Coletiva - SP tem queda de mortes e internações pela segunda semana consecutiva 20200308

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - SP tem queda de mortes e internações pela segunda semana consecutiva 20200308

Local: Capital - Data: Agosto 03/08/2020

Soundcloud

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Vamos iniciar a nossa coletiva de imprensa de hoje, segunda-feira, 3 de agosto, direto do Palácio dos Bandeirantes em São Paulo. Hoje participam da reunião Jean Gorinchteyn, secretário do estado da Saúde, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tec nologia; Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional; Paulo Meneses, coordenador do comitê do centro de contingência da COVID-19, que hoje passa o bastão para José Osmar Medina, que passa a ser o novo coordenador do centro de contingência do COVID-19, ele que já íntegra o nosso comitê de saúde. João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência. Também participam da coletiva, Rossieli Soares, secretário de Educação do estado de São Paulo. E Raquel Teixeira, nova coordenadora da EFAP - Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Profissionais de Educação, e ex-secretária de Educação do estado de Goiás. Nas mensagens de hoje, primeira mensagem é em relação ao setor de saúde pública aqui do estado de São Paulo, cada vez mais ao longo das &uacute ;ltimas semanas o setor de saúde do estado de São Paulo vem recebendo pacientes de outros estados, do Sul, do Sudeste, do Centro-Oeste, do Norte e do Nordeste do Brasil. O sistema público de saúde de São Paulo é aberto, e recebe de braços abertos todos aqueles que precisam de atendimento aqui na rede pública de saúde do estado de São Paulo. Só no complexo do Hospital de Clínicas quase 30% do atendimento dos pacientes do COVID-19 vem de outros estados do Brasil, e ali são atendidos, não é diferente dos demais hospitais públicos do estado, e também dos hospitais privados aqui de São Paulo, ninguém fica sem atendimento, São Paulo não pede CEP e nem origem para atender quem precisa. Ao longo desses quatro meses, médicos, enfermeiros e paramédicos da rede pública do estado de São Paulo, já atenderam m ais de 50 mil pacientes de outros estados do país, o que mostra a relevância, a importância e a confiança do sistema público de saúde de São Paulo, para os brasileiros de todo o país. E aos profissionais de saúde que atuaram e continuarão atuando para proteger vidas de todos os brasileiros, indistintamente, mesmo os que não residem aqui em São Paulo, o nosso muito obrigado. Também a segunda mensagem é um agradecimento, um agradecimento às mulheres, pesquisa recente indicou que mais de 80% das mulheres do Brasil, e não apenas de São Paulo apoiam as medidas da quarentena à utilização obrigatória de máscara, o distanciamento social, as medidas de higiene, para limpeza das mãos, sobretudo, com a recomendação dos governos municipais e estaduais. E mais uma vez, eu quero como governador de São Paulo, agr adecer às mulheres, pela atitude, pela postura, pela compreensão, pela compaixão, por elas cuidarem da sua saúde, da saúde dos seus filhos, dos seus netos, dos seus familiares, dos seus vizinhos e dos seus amigos, é um exemplo de solidariedade, as mulheres do Brasil estão dando um grande exemplo de solidariedade, e a elas, como governador do estado de São Paulo, quero renovar o agradecimento pelo apoio, pela compreensão e pela postura solidária e de compaixão, para ajudar não apenas os seus familiares, mas também seus vizinhos, seus amigos, e até outras pessoas que sequer fazem parte da sua relação de amizade, mas elas têm sido absolutamente solidárias. E faço aqui também um registro de agradecimento às mulheres da saúde, médicas, enfermeiras, auxiliares, técnicas, atendentes, fisioterapeutas, funcionári as da limpeza, profissionais, mulheres profissionais da área de segurança, que tem sido decisivas na proteção das pessoas e na defesa à saúde, e à vida, à todas elas o osso sincero muito obrigado. Espero que também os homens reticentes, sigam o exemplo das suas mães, das suas irmãs, das suas avós, das suas amigas e das suas esposas, e façam a coisa certa, protejam-se e protejam as demais pessoas. Informações, hoje temos três informações na coletiva de imprensa, pela segunda semana consecutiva o estado de São Paulo tem queda no número de óbitos e internações pelo Coronavírus, uma ótima notícia. Houve uma diminuição de 8% no número de óbitos nessa última semana em relação à semana anterior. Na semana de 19 a 25 de julho o estado de São P aulo teve 1.870 óbitos, nessa última semana, de 26 de julho a 1 de agosto, o número caiu para 1.719, 151 vítimas a menos. Portanto, 8% na queda de óbitos no estado de São Paulo. É uma notícia importante, significativa, e de impacto positivo, que nos enche de esperança. Também nesse mesmo período tivemos uma queda de 2,5% no número de internações por Coronavírus no estado de São Paulo. Entre 19 e 25 de julho o estado teve 12.874 internações, nesta última semana, de 26 de julho a 1 de agosto, foram registrados 12.551 internações, menos 323 pessoas internadas. Portanto, repito, uma queda de 2,5% no número de internações. São boas notícias, sim, boas notícias que precisam ser registradas, mas com prudência, nós temos que manter o nosso foco, manter as medidas, continuar a quarente na, seguir tornando obrigatório o uso de máscaras, distanciamento social, e recomendando a higienização das mãos, e os procedimentos de cuidado com a própria saúde. E obviamente com todo o atendimento no sistema público e privado para os infectados pelo Coronavírus. Mas, de fato, temos boas notícias nessa semana. Segunda informação, é o anúncio do novo coordenador do centro de contingência do Coronavírus em São Paulo. O centro de contingência, que é composto por dez médicos especialistas, e cujo os nomes eu lerei na sequência, é uma referência no Brasil e também no âmbito internacional, já recebemos elogios da Associação Pan-americana de Saúde, pela iniciativa que o governo do estado de São Paulo teve desde o dia 26 de fevereiro, quando este comitê foi composto sob &a grave; liderança do médico infectologista David Uip. Originalmente com dez membros, hoje ele tem 20 médicos como membro, um não médico, que é o secretário de Saúde do município de São Paulo, Edson Aparecidos. E se tornou uma referência, e passou a ser uma inspiração também para outros estados brasileiros que adoram o mesmo procedimento com nomes diferentes, ou equivalentes. Mas todos eles seguiram a orientação, e acertada, diga-se, de ter um segmento de médicos infectologistas, epidemiologistas compondo um centro de contingência, ou um comitê científico. O Doutor José Medina é médico nefrologista, diretor do Hospital do Rim, professor titular da Unifesp, e integrante do comitê de saúde do estado de São Paulo, onde tem sido um dos seus destacados 20 médicos cientistas integrantes. Ele assume a coordenação nos próximos 15 dias, dentro do sistema de revezamento e rodízio que foi criado, para que todos possam ter a oportunidade de coordenar, e não fiquem sobrecarregados, dada a dimensão das tarefas que são demandas ao centro de contingência do COVID-19. Mas eu quero agradecer aqui ao doutor Paulo Meneses, pelo brilhante trabalho realizado ao longo desses 15 dias. Ele que está conosco desde o início, desde o primeiro momento, desde o primeiro grupo de dez médicos, e que continuará, evidentemente, conosco, no centro de contingência. A você, Paulo Meneses, muito obrigado, com muita sinceridade. Terceira e última informação, agora sim na área da educação, São Paulo é o primeiro estado do Brasil a aprovar o novo currículo para o ensino médio, o estado de São Paulo saiu na frente ao elaborar a mudan&cced il;a curricular determinada pela lei do novo ensino médio. O novo currículo de ensino médio de São Paulo terá 12 opções de cursos, que permitirá aos alunos a escolha da disciplina, ou das disciplinas com as quais eles mais se identificam. O objetivo é criar uma escola que dialogue com a realidade atual da juventude, que se adapte às necessidades dos estudantes, e os preparem para viverem em sociedade e enfrentar os desafios de um mercado de trabalho dinâmico. Essa é a proposta do novo ensino médio de São Paulo, cujos dados serão informados daqui a pouco pelo secretário de educação do estado de São Paulo, Rossieli Soares. Esse currículo vai sendo implementado nas escolas da rede estadual de forma gradual, e a partir de 2021, com a primeira série do ensino médio. E aproveito a oportunidade para anunciar a chegada da professora Raquel Teixeira, um orgulho para o estado de São Paulo, um orgulho para a educação desse estado tê-la entre as colaboradoras da Secretaria de Educação. Raquel Teixeira foi secretária de Educação do estado de Goiás, onde alcançou o primeiro lugar no IDEB em 2017, foi a última avaliação feita pelo IDEB. No ensino fundamental 2, e ensino médio. E ela alcançou relevância nacional por ter ocupado a Secretaria de Educação do estado de Goiás, e levado o estado de Goiás à essa condição de campeão do IDEB, e agora ela está conosco atuando na Secretaria de