltosos, como o governador já colocou. Toda quinta-feira nós temos uma reunião do PEI - Programa Estadual de Imunização, onde a gente avalia todos os critérios relacionados à vacinação. Então temos um grupo que participa dessas questões. Em relação aos privados de liberdade, nessa reunião do PEI - Programa Estadual de Imunização, que acontece toda quinta-feira, nós tomamos uma decisão colegiada, inclusive com doutor Geraldo Reple, presidente do COSEMS, e isso está pactuado em uma decisão bipartite, na verdade, a gente tem uma deliberação que nós chamamos bipartite, onde nós vamos vacinar toda a população dentro da faixa etária. Então a população privada de liberdade, de 50 a 59 anos, já foi vacinada, deve estar sendo vacinada pelos municípios da mesma maneira que hoje nós começamos um novo público-alvo. Então trabalharemos sempre por faixas etárias, essa decisão é uma decisão colegiada da Secretaria de Saúde, junto com o Conselho de Secretários Municipais de Saúde. Obrigada. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Regiane. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SÁUDE: O governo do estado de São Paulo, através da Secretaria estadual da Saúde, fez aquisição de 1 milhão de testes, são testes de antígenos, são testes com a identificação em 15 minutos daquele indivíduo que é portador de sintomas, sintomas leves, e que com isso tem a possibilidade não só de ser colocado em isolamento, como permitir também que nós estejamos monitorando todos ao seu entorno, seja no ambiente social, familiar, e no ambiente de trabalho. Na tarde de hoje receberemos 500 mil testes, e no próximo dia 5 de julho receberemos mais 500 mil testes, que então serão distribuídos aos municípios. Nós tivemos ontem à tarde uma longa discussão com os municípios, para se definir qual seria o critério de distribuição, e nós entendemos, assim como os próprios secretários municipais, que a lógica seria entregar, principalmente nesse momento, para aqueles municípios em que nisso estejamos tendo uma taxa de transmissão muito alta, e também para aqueles que o resultado daquele RTPCR, aquele teste do cotonete, do nariz e da garganta, demorariam mais do que 72 horas. Essa é uma resposta rápida, para que nós possamos controlar a pandemia, principalmente em certas regiões, em que a taxa de transmissão ainda traz um olhar de atenção especial.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Jean. Obrigado, mais uma vez, Regiane. Muito obrigado, Maria Manso, pelas perguntas. Agora vamos com a Maira Djaimo, da Rádio e TV Bandeirantes, também Band News. Maira, boa tarde.

MAIRA DJAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu queria pedir uma atualização sobre a Butanvac, doutor Dimas, inclusive se eu falar alguma afirmação errada, o senhor, por favor, me corrija. Mas na sexta-feira foi enviado para a ANVISA algumas informações, na segunda houve uma reunião, e a ANVISA divulgou pós-reunião um informativo dizendo que ainda faltam alguns dados para que possa ser liberada a aplicação, de fato, da vacina em humanos, nos testes. Então eu queria saber quando que esses dados devem ser enviados, por que essa demora, dados de fases anteriores? E quando, de fato, começa a aplicação? Governador, só queria um comentário do senhor, por favor, sobre essa questão do aumento que a gente teve na conta de luz, foi um aumento primeiro nacional, pela ANEEL, e também para os municípios da grande São Paulo, pela ENEL agora, que vai sobrecarregar tanto a população, quanto os comerciantes que estão começando a se reerguer agora, e vão ter esse impacto. Não tem nada que possa ser feito? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. Vamos então pela ordem com o Dimas Covas, do Butantan.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Maira, na verdade, é uma nova exigência da ANVISA, quer dizer, foi solicitada a realização de um teste adicional, e eu particularmente já manifestei a opinião ao Gustavo, que é o diretor de área da ANVISA, acho que é até um preciosismo nesse momento, não se trata de desenvolver novas metodologias. Enfim, nesse momento o que nós temos que ter é realmente ter essa autorização para aplicação da vacina. O estudo deve se iniciar essa semana, lá no centro inicial em Ribeirão Preto, com já o recebimento de voluntários para fazer o processo inicial de análise de coleta de exames, entrevistas e assim por diante. Então nós aguardamos sim que haja aí por parte da ANVISA, a compreensão do momento, e que não se fique a todo momento solicitando testes e testes e testes adicionais, que não vão acrescentar nada ao que já foi apresentado. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. E agora, Maira, no tema da energia, eu pedi ao Rodrigo Garcia que possa dar a resposta a você.