Coletiva - SP prorroga fase emergencial de combate à pandemia até 11 de abril 20212603

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Coletiva - SP prorroga fase emergencial de combate à pandemia até 11 de abril 20212603

Local: Capital – Data: Março 26/03/2021

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RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, muito boa tarde, a todos. Boa tarde, a todas. Sejam muito bem-vindos a mais uma coletiva de imprensa do governo do estado de São Paulo. Agradecer toda a equipe de imprensa aqui presente, agradecer a equipe de governo, aos convidados para a coletiva de hoje. E dizer que é com muita alegria que nós fazemos essa coletiva de imprensa, em um dia histórico para a ciência brasileira, em um dia histórico para São Paulo, para o Instituto Butantan, e também em um dia histórico para o Brasil. Quero cumprimentar a todos os cientistas do Butantan, que se dedicaram ao estudo e ao desenvolvimento da Butanvac, nova vacina para a imunização dos brasileiros e também de todo o mundo. Agradecer e cumprimentar a resiliência e o apoio do governador João Doria ao Butantan, no desenvolvimento dessa vacina, que traz a esperança tão necessária em dias difíceis como esse que nós vivemos da pandemia no Brasil. Portanto, o anúncio de hoje feito pela manhã, de uma nova vacina, 100% brasileira, nos dá a certeza de que o governo de São Paulo sempre apoiou a ciência, sempre investiu na ciência, e é através da ciência que nós estamos encontrando novamente a esperança de dias normais e de dias melhores. Então parabéns ao Instituto Butantan, à comunidade científica envolvida, ao governador João Doria, por essa grande notícia ao Brasil e a todo o mundo. Uma vacina 100% brasileira. Na coletiva de hoje nós queremos trazer aqui algumas informações, boas notícias dentro do momento difícil que vivemos, e a primeira delas é a vacinação de pessoas com 68 anos de idade no estado de São Paulo. A partir do dia 5 de abril, o governo de São Paulo abra a vacinação para a população de 68 anos de idade. Lembrando que hoje começou a vacinação em todo o estado de São Paulo, da população de 69, 70 e 71 anos, portanto, a partir de hoje a vacinação de 69 anos, são praticamente 950 mil pessoas que estão agora incluídas no Programa Estadual de Imunização, e a partir do dia 5 de abril, mais 350 mil pessoas da faixa etária de 68 anos. E depois para detalhar sobre esse anúncio de hoje a doutora Regiane, coordenadora do nosso Programa Estadual de Imunização, poderá dar mais detalhes. A segunda notícia é a prorrogação da fase emergencial até o dia 11 de abril, portanto, em virtude dos números da pandemia, da insistência do crescimento da pandemia, apesar de todas as medidas adotadas, o governo de São Paulo prorroga até o dia 11 de abril a fase emergencial, e depois detalhes sobre esse tema será dado pelo nosso coordenador do centro de contingência, doutor Paulo Menezes. A terceira notícia do dia de hoje é que o governo de São Paulo através do Butantan, cria uma rede de transfusão de plasma para o tratamento de doentes com COVID-19. Nós já tratamos aqui em coletivas anteriores do pedido do Instituto Butantan, para a utilização de plasma nos pacientes de Coronavírus, e aqui trazemos uma nova notícia, que é sobre a coordenação do Instituto Butantan, faremos a coleta e a distribuição de plasma doados por pessoas que já foram contaminados por Coronavírus, portanto, que já tem anticorpos para pacientes em situação grave nos hospitais do estado. E essa primeira iniciativa, a criação dessa rede, que será coordenada pelo Instituto Butantan, começa com fase experimental em duas cidades, que é a cidade de Santos e a cidade de Araraquara. Os prefeitos estão aqui presentes, e serão parceiros nessa fase inicial da rede de plasma de transfusão para doentes em tratamento. Sobre esse tema, doutor Dimas Covas também dará detalhes a vocês. Uma quarta notícia, uma palavra específica sobre os feriados, que ocorrem aqui na cidade de São Paulo, parte da região metropolitana, e em algumas cidades do interior. Mais uma vez o reforço da mensagem principal do governo de São Paulo, que quarentena não é férias, nós estamos inclusive cancelando a Operação Descida na Rodovia dos Tamoios, no litoral Norte de São Paulo. Semelhante com o que fizemos com o sistema Anchieta/Imigrantes, para desestimular as viagens só litoral. Vamos reforçar em parceria com as prefeituras as blitzes, de fechamento de festas clandestinas. Hoje já são mais de 800 festas clandestinas que foram interrompidas ou evitadas só aqui na blitz, junto com a Prefeitura de São Paulo. Estamos reforçando isso em todo o interior de São Paulo, com as polícias do estado e em parceria com os prefeitos, que coordenam essas ações, e queremos reforçar que durante os feriados as blitzes continuarão. Também o apoio às prefeituras sobre as barreiras sanitárias que serão realizadas, principalmente no litoral de São Paulo, nas instâncias turísticas do estado de São Paulo, e também o apoio dado pelo governo de São Paulo para a realização dessas barreiras sanitárias. Mais uma vez registrando que quarentena não é férias, fiquem em casa, se protejam. E sobre isso também depois o nosso secretário Marco Vinholi poderá dar detalhes sobre esse esforço ao lado dos prefeitos convidados aqui presentes. E a quinta e última notícia, que é a atualização dos dados da pandemia, que será feita pelo nosso secretário Jean Gorinchteyn. E aqui deixar uma mensagem de agradecimento ao esforço dos profissionais de saúde, para a ampliação dos leitos no estado de São Paulo. Esse é um esforço coletivo feito pelo governo do estado, pelas prefeituras, pelos hospitais filantrópicos, pelos hospitais privados que fizeram uma ampliação recorde de leitos no estado de São Paulo. Só nesse último mês, mais de 50% dos leitos foram ampliados. E eu quero agradecer o esforço da Secretaria de Saúde, o esforço de outras secretarias que se envolveram nesse tema, como a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, aqui coordenada pela Patrícia Ellen, que vai desde a articulação de ações na indústria paulista, para o fornecimento de oxigênio, até o esforço do governo através da USP, na produção de respiradores. Afinal de contas, o governo inteiro se mobilizou justamente para a ampliação desses leitos, e São Paulo é exemplo para o Brasil, e talvez para o mundo. Nós temos hoje uma rede de mais de 35 mil leitos entre UTIs e leitos de enfermaria, dedicados ao tratamento de COVID-19. Não fosse esse esforço nós teríamos um problema muito maior de atendimento aos pacientes aqui em São Paulo. E sobre isso o Jean Gorinchteyn, a Patrícia, darão detalhes no momento da apresentação. Dito essas mensagens iniciais, eu quero uma palavra da nossa coordenadora do Programa Estadual de Imunização, que é a nossa doutora Regiane, que vai dar detalhes rapidamente sobre a antecipação e a vacinação de 68 anos, a partir do dia 5 de abril.