Educação. Trouxemos dois campeões de resultados, Aroldo Correia, que foi secretário de Educação do estado do Espírito Santo, e agora Raquel Teixeira, que foi secretária de Educação do e stado de Goiás, ambos campeões do IDEB. Raquel Teixeira cumpriu dois mandatos, brilhantemente, aliás, como deputada Federal, pelo seu estado, o estado de Goiás. Por último, antes das palavras dos que estão aqui conosco nos acompanhando, eu queria mencionar os membros do comitê de contingência do COVID-19, não é ordem de importância, apenas uma referência dos nomes que aqui estão: Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do estado de São Paulo, médico infectologista do Emílio Ribas; José Medina, coordenador agora do centro de contingência do COVID-19, cujo o currículo já mencionei há pouco; José Henrique Germann, médico especialista em administração hospitalar, ex-secretário de Saúde do estado, e que segue como membro deste comitê; David Uip, médico infectologista, e Reit or da Faculdade de Medicina do ABC; Marcos Boulos, médico infectologista da Faculdade de Medicina da universidade de São Paulo; Dimas Covas, médico e presidente do Instituto Butantã; Luís Carlos Pereira Júnior, médico e diretor do Instituto Emílio Ribas; Paulo Meneses, infectologista e coordenador de controle de doenças da Secretaria de Saúde, e até hoje o nosso coordenador do centro de contingência do COVID-19; Helena Sato, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria estadual de Saúde; Luiz Fernando Aranha, médico infectologista; Carlos Fortaleza, médico infectologista e professor da faculdade da UNESP, em Botucatu; Benedito da Fonseca, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo; Espes Kallas, ou Esper Kallas, médico infectologista e professor da Faculdade de Medicina da USP; Rodri go Angerami, médico infectologista do Hospital de Clínicas da Unicamp. João Gabbardo, médico e ex-secretário geral do Ministério da Saúde na gestão de Luiz Henrique Mandetta; Carlos Carvalho, diretor de divisão de pneumologia do Incor, do Hospital de Clínicas em São Paulo; Júlio Croda, médico infectologista e coordenador adjunto de medicina do CAPS, e ex-secretário no Ministério da Saúde na gestão de Luiz Henrique Mandetta; Rausion Teixeira, médico infectologista, diretor da divisão médica do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo; Geraldo Reple Sobrinho, secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, médico e ex-secretário executivo de Saúde aqui do estado de São Paulo, na gestão David Uip; E Edson Aparecido, que é o único não médico, e &eacut e; o secretário de Saúde do município de São Paulo. A todos eles, os que estão aqui e os que estão nos assistindo e ouvindo, muito obrigado pela cooperação, pelo desprendimento, pela atitude e pelo apoio que têm tido a todas as iniciativas na proteção à vida e à saúde, aqui no Estado de São Paulo. Bem, feitas essas considerações e as informações iniciais, vamos agora, no tema da Saúde, com o Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo, apresentando os números de hoje da saúde em São Paulo e, volto a repetir, são números que nos alegram e nos enchem de esperança. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Bom dia, governador, bom dia a todos os secretários e a todos aqui presentes, e eu quero também dar um cordial bem-vindo ao Dr. José Medina, agora o nosso coordenador no Comitê de Contingência do Covid-19. Quero agradecer também a presença honrosa do Dr. José Henrique Germann, que sempre enobrece a sua participação. Uma boa notícia, como foi dito pelo Sr. Governador: Pela segunda semana consec utiva, o Estado de São Paulo apresentou uma diminuição no número de óbitos e internações no estado. Isso claramente se espelha, se reflete ao programa de testagem. Hoje, atingimos 1.788.000 testes, correspondendo a 25% do total de testes realizados no Brasil. Chegamos a níveis de testagem similares a países europeus, como a Noruega, como a Alemanha, com cerca de 23 mil testes todos os dias. São Paulo tem e testa 70% mais que os estados do Centro-Oeste, e testa 83% mais que os estados do Nordeste, em números absolutos. Por outro lado, além dos testes, cuidamos de vidas. Aumentamos a capacidade hospitalar, aumentando o número de leitos, assim como de respiradores. Nós temos hoje 3.347 respiradores entregues, dobrou-se em 2,5 vezes o número de leitos em unidades de terapia intensiva, totalizando hoje 8.400 leitos disponíveis à população, evitando que uma vida sequer deixe de ter assistência em decorrência à falta de alguma condição, especialmente de leitos e respiradores. Em relação à 31ª semana epidemiológica, hoje fazendo uma menção à 30ª, 31ª, tivemos no estado uma diminuição de 2,5% no número de internações, 8% no número de óbitos no estado. No município, tivemos uma redução de 5% no número de internações e também com as mesmas cifras de 5% no número de óbitos. No interior, tivemos 1% das internações em queda e 5% nos últimos dados, mostrando que os óbitos caíram em 5%, já sugerindo que o interior possa também, assim como a capital, estar saindo do platô. Na região metropolitana, que era uma das grandes preocupações, se ela seguiria a tendência do município de São Paulo, tivemos níveis que nos trouxeram bastante satisfação: diminuímos 2% no número de internações 29% no número de óbitos. Aumentamos os testes e aumentaremos ainda mais, pois o objetivo nada mais é do que reduzir a subnotificação, isolando tanto os casos quanto os seus 'contactuantes', o que vai impactar diretamente no número de internações a serem reduzidas, bem como na própria mortalidade. Quero lembrar, Sr. Governador e a todos aqui presentes, que estaremos visitando amanhã, em conjunto com o secretário Vinholi, a região de Franca e Ribeirão Preto, são duas regiões que se mantêm no vermelho, e na quarta-feira daremos seguimento a ações em Cajati e Registro, no Vale do Ribeira, não apenas com a entrega de mais de 100 mil máscaras, assim como 51 mil litros de álcool gel, a realização de testagem, principalmente para sintomáticos leves, e a vacina da gripe, reforçando a visita que fizemos na semana passada e implementando as duas pontas: tanto o aumento do número de leitos, que foi procedido naquela região, como ao mesmo tempo a ação na comunidade, identificando de forma muito mais precoce os casos, assim como garantindo uma forma adequada de prevenção. Vamos apresentar os dados de hoje, por gentileza. Os dados de hoje já refletem... Em São Paulo nós temos 560.218 casos, com óbitos de 23.365, mas observem que a taxa de ocupação de leitos em unidade de terapia intensiva, tanto no estado quanto na Grande São Paulo já vem caindo de forma sensível, 61% no estado e 59,9% na Grande São Paulo. Próximo, por favor. Nós temos novamente, nós temos a questão daquele represamento do final de semana, em que o número de casos que foi relatado, 1.533, lembrando que a maioria deles é feito por PCR. Ora, se nós diminuímos as internações e aumentamos a testagem por PCR, é porque nós estamos nos antecipando ao fato dessas pessoas adoecerem, irem ao hospital, necessitarem de leitos de internação hospitalar e UTI e, lógico, evitarem a sua progressão para a morte. Próximo. Seguindo as projeções, nós ainda nos mantivemos nessa projeção de número de casos, daquilo que havia sido proposto, tam bém para o final da semana epidemiológica. Próximo tanto para número de casos e novamente em relação ao número de mortes. Portanto, as projeções estão dentro daquelas que foram instituídas. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Ainda no mesmo tema, falando sobre a segunda semana consecutiva com queda no número de óbitos e de internações, fala agora Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Muitos de nós estivemos aqui acompanhando os números, e já identificamos que estávamos num platô. Mas também debatemos muito aqui que este platô estava num patamar elevado e que a gente precisava começar a sair desse platô. Os dados que o secretário Jean passou agora são excelentes notícias para todos nós, porque comprovam que, no município e na região metropolitana, nós estamos mudando pr a um outro patamar, saindo desse platô da pandemia. O exemplo do município, que o secretário Jean mencionou, a queda de óbitos dessa semana foi de 5%, a semana epidemiológica 31, mas a queda total acumulada é de mais de 40%. Nós chegamos a registrar no município patamares de cerca de 100 óbitos por dia. Hoje nós estamos em menos de 60 óbitos por dia. Nós precisamos relembrar isso, porque o patamar que nós temos hoje é o patamar da primeira quinzena de abril. Então, nós voltamos ao patamar que nós tínhamos há mais de três meses atrás, quase quatro meses. Isso é muito importante, é uma conquista de todos nós que agora precisa ser mantida. Havia expectativa de todos também se a região metropolitana seguiria a mesma trajetória, e os dados que foram compartilhados hoje também nos trazem um a notícia muito importante: em uma semana, de uma semana epidemiológica pra outra, a região metropolitana teve uma redução de óbitos de 29%. Então, nós estamos aqui num dia onde dados comprovam o esforço de todos, com essa retomada