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maira, como você sabe, o sistema de energia brasileiro ele tem regulação Federal, e essas decisões são tomadas pela Agência Nacional de Energia - ANEEL, que autoriza as concessionárias a promover esse aumento. No fundo é a inflação chegando em todos os cantos do Brasil. Então esse aumento foi autorizado pela ANEEL, e ele consequentemente está sendo repassado aos consumidores aqui no estado de São Paulo, em todos os estados brasileiros. O que o estado fará é fazer um apelo à essas concessionárias de energia, que possam prorrogar a não interrupção de energia para a população de baixa renda, nesse período de pandemia. Nós fizemos isso logo no início da pandemia, repetimos isso outras vezes, e o governador já nos pediu que via a agência reguladora de serviços de energia estadual, a gente possa fazer esse apelo, dependendo da discricionariedade dessas empresas. Então a regulação Federal ela tem o comando desse processo, e ela é que determinou e liberou os aumentos de energia elétrica em todo o Brasil.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo. Obrigado, Maira. E agora vamos para a Mariana Zylberkan, do Portal Metrópoles. Mariana, bem-vinda. Boa tarde, e sua pergunta, por favor.

MARIANA ZYLBERKAN, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Bom, eu queria insistir nesse tema da vacina, queria saber quantas doses São Paulo precisa receber para atender ao calendário. Eu fiz uma conta aqui, hoje em dia a cidade de São Paulo, onde está a maior parte da população, vacina cerca de 9 mil pessoas por dia, até peço para o doutor Jean ver se está certo esse cálculo aí. E agora conforme as idades vão avançando, a população é maior, vai chegar a 76 mil pessoas. Eu sei que os senhores falam bastante, nos atrasos de entrega das doses do Ministério da Saúde, mas eu queria saber exatamente quantas doses precisam por mês, ou por semana, para chegar no dia 15 com toda a população adulta vacinada? E se existe um cronograma, enfim, por mais que o ministério atrase, se existe aí um cálculo do que o estado precisa esperar para manter esse cronograma, para evitar novos apagões? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Mariana. Vou pedir à doutora Regiane que possa responder à sua pergunta. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Mariana, eu vou colocar o município de São Paulo, porque o município vacina todos os dias mais de 100 mil pessoas. O estado de São Paulo, 645 municípios, eles têm condições de vacinar até mais de 1 milhão de pessoas, caso tenhamos vacinas aqui. Então a nossa agilidade, a agilidade dos municípios, é muito grande, e estão todos sensibilizados. O prefeito está aqui, acho que ele sabe e ele acompanha diariamente aquilo que o seu secretário, e aquilo que acontece no seu município. A capacidade dos municípios do estado de São Paulo ela é muito grande. Se nós olharmos no vacinômetro, e nós estamos falando que já vacinamos mais de 25 milhões de pessoas, e de primeira dose, 53% da população, nós precisamos então de mais 16 milhões de doses de vacinas, para que a gente possa fazer a primeira dose de toda a população elegível, acima de 18 anos, que nas nossas estimativas, a estimativa do IBGE, 20/20, está em torno de 36 milhões de pessoas. Então essa é a nossa estimativa, e assim que nós temos trabalhado. E o estado de São Paulo, reforço, todos os municípios estão prontos e ávidos por mais vacinas, para que a gente possa vacinar ainda mais a população do estado de São Paulo. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Obrigado, Mariana. E antes, Daniela, de convidar você para a sua pergunta, da TV Globo, Globo News, se você puder ficar sentada um minutinho, só para você não se desgastar. Perdão. Eu queria pedir à doutora Eloisa Bonfá, a doutora Eloisa que está aqui conosco, é diretora clínica do Hospital de Clínicas, e o local, aliás, da primeira vacinação, o primeiro programa de vacinação do Brasil, ali foi vacinada a primeira brasileira, Mônica Calazans, enfermeira do Hospital de Clínicas, no dia 17 de janeiro, às 15h12min. Que ela pudesse testemunhar a qualidade, a eficácia e a segurança da vacina Coronavac, aliás, a vacina que eu tenho as duas doses aqui, no meu braço, dado ao fato de que infelizmente, Elô, fake news, mentiras falsas, colocações, alegações, alegações, tem procurado desqualificar a vacina do Butantan, a Coronavac. E isso além de improcedente, é uma deslealdade com àquelas que ainda não tomaram vacina, e com aquelas que já tomaram a vacina Coronavac no braço. Então eu queria pedir o seu tenho, você que está na linha de frente.