REGIANE CARDOSO DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, vice-governador. Boa tarde, a todos e à todas. Nosso cronograma de vacinação então, eu quero reforçar que nós antecipamos de ontem, dia 27, para o dia 26 de março, a campanha para a população de 69, 70 e 71 anos, que já somam 910 mil pessoas. Iniciaremos no dia 5 de abril a população de 68 anos, 340 mil pessoas. No dia 5 de abril, também nós trabalharemos com as forças de segurança pública, 185 mil pessoas, e os profissionais da educação, a partir de 47 anos de idade, no dia 12 de abril, 350 mil pessoas. Eu só queria reforçar novamente, vice-governador, e a todos, que continuamos vacinando as populações dentro do Programa Nacional de Imunizações, e por isso abrimos agora a 68 anos. Nesse momento o vacinômetro tem de doses aplicadas 5.350.758 milhões de doses aplicadas, sendo de primeira dose, 4.001.739 milhões de doses, e de segunda dose, 1.349.018 milhão de doses. Muito obrigada, vice-governador. Boa tarde, a todos.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutora Regiane. Vamos agora à palavra do nosso coordenador do centro de contingência, Doutor Paulo Menezes, para falar da prorrogação da fase emergencial de São Paulo até o dia 11 de abril.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, vice-governador. Boa tarde, a todos. Todos nós sabemos que o país vive o pior momento da pandemia, é o centro das ações, infelizmente, para o mundo, pelo nível de transmissão, pelo número de casos de pessoas com quadros graves, e perda de vida, que estamos observando no mundo todo. E nós temos aqui já ao longo de várias semanas, conversado sobre recomendações que o governo tem implementado no sentido de nesse momento reduzir ao máximo possível a transmissão do vírus. Nós tivemos já nove dias de fase vermelha que foram do dia 6 ao dia 14 de março, seguidos de 12 dias, nós estamos hoje da chamada fase emergencial. E a gente começa a ver o resultado, um resultado positivo desse período todo de sacrifício de toda a sociedade. Eu queria, por favor, pedir para colocar o slide aqui. Nós temos aqui a evolução dos pacientes internados em UTIs, que é um dos principais indicadores que nós utilizamos, do dia 11 até o dia 25, que são os dados que nós temos. Se vocês lembrarem a gente vinha com uma velocidade de crescimento, que chegou até 2,9% ao dia. Aqui nesse gráfico a gente começa a ver uma redução dessa velocidade de crescimento, de forma que nesse período cai novamente para 2,2% de crescimento ao dia. Então nós temos ainda uma situação de aumento progressivo de casos e internações, e infelizmente também de perda de vidas, mas em uma velocidade um pouco menor do que a que a gente tinha no início desse período. Dessa forma, já tínhamos também aqui apresentado a possibilidade e provavelmente a necessidade de extensão dessas medidas de fase emergencial, com a redução da mobilidade das pessoas, com todas as medidas que vocês já conhecem. Próximo, por favor. E aqui o governo tomou a decisão de prorrogar até o dia 11 de abril, o que representa ainda mais de 16 dias de fase emergencial. Nós esperamos, acreditamos que ao longo desse período vamos começar a observar uma redução progressiva no número de casos graves, consequentes tanto dessas medidas, como também vamos acumulando isso com o efeito protetor de toda a vacinação que está sendo feita no estado de São Paulo, principalmente daquelas faixas etárias mais idosas. E aqui só reforçando, que o vice-governador já colocou, também foram recomendações feitas pelo centro de contingência, e que tem sido implementadas pelo governo do estado com as prefeituras. Eu queria aproveitar para agradecer aos prefeitos Edinho Silva, e Rogério Santos, que tem tomado medidas duras, mas necessárias, para em seus municípios reduzir a transmissão do vírus, e com isso permitir com que a população necessitada tenha maior assistência, tanto através de barreiras sanitárias, das blitzes que foram mencionadas pelo vice-governador, pelas mais de 800 já só aqui no município de São Paulo. A suspensão da Operação Descida, e o aumento da fiscalização daqueles estabelecimentos que não seguem os protocolos determinados pelo plano São Paulo. Próximo, por favor. Nós aqui novamente colocamos o pedido de que toda a população, que a sociedade contribua, inclusive, casos denúncias de aglomerações e atividades clandestinas, utilizando 0800?1190, da Polícia Militar, o saído do Procon e e-mail da secretária da vigilância e saúde, da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo. Próxima, por favor. Eu queria concluir aqui também reforçando que esse período de quarentena não é férias. Nós ainda estamos num momento dramático, com um número de perda de vidas cada dia maior, infelizmente assistindo esse cenário, de forma que é preciso que todos fiquemos em casa, que a pessoas não viajem, não se aglomerem para proteger seus familiares e toda a sociedade. Essa é a mensagem, muito obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo Menezes. Vamos agora ao Dimas Covas, que vai detalhar a rede de transfusão de plasma para tratamento de doentes de Covid?19.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Essa semana foi uma semana importante, anúncios do Butantan em termos de ferramentas de combate a essa epidemia. Dois dias atrás nós anunciamos a autorização da Anvisa para o uso do soro contra Covid produzido pelo Butantan. Nesse momento nós estamos organizando os estudos clínicos e brevemente esse soro estará disponível, esperarmos nós todos como sendo uma ferramenta importante para o combate à epidemia. Na manhã de hoje há o anúncio da vacina da Butanvac e agora há a renúncia dessa rede de plasma, né? Rede de plasma convalescente. O que é plasma? Plasma é a parte líquida do sangue, né? Quando você separa o sangue, né, nos seus componentes, você tem a células e tem aquela substância amarelada, que é a parte líquida do sangue ê nesse plasma que se concentram os anticorpos. Então, o objetivo próximo, o objetivo dessa terapia é transferir ao paciente de maneira passiva, né um quantitativo de anticorpos suficiente para combater o vírus. Portanto, é um tratamento, quer dizer, essa infusão, essa transfusão de plasma deve ser feita para pessoas que estão no nos hospitais, nas fases iniciais das manifestações clínicas da Covid e que tem chances de progredir. Então, são pessoas que têm algum problema, e que provavelmente vão progredir. Então, nesse momento, bem precocemente se transfunde o plasma, né? Que funciona como uma vacina imediata, né? Uma vacina imediata, você vai transformo passivamente anticorpos contra o coronavírus, esperando que melhore as condições do paciente, enquanto ele responde pela sua imunidade. Então, esse é o objetivo. Próximo. Para isso nós estamos montando uma rede de coleta de plasma no estado de São Paulo, já existe a 'Hemoer' do estado de São Paulo, já cinco serviços, já são aptos a iniciar essa coleta, não será uma coleta habitual, será uma coleta por plasmaferese, quer dizer, você retira apenas o plasma, quer dizer não é uma doação de sangue habitual, é uma doação por plasmaferese. Aí nós temos os quesitos para os voluntários que queiram fazer essa doação. Ele tem que ter tido a infecção, tem que ter tido o Covid anteriormente, isso deve estar registrado de alguma maneira. Pelo menos, com 30 dias do desaparecimento dos sintomas, da recuperação, né? E aí ele vai se submeter como se fosse um doador comum, ele sai ser entrevistado, vai ter exames colhidos, tem que ter entre 16 e 69 anos, de 16 a 18 anos ele precisa a autorização dos pais e pesar no mínimo 50 quilos. Próximo. Os exames realizados são os exames que são feitos em qualquer doação de sangue, esse material será armazenado nos próprios serviços que farão a coleta e que distribuirão de acordo da necessidade. Próximo. Então, cinco hemocentros do estado de São Paulo, já estão nessa rede, obviamente que nós esperamos que mais serviços possam ser habilitados muito rapidamente. Os cinco são esses que estão ditos aí, o HM, o Pró-Sangue e a Colsan, os três aqui em São Paulo, Hemocentro da Unicamp e Hemocentro de Ribeirão Preto. Próximo. E o que se pretende em termos de fluxo de atendimento? Então, os pacientes que estão nessa condição que eu mencionei, adquiriram a infecção, estão desenvolvendo sintomas e que têm a perspectiva, né, de agravar, são lá os pacientes imunossuprimidos, os idosos, com mais de 60 anos, e as pessoas, os pacientes com comorbidades. Então, para esse grupo de pacientes, em até 72 horas após o início dos sintomas é que deve ser ministrado o plasma. E aí nós vamos acompanhar, nós vamos acompanhar, né? Através de um sistema próximo, que chama Taíná Plasma, o que é que vai acontecer, qual é a disponibilidade do plasma, qual é a oferta e eventualmente o que vai acontecer do ponto de vista clínico. Informações poderão ser adquiridas com mais precisão no site do Butantan. Nesse momento o SAC do Butantan está fora do ar dada a incrível demanda, né, que a notícia da vacina provocou. Então, nós estamos trabalhando rapidamente para reconstituir o SAC. A primeira experiência, na realidade, é o projeto piloto, está sendo feito em Santos, em Araraquara. E após esse piloto, nós esperamos poder estender isso para todos os municípios do estado de São Paulo. São essas a informações, governador.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Como cidadão aqui eu entendo que esse esforço da rede de plasma, ele se assemelha muito a uma doação de sangue, critérios objetivos para quem pode doar os seus anticorpos, critérios objetivos para quem pode receber, que são doentes internados, né? E a rede, a Hemo Rede já no estado de São Paulo, do governo do São Paulo atentas e a alertas sobre isso, e o início desse esforço em Araraquara. Quero agradecer aqui a presença do prefeito Edinho Silva e também em Santos quero aqui agradecer a presença do prefeito Rogério Santos que depois terão oportunidades nas perguntas de detalhar como funcionará na prática nos seus municípios o início dessa rede. Eu quero pedir agora uma palavra do nosso Marco Vinholi para falar um pouco sobre o esforço junto aos prefeitos do interior, principalmente nesse feriadão, nesse período de quarentena, né? Para que o Vinholi possa detalhar como isso vai funcionar.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADURAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Boa tarde a todos. Um dia de muita esperança através do trabalho e da luta do governador João Doria. Hoje o anúncio da Butanvac, a vacina 100% nacional, também o plasma convalescente avançando pelos dois municípios, mas com uma rede que vai impactar todo a estado de São Paulo, mas ainda um período de muita adversidade. E em adversidade, a união se faz cada vez mais necessária. O governo do estado, nesses próximos dias suspendeu Operação Descida da Imigrantes-Anchieta, o sistema Imigrantes-Anchieta e agora também a Operação Descida do litoral norte da rodovia dos Tamoios. Portanto, não haverá a faixa reversível que acontece ao longo dos finais de semana e feriados dessa vez também no litoral norte, mas também é um período de maior articulação e união com as prefeituras desde o início da pandemia. Serão mais de 100 barreiras sanitárias em todo o Estado de São Paulo. Quem está pensando em viajar nesse momento, eu peço que pensem pelo momento que nós estamos passando e por tudo o que vai encontrar ao longo desses próximos dias. Todos mobilizados com forças-tarefas fiscalizando a aglomerações irregulares, festas irregulares. A exemplo do que foi feito aqui em São Paulo nesses últimos dias, a prefeituras estão mobilizadas para isso, todas as prefeituras também articuladas com as suas barreiras e fiscalizando o comércio local. Muitas delas com regras mais duras ainda do que as implementadas aqui pelo governo do estado de São Paulo, portanto, nos processos dias o que nós podemos é para que a pessoas também compreendam a gravidade do momento e da necessidade que a gente possa ficar em casa e não viajar, quarentena não é férias, é momento para gente ficar em casa, respeitar essas regras e te tudo der certo, se a gente continuar com esse avanços importantes que nós tivemos no últimos dias, a gente poder muito em breve ter boas notícias aqui no que tange à pandemia também.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. E vamos aqui à última intervenção inicial do nosso Jean Gorinchteyn para falar sobre a atualização da pandemia e os dados da rede hospitalar de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Boa, vice-governador. Boa tarde a todos. Estamos na 12 semana epidemiológica do ano de 2021. Estamos na segunda semana da fase mais estrita do Plano São Paulo, que é a fase emergencial, em que se reduziu horários e serviços no sentido de diminuir a circulação de pessoas e que elas também a circulação do vírus. Temos hoje um total de 2 milhões 392 mil e 374 casos. Infelizmente, os óbitos ultrapassaram os 70 mil, são 70 mil 696 pessoas que infelizmente perderam a sua vida. Por outro lado, a despeito da nossa taxa de ocupação ter atingido no estado 91,6% e na Grande São Paulo também uma cifra da mesma magnitude, nós, comparativamente avaliando o número absoluto de pacientes internados nas UTIs hoje, 12674, no dia anterior nós tivemos 12593, isso de forma gradual mostra uma desaceleração. Nós tínhamos uma velocidade de instalação de pacientes nas unidades de terapia intensiva muito alta, chegava próximo a 300 pacientes diários. Isso mostra, de alguma forma, alguma desaceleração, significando que isso é fato da fase vermelha, daquela fase lá atrás que nós tivemos, das medidas que ali foram tomadas, e seguramente essas medidas que hoje são tomadas em relação à fase emergencial, elas serão colhidas também na próxima semana. Com isso nós ainda tivemos um acréscimo de 6,9 da totalidade de casos, as internações numa ascendência, mas muito numa velocidade bem menor, de 8,2% e o número de óbitos ainda reflete aqueles aportes relacionados à semana anterior, mas tiveram seu incremento de 10,9% desse total de óbitos. Próximo, por favor. Muito importante o que nós viemos fazendo em termos de aumento do número de leito. No início da pandemia, e quando nós dissemos o início da pandemia, nós estamos falando lá do início de 26 de fevereiro, haveria 3500 leitos de unidades de terapia intensiva. Sob liderança do governador João Doria se ampliou esse número de forma absolutamente crescente, passando logo para o início do mês de maio a 5.786, 4.062 na só rede pública de assistência e esses leitos foram de forma progressiva incrementados e hoje, agora, no dia 25/3/2021. Nós temos, a invés daqueles 3500 leitos que tínhamos no início, temos hoje na nossa rede pública 9581 leitos ofertados para a assistência totalmente voltada à UTI Covid. E em se somando com aqueles disponíveis pela rede privada, temos um total de 13.834 leitos, o que representa mais de 8 mil leitos ofertados desde o início da pandemia lá de maio do ano passado. Então, nós temos hoje um aumento de duas vezes e meia, ou seja, 140% número leitos a mais do que tínhamos no início da pandemia lá no mês como disse, de maio. Próximo. Somente nesse mês que nós tivemos, então, um aquecimento e uma velocidade da pandemia no nosso meio, transformamos de 9241 leitos para 13823, portanto, só no mês de março agora 4593 leitos ficaram abertos exclusivamente para atendimento de UTI, Covid. Portanto, 50 a mais daquilo que nós encontramos no mês anterior. Além do que, todas as medidas foram tomadas no sentido de também fazer a ampliação de hospitais, como hospitais de achar, em um outro modelo, de uma forma diferente daquela que foi instituída na primeira fase, até uma forma muito mais ágil, célere, econômica, porque nós não podíamos demorar para construir e nem termos o custo que tínhamos. Então rapidamente conseguimos transformar, dos quatro hospitais que nós tínhamos, passamos agora a ter 16 hospitais de campanha, aumentando 1.118 mil leitos nesses hospitais, sendo que só em Unidade de Terapia Intensiva temos 675 leitos voltados para UTI nessa forma, nessa modalidade de assistência. Hoje a assistência dos hospitais acontece dentro de estruturas hospitalares, dando então, portanto, uma celeridade na nossa assistência. Próximo. Na rede de atendimento hospitalar nós passamos a ter hoje 35 mil leitos voltados para atendimento de COVID-19, quando lá no início de maio tínhamos apenas 18.227 mil, portanto, aumentamos 17.227 mil leitos a mais, para garantir assistência da nossa população. Portanto, dobramos a rede de atendimento. Muito obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Jean. Vamos agora às perguntas dos jornalistas aqui presentes, começando pela Bruna Macedo, que é da CNN.

