Coletiva - SP terá 20 mil policiais para apoio a municípios e patrulhamento de estradas no feriado 20200409

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Coletiva - SP terá 20 mil policiais para apoio a municípios e patrulhamento de estradas no feriado 20200409

Local: Capital - Data: Setembro 04/09/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Vamos dar início à mais uma coletiva de imprensa, quero agradecer os jornalistas que estão aqui presentes, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, equipe de apoio. Aos que estão remotamente também, participando desta coletiva. E agradecer a presença do Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo. Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde. General João Campos, secretário de Segurança pública. Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio ambiente. Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico. Marco Vinholi secretário de Desenvolvimento Regional. E também o Márcio Rea, presidente da EMAE. E sempre a presença do José Medina, coordenador do centro de contingência do COVID-19. E João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19. Também agradecer aos demais secretários que aqui comparecem à essa coletiva de imprensa. E vamos agora às mensagens, e na sequência, às informações de hoje, sexta-feira, 4 de setembro. A primeira mensagem está vinculada ao Dia da Independência, dia 7 de setembro, dia da pátria, segunda-feira. Por recomendação das autoridades sanitárias, não teremos em São Paulo paradas, desfiles, ou outras demonstrações públicas de homenagem ao Dia da Independência do Brasil. No âmbito nacional, a decisão também foi corretamente adotada, ao nosso em rela&ccedil ;ão, pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, esperamos celebrar o Dia da Independência em 2021, longo do vírus, longe da pandemia, e com razões, espero, para festejar o Dia da Independência, o Dia da Pátria, e o dia de todos os brasileiros. Aproveito para registrar que as obras do Museu do Ipiranga, o novo Museu do Ipiranga, o Museu da Independência, estão aceleradas, e em setembro de 2022 estaremos entregando a São Paulo e ao Brasil, o novo Museu da Independência. Totalmente restaurado e ampliado, com as obras viabilizadas com recursos privados, R$ 160 milhões de investimento privado, na recuperação e ampliação do principal museu brasileiro, o novo Museu do Ipiranga. A segunda mensagem é uma mensagem de solidariedade, hoje infelizmente ultrapassamos 4 milhões de pessoas infectadas com a COVID-19 no Brasil. Soma-se a isso 125 mil brasileiros que j&aac ute; perderam as suas vidas em nosso país. Um em cada 50 brasileiros já teve COVID-19, um triste número, por isso não temos nada a celebrar, não é momento para celebrações, aglomerações, festas e comemorações. Só poderemos ter celebrações, e congraçamento após a imunização de todos os brasileiros com a vacina. Enquanto isso, temos que estar conscienciosos e dedicados à preservação da vida e da saúde dos brasileiros. Quero lembrar que no estado de São Paulo o uso da máscara é lei, é obrigatório, para todos os brasileiros, autoridades e não autoridades, cidadãos, pobres ou ricos, todos devem usar máscara em respeito à sua própria saúde, em respeito à sua vida, e em respeito à vida dos seus familiares e de outras pessoas. Tamb&eac ute;m devem seguir a orientação do distanciamento social, de 1,5 metros para com outra ou outras pessoas. E devem também ter o saudável hábito da higiene das mãos, lavar as mãos frequentemente, e se possível, usar álcool em gel também, com frequência. A nossa esperança está na vacina, ou nas vacinas, volto a repetir aqui, nós não estamos em uma competição pela vacina, nós estamos em uma competição pela vida. A Coronavac é uma das vacinas que está em um estágio mais avançado, e com grande chance de ser aprovada e superada nessa terceira fase de testagem, para ser aplicada já a partir de dezembro nos brasileiros. Outras vacinas também estão no seu terceiro estágio, e nós torcemos e esperamos que elas superem também bem e positivamente essa terceira fase, e possam ser disp onibilizadas também igualmente com o mesmo princípio de salvar vidas e salvar brasileiros, não importa se a vacina é chinesa, inglesa, italiana ou americana, importa é que vacinas aprovadas possam ser objeto de imunização de todos os brasileiros. E a terceira e última mensagem em relação ao feriado de 7 de setembro, pelas mesmas razões do que acabo de mencionar, peço que ao menos os brasileiros de São Paulo, tenham cuidado, tenham zelo ao saírem das suas casas, ou se dirigirem para outras cidades. Cada município tem aqui o direito de estabelecer os seus limites para parques, praças, praias e calçadões. E o governo apoiará aqueles municípios que solicitaram formalmente ao governo do estado, o apoio da Polícia Militar no sentido de proteger a vida das pessoas e dos seus cidadãos. Mas a você que está nos assistind o, você que está nos ouvindo, você que está nos lendo, por favor, tenha cuidado, não faça aglomerações em parte alguma, nem na praia, nem no calçadão, nem na montanha, nem na praça, nem no parque. Aglomerações colocam em risco a sua vida, a sua saúde e de outras pessoas. Usem máscara, sigam o exemplo correto, usem máscara e façam o distanciamento social de 1,5 metros. Desfrutem com os seus familiares no final de semana prolongado, mas não exponham as suas vidas e nem a vida de outras pessoas. As três informações da coletiva de hoje, 4 de setembro, primeira, cinco regiões do estado de São Paulo progridem, e agora 95% da população do estado de São Paulo está na fase amarela do plano São Paulo. Nesta décima segunda atualização do mapa do plano São Paulo, mais c inco regiões do estado progrediram da fase laranja para a fase amarela, Marília, Presidente Prudente, Registro, São João da Boa Vista, e São José do Rio Preto. A progressão destas regiões é uma tendência de melhora dos indicadores que temos observado no estado como um todo. E já estamos na quarta semana consecutiva de queda de óbitos, um fato inédito desde o início da pandemia. Quatro semanas consecutivas com índices de infecção em queda, índices de óbito em queda, índices de ocupação de leitos em UTI em queda. Essa tendência de regressão da pandemia vem se mostrando consistente, mas quero voltar a repetir, e falo isso também em nome do prefeito Bruno Covas, não significa que temos que baixar a guarda, não significa que temos que relaxar. E lembrar que estamos em quarentena, e precisam os ter cautela e cuidado. Estamos na décima quarentena aqui em São Paulo, e a partir do dia 5 de setembro, nós estaremos, portanto, amanhã, sábado, na décima primeira quarentena que vai até o dia 19 de setembro. E neste feriado, volto a repetir, por favor, redobre os cuidados, redobre os cuidados com você, com a sua família, com os seus amigos, oriente aqueles que relutam em usar máscaras para que usem, oriente também sobre o distanciamento social, e, por favor, não faça aglomerações. Segunda notícia, segunda informação da coletiva de hoje, a Operação Independência, o governo do estado de São Paulo vai colocar 20 mil policiais em ações de apoio e fiscalização aos municípios que solicitaram