ELOÍSA BONFÁ, DIRETORA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. É uma honra muito grande de estar aqui representando o Hospital de Clínicas, que ultrapassou nessa semana 8 mil internações de casos de COVID-19 confirmadas. Hoje, é com o sopro de esperança que venho compartilhar algumas experiências do HC com a vacinação. Como vocês sabem, 22 mil funcionários foram vacinados com a Coronavac, e depois da vacinação tivemos uma redução de 50% de casos após a primeira dose, e quase 80% de redução após a segunda dose. E isso ocorreu justamente quando São Paulo estava em um aumento expressivo de casos na cidade. Em termos de internação tivemos 94 internações de colaboradores na primeira onda, e apenas 14 na segunda onda. Um outro trabalho muito importante, que nós tivemos a liderança no Hospital de Clínicas, foi a vacinação de aproximadamente mil pacientes com doenças reumatológicas, representando aqui uma população grande de pacientes imunossuprimidos, que em geral tem dificuldade de responder à vacina e produzir anticorpos. O que nós vimos é que com a vacinação da Coronavac, esses pacientes responderam, tiveram uma resposta, que é mais baixo que o normal, mas ela é moderada, e nessa população o acompanhamento pré e pós-vacina mostrou 33 casos antes da vacinação, e apenas seis casos após a vacinação. Além disso, e muito importante, foi demonstrado, tanto no estudo dos funcionários, como também no estudo dos imunossuprimidos, que a vacina é altamente segura, nós não tivemos nem casos moderados e nem efeitos adversos graves. Em outras palavras, não importa o motivo que você tem para se vacinar, proteger você, proteger sua família, poder abrir com tranquilidade o seu negócio, poder viajar ou poder abraçar. Descubra um motivo e não deixe de se vacinar. Governador, nós testemunhamos a corrida da vacina, uma corrida pela vida, e nós apoiamos essa corrida. Quero dizer que todas as vacinas valem para essa corrida, cada um de vocês é uma peça fundamental para ganharmos essa batalha. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, sensível, científico e acertada manifestação da doutora Eloísa Bonfá, diretora clínica do maior centro médico da América Latina, que é o Hospital de Clínicas. Eu queria convidar agora para finalizar, o doutor Renato Kfouri, que foi presidente da Sociedade Brasileira de Imunização, e atual diretor desta mesma sociedade, e tem participado de inúmeras entrevistas, sobretudo, na TV Globo, Globo News, SBT, TV Record, Band, SBT, e também a Rede TV, e outras emissoras, eu incluo aqui a CNN, desde o início da pandemia. Doutor Renato.