BRUNA MACEDO, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, a todos. Eu queria, vice-governador, uma avaliação, um balanço de como é que foi a reunião hoje com o Presidente do Senado. E aproveito também para perguntar se os insumos prometidos pelo Ministério da Saúde, aqueles que o ministério disse que chegariam nos estados em 72 horas, queria saber se eles chegaram aqui no estado? Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, obrigado, Bruna. Hoje eu participei da reunião do Fórum de Governadores, em nome do governador João Doria, reunião capitaneada pelo Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. E eu diria, Bruna, para ser muito sincero, antes tarde do que nunca, precisou passar um ano da pandemia do Coronavírus, precisou ter mais de 300 mil brasileiros mortos, para que a gente pudesse ter alguma iniciativa de coordenação nacional. Eu quero, em nome do governador João Doria, cumprimentar o Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, por essa iniciativa. Os governadores e São Paulo também detalharam as suas demandas, no tocante à questão da pandemia, a vacinação, que é urgente. Eu lembro aqui que de cada dez brasileiros que são vacinados, nove são vacinados com a vacina do Instituto Butantan. Hoje, como diz o governador João Doria, a população quer a vacina no Brasil e a comida no prazo, e a vacinação quem tem salvado o Brasil é o Instituto Butantan. Então o primeiro pedido foi que nós tivéssemos um cronograma verdadeiro e sincero do Ministério da Saúde, não as falhas que nós estamos assistindo a todo momento, prorrogação de entrega de vacinas da AstraZeneca, prorrogação de entrega das vacinas da Fiocruz. Nós entendemos que o momento é delicado, vamos compreender, mas pedimos um calendário sincero de vacinação. No segundo ponto, a coordenação da compra de insumos, seja de medicamentos, seja de oxigênio, isso é urgente, nós tínhamos já o aprendizado da primeira onda, em um tocante à questão dos respiradores. E novamente a lei de oferta e procura, enfim, volta a valer, os remédios subiram demais de preço, e às vezes, sobra em um lugar e falta em outro. Então a coordenação nacional, em relação também à questão dos remédios. E o terceiro ponto muito falado, a questão do credenciamento de leitos de UTI, é impensável no meio de uma pandemia você ter que ir ao Judiciário para pedir que o ministério habilite leitos de UTI tão necessários para o tratamento do COVID-19. Então esses três pontos ficaram muito claros para o Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Novas reuniões ocorrerão, e existe um voto de confiança dos governadores no Presidente do Senado, que a gente possa ter essa coordenação nacional. Antes tarde do que nunca, eu diria, em relação à reunião de hoje, Bruna. E obrigado pela pergunta. Vamos aqui agora à uma pergunta online... Ah, desculpa, a pergunta específica da saúde, para o doutor Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: As medicações que foram solicitadas pelo kit intubação ao Ministério da Saúde, chegaram hoje pela manhã, vieram em uma quantidade muito reduzida, uma capacidade de fomentar os nossos 150 hospitais em apenas dois dias. É óbvio que nós temos a nossa reserva técnica, e é essa reserva técnica que está permitindo, inclusive, com que nós estejamos amparando os municípios. Toda vez que o Ministério da Saúde faz a requisição para as empresas produtoras fabricantes desses medicamentos, simplesmente todas as medicações são destinadas para o ministério. E aí nem o estado e nem o município consegue fazer as compras, criando essa barbárie que nós temos visto. E hoje procuramos acolher os municípios da melhor maneira possível, tentando gerenciar entre os próprios hospitais, além de inseri-los nas nossas plataformas de acompanhamento de uso e repositório dessas medicações.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Vamos à segunda pergunta, essa é online, do Carlo, que é da Rádio Monte Carlo. Por favor, Carlo, a sua pergunta.

