Coletiva - SP realiza testagem com 233 mil exames em populações vulneráveis e servidores públicos 20201906

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Coletiva - SP realiza testagem com 233 mil exames em populações vulneráveis e servidores públicos

Local: Capital - Data: Junho 19/06/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, boa tarde a todos. Mais uma vez, muito obrigado pela presença dos jornalistas que aqui estão. Esta é a coletiva de número 74 do Corona Vírus, aqui direto do Palácio dos Bandeirantes, hoje, sexta-feira, dia 19 de junho. Obrigado também aos cinegrafistas, fotógrafos, técnicos dos veículos de comunicação, que aqui vieram, e os que estão remotamente também cobrindo esta coletiva. Aqui ao nosso lado, José Henrique Germann, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, Carlos Carvalho, coordenador do Comitê de Saúde, o Centro de Contingência do Covid-19, Ana Carla Abrão, coordenadora do Conselho Econômico, e Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Temos também secretários de estado que estão aqui ao lado, não à frente, mas também à disposição, se necessário for, para responder às perguntas. Agradecer a transmissã o ao vivo da TV Cultura, das demais emissoras de televisão, de rádio, além dos veículos de mídia impressa e os veículos digitais que estão presentes nesta coletiva. Nas mensagens de hoje, a primeira mensagem é de solidariedade. Continuar fazendo o apelo à população do Estado de São Paulo, para que fique em casa, respeite a quarentena, volto a lembrar: estamos num período de quarentena. Isto é a recomendação do Governo do Estado de São Paulo, para que as pessoas permaneçam nas suas casas, exceto aquelas que precisam sair. E ao sair, usem máscaras, lavem constantemente as suas mãos, com água e sabão, e, na impossibilidade disso, com álcool gel. E obedeçam o distanciamento social, que é de 1,5m. A recomendação da Sa&u acute;de, sobre distanciamento, é de 1,5m, com o uso de máscara. O ideal, evidentemente, recomendado pela medicina, é esse distanciamento. A segunda mensagem é uma mensagem positiva sobre respiradores. Nós entregamos até ontem, nestes três dias, segunda, terça e quarta-feira... Perdão, segunda, terça, quarta e quinta-feira, 164 novos respiradores no interior do Estado de São Paulo. Eles garantem a ampliação dos leitos de UTI e um sistema de atendimento na rede pública estadual e rede pública municipal. São Paulo não teve colapso de saúde, não tem colapso e não terá colapso de saúde no atendimento, ou seja, ninguém ficou sem atendimento médico, ninguém está sem atendimento médico e ninguém ficará sem atendimento médico em São Paulo. Nas informações, duas. A primeira: Reclassificação de regiões do estado dentro do Plano São Paulo. Conforme nós já tínhamos mencionado, sempre que necessário, tomaremos medidas mais duras, se assim for a referência do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo, e avançaremos no Plano São Paulo, se o Comitê de Saúde assim referendar. Nenhuma decisão do plano de saúde do Governo do Estado de São Paulo é tomada por impulso político, por vontade do governador, por pressão empresarial, econômica ou política. Quem determina todas as ações do governo de São Paulo é a saúde. Para aquelas que avançam e aquelas que regridem. Hoje, infelizmente, temos regressão. Devido à intensificação da epidemia em a lgumas áreas no interior do Estado de São Paulo, o Centro de Contingência, o nosso Comitê de Saúde, determinou a reclassificação de duas regiões, dentro dos critérios estabelecidos pelo Plano São Paulo. O Plano São Paulo tem absoluta transparência, ele está no site, todos podem consultá-lo, podem acompanhar a sua evolução diariamente, aliás, podem acompanhar a sua evolução a cada hora, sejam prefeitos, secretários, homens públicos, empresários, comerciantes, jornalistas, ou representantes da sociedade civil. O nosso coordenador do Comitê de Saúde, Carlos Carvalho, juntamente com o secretário Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, e Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, vão apresentar quais são essas duas regiões que ter&atild e;o que dar um passo atrás para salvar vidas e protegerem as suas populações. E eu tenho absoluta convicção de que prefeitas e prefeitos saberão compreender isso de forma perfeita e absoluta. Eu duvido que uma prefeita ou um prefeito de um município queira inscrever no seu currículo que foi responsável por mortes na sua população. Segunda informação: testagem. Por isso a presença hoje aqui do Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. O Governo realiza uma nova fase de testagem, com 233 mil exames, com a população mais vulnerável do estado e também com funcionários públicos de serviços essenciais. Dr. Dimas Covas fará esta apresentação, com dados e especificações, indicando quais as populações que se rão priorizadas nesta nova etapa de testagem em São Paulo. São essas as informações e as mensagens. E agora, vamos, começando pela Saúde, com o Dr. Carlos Carvalho, dentro do que nós já antecipamos, da reclassificação de regiões aqui do Estado de São Paulo. Logo após, no mesmo tema, Marco Vinholi e Patrícia Ellen. Dr. Carlos Carvalho.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde a todos. Completando aí mais um período de avaliação do Plano São Paulo, inicialmente aqui estamos revendo o mapa das regiões, com as suas devidas classificações, as regiões, pelas regionais de saúde, do Estado de São Paulo. Então, nós tínhamos na semana anterior, que está vigente até agora, nós tínhamos a região de Presidente Prudente e Ribeirão Preto, e a região de Barret os, no vermelho. O restante do estado, no laranja. Próximo slide, por favor. Bom, esse é o resultado do fechamento dos dados até o dia de hoje. Então, o que fica claro, que nós estamos observando, é que duas regiões, a região de Marília e a região de Registro, teve um aumento de internações significativo. Ou seja, na região de Marília, aumentou 51%, e na região de Registro, 67% o número de internações. Isso aponta para a possibilidade de um excesso pro sistema de saúde, excesso de casos graves, casos precisando internação, então por isso essas duas regiões, neste momento, elas estão classificadas no vermelho, então elas retrocederam em relação à situação do período anterior. Eu queria fa zer um outro comentário, que acabou gerando uma nota técnica do Comitê de Saúde do Centro de Contingência, chamando a atenção dos prefeitos de Campinas, de Sorocaba, que a situação dessas cidades, desses municípios, que estão dentro de uma região de saúde, pela média da região de saúde, ela está ainda no laranja, mas esses dois municípios, Campinas e Sorocaba, estão numa situação que está apontando para a possibilidade de um grande número de casos para o sistema específico daquele município. A regional pode estar com uma média ainda adequada de leitos, mas esses municípios estão entrando numa zona mais perigosa. Então, o Comitê de Saúde, o Centro de Contingências, está fazendo uma nota técnica, sugerindo que esses prefeitos possam tomar uma atit ude de promover um fechamento desses municípios, nesse instante, devido a essa evolução, assim como fez o prefeito de Valinhos. Se antecipando até a uma nota técnica, o prefeito de Valinhos já promoveu esse fechamento. Como eu disse pra vocês mais de uma vez aqui, nós estamos avaliando diariamente as regiões e os municípios. E agora, é intenção do Comitê de Saúde sempre apontar para o prefeito de alguma região, de algum município, melhor dizendo, que esteja entrando numa zona de perigo, numa zona de possibilidade de um número maior de pessoas procurando leitos para internação, nós vamos emitir notas técnicas, orientando ou sugerindo que o prefeito seja mais restritivo, como fez então o prefeito de Valinhos. Obrigado. Eu vou passar agora para o Marco Vinholi, para continuar as informações a respeito dessa atualização.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Carlos, boa tarde a todos. A primeira constatação que é possível se fazer através desses indicadores é que o plano tem dado resultado, tem dado resultado quando endurece, e aí a gente pode verificar a região de Prudente, a região de Ribeirão Preto e a região de Barretos já com uma melhora referente à semana passada. Nós tivemos que fazer o endurecimento, eles já apresentam uma tendência de melhora, que vai se consolidar ou não para a próxima sexta-feira o governador João Doria anunciar o avanço do Plano São Paulo, e também aqueles municípios que fazem uma flexibilização maior do que o plano indica, acabam tendo também os indicadores piorando, o que aconteceu no caso de Marília e também de Registro. Os indicadores que levaram eles para a fase vermelha são sobre a variação de internações. Então, o crescimento de 51% nas internações, na região de Marília, e crescimento de 67% na região do Vale do Ribeira, o município de Registro. Pode passar, por favor.