RENATO KFOURI, DIRETOR DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÃO: Obrigado, governador. Boa tarde, a todos que estão aqui. Eu acho que o momento é ao mesmo tempo de celebração, das conquistas, e mais uma vez as vacinas mostrando o seu valor, no sentido de controle de pandemia, de redução de mortes, de salvar vidas. E a gente hoje tem um cenário que é de esperança, graças a esses programas de vacinação. Acabamos de ouvir aqui um relato da Eloísa, extremamente importante, do Hospital de Clínicas, o primeiro dado de efetividade de mundo real de aplicação da vacina Coronavac, nos profissionais, nos trabalhadores de saúde do Hospital de Clínicas. Mas esses dados vêm se acumulando, nós já temos dados do Uruguai, que utilizou vacina com redução espetaculares de hospitalização, terapia intensiva e mortos. Temos dados do Chile, que mostram absoluta redução também, de efetividade, dos casos graves, especialmente, mas também na transmissão dos quadros leves. Então são os dados que a gente espera obter aqui no Brasil. Infelizmente o programa de vacinação ele é dependente da cobertura vacinal do número de duas doses, no caso da Coronavac, da Pfizer e da AstraZeneca, que recebem a população, e também da velocidade com que se vacina. O exemplo de Serrana é um exemplo clássico, claro que ele é praticamente impossível de se reproduzir no mundo real, vacinar 95% de uma população em dois meses, ninguém faz isso. Mas é mostrando que quanto mais rápido a gente vacinar a população, mais rapidamente nós vamos conter a transmissão da doença também. Então como a gente vacina de forma lenta, a gente começa a observar esses resultados, como a doutora Regiane e o Jean mostraram, em relação às hospitalizações e mortes nos grupos vacinados. Então a gente começa a ter um impacto da doença, mudando a faixa etária, mudando o comportamento. Mas as altas taxas de transmissão que acabam gerando, mesmo em uma população mais jovem, o risco de hospitalização menor, ainda é um elevado nível de transmissão. Então não é querer jogar um pouco de água fria não, governador, mas é que a gente está começando a vencer a batalha, a batalha não está ganha, nós temos pouca população ainda, brasileira, com duas doses, nós temos que continuar nos distanciando, continuar usando máscara, continuar não aglomerando, e vacinar o mais rápido possível. Esse é o caminho que a ciência já nos ensinou, agora é pôr em prática. Então eu agradeço mais uma vez a oportunidade, fico à disposição como sempre.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Renato Kfouri, com o conhecimento que tem, e a experiência que acumulou. Esse é o depoimento da ciência, a ciência que o governo do estado de São Paulo, doutor Renato, doutora Eloísa vem obedecendo desde o dia 28 de fevereiro de 2020, quando sob o comando do doutor David Uip, criamos o centro de contingência do COVID-19, centro este que continua operando até hoje, com o doutor David Uip e outros 19 colaboradores. Antes de passar, aliás, queria convidar agora sim, perdão, Daniela Gemniani, pelo tempo, agradecendo também a presença do Igor Soares, prefeito de Itapevi, que está aqui conosco nesta tarde. Obrigado, Igor. Obrigado, General Campos também, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo. José Henrique Germann, que foi nosso secretário de Saúde, hoje assessor especial, obrigado também por estarem aqui. E agora com você, com as minhas desculpas, Daniela Gemniani, TV Globo, Globo News, sua pergunta, por favor.

DANIELA GEMIGNANI, REPÓRTER: Vou aproveitar então para fazer três perguntas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tem direito.

DANIELA GEMIGNANI, REPÓRTER: Não, a primeira, na verdade. Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu queria esclarecer só um número, porque quando apareceu o slide de percentual de imunizados, com esquema vacinal completo, estava em 18% da população de São Paulo, com esquema vacinal completo. Mas o vacinômetro que apareceu logo na sequência, está 13,69%, então exatamente qual é o percentual da população de São Paulo, que já tem o esquema vacinal completo? E aí a minha outra pergunta, no dia 19 de maio, o centro de contingência fez uma projeção, na época a gente estava com uma média móvel de mortes de cerca de 500 mortes diárias, fez uma projeção de que em quatro semanas essa média móvel cairia, a gente está na sexta semana desde então, e estamos com uma média móvel de 551 mortes. Por que essa projeção acabou não dando certo, atrasou? Tem uma nova projeção nesse sentido? E aí a minha última dúvida, é quais partes do estado de São Paulo ainda tem os números elevados? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Vamos por partes, então começando, eu vou elencar aqui a doutora Regiane, sobre o esquema vacinal. O centro de contingência eu vou pedir ao doutor João Gabbardo que possa responder, e se o doutor Paulo Meneses desejar complementar. E o terceiro tema das regiões, o nosso secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, que aqui está. Então, Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada. Obrigada, Daniela. Quando a gente coloca o que está feito, está posto no vacinômetro, 13,69%, é de toda a população do estado de São Paulo. E quando nós colocamos que já foi vacinado mais de 18% da população com 18 anos ou mais, essa é a diferença do número. Então nesse momento o que acontece, e todos estão trabalhando assim, a gente fala da população de São Paulo, com esquema vacinal completo, considerando toda a população. Mas eu faço um recorte específico para a população elegível, que é acima de 18 anos, eu vou juntar a primeira e a segunda dose, e mais a dose única, e vou ter 18% da população acima de 18 anos já vacinada com as duas doses. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Segundo tema, centro de contingência, média móvel, João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Daniela, quando nós fizemos a previsão, o centro de contingência, na metade do mês de maio, nós até arriscamos fazer algumas previsões de números, que poderíamos chegar a 11 mil internações em leitos de UTI, não chegaríamos ao patamar mais elevado, que nós tivemos no mês de março e abril. E também em relação ao número de óbitos falávamos que poderíamos crescer ainda durante o mês de maio, mas não chegaria a 600 óbitos, uma vez que nós teríamos tido 800 óbitos na fase mais difícil da pandemia. A previsão de melhoria a partir da metade do mês de junho, 15 de junho, está absolutamente coerente com a nossa previsão. Desde o dia 15 de junho nós temos mostrado e demonstrado redução no número de internações hospitalares, as internações que estavam em um patamar acima de 11 mil, 11.200 mil, hoje está abaixo de 10 mil. Semanas já consecutivas com redução do número de internações. E já estamos com uma semana demonstrando redução do número de óbitos. E seguramente com essa redução no número de internações e internações em UTI, que nós estamos experimentando já há quatro semanas, agora começa a refletir a redução do número de óbitos, o número de óbitos sempre ocorre, é uma consequência das internações, mas ele ocorre três semanas, quatro semanas após. Já estamos há uma semana diminuindo, nós não chegamos nos 600 óbitos, o máximo que nós tivemos nesse período agora foi 582, então não chegamos a 600 óbitos. Nessa última semana, 564. E na média móvel dos últimos sete dias, nós estamos com 548 óbitos. Então essa redução ela vai ser mais consistente nos próximos dias, e a nossa previsão é que São Paulo passou pela pior fase, e que a partir de agora, em função da imunização, em função da população que já está vacinada, nós vamos reduzir gradativamente o número de casos graves, o número de internações em UTI, e o número de óbitos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, então, ao João Gabbardo. E agora, Marco Vinholi, sobre a questão da regionalização e o desempenho da pandemia, e os aspectos que foram abordados pela Daniela.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Boa tarde. Bom, o que nós verificamos é uma queda que se dava de forma constante aqui na grande São Paulo e na Baixada Santista, refletindo esse momento no interior do estado também. Então quero lembrar aqui que nós tínhamos 80% de ocupação na média do estado, depois 78%, e agora 75,4%. E isso acontece porque o interior acompanha essa tendência também. Então nisso temos nesse momento quatro regiões do estado ainda perto dos 90%, que é São João da Boa Vista, Barretos, Bauru e Marília, mas isso é dentro de uma média de sete dias das internações. Quando a gente vem para a taxa do dia, essa redução se dá de forma ainda mais intensa. Então é um momento que o interior do estado também tem uma queda nas suas internações, comprovando o momento que foi apresentado aqui, redução de casos, de internações e óbitos em todo o estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Daniela, [Ininteligível], já as três perguntas respondidas. Mas eu tenho aqui, Rodrigo, uma ótima informação adicional, uma informação de ordem econômica, o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, online, acabou de me dar a informação aqui que a outorga da concessão das Linhas 8 e 9 da CPTM, no valor de R$ 1 bilhão, acaba de ser depositado em contato do governo do estado de São Paulo. Então, Furlan, começamos a coletiva com R$ 22,200 bilhões em caixa para investimentos, e terminamos a coletiva com R$ 23,200 bilhões em caixa, para fazer investimento em saúde, educação, habitação popular, ciência, inovação e proteção social. E sob à proteção de Deus, fiquem todos. Por favor, se protejam, usem máscaras. A vocês que estão em casa nos acompanhando, não saia da sua casa ou do seu escritório sem estar usando a sua máscara, álcool em gel, sempre que puder, para limpar as suas mãos. Siga as regras sanitárias, faça as suas orações, seja feliz. Muito obrigado, bom dia a todos.