CARLO, REPÓRTER: Olá, vice-governador. Boa tarde. Boa tarde, secretários. Eu queria perguntar sobre a questão dos leitos de UTI, o secretário Jean falou que teve um aumento considerável de 4 mil para 9,5 mil leitos de UTI, mas aparentemente não são ainda suficientes, ainda tem fila aqui em São Paulo. Queria perguntar se há previsão de abrir hospitais de campanha maiores, nos moldes daqueles que a gente viu no começo da pandemia, e caso isso não ocorra, se há algum empecilho, de natureza financeira, de natureza burocrática, ou alguma outra coisa que impeça esse tipo de operação? Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carlo, eu vou passar também para a Patrícia dar uma palavra sobre esse esforço do aumento dos hospitais de campanha, e da rede hospitalar, ela, Wilson Melo, e tantos outros apoiaram o secretário Jean nesse esforço. Mas quero resumir esse esforço do governo de São Paulo. Você viu pelos números que nós saímos de 3.800 mil leitos de UTI, para mais de 13 mil leitos de UTI. Se a gente comparar um vizinho país aí à Monta Carlo, que é a questão, a Espanha, por exemplo, um país parecido com o estado de São Paulo em população, e também em tamanho territorial, a Espanha tem cerca de 4 mil leitos de UTI. Então nós triplicamos o número de leitos de UTI no estado. Como é que nós fizemos isso na primeira onda? Ampliando leitos nos hospitais, referenciando hospitais exclusivos para COVID-19, e abrindo hospitais de campanha que a população passou a conhecer através das lonas montadas aqui na capital, em várias cidades do interior. Naturalmente quando a pandemia perdeu força, para não desperdiçar dinheiro por que, e o mundo sabe quanto custa um hospital aberto sem atendimento, muitas vezes, o custeio da saúde é mais caro do que o investimento da saúde, em regra, nós então desativamos no momento certo os hospitais de campanha, que as pessoas reconheciam e conheciam aqui no estado de São Paulo. Quando da segunda onda nós voltamos com essa estratégia, mas de maneira diferente, montando os hospitais de campanha dentro das unidades hospitalares, otimizando as redes de oxigênio, otimizando a coleta de resíduos na área da saúde, em uma série de interfaces que fizeram com que a gente pudesse ter até uma economia grande de recursos públicos. Então hoje nós temos mais de 16 hospitais de acompanha funcionando, não necessariamente iguais aqueles da primeira onda, porque eles estão dentro de prédios físicos. Além dos equipamentos e do custeio, há a necessidade dos profissionais de saúde, o esforço que o governo de São Paulo fez na contratação dos profissionais de saúde, junto com prefeituras e filantrópicos. Mas eu queria, até que a própria Patrícia desse um testemunho como não médica, do esforço que foi feito nesse período, Carlo.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Bom, o que nós fizemos nesse período foi mapear a demanda em todo o estado. E você tem razão, Carlo, que a demanda hoje é duas vezes maior do que na primeira onda da pandemia, o que nos trouxe um desafio adicional. O que explica, acho que temos que trazer com total clareza para a população, que aqueles hospitais de campanha do primeiro momento não nos serviriam nesse momento, eles foram abertos priorizando leitos de enfermaria, em um contexto de uma pandemia dura, mas mais amena. No momento que nós estamos agora, a pandemia nos impôs um desafio ainda maior. E a saúde, junto com a Secretaria de Desenvolvimento Regional, um trabalho de governo, com todas as pastas, teve que trabalhar para expandir os leitos em tempo recorde. Não é uma questão somente de tamanho da rede, mas também de complexidade e de velocidade de expansão. A velocidade de aceleração da pandemia nessa segunda onda, foi muito rápida, Carlo. E o aumento de leitos na rede aconteceu em um mês, o maior aumento foi realizado em um mês, com a adição de 40% de leitos a mais em toda a rede. Hoje, além dos leitos de UTI, nós temos os leitos de enfermaria, que também aumentaram, também dobraram. Nós temos um sistema no estado de São Paulo com mais de 35 mil leitos. E o que a pandemia impôs nesse momento? Nós temos dois prefeitos aqui que podem relatar na prática, prefeito Edinho, prefeito Rogério, estão sofrendo na ponta. As pessoas já chegam com sintomas agravados, e precisam de oxigênio mesmo nos leitos de enfermaria. Então para a tua pergunta sobre o desafio, nós crescemos no momento correto, nós trouxemos leitos e profissionais de saúde, os insumos e oxigênio viraram uma segunda onda aqui de desafios também nessa segunda onda da pandemia. Eu queria até projetar um slide sobre isso, aproveitar a sua pergunta para fazer um pedido de mobilização inclusive, das empresas, dos empresários que estão nos acompanhando. Nós fizemos um mapeamento da demanda de oxigênio, para garantir o suprimento em todo o estado, não somente o que é responsabilidade direta do governo do estado, mas todo o suprimento de oxigênio do estado no sistema público, municipal, privado, para que todos os paulistas, todas as paulistas tenham acesso ao oxigênio, se precisarem. Nós já temos garantido confirmado agora, uma compra pelo governo estadual de 2 mil cilindros, com a coordenação também com o secretário Marco Vinholi, para que sejam distribuídos aos municípios. Também fizemos um trabalho de racionamento emergencial de consumo, das principais empresas consumidoras, reduzindo em 20% o consumo de oxigênio em outras áreas que não a da saúde, para garantir o suprimento nos hospitais. E temos agora já confirmada a doação de mais 500 cilindros, para atender essas demandas emergenciais municipais. E aí a próxima página o nosso pedido, empresas que tenham cilindros, laboratórios de pesquisa que tenham cilindros, nós precisamos de cilindros doados ou emprestados, o oxigênio nós estamos garantindo com usinas, mas nós precisamos de cilindros nesse momento. Para continuar o atendimento e a expansão necessária nesse momento tão desafiador da pandemia, nós precisamos literalmente de ar. Então fica aqui o pedido, o e-mail, doeo2@sp.gov.br, para que possam nos doar ou emprestar cilindros. E temos todos os detalhes da especificação aqui nesse slide também. Muito obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Vamos à Maira, que é da Rádio e TV Bandeirantes. Agradecendo o Carlo pela pergunta.