Bom, aqui são as duas regiões, nós colocamos aí a comparação com o dia 9 de junho, agora com o dia 18 de junho. Portanto, a gente consegue verificar que o caso que impactou as duas regiões, principalmente, foram as internações. E esse, dentro dos três parâmetros de evolução da pandemia, é o parâmetro com o maior peso. Portanto, levou as duas regiões a esse fechamento para a fase vermelha. Pode passar, por favor. Bom, é importante ressaltar que a região de Marília, no último dia 12, tinha uma varia&ccedil ;ão de internações de 29%, veio pra 51%. Nós agimos durante esse período, portanto o estado aumentou a capacidade hospitalar das duas regiões. Já tivemos 41 respiradores distribuídos, somando a mais 20 novos respiradores que vão ser distribuídos ainda nesse fim de semana, para Marília e Assis, nós vamos ter aumentado 55% da capacidade hospitalar da região de Marília. Ao mesmo tempo que a gente endurece, determinando isolamento social, a gente apoia, aumentando a capacidade hospitalar, para que ninguém fique sem atendimento. Pode passar, por favor. A mesma coisa no Vale do Ribeira. Nós tivemos uma variação de 67% nas internações, frente a uma variação negativa no outro período, o que fez com que saísse da fase vermelha para a fase laran ja. E dentro disso, nós já colocamos dez respiradores no Hospital de Registro, e agora mais dez leitos no Hospital Regional Vale do Ribeira, em Pariquera-Açu, um aumento de 100% da capacidade hospitalar da região. Pode passar, por favor. E também, como as duas regiões são regiões que têm muitos municípios menores, portanto sem leitos de UTI, o Governo do Estado também trabalha em parceria com os consórcios, os consórcios que congregam vários municípios da região, vão ter, a partir de agora, apoio do estado também, com ambulâncias, com respirador, ambulância modelo UTI, investimento de R$ 9 milhões, e nós começamos pelo [ininteligível] do Vale do Ribeira, pelo Codevar, de Barretos, e pelo Civap, de Assis, na região de Marília . Pode passar, por favor. Eu vou passar pra Patrícia, mas só finalizando aqui minha parte, registrar que o Plano São Paulo determina que os municípios têm autoridade, autonomia para, dentro da região, conforme destacado no Plano São Paulo, fazerem ou a sua flexibilização ou seu endurecimento. E essa autonomia vem compartilhada da responsabilidade sobre os indicadores da própria cidade. Então, o Dr. Carlos Carvalho citou aqui o bom exemplo de Valinhos, nós estamos aumentando a capacidade hospitalar, junto com o prefeito Jonas Donizete, de Campinas, dialogando com ele sobre os indicadores do município. Pelo menos mais cem leitos vão ser adicionados para a região de Campinas, que tem tido um crescimento, mas não atingiu os parâmetros para ir para a fase vermelha, mas alguns municípios da região atingiram. Então está aqui hoje o prefeito Gustavo Reis, de Jaguariúna, prefeito também responsável, que faz o fechamento do seu município, aumentou a capacidade hospitalar da cidade, e está aumentando com mais cinco respiradores que vão ser encaminhados ainda hoje lá para Jaguariúna. E é um ótimo exemplo, de uma atitude responsável que um prefeito faz aqui no estado de São Paulo.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, Vinholi. É exatamente por isso, os dados de ocupação de leitos e internações, também estão disponíveis para os municípios, acompanharem e terem exatamente honrando o princípio da autonomia, do governo municipalista, poderem também tomar atitudes específicas para cada município, dado que o nosso trabalho aqui no estado com olhar regional está sendo feito inclusive para otimizar a capacidade hospitalar, par a que todos tenham acesso a leitos, que foi um dos princípios sempre do SUS, e com esse olhar regionalizado a gente consegue garantir essa otimização. Com o olhar completo do estado, nós estamos mostrando aqui a evolução dos indicadores que são utilizados no plano São Paulo, semana a semana. A ocupação de leitos ela estava em 69,1%, quando nós fizemos a última atualização aqui com vocês, nós agora estamos com uma ocupação de leitos de 66,5%, essa é a média do estado. Lembrando que houve uma piora específica em algumas regiões, como nós vimos aqui, mas no geral nós fomos de 69,1% para 66,5%. Também aumentamos muito a quantidade de leitos para atender as regiões que mais precisam, isso já reflete no indicador geral, de leitos disponíveis para COVID-19, foi de 18,1% para 19,1% leitos a cada 100 mil habitantes. O número de casos eu vou passar aqui, porque a gente viu que está tendo esse ajuste, com a correção da base do SUS. E internações nós evoluímos aqui de um total de internações, tivemos uma variação aqui bem próxima das internações da semana anterior. Então nós fomos de um total de 13.181 internações na semana anterior, para 13.100 internações nesta última semana. Então foi um acréscimo ali de menos 1%. Em óbitos nós fomos de 1.584 óbitos na semana anterior, a gente está sempre olhando a média corrida, com base na data de hoje, para 1.701 óbitos no total da semana. Passando para a próxima página, como fica a nossa atualização extraordinária da classificação, dado a piora em duas regiões. En tão nós temos agora a maior parte do estado permanece na fase laranja, que é a fase de controle, mas nós temos aqui cinco regiões na fase vermelha, que é a fase de alerta, onde nós continuamos com Barretos, Ribeirão Preto e Presidente Prudente. O secretário Vinholi já anunciou que temos uma tendência de melhora aqui nessas regiões, mas nós temos agora também Marília e Registro na mesma situação. Com isso, para finalizar, a gente tem na próxima página a tabela que o doutor Carlos Carvalho já mostrou, agora com a atualização na última coluna, da classificação vigente nesse momento. Gostaria de chamar a atenção, que honrando o nosso compromisso o plano é atualizado a cada duas semanas, mas nós temos endurecimentos, quando se julgar necessário. Agora temos uma notíci a, ao olhar o todo, tivemos uma estabilização da capacidade hospitalar no estado. Então na maior parte das regiões a ocupação média ela está em uma classificação entre verde e amarelo, algumas regiões em laranja, com os pontos de atenção, que já foram mencionados aqui, a destacar a região de Sorocaba, e Campinas. E na parte ali de variação de internações e óbitos, a maior parte das regiões do estado seguem ali na fase laranja, mas algumas já mostrando uma possibilidade, vamos ver como vamos evoluir nos próximos dias, para o amarelo. Mas gostaria de reforçar o que o governador João Doria já colocou, o estado permanece em quarentena, e nós temos algumas variações importantes regionais, que devem ser acompanhadas diariamente. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Lembrando que a atual quarentena vai até o dia 28 de junho. Vamos agora ao Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, o segundo tema que eu havia anunciado é da testagem, e sobre isso fala o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador. Eu vou apresentar hoje uma nova etapa dos testes no estado de São Paulo, e eu inicio a minha apresentação agradecendo a cinco secretários de estado, que tiveram participação brilhante, o senhor tem uma equipe de primeira, são as pessoas que estão se preocupando com as pessoas mais vulneráveis desse estado, e o trabalho que eu vou apresentar reflete isso. Então gostaria de agradecer ao secretário de habilitação, na pessoa do Flávio Amary, do seu secret&aacute ;rio executivo, Fernando Marangone, que tem trabalhado diariamente conosco, fazendo um trabalho que vai ser modelo para o Brasil, não tenho dúvida disso. O secretário de administração penitenciária, o Nivaldo César Restivo. E a Solange, que tem trabalhado conosco, que é a coordenadora de saúde do sistema penitenciário, parabéns à Solange. Secretária de Desenvolvimento Social, Célia Parnes. E a sua secretária executiva, a Naira Caran, que inclusive tem se empenhado pessoalmente na realização em algum desses projetos. A secretária de Direitos da Pessoa com Deficiência, a Célia Leão. E a Aracélia Costa, que é a sua secretária executiva. E a Secretaria de Saúde, através da Marisete Medeiros, que tem trabalhado com a saúde nos presídios e na Fundação Casa. A Ligia Soares, qu e é da população indígena. O Ricardo Tardela, que é o coordenador de projetos, e a Fátima Bombarda, que é coordenadora das redes de unidade de coordenação de projetos. Então é uma equipe fantástica junto com a Cíntia Lúcia, que é do Butantã, estão trabalhando de uma forma exemplar. Eu vou mostrar aqui algum exemplo, não é o trabalho todo. Próximo. Para contextualizar o trabalho dessa equipe, eu coloquei aqui os cinco pilares para o combate da epidemia, e nós estamos trabalhando nos três primeiros pilares. Identificar casos, isolar e testar. Obviamente em decorrência desses vem o cuidado, e o prevenir logo-logo com a disposição de uma vacina. Identificar e isolar é uma ação fundamental de combate à epidemia. E aí nós temos que ter as ações de vigil&ac irc;ncia, e é isso que nós estamos reforçando com essa parceria. Próximo. Esse é o esquema geral da plataforma de testes, já foi apresentado algumas vezes, três fases, três fases em andamento. Vamos falar hoje especificamente da fase um, que é a aplicação dos testes rápidos. E aqui nas poções vulneráveis, em especial. Próximo. Importante aqui fazer uma distinção, quer dizer, nós temos basicamente dois tipos de testes, testes sorológicos, que é desses chamados testes rápidos, e os testes virais, que é o famoso RTPCR. Que tem objetivos distintos. O teste rápido, o teste sorológico ele olha para o passado, então ele nos diz exatamente quantas infecções ocorreram, em que período, em que local, e em que população. E com isso você pode predizer a evoluç&ati lde;o com base no passado, da epidemia. Os testes virais eles dizem o que acontece no presente, e olham para o futuro. Quer dizer, quantos estão infectados nesse momento. Qual é o tamanho das infecções agudas, e, portanto, que estão transmitindo. Então essa distinção é importante para o entendimento, porque muitas vezes, fala, olha, testes, testes, não, tem diferenças. Dentro desse contexto, próximo, nós temos os pilotos que envolvem todas essas secretarias, então pilotos com a Fundação Casa, já foram quatro centros que se iniciaram, a saúde, HC de Ribeirão, e o SAMU aqui do município. Presídios, já iniciamos em Sorocaba, ele deve terminar hoje, com 2.500 pessoas. As instituições de longa permanência de idosos, fizemos já lá na Casa Francisco Morato, e vamos mais em 18 Casas. As aldeias ind ígenas, que é importantíssimo, uma população vulnerável, os quilombolas, já iniciamos fazendo já na Aldeia multiétnica Filhos dessa Terra, em Guarulhos. A segurança, que como a saúde, também está na linha de frente, eu não mencionei o secretário de segurança, o General Campos, por falha, mas eu menciono agora. Tanto na capital, como no interior, e aí todas as suas parcelas. E as comunidades, principalmente as comunidades periféricas dos grandes centros urbanos. Iniciamos um estudo piloto na Comunidade São Remo, e eu vou apresentar um pouquinho mais de detalhes, porque é muito interessante. Próximo. Essa evolução do número de exames feito pela plataforma de diagnóstico desde o dia 9 de abril, quando ela foi constituída. Então hoje nós já passamos de 200 mil testes, e em vermel ho ali tem o número de testes por milhão de habitantes. Então veja o salto que foi dado aí em dois meses. Próximo. Essa é a fase atual, que eu mencionei, e aí o total de testes previstos, 333 mil, até dia 15 do próximo mês. E aí essa distribuição prevista, e já em andamento. Próximo. E aí vem a questão das populações vulneráveis. Então ali nós temos a evolução do COVID-19 em termos de vulnerabilidade, março, abril e maio. Então a população vulnerável é o alvo do momento, da infecção. Lá está na periferia, lá aonde estão as populações desassistidas, isso deve aumentar. Próximo. Então o que nós vamos fazer com essas populações? E aí nós temos já começando com o trabalho da Secretaria de Habitação. Então existem essas projeções. Percebam que aí nós temos março, abril e maio, evolução dos casos de COVID-19. Em roxo são as regiões que contém as populações vulneráveis. Então vejam, a epidemia se expandiu da região central, se expandiu para a região periférica, e atingiu as comunidades mais vulneráveis. E é lá aonde é o problema. Próximo. Então o exemplo da comunidade de São Remo, que é o Rio Pequeno. Nesse momento, poucos casos de óbito, apenas quatro. Próximo. E aí temos as caracterizações populacionais, número de famílias cadastradas, população com problemas de deficiência, populações socialmente vulneráveis, enfim, pirâmide etária. Próximo. Essa é a Comunidade São Remo. E aí veja, ali está localizado o georeferenciamento de todas as pessoas com deficiência. Então é importante, nós vamos lá e vamos olhar essas pessoas, vamos olhar o entorno dessas pessoas, o relacionamento dessas pessoas, para prevenir a infecção. Próximo. E aí ligações de água, quer dizer, vamos olhar aonde é que tem as condições higiênicas na comunidade, e vamos atuar. Quer dizer, não basta apenas diagnosticar, é preciso atuar. Bom, e além de uma outra série de dados que estão sendo gerados pelas diversas secretarias, e que vai permitir a nossa ação. Próximo. Nos asilos, nas instituições de longa permanência de idosos, quer dizer, existe hoje uma iniciativa que chama resposta rápida às infecç&otil de;es. Nós temos duas unidades nesse momento, que vão nos locais aonde existem surtos e populações vulneráveis. Asilo, tem um caso no asilo, nós vamos lá. O ideal é que nós tivéssemos casos em asilos, mas eles acontecem, e quando acontecem nós temos que, rapidamente, para conter esse caso. O mesmo nas prisões, o mesmo na Fundação Casa e o mesmo nas populações mais vulneráveis. Então, esse é um exemplo de material que acompanha as nossas ações, especificamente para idosos. Próximo. Indígenas. Fomos aí nessa aldeia indígena, e tivemos a grata surpresa de encontrar uma pessoa especial, estudante de Serviço Social, com essa camisa maravilhosa. E agradecemos, desde já, a toda a comunidade que estava presente e contribuindo efetivamente para a realização dos testes. Então, o Butantan, nesse final, agradece às pessoas que confiaram na rede de resposta rápida e aceitaram participar desses pilotos que definirão o futuro do combate à epidemia para essas populações.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Antes de passar ao Dr. José Henrique Germann, secretário da Saúde, para os dados de hoje, vou pedir ao Dr. Carlos Carvalho que faça ainda uma menção sobre o futebol. Ontem foi o tema, um dos temas importantes aqui da nossa coletiva, hoje temos um fato adicional que será relatado pelo coordenador do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo, Dr. Carlos Carvalho.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIAS DO COVID-19: Bom, o tema futebol sempre, ele traz emoções, né? Bom, ocorreu uma discussão por parte da Federação Paulista de Futebol, com os clubes, com os departamentos médicos dos clubes, e com o Comitê de Saúde do Centro de Contingência. E eles apresentaram um aprimoramento do protocolo, que incluía uma solicitação para, entre esse período de 22 a 30 de junho, se iniciassem os testes de pesquisa PCR para o vírus e pesquisa sorológica, para poder cara cterizar na população, de todo o staff que estivesse, vier a ser participante dessa fase de treinamento, para que essas pessoas pudessem ser testadas a partir de agora. Também, eles apresentaram um projeto de individualização dos treinos, principalmente na parte de avaliação dos atletas. Então, esses atletas precisam ser avaliados, porque eles estão há cerca de 90 dias sem realizar preparo físico. Esses testes são fundamentais para que o departamento de fisiologia dos clubes faça o preparo, o condicionamento físico desses atletas, e os clubes vão se organizar nesse período para realizar os testes, avaliar os atletas, iniciar o preparo físico, para poder, a partir de 1 de julho, iniciar o treinamento. Então, nesse momento, o que eles solicitaram, e obviamente pode ser feito, porque é feito de uma maneira isolada, de uma maneira individualizada, é o exame de cada atleta, para saber a sua condição, são os testes para saber se eles têm, não têm ou tiveram Covid, e essa foi a autorização então pros clubes profissionais, da série A1.