ao governo do estado este apoio, municípios do litoral do estado de São Paulo, e munic&ia cute;pios de instâncias turísticas do interior do estado. A ação integrada da Secretaria de Segurança Pública está sendo feita em parceria com a Secretaria de Transportes e Logística do estado de São Paulo. Do total, serão 20 mil policiais, como já mencionei, 7.200 viaturas, 11 helicópteros e 32 drones em operação. A operação Independência começou hoje, sexta-feira, e vai até terça-feira, dia 8 de setembro. O objetivo é reforçar a segurança nas estradas e nos municípios turísticos, durante o feriado, e apoiar as ações que cada prefeito ou prefeita está desenvolvendo no seu município. A responsabilidade, repito, é de cada prefeito, e aos que solicitaram apoio, terão esse apoio da Polícia Militar e da Secretaria de Transportes e Logística do estado de São Paulo. Terceira informação, terceira e última informação de hoje, a boa notícia, com ágil de 1.900% o governo do estado de São Paulo fez a concessão da Usina São Paulo no Rio Pinheiros, antiga Usina Traição, agora denominada Usina São Paulo, foi concedida ao setor privado com 1.900% de ágil, sobre o valor original. O ágil de 1.900% é para concessão da Usina São Paulo por 22 anos, e uma proposta de R$ 280 milhões. Essa é outorga, é o dinheiro que o setor público receberá pela exploração pelo setor privado da Usina São Paulo. E mais, Bruno, 8% de outorga variável também para a EMAE, de acordo com os resultados advindos da exploração da Usina São Paulo. É uma prova de confiança no programa de revitalização no Rio Pinheiros, e eu volto a reafirmar aqui o compromisso do governo do estado de São Paulo, de entregar o Rio Pinheiros despoluído até 31 de dezembro de 2022. Entregaremos o rio limpo, para a população do estado de São Paulo, e, sobretudo, da capital de São Paulo, até dezembro de 2022. A revitalização da Usina São Paulo é um dos eixos do programa do Rio Pinheiros, e, repito, prova de confiança, dado que um grupo empresarial, além da outorga de R$ 280 milhões, e a outorga variável, terá também que fazer um investimento que não será menor do que R$ 200 milhões para a recuperação de toda essa área, e vocês verão isso na sequência na coletiva de hoje. Com a concessão o governo economiza R$ 12 milhões por ano, custo de manutenção da Usina Traição, que passará a se chamar Usina São Paulo. Recursos que serão destinados para saúde, educação e segurança pública, e vamos oferecer à cidade de São Paulo um novo marco, uma nova referência às margens, e sobre o Rio Pinheiros na região de Cidade Jardim. A Usina São Paulo será uma área de lazer, de entretenimento, de atividades culturais, de atividades em um parque linear, e também com cafés, bares, restaurantes e lojas. Tudo deverá ser entregue pelo setor privado que venceu a concessão já em 2022, e vocês acompanharão pari passu toda a evolução desta obra até a sua entrega na nova Usina São Paulo. Quero mencionar, para finalizar, que o investimento que estamos fazendo na despoluição do Rio Pinheiros já atinge neste momento R$ 1,700 bilhão. A obra de despoluição do Rio Pinheiro s não parou, continuou durante a pandemia, continua de forma acelerada. E quero aqui registrar um agradecimento muito especial à Sabesp, na pessoa do professor Benedito Braga, que está aqui presente, pelo apoio do programa de revitalização de centenas de córregos que infelizmente levavam poluição ao Rio Pinheiros. E agora estão sendo revitalizados, e não mais levarão poluição ao rio, que é uma das marcas de São Paulo, e em breve será uma marca limpa da capital de São Paulo. Bem, pela ordem nós vamos começar a coletiva com a Patrícia Ellen, ou Marco Vinholi, falando sobre o plano São Paulo, e esta nova etapa do plano São Paulo. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Bom, como já foi dito, hoje nós temos um dia importante, muito positivo para a classificação do plano São Paulo, porque estamos mantendo essa tendência de queda tanto em óbito como internações e também em casos. Hoje nós vamos fazer a 12ª classificação, essa foi a 11ª atualização que é a atualização vigente até hoje, onde tínhamos aqui cerca de 78% da população na etapa de flexibilização e tínhamos ainda aqui, seis regiões na fase laranja, que é a fase de controle. Na próxima página nós temos os indicadores atualizados na data de hoje, que foram utilizados como base para essa classificação, temos aqui algumas not&iacu te;cias importantes, mas gostaria de destacar, lembrar que a semana passada foi uma semana muito positiva em internações e óbitos e tivemos agora, continuamos essa tendência de redução nessa semana também. É importantíssimo também relembrar, como o governador colocou, que esse momento nos traz ainda mais responsabilidade. Com a retomada das atividades, mais pessoas nas ruas, então, precisamos utilizar máscaras, reforçar os protocolos de distanciamento, independente de onde estivermos, inclusive e principalmente nas praias, em áreas de lazer, é importante todos nós participarmos dessa retomada e fazermos a nossa parte. Então, os indicadores gerais são esses. Na próxima página um grande avanço na atualização, temos cinco regiões que avançaram para uma fase mais branda e que permite uma maior retomada das a tividades: São José do Rio Preto, Marília, São João da Boa Vista, registro e Presidente Prudente. Então, temos cinco regiões que avançam de fase e temos aqui Franca e Ribeirão Preto que se mantém na etapa de controle, principalmente pelo número que nós temos registrado em óbitos nessas regiões, o que também é um sinal positivo olhando para a frente, porque há uma estabilização de internações nessas regiões, que se reduzindo agora, podemos ter uma abertura também para a fase amarela. Na próxima página nós relembramos como foi essa evolução do Plano São Paulo e que foi gradualmente evoluindo, começamos com a pandemia na região metropolitana, o avanço para o interior, mas nas últimas atualizações uma melhora consistente, fruto dessa reto mada gradual, regionalizada e responsável, onde nós vemos a evolução do percentual da população na fase amarela, na fase de flexibilização. Na próxima página nós temos essa lembrança aqui, como foi a evolução e para finalizar, na etapa atual, na próxima página, nós temos hoje um maior número de pessoas na fase amarela, 95% da população, com essa 22ª atualização, passam a estar na etapa amarela, na fase amarela que é a fase de flexibilização que permite um número bastante considerável de atividades em funcionamento, então, eu reforço aqui em primeiro lugar, o reconhecimento dessa conquista, também o papel fundamental de todos, da saúde, dos prefeitos na liderança desse processo para que possamos seguir nessa jornada, não somente com as ferramen tas de distanciamento, isolamento, mas também de testagem, isolamento de contatos, que passam a ser ainda mais importantes durante todo esse período que vamos continuar convivendo com a pandemia. E para finalizar, pedindo a colaboração de todos, é uma conquista, mas também uma grande responsabilidade e eu tenho certeza que o estado de São Paulo será um exemplo não somente para o Brasil, mas para o mundo nesse período que temos pela frente de retomada e convivência com a pandemia. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Patrícia. Vamos agora ao Marco Vinholi dentro do mesmo tema, a reclassificação do Plano São Paulo. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, boa tarde governador. Importante índice alcançado hoje, 95% do estado a partir da fase amarela, um avanço importante com queda de internações e queda de óbitos ao longo deste período. Além disso, o menor índice de ocupação de leitos de UTI no estado de São Paulo desde o início do Plano São Paulo, 54.1% na ocupação de leitos de UTI. Vocês têm acompanhado ao longo desse período a queda desse indicador, um indicador muito importante tanto para a capacidade hospitalar instalada pelo governo do estado de São Paulo, quanto pela queda das internações ao longo deste período. Outro fator importante é que pela primeira vez os óbitos no interior do estado atingem um patamar maior do que os óbitos na capital, 37.7% dos óbitos durante a pandemia no estado de São Paulo ocorreram no interior enquanto 37.6 na capital, portanto, invertendo essa pirâmide e o interior passando a capital ao longo dessa pandemia. Ressaltando aqui, a ocupação dos leitos de UTI, como vocês podem verificar, somente a região de Franca ainda tem 75.7% de ocupação, acima dos 75%, esse índice deve cair, porque eu relembro que é uma média dos 14 dias, mas que os 52 leitos instalados na região ao longo da última quinzena já reproduzem um número muito impactante que pode dar uma segurança no que tange a capacidade hospitalar maior na região de Franca. Na região de Franca, porém, a evolução dos óbitos manteve ela na fase laranja. Além disso, na região de Ribeirão Preto a evolução de casos e óbitos, os prefeit os têm feito um bom trabalho, a gente vai seguir trabalhando para poder alcançar a fase amarela nas duas regiões. Já nas regiões de São José do Rio Preto nós já chegamos a ocupação abaixo de 75%, está ali 73% de ocupação, portanto, a região avançando pela primeira vez desde o início do Plano São Paulo para a fase amarela. A região de Rio Preto ficou, desde a primeira atualização nessa fase e agora conseguindo reduzir a sua taxa de ocupação. Presidente Prudente melhora na evolução da pandemia, dobramos o número de leitos de cinco para dez por 100 mil habitantes. Registro melhorando a queda no indicador de óbitos, menos 66%, também dobramos o número de leitos de 7 para 14 por 100 mil. Marília, uma melhor também na evolução. Ali também conseguim os triplicar o número de leitos ao longo da pandemia. E São João da Boa Vista, onde também dobramos o número de leitos, de 7 para 15, mais do que dobramos, por 100 mil habitantes, uma evolução nos indicadores da pandemia. Esses são os números de hoje. Seguimos com a melhora dos indicadores no estado de São Paulo, importante que todos os gestores e a sociedade estejam alertas para que nesse feriado a gente possa respeitar as medidas de utilização de máscaras e não aglomeração para que a gente siga com essa melhora de indicadores em São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Vinholi. Agora, vamos à Saúde, na extensão e na continuidade das intervenções da Patrícia e do Vinholi com Jean Gorinchteyn. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Estamos na 36ª semana epidemiológica, na 12ª reclassificação do Plano São Paulo, com melhora desses índices, com a progressão no faseamento principalmente dos cinco municípios, desculpa, cinco regiões de saúde que garantiram que hoje nós tenhamos 95% do nosso estado no faseamento amarelo. Essa, sem dúvida alguma, é a melhor fase da história do Plano São Paulo mostrando que, realmente, a pactuação e o pacto que foi feito com a população garantiu essa progressão lenta, gradual, progressiva, porém, segura. Por cinco semanas consecutivas tivemos queda no número das internações e por quatro semanas consecutivas queda no número de óbitos. Nós tivemos 12% de queda em rel ação a semana epidemiológica anterior. E estamos testando, testando e muito. Essa semana ultrapassamos a 4 milhões de testes tendo aproximadamente 97 testes para cada 100 mil habitantes. Isso é algo muito compatível com pouquíssimos países no mundo, especialmente a Alemanha que é a referência na melhor e maior testagem. Testamos e continuaremos a testar. Importante que nós estejamos hoje lembrando que o estado, apesar dessa melhora dos índices, ainda se encontra em quarentena. Nesse feriado é importante, descansem, mas não relaxem das medidas sanitárias, evitem as aglomerações e realmente façam a utilização das máscaras. Vamos aos índices dessa semana, por favor. Hoje nós tivemos 845.016 casos, 31.091 óbitos e como o próprio secretário Vignoli comentou a taxa de ocupação em Unidades de Terapia Intensiva abaixo de 54% de forma mantida nessa última semana, no estado 54%, na Grande São Paulo 51,5%, com altas hospitalares superiores a 90 mil e, importante, mais de 670 mil pacientes foram e estiveram recuperados da Covid-19. [Próximo, por favor]. Tivemos, na data de hoje, 7.038 casos, sendo que 53% dos casos diagnosticados pelo PCR. [Próximo]. Essa média diária dos novos casos do estado de São Paulo vem mostrando índices de queda realmente importante. Agora nós estamos com 7.311 novos casos, isso está muito próximo a 26ª semana epidemiológica, exatamente aquela semana que era o prenuncio da elevação do número de casos, de internação e de óbitos, mostrando claramente um descenso, uma melhor desses índices e reforçando a nossa saída do platô. [Próximo, por favor]. O número de internaç ões também se mostrou com uma queda significativa, a 36ª semana, ela se mostrou muito próxima a 20ª semana epidemiológica lá de [ininteligível], então, com isso mostrando e reforçando dados de números de casos de internação, bem como número de óbitos, em descenso e a queda desse platô sendo uma realidade não só do município, mas também do próprio estado. [Próximo]. Aqui nós temos a questão dos óbitos, os óbitos na 10ª semana epidemiológica se manteve com níveis entre a 30ª e a 21ª semana. [Próximo]. E a prospecção de caos aqui nessa primeira quinzena em termos de proximidade das estimativas, esteve mais próximo da linha inferior, portanto dentro de todos os modelos matemáticos referenciados. [Próximo]. O número de óbi tos também se manteve dentro dos modelos de prospecção mostrando que o Plano São Paulo tem, a despeito dessas flexibilizações, sempre colocados os índices da saúde garantindo a segurança da população. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado Jean Gorinchteyn. Vamos agora ao terceiro e último tema, perdão, ao terceiro tema da nossa coletiva, não é o último, a concessão ao setor privado da usina São Paulo. De forma breve, Marcos Penido e Márcio Rea falarão a esse respeito. Marcos Penido é o nosso secretário de Meio Ambiente, Infraestrutura e Saneamento. Vamos então, Penido e o Márcio Rea que é o presidente da Emae. Penido.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE, INFRAESTRUTURA E SANEAMENTO DE SÃO PAULO: Obrigado governador, boa tarde a todos. Nós conseguimos, como colocou o governador, uma grande conquista, a concessão da nossa Usina São Paulo, nós temos um pequeno filme mostrando o que significa essa requalificação.

