Coletiva - SP suspende cobrança de água para 506 mil famílias carentes por 90 dias 20201903

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Coletiva - SP suspende cobrança de água para 506 mil famílias carentes por 90 dias

Local: Capital - Data: Março 19/03/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Seguindo a orientação de informar com transparência a imprensa e a opinião pública do Estado de São Paulo, estamos iniciando aqui, no Palácio dos Bandeirantes, mais uma coletiva de imprensa, mais um informativo das questões relativas a crise do coronavírus, que se abate sobre o país, e que aqui, em São Paulo, temos tomado medidas. Convidei o prefeito Bruno Covas pra estar aqui ao nosso lado, o prefeito tem agido de forma correta com a sua equipe, também com medidas positivas e direcionadas a proteger vidas, que essa é a prioridade absoluta do Governo do Estado de São Paulo, é a proteção de vidas, essa é a prioridade máxima do nosso estado. Na sequência, as ações econômicas voltadas para diminuir riscos para, sobretudo, a população, que depende do emprego, da renda, temporária ou permanente, para sobreviver. Hoje temos um conjunto de medidas e depois também o Dr. José Henrique Germann, que está aqui ao nosso lado, secretário da saúde, acompanhado do Dr. David Uip, coordenador do centro de contingência do coronavírus, darão também informações atualizadas a vocês, com os boletins da Secretaria de Saúde, que são compartilhados com o Ministério da Saúde. As medidas que est&atild e;o sendo anunciadas hoje, e compartilhadas com vocês, e obviamente com o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas. Primeira medida, igrejas e templos, a recomendação, vou repetir a palavra para que não haja nenhuma dúvida por parte dos jornalistas, dos que nos assistem nesse momento, dos que nos ouvem, dos que redigem, escrevem, recomendação para que templos e igrejas, ou qualquer outra nominação que se dê de ordem religiosa, que evitem a partir de segunda-feira, dia 23 de março, missas, cultos, aglomerações, celebrações, ou qualquer outro tipo de atividade, isto não significa o fechamento de igrejas, templos ou outras áreas onde se reúnam as pessoas para fazerem as suas orações, apenas indica claramente a orientação, a recomendação para que não promovam mais, presencialmente, missas, cultos, celebrações de qualquer natureza. As diferentes igrejas poderão continuar a fazê-lo virtualmente, através da internet, muitas já utilizam de canais de televisão, poderão intensifica-los e orientar os seus fiéis, os seus seguidores a prosseguirem na sua fé, a prosseguirem recebendo sugestões, orientações e orações, porém de forma virtual, e ou através de canais de televisão. A medida é sugerida a partir do dia 23 de março, segunda-feira, pra que todos tenham tempo de informar os seus fiéis, informar os seus padres, os seus pastores, os seus bispos e os demais que compõem as diferentes manifestações religiosas aqui na região metropolitana de São Paulo. Aliás, quero deixar claro também, esta medida, ela se aplica neste momento para a capital de São Paulo e região metropol itana, ela ainda não se aplica ao litoral e ao interior do Estado de São Paulo, embora a nossa recomendação, de forma sensata, é que as igrejas também e templos evitem aglomerações, missas e encontros com qualquer número de pessoas, repito, as igrejas podem continuar abertas, os templos também, para a oração de seus fiéis, dos seus seguidores, porém de forma ordenada, limitada e obedecendo o mínimo de três metros de distância entre um e outro, cada igreja, cada templo saberá como fazer isso, todos têm sido extremamente solidários com as decisões da prefeitura, e do Governo do Estado de São Paulo. Por isso que estamos no âmbito da recomendação, e ao contrário do Rio de Janeiro, onde houve ali uma manifestação de um líder religioso, aqui em São Paulo todos que foram contacta dos compreenderam bem, aceitaram, entenderam o momento de convergência solidária pra que isso possa ser feito sem a força da lei, mas com bom entendimento solidário. Esta iniciativa se aplica para um período de 60 dias, a começar do dia 23 de março. A segunda medida do Governo do Estado de São Paulo, que está sendo anunciado neste ato, é das tarifas públicas, o Governo do Estado de São Paulo vai suspender a cobrança da tarifa de água pela Sabesp para 506 mil famílias no Estado de São Paulo, são aquelas que pagam a tarifa social, são famílias de menor renda, são as famílias mais prejudicadas pela crise econômica, são aquelas que pagam a tarifa social, a tarifa especial. Essa tarifa não será cobrada a partir do dia primeiro de abril, pelo período de 90 dias. Portanto, abril, maio e junho, esta tarifa não será cobrada exatamente das pessoas mais pobres, mais vulneráveis e mais desvalidas no Estado de São Paulo, a medida se aplica a todo o Estado de São Paulo. Outra medida é funcionalismo, a antecipação das férias para 165 mil professores da rede estadual de ensino, professores, gestores, que atuam na rede estadual de ensino, são 150 mil professores e auxiliares da rede estadual de ensino e 15 mil do Centro Paula Souza, igualmente a partir do dia 23 de março. Repito, são 150 mil professores da rede estadual e 15 mil da rede Paula Souza, os professores receberão a orientação precisa com as informações complementares através dos diretores de ensino, emitidas pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, a secretaria informará a todos e dará as informações necessárias aos diretores de ensin o dos núcleos em todo Estado de São Paulo, capital, região metropolitana, interior e litoral, os professores, portanto, estarão em férias a partir do dia 23 de março. Aqui presente também o nosso secretário da educação, Rossieli Soares, está aqui, estará à disposição, Bruno Caetano também, secretário de educação do município de São Paulo, também aqui presente, tem sido um parceiro exemplar em todas as iniciativas que temos adotado conjuntamente. Outra informação importante, dívida ativa, estamos suspendendo protestos dos devedores, pessoa física e jurídica, ou jurídica, pelo prazo de 90 dias, a partir de primeiro de abril, repetindo, dívida ativa, estamos suspendendo protestos dos devedores ao estado, ao Governo do Estado de São Paulo, para pessoas física e jur& iacute;dica por 90 dias a partir de primeiro de abril. Isto melhora e, por sensibilidade, permite que essas pessoas possam destinar os seus recursos e a renda que possuem para esse momento difícil de transposição da crise do coronavírus. Fizemos, constituímos, outra informação importante, constituímos desde ontem e hoje foi a primeira reunião presencial virtual do comitê executivo com o setor empresarial, coordenado pela secretária Patricia Helen, com a presença de vários secretários de governo do Estado de São Paulo, e este grupo de trabalho tem 50 empresários que integram, 44 dos quais estavam presentes ou virtualmente ou presencialmente, para tomada de decisões conjuntas do setor privado e de entidades de associações de classe, com vistas a mitigar e diminuir os efeitos da crise e garantir o abastecimento. Fruto disso, o setor supermercadista APAS, Associação Paulista de Supermercados, no entendimento com o Governo do Estado de São Paulo, e também com os fornecedores de álcool gel, a partir de segunda-feira, dia 23 de março, venderão o fruto com margem zero, ou seja, sem nenhum valor adicional, o mesmo valor da aquisição dos produtores de álcool gel, estarão sendo comercializados nos supermercados. Nas farmácias ainda não temos condição de fazer esse anúncio, mas aproveitamos a oportunidade para pedir a [ininteligível], as entidades que cuidam das unidades de farmácia, redes e unidades de farmácia, que também possam se solidarizar a essa iniciativa da Associação Paulista de Supermercados. Amanhã, teremos uma nova coletiva, esperando obter a resposta positiva da ABRAFARMA, amanhã, oficialmente poderemos comunicar. Supermercado isso já est&aa cute; ajustado, vale a partir do dia 23 de março. Portanto, álcool gel em qualquer embalagem no supermercados em todo o estado de São Paulo, será vendido com margem zero. Isso certamente vai impor uma redução no preço do custo do álcool gel. Aqui presidente o Procon, Fernando Capez, que eu pedi que estivesse aqui. Ele fará o acompanhamento a partir de segunda-feira com equipe do Procon. E com também, evidentemente à orientação e às informações dos consumidores, para garantir que essa medida efetivamente, primeiro represente... Nenhum custo, nenhum valor abusivo sobre o álcool gel em supermercados, e ao contrário possa proporcionar à redução do custo do álcool gel, Bruno Covas, nos supermercados. E aqui APS responde por supermercados. Farmácias tentaremos até amanhã ter essa informação. Tam bém gostaria de registrar que a Coperalcool, a maior cooperativa de álcool no país, que fica em São Paulo, os seus dirigentes estão aqui presentes, conosco, aqui ao lado. Se puderem levantar o braço, podem estar à disposição para entrevistas. Estão fazendo uma doação de 50 mil frascos de álcool gel, neste ato, para a polícia militar, a polícia civil, corpo de bombeiros, ou seja, a segurança pública do estado de São Paulo. Uma doação sem nenhum custo de 50 mil frascos de álcool gel, para os serviços de segurança pública, do estado de São Paulo, através da polícia militar, polícia civil, polícia científica, e corpo de bombeiros. Muito obrigado pelo gesto e pela atitude. Essa reunião resultou em várias iniciativas que vamos gradualmente comunicar. Aç& otilde;es solidárias do setor privado e de entidade aceitaram o