gradual e responsável, nós conseguimos juntos também controlar a pandemia. Com essa união da Saúde, da Economia e com o esforço de todos. Com testagem também, eu queria destacar dois esforços que foram feitos. Além do que foi dito pelo secretário Jean, é todo o trabalho que está sendo feito de testagem, e o trabalho da Vigilância Epidemiológica. Não basta só testar, nós precisamos testar para reduzir, sim, a subnotificação de casos. Aumentar a testagem, aumentar o número de casos confirmados é diferente de aumentar casos. Nós estamos aprendendo onde que as pessoas que estão contaminadas estão, para que nós possamos isolar essas pessoas e também isolar os seus contatos. É por isso que, com isso, a gente está conseguindo reduzir a taxa de internação e a taxa de óbitos. Esse trabalho precisa continuar sendo feito e expandido. Então, é o esforço de profissionais de saúde, que estão nas ruas diariamente, no celular, ajudando as famílias, para que possam fazer o seu isolamento da melhor forma possível. A segunda coisa são os protocolos que todos estão seguindo: o uso das máscaras, higiene, álcool gel, distanciamento... E aí eu queria finalizar agradecendo novamente, como o governador João Doria colocou aqui, as mulheres nesse esforço. Nessa nova etapa de transição, para que a gente consiga de fato conter a pandemia, o nosso papel é fundamental. Queria parabenizar o secretário Rossieli por ter trazido a professora Raquel Teixeira, mais uma mulher que eu tive a honra de trabalhar em Goiás, que é excelente, e a gente está aqui com um grupo de mulheres na gestão, no secretariado, na Saúde, na Educação, em todas as áreas, também fazendo a nossa parte. Com testagem, com isolamento, mas principalmente com esse trabalho de mobilização e união, de respeito aos protocolos, a gente vai conseguir juntos dar mais um passo nessa retomada. E se a reclassificação fosse hoje, nós só teríamos boas notícias. Então, é importante manter esse cenário, porque o plano vai avançar, se for possível, e a gente está torcendo aqui que a gente vai ter um bom cenário na sexta-fei ra, como temos hoje, mas não poderíamos deixar de parabenizar o esforço que foi feito, em especial no município de São Paulo, pelo prefeito Bruno Covas, pelo secretário Edson, e também na região metropolitana, por todos os prefeitos, que estão engajados, e também os seus cidadãos. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bom, Patrícia. Quero renovar também, aproveitando a sua correta lembrança, para agradecer ao Bruno Covas e aos prefeitos dos municípios, que foram solidários, atuaram dentro do Plano São Paulo, compreenderam a importância de priorizarem a proteção à vida e à saúde e hoje são reconhecidos por terem feito esse esforço e esse sacrifício. E Raquel, ao renovar as boas-vindas a você, quero lembrar que nós temos, no Governo do Estado, o maior n&uac ute;mero de estado, proporcionalmente às secretarias, da história do Governo de São Paulo. Você é mais do que bem-vinda aqui. Além de tudo, traz a experiência bem-sucedida no Estado de Goiás, onde você colocou esse estado na liderança do Ideb nacional. Parabéns mais uma vez. Voltando ao tema da saúde, Marco Vinholi, para complementar este tema, da segunda semana seguida no Estado de São Paulo com queda no número de óbitos e também de infectados pelo Corona Vírus. Fala Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional de São Paulo.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Seguindo aqui com o anúncio de bons indicadores ao longo dessa semana. Quero relembrar que, das últimas sete semanas, nós tivemos cinco dessas semanas com queda de indicadores, o que nos traz a um momento muito importante. Nós chegamos hoje à mais baixa, mais uma vez, letalidade aqui no Estado de São Paulo, 4,2%. Portanto, das pessoas que foram infectadas pelo Corona Vírus, 4,2%, reduzindo de 8% que era no mês de abril, pra 4,2% de &oacu te;bitos. Portanto, essa queda de óbitos ao longo desse último período, comentada aqui com grande destaque, dessa vez para a região metropolitana, mas que também ocorre no interior. Então, se na semana passada, pela primeira vez, nós trouxemos aqui que o interior caía nas internações, agora isso ocorre com os óbitos. Evidentemente que menos do que acontece com a região metropolitana e com o estado, mas já existe uma queda de óbitos na média do interior do estado. Hoje, o interior representa 57% dos óbitos ainda no Estado de São Paulo, mas com esse início de queda registrada ao longo dessa semana. Além disso, com as internações também, São Paulo, capital, região metropolitana e o interior, todos eles também tiveram quedas. O interior voltou a cair então nas internações, ao longo dess a semana. E também um índice muito importante foi a queda da ocupação registrada no Estado de São Paulo nessa semana. Eu relembro que, no dia 23 de julho, os números de ocupação do estado eram 66% e hoje 61,6% de ocupação em leitos de UTI, aqui no Estado de São Paulo. Essa queda foi puxada pela capital, que teve 4,42% de redução, chegando a 62,63% de ocupação, da região metropolitana, que tem a menor ocupação de todos, 55,89%, uma queda de 3%, mas, mais uma vez, um bom índice pro interior do estado, que hoje tem uma situação mais aguda do que a capital e a região metropolitana, mas já demonstra uma reação: uma queda de 2,27%, uma ocupação de 64,6% dos leitos de UTI. E aumentando essa capacidade hospitalar, Dr. Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde, já passou aqui que n ós iremos amanhã para Ribeirão Preto, para Franca, duas regiões que seguem na fase vermelha, mas que já demonstraram uma capacidade de reação muito grande a essa construção de novos leitos de UTI. Triplicamos os leitos em Ribeirão Preto, triplicamos os leitos em Franca e vamos amanhã a esses dois municípios, para acompanhar a implementação desses novos leitos, a qualidade dos leitos implementados e também para dialogar com a sociedade sobre a programação ao longo dos próximos dias desse aumento da capacidade hospitalar. Nós estamos atuando também em Piracicaba, Piracicaba, que é a outra região que está na fase amarela, mas Piracicaba já teve uma redução muito aguda dessa taxa de ocupação, chegando hoje para 71% na sua ocupação de leitos de UTI, também uma a&cced il;ão muito importante do estado, em parceria com os municípios da região.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi. Agora, no segundo anúncio, o novo coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, que é o Dr. José Medina, e que recebe das mãos do Dr. Paulo Menezes esta responsabilidade. Eu passo a palavra ao Dr. Paulo Menezes, que dará também as boas-vindas ao Dr. Medina, o Dr. José Medina, que já integra o Centro de Contingência do Covid-19 e passa, a partir de agora, a ser o seu coordenador, juntamente com o coordenador executivo João Gabardo. Então, Paulo.< /span>

PAULO MENEZES, MEMBRO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, Sr. Governador, boa tarde a todos. Primeiro, eu gostaria de agradecer ao Sr. Governador pela indicação e pela confiança de ter me colocado com essa responsabilidade, frente ao grupo do Centro de Contingência. Pra alguém como eu, profissional, pesquisador, docente da área de Saúde Pública, ter a experiência, esse privilégio de estar ajudando todo o grupo a produzir esse trabalho foi excepcional. E eu passo essa coordenação agora muito satisfeito de ver os n&uac ute;meros dessa semana, os números anunciados hoje, que mostram que o Centro de Contingência está de fato contribuindo de forma decisiva para o enfrentamento da pandemia, para cuidar da saúde da população do Estado de São Paulo. Eu queria também agradecer meus colegas do Centro de Contingência. É muito fácil trabalhar com todos eles. Queria agradecer ao Gabardo, pelo seu trabalho como secretário executivo, quero agradecer aos secretários do Governo. Como coordenador, foi uma experiência também muito boa trabalhar com todo o secretariado, mas especialmente com os secretários Patrícia Ellen e Marco Vinholi, que apoiam demais o trabalho e fazem de forma integrada o trabalho com o Centro de Contingência. Quero agradecer aqui ao secretário Jean, dizer que eu continuo ao lado dele, trabalhando aqui nesse enfrentamento da pandemia, e quero dar as boas-vin das, como coordenador, para o Medina, Medina que tem sido um parceiro enorme, um parceiro que traz muita contribuição para o Centro de Contingência. Tenho certeza de que vai ter uma excelente coordenação e pode contar comigo durante todo o período que você estiver à frente do grupo. Então, essas são as minhas palavras, muito obrigado, Sr. Governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Menezes. Agora sim, vamos ouvir José Osmar Medina, o nosso Medina, novo coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, médico nefrologista e diretor do Hospital do Rim e professor titular da Unifesp, aqui em São Paulo. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, agradeço, governador, pela deferência e pela confiança que me deposita. Saúdo o Paulo, pelo trabalho que ele fez durante esse período, ele está no Comitê desde o início. E vamos em frente, seguindo a mesma direção e também zelando pela resiliência do SUS, que, quanto mais desafiado, mais forte se torna, como nós estamos vendo agora durante essa pandemia. Então, vamos em frente, obrigado pela confiança mais uma vez, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. E agora, com você, João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19 e ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, na gestão do ex-ministro Luís Henrique Mandetta. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos os que acompanham a entrevista coletiva. Eu só quero reforçar um pouco esses números que foram apresentados pelo secretário Jean, pelo secretário Vinholi, que são fundamentais, que são muito importantes. O fato de nós, pela segunda semana, estarmos reduzindo o número de internações e óbitos, mesmo fazendo muito mais testagem, quer dizer, mesmo com o aumento de testes, o Estado de São Paulo reduziu nessas duas semanas o número de internações e o número de óbitos. E talvez o dado mais relevante que tenha passado quase desapercebido é aquele que sempre era considerado como o ponto mais estratégico no combate à epidemia, que era a disponibilidade dos leitos de UTI. Sempre falávamos que os países da Europa que tiveram colapso no seu sistema de saúde e que tiveram óbitos que poderiam ter sido evitados se tivessem tido assistência, se tivessem tido possibilidade de serem atendidos em unidades de tratamento intensivo, e que não tiveram, exatamente pelo colapso, porque as pessoas ficaram doentes simultaneamente, não foi possível preparar o sistema de saúde, como nós fizemos no Brasil, em boa parte do país, e aqui, especial aqui em São Paulo. Essa redução se deu pela oferta de leitos, e esses leitos de UTI hoje estão caindo, es tão próximos de 60%, 61% no Estado de São Paulo. Ou seja, nós temos quase a metade, 40% dos leitos, ociosos, disponíveis para atendimento da população. Isso dá muita segurança para o acompanhamento, para o nosso monitoramento e para que a gente possa, nas próximas semanas, voltarmos, com segurança, voltarmos, com segurança, de forma gradativa, gradual, a outras ações de flexibilização, que são possíveis nessas condições. Não poderia deixar de cumprimentar, agradecer o Dr. Paulo, que deixa hoje a coordenação do Centro de Contingência. Eu queria destacar no Paulo o seu caráter, caráter de contribuição, colaborativo, de dedicação a todos nós, do Centro de Contingência. Muito obrigado aí, Paulo, pelo que você fez. E ao Dr. Medina, eu tive, nas in&u acute;meras vezes que eu estive no Ministério da Saúde, o prazer de conviver com o Dr. Medina, que talvez nem todos saibam, mas o sistema de transplante brasileiro é o melhor sistema de transplante, o brasileiro, muito se deve à colaboração do Dr. Medina. E o Dr. Medina, governador, ele traz pra São Paulo uma marca que é de muito orgulho pra todos nós. O Dr. Medina dirige um serviço que, há 20 anos, é o maior transplantador de rim do mundo, é o serviço que mais transplanta rim no mundo, há 20 anos. Então essas são as credenciais que o Dr. Medina traz, essa experiência, para o Centro de Contingência. Com certeza, isso vai ser muito útil para todos nós. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Medina, mais uma vez, parabéns e bem-vindo. Vamos agora, mudando de Saúde para Educação, ouvir Rossieli Soares, secretário de Educação do Estado de São Paulo, sobre o novo currículo para o Ensino Médio, e é o primeiro estado do país a apresentar o seu programa para esta área. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, boa tarde a todos. Quero cumprimentar toda a bancada, em nome do governador, mas especialmente em nome da minha querida amiga, colega Raquel Teixeira, que junta-se à equipe numa das áreas mais fundamentais, que é formação de professores. Valorizar, apoiar, trabalhar com professores é fundamental, senão nada vai andar. E a formação certamente precisa ser central. E nós entendemos, acreditamos que, com tudo que estamos trabalhando, com o que po demos fazer, podemos ser uma referência no Brasil e no mundo de formação de professores. E a Raquel Teixeira é uma das mulheres mais competentes com quem já tive oportunidade de conviver e fico muito feliz de tê-la aqui, Raquel, compondo a equipe junto comigo, com Haroldo, com a Renilda e com esse time grande da Educação. Seja muito bem-vinda, amiga. Pode passar. Muito brevemente, acho que todos acompanharam todos os debates da reforma do Ensino Médio. A gente precisa começar dizendo que a perspectiva dos estudantes é, sim, de uma mudança. Lá já na época, 87% dos jovens queriam essa mudança, baseada na vocação. Há poucos dias atrás, fizemos uma pesquisa com estudantes, em parceria inclusive com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, para justamente pergun tar aos jovens que estão no Ensino Médio Noturno, o que eles gostariam. 76%, por exemplo, pediu para ter um currículo diferente e com a introdução de itinerários formativos na área técnica e profissional. Então, a vontade dos jovens está muito clara. Pode passar. Outra coisa, os próprios professores, nossos docentes, entendem que é uma mudança importante, até pela atratividade que nós devemos ter com os nossos jovens, com a possibilidade de que eles possam se aprofundar em uma área a mais, dando assim a todos os professores, de todos os componentes curriculares, a possibilidade de se aprofundar no seu tema, com os estudantes que mais desejam. Pode passar. O que nós fizemos agora, ao longo dessa gestão, já, desde o início? Em 2019, nós fizemos uma forma&cce dil;ão em projeto de vida, eletivas e tecnologias, e começamos a implementar isso no ano de 2020. Tivemos uma escuta muito ampla à rede sobre o currículo do Ensino Médio, começada em 2019, e avançando até o ano de 2020, com uma consulta pública, seminários e tudo isso. E agora chegamos à aprovação e homologação do novo currículo do Ensino Médio do Estado de São Paulo, o primeiro do Brasil, dentro desses novos parâmetros. Pode passar. Algo importante: nós tivemos, somente no período agora da pandemia, seis seminários, com 70 mil profissionais da rede participando, e uma consulta que envolveu mais de 98 mil participantes, em 397 mil contribuições, ou seja, um documento construído coletivamente, com muitas críticas e sugestões, vindas não só da rede mas de outros profissionais, d e outras áreas. Pode passar. Uma coisa importante: todos os componentes curriculares estão mantidos, todos eles são importantes. Não existe uma hierarquia entre um e outro. Isso é muito importante num currículo. Na formação geral básica, e eles terão a oportunidade, todos os componentes estarão também nos aprofundamentos dos itinerários formativos. O ingressante, no ano de 2021, já poderá começar a escolher. Lembrem-se, a partir da disciplina de projeto de vida, dos seus sonhos, do que ele deseja, como a escola poderá apoiá-lo. Então, nós teremos a formação geral de 1.800 horas, e de 1.350. Lembrando que a nova Lei do Ensino Médio fala de 3.000 horas. Estado de São Paulo já terá mais horas do que a própria lei nova prevê. Nós teremos 150 horas a mais, o que é uma novidade também importante, e que São Paulo sai na frente. Pode passar. Aqui é importante lembrar que nós teremos o itinerário formativo, que é um conjunto de disciplinas componentes, por exemplo, de linguagens, que tem lá: língua portuguesa, literatura, educação física. Nós teremos um itinerário, por exemplo, nessa área. Outro de matemática, parecido com o que tem lá no Enem, ciências humanas e ciências da natureza, mas ouvindo uma das coisas que a lei trouxe como possibilidade, é ter itinerários integrados. Por exemplo, se a gente quiser fazer linguagens e matemática, é um dos itinerários, a escola poderá ofertar. Linguagens e ciências humanas, por exemplo, ou matemática e ciências humanas, por que não? Então é um rol daqueles que a própria escola construirá com a sua comunidade escolar, a partir do currículo aqui apresentado às ofertas aos nossos jovens. Lembrando que a formação técnica tem toda a gama, e aqui a parceria com a Paula Souza é fundamental para que a gente possa ofertar tudo aquilo que é fundamental para o desenvolvimento do século XXI, lembrando algo que o nosso Conselho Estadual, a quem agradeço e faço um reconhecimento pelo grande trabalho na condução dessa discussão também, através do presidente Hubert e da professora Gislaine, que foi a nossa relatora nessa matéria. Também incluímos algo que é inovador e fundamental para o nosso país: é desde cedo, desde o Ensino Médio, estarmos incentivando as grandes mentes a se rem professores, professoras, para transformação do nosso país. Nós precisamos acreditar e cada vez mais atrair talentos. E a gente não quer fazer isso só lá no ensino superior. A gente vai ter um itinerário formativo para incentivar também a formação de professores. Pode passar. Termino agradecendo, governador, e com a sua permissão passo brevemente aqui a palavra à Raquel Teixeira, para que ela possa dar as suas primeiras palavras, especialmente à frente da formação, que um dos grandes desafios é o próprio currículo de São Paulo. Seja bem-vinda, professora.