[Apresentação do vídeo]

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE, INFRAESTRUTURA E SANEAMENTO DE SÃO PAULO: O sucesso desse leilão só foi possível pela confiança que o setor empresarial, que a população de São Paulo tem desse projeto. Projeto, como bem colocado, tem a participação da Sabesp investindo hoje, 1,7 bilhão com mais 300 milhões em contratação, iniciando um novo processo de desassoreamento e limpeza do lixo superficial e essa conquista da Emae, em um projeto que envolve as quatro empresas da nossa secretaria, várias secretarias do nosso governo. E principalmente, uma grande parceria com a Prefeitura de São Paulo no maior projeto de saneamento básico na região metropolitana no nosso estado. É um projeto de despoluição do Rio Pinheiros. Marcio.

MARCIO REA, PRESIDENTE INTERINO DA EMAE: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Só ressaltar que além dos 290 milhões que será investido, de imediato, serão investidos 50 milhões para o primeiro passo, que é o primeiro prédio que será feito o retrofit(F). E dizer que é uma inovação para o Governo de São Paulo, uma usina que o trabalho dela gerar energia, é conter enchentes, também terá um novo papel para atender à população com restaurantes, mirantes, escritórios. Quer dizer, é uma inovação feita em São Paulo. Então, eu gostaria de agradecer.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marcio. Penido e Marcio estarão à disposição para perguntas dos jornalistas daqui a pouco. Neste momento, vamos ouvir o Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Como é sabido, a crise sanitária trouxe consigo uma crise social e econômica. Aqui na cidade de São Paulo entre os meses de março e maio, nesse trimestre, nós tivemos praticamente 175 mil pessoas que perderam emprego, entre o saldo, com um saldo negativo de contratações e demissões aqui na cidade. Portanto, eu queria aqui aproveitar, governador, e agradecer, porque são investimentos como esse, anunciados agora, em relação à concessão da Usina São Paulo, que projetam um cenário de retomada. E a perspectiva de novos investimentos aqui na cidade, que atraem a geração de emprego e renda e que vão preparando a cidade para um momento pós-pandemia.Essa crise social e econômica vai requerer ainda mais a participação e o envolvimento do setor públi co na geração de emprego e renda na cidade. Então, não apenas a cidade ganha um novo cartão postal com essa concessão, mas é um indicativo na aposta do governo do estado para que a cidade possa voltar a gerar emprego e renda. Queria, portanto, aqui deixar o meu registro de agradecimento por essa concessão, um sonho antigo da nossa população, e que agora se torna realidade. Dois anúncios por parte da prefeitura de São Paulo. O primeiro deles diz respeito ao funcionamento de salão de festas, bufês infantis, boates, discotecas, danceterias. São estabelecimentos que ainda estão proibidos de funcionarem. Havia uma solicitação para que eles pudessem funcionar como restaurantes. A orientação da prefeitura de São Paulo era que por conta do alvará de funcionamento, eles teriam que solicitar um novo alvará de funcionamento para poderem funcionar como restaurantes. E ao final da pandemia, ou a partir do momento que eles voltassem a ter autorização para funcionar como bufê, como danceteria, eles teriam que, mais uma vez, entrar com o processo de um novo alvará para poder voltar a funcionar da forma que funcionavam antes. Então, essa burocracia foi eliminada por conta do decreto publicado hoje no Diário Oficial do Município que permite a esses estabelecimentos que ainda não têm a sua autorização para voltarem a funcionar como estabelecimentos de bufê, como estabelecimentos de festas, como estabelecimentos danceterias, mas a prefeitura vai, de alguma forma, estender o alvará de funcionamento deles para que aqueles que desejarem funcionar como restaurantes ou bares, podem funcionar como restaurante ou bar desde, claro, cumprido o protocolo sanitário aqui do município para restaurantes e bares. Ent&atil de;o, eles não vão ter que apresentar um novo pedido de alvará para funcionar como restaurante ou bar, e depois, lá na frente, um novo pedido alvará para voltar a funcionar como festas, como bufês. Então, hoje, a partir de hoje, isso passa a valer aqui na cidade de São Paulo. Aqueles que desejarem funcionar como restaurantes ou bares podem fazer isso, desde que cumpram, claro, o protocolo sanitário de bares e restaurantes. O segundo anúncio, a gente anuncia a partir de hoje o fechamento definitivo do Hospital Municipal de Campanha do Anhembi. O Hospital Municipal de Campanha do Anhembi passou a funcionar no dia 11 de abril deste ano. O investimento feito pela prefeitura naquele espaço foi um investimento de R$ 7,5 milhões. O espaço com a previsão inicial de ter 1,8 mil leitos. No início, nós credenciamos 870 leitos, foi essa a quantidade de leitos que passou a funci onar no Anhembi a partir do dia 11 de abril. Que tinham custeio mensal de R$ 28 milhões. Desde o dia primeiro de agosto, nós reduzimos essa quantidade de leitos, baixando de 870 para 310 leitos. O que fez com que o custo mensal caísse de 28 milhões para R$ 9 milhões. Desde o dia primeiro de setembro, nós, de novo, reduzimos a quantidade de leitos, passamos a operar com 150 leitos no Hospital Municipal de Campanha do Anhembi, 140 de observação, dez de UTI. Estamos hoje com 38 pessoas internadas lá. Ao todo, foram 6.350 pessoas que passaram pelo Hospital Municipal de Campanha do Anhembi. Mais de 80 mil exames realizados naquele espaço. Hoje, com os números que a cidade tem, e a própria taxa de ocupação do Hospital Municipal de Campanha do Anhembi, a cidade tem a tranquilidade de que vai poder desativar sem ter a necessidade de voltar a utilizar aqueles leitos. Até porque en quanto os dois hospitais municipais de campanha passarão a funcionar, o do Pacaembu e do Anhembi, a cidade pode também entregar oito hospitais permanentes. Então, com todos os leitos que foram criados e leitos serão permanentes na cidade de São Paulo, nós temos hoje a tranquilidade de poder anunciar a desativação. Desde ontem o hospital deixou de receber novos pacientes e a nossa expectativa é que o fechamento final ocorra no dia 10 de setembro. Eram esses os anúncios por parte da prefeitura.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Obrigado pelas referências também, em relação ao projeto do Rio Pinheiros e da Usina São Paulo. Vamos agora a última intervenção, exatamente para falar sobre a Operação Independência, o apoio nas rodovias estaduais para o final de semana prolongado. E o apoio também aos prefeitos que solicitaram ao governo do estado o apoio para o programa de vigilância sanitária nos seus municípios. Vamos ouvir o general João Campos, secretário de Segurança Pública de São Paulo. General.

JOÃO CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sr. Governador, muito obrigado. Boa tarde a todos, senhoras e senhores. Desde o início da pandemia o serviço de policiamento ostensivo, o trabalho da segurança pública foi potencializado, Se. Governador. E com isso, nós estaremos agora também, além de proporcionar a segurança aos 645 municípios do estado de São Paulo, estaremos atuando... aliás, já estamos atuando desde a 0 horas de hoje até o dia 8 na Operação Independência. Nessa, contaremos com esses 20 mil policiais, que o senhor falou, trabalhando para a segurança do estado todo e focados em apoiar, em contribuir com os agentes municipais no combate e na fiscalização dessa pandemia. E quando fazemos isso, quando fazemos essa contribuição, nós temos a conv icção que estamos contribuindo para poupar vidas. Mostrarei uma apresentação rápida com seis transparências, onde estará nela o mapa da força do pessoal que está empregado. Mas estaremos atentos a muitas áreas, e uma preocupação especial às estradas. O Comando de Policiamento Rodoviário tem 22 mil quilómetros de estradas estaduais para cuidar. E ali eles estarão, utilizando bafômetros, fazendo teste de embriaguez, verificando cinto de segurança, assentos infantis, capacetes. Ou seja, se beber não dirijam. A Polícia Rodoviária Estadual estará muito atenta a isso. Iniciaremos com esses pontos de bloqueio, são primários, poderemos desdobrá-los. [A seguinte, por favor.] Na baixada, vejam que com a atuação de cavalaria, Rocam, o 1º de Choque, a Rota e o Policiamento Ostensivo. [Seguinte.] A& iacute; estão as nossas atenções, pontos de bloqueio nas rodovias, pontos de fiscalização nas cidades. Tudo com o intuito de contribuir e apoiar os agentes municipais que são os responsáveis por essa missão. Efetivo variado, utilizaremos aquelas mensagens nas viaturas, de conscientização. E apoiaremos, logicamente, as equipes, como já falei. [A seguinte, por favor.] Aí está o mapa da força dia(F), 20 mil policiais, 7,2 mil viaturas, 880 motos, cavalos, 11 helicópteros, oito drones dia(F), 160, em média, pontos em rodovias e 1,5 mil pontos em áreas urbanas. Tudo para contribuir. [Seguinte.] Integradamente, estamos integrados com a Secretaria de Transportes e Logística. Polícia Rodoviária Estadual, o DER, a Artesp, as concessionárias, as prefeituras municipais. Nas rodovias, falando aqui pela Secretaria de Transportes. [Seguinte e & uacute;ltima.] Os painéis estarão usando mensagens curtas, diretas, claras, use máscara, previna-se, evite aglomerações, mantém o distanciamento social, lave as mãos, use álcool gel. Também, nas rodovias, as concessionárias estarão potencializadas para esse apoio 24 horas. Nos pedágios, haverá distribuição de álcool gel aos usuários, aos trabalhadores. E pela primeira vez, estaremos distribuindo 40 mil máscaras aos motoristas. Muito obrigado, Sr. Governador. E uma boa tarde a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, general Campos. Vamos agora às perguntas presenciais. Pela ordem, temos Rádio Jovem Pan, CNN, depois, remotamente, Rádio CBN. Na sequência, o SBT de Santos, a VTV, TV Cultura, TV Gazeta, o Portal UOL, e TV Globo, GloboNews. Começamos com você, Victor Moraes, da Rádio Jovem Pan. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