apelo, Bruno Covas, do Governo do Estado de São Paulo, falei em seu nome também como prefeito da cidade. Para que pudessem ser solidários e a primeira doação foi essa da coperalcool, 50 mil frascos de álcool gel. Também, antes de passar a palavra para o setor de saúde, e ao Bruno Covas, gostaria de fazer um apelo aos meus colegas governadores de estado, e também a prefeitos de municípios, aqui do estado de São Paulo, da região metropolitana, e de outras áreas próximas à capital de São Paulo, mas por que não estendendo isso aos 645 municípios, incluindo evidentemente a capital de São Paulo, Bruno Covas. Não podemos ter a interrupção de logística e circulação, nem de ônibus, e nem limitação de acessos, seja para aer oporto, seja portos, ou estradas. Sei que a pressão é muito grande, seja da opinião pública, seja de segmentos da sociedade civil. Isso eu quero repetir, não pode acontecer. Evidentemente, não respondemos aqui no plano federal, mas recomendamos que também a INFRAERO, as autoridades Aeronáuticas, o ministro Tarcísio Gomes de Freitas, que tem sido aliás um bom ministro e um bom colaborador nesse período, incluindo esse período de dificuldades, por favor, mantenham aeroportos abertos e funcionando. Os aeroportos não apenas transportam agentes de segurança, agentes de saúde, e pessoas que necessitam de algum tratamento clínico em independentemente do coronavírus, e garantem também, o transporte de medicamentos e alimentos. Fechar, bloquear estradas, bloquear aeroportos, bloquear portos, não significa, neste momento, uma medida adequada para salvar guardar vidas. Regular, orientar, administrar, acompanhar, sim. É a forma correta, proibir, não! Não é uma forma adequada que, inclusive, registrar que pedi aos nossos secretários aqui do Governo do Estado de São Paulo, da área de transporte e transporte metropolitanos e que também ao secretário de desenvolvimento regional, que dialoguem com os prefeitos da região de São Paulo, que tomaram o nosso ver uma medida precipitada da interrupção das linhas de ônibus, na região do grande ABC, e outras áreas. Não é um medida adequada. Interromper, cessar o transporte público, vai impedir pessoas que trabalham em hospitais, prontos-socorros, supermercados, farmácias, de chegarem até seu destino de trabalho. Não é razoável imaginar que essas pessoas, além de todo o sacrifício que estão fazendo, ainda tenham que utilizar seus recursos pessoais para o pagamento de aplicativos, ou táxis. O serviço deve funcionar, de forma regulada, de forma higienizada, de forma orientada, como tem feito, aliás o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas. Mas interrupção total é uma medida que não deve ser aplicada, eu tenho, confiança que os prefeitos saberão compreender, e de forma regulada, revisaram a medida, que só seria praticada partir do dia 23, nesse momento não há nenhum prejuízo. Nem portos e aeroportos, queria cumprimentar o ministro Tarcísio. Sou justo, quando há de criticar, crítico, quando há de elogiar, elogio. O Ministério de Infraestrutura, Bruno Covas, teve uma atitude correta diante da ameaça do fechamento do Porto de Santos, de agir prontamente para evitar que o porto fosse fechado, seria uma medida, extremamente negativa, n&atil de;o apenas para São Paulo, mas para o país. Fechar o maior porto do país, seria um desastre do ponto de vista do abastecimento público, não só em São Paulo, mas em todo o país. Quero também na faixa dos cumprimentos, cumprimentar a Anvisa, e agradecer a Anvisa, porque o tema do álcool gel só foi possível porque a Anvisa através da sua diretoria teve discernimento de não seguir os protocolos normais, e sim o protocolo de emergência, e liberar a produção de álcool gel. E a facilitação para que ele possa chegar o mais rápido possível às mãos, ao menor preço possível. Então, o Ministério da Saúde e o Anvisa, os cumprimentos por terem caráter emergencial em que estamos no momento. Luiz Henrique Mandeta tem sido correto nas relações com a prefeitura, com o Gove rno do Estado de São Paulo, na Secretaria da Saúde, com a Prefeitura de São Paulo. Aqui presente também, o secretário da saúde, Edson Aparecido, que também tem mantido uma relação direta com o ministério e com ministro Luiz Henrique Mandeta. Ao finalizar eu quero me dirigir às famílias, as famílias dos brasileiros de São Paulo. Você está assistindo no momento, ou você estará nos acompanhando em algum momento, por favor, priorizem e protejam seu pais e avós. As pessoas de mais idade devem ficar em casa, ser protegida, não devem sair das suas casas. Todos as pessoas com mais de 60 anos, ou as pessoas que tenham alguma doença crônica, Dr. Davi Uip falará a respeito, devem ficar em casa. Então, peço que filhos, parentes mais próximos, aqueles que possam ajudar, tratar e ter carinhos com seus pais e av&o acute;s, façam isso. E mantenham essas pessoas em suas casas. Não saiam de casa. Sigam as medidas preventivas que os profissionais de saúde tem orientado, para que estejam devidamente protegidas. A segunda solicitação, faço isso como ser humano, seja solidário. E ajude quem mais precisa. Não é a hora de egoísmo. Aliás, Bruno Covas à população de São Paulo tem demonstrado discernimento, bom coração, e solidariedade. É hora de praticarmos isso aqui em São Paulo. Seja uma pessoa solidária, ajude quem mais precisa, e tem necessidade, seja ele mais próximo, seja ele dá sua família, seja ele seu vizinho, ou mesmo alguém que você não conheça, mas que saiba que precisa da sua ajuda. Terceira informação, de ordem humanitária e também, de forma orientativa, acompanhe os ve ículos de comunicação. Nunca foi tão importante o trabalho dos veículos de comunicação, dos telejornais, das rádios, das emissoras de televisão, internet, jornais e revistas para orientação correta à população brasileira, e aqui me refiro à população brasileira de São Paulo. Eu já havia cumprimentado à imprensa aqui por duas vezes, faço pela terceira vez, o grau de correção, orientação e precisão, tem sido bastante elevado. Quanto melhor isso for comunicado, primeiro por nós autoridades de governo, e depois por vocês que reproduzem a analisam notícias, melhor será para a tranquilidade da população. E a você que está em casa, ouvindo, ou assistindo, ou lendo, faça isso religiosamente. Acompanhe as notícias e informaç&otilde ;es. Mais do que nunca, a informação ajuda a salvar vidas. Outra recomendação, crie a sua rotina para trabalhar em casa. Bruno Covas e eu, temos orientado o trabalho remoto, o trabalho em casa, para que ele possa preservar vidas e ajudar as pessoas. Não é preciso parar de trabalhar, nos que precisam trabalhar. Eu estou aqui excluindo aquelas pessoas que presencialmente já estão programadas para o cumprimento das suas funções. Os que estão em casa, e estão em regime de trabalho doméstico, criem a rotina, tenham disciplina e tenham paciência também. Esse período passa, o coronavírus veio, mas ele passa. Ele tem um período de maturação. Os dois médicos que aqui estão falaram a esse respeito. Portanto, nós temos que estar com confiança, com consciência, e principalmente com fé, de que esse é um período que vai passar. Nós ao sermos solidários ao aplicarmos as medidas corretas, temos compreensão e solidariedade, superaremos todas as dificuldades. Eu agora passo a palavra ao Dr. Zé Henrique Germann, para um breve relatos das informações atualizadas sobre saúde, com o comentários do Dr. Davi Uip e na sequência Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo e, na sequência as perguntas dos jornalistas, tantos que estão aqui, quanto os que estão remotamente e as perguntas já foram encaminhadas. Dr. José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde, eu vou tratar de dois assuntos aqui. Primeiro, é da questão da estatística a respeito dos dados do covide 19. Nós temos a partir de no boletim de ontem, 240 casos confirmados no estado de São Paulo, quatro óbitos. Esses óbitos, todos infelizmente ocorreram e são em pessoas acima de 60 anos. Nós temos como casos graves, hoje, nós estamos começando esse levantamento de uma forma sistem&a acute;tica, como graves, internado, em terapia intensiva, e paciente entubado, sete num hospital privado, quatro no outro hospital privado e três, num terceiro hospital privado. No hospital público, que hoje nós temos, dois casos, eu posso citar nome, é no hospital, Emílio Ribas, dois casos no Emílio Ribas, na terapia intensiva. Ontem, nós tivemos o anúncio a respeito de que os medicamentos seriam entregues para três meses, porque os medicamentos de alto custo, eles em geral para as pessoas de mais idade. Então, nesse sentido para que eles não tenham se deslocar toda hora, e todo o mês para farmácia, farmácia iriam dispensar para três meses. Isso começa na próxima semana. Feito anúncio ontem, e hoje, nós tivemos um fluxo de gente nas farmácias acima do esperado. E eu queria então, pedir inclusive, o auxílio de vocês, ness a divulgação, que nas farmácias Maria Zélia, Várzea do Carmo e da Vila Mariana, onde nós temos remédio que é o nosso, aplicativo a respeito de agendamento de retirada de remédios, que já está 25% das pessoas cadastradas, que eles utilizassem esse cadastramento ao longo do mês, não temos pressa para fazer isso. Isso de ir logo no primeiro dia, é coisa do passado. Então, os estoques existem, nós podemos fazer isso, mas o fluxo também acaba atrapalhando. Eu gostaria da ajuda de vocês, no sentido que peça para as pessoas, que já cadastradas, no remédio agora através das três farmácias. Eu acho que esses eram anúncios, queria saber [...] acho que era isso.

DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado doutor Zé Henrique Germann. Vou convidar o Dr. Davi Uip, coordenador do centro de contingência do coronavírus para completar algumas informações. E na sequência a palavra do prefeito Bruno Covas. Microfone nas perguntas. Ok, Dr. Davi Uip vira para as perguntas do jornalistas. E vamos, então, ouvir a palavra do prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas. BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Eu queria mais uma vez reafirmar que o município do Governo do Estado de São Paulo, tem tomado às medidas complementares. É importante enfatizar isso. São sempre medidas completares e nunca medidas conflitantes. Não adianta o Governo do Estado, caminhar para um lado e o município caminhar para outro, e a gente ter um jogo de soma zero, muito pelo contrário. A gente tem debatido sempre em conjunto com o Governo do Estado, as ações serem tomadas. A questão do transporte é uma delas. Não adianta o município, ter uma ação em relação a ônibus, e o estado ter outra em relação a trem e m etrô, já que nós estamos de um falando um sistema que se conversa, e portanto as ações são sempre ações que debatidas e conversadas com o Governo do Estado. A gente tem feito reuniões diárias com o secretariado, reuniões on-line, sempre as 17, 18 horas, já avaliando sempre o último andamento e os últimos números consolidados da Secretaria de Saúde. E a cada dia a gente vai anunciando novas medidas. Eu posso aqui adiantar, que uma das medidas serem anunciadas hoje, fim de tarde, depois da reunião do secretariado, é na mesma linha que Governo do Estado adotou, antecipação das férias dos funcionários da Secretaria de Educação do município, também a pa rtir de segunda-feira, na mesma linha que Governo do Estado já adotou. Então, todo o final de tarde a gente tem ações a serem tomadas pela prefeitura, sempre complementares em parceria com o Governo do Estado. O governador João Dória tem sido um parceiro de prefeitura. Tanto é verdade, que uma das doações já anunciadas da Cooper Álcool, que ao invés de pedir mais para governo do estado, ele pediu que a empresa pudesse também ajudar a Prefeitura de São Paulo. E a empresa já está em conversa com o secretário de saúde, para ver de que forma, em que momento é possível fazer isso. Agradeço o governador, a preocupação e o trabalho conjunto com a Prefeitura de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado prefeito Bruno Covas, evidentemente, nós estamos numa guerra. É uma guerra, que tem ser vencidas com atitudes, com informações, com solidariedade. E ação integrada da prefeitura, da capital de São Paulo, a maior cidade do país, a maior cidade da América Latina, 13 milhões de habitantes essenciais e assim temos feitos nos últimos 14 dias. E assim faremos também com o Governo Federal. Em linha com o Ministério da Saúde, e os outros ministérios, que podem e devem ter intervenções com o Ministério da Infraestrutura, d e acordo com aquilo que comentei a pouco com vocês. Nós já temos a escala de veículos de comunicação. Que poderão dirigir perguntas ao prefeito Bruno Covas, a mim, ao Dr. Germann e o Dr. Davi Uip, vou pedir para ele se aproximar mais, mantendo essa mesma distância, que nos separa aqui. A primeira, o primeiro veículo é a TV Globo, jornalista Giba Bergamin, boa tarde, sua pergunta por gentileza.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Primeiramente, queria só confirmar algo, que nós podemos entender com o secretário disse, 16 casos graves, particulares do Emílio Ribas? Certo?

[Fala fora do microfone].

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não tem o resultado do exame, eles são suspeitos.

REPÓRTER: São suspeitos graves, é isso? Perfeito. Uma pergunta importante aqui, a gente foi até uma AME, que distribuí medicamento de alto custo, a gente viu a dificuldade pessoas para retirar o medicamento?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Me adiantei, nesse assunto aqui exatamente, disso que você vai colocar agora. Houve um aumento de pessoas no sentido de buscar todos os medicamento, dois, três meses, num dia só. Acho eu já expliquei, eu posso explicar de novo, não tem problema, mas.

