Coletiva - SP recebe matéria-prima para produzir mais 5 milhões de doses da vacina do Butantan 20211904

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Coletiva - SP recebe matéria-prima para produzir mais 5 milhões de doses da vacina do Butantan 20211904

Local: RMSP – Data: Abril 19/04/2021

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, bom dia. Antes de falarmos aqui da vacina contra a Covid-19, a vacina do Butantan, dar uma outra boa notícia: Nós já entregamos, pelo Butantan, 19 milhões de doses da vacina contra a gripe para o Ministério da Saúde, para imunização dos brasileiros. O Butantan é responsável por 100% da produção da vacina contra a gripe, e hoje completamos 19 milhões de um total... São quantas? Oitenta milhões de doses da vacina, 19 milhões já entregues para o Ministério da Saúde. A imunização dos brasileiros para H1N1 é integralmente produzida aqui no Instituto Butantan, em São Paulo.

Sobre a vacina do Butantan, neste caminhão aqui atrás, estamos entregando mais 700 mil doses da vacina do Butantan, hoje, para o Ministério da Saúde, para imunização dos brasileiros. No total, com essas 700 mil doses, o Butantan, o governo do estado de São Paulo, já entregou 41,4 milhões de doses da vacina do Butantan. Repito, com a entrega de hoje, são 41,4 milhões de doses da vacina do Butantan, para vacinação de 41,4 milhões de brasileiros. E hoje pela manhã, Dimas Covas, aqui ao meu lado, presidente do Instituto Butantan, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, fomos receber, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, às 6h da manhã, mais 3 mil litros de insumos para a vacina do Butantan, o que corresponde a 5 milhões de doses da vacina do Butantan. Com estas 5 milhões de doses, que começam a ser processadas agora, aqui no Butantan, imediatamente, nós chegaremos a 46,4 milhões de doses da vacina do Butantan. Portanto, repito: com a chegada de mais 3 mil litros de insumos, que chegaram hoje pela manhã, às 6h da manhã, num voo fretado da Turkish Airways, o governo do estado de São Paulo e o Butantan alcançarão 46,4 milhões de doses da vacina do Butantan, atendendo, portanto, a primeira etapa do contrato com o Ministério da Saúde, que é o contrato que estabelece 46 milhões de doses. E até ultrapassando, em 400 mil doses, que já serão integradas à nova etapa do contrato, de 54 milhões de doses da vacina do Butantan, para entrega, conforme consta no contrato, até o dia 30 de setembro. O Instituto Butantan fará todo o possível, assim como o governo do estado de São Paulo, para antecipar entregas, dando celeridade possível para o programa nacional de imunização. Mas a boa notícia é que, com a chegada destes insumos da China, hoje pela manhã, ultrapassaremos 46 milhões de doses e vamos para 46,4 milhões de doses da vacina do Butantan, para a imunização dos brasileiros.

Vamos agora às perguntas. Também presente aqui conosco a Dra. Regiane de Paula, que é a responsável pelo programa estadual de imunização, e que está aqui também disponível para atender às perguntas. Pela ordem, nós temos a TV Globo, GloboNews, depois Rádio e TV Bandeirantes e BandNews, depois a Rádio CBN e, finalmente, a TV Cultura. Vamos começar então com Felipe Guedes, da TV Globo, GloboNews. Bom dia, Felipe. Prazer em tê-lo aqui conosco. É a primeira vez que eu vejo você aqui cedinho conosco. Muito obrigado por estar aqui, sua pergunta, por favor.