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Carlos Carvalho. Portanto, um fato adicional, uma complementação do protocolo da Federação Paulista de Futebol, que foi aceito pelo Comitê de Saúde, porque veio ao encontro daquilo que se desejava, e essa é uma informação adicional importante no controle de saúde de atletas, comissão técnica e outros profissionais que atuarão no futebol. Vamos agora então ao Dr. José Henrique Germann, com os dados atualizados de hoje.< /span>

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, boa tarde. Os dados do Brasil são 978.142 casos confirmados, com 47.748 óbitos. Para o Estado de São Paulo, nós atingimos aqui 211.658 casos confirmados, uma diferença de 18 mil com relação ao último boletim, em função do acúmulo de três dias de dados. Número de óbitos, 12.232, 3% acima do anterior. Nós temos aqui os dados de internação, são 4.996 pacientes internados em regime de UTI e 7.981 pacientes internados em enfermaria, sejam pacientes já confirmados ou a confirmar, suspeitos ainda. Isto soma 12.977 pacientes internados, e no dia de ontem nós tínhamos 14.041, o que deu uma diferença pra baixo, de 1.044 pacientes, o que provocou também, de certa forma, uma diminuição na taxa de ocupação de leitos de UTI, que, no estado, passou para 66,5%, e na Grande São Paulo de 70,5%. Pacientes com alta de todo o sistema hospitalar, 36.280 altas hospitalares. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Vamos agora às perguntas, e aproveito para mencionar que a primeira pergunta será da Daniela Salerno, da TV Record, e dizer que hoje pela manhã recebi o meu quinto teste, eu testei cinco vezes Covid, meu teste foi negativo. Por que testei? Porque o nosso secretário de Segurança Pública, o General Campos, infelizmente testou positivo, assintomático, está em casa, em quarentena, e nós tivemos essa semana a reunião do Conselho de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Então, fiz mais um teste, cinco testes, cinco negativos, felizmente. Daniela Salerno, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Minha pergunta, a primeira pergunta, são duas pequenas perguntas, é a respeito da testagem. Eu gostaria de saber principalmente do Dr. Dimas se a gente tem um raio-X dos pacientes daqui de São Paulo, uma vez que essa testagem já está na fase 2. A gente consegue saber quantos eram assintomáticos? Onde que estavam essas pessoas? Pensando principalmente no assintomático, uma vez que eles que podem transmitir mais ainda esse vírus. E a segunda pergunta seria a respeito de leitos de UTI, se no caso de alguma cidade ter aí alguma ocupação maior, mesmo com todas as condições que a gente está vendo de ampliação de leitos, se pode ser, acontecer algum tipo de transferência, para a capital, por exemplo, e remanejamento desses pacientes. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. A primeira pergunta será respondida, obviamente, pelo Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, a segunda pelo Dr. Germann, e eventualmente com comentário de um dos integrantes aqui da bancada, se necessário for. Dr. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, obrigado. Veja, o teste, como eu mencionei, que está sendo feito em massa, é o teste sorológico. O PCR, ele está, ele aumentou muito o seu número. Hoje, a rede de laboratório ainda está com capacidade para receber mais exames, os municípios estão se organizando para mandar esses exames. Já temos inclusive ajudado outros estados. Recentemente, fizemos uma parcela de exames para o Estado do Mato Grosso. Com relação aos testes sorológicos, eles mostram as pessoas que já tiveram contato, quer dizer, não que estão com a infecção. Então, essas populações especiais, e o grande estudo que nós fizemos foi na Polícia Militar, o primeiro, que a Polícia Militar é considerada população de risco, porque ela está no enfrentamento direto e em contato direto com as pessoas. Então, na população que foi estudada, foram mais de 70 mil policiais e seus familiares, nós tivemos uma prevalência em torno de 18% de indivíduos que já tiveram o contato. Então, isso deve ser a parte mais alta da curva de infectados, quer dizer, o que ocorre na população é sempre abaixo do que ocorre na Polícia Militar, do que ocorre na população da saúde. Isso aqui no município. No interior, a velocidade da epidemia foi diferente, então tem um exemplo interessante. A pró pria Polícia Militar do interior não tem nem 5% de pessoas que já foram infectadas. Então, isso varia da região, por isso que eu mostrei no slide que depende da região e depende do tempo. Mas é mais ou menos esse o panorama.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas. Dr. Germann, sobre os leitos de UTI.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Pois não. Mês de abril, nós colocamos aqui que nós trabalhamos em rede. Temos 17 regionais trabalhando em conjunto. E naquela ocasião foi necessário que a gente transferisse 15 pacientes para a área, para o interior. Hoje, está estabilizado. Se algumas das regiões, que eles trabalham, como eu disse, em rede, e pode haver transferência de pacientes dentro de uma regional, ou entre regionais vizinhas ou conurbadas, ou então para uma região de um hospi tal regional maior. Tudo isso depende muito da avaliação local, especificamente para um dado paciente. E a busca do leito se faz através do CROSS, que é o sistema de regulagem do Estado de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Daniela, obrigado pelas perguntas. Vamos agora para o SBT. Fábio Diamante, Fábio, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, são duas perguntas. Ainda que os números se mostrem mais estáveis em São Paulo, a gente tem percebido, de domingo pra cá, um certo, um aumento no número de casos, e a gente estava trabalhando com aqueles números com a subnotificação do Ministério da Saúde, para a capital paulista, especificamente. Em relação aos números também hoje, a gente teve um número grande de óbitos, 386, em 24 horas, muito próximo do recorde de 389. Queri a saber se isso sai da projeção que os senhores estão fazendo ou se o tempo ainda é muito curto pra poder tirar alguma conclusão. E uma segunda pergunta: em relação a Campinas e Sorocaba, a nota do Comitê para que os prefeitos tomem essa iniciativa. Eu queria saber como está a relação com os prefeitos, os dois prefeitos, especificamente, se eles já foram comunicados, e em caso de isso não ser uma atitude dos prefeitos, se o Estado tem ainda alguma outra carta na manga, inclusive de levar o caso para o Ministério Público, para que a medida sugerida pelo Comitê seja cumprida. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio. A primeira pergunta, sobre aumento de casos, responde o secretário da Saúde, José Henrique Germann, com comentários da Patrícia Ellen. A segunda, Campinas-Sorocaba, o Dr. Carlos Carvalho, com comentários do Marco Vinholi. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Ok. Desculpe. Nesse sentido, tanto o número de casos, que teve agora este aumento, como vocês viram, como o número de óbitos, estão dentro do nosso cenário para os próximos 15 dias a partir da última quarentena. Então, dentro disso, nós estamos, em óbitos principalmente, na faixa inferior do espectro, e para o número de casos, na borda superior do número do espectro. Então, não fugiu e também nós temos que acompan har isso dia a dia para ver esse comportamento ao longo do tempo.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Bom, acho que o secretário Germann deixou bem claro os pontos, mas nós apresentamos aqui os cenários. O cenário vigente de óbitos, especificamente, nós tínhamos uma expectativa de chegar, até o dia 30 de junho, entre 15 mil e 18 mil óbitos, lembrando que esse já foi o cenário revisado. O Dr. Carlos já tinha apresentado isso também na nossa coletiva da Saúde. Ele foi revisado para baixo, porque nós estávamos no limite inferior do cenário anterior. Esses cenários, eles são revisados, a gente acompanha diariamente, mas quando o cenário do mês muda muito nós atualizamos com revisões quinzenais. Foi exatamente o que foi feito com óbitos, porque a gente estava no intervalo inferior. O dado de hoje está dentro do intervalo esperado, mais pra baixo do intervalo do que pra média ou para o limite superior.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. E agora, para responder a segunda pergunta do Fábio Diamante, o Dr. Carlos Carvalho, sobre Campinas-Sorocaba, com comentários do Marco Vinholi.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom, como foi dito, essas avaliações, nós recebemos informações diárias. Essas informações são avaliadas e alguns dados são, vamos dizer assim, mais críticos que outros, tanto que eles têm um peso maior na composição do escore final, que vai gerar se a cor é verde, amarelo, vermelho, a situação das cidades. Mas, como regional de saúde, ela engloba vários municípios. Então, além de olhar só a regional, nós olhamos os municípios isoladamente. E quando um município começa a ter um número de leitos exagerado, que foi o que aconteceu... De ocupação de leitos, ou de internações, muito acima do esperado, chegando numa zona de risco de o sistema não suportar essa sobrecarga de pacientes, então o Comitê de Saúde resolveu que ele vai sempre fazer esse anúncio, para que o prefeito possa tomar alguma atitude, se for necessário, assim como a Secretaria da Saúde pode olhar e promover, dentro desse sistema de vasos comunicantes, a transferência de pacientes, para desafogar determinadas áreas, porque não deve ficar paciente, nenhum paciente vai ficar sem ter a assistência adequada, porque o sistema tem capacidade de absorver esse paciente. Então, essa nota técnica vai ser emitida e enviada aos prefeitos, e esperamos que os prefei tos tomem as providências que eles acharem mais adequada. Talvez o Vinholi já tenha alguma notícia a mais que o Comitê de Saúde.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: É fundamental esclarecer: o Plano São Paulo, ele é preconizado pela regulação da saúde, a regulação da saúde é regional. Portanto, quando a gente analisa a capacidade hospitalar, a gente analisa aquela região, tem mais de 300 municípios do estado que não têm UTI, por exemplo. Então, a região tem uma capacidade hospitalar, e ela é medida e, através disso, o Centro de Contingência analisa e, ou endurece, o u flexibiliza, fazendo essa gestão da quarentena. Esse modelo está implementado e nós seguimos passando os dados por regiões. A região de Campinas, hoje, atinge 72% de ocupação de leitos de UTI, e a região de Sorocaba atinge 75%. Mas alguns municípios da região têm números maiores do que essa média, localizada na região, como é o caso, por exemplo, de Jaguariúna, que hoje faz o seu fechamento, de Valinhos, que faz da mesma forma, e de outros municípios da região. Então, o Centro de Contingência indica para essas prefeituras esses dados, e recomenda com isso, através de uma nota técnica, o fechamento. É uma parceria e um trato cordial, e sempre de muita parceria com esses prefeitos, tanto de Campinas quanto Sorocaba. Essa semana toda, nós avançamos, aumentando a capacidade hospitalar das duas cidades e das duas regiões, e essa nota técnica vai balizar eles também para tomada de decisão, assim como das outras cidades que ultrapassarem esses 80% de uma taxa de ocupação.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi. Fábio Diamante, obrigado mais uma vez. Agora vamos para a TV Gazeta, Marcelo Basseggio. Marcelo, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Bom, boa tarde a todos. Como meu colega Fábio Diamante registrou aqui, foram 386 novas mortes. Esses óbitos que estão sendo registrados nos últimos dias são reflexo de ocorrências de 15 dias, mais ou menos, pra trás. Pensando nessa flexibilização, o reflexo dessa flexibilização, dessa reabertura de comércios de rua de shopping centers, vai acontecer em meados de julho, primeiros dias de julho, final de junho. A minha primeira pergunta vai diretamente para o governador: o senhor foi muito bem avaliado pela opinião p&u acute;blica e por analistas, ao resistir a pressões de empresários e também a manter a postura mais rígida em relação ao isolamento social e à quarentena em geral. O senhor teme perder capital político caso os resultados registrados no início de julho sejam consideravelmente negativos? Resultados relacionados diretamente a essa flexibilização gradual da economia? E uma segunda pergunta é que nós estamos nos encaminhando para o terceiro mês de quarentena aqui no Estado de São Paulo, e a curva de óbitos e casos, ela continua em ascensão, até sendo um pouco diferente da curva que vem sendo registrada em diversos outros países, que, com três meses de quarentena, já tinham uma curva mais moderada e até em queda. Eu gostaria de saber o porquê desse comportamento do gráfico especificamente no Estado de São Paulo. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marcelo. Vamos responder as duas perguntas. A primeira eu responderei diretamente, a segunda a secretária Patrícia Ellen. Não, não há nenhum temor em relação à perda de qualquer conceituação. E por que não há esse temor? Porque a gestão do Governo do Estado de São Paulo, em relação ao Corona Vírus, não é uma gestão política nem uma gestão de imagem, é uma gestão de saúde. N&atilde ;o há nenhuma preocupação de avaliação pessoal, a avaliação é salvar vidas. Desde o início, desde o primeiro encontro com a imprensa, aqui no Palácio dos Bandeirantes, eu disse, reafirmei e continuo mantendo esta posição: as nossas decisões são, todas elas, amparadas em salvar vidas. Não há nenhuma visão política nem contexto político, nem análise política e nem pesquisa política. E assim vamos continuar. Decidiremos e continuaremos a agir de acordo com orientação da área médica, seja isso bom ou mau para a imagem do governador do Estado de São Paulo. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Acho que a primeira parte da resposta também já ajuda a responder a segunda. O comportamento da nossa curva é um resultado dessa quarentena, desse esforço que foi feito por todos nós. Nós tivemos agora 12.232 óbitos. Temos que lamentar cada perda, mas nós temos também que celebrar as vidas que foram salvas com esse esforço que todos fizeram. Nós já dissemos para vocês: se não tivéssemos feito e sse esforço, nós estaríamos falando de mais de 65 mil mortes a mais e mais de um milhão de casos a mais. E exatamente porque cada vida conta é que a nossa curva tem esse formato. São Paulo fez a escolha pelas vidas e é essa escolha que nós mantemos hoje também.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. E apenas para reforçar, Marcelo... A sua pergunta é totalmente pertinente, o reforço não é a crítica, e sim a resposta. O capital que está em jogo, em São Paulo, é o capital da vida das pessoas, não é o capital político de ninguém.