REPÓRTER: Só para entender na verdade assim, não tem medicamento para todo mundo retirar para esse período de três meses. É uma informação e lá gente percebeu, que aglomeração de pessoas. São pessoas que tomam imunossupressores, são pessoas de baixa imunidade, portanto numa situação, realmente problemática do ponto de vista de aglomeração. Eu queria saber se vai ter algum tipo de medida para evitar essa aglomeração das pessoas, que lamentavelmente, sem outra opção vão buscar medicamento. E como vai ser o acordo, governador, com o ministério para enviar o medicamento, que a gente sabe que o medicamento de alto custo, vem tudo do Go verno Federal, costuma atrasar, ter falta. Que tipo de negociação está sendo feita em relação a isso?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir as duas questões, a primeira foi respondida pelo secretário, mas ele pode complementar eu vi que você estava falando com o redação. Não é possível que fique 100% ligado nas informações que estão sendo oferecidas. E também não há nenhum problema em renovar a informação, quanto mais claro for, melhor para a população. Então, eu vou pedir ao secretário que fale sobre o tema da AME e, na sequência, o Dr. David Uip na relação com o Ministério da Saúde o que pode ser compartilhado também com o secretário Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Então, novamente, o que ocorreu foi que o anúncio ontem, que os pacientes iriam receber por três meses, causou um afluxo de pacientes muito grande na manhã de hoje. Nós já tínhamos dito ontem que isso começaria na semana que vem. Nós precisamos de um pequeno tempo para organizar essa entrega aos pacientes em cada uma das farmácias. Então, nesse sentido que nós estamos pedindo que nas farmácias Maria Zélia, Várzea do Carmo e Vila Mariana, que são as maiores e mais importantes, nós já temos o aplicativo do Remédio Agora que faz o agendamento dos pacientes durante o mês , então, ele está garantido no recebimento do medicamento. Ele faz o seu cadastramento, ele estava com o programa, cada vez que ele chega lá ele, rapidamente ele é atendido. A não ser numa situação como a que ocorreu hoje que foi fruto da informação de ontem. Acho que nós estamos vivendo numa situação, assim, muito delicada, muito sensível, e as pessoas, então, já foram todas hoje, ou pelo menos foi um bom número de pessoas hoje e causou esse tipo de problema. Mas isso está solucionado para a próxima semana. A medida é essa que eu te falei.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Secretário, apenas para esclarecer qual o aplicativo, é o Remédio Agora.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: O Remédio Agora é um aplicativo que faz um agendamento dos pacientes, durante o mês, para ir buscar e retirar o seu medicamento. Como aconteceu, teve a notícia ontem, hoje acabou ocorrendo uma sobrecarga de pessoas na farmácia de alto custo que você está se referindo. Mas isso estará sanado na próxima semana. E eu preciso da ajuda de vocês nesse sentido.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Dr. David Uip, a outra questão. Aliás, vou pedir, não é para desabonar o jornalista Giba Bergamim, mas apenas, como nós temos um número muito grande de jornalistas, peço a gentileza de dirigirem uma única pergunta. Seguramente, a segunda, a terceira ou a quarta que você desejaria fazer um colega seu estará fazendo. Por favor.

DAVID UIP, INFECTOLOGISTA: Você tem razão da dificuldade da distribuição de medicamentos de alto custo, porque o perfil da população é um perfil de doentes graves, é um paciente imunodeprimido, é o paciente transplantado, o paciente com doença crônica. Está havendo um acordo do ministério para agilizar o envio desses medicamentos. Isso é um problema crônico não só do estado de São Paulo, do Brasil inteiro. O que tem variado porque o controle é difícil, porque depende do fornecedor. Eu queria ressaltar um ponto que o governador falou da importância de se manter a saúde com as formas de transporte. Nós acabamos de ouvir do pessoal do pessoal da linha farmacêutica que os insumos que são usados nos produtos farmacêuticos são 100% importados. Então, qualquer coisa que haja na interrupção dessa chegada de insumos resulta na não confecção de medicamentos. Então, é fundamental que se mantenha essa situação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Os portos e aeroportos devem estar abertos, podem estar regulados, fiscalizados, acompanhados, monitorados, mas abertos.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Existe uma dinâmica nessa questão dos medicamentos, estoque, entrega e assim por diante. Hoje nós temos 2.5% de ausência do medicamento. Então, é uma situação bastante administrável, vamos dizer assim.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, nós vamos agora ao jornalista Leandro Gouveia da Rádio CBN, ele mandou a sua pergunta online. A jornalista Bruna Fasano fará a leitura da sua pergunta, lembrando que as perguntas foram encaminhadas imediatamente antes do início desta coletiva, portanto, vamos a pergunta do jornalista Leandro Gouveia da Rádio CBN.

LEANDRO GOUVEIA, JORNALISTA DA RÁDIO CBN: O governo tem um levantamento de casos suspeitos e confirmados de Corona vírus em profissionais de saúde no estado? Qual é a situação deles?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Não existe esse levantamento que você está colocando nessa forma de casos confirmados ou casos suspeitos. Os profissionais de saúde estão trabalhando e aqueles que apresentam sintomas serão avaliados. Nós não tivemos isso de uma forma, assim, que nos chamasse atenção até agora.

DAVID UIP, INFECTOLOGISTA: O que nós vimos no Hospital Sírio Libanês é que nove profissionais apresentaram síndrome gripal. E no diagnóstico, até esse momento, o que prevaleceu foi o vírus Influenza que nós temos em paralelo uma epidemia de Influenza que se antecipou aquilo que se esperava que era outono e inverno. Então, neste momento é o que nós temos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. David Uip, obrigado Leandro. A próxima pergunta é aqui presencial, da jornalista Carla Aranha da Revista Exame. Carla, boa tarde, sua pergunta por favor.

CARLA ARANHA, JORNALISTA DA REVISTA EXAME: Oi, boa tarde a todos, prefeito e demais presentes, governador. A minha pergunta sobre a Revista Exame é mais voltada ao comitê de 50 empresários que foi formado agora, que deve discutir medidas, inclusive, de medicação do Corona vírus. Eu queria, assim, ter uma prévia de que tipo de medida pode ser discutida ali, se vocês já têm reuniões marcadas? Quais os setores produtivos estão participando? Eu queria que o senhor contasse um pouquinho sobre isso. E aí, prefeito, tudo bem?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Uma pergunta Carla.

CARLA ARANHA, JORNALISTA DA REVISTA EXAME: Então, tá. Tá bom.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Desculpa.

CARLA ARANHA, JORNALISTA DA REVISTA EXAME: [ininteligível] tudo de uma vez. Desculpa prefeito.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carla, respondo sim, esse comitê teve a sua primeira reunião hoje, nós já temos reunião marcada na segunda e na quarta-feira da próxima semana e ao longo de todo o mês de abril. Nós já temos 12 reuniões marcadas, são duas reuniões semanais, sempre das 8 às 10 da manhã, com a presença física de poucos, obedecendo o espaçamento, uma área arejada e controlada e todos os demais, a expressiva maioria, online. Nós tivemos 44 presenças dos 50. Estão nos setores mais importantes da economia de São Paulo e sobretudo aqueles que devem estar presentes. O setor de abastecimento, farm ácias e supermercados, o setor de produção de alimentos, o setor de produção de fármacos também, essas são áreas essenciais e estavam presentes. Assim como todas as grandes empresas de delivery. O delivery será um instrumento muito importante, significativo daqui para a frente, ao longo da crise do Corona vírus. Então, todas estavam presentes, participando, contribuindo com sugestões e também entendendo a dimensão da gravidade das circunstâncias e a importância e o significado da entrega de alimentos, medicamentos e outros insumos em casa à essas pessoas. Foi daí que surgiu, inclusive, a observação muito clara dos setores produtivos de que nenhuma estrada, nenhum aeroporto, nenhum porto pode ser fechado, sob pena de colapso total no abastecimento, por isso é que fiz aqui o apelo a governadores, meus colegas de outros estados, assim como a prefeitos e ao próprio governo federal que agiu, eu repito, corretamente ao impedir o fechamento do Porto de Santos, assim como a manutenção do funcionamento dos aeroportos internacionais, no caso específico de São Paulo o Aeroporto de Guarulhos e Viracopos, pois a interrupção geraria o colapso no abastecimento tanto de alimentos quanto de insumos para o tratamento de pessoas enfermas e, principalmente aqueles que estão em tratamento do Corona vírus. E outras iniciativas também que estão sendo debatidas neste grupo para, na mitigação, garantir a empregabilidade, eu fiz um apelo aos empresários de São Paulo para que não dispensem funcionários que estabeleçam programas mais longos de férias e de trabalho em casa, o home office, que é a expressão em inglês que caracteriza esse tipo de trabalho. Dou o exemplo do pr esidente da Volkswagen do Brasil e da América Latina, o Pablo Di Si que estava aqui presente, a Volkswagen é o maior fabricante do país, é líder de mercado, se comprometeu a fazer essa administração. É evidente que ele, como nós, fará a verificação disto diariamente, semanalmente, mas é um exemplo, não foi o único, de compromisso para todos juntos sabermos superar essa fase de dificuldade. E também de doações que serão comunicadas amanhã que já foram feitas por este grupo de trabalho. E ele será mantido até o final da crise.

