Coletiva - SP terá retomada econômica com respaldo científico e diálogo com empresariado 20202204

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Coletiva - SP terá retomada econômica com respaldo científico e diálogo com empresariado

Local: Capital - Data: Abril 22/04/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Pessoal, bom dia, obrigado pela presença dos jornalistas que aqui estão, cinegrafistas, fotógrafos, quero registrar que aqui ao meu lado, nesta coletiva de imprensa, a 32ª coletiva de imprensa nesta crise do coronavírus, aqui direto do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, estão aqui ao meu lado Rodrigo Garcia, vice-governador e secretário de governo. Henrique Meirelles, secretário da fazenda, José Henrique Germann, secretário da saúde e integrante do comitê da saúde, Patrícia Ellen, secretária do desenvolvimento econômico. David Uip, coordenador do comitê de saúde, do centro de contingência do Covid-19, e Ana Clara Abraão, economista. Nós estamos aqui, eu queria agradecer a transmissão ao vivo dessa coletiva, que excepcionalmente hoje vai até as 14 horas, dado aos temos, e a profundidade desses temas, e a diversidade deles, hoje, excepcionalmente, não terminaremos às 13:30, mas sim às 14 horas. Eu quero agradecer a transmissão ao vivo, neste momento, da Globo News, da Record News, da TV Bandeirantes, da Band News, da TV Cultura, da CNN, da TV Alesp, da Rede Brasil e da TV Rádio Jovem Pan. E flashs ao vivo que serão transmitidos daqui do Palácio dos Bandeirantes, pela TV Globo, pela Rede TV e pela TV Record. Vamos começar, como sempre fazemos, com as mensagens de hoje. Nas mensagens de hoje, salvar vidas é a prioridade do Governo de São Paulo, temos feito isso desde o primeiro dia, desde o dia 26 de fevereiro, quando constituímos o comitê de saúde do centro de contingência do Covid-19, sob direção do Dr. David Uip, e a participação direta do nosso secretário de saúde, José Henrique Germann. Salvar vidas é a prioridade máxima do Governo do Estado de São Paulo, mas sempre, desde que decretamos a quarentena, e o primeiro estado a fazer isso foi o Estado de São Paulo, sempre garantimos o funcionamento do maior número possível de atividades na economia do Estado de São Paulo, economia que representa quase 40% da economia do país. Tomamos também várias medidas de incentivo à economia, liberamos 650 milhões de crédito subsidiado para micro, pequenas e médias empresas, através do Banco Desenvolve São Paulo, e, também do Banco do Povo. Em 19 de março, portanto mais de um mês atrás, suspendemos o protesto de pessoas físicas e empresas por 90 dias, repassamos 309 milhões de reais aos municípios do interior do Estado de São Paulo, para o atendimento à saúde da população, do interior, do litoral e da região metropolitana do Estado de São Paulo, sendo também um repasse de 50 milhões, que foi feito à prefeitura de São Paulo, para apoiar a montagem dos hospitais de campanha, do Pacaembu e, também do Anhembi. Aqui em São Paulo nunca houve lockdown, que foi necessário em alguns países do mundo, isso porque adotamos aqui as medidas certas na hora certa, no momento correto, e amparado pela ciência e pela medicina, os bons resultados obtidos em São Paulo, até aqui, com apoio da população, permitiu que pudéssemos passar uma quarentena com uma... Um bom resultado, e um resultado que devemos agradecer ao setor de saúde, à ciência, mas também o apoio da opinião pública, o apoio majoritário da opinião pública, e da população. Hoje vamos enunciar o plano São Paulo, plano esse que, a partir do dia 11, de forma gradual, heterogênea e segura, faremos a abertura da economia do Estado de São Paulo. Volto a repetir, sempre com o suporte da ciência e da medicina, aqui, em São Paulo, nem a economia, nem a política se sobrepõe a instrução e a orientação da saúde, da medicina, numa pandemia como essa quem determina os nossos passos são a saúde e a medicina, a saúde e a ciência e, assim, continuará a partir de 11 de maio, após o término da atual quarentena, que vai até o dia dez de maio, vamos levar em conta, sim, situações locais, regionais, e setores que possam retornar à economia com as devidas medidas de proteção. Antes de citar quais são os setores que estão já operando e abertos na economia de São Paulo, pra que não haja dúvida nenhuma dos que estão nos assistindo, nos ouvindo, dos que nos lerão e nos acompanharão ao longo do dia, quero também fazer aqui, na qualidade de governador do Estado de São Paulo, uma manifestação, uma manifestação exatamente ao contrário daqueles que, em São Paulo, neste final de semana prolongado, insistiram em fazer manifestações, como se estivessem imunes ao vírus, sem máscaras, desrespeitando a orientação e a determinação da prefeitura de São Paulo, já que aqui, na capital de São Paulo, é obrigatório o uso de máscara quando saírem de suas casas, e se tornaram defensores e amigos do vírus e inimigos da vida, façam as suas manifestações de forma segura, pela internet, nós não somos contra manifestações, vivemos num regime