RAQUEL TEIXEIRA, COORDENADORA DA ESCOLA DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO: Obrigada. Boa tarde a todos, muito obrigada, governador João Doria, secretário Rossieli, secretária Patrícia, todos os outros secretários, pela acolhida generosa e calorosa. Se havia alguma dúvida sobre a importância do papel dos professores, essa pandemia escancarou a essencialidade desses profissionais. Assumir, portanto, a Escola de Formação de Profe ssores num momento de profundas mudanças, sejam mudanças causadas pela pandemia, sejam mudanças causadas pela própria mudança de mundo do século 21, que determinaram inclusive mudanças na legislação educacional como nós estamos vendo pela legislação que vai ser homologada hoje do ensino médio, assumir, portanto, a formação de professores nesse momento rico de desafios e de possibilidades é uma tarefa que eu assumo, governador e secretário, com enorme entusiasmo e confiança nos resultados que podemos obter. São Paulo, a Efap, têm uma potência enorme que pode sim projetar São Paulo como referência nacional com implicações internacionais e ser o exemplo para todo o Brasil. Portanto, eu espero poder voltar aqui pra falar de avanços nesse momento. Minhas palavras são apenas de agradecimento pela c onfiança e pela oportunidade que o estado de São Paulo me dá nesse momento. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Raquel Teixeira, ex-secretária de educação do estado de Goiás, e agora coordenadora da Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação. Uma honra pra São Paulo, repito, tê-la aqui conosco formando esse dream time, esse time de sonhos de educadores e ex-secretários de educação ao lado do Rossieli que foi secretário de educação no estado do Amazonas, ministro da educação no governo Temer, e a gora você se junta a nós na dupla condição de educadora e de mulher. Muito obrigado, Raquel. Bem, queria a pedido dos fotógrafos e cinegrafistas, Rossieli, apenas que você mostrasse o livro azul que é o novo currículo do ensino médio de São Paulo, essa é a versão impressa, obviamente temos a versão eletrônica, é só pra eles poderem fazer ali a fotografia e a imagem. E aproveito pra dizer que na coletiva de imprensa dessa sexta-feira o secretário Rossieli estará novamente conosco e nesta oportunidade ele falará sobre o calendário escolar de 2020. Portanto, na sexta-feira desta semana. Quarta-feira, depois de amanhã, na coletiva a presença do Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo. Não temos mais coletivas às terças e quintas, portanto, sempre segundas, quartas e sextas-feiras. Vamos agora as p erguntas presenciais começando pela CNN. Na sequência, Rádio Capital, depois TV Santa Cecília da Baixada Santista, SBT, TV Globo através da sua afiliada VTV, TV Cultura, O Globo e TV Globo Globo News. Pela ordem. Começamos então com você, Tainá Falcão. Boa tarde, bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Eu queria entender melhor a troca no comando do Centro de Contingência de... como é que foi a escolha do nome do novo coordenador, José Medina? E se partiu do Dr. Paulo Menezes, como é que vocês chegaram a esse entendimento?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Tainá. Eu vou pedir então a manifestação do Paulo Menezes, mas lembrando que essa é uma decisão feita em conjunto por todos. E sempre temos um grande inspirador que é o Dr. David Uip que continua muito ativo conosco. Mas é uma decisão sempre compartilhada entre todos e depois anunciado ao governador. Eu não tenho nenhuma interferência, obviamente, nem voto neste comitê. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, MEMBRO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde, Tainá. De fato é uma discussão do grupo, seguindo essa filosofia do rodízio de poder haver oportunidade pra todos nós, também a divisão de trabalho porque é um trabalho que demanda bastante, mais do que já todas as atividades que cada um tem, todos os membros do Centro de Contingência estão ativamente engajados em atividades relacionadas com o enfrentamento da pandemia. E dessa vez foi uma unanimidade, em nome do Dr. Medina, aliás, prof essor Medina, né, porque ele tem sido extremamente ativo no grupo, tem uma experiência... Dr. Gabbardo já deu aqui referências importantíssimas. Então, assim, e aí o Centro de Contingência encaminha a sugestão do grupo ao governador que então faz a indicação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, obrigado. Paulo Menezes. O Dr. Jean Gorinchteyn gostaria também de acrescentar a resposta a sua pergunta.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, é importante nós lembrarmos que desde a sua essência o Centro de Contingência já tinha essa prerrogativa de a cada 15 dias modificar o coordenador no sentido de não haver sobrecarga pra nenhum dos integrantes. É importante nós lembrarmos que excepcionalmente o Dr. Paulo Menezes acabou, até pela troca do secretariado, da Secretaria da Saúde ele acabou permanecendo mais duas semanas, mas estará muito próximo, não só pelo fato de estar no Centro de Contingência, mas também pelo seu trabalho conjunto de grande qualidade a mim como secretário estadual da saúde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E finalmente, Tainá, o Centro de Contingência tem relatorias. Pra cada tema tem um relator, isso funciona bem e de maneira muito eficiente. Quando o tema é esporte tem uma relatoria. Que, aliás, foi relatado pelo próprio Dr. Medina. Quando temos um outro tema ligado à indústria, comércio, serviço, tecnologia, ligado ao centro para a sua manifestação, igualmente temos um relator, depois ele apresenta o relatório e todos votam. Nenhuma decisão é tomada un ilateralmente, nem no Centro de Contingência e muito menos pelo Governo do estado de São Paulo. E é uma das razões do nosso acerto e do eixo do Plano São Paulo, é porque aqui obedecemos a ciência. Obrigado pela sua pergunta. Vamos agora a Carla Mota da Rádio Capital, e na sequência, Amanda Barbieri da TV Santa Cecília. Carla, mais uma vez boa tarde. Sua pergunta, por favor.

CARLA MOTA, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde a todos. Com os números atuais já dá pra bater o martelo que as aulas podem voltar mesmo no dia 8 de setembro? E como é que vocês vão lidar com a questão dos pais que ainda não querem mandar os seus filhos pras escolas? E eu gostaria que vocês falassem também sobre a autonomia dos municípios nesse retorno às aulas. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carla. São duas perguntas. A primeira será respondida pelo secretário Rossieli Soares, secretário de educação. E a segunda em relação aos municípios, pelo secretário de desenvolvimento regional, Vinholi, Marco Antônio Vinholi. Com você.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, obrigado, Carla, pela pergunta. Primeiro, a gente vai estar falando sobre o calendário especificamente na sexta-feira, porque nós precisamos ainda consolidar todos os números pra que a gente possa fechar o ciclo e falar com mais precisão a respeito disso. Portanto, até quinta-feira à noite, sexta-feira de manhã estaremos ainda em discussão. Primeiro, temos um plano que é uma data referência de 8 de setembro, é se as condicionalidades forem obedecidas, continuará tendo que obedecer as condicionalidades, por isso sexta-feira nós falamos. Logicamente, sobre o desejo de voltar, nós temos pais que não desejam, temos famílias que desejam e precisam, temos as duas coisas hoje circulando na sociedade. E entendemos que isso deve ser feito com muita calma, tranquilidade, e, sobretudo, sob orientação da área médica com uma discussão sempre ampla com a comunidade escolar como estamos buscando fazer. Só pra já passar pro Vinholi em relação aos municípios... Quer que eu responda? Bom, os municípios têm autonomia, inclusive pela decisão do STF, eles têm autonomia dentro do seu... da sua administração direta sobre abrir ou fechar. Logicamente estamos trabalhando sempre em conjunto com a União dos Dirigentes Municipais de Educação, com os municípios, com a Prefeitura d e São Paulo, o secretário Bruno Caetano tem participado, tenho conversado quase que diariamente pra que a gente faça sempre um movimento conjunto entre as redes, respeitando a autonomia, os formatos que cada uma das redes possui. Mas eles têm autonomia pra isso, tanto pra dizer sim quanto pra dizer não, isso faz parte do processo de cada um dos municípios, especialmente aqueles que têm sistema próprio. Aí deixo isso porque nós temos mais de 300 municípios que são subordinados diretamente ao Conselho Estadual de Educação, pois eles não possuem conselho municipal próprio. Neste caso, nós temos um tipo de articulação mais profunda com esses municípios. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Então as duas perguntas já respondidas, Carla Mota da Rádio Capital. Agora vamos à TV Santa Cecília com a Amanda Barbieri, on-line. Amanda, mais uma vez boa tarde, bem-vinda. Sua pergunta, por favor. Liga o seu botãozinho de áudio. Agora sim.