MAIRA DI GIAIMO, REPÓRTER: Bom, boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Só queria antes complementar a pergunta da minha colega. Dada essa dificuldade de conseguir os insumos, principalmente o kit intubação, há uma precisão de quando que a gente pode virar sem ali, de fato? E eu queria entender um pouquinho mais sobre a questão do plasma, porque, pelo o que eu entendi, não precisa da aprovação da ANVISA para esse tratamento. Mas queria saber como é que foram os testes preliminares, se tem algum resultado? Se tem outras doenças que são tratadas dessa forma? Enfim, entender um pouquinho mais o processo. Por que agora que ele está sendo utilizado, se teve um resultado novo? Enfim, obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. Sobre a coordenação da aquisição dos insumos, é fundamental nós entendermos o desafio que nós temos, justamente de articular a rede estadual, a rede municipal, depois eu vou pedir um tenho aqui dos prefeitos, a rede filantrópica, a rede privada, para que não exista um canibalismo de compra entre essas redes. O governo de São Paulo já vem fazendo isso nas últimas semanas, com um esforço enorme de apoiar diretamente os nossos hospitais, que é de nossa responsabilidade, mas também um apoio efetivo às outras redes, que são de responsabilidade das prefeituras e das filantrópicas. Então existe esse esforço. Até agora temos sido bem-sucedidos, com todo o desafio que é não ter uma coordenação nacional. Você vai observar que nessa semana saíram matérias do interior de São Paulo, região central, São Carlos, justamente de aquisições que a própria Santa Casa, de empresas privadas no fornecimento de medicamentos. E depois veio uma requisição Federal para esses mesmos medicamentos. Então essa descoordenação nacional tem custado um preço alto para o Brasil. Eu vou passar rapidamente para o Jean complementar, e na sequência para o Dimas explicar sobre o plasma.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: O que nós fizemos ao longo dessa semana, principalmente entendendo uma demanda maior do estado, nós antecipamos as atas de compra, fizemos compra emergencial, e atingimos uma certa condição de conforto em relação ao que se vê na rede municipal. Porém, nós temos a obrigação de ajudá-los nesse momento, é uma questão humanitária, eles não estão e não tiveram as mesmas possibilidades de aquisição dessas medicações, até porque, o próprio ministério, como foi dito, ele requisitou dos estados, especialmente das empresas, essas medicações, e com isso, acabou tornando-se indisponível para a distribuição. E a questão é, a distribuição também ficou indisponível na velocidade e na quantidade que o próprio estado imaginava. Dessa forma, além das compras que continuamos fazendo, e segurando e equilibrando junto aos municípios, nós, pela associação, pela Sociedade de Medicina Intensiva Brasileira, fizemos uma modificação dos protocolos que foram distribuídos para todas as instituições, para que assim o sigam, para que possamos fazer a intubação com a mesma qualidade, porém, usando outras medicações que não estão tão utilizadas ou desfalcadas no mercado. Dessa forma estamos conseguindo fazer esse equilíbrio, dia após dia, através inclusive do apoio de um hospital para o outro, para que ninguém fique desabastecido.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Vamos ao Dimas para responder sobre o plasma.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: Maira, o tratamento com o plasma, chamado plasma hiperimune, é um tratamento tradicional, isso já foi aplicado anteriormente em inúmeras outras situações, ele é usado inclusive regularmente. Não há necessidade de autorização da ANVISA, exatamente por isso, que é um tratamento já consagrado. E especificamente o tratamento da COVID-19 com o plasma existem muitos estudos feitos no mundo, estudos controlados, inclusive aqui no Brasil. E hoje nós já temos uma base de conhecimento, quer dizer, o plasma ele não funciona tardiamente na evolução da doença, ele tem que ser precoce, e o volume do plasma ele é importante. Então essas características é que estão sendo observadas no protocolo desse momento, um protocolo que foi validado pela Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, e que já está se tornando quase que uma rotina em muitos hospitais aqui do Brasil, inclusive. Nós chegamos a mandar plasma lá para Manaus, quando foi aquela crise, quando aconteceu aquela crise. E em outros países inclusive isso já é regular, como por exemplo, na Argentina, que habitualmente já se usa esse tratamento. Então acho que não há aqui nenhum reparo a ser feito em relação à ANVISA.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Vamos agora à mais uma pergunta online, que é da Tatiane Calisto, da A Tribuna. Aproveitar para em nome do governo de São Paulo, cumprimentar a A Tribuna pelos seus 127 anos, um abraço à toda a equipe da tribuna, que faz o bom jornalismo, há muitos e muitos anos, e hoje completando 127 anos. Por favor, Tatiane, a sua pergunta.

TATIANE CALISTO, REPÓRTER: Boa tarde, vice-governador. Em nome do jornal eu agradeço pelos cumprimentos. Boa tarde, a todos. Eu gostaria de saber quais os critérios levaram à escolha de Santos e Araraquara para os testes do plasma. E como é que vai funcionar na prática a seleção dos pacientes que vão utilizar esse tratamento, vai ser por conta do quadro ou por local de internação? Enfim, gostaria de entender melhor isso. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou passar para o Dimas só falar sobre a questão dos critérios, e na sequência para o prefeito Rogério Santos, e para o prefeito Edinho Silva.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: Bom, na realidade, o Butantan foi inicialmente procurado por Araraquara, e depois por Santos, diante da situação epidemiológica dos dois municípios. Quer dizer, Araraquara, principalmente, quando começou, foi um dos primeiros municípios do estado de São Paulo a apresentar uma curva epidemiológica explosiva, e depois Santos também, evoluiu muito rapidamente de uma situação até de relativo controle, para uma situação explosiva. Então nós fomos procurados inicialmente pelo prefeito Edinho, e posteriormente pelo Rogério, e falamos: "Nós temos condições de ajudar, mas precisamos fazer um estudo piloto". E os dois prontamente se dispuseram a isso, e é isso que nós estamos anunciando hoje. Quanto aos critérios, são critérios, lá em Santos, não vai ter um local específico para isso com avaliação de infectologistas, que vão ser responsáveis pela prescrição, e Araraquara acho que vai pelo mesmo caminho.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Vamos ouvir então, em homenagem ao A Tribuna, vamos começar com o Rogério Santos, prefeito de Santos, de como vai funcionar efetivamente a rede agora, do plasma, em Santos.