VICTOR MORAES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Minha pergunta vai para o secretário Jean Gorinchteyn, mas também para o setor de contingência do coronavírus. É o seguinte, hoje o governo do Paraná informou que os testes da vacina russa da Covid-19 com voluntários devem começar no ano que vem. Hoje também a gente teve por meio da revista científica internacional The Lancet, que diz que a vacina não teve efeitos adversos, enfim, que foi na fase 1 e 2, foi muito bem. Eu queria saber se São Paulo pode entrar aí nessa rota para ajudar a testagem e também ajudar a desenvolver mais uma vacina aqui no Brasil?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Victor. Vamos com a resposta do Jean Gorinchteyn, secretário de saúde do estado de São Paulo, o comentário ou do Gabardo ou do Medina. Jean.

JEAN CARLO GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Victor, obrigado pela pergunta. Nós estamos atrás de vacinas para a Covid-19, não importa qual. O que nós temos que garantir é que essas vacinas sejam seguras, tenham passado pelas fases de teste, fase 1, 2 e 3. E ao mesmo tempo, mostrem se efetivas, produzindo anticorpos que produzam proteção àqueles que recebam. E é óbvio que todas as nossas instituições, inclusive aparelhos do próprio estado estarão sempre aberto para se utilizarem como locais de estratégia de estudos. Para se ter uma ideia, nós temos o CRT-Aids, que é um dos hospitais estaduais que é referência, ele está fazendo um estudo em campo de uma vacina da Harvard aqui. Então, ele foi escolhido pelo NIH para poder fazer essa testagem, porque nós queremos vacinas. A nossa lu ta é pela vida.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Algum comentário? Então respondido. Victor, muito obrigado pela pergunta da Rádio Jovem Pan. Vamos agora a CNN com Bruna Macedo. Bruna, boa tarde, sua pergunta, por favor.

BRUNA MACEDO, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. A minha pergunta é para o prefeito Bruno Covas. Campinas reabriu teatros, museus, galerias. E eu queria saber se para São Paulo existe alguma previsão nesse sentido. Se também já foi feita alguma projeção de data para a fase verde do Plano São Paulo. Obrigada.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: A expectativa é retomar o setor cultural na fase 4, fase verde. E a projeção da prefeitura é que a cidade entre na fase verde entre 20 de setembro e 10 de outubro.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno, e obrigado, Bruna. Agora vamos a uma pergunta on-line, que é da rádio CBN, a jornalista Victoria Abel. Victoria, prazer em revê-la, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

VICTORIA ABEL, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos os presentes. Espero que vocês estejam me ouvindo bem dessa vez. Queria começar com uma pergunta para o governador e também para a equipe de saúde. Ontem e hoje o presidente Jair Bolsonaro esteve na região do Vale do Ribeira, na cidade de Registro, e são regiões que até hoje com essa mudança do Plano São Paulo estavam na fase laranja do Plano de Flexibilização. Portanto, era proibido fazer aglomerações, é proibido inclusive aberturas de bares, restaurantes. O presidente Jair Bolsonaro não só promoveu aglomerações no interior como também frequentou bares nas regiões com um dos colegas, chegou a sentar em um dos bares e não usou a máscara, que é obrigatório em todo o estado, inclusive na rua. Ele chegou a andar por mais de 50 minuto s sem máscara por quarteirões e interagindo com a população. Gostaria de saber se o governo de São Paulo, primeiramente, planeja alguma punição diretamente para o presidente Jair Bolsonaro já que ele estava sem máscara nesses eventos, nessas regiões; e também se os organizadores dos eventos, ou se o próprio município vai ser punido de alguma forma por essas aglomerações. Uma segunda pergunta também para o governador, eu entendo que a coletiva se direciona para os temas da pandemia, que são essenciais, é claro, mas nesse momento também é de interesse público a gente falar um pouco sobre eleições. Por isso eu queria perguntar pro governador João Doria, que acredito que os eleitores dele e do prefeito Bruno Covas gostariam de saber se o governador vai participar ativamente da campanha do prefeito Bruno Covas, se isso já foi pensado, se o governador vai comparecer à convenção que vai acontecer na próxima semana, ou se isso vai depender da própria participação do presidente Jair Bolsonaro nas eleições municipais aqui de São Paulo, ou do quanto que os adversários do prefeito Bruno Covas chamarem aí o governador para essa disputa. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Victoria. Vamos às respostas. Começamos com o tema regional no Vale do Ribeira, o vale do futuro. Eu vou pedir ao Marco Vinholi que possa responder. Lembrando apenas, Victoria, que a responsabilidade sobre a aplicação de procedimentos é sempre do município. Portanto, cabe ao prefeito ou à prefeita, mas os detalhes você saberá agora com o Marco Vinholi. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, Victoria. Evidente que nós aqui prezamos pela vida, pela utilização de máscaras, pelo respeito à não aglomeração durante o tempo todo, portanto, nós recomendamos fortemente que isso deva ser cumprido. A fiscalização sobre a utilização de máscaras é no âmbito municipal, portanto, cabe ao município essa verificação. Além disso, aglomeração não é recomendada no estado de São Paulo, de maneira alguma, dentro do regramento estabelecido pelo governo do estado de São Paulo. Portanto, vejo com muita preocupação esse tipo de aglomeração acontecendo nesses eventos. É importante ressaltar também, puxando já esse gancho, Victoria, hoje nós estamos ret omando uma obra de R$ 30 milhões de um hospital fundamental que vai possibilitar o dobro de leitos de UTI lá no Vale do Ribeira, hospital Leopoldo Bevilacqua, que a partir de agora retoma suas obras, podendo estabelecer um novo patamar de saúde lá para o Vale do Ribeira, qual nós chamamos de vale do futuro.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Victoria, as duas outras perguntas. Em relação ao presidente Bolsonaro, eu lamento que o Presidente da República dê um mau exemplo, ele deveria dar bons exemplos, como todo Presidente da República. Ele, aqui em São Paulo, mais uma vez, deu um mau exemplo ao não usar máscara, o que é lei e é obrigatório, embora a fiscalização deva ser feita pela prefeitura municipal e a emissão de multa também. E deu outro mau exemplo ao estimular e participar de aglomerações, o que não deveria ocorrer, e ainda com muitas pessoas sem o uso de máscara. Tudo o que nós não precisamos nesse momento são de maus exemplos. Lamento ter que reconhecer que o presidente do Brasil veio a São Paulo e deu um mau exemplo para a saúde e a vida dos br asileiros. Em relação ao Bruno Covas, nos finais de semana, fora do meu horário de expediente, sim, ajudarei no que for possível a candidatura e a eleição de Bruno Covas, e a minha convicção de que ele será reeleito prefeito de São Paulo. Eu tenho candidato a prefeito em São Paulo, esse candidato chama-se Bruno Covas. Se o Bruno quiser complementar, já que a pergunta da Victoria foi feita também a você.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: A convenção do PSDB está marcada para o dia 12 de setembro, e a partir de 12 de setembro eu falo como candidato a prefeito. Até lá, continuo tratando da questão da pandemia aqui na cidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Victoria, muito obrigado pela sua participação, vamos tirar você aqui da imagem, desejar um bom fim de semana a você. Vamos agora ao Gobetti, do SBT, da VTV, que é afilhada ao SBT em Santos. Gobetti, mais uma vez, obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