FELIPE GUEDES, REPÓRTER: Oi, governador, bom dia. O senhor disse da possibilidade de tentar sempre antecipar as entregas, né? No entanto, esse IFA que chegou hoje, ele chegou com cerca de 10 dias de atraso. Os prefeitos, Brasil afora, reclamam muito que eles não conseguem ter uma previsibilidade de quantas doses eles vão receber a cada semana. Isso depende do PNI, que depende da produção das vacinas. Fiocruz tem atrasado a entrega de alguns lotes, Butantan não vai conseguir entregar esse último dentro do que foi previsto. Qual foi o motivo desse atraso de hoje? Por que veio metade do IFA que era para ter chegado? Eram 6 mil litros. E sobre o kit intubação, o ministro disse que estados grandes também podem providenciar a compra dos medicamentos e não colocar tudo nas costas do governo federal. Eu queria saber o que o senhor tem a dizer a respeito disso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Felipe, vamos dividir as respostas com Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, e também com Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Mas é importante registrar que o Instituto Butantan tem cumprido com os seus prazos de entrega da vacina do Butantan. A Fiocruz e o governo federal, por circunstâncias, foram seis revisões para baixo, seis vezes, seis promessas não cumpridas. O que nós desejamos é mais vacinas e temos um bem-querer, evidentemente, pela Fiocruz, mas por circunstâncias que desconhecemos, por seis vezes, ela teve que colocar em números inferiores à sua previsão de vacinas. Em relação aos insumos necessários, medicamentos necessários para intubação, o nosso secretário da Saúde dará a resposta ao Ministério da Saúde. E sobre o primeiro tema, fala Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: De fato, Felipe, houve atraso, você mencionou 10 dias, na realidade o atraso é um pouco maior. E houve divisão do lote inicial. Isso foi por decisão do próprio sistema de exportação da China. Então, a burocracia, nesse momento, é uma dificuldade. Nós estamos trabalhando no sentido de vencer essa burocracia. Mas existe uma demanda muito grande de vacinas, o mundo todo, a partir da China, e isso tem redundado nesses atrasos. É o segundo atraso. Em janeiro, nós tivemos um atraso semelhante a esse. Esperamos que, a partir de maio, com uma liberação maior de matéria prima, a gente possa adiantar o cronograma.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: [pronunciamento fora do microfone]

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: É, nós estamos fazendo todo o esforço para acelerar a produção. Quer dizer, nós já estamos trabalhando no limite da nossa capacidade, mas assim mesmo nós estamos ainda procurando dar mais eficiência ao processo, para que essas vacinas sejam entregues o mais rapidamente possível. A partir do dia 3 de maio, nós voltamos a entregar vacinas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Se o estado de São Paulo não tivesse tido requisições administrativas pelo Ministério da Saúde, nós teríamos um quantitativo suficiente, tanto para o estado quanto para o município, para um estoque de período considerável. Essas requisições, elas nos atrapalharam, uma vez que elas atuaram diretamente sobre os produtores, os fabricantes e distribuidores, fazendo com que essas compras, que continuam acontecendo, mas em quantidade muito pequena, e ao mesmo tempo as entregas postergadas. Então nós conclamamos ao próprio Ministério da Saúde que retire essa requisição administrativa, para que, dessa forma, sim, o estado de São Paulo, como todos os outros estados, possam adquirir esses produtos de uma forma muito mais célere, na quantidade que precisamos, sem depender de comércio ou de recebimento de cargas internacionais.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado ao Dimas e também ao Jean. E Felipe, é preciso ficar muito claro que o governo federal precisa revogar a medida do Ministério da Saúde, ainda no tempo do ex-ministro Eduardo Pazuello, que requisitou dos fabricantes brasileiros integralmente toda a produção de medicamentos para a intubação daqueles que, dos pacientes que, necessariamente, precisam destes medicamentos para serem internados em unidades de terapia intensiva. Se o fizer, não só São Paulo como também os demais estados, voltarão a fazer a aquisição desses medicamentos diretamente nesses laboratórios, mas, até o presente momento, a medida ainda não foi revogada. Portanto, é, sim, responsabilidade do Ministério da Saúde, primeiro atender às demandas de todos os estados, os 27 estados brasileiros, pois quase 45 dias que estamos sem os insumos, pela requisição feita pelo Ministério da Saúde. Depois de regularizado isso, junto aos estados, que libere formalmente os laboratórios e os estados comprarão estes insumos para o atendimento das suas populações.

Vamos agora a Bruna Barbosa, Rádio e TV Bandeirantes, e BandNews também. Bruna, bom dia mais uma vez, bem-vinda.