AMANDA BARBIERI, REPÓRTER: Boa tarde. O Governo do Estado avalia liberar o uso das máscaras em ambientes abertos como as praias, por exemplo? A minha pergunta vem porque aqui na Baixada Santista a gente observa que não há fiscalização suficiente, inclusive em algumas cidades como São Vicente, por exemplo, a população não utiliza máscara na faixa de areia. É difícil até a gente encontrar uma pessoa que esteja utilizando equipamento de proteção. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Amanda, obrigado. E oportuna a sua pergunta. Eu vou pedir a resposta ao Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional, e se necessário com algum comentário aqui do pessoal da saúde, Amanda. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Amanda, a situação de São Vicente realmente nos preocupa, eu vi as imagens, né, muita gente, aglomerações pelas praias. A praia de Itararé e a praia dos Milionários principalmente. Também festas em embarcações. Uma situação preocupante e que merece medidas da municipalidade urgentes e contundentes, né? Os quiosques também pelo regramento municipal funcionam mais do que determinam o Plano São Paulo, o que acaba gerando tam bém um prejuízo à saúde da população. Portanto, é fundamental que o município tenha responsabilidade e atue pra que as pessoas respeitem o regramento da utilização de máscaras e de não aglomerações tendo em vista que os números apresentados na última sexta-feira, a Baixada Santista teve um leve crescimento, tanto em número de casos quanto em número de óbitos. Portanto, alerta importante, e é fundamental que a municipalidade tome as medidas referente a isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Amanda, obrigado pela... Ops! Tiraram ela de tela aqui. Amanda, agora sim, agora você voltou aqui à tela. Importante que a TV Santa Cecília e outros veículos de comunicação da Baixada Santista cobrem dos prefeitos as atitudes que competem a eles como a vigilância sanitária atuando na área lindeira a praia e na própria praia. Cumpre aos prefeitos essa vigilância. O que nós percebemos aqui pelos relatos e pelas imagens que vimos neste final de semana, um controle muito m ais efetivo em Santos, nas praias de Santos do que na de São Vicente. Ora, o que faz a diferença entre praias que são bem vigiadas, acompanhadas pela vigilância sanitária e também pela Guarda Civil Metropolitana e praias que não são acompanhadas nem pela vigilância sanitária nem pela Guarda Civil é o prefeito. O prefeito tem que cumprir a sua obrigação e exercitar a defesa da proteção à saúde dos seus habitantes. E os veículos de comunicação da Baixada podem, como estão fazendo acentuar essa vigilância também. Obrigado pela sua presença. Continuamos aqui com você. E vamos agora presencialmente ao Fábio Diamante, do SBT. E na sequência ao Marco Pagetti, da VTV que é a TV Globo de Santos e Campinas. Fábio, bem-vindo mais uma vez. Boa tarde. Sua pergunta.< /span>

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Obrigado, governador. Boa tarde a todos. Governador, eu queria fazer três perguntas, uma pro secretário de educação. Ainda que... eu sei que o senhor vai... vamos falar disse na sexta-feira, mas o movimento de muitos prefeitos já é o de dizer que não vão retornar esse ano em cidades de expressão, o ABC, inclusive pode tomar uma decisão hoje de que todas as cidades não voltam. Eu queria saber do senhor qual é o prejuízo de um plano de retorno quando o senhor vai ter uma faixa muito grande, n&eac ute;, de estudantes nas cidades importantes da grande São Paulo que não vão retornar, né? Como é que vai ficar essa desigualdade? Uma segunda pergunta muito simples, eu queria saber se já temos Covid nos 645 municípios, isso estava muito próximo, estávamos em 140, alguma coisa assim. E a terceira, o Comitê de Contingência tinha lá uma demanda que estava sendo rediscutida sobre os bares e restaurantes que questionam muito o horário das 5h da tarde, pediam pra fracionar, e eu me lembro dos senhores dizerem que isso estava sendo rediscutido. Queria saber se já tem uma decisão nesse sentido. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio. Vamos... são três perguntas, vamos à primeira que é sobre educação, o programa de retorno às aulas, responde o secretário Rossieli. Sobre Covid nos 645 municípios, eu vou pedir ao Marco Vinholi pra responder. E na sequência, o Dr. Medina sobre bares e restaurantes. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não, governador. Bom, obrigado pela pergunta. Primeiro que pela autonomia nós temos que respeitar, né? Cada gestor tem que assumir a responsabilidade da decisão. Nós entendemos que qualquer decisão para um lado ou para outro, precisa estar sendo discutido com a área da saúde, isso é fundamental. Primeiro lugar. E quando falo pela área da saúde, não só pelos cuidados à Covid, mas pelos outros impactos que poderá ter o n&atil de;o retorno também. Nós temos jovens comprovadamente tendo muito mais depressão, muito mais doenças de outros tipos que precisa ser discutida pela sociedade brasileira o que está acontecendo. Obviamente, tendo o cuidado do momento apropriado do retorno. O que nós entendemos aqui no estado, na Secretaria de Educação é que se houver a possibilidade com segurança, com os cuidados, a proteção necessária, tanto as nossos profissionais, quanto aos nossos estudantes, ainda que seja por um tempo reduzido, será melhor retornar, mas nós respeitamos pela autonomia que cada município tem, o seu processo de decisão e logicamente eles terão que desenvolver um plano de acompanhamento desses estudantes para o seu desenvolvimento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Marco Vinholi, sobre o tema dos municípios. Se todos tiveram pelo menos uma ocorrência ou se algum município no estado de São Paulo, os 645, não tenha ainda tido ocorrência de Covid?19.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde, Fábio. Bom, nós temos em 99,64% dos municípios. São três municípios dos 645 que ainda não têm, arco-íris, ali na região de Marília, próximo a Tupã, Florânia, também na região de Marília, mas mais próximo a Assis, quase encontrado ali no Paraná, e Ribeirão Corrente, na região de Franca. São os três municípios que ainda não têm notificaç&atild e;o de casos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. E a terceira e última pergunta do Fábio Diamante sobre bares e restaurantes. Lembrando que na quarta-feira depois de amanhã, o Bruno Covas estará aqui convosco, este será um dos temas da coletiva, mas para não ficar incompleta, a resposta à sua pergunta, o Dr. Medina ou Dr. Paulo Menezes, um dos dois pode falar a respeito. Mas os dados de fato serão apresentados na quarta-feira.

PAULO MENEZES, MEMBRO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Fábio, o Centro de Continência recebeu essa solicitação de reavaliar a questão principalmente de horário de abertura de bares e restaurantes. Estamos examinando, temos reunião marcada para poder deliberar, como o governador anunciou na quarta-feira, nós teremos aqui a posição do Centro de Contingência em relação a isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Fábio Diamante, mais uma vez obrigado. Vamos agora ao Marco Pagetti da VTV, Santos, Campinas, e corrigindo a informação, SBT, filiada ao Sistema Brasileiro de Televisão. Pagetti, obrigado pela presença. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MARCO PAGETTI, REPÓRTER: Senhores, boa tarde. A gente recebo aí informação aqui que 80% dos mortos por Covid no litoral são pessoas acima de 60 anos que estão aí no grupo de risco e é uma região que é altamente turística, como a colega comentou agora há pouco, as praias têm se enchido, algumas aglomerações têm sido notadas também. Essa liberação no turismo, ela não pode fazer com que a doença migre de volta com mais força para o litoral? E aproveitando também sobre reclassificação, a região de Campinas. A região de Campinas está na fase laranja, parece que há duas semanas já. E existe alguma previsão dessa reclassificação? Porque os próprios prefeitos já comentam de uma nova fase, a fase amarela.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Pagetti, no tema do litoral, eu vou pedir ao Dr. Goldstein para responder, mas eu queria só fazer uma pequena correção. Nós não liberamos o turismo, não houve liberação, aliás, estamos em quarentena, é importante deixar claro para os que estão nos assistindo agora, os que estão nos ouvindo e acompanhando e para você e os telespectadores também da VTV, que entende toda essa região de Santos e Campinas, nós estamos em quarentena. Não há liberação para fazer turismo, atividades de lazer na forma não restritiva. Há restrições e cada município evidentemente aplica essas restrições de acordo com a orientação do Plano São Paulo. E sobre especificamente a questão apresentada por você, de óbitos com maior intensidade nas pessoas com mais de 60 anos no litro, responde o Dr. Jean Gorinchteyn, secretário de saúde.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Uma questão que é extremamente importante é nós entendermos que todas essas flexibilizações, elas são feitas de forma gradual, progressiva e a gente reforça, segura, garantindo que nenhuma região passe a ter impacto. O que nós temos percebido, no entanto é que realmente o poder público local, ele precisa estar fiscalizando. Um exemplo é o que acontece em São Vicente, nós precisamos ter o poder público fazendo com que o Plano S&ati lde;o Paulo seja respeitado, até porque nós temos a necessidade de dar uma assistência classificada e prontamente responder a isso. E é lógico, se qualquer índice, seja de número de mortos, seja de ocupação de leitos de UTI e número de casos, é claro, os dois primeiros muito mais importantes porque nós estamos testando mais. Existe um recuo dessa região para uma outra zona, a zona que pode limitar o direito das pessoas de ir e vir. Que nós temos notado, uma das grandes questões que nós temos avaliado é o quanto houve, sim, de assistência a essas pessoas que porque o impacto de mortalidade foi alto, 63%, mostrando que a atenção será que essas pessoas deixaram de ser assistidas? De forma alguma, mas o que nós entendemos que muitas vezes o retardo na procura da unidade hospitalar possa ter piorado a gravidade do quadro cl&iacute ;nico e com isso repercutido no insucesso da assistência que para essas pessoas foi precarizado. Por isso, a gente reforça, testar de uma forma mais precoce, principalmente essa população vulnerável é identificar quem são esses pacientes de risco não só isolá-los, identificar seus contatantes, principalmente nessa faixa etária que nós entendemos, são pessoas que vivem muitas vezes em asilos e em áreas de convivência com outros idosos, garantindo dessa maneira que a gente não passe a ter um número maior com resultados tão tristes e drásticos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Jean Gorinchteyn. Sobre o tema de Campinas, responde a secretária Patrícia Helen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Bom, sobre Campinas, Fábio, gente mencionou na reclassificação da segunda-feira passada já uma melhora expressiva de Campinas também que tipifica apresentado uma redução de internação de 4% estava com uma ocupação média de leitos de 63,3%. Hoje os dados estão ainda melhores. Então, a média corrida aqui dos os últimos sete dias, Campinas já está com uma ocupação de 68,5 continua te ndo queda de internação, mas a queda mais expressiva foi também no número de óbitos que diminuiu 8% em relação à semana anterior. Se essa tendência se mantiver até segunda-feira, que é quando a mente vai ter a reclassificação, existe uma probidade muito grande de fato, de Campinas avançar de fase e nós estamos na torcida obviamente que a região, prefeito, Donizetti continuem fazendo seu trabalho ali na gestão, de acompanhamento e seguimento dos protocolos porque é isso que tem trazido os bons resultados até esse momento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Pagetti, obrigado pelas perguntas. Vamos agora Maria Amanso da TV Cultura, depois, Silvia Amorim, do jornal O Globo. Maria Amanso, boa tarde. Sua pergunta por favor.