PETERSON GOBETTI DE ALMEIDA, REPÓRTER: Obrigado, governador. Boa tarde a todos. Eu peço desculpa se foi divulgado aqui, eu particularmente acabei não prestando atenção. Eu queria saber se tem um número separado, eu sei que são reforço de policiamento, 20 mil policiais, mas juntando instâncias turísticas do interior, se para a Baixada Santista tem esse número separado, quanto que vai acrescer o policiamento lá, e como que esses policiais estão orientados para abordar. Porque certamente eles vão se deparar com alguma resistência que é a que os guardas municipais têm enfrentado, como ocorreu com o desembargador. Eu queria saber como que vai ser essa abordagem. E também saber como que o comitê tem acompanhado essa situação na Europa, alguns países já tendo que fechar estabelecimentos, a França fechando escolas, tend o que retroceder, né? Aqui a gente tem visto um cenário mais tranquilo do Plano São Paulo, a população às vezes trabalha até com aquele lema de que o pior já passou, se isso... vocês trabalham também com essa realidade, ou se a gente ainda corre o risco de ter esse retrocesso, como a gente tem visto na Europa. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gobetti. Vamos por etapas. A primeira pergunta será respondida pelo secretário de Segurança Pública, general Campos, não sei se ele dispõe dos dados para lhe oferecer de imediato. E a segunda pergunta pelo Dr. José Medina, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19. General Campos.

GENERAL JOÃO CAMILO PIRES DE CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Grato, Gobetti, pela pergunta. Nos cabe esclarecer mais uma vez, a missão dos policiais militares é de apoiar e dar segurança aos agentes municipais e agentes de saúde. Essa missão deles. O que me consta aqui com relação a efetivo? Tenho mais de 400 policiais por dia na Baixada Santista voltados pra missão de segurança, e mais essa missão. Lá estarão atuando tropa de cavalarias do regimento [ininteligível] de São Paulo, um pelotão do Rocam, elementos do 2º Batalhão de Choque, dois helicópteros Águia, drones, etc. Há um bom efetivo que pode contribuir para a segurança da nossa baixada. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, general Campos. Agora o Dr. Medina sobre o tema da questão do Peterson Gobetti em relação à Europa, conforme aliás vários veículos de comunicação aqui no Brasil reproduziram recentemente.

JOSÉ MEDINA PESTANA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO CORONAVÍRUS: Boa tarde, Gobetti, nós estamos acompanhando o que está acontecendo nos países da Europa, principalmente na Espanha e na França, onde o número de novos casos, ele está... é semelhante ao primeiro pico, que é de três meses atrás. Entretanto, o número de óbitos é muito inferior. Se observar o gráfico de óbitos, ele é infinitamente inferior ao que vinha... aconteceu naquela época, isso em função da faixa etária que está sendo afetada hoje em dia. Está a média da faixa... a média de idade das pessoas que são contagiadas nesse momento é de 37 anos, e no primeiro pico foi acima de 60 anos. Isso na Espanha, na França também está acontecendo a mesma coisa. Nós estamos acompanhando t ambém nos Estados Unidos a curva de crescimento da doença nos Estados Unidos alcançou um platô semelhante ao do Brasil. Passou dois meses, ele teve um novo pico, passou para outro platô e agora está diminuindo. Nós estamos acompanhando também na Índia, onde você deve estar acompanhando que tem... é o lugar do mundo que tem um número crescimento maior, uma curva ascendente, muito acentuada, onde o número de casos está crescendo, tanto o número de casos como o número de óbitos. Israel, que tem um platô semelhante ao platô que tem aqui no Brasil e que tem várias restrições de trânsito. E no Chile, que mais recentemente também determinou um toque de recolher às 21 horas, as mesmas medidas estão sendo tomadas no dia... na Semana da Pátria aqui no Brasil, eles estão tomando na Semana da P&aacut e;tria deles que é daqui 15 dias, com restrição inclusive do trânsito entre diversas províncias. Então nós estamos acompanhando bastante o que está acontecendo nos países onde a doença está um pouco mais avançada do que nós e começou antes, e depois ela está numa fase mais avançada para ver qualquer [ininteligível] evitamos que isso aconteça aqui no Brasil também, evitamos que nós [ininteligível] qualquer uma delas. O cuidado que nós estamos tendo, essa evolução do Plano São Paulo vai na direção da expectativa de que não vai acontecer o segundo pico no Brasil. Agora, isso depende bastante, depende bastante mesmo do comportamento da população. A estrutura hospitalar está muito bem arrumada, ninguém vai deixar de ser atendido, mas precisa, como o governador salienta bastante, manter todos esses cuidados para que isso efetivamente não aconteça, não tenha um novo pico aqui em São Paulo. Então é muito importante que mantenha todos esses cuidados que o governador sempre insiste bastante.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Gobetti, obrigado pelas perguntas já respondidas. Vamos agora à Maria Manso, da TV Cultura, na sequência, a Sabrina, da TV Gazeta. Maria, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde, eu tenho três questões. A primeira é para o prefeito Bruno Covas. O senhor disse hoje de manhã que vai lutar para que a primeira vacina que for aprovada seja trazida aqui para os moradores da capital. Na prática, de que maneira o senhor imagina fazer isso. O senhor vai comprar, se não for uma das vacinas que estiver sendo testada e produzida aqui no Brasil? De onde vai vir a verba para isso? Também sobre a vacina. Em Minas Gerais, o instituto que está fazendo os testes da CoronaVac divulgou que está tendo dificuldade para encontrar todos os voluntários para a primeira testagem inclusive, não é nem para a segunda, eles estão ainda longe de chegar ao fim desse primeiro teste da terceira fase. Isso pode atrasar os testes da CoronaVac aqui? Isso preocupa? Vocês podem enviar essas doses pra um outro instituto, São Paulo, por exemplo, qu e tem mais voluntários disponíveis? E eu queria que vocês comentassem a situação na diretoria do Instituto Butantan, que 20 funcionários foram afastados, 4 casos confirmados, inclusive do motorista do Dr. Dimas Covas. Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Desculpa, Maria, só nessa terceira pergunta, foram afastados por quê? Eu desconheço [ininteligível].