BRUNA BARBOSA, REPÓRTER: Bom dia, governador, bom dia, Dr. Jean e Dr. Dimas. Eu queria saber sobre essa nova remessa do IFA, os outros 3 mil litros, quando é que isso deve chegar ao Brasil? Se o avião já foi autorizado a sair da China, se deve chegar ainda neste mês de abril. E também, Dr. Dimas, queria saber sobre o soro do Butantan, se tem alguma novidade, se isso já tem previsão para começar a ser aplicado aqui em São Paulo e quando esses testes podem começar. Obrigada.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Esse segundo lote aguarda autorização, é um lote que já está pronto lá na Sinovac. Hoje teremos ainda uma reunião com a embaixada chinesa, juntamente com a participação do Ministério da Saúde, exatamente para demonstrar ou, enfim, mais uma vez, reforçar a necessidade dessa liberação. Com relação ao soro, nesse momento, tanto O Hospital do Rim como o HC estão finalizando a parte de infraestrutura para iniciar o estudo clínico. O estudo clínico já foi autorizado pela Anvisa, as medidas de contratação que decorrem, ou seja, do centro mesmo que vai realizar a pesquisa, quer dizer, das pessoas que vão participar, que vão controlar. Então, brevemente, o estudo estará sendo iniciado, sim. Um outro estudo, aí já não é mais estudo, é o uso do plasma, o uso do plasma de convalescentes, já está sendo feito, quer dizer, tanto por Araraquara, que começou, como por outros municípios também.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Bruna, apenas aproveitando a sua pergunta, mas também respondendo a todos os jornalistas aqui, para que fique bem claro: A menção feita pelo Dr. Dimas em relação, lá em janeiro, daquele primeiro atraso, aquilo não afetou em nada o cronograma de entrega das vacinas do Butantan, diferentemente do tema da Fiocruz. Eu não quero aqui estigmatizar a Fiocruz, mas apenas para colocar de maneira clara isso. E, em relação a esta entrega atual, a partir do dia 3 de maio, dos insumos que chegaram hoje, nós estaremos entregando aqui, pelo Instituto Butantan, a vacina do Butantan para o Ministério da Saúde. Portanto, temos aí três dias de atraso, lembrando que, como precisamos de outras vacinas, nós esperamos também que, não só a AstraZeneca com a Fiocruz, como também outras vacinas adquiridas e prometidas pelo governo federal, possam ser entregues para vacinação dos brasileiros. Por enquanto, segue a mesma proporção, de cada mil brasileiros vacinados, 800 estão sendo vacinados com a vacina do Butantan. De cada dez brasileiros que tomam a vacina no braço, oito tomam a vacina do Butantan.

Vamos agora ao Vinicius Passarelli, da Rádio CBN. Vinicius, onde você está? Aqui. Bom dia.