ROGÉRIO SANTOS, PREFEITOS DA CIDADE DE SANTOS: Boa tarde, a todos. Não tenho como não elogiar, não cumprimentar o governo de São Paulo, porque o governo de São Paulo sempre de forma antecipada, lembrando a Coronavac desde o ano passado, tem investido em ciência, em tratamento, e antecipando os problemas. Primeiro foi a parceria do Instituto Butantan, para a questão da produção e a tecnologia da Coronavac, agora a vacina Butanvac, depois o soro em experimento. O plasma para os convalescentes, que é o que estamos fazendo, falando nesse momento agora, e do monitoramento através da tecnologia da Tainá. Chegamos até o Butantan, primeiro porque é uma relação histórica, né, doutor Dimas? Porque o Butantan quando começou a sua criação foi para justamente fazer o soro da Peste Bubônica que atacava a cidade de Santos. Então são 120 anos. Depois através do secretário Marco Vinholi, que me encaminhou até o Butantan, e eu em nome de todos os prefeitos da Baixada Santista, porque estávamos querendo implantar o lockdown na Baixada Santista. E o secretário Marco Vinholi me encaminhou até o Butantan, não só pela questão desse tratamento precoce, que é importante, mas também para que a gente fizesse o monitoramento dessa epidemiologia, através do aplicativo Tainá. Para nós é extremamente importante, uma região que em poucas semanas passou de 44% de ocupação de leitos de UTI, e chegando ontem a 95%. A nossa média de internação de UTIs diária estava em 12 pessoas internadas em UTI, e passa agora para justamente 31 pessoas no dia de ontem. Então com todo o apoio que o governo do estado tem dado para nós, municípios da Baixada Santista, o número de pessoas internadas diariamente, muitas vezes, o que abrimos não está conseguindo dar conta. Lá em Santos, em relação ao plasma, de convalescentes, nós temos um centro de atendimento, e faremos o monitoramento de pessoas que apresentam sintomas, sintomas ainda leves, nas últimas 72 horas, alguma dificuldade de respiração, essas pessoas terão um oxímetro à disposição, e nós teremos o monitoramento dessa pessoa, seja internada no hospital, ou não, e ela receberá esse soro. Existem alguns critérios de prioridade, pessoas de 60 anos, pessoas imunodeprimidas, com outras doenças, ou pessoas com outras comorbidades. A nossa equipe está sendo treinada pelo Instituto Butantan, então tivemos reuniões aqui presenciais, e também no local. E eu também queria agradecer a parceria que a gente tem com o prefeito Edinho, de Araraquara, agradecer também em nome de todos os prefeitos da Baixada Santista, porque ligamos para o prefeito Edinho, e também nos passou a orientação e a sua experiência em relação ao lockdown. Agradeço mais uma vez a coragem, a ciência de todas as universidades que fazem parte do sistema do governo do estado, e especialmente ao Instituto Butantan.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rogério. Quero também ouvir o tenho do prefeito Edinho Silva, aproveitar para em nome do governo de São Paulo, cumprimentar o prefeito Edinho Silva, pela condução e combate à pandemia em Araraquara, lembrando que as novas variantes do Coronavírus entraram em São Paulo justamente na região central, do estado, e o Edinho em nenhum momento hesitou em tomar as medidas necessárias para salvar vidas. Então em nome também do governo de São Paulo, Edinho, os nossos cumprimentos e o nosso muito obrigado. Queria também o seu tenho nesse enfrentamento ao Coronavírus ali na região de Araraquara.

EDINHO SILVA, PREFEITO DA CIDADE DE ARARAQUARA: Boa tarde, a todos e todas. Saudar o vice-governador Rodrigo Garcia, e em nome dele o governador João Doria. E também em nome do Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, saudar a todos os demais secretários e secretárias integrantes do governo de São Paulo. Primeiro aproveitar esse espaço para fazer aqui um registro, agradecer ao governo de São Paulo pela sua postura republicana, a forma como tem tratado todos os prefeitos do estado de São Paulo, independente de filiação partidária, independente de concepção política. E nesse sentido o governo de São Paulo dá um exemplo que não se politiza saúde pública, que não se politiza o enfrentamento à uma pandemia, porque toda vez que se usa a institucionalidade para se fazer disputa política, quem perde é a população, e são vidas que nós estamos colocando em risco. Então fica aqui o meu reconhecimento. E a maior demonstração que é uma postura republicana é que eu estou aqui. Quero também saudar o Dimas Covas, presidente do Butantan, e dizer que é um dia histórico, efetivamente, para o povo brasileiro, que nesse momento de tantas dificuldades, uma vacina com tecnologia brasileira, que só um instituto com a tradição do Butantan poderia desenvolver, levanta a nossa autoestima, doutor Dimas Covas, cria esperança em todos nós brasileiros, e mostra que quando se tem um instituto público com investimento, com fortalecimento, com reconhecimento governamental, esse instituto cumpre o seu papel. E quero também dizer que eu sou muito grato, que quando no final de janeiro, início de fevereiro, Araraquara identificou a mutação brasileira do Coronavírus, a P1, a cepa de Manaus. Nós tomamos todas as medidas que deveríamos tomar, e comunicamos o governo de São Paulo, como comunicamos o Ministério da Saúde, e o governo de São Paulo prontamente nos socorreu, nos criou as condições, inclusive, para ampliação de leitos. E pedimos ajuda ao Instituto Butantan, pedimos ajuda para que pudéssemos ter naquele momento tecnologia para enfrentarmos a pandemia. E foi daí que nasceu essa parceria da utilização do plasma. Foi um pedido de socorro da Prefeitura de Araraquara, diante da curva crescente de contaminados, da pressão sobre os nossos leitos, e, claro, consequentemente nós teríamos um aumento de óbitos. Então agradeço ao Instituto Butantan por essa parceria, foi uma resposta a um pedido de socorro da Prefeitura de Araraquara. Certamente será um projeto piloto estendido a todos os municípios do estado de São Paulo, e quem sabe, a todos os municípios brasileiros, porque é uma tecnologia que nós temos certeza, por tudo que nós já estamos vendo, mesmo de forma inicial, que dará resultados. Eu quero aproveitar a oportunidade e dizer aqui que o isolamento social é uma medida dura, e ela só é tomada quando não há outro instrumento, se ainda nós não temos uma celeridade no processo de vacinação, o que nos resta, para que possamos conter a contaminação, consequentemente o ritmo de colapso no sistema de saúde, e óbitos. É o isolamento social, Araraquara fez aquilo que a ciência diz que se deve fazer e quer aqui de forma muito motiva dizer que depois do um longo período hoje Araraquara não registrou nenhum óbito, nenhum óbito a cidade teve nesse dia. E depois de ter um índice de contaminação de 53% das amostras remetidas aos laboratórios, ontem nós tivemos 7% positivação. Estamos tirando a pressão sobre nossos leitos. Hoje nesse exato momento, 50% dos pacientes internados em Araraquara já são da região. Nós, graças à ampliação de leitos, com o apoio do governa do São Paulo, já estamos ajudando as cidades da região. Então, fica aqui a minha gratidão, ao governo do São Paulo, minha gratidão ao Instituto Butantan e o orgulho de ser prefeito de uma cidade que abraçou o lockdown quando ele precisava ser feito, entendeu e majoritariamente apoiou e por isso nós estamos colhendo os resultados. Muito obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Edinho. Vamos à próxima pergunta, que é da Daniella Gemignani, da TV Globo, Globo News. Por favor, Daniella, a sua pergunta.