democrático, mas não sejam irresponsáveis em fazer isso nas ruas, nas avenidas de São Paulo e ainda tentando bloquear algumas avenidas e algumas ruas da nossa cidade. Quero dizer que orientei novamente o setor de segurança pública do Estado de São Paulo e pedi ao Bruno Covas, prefeito da capital, que orientasse também os profissionais técnicos da CET, para impedir qualquer fechamento de rua e avenida em São Paulo, bloquear o direito de ir e vir e, principalmente, na avenida Paulista, que dá acesso a vários complexos hospitalares, públicos e privados, é uma atividade que merece a reprovação do governo e da sociedade. Pessoas que agem desta maneira estão sabotando a saúde, sabotando os profissionais da saúde pública e da saúde privada. As medidas adotadas aqui em São Paulo, como na maioria dos estados brasileiros, por governadores e por prefeitos, tem ajudado a salvar vidas, e assim continuaremos, salvando vidas e protegendo as pessoas. Quero informar, antes das medidas relativas ao plano São Paulo, voltar a dizer e a mencionar aqui que São Paulo não parou, ao contrário de informações falsas, mentirosas ou desavisadas, que são colocadas na internet. Os setores de abastecimento, alimentação, comunicação social, construção civil, hotéis, petróleo e gás, produção agropecuária, produção industrial, saúde, segurança, setores de energia e transporte, não foram fechados em nenhuma das quarentenas em São Paulo. Restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, serviços de alimentação foram orientados a funcionar em sistema de delivery e/ou de drive thru, e assim tem acontecido. São Paulo fez a quarentena mais equilibrada do país, foi o primeiro estado a propor a quarentena, implantar a quarentena, e fizemos isso de forma equilibrada, sensata, e não precipitada. Setores como, eu vou elencar aqui pra que não haja dúvida da opinião pública e dos setores da economia também, quais são as áreas que estão abertas e funcionando com as medidas de proteção aos seus funcionários e aos usuários destes serviços, estão abertos e funcionando, dentro dessas regras sanitárias, em todo o Estado de São Paulo, açougues e congêneres, empresas de administração tributária e aduaneira, armazéns de logística, assistência à saúde, assistência social e atendimento à população em estado de vulnerabilidade, atividades acessórias de suporte e distribuição de insumos necessários a cadeia produtiva, atividades de segurança pública e privada, inclusive a de vigilância, guarda e custódia de presos, atividades de defesa nacional, defesa Civil; atividades médico-periciais relacionadas com a seguridade social; atividades médico-periciais; atividades de pesquisa científica laboratoriais e similares; Atividades de representação judicial e extrajudicial; Bancas de jornais, captação e tratamento de distribuição de água; Captação e tratamento de esgoto e lixo; Centro de abastecimento de alimentos, inclusive o Ceagesp; Clínicas veterinárias, comercialização de materiais de construção; Comercialização de embalagens. Todos esses setores estão operando regularmente em São Paulo. Acrescento que estão liberados também, desde o início, nunca houve a proibição para os setores que estão sendo mencionados aqui neste momento. Estão liberados também: Comercialização de insumos e produtos agropecuários; Medicamentos de uso veterinário e vacinas; Os meios de comunicação social, empresas jornalísticas e de radiodifusão; Construção civil; Controle de tráfego aéreo, aquático ou terrestre; Cuidados com animais em cativeiro; Estabelecimentos de beneficiamento e processamento de produtos agropecuários; Estabelecimentos comerciais de assistência técnica de produtos eletrodomésticos; Estacionamento e veículos; Farmácias; Férias livres; Fiscalização ambiental; Fiscalização do trabalho; Fiscalização tributária aduaneira; Guarda, uso e controle de substâncias radioativas de equipamentos e materiais nucleares; Geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e de gás natural; Hotéis e similares; Iluminação pública; Inspeção de alimentos, produtos e derivados de origem animal e vegetal; Lavanderias; Levantamento e análise de dados geológicos, com vista da garantia da segurança coletiva; Loja de conveniência de venda de produtos alimentícios localizados em postos de combustível, e situantes e o serviço de alimentação no local; Locadoras de veículos; Mercado de capitais e seguros; Monitoramento de construções e barragens. Estão abertos e funcionando, repito, desde o início das quarentenas aqui no estado de São Paulo, também: Oficinas de veículos automotores, mecânicas e borracharias, incluindo de motocicletas e bicicletas; Petshop e Petcats; Postos de combustível e derivados; Prevenção, controle e erradicação de pragas de vegetais e de doenças animais; Prestação médico-pericial à carreira do perito médico Federal; Produção, agricultura e a agroindústria; Processamento, beneficiamento, manutenção de equipamentos e insumos de produtos agrícolas, químicos e veterinários; Bancos e serviços de distribuição de numerária população, e manutenção