Bem, vamos agora à quarta pergunta, é da CNN, jornalista Adriana de Luca. Adriana, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Olá, boa tarde a todos. A minha dúvida é sobre os testes rápidos, os testes de sorologia. Qual que é a assertividade disso? Eu sei que teve alguns decretos pra saber a duplicidade, se não está tendo duplicidade. Porque a nossa apuração é de 26% dos novos casos são, vieram desses testes rápidos. Quais vão ser as medidas para evitar essa duplicidade? Esses testes não estão ajudando essa curva subir, de contágio? Quais são as medidas do Governo sobre isso?< /p>

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Adriana. Vou pedir ao Dr. Teste, o Dr. Teste chama-se Dimas Covas, para responder a sua pergunta. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Governador, às vezes eu sou teste-vacina, às vezes eu sou teste... Então, nós vamos vestindo o chapéu aí de acordo com a necessidade, e o senhor que tem comandado. Veja, o teste rápido, como eu mostrei, é uma fotografia do passado, quer dizer, é o que já aconteceu. A fotografia do momento é o PCR. Então, essa é a estratégia de você avaliar a epidemia. Agora, o passado, ele nos diz quantas pessoas foram infectadas, quantas estão protegidas e quantas ainda serão susceptíveis à infecção. Então, quanto menor o número de pessoas infectadas, maior o potencial de crescimento da epidemia. Então, existem muitas cidades do interior, por exemplo, que essa porcentagem de pessoas já infectadas ainda não chegou a 5%. E portanto, existe um grande contingente de pessoas susceptíveis. Daí, a necessidade de manutenção da quarentena, quer dizer, essas pessoas estão susceptíveis, ou seja, elas podem adquirir a infecção. E aí, se não forem mantidas como o decreto pressupõe, a quarentena, essas pessoas vão se expor, vão se infectar. Então, a medida de controle ainda é a quarentena, quer dizer, a quarentena está em vigor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Dr. Dimas. Adriana, obrigado pelas perguntas. Vamos agora ao Vítor Morais, da Rádio Jovem Pan. Vítor, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Deixa eu só arrumar aqui o microfone. Minha pergunta é com relação ao setor econômico. A abertura de empresas até abril... Não, em abril, perdão. A abertura de empresas no Brasil caiu 30%, e São Paulo é o estado que tem mais empresas no país, total de cinco milhões. Nos primeiros quatro meses desse ano, São Paulo registrou a abertura de quase 300 mil empresas. A minha pergunta é: ainda é cedo para traçar um panorama para o real impacto no ambiente de neg& oacute;cios em São Paulo? E se o Governo está caminhando para... O Governo não, mas se há uma estratégia para a formação de um ambiente mais dinâmico nesse setor. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem interessante sua pergunta, Vítor. Eu começo a responder e vou pedir à Patrícia Ellen e Ana Carla Abrão para complementarem. São Paulo lidera a economia brasileira, nós temos quase 40% de todo o movimento econômico do país. E continuará a liderar, aliás, essa é a nossa obrigação, isso é uma tradição, uma história de São Paulo. Foi assim em 2019, quando crescemos 2,9% no PIB, enquanto o Brasil cresceu 0,9%. Desse 0,9%, 0,6% foram contribuições do Estado de São Paulo no PIB do país. E a nossa projeção para 2021, 2022, é nos retomarmos gradualmente. Evidente que não teremos o mesmo índice do que obtivemos em 2019, mas estimular muito a atividade empreendedora, portanto vamos ter um crescimento no número de registros de empresas, e também estimular fortemente a entrada de capital externo, seja nos programas de desestatização do estado, com PPPs, concessões e privatizações, seja através de investimentos diretos em atividades do agronegócio, do comércio, da indústria, do setor de serviços, tecnologia, educação e ciência, entre outros setores. Portanto, bastante pertinente a sua pergunta, e agora a complementação será feita pela Patrícia Ellen e pela economista Ana Carla Abrão.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Nós estamos atuando em monitorar as perdas que já foram realizadas. São Paulo hoje tem em torno de 32% das perdas em PIB, que é exatamente mais ou menos o que a gente também representa na parcela do PIB nacional. E isso nos surpreendeu até positivamente, se você for pensar que geralmente a gente tem impactos tanto positivos como negativos mais intensos, mas a gente manteve nas perdas o percentual do PIB. E parte da resposta veio exatamente pelo teu comentário: a gente está tendo uma atividade de abertura de empresas bastante positiva. Abril teve uma queda, então a gente teve aqui um número de aberturas um pouco menor. Em maio já teve uma retomada. Só nas empresas que são abertas e passam pela junta comercial, em maio foram mais de 10 mil empresas abertas, em abril, que tinha sido nosso menor mês, foi um pouco acima de 6 mil empresas abertas. A gente está monitorando também a abertura líquida e, complementando ao governador, uma parte do crescimento vai vir das grandes empresas, da infraestrutura, do turismo e da agricultura, mas a gente tem que lembrar que 50% dos empregos gerados no nosso estado vêm das micro e pequenas empresas. E nós estamos atuando exatamente nessas microrreformas, em parceria com o secretário Henrique Meirelles, e traremos nas próximas semanas reformas adicionais, além das que já fo ram divulgadas. Nós colocamos mais de R$ 650 milhões em crédito e microcrédito, através do Banco do Povo e da Desenvolve São Paulo. Hoje, no dia de hoje, nós temos R$ 50 milhões disponíveis na linha de crédito em parceria com o Sebrae, e temos ainda bastante folga para quem estiver interessado aplicar por essa linha, através do site do Banco do Povo. E estamos atuando nas microrreformas, para melhorar o ambiente de negócios, facilitar a abertura de empresas e uma série de outras reformas que estão sendo trabalhadas em parceria com Henrique Meirelles, e serão divulgadas nas próximas semanas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Ana Carla Abrão.