CARLA ARANHA, JORNALISTA DA REVISTA EXAME: Agora, governador, talvez em algum momento haja uma restrição a circulação de pessoas conforme o número de casos forem aumentando. Esse comitê também vai [ininteligível] nessas questões de [ininteligível] de logística mesmo, mesmo com as estradas e aeroportos e portos funcionando normalmente?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Claro, ele discutirá, não é o único comitê, mas esse é o comitê empresarial porque, com mais colaboração do setor privado, melhor nós poderemos aturar. Ações de governo municipal, estadual e o próprio governo federal, teremos melhores condições de ação feita de forma coordenada, a disposição é muito grande, eu queria registrar a todos vocês aqui, o setor privado de São Paulo, não são todas as empresas, São Paulo tem a maior concentração econômica do país, são empresas nacionais, multinacionais, que atendem o paí s como um todo. Disposição muito positiva e de enfrentar a crise com decisão e informação, eu recebi, inclusive, a presença de empresas concorrentes, onde o patamar foi aqui não há concorrência, estamos todos juntos pra ajudar o Brasil. Obrigado.

CARLA ARANHA, JORNALISTA DA REVISTA EXAME: Tem um caso interessante também nos Estados Unidos...

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu queria... Carla, eu quero, eu quero falar, eu não quero ser indelicado com você, nós temos aqui mais oito jornalistas ainda pra pergunta, se tivermos tempo, depois, com certeza, poderemos atender você, mas eu tenho que dar sequência as demais perguntas. Eu te peço desculpas, mas não fica impedido, após a coletiva, o seu atendimento, tá bom? Vamos agora, também, para uma pergunta online, que é da jornalista Laísa Dallagnol, do Jornal Agora São Paulo, também será lida pela jornalista Bruna, vou pedir só a distância entre você e o Dr. David Uip, regulamentar, por favor, Bruna.

BRUNA FAZANO: Governador e prefeito nessa questão, servidores estaduais e municipais de setores considerados essenciais, como saúde e segurança pública pedem a dispensa para aqueles com mais de 60 anos, ou que estejam em grupos de risco, o estado pretende atender a esses pedidos? E a prefeitura?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou tomar a liberdade de começar a responder, Bruno, no Governo do Estado, todos aqueles profissionais de saúde, profissionais de segurança, profissionais da Sabesp, profissionais da Cetesb e do sistema penitenciário, em qualquer idade, devem continuar trabalhando, em qualquer idade, devem continuar trabalhando, evidentemente com as devidas cautelas, e com o zelo a sua própria saúde e a saúde de terceiros. Casos especiais serão analisados caso a caso pelas suas respectivas chefias, mas isso se aplica, exclusivamente, para os segmentos de segurança pública, de saúde, sistema prisional, Sabesp e Cetesb e, obviamente, aqueles que têm posi& ccedil;ão de comando, eu tenho 62 anos, não posso trabalhar em casa, e não farei, exceto em caso extremo, evidentemente, mas assim como vários dos nossos secretários, tenho também mais de 60 anos, felizmente todos gozando de boa saúde, mas aqueles que estão em áreas essenciais, a recomendação é que continuem trabalhando e sigam a orientação das suas respectivas chefias nestas áreas que eu mencionei. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Também na área da prefeitura não há nenhuma determinação nesse sentido pra que se aplique a área da segurança ou da saúde aquilo que está sendo aplicado aos servidores, aqueles que têm mais de 60 anos, grávidas, lactantes, pessoas com imunodepressão, pra isso a gente está tentando criar outras facilidades pra esses funcionários, por exemplo, a partir da semana que vem, o secretário municipal de educação já está consultando a todos esses profissionais e a gente deve deixar aberto algumas creches municipais, pros filhos dos servidores da área da segurança e da área da saúde, tanto do município, quanto do estado, pra que eles possam ter local pra deixar os filhos delas, já que o serviço que eles prestam, nesse momento, é essencial, e a gente não pode abrir mão, então, não há nenhuma perspectiva, nesse momento, de se aplicar a mesma regra também aos servidores da saúde e da área da segurança.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno, aproveitar também, creio que posso falar em nome do Bruno Covas, agradecer aos profissionais da saúde pública do município de São Paulo, do Estado de São Paulo, e da segurança pública, a gente inclui também a Guarda Civil Metropolitana, a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica, incluo também aqui os agentes do sistema prisional, pela colaboração num momento tão difícil, a mobilização destes setores para ajudar a população, como governador do Estado de São Paulo, quero transmitir a todos os sinceros agradecimentos, e aos seus familiares também pela compreensão. Vamos, agora, a uma nova pergunta, agora presencial, do jornalista Lucas Martins, da TV Band, Lucas, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

LUCAS MARTINS, REPÓRTER: Muito boa tarde a todos, boa tarde, governador. O Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista se reuniu e anunciou algumas medidas, a maioria delas vai ao encontro daquelas tomadas na capital e Grande São Paulo, e outras tem relação direta com as peculiaridades da região, uma delas, o pedido pro fechamento de rodoviárias e hotéis, pousadas e afins, e outra que chama bastante atenção, restrição total de acesso às praias e a faixa de areia, essa medida especificamente ainda precisa passar pelo Governo do Estado, é uma decisão que cabe apenas aos municípios, e de que forma isso seria feito, nesse caso, a Polícia Militar poderia ser utilizada pra isso?< /span>

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Lucas, obrigado pela pergunta, a decisão é soberana dos prefeitos, eles têm a capacidade de administrar a crise, como está tendo o prefeito Bruno Covas, todos estão recebendo orientação do Governo do Estado, online, pela Secretaria de Desenvolvimento Regional, nosso secretário Marco Vinholi deve estar aqui, há todos os dias um informe eletrônico pra todos, pra que possam captar ou imediatamente ou subsequentemente nos seus próprios aparelhos celulares, para que as ações estejam dentro de um patamar, como você mesmo reconheceu, no caso da Baixada Santista, dentro de um patamar justificável, aceitável e correto, com o tem sido, aliás, no caso da Baixada Santista. Então, eles têm o poder de orientar a população, no caso das praias, por exemplo, essa é uma decisão local, de Santos, São Vicente, Praia Grande, Bertioga e todos os demais municípios que são banhados pelo Oceano Atlântico e onde possuem praias, a decisão é deles. Se houver necessidade, evidentemente, que amparado em decisões e informações da saúde, nós agiremos, mas eu tenho que considerar que os prefeitos têm agido de forma correta. E, se precisarem de ajuda e apoio da Polícia Militar, embora essas cidades que eu mencionei, especificamente na Baixada, tem a sua Guarda Metropolitana, ou a sua Guarda Municipal, nós estaremos, obviamente, dispostos a cooperar e ajudar, mas a população ao ser informada sobre isso, será solidária, eu tenho certeza que ela saber& aacute; compreender que essas medidas são em sua proteção e da sua família. Obrigado. Vamos agora a mais uma pergunta online, é da jornalista Tatiana Santiago, do Portal G1, eu estou lendo aqui a pergunta, mas ela já foi respondida, mas, de toda maneira, a jornalista Bruna Fazano formulará aqui a questão da Tatiana Santiago, do Portal G1, que está nos assistindo nesse momento.