DANIELLA GEMIGNANI, REPÓRTER: Boa tarde, vice-governador. Boa tarde a todos. Eu quero extra perguntar ao Dr. Jean sobre o número registrado de morte hoje em 24 horas, 1193. Se é um resultado ainda do represamento de dados por conta da mudança de critérios na inserção que aconteceu no meio da semana, e aí se há uma previsão de normalização desse sistema, se já está normalizado e só esclarecer sobre a fase emergencial que se mantém, a situação das escolas, porque a suspensão das aulas na rede estadual, estava até o dia 28 de março, como que isso deve acontecer daqui até o dia 11 de abril. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Vou pedir o comentário inicial o Dr. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: O que nós tivemos hoje, um aporte de 1193 casos, infelizmente de pessoas que perderam as suas vidas. Lembrando que na terça-feira, por uma questão de uma formalidade que foi felizmente retirada, no preenchimento das notificações para o programa Sivep-Gripe, várias notificações de óbitos naquela oportunidade, naquela oportunidade não foram feitas, outras foram realizadas de forma gradual ao longo dos dias subsequentes e nós passamos a ter 599 óbitos ontem. No dia, na quarta-feira tivemos os 281, portanto, muito possivelmente nós precisamos aguardar a sequência de números, mas muito possivelmente nesses dados possam estar números que tenho sido represados, retesados e por isso reflitam numerário tão elevado. De toda forma, estamos observando para ver se esses números decrescem ou continuar a subir.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Vou pedir um comentário do Gabbardo sobre essa questão dos números da pandemia, né? Às vezes não estabilidade do sistema e a importância de a gente analisar sobre a média móvel, os últimos sete dias e depois vou pedir um comentário rápido do nosso secretário da Educação, Rossieli, que está aqui presente sobre a questão das aulas na fase emergencial. Gabbardo, por favor.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR-EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Exatamente o que o Dr. Jean destacou, esse número não é um número definitivo de hoje, é bem provável que nós... que esse número tenha ainda resquícios de eventos ocorridos anteriormente e que por dificuldade na inclusão desses dados do sistema, tenha ficado para trás. Então é uma demanda aí, reprimida. Será necessário que a gente acompanhe os próximos dias. Agora, eu gostaria de aproveitar essa oportunidade para dizer que mesmo com as medidas que nós estamos tomando, nós não temos que esperar uma redução no número de óbitos nessa fase. Nós vamos ter que aguardar, inicialmente deve ocorrer uma diminuição no número de internações, no número de pacientes que vão ocupar as UTIs, para mais adiante nós termos resultado em relações aos óbitos. Eu aproveito até, inclusive, testemunho do prefeito de Araraquara que aqui está e que tomou todas as medidas e que mesmo com as medidas que foram implementadas, teve um tempo bastante significativo para que os óbitos começassem a reduzir, ele passou por um período em que houve redução do número de casos para mais adiante ter a redução no número de óbitos. Então nós vamos ter que ter um pouco de paciência, não adianta a gente ficar pensando em tomar outras medidas em cima das que já tomamos, em cima do que o Centro de Contingência já sugeriu porque temos que passar essa fase de redução de internação para depois termos a redução no número de óbitos. Obrigado, governador.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. E o nosso secretário Rossieli para falar sobre as aulas nesse período de fase emergencial.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Obrigado, vice-governador Rodrigo Garcia. Boa tarde a todos. Vamos lá, fase imerge continua com as mesmas regras, são equivalentes à fase vermelha, portanto, o governo permite que a escolas possam ter um funcionamento de até 35%, contudo, nós estamos com o recesso escolar até esta semana, temos os fere decretados. Nesta próxima semana, onde houver feriado decretado, inclusive, conversei com o prefeito Edinho, por exemplo, sobre isso, nós vamos seguir sempre feriado. Então, na cidade de São Paulo, portanto, naquelas que decretarem feriado não haverá atividade para os alunos da próxima semana. Para aqueles municípios que não têm o feriado, nós faremos a educação totalmente online na próxima semana. A escola estadual estará aberta para receber aqueles que precisam ou da alimentação ou eventualmente não tenham acesso para poder fazer alguma atividade. Isto permanece como estamos funcionando. Para a partir do dia 5 à outra segunda-feira, nós vamos estar abertos para receber os alunos que mais precisam, respectivamente na alimentação e naqueles que não têm equipamento, ou seja, um público muito reduzido, mas são as que realmente mais precisam e nós vamos trazer mais detalhe durante a próxima semana. Nós recomendamos que até a dia 11 a regra permanece a mesma, autorizada, mas ao máximo possível que se faça atividade online nesse momento com os estudantes, se puder fique em casa e fique bem.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. E para registrar, enfim, a educação, além de um serviço constitucional, é tratado como um serviço essencial em São Paulo. Daí o esforço do governador João Doria de antecipar a vacinação dos professores e profissionais de educação e todo o pai às escolas estaduais e também da rede privada e rede municipal. Vamos, então, à próxima pergunta que é da Flávia Travassos, do SBT. Por favor, Flávia.

FLÁVIA TRAVASSOS, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Sobre a fase imerge que vai ser prorrogada, eu gostaria de perguntar para o Centro de Contingência, a gente vê ainda a taxa de isolamento ali variando entre 43%, 44%. Apenas no domingo passado ela chegou a 51%. Quero extra saber até quanto que a taxa de isolamento precisa ser para realmente a gente ver, pelo menos um equilíbrio ali porque apesar da velocidade ter diminuído, a gente vendo os números subindo. Para que pelo menos eles parem de aumentar, essa taxa de isolamento tem que ser no mínimo de quanto? E tirar essa dúvida com o Dr. Dimas, quando que o senhor acha que essa... esse plasma vai poder ser distribuído também para os outros papeis de outras cidades? Esse piloto nessas duas cidades deve durar até quando para que se comece a distribuir para os outros pacientes? Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Flávia. Antes de passar para o Dr. Medina, para falar em nome do Centro de Contingência, eu quero registrar que nós já estamos numa fase extremamente restritiva, desde quando decretamos a fase emergencial, essa fase emergencial nos entrega um consigo amento adicional à fase vermelha, de cerca de 20% a 22%, o que é significativo. E esse isolamento adicional da fase emergencial é que fez com que nós tivéssemos uma desaceleração como foi mostrado aqui em internações, né? Esperamos que em algum momento ela deixe de acelerar e estacione e depois recue. Ainda infelizmente não alcançamos esse momento. A questão da taxa, ela tem muita relação com a transmissibilidade do vírus. Os modelos matemáticos do Centro de Contingência do ano passado eram uns, hoje são outros, tamanha a variante, mas para detalhar isso o Dr. Medina para essa resposta. E depois a Dimas para registrar sobre a questão do plasma.

JOSÉ MEDINA, MÉDICO INTEGRANTE DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Então, boa tarde. Muito obrigado. Essa medida de isolamento social, ela utiliza o deslocamento do celular. Quando o celular é deslocado mais do que 200 metros do local que ele dormiu, é considerado que a pessoa quebrou o isolamento social. Isso na primeira onda, quando as pessoas estavam muito assustadas, a pessoas realmente não saíam de casa de forma alguma, ficavam dentro de casa e chegou-se a alcançar uma taxa de isolamento social de 60%. Hoje, todos nós aprendemos como lidar com a doença, todos nós aprendemos a usar a máscara e usar o distanciamento social, é permitido que você caminhe na rua, que você possa caminhar ou possa de alguma forma transitar na rua, praticar algum tipo de atividade. Então é muito difícil que o número de pessoas que vão sair de casa por mais de 200 metros, vai ser maior. Então nós não utilizamos isso como uma meta, tem mais de seis meses que ela está fiando a 140%, 142%, 143%, e nós não acreditamos que isso vai reduzir. Tem outras métricas que nós estamos utilizando, e nesse momento são mais apropriadas do que no momento quando teve o primeiro pico, que todos estavam muito mais assustados. Hoje, quem puder sair 200 metros, caminhar e voltar para casa, ele já é considerado como quebra de isolamento. Mas essa caminhada é necessária.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Vamos à próxima pergunta, que é o Lucas... Ah, desculpe. Ao nosso Dimas Covas, sobre o plasma. Bem lembrado, Flávia.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: Na realidade, Flávia, Santos e Araraquara são pilotos controlados, qualquer município aonde tem um banco de sangue, aonde tem um serviço especializado, pode incluir aí a terapia nos seus procedimentos. Existe protocolo publicado, ele pode entrar diretamente no site da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, que lá receberá todas as orientações, da mesma forma que no site do Butantan. Ok?