ANA CARLA ABRÃO, COORDENADORA DO COMITÊ ECONÔMICO: Governador, muito boa tarde a todos. Eu acho que o ponto principal aqui, assim, primeiro, nós estamos vivendo, do ponto de vista global, a maior crise econômica de toda a história. Não existe queda no PIB nessa magnitude e nessa velocidade em nenhum outro evento econômico histórico que se tenha notícia. Então, de fato é um momento que é um momento extremamente delicado e custoso, do ponto de vista econômico, no mundo e no Brasil. As expectativas de mercado giram aí em torno de 7% a 10% de retração no PIB este ano. Mas o ponto principal é que a recuperação, ela depende fundamentalmente da crise, do enfrentamento à crise de saúde. E São Paulo, ao lançar o plano, teve com objetivo justamente fazer a gestão dessa crise, a gestão dessa quarentena, de forma a compatibilizar as questões econômicas com a prioridade, que é o atendimento de saúde e a contenção da epidemia. Então, o que nós vemos hoje é que toda a gestão do plano, que vale lembrar, e aí até pegando o gancho da pergunta anterior, é uma gestão baseada no gradualismo, na transparência, no dinamismo e na resposta de acordo com indicadores muito objetivos. Ela visa justamente minimizar todo o impacto econômico que nós já estamos vivendo e garantir que a recuperação venha de forma gr adual, mas de forma sustentada. E a transparência é muito importante pra isso, porque mesmo nas idas e vindas da flexibilização, ou das medidas de isolamento, a previsibilidade, a capacidade de acompanhar a evolução, tanto da capacidade hospitalar quanto da epidemia, são fundamentais para que a atividade econômica possa antecipar esses movimentos e se preparar para esses movimentos, que nós sabemos, faz parte desse processo, um processo que seja gradual, mas que seja um processo de idas e vindas, como a gente inclusive viu hoje em algumas regiões do estado. Então, eu acredito, e o Conselho Econômico, ele contribui nessa direção ao, justamente, monitorar esse processo e contribuir com ideias e com sugestões, nessa fase de resposta, justamente garantindo que todas as medidas sejam na direção de compatibilizar a necessidade que nós temos de uma recupera&cce dil;ão econômica, que seja o mais rápida possível, mas o mais sustentada possível, e o Plano São Paulo, ele traz justamente essa combinação, essa compatibilização. Adicionalmente, como o governador colocou, existe e o Conselho Econômico está participando disso também, de forma contributiva, um plano que vem na segunda etapa, que é justamente a etapa de recuperação. E eu não tenho dúvidas que esse plano, que está sendo liderado pelo ministro Meirelles, em conjunto com a secretária Patrícia Ellen, ele visa também alavancar a maior economia brasileira, que é a economia de São Paulo, com uma gestão eficiente, com uma gestão em parceria com o setor privado, para que a gente possa religar esses motores e trazer o dinamismo que é o dinamismo de São Paulo, contaminando a economia brasileira c omo um todo. Então, o Plano São Paulo, a gestão da quarentena, o sucesso no enfrentamento dessa crise, são os fatores preponderantes que certamente vão levar e já estão levando São Paulo a ultrapassar essa crise, a enfrentar essa crise de forma eficiente, com resultados que, nós temos certeza, vão ser muito positivos, uma vez que a gente tenha essa crise debelada, essa crise enfrentada e superada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Ana Carla. Vítor Morais, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à antepenúltima pergunta, ela é virtual, da VTV SBT, Luciana Moledas. Luciana, boa tarde, você já está em tela. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Olá, boa tarde, governador, boa tarde a todos. Como já foi dito na coletiva, Campinas vai receber uma nota técnica em relação principalmente às questões de leitos de UTI. A cidade recebeu novos respiradores, fez uma contratação com o Hospital Metropolitano para ampliação desses leitos, mas existe uma questão judicial que não conseguiu fazer essa ampliação, e eu gostaria de saber principalmente, até com o Marco Vinholi, se existe algum plano de uma nova ampliação dos leitos estaduai s. Aproveitando também para perguntar um pouquinho da Baixada Santista, a cidade de Santos é a que mais testa, mas as outras cidades do entorno não têm essa capacidade de testagem. Se o governo também pretende fazer uma ampliação da testagem nas cidades do interior e do litoral.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Luciana. Vou dividir as respostas com Marco Vinholi e, no tema da testagem, com o Dr. Dimas Covas. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Sobre a região de Campinas, sim, eu quero aproveitar e ressaltar o excepcional trabalho que o prefeito Jonas Donizete tem feito, aumentando o número de leitos em Campinas. Mário Gatti, as UPAs, o estado paralelamente aumentando os leitos na Unicamp e também no AME, colocando como um hospital Covid. E dentro disso nós estamos trabalhando mais leitos para Campinas e para a região. Serão 100 novos leitos e o nosso trabalho é para poder anunciar na segunda feira aonde serão esses leitos. Existem várias possibilidades, em Campinas e em municípios vizinhos. Mas os respiradores já estão reservados, vão para Campinas e nós vamos ter esse aumento consistente. Sobre os testes, o Dr. Carlos Carvalho vai falar, mas eu só ressalto: hoje nós vamos ter, às 15h30, uma live, eu, a Patrícia e o Dr. Paulo Menezes, para falar especificamente sobre a distribuição de testes em todo o território do Estado de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Luciana, como boa repórter, você já conseguiu um furo. Novas informações pra região, novas e boas informações para a região de Campinas. Antes de passar ao Dr. Dimas, vou aproveitar aqui a proximidade e pedir à Patrícia Ellen para falar também sobre testes e aí vamos ao Dr. Dimas, para completar a resposta.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Vou terminar de dar o furo então. A gente vai distribuir, são 250 mil kits de testes para as prefeituras, exatamente para estimular e acelerar o processo de testagem. Com isso, a gente vai trabalhar também com eles com apoio na elaboração da integração de dados com o setor privado e público, e também, na última etapa aqui, que é tecnológica, incluindo ferramentas de monitoramento, triagem e integração das plataformas de d ados, pra gente também otimizar, não somente a testagem, mas a estratégia de inquéritos epidemiológicos, pra conhecer o perfil da população de cada região.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Dr. Dimas.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Bem, é uma importante pergunta a sua. Quer dizer, eu tenho que voltar a bater na tecla do teste, quer dizer, teste rápido, esses que estão sendo feitos em massa em muitos municípios, é um olhar do passado. Quer dizer, ele, por si só, não tem importância se não estiver acoplado à vigilância em saúde, quer dizer, quando a pessoa vai fazer o teste, é a oportunidade de ouro de nós conversarmos com essa pessoa, obtermos os seus dados e perguntarmos se ela teve sintoma, se ela não teve sintomas ou se ela está com sintoma. Então nesse cenário, os testes são importantíssimos. Para olhar no presente, e proceder o isolamento de casos, nós temos dois critérios: a presença de sintomas ou a realização de um teste RT-PCR em indivíduos assintomáticos, que tiveram contato ou que têm suspeita de estarem infectados. Então, é nesse contexto, é nesse panorama que nós temos que olhar o teste. Quer dizer, por si só realizar testes sorológicos em massa não tem efeito direto no manuseio da epidemia. Realizar RT-PCR sim, agora mais importante: vigilância em saúde, identificar pessoas sintomáticas e que tiveram contatos com pessoas já positivas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado, Dr. Dimas. Então, Luciana, muito obrigado. Cheio de boas notícias e furos para a VTV e o SBT, graças a você. Luciana, muito obrigado, uma boa tarde a você. Vamos agora à penúltima pergunta, da TV Cultura, Maria Manso.

REPÓRTER: Boa tarde. Apesar de todos os cuidados do Plano São Paulo, que já foram colocados aqui, tem uma situação que diariamente coloca a população em risco de contágio, e que eu sei que preocupa todos vocês e que também angustia a população, que é o transporte público, onde as pessoas, mesmo com máscara, não conseguem manter 1,5m de distanciamento. Hoje a prefeitura aqui da capital se viu na obrigação de revogar aquela determinação de que só passageiros sentados trafegassem n os ônibus. Isso quer dizer que não há como fazer isso, as pessoas vão continuar viajando nos ônibus, nos metrôs e nos trens, muito próximas umas das outras, correndo risco de contágio. Diante dessa situação, que é óbvia pra todos, o que vocês acham que pode ser feito? Estimular o uso de ciclofaixas, mesmo durante a semana, não só nos fins de semana, para que as pessoas usem bicicletas? Suspender o rodízio, para que as pessoas usem os carros em vez do transporte público? Como diminuir esse risco para a população?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, é uma pergunta típica para o prefeito da capital de São Paulo, o Bruno Covas. O Bruno provavelmente estará já semana que vem em alguma das coletivas aqui conosco. Ele está se recuperando bem da Covid e poderá abordar esse assunto. Você tem razão, é um tema significativo e importante. Estimular o uso de ciclofaixas, para aqueles que têm bicicleta e já são usuários, é um bom caminho, sim. A medida da prefeitura foi correta, do ponto de vista de: não é possível. Nem aqui, nem Londres, nem Nova Iorque, nem qualquer outra grande cidade do mundo, você imaginar que todos os passageiros num ônibus fiquem sentados. Eu morei fora do Brasil, morei em Nova Iorque, morei em Washington, morei em Roma, e lá o transporte coletivo tem pessoas de pé. E eu usava transporte coletivo, então não é um fator de São Paulo. Foi talvez um posicionamento que foi revisto de maneira acertada. Muito importante é que todos estejam usando máscaras e usem e abusem do álcool gel sempre. Se puderem utilizar ciclofaixas, melhor. Pessoalmente, mas essa não é uma opinião que eu devo transmitir oficialmente, mas eu não mudaria o rodízio. Mas esta é uma decisão da prefeitura da capital de São Paulo. Vamos deixar a pergunta talvez para uma resposta do novo secretário, ou secretário interino de Transpor tes da Prefeitura de São Paulo, e do próprio prefeito. No âmbito de trilhos, que cabe ao estado, metrô e trens. Nós estamos com toda a frota, com todo o equipamento colocado em uso, todo. Ou seja, independentemente se há variação maior ou menor, no caso é maior, mas toda a estrutura metropolitana está operando no limite máximo, ou seja, no menor intervalo possível, para oferecer mais conforto e o distanciamento possível dentro do transporte coletivo de trilhos, aqui na capital de São Paulo e região metropolitana. Obrigado, Maria. Vamos agora à última pergunta, é pra você, Willian Cury. Will, boa tarde, obrigado pela paciência, você foi hoje o último aqui dessa lista. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Tirei aqui...