MARIA MANSO, REPÓRTER: Por suspeita de contaminação da Covid-19, quatro foram confirmados já por testes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok, ok. Bem, vamos com o Bruno Covas a primeira pergunta. As outras duas serão respondidas pelo [ininteligível]. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, não se trata nenhuma novidade, o país tem um Sistema Nacional de Vigilância Sanitária em que o governo federal normalmente cumpre os grandes diretrizes, depois os estados adaptam isso à sua realidade, os municípios acabam cumprindo essas diretrizes. Sempre que tem uma campanha nacional de vacinação, normalmente, cabe ao Ministério da Saúde a compra das vacinas, o governo do estado distribui isso aos municípios, os municípios aplicam isso nas suas UBSs. E muitas vezes quando o próprio governo federal tem algum problema na compra, os municípios acabam entrando e comprando esse tipo de medicamento. Então não é nenhuma novidade, nenhuma criação por conta agora do coronavírus. Vai se dar exatamente nessa mesma direção. Vamos aguardar a posição do governo fe deral, do governo do estado. O município vai entrar e vai querer participar de qualquer forma. Se tiver qualquer tipo de omissão em relação ao governo federal, nós temos recursos, temos inclusive autorização dada pela Câmara Municipal para utilizar recursos de fundos municipais para poder destinar ao combate ao coronavírus. Então há recursos aqui na cidade de São Paulo para poder fazer isso. Nós estamos aguardando. Não há nenhuma vacina até agora autorizada pela Anvisa, então também não há nenhum sentido o município sair comprando uma vacina sem a devida aprovação.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. As duas outras questões da Maria Manso, Jean Gorinchteyn.

JEAN CARLO GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, Maria Manso, obrigado pela pergunta. Com relação à questão da CoronaVac no centro que está sendo pesquisado em Minas Gerais, não haverá impacto nenhum. Nós temos outros centros que estão sendo muito bem otimizados, que já tiveram todos os primeiros voluntários já selecionados, vários deles já na segunda dose da vacina, e uma fila de outros voluntários desejosos. É importante a gente lembrar que nós tivemos mais de 1 milhão de voluntários cadastrados no site do Butantan. Então isso de forma alguma vai impactar nos resultados, inclusive no que tange a questão do cronograma. A segunda pergunta é em relação ao Instituto Butantan, houveram quatro pacientes, na verdade, até então, eram funcionár ios da diretoria que tinham quadros bastante leves, mas foram imediatamente investigados, realizados não só a sua testagem como seguindo toda a norma sanitária de afastamento e pesquisa dos contatantes(F), todos foram orientados, então, a retornarem para suas casas, ficarem em isolamento e a realização da testagem. Até o momento nós só tivemos quatro desses funcionários positivos. Portanto, se assim ocorrer, os demais retornam às suas atividades nos próximos dias.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Obrigado, Maria manso. Vamos, agora, à penúltima pergunta de hoje, que é da jornalista Sabrina Pires, da TV Gazeta. Sabrina, mais uma vez boa tarde. Sua pergunta, por favor.

SABRINA PIRES, JORNALISTA: Boa tarde. Bom, eu queria falar novamente sobre a vacina. Então, hoje, termina aquele prazo, pelo menos indicado pelo Governo Federal, de uma resposta à equipe do governo do estado em relação a dinheiro para fazer a vacina. Então a gente está cobrando deles, conforme, inclusive, o senhor comentou, mas eu gostaria de saber se tem alguma sinalização? E na resposta da outra vez, o secretário comentou que no meio do ano que vem teria uma estrutura já bem formada sobre a vacinação, sem dizer se essa data seria a data que todo mundo aqui em são Paulo eventualmente, se tudo aprovado, estaríamos vacinados. E aí, eu gostaria de entender se o governo do estado está esperando a aprovação da vacina, e de qual vacina, para aí definir como que vai ser essa distribuição. E aí, concretamente, já comprou agulha, já comprou frasquinho, já têm onde armazenar? Isso vai esperar a vacina se aprovada para comprar ou se isso... essa rede de distribuição já está sendo montada? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sabrina. Obrigado pelo conjunto de perguntas. Mas não tem problema, faz parte. É o seu dever pergunta. Eu vou pedir ao secretário Jean Gorinchteyn que responda. Nós já tivemos alguns encontros com o ministro interino da Saúde e a sua equipe, e volto a reafirmar a nossa confiança de que os pleitos de são Paulo serão atendidos, ainda que gradualmente, e é compreensível, mas dentro de um princípio soberano, republicano, de que o mais importante é temos a vacina e temos a saúde preservada dos brasileiros. Não deve ser tratado como uma questão política, eleitoral ou ideológica. Seja essa vacina, a Coronavac, do Butantan, ou qualquer outra vacina na etapa de testagem. E se a testagem for positiva, e tendo a aprovação da Anvisa, o que certamente o ter&a acute;, visto que o procedimento técnico das vacinas em testagem que estão sendo feitas com o consentimento e acompanhamento da Anvisa, certamente teremos a vacina. Mas as respostas completas serão dadas pelo Jean Gorinchteyn, nosso secretário de Saúde. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado pela pergunta, Sabrina. É importante reforçar que o interesse de vacinas não é só uma prerrogativa de São Paulo, do Brasil, mas é do mundo, todo o mundo quer uma vacina para poder voltar a sua condição de normalidade. E é da mesma forma que o próprio Ministério da Saúde compactua com todos os brasileiros, inclusive todos do estado de São Paulo. Por isso o apoio a vacina, ele é algo importante, seja lá qual for, seja a vacina do Butantan, seja da Fio Cruz, nós precisamos de vacinas. E a gente sabe que o montante de vacina que cada uma desses institutos produzirão ainda é muito pouco perante aquilo que nós precisamos para imunizar todos os brasileiros em todos os rincões do nosso país. Então, esse é um esforço con junto e, por isso, nós temos o apoio àquela bandeirinha acenada, esse apoio de tratarmos dessa maneira. Por outro lado você me pergunta: Até o meio do ano que vem é possível que nós tenhamos um sistema vacinal dentro do programa nacional de imunização? Tudo isso vai depender, primeiro, dos resultados dos testes, essa fase três, que vai mostrar até a segunda quinzena de novembro o quanto ela se mostrou eficaz e segura, como ela já se apresentou na fase dois, lá na China. A partir disso, nós aguardamos a liberação dos órgãos regulatórios, no caso a Agência Nacional de Vigilância, a Anvisa para assim o fazermos. E para então, haver a capilaridade, a distribuição para grupos prioritários de forma semelhante à da gripe, para todo o país. Essa é uma vacina, mesmo que de São Paulo, para todo o país de forma absolutamente gratuita pelo Sistema Único de Saúde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Jean. Obrigado, Sabrina, pelas perguntas. Vamos agora à última pergunta, que é do portal UOL, com Lucas Teixeira. Lucas, prazer em revê-lo aqui conosco. Boa tarde. Sua pergunta, por favor