VINICIUS PASSARELLI, REPÓRTER: Bom dia, governador, bom dia a todos. Ainda sobre o kit intubação, houve aquela entrega pequena do Ministério da Saúde ao estado, na sexta, o estado começou a redistribuir aos municípios no sábado, e o secretário tinha comentado que essa quantia daria em torno de 48 horas. Então, já acaba hoje essa quantia que recebeu do Ministério da Saúde? E só para bater uma questão do prazo da entrega das vacinas, aquele lote de 54 milhões, da segunda parte do contrato, o governo havia antecipado o prazo para agosto. Agora o senhor está voltando a falar em setembro, então foi mudado de novo para setembro esse prazo, esse segundo prazo dessa segunda entrega? É isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Começo pela segunda, para responder de forma clara, Vinicius. E obrigado, até, pela pergunta. Apenas para mencionar que o contrato do governo do estado de São Paulo, através do Instituto Butantan, com o Ministério da Saúde, para os 54 milhões de doses, estabelece a entrega até 30 de setembro, foi isso que eu falei. Eu não disse que as vacinas serão entregues em 30 de setembro. Mas serão entregues dentro deste prazo, apenas para ficar claro que este é o prazo contratado pelo Ministério da Saúde, e será obedecido pelo Instituto Butantan, salvo se tivermos circunstâncias totalmente fora de controle. Eu não estou dizendo que foi postergado, que foi adiado, modificado o que originalmente foi mencionado. Portanto, até agradeço a sua pergunta para esclarecer. Em relação aos insumos, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Dos insumos que nós recebemos, das medicações que nós recebemos agora do Ministério, 407 mil doses do kit intubação, foram quatro medicações que recebemos. Algumas delas, o quantitativo, frente a ser um quantitativo baixo, deu para 48 horas, outras para 72 horas, mas o estado de São Paulo, ele não se guarda nessas doses que virão do Ministério. Nós estamos adquirindo, são quantidades menores, dos fabricantes, e distribuindo para todo o estado, especialmente para os municípios. Os hospitais diretos, ou seja, hospitais estaduais, têm um quantitativo para mais dias, e é isso que faz com que nós consigamos manter e distribuir para todos os municípios. Lembrem-se que nós estamos há 40 dias dizendo: Olha, temos estoques para sete dias, temos estoques para cinco dias. E nós continuamos assistindo a todos, porque o estado de São Paulo não se limita a essas doses que vêm do Ministério.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Agora vamos à última pergunta, que é da Maria Manso, da TV Cultura. Maria, mais uma vez, bom dia. Por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Bom dia a todos. Eu queria saber da Butanvac. O Dr. Dimas tinha dito que faltava só o protocolo em relação aos voluntários, se isso já foi entregue e se já tem alguma previsão para começar os testes. E uma avaliação do Comitê de Contingência, do primeiro dia na fase de transição. Ontem, foram registradas aglomerações em templos religiosos e principalmente aqui nas ruas de comércio da capital, também aglomerações. Como é que vocês avaliam isso? Por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos começar pela segunda. Ainda é cedo para fazer uma avaliação, nós precisamos de mais dados, mais informações. Mas o Jean Gorinchteyn vai enunciar a resposta, mas não poderá ser completa, porque nós não temos todos os dados ainda e o Centro de Contingência vai se reunir. Mas, de qualquer maneira, das informações que recebemos hoje pela manhã, tanto de igrejas quanto templos, o distanciamento foi obedecido e o limite de 25% dentro de igrejas e templos, do que nós recebemos hoje cedo, estava dentro do protocolo. E todos com máscara, com medição de temperatura na entrada e com álcool em gel disponível para as pessoas. Portanto, não houve nenhum excesso além daquilo que foi autorizado pelo Centro de Contingência e ratificado pelo governo de São Paulo. Mas sobre isso fala Jean Gorinchteyn, depois Dimas Covas sobre a Butanvac.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: É muito precoce para nós dizermos como ficou a taxa de isolamento, o quanto teve de circulação das pessoas nas ruas e comércios. Essa semana será uma semana que nós avaliaremos de forma gradual, tanto índices de internação quanto circulação de pessoas. Mas nós entendemos que a população é a maior interessada que esse plano de flexibilização gradual e segura aconteça, para que nós possamos passar para outras fases do faseamento do plano São Paulo. Então, eu não tenho dúvida que tanto comerciantes, prestadores de serviço, pessoas que estejam relacionadas a cultos religiosos, vão estar respeitando sobremaneira esses índices voltados ao distanciamento das pessoas, a uso de máscaras, a utilização de álcool gel, para que, dessa maneira, esses aspectos sanitários seguidos possam permitir novas flexibilizações nos próximos dias.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Antes, Maria, antes de passar para o Dimas Covas, eu frequento duas igrejas, eu sou católico. Frequento a igreja São José e a igreja Nossa Senhora do Brasil, no Jardim Europa, próximas, ambas próximas da minha casa. As duas igrejas seguiram rigorosamente o protocolo, com o limite de 25% de ocupação, nas missas que foram celebradas, e também no distanciamento entre as pessoas. Então, esse é um exemplo também positivo. Não são as duas únicas igrejas, obviamente, de uma cidade que possui centenas de igrejas católicas e centenas de templos também, mas a informação, repito, foi de que a obediência ao protocolo foi atendida. E assim que nós esperamos que as religiões, católica, evangélica, anglicana, ortodoxa, as religiões de origem africana e todas as demais, que sigam este protocolo, limitando a 25% a ocupação das suas celebrações, todos com máscara, sem canto, sem coral e com álcool gel disponível na entrada, e, se possível, com a tomada da temperatura de todos antes de ingressarem dentro das áreas de celebração. E o mesmo em relação ao comércio. Como disse o Dr. Jean Gorinchteyn, se todos ajudarem, nós sairemos dessa crise, mas é importante que todos cooperem, ajudem. O comércio varejista, o comércio de shopping center o comércio de rua. A partir do próximo sábado também academias, cabeleireiros, restaurantes, que vão poder operar na hora do almoço, devem seguir rigorosamente esse protocolo. Se todos ajudarem, repito, nós sairemos desta crise e sem aumentar o número de infecções, e controlando também o número de pessoas internadas nos hospitais de São Paulo. É muito importante, repito, que todos cooperem e colaborem. Juntos, poderemos superar essa difícil fase. Dimas, sobre a Butanvac.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Maria, sobre a Butanvac, nós temos boas notícias essa semana. Na sexta-feira, nós fechamos o protocolo, já temos em andamento as discussões com a Anvisa, porque é um procedimento novo. Na realidade, não é um estudo clássico, é um estudo de comparação entre respostas vacinais. E estamos prontos agora para que a Anvisa compreenda a natureza do estudo, e que nos permita evoluir. Do ponto de vista da infraestrutura, a infraestrutura já está sendo providenciada, quer dizer, todos os outros elementos para o estudo já estão sendo finalizados. Vamos aguardar aí agora dessa compreensão e aprovação do estudo em si, pela Anvisa, para podermos começar. Mas estamos andando, sim. É uma perspectiva muito próxima e é uma perspectiva muito positiva essa vacina.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Maria, muito obrigado. Quero informar que hoje nós não teremos coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, teremos amanhã. Essa semana, em virtude do feriado de quarta-feira, teremos coletiva amanhã e na sexta-feira. Portanto, hoje nós não teremos e quarta-feira também não. A todos que aqui vieram, muito obrigado. Tenham boa semana, uma boa tarde. Por favor, se protejam, estejam bem. Tchau, pessoal, obrigado.