BRUNA FAZANO: Governador, houve uma oportunidade de alterar um dado que o senhor já respondeu, o governo calcula que serão necessários 1400 novos leitos de UTI para enfrentar o coronavírus, no entanto, isso considera todo e qualquer leito no estado, e sabemos que a taxa de ocupação desses leitos fica em torno de 90% com doentes muito graves, como o governo vai fazer para desocupar leitos? Haverá essa necessidade? Vai ter equipamento de respirador automático pra todas as novas UTI's? Onde serão instaladas e qual o prazo de entrega?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A Tatiana mudou a pergunta, porque a pergunta anterior já tinha sido respondida, então, vamos de maneira prática e objetiva pedir ao Dr. David Uip para responder a jornalista Tatiana Santiago, do G1, remotamente, e na sequência, a complementação do Dr. José Henrique Germann. Por favor.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: São 1400 leitos estimados nesta primeira leva, neste momento da epidemia, nós estamos ampliando isso pros quatro primeiros meses, eles se adicionam aos 7200 leitos que o estado já disponibiliza. [ininteligível] terá que haver uma gestão de leitos, gestão de leitos de UTI, criarmos um quadro pra que todos os procedimentos aconteçam rapidamente, às vezes o indivíduo não tem alta por conta de falta de implante de marcapasso, aqueles doentes crônicos de UTI, nós teremos que ter um respaldo de encaminhamento, estamos discutindo os moradores de UTI como fazer, sempre preservando a saúde e bem-estar de todos os envolvidos. Mas, segur amente, além dos 1400 leitos, nós vamos ter que fazer gestão junto aos leitos já existentes. Secretário teve uma reunião ontem com todos os hospitais do estado, são 100 hospitais, primeiro mostrando o protocolo de tratamento de insuficiência respiratória aguda, e depois, houve um tempo justamente pra isso, que cada diretor, cada superintendente faça gestão dos seus leitos, tenho absoluta segurança que aquela ocupação de 90%, que é o dia a dia de todas as UTI's, baixará com essas orientações.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Dr. José Henrique Germann, alguma complementação?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, só pra ficar claro, esses 1400 leitos, foi a estimativa feita de acordo com o que nós estamos estimando a respeito da ocorrência da patologia, Covid-19, em função disso, pelo tempo médio de permanência, enfim, nós chegamos a esse número de 1400 leitos, e são 1400 leitos novos, o estado, como disse o Dr. David, já tem 7000, são 3.500 leitos pra adultos, trabalha numa porcentagem alta, mas serão acrescidos. Obviamente que com o ocorrer da epidemia, novos cálculos poderão ser feitos acrescendo ou diminuindo nesse número de leitos. Tivemos uma reunião ontem com o secret&aacute ;rio Edson Aparecido daqui e os leitos da Prefeitura também, todo, toda a área dos hospitais da Prefeitura de São Paulo estarão adicionados a esta conta também. E aí, assim que ele liberar a gente já comunica pra vocês quantos leitos a mais serão aí. Mas a nossa expectativa então, como eu disse hoje, são 1.400 leitos, temos hoje já catalogados cidade por cidade, hospital por hospital, de 1.049 leitos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. Davi Uip e o Bruno, Bruno, bom, então--

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Só pra complementar a fala do secretário Guermann, só aqui no município serão mais 490 leitos de UTI, somando essa necessidade. É do setor público, é um sistema só, a gente tem atuado em parceria, 190 reorganizando dentro dos hospitais municipais e 300 novos leitos estão sendo abertos em parceria com o Ministério da Saúde com equipamentos ainda fechado ao público. Inclusive, amanhã devo visitar com o secretário Edson Aparecido, parte dessas obras a ideia é que em até três semanas eles sejam todos os 490 já disponibilizados pra tratamento do coronavírus.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Então atingimos a meta de 1.400 leitos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Bruno. Obrigado pela boa informação também. Dr. Davi Uip.

DAVI UIP, INFECTOLOGISTA: Um pouquinho antes de eu entrar na reunião o ministro nos ligou e deu garantias que tudo aquilo que o Estado de São Paulo reivindicaria e ele vai cumprir reafirmando a reunião que ele teve conosco antes. Então o ministro se pôs absolutamente à disposição, tanto do ponto de vista de leito como da formatação com aparelhos, aquilo que estiver disponível. Eu entendo que nós vamos ter uma dificuldade, a pergunta da jornalista em relação aos respiradores. Hoje há uma concorrência muito forte no mundo inteiro na compra de respiradores. O ministro já me afirmou que está negociando com outros países, aqueles que já passaram por isso pra, talv ez, ter alguma forma de vinculação e trazer esses respiradores no Brasil. Inclusive [ininteligível] e eu consegui aqui com doutores brasileiros se pode haver alguma colaboração rápida de entrega de respiradores.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Davi Uip. Vamos dar a sequência a coletiva de imprensa aqui no Palácio dos Bandeirantes em São Paulo. Próxima pergunta é da Folha de São Paulo, o jornalista Arthur Rodrigues. Depois eu vou pedir pra ficar perto do microfone, jornalista Emerson Ramos da TV Record. Perto não suficiente pra aproximação demasiada, apenas pra saber que será logo após o Arthur Rodrigues que já está com o microfone. Arthur, boa tarde.

ARTHUR RODRIGUES, REPÓRTER: Boa tarde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Se quiser pode virar o... Isso, isso.

ARTHUR RODRIGUES, REPÓRTER: Eu gostaria de perguntar pro governador e pro prefeito, já que foi decidido que não vão ter medidas pra interromper o transporte público, que medidas que vão ser tomadas pra minimizar o risco de contágio tanto nos ônibus quanto no metrô. Se vai aumentar os trens, se vai limitar o número de passageiros, se vai abrir as janelas. Eu gostaria de entender como é que vocês vão tentar minimizar esse risco que vai haver de qualquer maneira.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Arthur, pelo Governo do Estado de São Paulo, os trens da CPTM e os trens do metrô, hoje, já tem 35% menos movimento do que tinham na semana passada e a tendência é decrescer ainda mais, dado o fato de que a partir do dia 23 nós teremos o comércio uma parcela considerável e majoritária do comércio na capital e na região metropolitana não funcionando, as escolas públicas também não estarão funcionando, outros setores estarão da mesma maneira sobrestados para 30 ou 60 dias, haverá uma redução sensível, razão pela qual nós não diminuímos o número d e vagões, nem faria sentido, no metrô e na CPTM para melhorar o espaçamento para que as pessoas possam utilizar o sistema de transporte com o menor risco possível. Também o sistema de higienização das unidades do metrô e da CPTM, os vagões, eles foram redobrados, eles estão sendo higienizados duas vezes por dia, assim como as estações também do metrô e da CPTM: corrimão, piso, banheiros. Toda a estrutura onde as pessoas possam passar e tocar estão sendo higienizadas. Autorizamos, inclusive, um investimento maior, o que for necessário pra garantir higiene adequada e através do álcool gel em todas essas unidades da CPTM, sejam estações, sejam trens. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Queria mais uma vez reforçar que as decisões estão sendo tomadas diariamente [ininteligível] não tendo contato com novos números da doença. Então a decisão vale pra hoje até este horário, talvez amanhã, ou depois de amanhã, ou na semana que vem seja uma outra atitude, sempre com base no que os profissionais da área da saúde apontam pra Prefeitura de São Paulo, pro Governo do estado de São Paulo. Então não é que já foi decidido e pronto, nunca mais isso vai ser visto. Até agora não houve a necessidade de se fazer isso, né? E volto a dizer, isso não é opinião minha e do governador, é opinião dos técnicos da área da saúde. Se é um momento eles apontarem que há essa necessidade essa atitude será feita. A gente aqui tem que andar, né, sempre pensando no que é bom pra se fazer para evitar aglomeração e evitar a propagação da doença, e ao mesmo tempo não deixar o Município e o Estado numa situação que não há necessidade da gente entrar dado o avanço atual da doença. Isso por quê? Porque isso é uma doença que tanto o Município, o Estado e o mundo estão conhecendo a evolução dela. Se ainda tivesse o histórico dela em outras oportunidades, talvez seria possível antecipar. Olha, daqui uma semana tal medida vai ser tomada. Daqui a duas semanas, tal medida vai ser tomada. Mas diariamente a gente tem tomado conhecimento d os números e outras ações vêm sendo tomadas. Aqui em relação ao município, embora não haja paralisação e não haja fechamento dos ônibus, a determinação é para que os ônibus sejam lavados com água sanitária não ao final do dia nas garagens, mas ao final da linha em cada terminal de ônibus. Então pra ele poder fazer a viagem de volta ele tem que ser lavado para que não seja algo que contamine as pessoas que vão entrar e fazer a viagem de volta. As empresas, as concessionárias já estão se adaptando a isso, já estão contratando pessoas pra poder fazer esse trabalho nos terminais, isso já tá tendo efetividade na prática.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Mas eu quero, Emerson, antes da sua pergunta, aproveitar aqui as câmeras de televisão e também o áudio de várias emissoras de rádio. Você que é cidadão, você que é cidadã, você que mora em São Paulo, cuide evidentemente da sua saúde. Você tem que lavar as mãos constantemente com água e sabão durante vinte segundos. A orientação está dada, inclusive num comercial de televisão que está sendo veiculado desde a semana retrasada. E obviamente álcool gel, porque essa é a forma de você estar protegido, cada pessoa também dev e fazer, cumprir o seu papel de proteger-se e ajudar a proteger as demais pessoas. E logo na abertura da reunião de hoje eu disse, e por isso o Bruno reafirmou agora, as decisões de hoje podem ser revistas amanhã, obviamente. Nós estamos diante de uma guerra, e numa guerra as decisões são avaliadas diariamente, não são semanalmente, diariamente. Por isso temos tido coletivas praticamente todos os dias com anúncios e medidas dado a evolução do coronavírus e sempre, como lembrou o prefeito Bruno Covas, amparado em informações científicas, dos profissionais especializados em infectologia e epidemias. Agora sim, Emerson. Obrigado pela paciência. Sua pergunta, por favor.