MARIA AMANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Dr. Medina, bem-vindo. Eu tenho três questões, duas sobre essas mudanças no Ensino Médio, por favor. Pelo o que eu entendi, nem toda as escolas vão ser obrigadas ou vão ter condições de oferecer esses 12 cursos diferentes para os alunos. Então, minha pergunta é: Se o curso que o estudante quer não tiver na escola mais próxima da casa dele, como determinam as regras, ele vai poder ir estudar numa escola mais longe, onde tenha o curso que ele prefere? E para todas essas mudanças eu imagino, pro fessora Raquel, que os professores precisem ser treinados a partir de agora, já, como essas mudanças vão valer já a partir de 20. Como treinar os professores para tantas novidades em meio a essa pandemia, quando eles já estão tendo que também aprender a dar aulas online, que não era uma coisa que eles estavam acostumados? E para o Dr. Medina, como é a primeira vez que ele fala como coordenador, eu gostaria muito que ele comentasse o platô que nós estamos já há mais de um mês, tanto do Brasil, como em São Paulo, apesar desses números em queda anunciados hoje, por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria Amanso. Então, vamos com Rossieli, Raquel e Medina. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Bom, Maria, obrigado pela pergunta. Primeiro, que nós estamos falando de um leque de opção, onde as escolas poderão trabalhar a partir da escuta na comunidade com os próprios jovens de quais itinerários serão ofertados em cada uma das escolas. Nós estamos trabalhando aqui no modelo de arquitetura o jovem poderá sim fazer uma parte tem e uma instituição e outra se for o desejo dele, fizer parte do projeto de vida. Mas, especialmente a criação d os itinerários informativos que foram previstos na legislação é justamente para atender este tipo de demanda, lembrando que muitas vezes o projeto de vida requer integração. A matemática não é separada totalmente da ciência, como também não é a matemática separada das ciências humanas e sociais aplicadas, por exemplo, tanto que existem itinerários que são previstos já aqui no currículo como unificados, mas isso vai sempre depender do projeto político pedagógico de cada uma das escolas e esse processo começa a ser construído a partir de agora e logicamente formação de professores é central, seja para o currículo do médio, seja para o currículo do fundamental, eu passo para a Raquel fazer aqui suas breves palavras também sobre formação.

RAQUEL TEIXEIRA, COORDENADORA DA ESCOLA DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO: Obrigada, secretário. Exatamente, formação de professor é a essência de estarmos preparados para os novos desafios. A reforma do Ensino Médio como secretário Rossieli colocou começa ao ano que vem por algumas escolas, pelo primeiro ano apenas, vai ser uma implementação gradual. A formação de professores, na verdade, assume hoje um caráter mais até de desenvolvimento profissional ao logo da vid a, com o retorno preferencial que nós vamos poder avaliar exatamente o que é o nossos alunos aprenderam ou deixaram de aprender com o ensino remoto, com as condições diferenciadas que cada um teve em sua casa e o maior apoio que podemos dar à formação de professor nesse primeiro momento emergencialmente são ações de apoio o reforço e reconquista das aprendizagens perdidas. O processo de formação além das questões emergenciais, vai trabalhar, como já tem trabalhado projetos de vida, estudos, possibilidades, mas estamos também, Maria, trabalhando na formação, formatação e oferta de cursos de longa duração. Está provado que formação de professor de final da semana, de um cursinho curto, tem um efeito de muita pouca duração. A sustentabilidade da mudança na formação vem com os cursos mais prolongados e a EFAP vai oferecer cursos de especialização, de mestrado profissional em parceria com universidades. Estamos nesse momento iniciando um longo processo de construção bastante adiantado, mas você tem razão, é um enorme desafio, com todas as possibilidades de ser bem-sucedido. Você viu pela própria pesquisa que o secretário Rossieli mostrou que os professores estão desejosos das mudanças. Então, quando há uma relação confiança entre o órgão central, os professores, os alunos e as famílias, estabelece-se o vínculo necessário para avançar. Se não fizermos isso, dificilmente o Brasil conseguirá formar cidadãos qualificados com as habilidades e competências necessárias para enfrentar os desafios, seja na área ambiente, social, econômica, cul tural que o Brasil oferece. Então, o curso, a EFAP assume essas responsabilidades de desenvolvimento profissional, valorização do magistério e reconhecimento do papel essencial que os professores têm. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Raquel. Vamos agora à terceira resposta à terceira pergunta da jornalista Maria Amanso, com o Medina e se o Gabbardo desejar, o seu comentário. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Maria, muito obrigado pela pergunta. Essa pergunta é extremamente interessante. E é difícil entender o comportamento do vírus, ele varia bastante com o comportamento da população. Se nós olharmos o que aconteceu na Itália, a Itália teve um crescimento muito rápido e um decréscimo mais ou menos acompanhando o mesmo ângulo e hoje tem um platô. A Itália chegou a ter 4200 pessoas internadas em terapia intensa, hoje tem 4 pessoas e tem 300 casos novos por d ia. Esse é o comportamento da Itália. Se nós observamos o que aconteceu nos Estados Unidos, né, em Nova Iorque, por causa de um número grande de pessoas que circulam muitos focos concomitantes de disseminação e de contágio da doença, Nova Iorque teve uma curva semelhante à da Itália e a doença praticamente desapareceu em Nova Iorque, enquanto nas outras regiões americanas, elas, assim que Nova Iorque estava desaparecendo, ela começou a crescer no número de casos nos Estados Unidos de maneira muito grande. E o que está acontecendo no Brasil e o que está acontecendo no estado de São Paulo? É que a doença migra. Então, quando nós começamos... quando ela começou a decrescer aqui em São Paulo, começou a crescer na região Norte e na região Nordeste. Quando começou a decrescer na re gião Norte e na região Nordeste, começou a crescer na região Sul. Então, diminuiu em algumas regiões, aumentou em outras, compensou, por isso que ficou num platô, a mesma coisa aqui em relação a São Paulo. Na cidade de São Paulo vem diminuindo, o contágio disseminou para o interior e ficou mais ou menos num platô. É lógico que daqui para frente isso deve ir reduzindo gradativamente a partir do momento que por alguma razão que é até inferior àquilo que nós esperamos que tenha uma proteção de rebanho, imagino que possa ser em torno de 20%, 22%, isso aconteça também no interior. Daqui pra frente, ela deve decrescer. Mas o platô é em função do balanço. O platô, no Brasil, é em funç&atilde ;o do balanço. Tinham alguns estados que não tinham a doença, quando diminuiu nos outros, aqueles estados assumiram a liderança do número de casos, liderança, entre aspas, e aí o platô foi mais ou menos mantido, o que acontece também no Estado de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Vamos então... Gabardo, quer fazer algum comentário? Ok. Então podemos seguir. Maria Manso, obrigado pelas perguntas, já respondidas. Vamos agora à penúltima intervenção de hoje, que é do jornal O Globo, através da sua jornalista Sílvia Amorim. Sílvia, boa tarde, obrigado pela presença, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos--

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Quer ajustar o microfone um pouquinho, pra ficar mais... Isso, pronto, melhor.