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pode, pode... Pode segurar o microfone, não tem problema.

REPÓRTER: Boa tarde, tudo bem?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde.

REPÓRTER: Quando foi apresentado o Plano São Paulo, todos esperavam que fosse um plano progressivo de avanços de fase, mais do que retrocessos de fase. A gente teve algumas regiões que tiveram que voltar, e o Governo já alertava sobre isso, que poderia ter que voltar, sem nenhum tipo de problema. Mas nós tivemos, na última semana, um aumento do número de novos casos, de forma mais acelerada novamente. Tinha dado uma certa estabilidade e agora voltou a crescer de forma mais acelerada. Eu queria saber se isso pode ter relação com o início do Plano São Paulo, de duas a três semanas atrás, e uma continuação ainda: Nas projeções, o pico de internações deve ocorrer ao longo das próximas duas semanas. Observando o Plano São Paulo, a expectativa é que haja uma abertura maior do que está ou um fechamento em relação ao que está? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: É a ansiedade normal de um bom jornalista, como é o Willian Cury. É difícil fazer previsões com antecedência. Por isso que o Plano São Paulo e o Comitê de Saúde atuam visualizando diariamente o movimento, índice de ocupação de UTIs, índice de isolamento social na Grande São Paulo, no interior, na capital de São Paulo, o próprio movimento de infecção e, obviamente, o índice de óbitos. Tudo isso é feito diariamente, e ali ás com absoluta transparência. Os dados estão no site e muitos, aliás, dos jornalistas, consultam diariamente. Aliás, mais de uma vez. Então, é muito difícil fazer projeções, como é difícil também dizer se isso tem ou não vinculação com o programa heterogêneo do Plano São Paulo. Nem mesmo os números positivos, nós podemos dizer que têm uma vinculação direta com o Plano São Paulo. Tudo isso são fatores de observação de médio prazo e não de curto prazo, Will. Mas Patrícia Ellen, se você desejar complementar a questão, a resposta à questão do jornalista Willian Cury, por favor.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Eu vou responder com um pouco de dados, Will. Se a gente comparar a fotografia do nosso último anúncio do Plano São Paulo para a fotografia agora, eu estava olhando aqui enquanto eu estava refletindo sobre a sua pergunta. A gente vê que, em ocupação de leitos, a gente está com nível de ocupação, apesar da média ter reduzido, e a gente levou respiradores, o esforço dos respiradores fica claro, a gente tem um número um pouco maior de regiões agora em laranja, mas ao mesmo tempo a gente tem um número maior de regiões em amarelo. Então, antes, a gente tinha muitas regiões em verde, e a gente viu que algumas melhoraram, outras pioraram. A gente está com uma mistura aqui. Mas uma preocupação focada em municípios específicos que trouxe essa nota técnica do Centro de Contingência, pra gente poder dar um passo além, junto com os prefeitos. Na parte de internações, a gente vê que houve uma melhora, vocês viram ali no dado, o número total de internações dessa semana é muito parecido com o número total de internações da semana passada. Mas como o governador colocou, o Plano São Paulo foi feito pra gente tomar a decisão, a melhor decisão da semana, foi um acordo que nós fizemos aqui com a sociedade, de sempre honrar o comp romisso com as vidas, e ter uma quarentena heterogênea mas também intermitente. E eu acho que é importante a gente entender esse ponto. Eu gostei muito da tua abertura: o Plano São Paulo não é um plano de abertura, é um plano de gestão e convivência com a pandemia. Pra gente caminhar mais rápido, é muito importante que todos colaborem, e o que a gente está percebendo é que as regiões que estão melhorando mais são as regiões que estão respeitando mais o Plano. E algumas regiões que pioraram, não é regra, mas algumas que pioraram, elas não estavam seguindo as regras do Plano, abriram setores a mais, abriram com duração de horários a mais... Então é muito importante a gente seguir aquele momento, pra que a gente possa sair mais rápido. Então, a síntese é: a gente est á fazendo o nosso melhor aqui, trazendo os dados e evidências, e tomando as decisões de forma transparente, seguindo os critérios sempre da saúde, mas a gente precisa que todos façam a sua parte também, pra que a gente consiga ter um plano que só melhore daqui pra frente.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Concluindo, Will, a sua boa pergunta, o Governo do Estado de São Paulo tem um tratamento técnico e muito profissional em relação ao Corona Vírus, desde o dia 26 de fevereiro, quando tivemos o primeiro caso de Corona Vírus constatado aqui na capital de São Paulo. E a visão profissional e técnica, primeiro é de estar afastado de qualquer decisão de ordem política. As decisões, repito, são todas de ordem técnica, técnica no âmbito da saúde pr incipalmente, que é o balizador de tudo, e técnicas também no âmbito social, de proteção aos mais pobres, aos mais humildes e desfavorecidos, e principalmente os novos desempregados, que surgiram depois desta pandemia, e técnica também do ponto de vista econômico. Por isso que o Plano São Paulo, ele é muito bem estruturado. E ele é reavaliado diariamente. A situação mais fácil é não ter um plano, é deixar correr ou radicalizar e manter tudo fechado, imaginando que as pessoas ficarão presas nas suas casas, majoritariamente, apenas porque houve essa determinação. O mais difícil é fazer um plano bem-elaborado, bem-estruturado, no âmbito da saúde, no âmbito técnico, o olhar social e as ações sociais e o olhar econômico também, como é o Plano São Paulo. Por isso é que tem cinco fases, por isso que ele é tão detalhado e por isso que ele é tão revisado diariamente, em função dos resultados e do comando da saúde. E assim vamos prosseguir. O que nós podemos afirmar é que estamos no caminho certo. Ter feito, elaborado e estar implantando o Plano São Paulo é o melhor caminho. Então, Will, obrigado pela pergunta. Quero desejar uma boa tarde a todos os jornalistas que aqui estão, técnicos, cinegrafistas, fotógrafos. Aos que estão em casa também nos acompanhando, desejando que, por favor, fiquem em casa, aproveitem o final de semana para permanecerem nas suas casas, com seus familiares, seus filhos, seus pais, as pessoas mais queridas, e se protejam também. E se tiverem que sair, usem máscara, lavem as suas mãos, usem álcool gel. Um bom fim de semana a todos, fiquem com Deus, muito obrigado.