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Vamos então ao Lucas Teixeira, do UOL.

LUCAS TEIXEIRA, REPÓRTER: Boa tarde, governador, secretários. Eu tenho duas perguntinhas, uma sobre a avaliação desse período de fase emergencial, houve uma redução para 2,2% de internação por dia, média nesses últimos dias, o que mostra uma desaceleração. Eu queria saber se já há, se é possível pensar em uma meta, uma espécie de um sarrafo para a gente falar: "Olha, de fato, não vai precisar, ocasionalmente, daqui a 15 dias ter que prorrogar". Entendeu? Se há um número que é estimado? E dois, com essa prorrogação como é que fica o esporte, o futebol? O futebol segue? Eu poderia usar a palavra desafiando, jogando para o outro estado, enfim, eles estão questionando isso vivamente. Eu queria saber como o governo vê isso.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir então a resposta do Paulo Menezes, do centro de contingência.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, vice-governador. Bom, Lucas, o que eu mostrei hoje foi que nos últimos dez dias a média de crescimento diário caiu para 2,2%, comparado com o que a gente tinha de 2,9%. Agora essa não é uma mudança linear, então nos últimos dias a gente tem observado um aumento de internações que fica entorno de 0,8%, 1% ao dia. Então a gente já vê, de fato, uma mudança de percurso, mas ainda estamos tendo um aumento cumulativo, todos os dias a gente tem mais pacientes internados. O que a gente espera? Que ao longo dos próximos dias a gente deixe de ter esse aumento de pessoas internadas, especialmente em leitos de UTI, se esse padrão continuar, se a gente continuar com todas as medidas que contribuem para o isolamento social. Nós temos um esforço muito grande, que foi mencionado aqui de muitos municípios no sentido de reduzir a mobilidade das pessoas dentro dos municípios, e entre municípios, com todo o apoio do governo do estado. Então eu acredito que ao longo da próxima semana, e eu falei que nós temos ainda 16 dias de fase emergencial pela frente. Então o que nós esperamos é poder chegar ao final desse período observando uma redução já progressiva, lenta, mas progressiva, no número de pessoas internadas, especialmente em leitos de UTI. E dali para frente vamos ter que analisar como é que nós vamos poder voltar ao nível de atividade crescente, o que eu acho que também vai ter uma contribuição muito grande do processo de expansão da vacinação da nossa população.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Vamos ouvir o doutor Medina, sobre os eventos esportivos, principalmente futebol.

JOSÉ MEDINA, MÉDICO INTEGRANTE DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Os eventos esportivos e o futebol, nós continuamos seguindo a recomendação do Ministério Público, de restrição na fase que eles estabeleceram, na fase vermelha, nessa fase emergencial. E nós continuamos seguindo a recomendação deles.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Vamos então à última pergunta, que é da Maria Manso, da TV Cultura.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. A minha pergunta é sobre a Butanvac, logo depois do anúncio hoje cedo nós ouvimos vários outros cientistas, para conhecer a opinião deles, todos elogiaram, mas foram praticamente unânimes em avaliar que as previsões das datas foram extremamente quase que fora da realidade, porque mesmo fazendo a fase um e dois de testes, juntas, e a fase três, que demora três meses, a gente não conseguiria começar a imunização da população com a Butanvac, mesmo sem intercorrências, no mês de julho, seria na pior das hipóteses, no mês de setembro. A gente ouviu inclusive a Fiocruz também, que fábrica vacinas. Então eu queria só que o doutor Dimas Covas respondesse à essas avaliações dos colegas cientistas, por favor.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não, Dimas.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: Bom, primeiro essa opinião deveria ser baseada no conhecimento do estudo, eles não têm esse conhecimento, porque o estudo ainda não foi divulgado, portanto, isso é uma elucubração, uma hipótese, baseada na experiência de outras vacinas. Quer dizer, o Butantan certamente está inovando, inclusive no estudo clínico, que a hora que for aprovado pela ANVISA será divulgado amplamente. Agora, a questão da autorização do uso é uma outra questão, a questão de fazer o estudo clínico, e de ter a vacina disponível, isso é obrigação do Butantan, agora, a aprovação para o uso já é obrigação da ANVISA. Então vamos ver como é que a ANVISA se comporta daqui a algum tempo, quando ela tiver todos esses dados na mão, para poder emitir o seu parecer.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Eu quero ouvir uma última palavra aqui da doutora Regiane, que é a nossa coordenadora do Programa Estadual de Imunização, para ela trazer rapidamente aí os números atuais da vacinação, eu também detalhar como vai funcionar a vacinação de professores, de profissionais de educação e da segurança pública, que São Paulo anunciou nessa semana, e que vai começar na próxima.

REGIANE CARDOSO DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, vice-governador. Eu gostaria de ressaltar primeiramente que desde o dia 17 de janeiro, São Paulo não parou de vacinar em nenhum momento, São Paulo é o estado que mais vacina no Brasil. Também gostaria de dizer que o Programa Estadual de Imunização, junto com a PRODESP, tem feito e faz diariamente uma checagem das doses enviadas a todos os municípios, e as doses que são registradas na plataforma Vacivida. Então fica aqui de novo a minha solicitação para todos esses municípios, e agradecendo aqueles que rapidamente colocam nominalmente na plataforma Vacivida as doses aplicadas. E aqueles que não os fazem, eu solicito, por favor, façam, porque nós precisamos atualizar as grades enviadas aos municípios com aquilo que nós realmente temos de registro, para que gente possa fazer uma gestão clara e transparente desse insumo, desse imunobiológico, que é tão importante. O planejamento do governo do estado de São Paulo, a integração tanto do público, como privado, também que agora tem nos ajudado, inclusive, com a doação de tablets, para municípios que talvez tivessem maior dificuldades em registrar os seus dados, já estão sendo feitos. Então aqui fica assim o meu agradecimento ao estado, ao nosso planejamento, ao vice-governador, ao governador João Doria, e a todos os municípios aqui representando pelo prefeito de Santos, e pelo prefeito também aqui de Araraquara. Essa importância são que a gente tem feito, e o registro nominal na plataforma Vacivida. Em relação, governador, rapidamente, às ações que serão feitas, tanto pela Polícia Civil, e toda Polícia Militar, e toda a segurança pública, nós estamos desenhando essa estratégia junto com o General Campos, que está aqui conosco. Essa estratégia provavelmente será feita em todos os batalhões de polícia, detalharemos na próxima semana. E nas escolas da mesma maneira, para os municípios que farão então essa estratégia de vacinação. Então eu gostaria de novamente agradecer e solicitar aos municípios que tem feito a inserção desses dados, o nosso muito obrigada, e aqueles que, por favor, não estão fazendo, façam porque nós estamos monitorando o dia a dia, vice-governador, para que esse registro possa ter clareza, gestão e a transparência, que é necessária em um momento tão difícil que estamos vivendo. Muito obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Quero agradecer a presença de todos, em nome do governador João Doria, pedir que todos se protejam, se cuide, a alegria de um dia com essa grande notícia do Instituto Butantan, que nos dá a esperança de dias melhores. Muito obrigado, e até o próximo encontro.