REPÓRTER: São duas questões, governador. Um pouco decorrentes de tudo que foi falado aqui, alguns dados que eu senti falta. Entendi que sexta-feira é que a gente vai ter o anúncio referente ao calendário escolar, mas na semana passada o Governo editou um decreto e que estabelece uma nova métrica para que isso aconteça, ou seja, a volta às aulas: 80% da população do estado precisa estar na faixa amarela. A minha pergunta é: quanto é hoje esse percentual? Imagino que, se instituída essa métrica, o governo deve estar moni torando, então gostaria de saber qual é a hoje a porcentagem do estado que se enquadra na fase amarela. E a segunda questão é para a área da Saúde. Se falou aqui na questão da redução de óbitos, na redução dos óbitos, há duas semanas. A cidade de São Paulo, a região metropolitana teve um registro muito maior de queda, de 29%, enquanto a média geral do estado foi de 8%. Logo, deduzo que o interior teve aumento e houve a compensação, para que esse dado geral seja menor. A minha dúvida é: alguma região do interior de São Paulo já registra queda ou ainda não? E se sim, quais são essas regiões? Senti falta dessa regionalização dos dados.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Sílvia, obrigado. São duas perguntas, a primeira sobre calendário escolar será respondida pelo secretário Rossieli. Se necessário, Rossieli, com ajuda da Patrícia Ellen, com relação ao percentual do Estado de São Paulo já na faixa amarela, que foi a segunda parte da primeira pergunta formulada pela Sílvia Amorim. A segunda questão da Saúde será respondida pelo Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde, e se necessário com algum coment&aac ute;rio dos demais companheiros da Saúde, que aqui estão. Então, Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Sílvia, primeiro, não é nova e não foi editado nenhum decreto na semana passada. É o mesmo decreto que foi publicado no dia 13/07, e ela fala apenas para o início, como uma exceção, poderá ser considerado 80%, mas terá que chegar todo o estado no amarelo para a abertura, em 8 de setembro. Então, nós estamos trabalhando com a mesma perspectiva. Segundo, em relação aos dados atuais, esta última quinzena, que nós validamos, & eacute; de 52%, mas hoje está próximo de 70%, 68%, 70%.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, podemos... Quer completar, Patrícia? Ou está bem? Está completo. Ok. Então, vamos agora à Saúde, com Jean Gorinchteyn. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado pela pergunta. É importante lembrar que realmente algumas regiões puxaram, principalmente as regiões do interior, a despeito dos números em queda, mas algumas regiões, como por exemplo a Baixada Santista e também a região Sudoeste, foi uma das responsáveis por essa elevação. Nas demais, nós tivemos uma baixa, uma queda do número de casos bastante pronunciada, o que deu e trouxe essa tranquilidade. É claro que essas regiões estão sendo olhadas com bastante atenção. Elas não têm e não tiveram nenhum impacto em termos de falta de leitos, ocupação demasiada, ou seja, todo o número de oferta de leitos e respiradores para aquelas regiões foi dada como subsídio, mas reforço que o óbito não aconteceu em decorrência da falta de assistência, mas sim, de novo, com a condição clínica desses pacientes. Então, basicamente são esses dados que nós tivemos no interior. E é importante sempre ressaltar a queda também do município, do número de casos e óbitos do município, bem como do interior, de forma geral, excetuando essas regiões, deixando muito nítido que a ação conjunta... E é importante a gente ressaltar que ação conjunta não são só das autoridades locais, mas também da própria população, que entendeu a importância não só de seguir o distanciamento social, de fazer as suas medidas de prevenção, com a utilização do álcool gel, mas de antecipar-se também a procura das unidades de saúde, que isso passa de alguma forma a representar o sucesso na assistência, especialmente dos mais vulneráveis.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Sílvia Amorim, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à última, que é do Willian Cury, da TV Globo, GloboNews. Will, obrigado pela presença, uma vez mais, boa tarde e sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu vou trazer mais alguns dados em relação a número de casos e mortes, só pra poder fundamentar um pouco melhor a pergunta, porque aqui foi dito que teve queda em casos e óbitos nas duas últimas semanas de julho. Mas o mês foi o mês que mais teve casos registrados pela Covid-19. Foram 260 mil, uma alta de 52% em relação a junho, o que o Governo tem explicado como uma ampliação da testagem, testando mais tem mais casos confirmados. Mas em relação às mortes também foi o mês que mais registrou mortes desde o início da pandemia, e foi uma alta de 15% em relação a junho, número total de 8.234 óbitos no mês passado. Observando então, nas duas últimas semanas, que teve uma queda, num olhar amplo, o Governo tem dito que é um platô, mas observando ainda dentro desse platô é possível, por esses números, um pico em julho de casos, de mortes, no mês que mais registrou mortes, e nas duas últimas semanas caindo, julho é o pico da Covid-19 aqui em São Paulo, ou foi o pico da Covid-19 aqui em São Paulo? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Will, vou dividir a minha resposta com a Patrícia Ellen, e se desejar com o Jean Gorinchteyn. Primeiro, eu sei que você não fez isso com esse objetivo, mas o mês é o passado, a semana é o presente. O fato presente é que nós estamos tendo uma queda, esse é o dado bom, positivo e real, conforme foi apresentado aqui. Portanto, estamos tendo uma queda. Em relação ao tema do pico, aí sim eu divido com a Patrícia Ellen e o Jean Gorinchteyn, que é a segunda parte da sua perg unta. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Bom, o secretário Jean apresentou hoje os cenários revisados agora, até o dia 15 de agosto. Por ali a gente vê que no estado como um todo a gente está esperando aqui a manutenção desse patamar que a gente está, nesse platô com uma leve queda, mas o que a gente destacou hoje é que a gente tem diferentes regiões do estado em diferentes momentos. Em um ponto que foi colocado por todos nós, de compromisso, foi iniciar u ma retomada responsável, que não impactasse negativamente a pandemia. E é possível já avaliar o município de São Paulo e a região metropolitana, de uma forma independente, e aí sim, Will, quando a gente olha o município de São Paulo, houve uma mudança de patamar, que foi o que eu destaquei aqui, a gente vê claramente. O número de óbitos por dia voltou a patamares da primeira quinzena de abril, houve uma queda de 40% acumulada, que está se mantendo já, não é há uma nem duas semanas, já há quatro a seis semanas. Uma conquista desse esforço que foi feito pela prefeitura, que já responde a sua outra pergunta: o aumento de casos na capital foi de 50%. Houve dois inquéritos epidemiológicos em julho, um aumento de testagem muito significativo, porque o compromisso foi reduzir subnotificação . Se a gente não souber onde as pessoas estão, a gente não consegue isolar os casos nem os contatos. Por isso que esse esforço de testagem, com triagem, isolamento e rastreamento, é tão importante. É esperado, nesse período, enquanto a gente está corrigindo essa diferença de subnotificação, que aumente ainda número de casos, o que não pode aumentar é o número de internações e de óbitos. E se aumentar, a gente volta a tomar as medidas mais restritivas, e é por isso que o Plano São Paulo tem funcionado tão bem. A gente, vocês já presenciaram várias vezes os gatilhos de idas e vindas que nós temos, quando há pioras. Mas essa relação entre casos e internações e óbitos, nós não estamos de forma nenhuma identificando, dado que nós já explicamos algumas vezes por que esse aumento de testagem foi realizado, e vai continuar aumentando. Tá bom? Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Nós temos que lembrar que todos esses dados são comparativos, e nós temos essas semanas epidemiológicas, a 31ª e 30ª semana, como dados que acabam sendo avaliados em relação à primeira quinzena de julho. Nós temos que entender que, nessas duas últimas semanas, nós duplicamos ainda mais a nossa capacidade de testagem, implementamos mais programas de testagem, de novo, testagens especialmente para pacientes com poucos sintomas, sintomas leves, no sentido de evitar a expansão da doença, assim como evitar que esses casos venham a piorar e precisar de uma internação hospitalar. Eu não disse sequer unidade de terapia intensiva, internação por agravos na evolução da própria doença. Nós entendemos também que, na primeira semana especialmente de julho, nós tivemos realmente um incremento de mortes, especialmente na região do interior, que acabou sendo elevado, o que fez com que o Governo do Estado de São Paulo ampliasse as unidades de terapia intensiva, ampliasse inclusive a oferta rápida de respiradores, inclusive o secretário Vinholi pode pontuar a questão de números e estratégias que foram tomadas para determinadas regiões, garantindo dessa forma com que nós não tivéssemos essa mesma repercussão na segunda quinzena. Então, o fato de nós hoje term os um número aumentado de casos... E digo mais: nós continuaremos a ter, por uma simples razão, nós vamos in loco pesquisar e testar, que é o que realmente nós precisamos fazer. É o que vai acontecer possivelmente agora nessas regiões do Vale do Ribeira, que nós estamos implementando sistemas de testagem. As políticas de testagem vão aumentar número de casos, mas de uma forma muito mais leve e branda, para que eu não sobrecarregue o meu sistema de saúde local.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, muito obrigado, Willian Cury, da TV Globo, GloboNews. Ao final dessa coletiva, quero lembrar que amanhã não teremos coletiva, apenas segundas, quartas e sextas a partir dessa semana. Na quarta-feira, a presença do prefeito Bruno Covas aqui conosco. Duas informações, a vocês, que continuam nos assistindo, às mulheres principalmente, por favor, mantenham a guarda, mantenham a proteção às suas famílias, aos seus amigos, às pessoas que vocês gostam, e sigam a orientação no uso de máscara, se possível no isolamento social, mas sempre no afastamento social de 1,5 metro em relação a outras pessoas, e também ao uso constante de álcool gel e lavagem das mãos. Aos jornalistas que aqui estão, aos veículos de comunicação, que, volto a repetir, têm um papel fundamental, vêm tendo ao longo desses quatro meses de pandemia, fiquem atentos, vigilantes em relação ao comportamento de prefeitos e prefeitas. A maioria expressiva, no caso do Estado de São Paulo, vem obedecendo de maneira rigorosa às orientações do Plano São Paulo. Para aqueles que querem colocar interesse eleitoral acima da vida e da proteção social, nós temos, primeiro, o fator imprensa, os jornalistas e os veículos de comunicação vigilantes, e também Ministério P&ua cute;blico e Tribunal de Justiça. Nós não podemos colocar interesse eleitoral e político acima do interesse da saúde e da vida da população do Estado de São Paulo. Uma boa tarde a todos, até quarta-feira.