EMERSON RAMOS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Se quiser pode levantar um pouquinho o microfone, se você quiser.

EMERSON RAMOS, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Analisando a evolução da doença em outros países e taxas de mortalidade em outros países, e com cenários que devem estar sendo projetados para possíveis, aqui no estado de São Paulo, existe uma estimativa de quantas mortes a gente pode ter no estado de São Paulo por coronavírus?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: David Uip.

DAVI UIP, INFECTOLOGISTA: Nós trabalhamos com cenários. E trabalhamos não com números, mas com taxas. Isso é absolutamente fundamental com o seguinte cuidado. Depende de como você vai pôr o denominador. Muito se fala da Coreia, mas a Coreia testou uma boa parte da população. Então o denominador aumenta, o número de mortes é o mesmo, mas o coeficiente é baixo. Quando você trabalha só com casos graves, então o teu denominador é um número limitado, mas grave. O teu numerador é o número de mortes, aumenta a letalidade. Então tem que ter muito cuidado. Nós estamos nos preparando para um processo grave, importante, fundamentalmente de pacientes com ins uficiência renal, mantidos ainda as características iniciais. Quais são os grupos de maior risco? As pessoas com mais de 60 anos e com comorbidades. Estamos muito atentos a outras populações, as mais jovens evidentemente nós teremos casos em população com menos de 60 anos, mas isso são fatos que são acompanhados no dia a dia. Crianças, outra história que nós estamos sendo muito questionados. Crianças, até esse momento, não tem importância na letalidade. O que não quer dizer que não vão adoecer. Provavelmente, doença mais leve. Mas pandemia é assim, muda cada dia, você tem estar, inclusive, atento as peculiaridades da tua região. Nós estamos muito atento, focados no que conhecemos, mais, muito vivos para aquilo que pode acontecer.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok, muito obrigado, Dr. Davi Uip, obrigado Emerson, nós temos mais cinco perguntas na coletiva de hoje, antes do encerramento. Agora, pergunta vem de um veículo do comunicação do interior do estado de São Paulo, Jornal Diário de Bragança, o jornalista Gerson Gomes, a jornalista Bruna Fazano fará a leitura da pergunta.

REPÓRTER: No interior, não há muitos leitos de UTI, qual será à estratégia do Governo do Estado, quando as UTIs dos hospitais do interior estiverem lotadas?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Secretário Germann ou Dr. Davi Uip?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Vamos dividir a resposta. Nós estamos dentro de um processo inicial, num pensamento de centralização de casos mais graves. Principalmente, pela ocorrência, que é muito maior na grande São Paulo. Então, é aqui que nós estamos colocando os reforços e todos os recursos novos que nós estamos colocando no enfrentamento do vírus.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. José Henrique Germann, a próxima pergunta já encaminhando para fase final da nossa coletiva. É do jornal o Estado de São Paulo, jornalista Bruno Ribeiro, Bruno boa tarde, sua pergunta por favor.

REPÓRTER: Boa tarde todos, é uma pergunta sobre critérios, governador. Hoje, o prefeito publicou decreto restringindo realização a abertura de espaços de shows, e eventos. E o senhor fez uma recomendação para que as igrejas fechassem, mas não tem uma posição legal. Mas se gente considerar, nós temos visto na internet líderes religiosos, minimizando os efeitos do vírus e dizendo que as igrejas podem ficar abertas e tal. Porque o senhor não optou por uma medida mais impositiva, a exemplo do que prefeito fez no município?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Primeiro um esclarecimento, o prefeito não fez uma medida impositiva em relação a templos e igrejas, mas em outras áreas. Eu compreendi, só para esclarecer quem está assistindo agora. Todas as medidas que nós temos adotados aqui, desde o início, inclusive, das coletivas de imprensa, nós temos feito recomendações, e todos os setores tem atendido plenamente. Não tivemos nenhuma dificuldade, em nenhum segmento onde houve a recomendação. Eu tenho certeza que isso não ocorrerá em relação a templos e igrejas. Nos tivemos o cuida do de ontem, ao longo do dia, de dialogar com principais líderes e comunicar às decisões que hoje anunciamos. Não houve nenhuma resistência, houve ao contrário, compreensão, sentimento solidário, humanitária e, inclusive, de que igrejas e templos possam orientar os seus fiéis, não só utilizando só canais de internet, mas também os seus canais de televisão. O sentimento não foi de recusa, foi de adoção.

Um vídeo que circulou na internet, de um membro de uma igreja evangélica, essa igreja não é aqui de São Paulo. Não vou nominar, até para não criar nenhum estigma, a igreja não tem expressão, aqui em São Paulo. Mas posso garantir que todas as demais igrejas evangélicas, assim como igreja católica, igreja ortodoxa, anglicana e todas elas, de matrizes africanas, todos têm sido solidários e saberão seguir essa orientação, já a partir de segunda-feira, dia 23. Porém, quero alertar também, se não houver a sequência a essa orientação do Governo do Estado de São Paulo, posso assegurar que o governo e Prefeitura de São Paulo, vão agir. Eu tenho certeza que isso não será necessário. Bem, vamos agora, a mais penúltima pergunta on-line, da jornalista Ana Paula Rodrigues, da rádio bandeirantes e peço uma vez a jornalista Bruna Fazano, diga a pergunta da jornalista Ana Paula.

REPÓRTER: Está sendo percebido um fluxo muito grade de pessoas em cidades do litoral sul, e norte. Muita gente passou a fazer home officce, ou se isolar nesses locais. Alguma discussão sobre ampliar as restrições como feitas nas grandes São Paulo, para o litoral?

DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ana Paula vou dividir a resposta com Dr. Davi Uip, e o doutor Zé Henrique Germann. Nós estamos monitorando bastante de perto, diariamente, o movimento do coronavírus. O epicentro é a capital de São Paulo, todos sabem disso, felizmente pouca incidência no litoral, e no interior, na região metropolitana, e interior. Região metropolitana diria com uma faixa de risco um pouco mais elevada. No litoral, e no interior, Bruno, felizmente muito baixa a expectativa. Porém, se houver mudanças, nós informaremos. Neste momento, as medidas que estão sendo adotadas no litoral sul, litoral norte, Baixada Santista por prefeitos, em conjunto com o governo estado de S ão Paulo, na área da saúde, nos parecem adequadas até o presente momento. Mas, devido a resposta com Dr. Davi Uip, Dr. Zé Henrique. ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Essa sensibilidade que as pessoas estão indo para litoral, mas não é só para o litoral, estão indo para interior, no sentido muito legítimo de proteção. Mas é óbvio, que não vai transferir o problema daqui para outro lugar. Então, nós estamos atentos. Se precisar tomar medidas outras, nós conversaremos e sugeriremos para o secretário, e governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok, Ana Paula obrigado, ela está assistindo aqui direto da sede da rádio bandeirantes, vamos agora penúltima pergunta. Aliás, tomar liberdade não deixar presencial como última, e Bruna Fazano recorrer a você a última pergunta on?line que é do jornalista Gustavo Toledo, da Record News e aí nós voltamos com o William Cury, da Globo News que será última pergunta de hoje. Por favor.

REPÓRTER: Como São Paulo tem concentrado os casos de coronavírus? Existe possibilidade de isolar a grande São Paulo assim como aconteceu em Wuan na China?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, Gustavo vou dividir a resposta aqui, com os meus colegas que estão aqui, Dr. Davi Uip e, Dr. Germann e com o prefeito Bruno Covas. A cada dia nós avaliamos à situação na capital de São Paulo, na grande São Paulo e no estado de São Paulo. Nós todos aqui temos repetido às vezes, dito que estamos numa guerra e uma guerra se avalia diariamente, muitas vezes, a cada hora. Nesse momento, não há necessidade de fazer o isolamento da região metropolitana de São Paulo. Várias medidas foram adotadas ao longo dos últimos dez dias, pelo prefeit o da capital de São Paulo, e pelos prefeitos da cidade da região metropolitana de São Paulo. Pelo Governo do Estado de São Paulo, sempre em comum acordo com o Ministério da Saúde, e nesse momento, posso afirmar, repito, neste momento, não há necessidade de fazer o isolamento. Mas, eu não estou fundamento essa afirmativa, na reunião que tive agora pela manhã com o Dr. Davi Uip, e doutor Zé Henrique Germann, que poderão emitir suas opiniões e depois voltamos aqui ao Bruno Covas.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Nossas atitudes e ações se baseiam na observação do dia?a?dia. Até momento, como disse o governador, não há necessidade, embora nós estejamos fazendo sim uma série de medidas que são restritivas. Acabaram de ouvir uma hoje. E a questão praticamente, de uma proibição que as pessoas acima de 60 anos não saiam de casa, ela é cada vez mais forte. Porque pelos quatro óbitos, por exemplo, todos são acima de 60 anos. Nós estamos sim fazendo medidas restritivas nesse sentido. Agora, poderão ser mais restritivas, mas no momento, com 240 casos, confirmados ainda, podemos observar este comportamento do vírus.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Davi, quer completar.

DAVI UIP, INFECTOLOGISTA: Não hesitaremos em orientar o governo se isso for necessário. Agora o acompanhamento, é um acompanhamento epidemiológico, ele é técnico. Se isso for preciso, não há qualquer possibilidade de nós não sugerimos. Orientação do governo, e do prefeito é preservação das vidas humanas. Faremos o que for preciso para isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado ao Dr. Davi.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Quinta-feira passada nós estávamos numa coletiva aqui no palácio dos bandeirantes, anunciando várias medidas. A situação mudou na sexta-feira, com confirmação do primeiro caso de transmissão comunitária, e mudou de novo na segunda-feira, com o primeiro óbito aqui na cidade de São Paulo. Então, a gente vive uma mudança às vezes diária da realidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Até para aditarmos, obrigou fazer uma reunião no domingo à noite, nos reunimos no domingo a noite.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Em que momentos nos encontramos? No encontramos no momento que a determinação da vigilância sanitária do município, é seguir à recomendação da OMS, de restringir à circulação de 60% da população. É um dado estatístico, que se for conseguido pelo município de São Paulo, a gente consegue evitar a explosão da curva de crescimento do número de casos. Pode ser que a realidade mude daqui uma semana, daqui um mês, dois, três dias. Impossível, afirmar com essa precisão. Mas essas medidas, anunciadas até ess e instante. Visam exatamente, conseguir aquilo que a determinação da vigilância sanitária do município, baseada em estudos da OMS, que é restringir em 60% à circulação de pessoas na cidade de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado prefeito Bruno Covas, vamos à última pergunta da coletiva de hoje. Aproveitando aqui as câmeras e os que nos sintonizam no momento no palácio do bandeirantes em São Paulo, para recomendar expressamente pessoas com mais de 60 anos, devem ficar em casa. Volto a repetir, a recomendação é de médicos infectologistas e especialistas, pessoas com mais de 60 anos, por favor, fiquem em casa. E lembro também que amanhã teremos uma nova coletiva as 12 e 30, aqui mesmo nesse local, no palácio do Bandeirantes, obedecendo as normas sanitárias que isso possa ocorrer presencialmente e virtualmente. William Cury, jornalista da Globo news.

REPÓRTER: A pergunta sobre os presídios. Eu quero saber a situação, se há algum infectado entre presos e funcionários? Se o estado estuda alguma medida mais drástica como, por exemplo, impedir as visitas aos detentos?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou dividir, medidas drásticas no momento não, mas aqui eu vou seguir a mesma frase básica que norteia todas as nossas reuniões, Willy, e as pessoas que estão assistindo pela Globo news, no momento. Essa uma decisão até o presente momento. Não temos um medida drástica para adotar. A medidas, são medidas preventivas de saúde pública, no sistema prisional, em qualquer de suas instâncias para proteger funcionário, e agentes penitenciários e proteger também a população prisional de São Paulo, e como todos sabem, é maior do país. Mas agora, eu passo a palavra ao nosso secretá rio da saúde, doutor Zé Henrique Germann.

DR. JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: No sistema prisional não tem nenhum caso confirmado e nem suspeito, assim que aparecer essa situação, vamos atuar da forma correta. Não tem porque, a gente restringir mais a vida dos detentos, no sentido cortar visitas e etc. Hoje

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, queria agradecer ao Willy, a sua pergunta e agradecer mais uma vez a presença dos jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos que aqui vieram na palácio do bandeirantes, a agradecer a presença do Bruno Covas, ele estará sempre que possível, não em todas, sempre que possível estará aqui na coletivas. Lembrando ele está acompanhando de vários dos seus secretários municipais, e nós também, além do Dr. Zé Henrique Germann e Davi Uip, que é um voluntário, trabalhando pró bono, já há duas semanas como coordenador do centro de contingência do covide 19, também acompanha essa coletiva. Aos jornalistas portanto muito obrigado, e você está em casa nos acompanhando, nos assistindo, e ouvindo, grato também, sintonize a sua emissora, e o se jornal, sua fonte de informação, no site, na internet, e informação é uma das formas de vencermos a crise do coronavírus e por favor, siga a orientação médica e sanitária, que já sabe, para reduzir locomoção, trabalhar em casa, se essa é orientação que você recebe da sua empresa, ou do seu órgão público, e nos ajudem a proteger as pessoas com mais de 60 anos. Por favor, sejam solidários, abram o seu coração. Muito obrigado bom dia a todos