LUCAS TEIXEIRA, JORNALISTA: Eu queria voltar na questão de ter uma segunda onda ou não. Conversando com prefeitos, eles estão muito ansiosos para que a cidade deles, obviamente, a região deles cheguem à fase verde. Acaba havendo um receio de que a fase verde não é vacina, então qual... Como tem sido o diálogo do governo do estado com os prefeitos para explicar que quando chegar não está tudo liberado, a gente ainda... não é a resolução dos problemas? Essa é a primeira questão. A segunda questão também sobre mudança de fase, um pouquinho mais técnica. Conversando com prefeitos aqui da grande São Paulo, foi uma reclamação meio popular deles, sobre a divisão entre as microrregiões da grande São Paulo e a capital. Um deles, que é até de um partido de apoio ao governo, ele falou : "Olha, 40% da minha força de trabalho trabalha na capital. Então, quando a capital muda de fase e a minha cidade não, a nossa região não, isso gera um problema, porque eles estão trabalhando lá, não estão trabalhando aqui". Então queria entender um pouquinho melhor como é que foi essa divisão e por que a grande São Paulo ficou destrinchada e não ligada ao município, visto que é tudo tão conturbado? Caso o prefeito queria comentar também, falar. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Lucas. Vamos começar com a primeira pergunta, com o Jean Gorinchteyn, e eventualmente, se desejar algum comentário do Medina ou do Gabarra(F). e a segunda eu vou pedir ao Vinholi que responda.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, Lucas, pela pergunta. É natural que todos estejamos ansiosos. E à medida que nós tenhamos um plano São Paulo já bastante estendido, e ele está estendido exatamente porque nós estamos procurando fazer o controle da pandemia de uma forma muito gradual e segura, e é claro que as pessoas, elas querem voltar ao seu normal, tirarem as máscaras. E você mesmo colocou de uma forma muito certa, que nós voltaremos ao normal quando nós tivemos a vacina. E isso não é uma realidade. É por isso que nós continuamos pactuando com a população para que atendam às regras sanitárias de não promoverem as aglomerações, de manterem o distanciamento, de terem, além de tudo, a utilização dessas máscaras. E, para isso, a gen te pede, invoca que todos os prefeitos colaborem nesse sentido, reforcem as suas agências de vigilância sanitária para estarem orientando a população, fazendo também a distribuição de máscaras. Dessa forma, nós conseguiremos progredir. Talvez não chegando ao normal, mas ao nosso novo normal, que é a fase azul, a Fase 5 do Plano São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde, Lucas. Bom, o Plano São Paulo estabeleceu um critério objetivo, técnico, sobre a avaliação dos indicadores. Em um campo a evolução da pandemia, que compara casos, internações e óbitos, e no outro campo, a capacidade hospitalar. O município de São Paulo tem a maior capacidade hospitalar de todo o estado de São Paulo, 28.8 leitos por 100 mil habitantes, hoje, frente a uma média do estado de São Paulo de 21 leitos por 100 mil habitantes Portanto, a necessidade de utilizar o regramento estabelecido pela saúde, as regiões de saúde aqui da grande São Paulo se dividem nesse formato, e dessa forma a gente pode ter cada uma das regiões avaliadas pela sua capacidade hospitalar. Com isso pode se dar segurança para que a populaç&atil de;o de cada uma dessas regiões pudesse avançar ao longo do Plano São Paulo ou regredir com mais restrições quando necessário. Essa divisão se deu para estabelecer essa segurança na capacidade hospitalar, leitos de UTI, enfermaria, para a população da grande São Paulo

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Obrigado, então, Lucas Teixeira, pela pergunta. Vamos ter a última pergunta, que será do Willian Kury, Wil. O Wil estava em transmissão, por isso mesmo que eu tinha recebido a solicitação para não incluí-lo. Ele já terminou a transmissão ao vivo para a Globo News, portanto a sua pergunta, por favor. Bem-vindo mais uma vez, Wil.

WILLIAN KURY, JORNALISTA: Obrigado, gente. Obrigado por esperar também. A minha pergunta é sobre educação. A prefeitura já está fazendo o trabalho de coletar amostras de crianças de 4 e 14 anos na terceira fase do inquérito sorológico em alunos, dessa vez vai pegar também alunos da rede estadual e da rede particular. Eu queria saber do prefeito: Essa etapa vai ser fundamental para uma decisão em relação à volta às aulas, quando deve ter o resultado e a decisão da prefeitura sobre a volta às aulas? E sobre o mesmo assunto, para o governo, quantas cidades sinalizaram que não devem ou devem retomar as aulas no dia 7 de outubro? Obrigado

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Wil. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE SÃO PAULO: O secretário Edson Aparecido responsável pelo inquérito está aqui, vou pedir para ele poder responder.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: Nós já iniciamos a terceira fase do inquérito sorológico das crianças de 4 a 14 anos. Dessa vez, além das crianças da rede municipal, as crianças da rede estadual de ensino que estão na capital e também da rede privada. A coleta é feita junto com a pesquisa. Nós devemos ter até a próxima quinta-feira toda a coleta feita, os números tabulados, para a divulgação no início da próxima semana.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Edson Aparecido. E aproveito... Terminou?

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: No início da próxima semana, início da semana de dez... não a próxima semana, na outra.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, então vou pedir agora alguém para fazer a esterilização de microfone, e vou convidar o secretário da Educação do estado de São Paulo, Rossieli Soares para a pergunta feita pelo Willian Kury. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador. Nós estamos com duas etapas, nesse momento, concentrado muito na volta da atividade presencial de reforço escolar, que começa na semana que vem, que nós já temos mais de 120 municípios que autorizaram, alguns ainda em avaliação. Lembrando que tem que ter 28 dias consecutivos no amarelo na região para poder ser autorizado. E, lógico, observando sempre as questões sanitárias locais. A saúde sempre em primeiro local... primeiro lugar. A questão de outubro, a maioria dos municípios absoluta ainda não se manifestou, assim como o próprio estado ainda precisa atingir todas as condicionalidades. Por exemplo, hoje temos a contagem de 80% para uma eventual volta em outubro, mas temos que ter todas as regiões do amarelo para continuar a ter essa contagem. E, portanto, vamos continuar a discussão como previsto, durante cada uma das semanas, com todos os municípios. E durante o mês de setembro ainda falaremos sobre a volta às aulas no dia 7 de outubro.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli Soares, secretário de Educação do estado de São Paulo. Obrigado, Edson Aparecido, secretário de Saúde do município de São Paulo. Com isso, Willian Kury, concluímos as respostas às suas perguntas e concluímos também essas 119ª coletiva de imprensa aqui no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Muito obrigado a todos que aqui vieram, jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, secretários, prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas. Você que está em casa finalizando o acompanhamento dessa coletiva, por favor, cuidado nestes feriados, não faça aglomeração, use máscara e obedeça o distanciamento social. Proteja a sua vida, a vida dos seus familiares e dos seus amigos também. Muito obri gado a todos. Bom final de semana.