da infraestrutura tecnológica do sistema financeiro nacional; Produção de petróleo; Postos de combustível, distribuição e comercialização de combustíveis; Gás liquefeito de petróleo, e demais derivados de petróleo; Serviços de call center; Serviços de Código Civil; Serviços funerários; Serviços clínicos e hospitalares; Serviços laboratoriais e farmacêuticos; Todos os serviços médicos; Todos os serviços odontológicos; Serviços fisioterápicos; Serviços postais; Unidades lotéricas; Serviços cartoriais; Data centers; Serviços relacionados à tecnologia da informação, e processamento de dados; Serviços veterinários e de venda de produtos farmacêuticos, e alimentos para animais. Conforme já mencionado: Serviços de entrega, delivery ou drive thru, por bares, restaurantes, lanchonetes, padarias e similares; Serviços de manutenção de bicicletas; Supermercados e todos os congêneres. E ainda: Transportadoras; Transporte local, intermunicipal, interestadual e internacional de passageiros e transporte de passageiros por taxi ou aplicativo; O mesmo para entrega de cargas em geral. E finalmente, telecomunicações e internet, vigilância e certificação sanitária e fitossanitária. Vigilância sanitária agropecuária internacional. Isso significa, amigos e amigas, 74% de toda a estrutura da economia do estado de São Paulo. É para que fique claro, e de maneira objetiva, como construímos com a ciência, com a medicina, com o zelo, e com a eficiência, o programa de quarentena em São Paulo. Ao dar essas informações de forma precisa e elencada, nós aqui podemos calar muitas das críticas injustas, e muitas irresponsáveis que são dirigidas à quarentena no estado de São Paulo. Hoje nós anunciamos a reabertura gradual da economia do estado de São Paulo com o plano São Paulo, que será apresentado aqui a vocês de forma detalhada pela Patrícia Ellen, e o Rodrigo Garcia, e Henrique Meirelles em nome da área econômica, e também para o José Henrique Germann e David Uip, em nome da ciência e da medicina. A reabertura econômica após o dia 11 de maio. Quero esclarecer aqui, às prefeitas e prefeitos do interior do estado de São Paulo, aos legisladores, deputados federais, estaduais, vereadores e vereadoras, à sociedade civil como um todo, que até o dia 10 de maio não haverá nenhum movimento, nenhuma alteração do programa de quarentena em todo o estado de São Paulo. E a obediência à essa quarentena deverá ser feita rigorosamente dentro daquilo que já estabeleceu o decreto do governo do estado de São Paulo. A epidemia atinge de maneira diferente as regiões do nosso estado, hoje nós já temos esse levantamento processado, e sendo avaliado pelo nosso centro de contingência do COVID-19. Portanto, os critérios da nova quarentena, daquilo que virá a partir do dia 11 serão diferenciados, e de acordo com os dados científicos apurados em cada cidade, e pelas regiões do estado de São Paulo. Mas até 10 de maio, volto a dizer, nada muda, vamos precisar de paciência, compreensão e respeito à essa orientação. Mas tudo vai passar, e vai passar se todos nós ajudarmos, contribuirmos e formos solidários. E vai passar com menos vítimas, com menos mortes e menos perdas para as famílias de São Paulo. A economia paulista, a economia de São Paulo foi de fato reduzida, em decorrência da doença, e não em função da quarentena exclusivamente. O temor das pessoas é muito claro, por isso que mais de 50% delas estão em casa, porque respeitam a ciência e respeitam a vida, de nada adianta abrir o comércio e não ter quem compre, quem consuma, e ainda colocando em risco os seus funcionários. Tudo na hora certa, na forma certa, e fundamentado na ciência e na medicina. Estabelecemos nesse planejamento que vocês verão na sequência um projeto sólido, consistente, e amparado na ciência, onde a curva epidemiológica e a capacidade de tratar os doentes estará sob controle, em todas as regiões do estado de São Paulo. É deste trabalho conjunto, o alto escalão do governo de São Paulo, com médicos, empresários, economistas e setores da sociedade civil que nós definiremos gradualmente os protocolos para esta volta, repito, gradual, responsável e segura à normalidade econômica e da vida das pessoas, mas protegendo a sua saúde e as suas vidas. Finalizo, taxa de isolamento em 21/4, ontem, em São Paulo, capital, e no estado de São Paulo, o mesmo número, 57%. Quero agradecer à população por ter atendido o nosso apelo, este é um número bastante razoável, e é a nossa busca estarmos sempre nesse índice acima de 50%, podendo chegar a 60%. E em algumas regiões, felizmente, ultrapassamos a casa de 60%. E aqui vão o nome das 20 cidades do estado de São Paulo que estão acima de 50%, e eu quero cumprimentar prefeitas e prefeitos, e os munícipes, a população dessas cidades por terem e estarem respeitando a quarentena: São Sebastião, 67%, foi a cidade campeã neste final de semana prolongado; Ubatuba, 64%; Cruzeiro, 64% de isolamento; Lorena, 63%; Caraguatatuba, 61%; Ribeirão Pires, 61%; Itanhaém, 58%; São Vicente, o mesmo número, 58%; Mairiporã, 58%; Caçapava, 58%; Cajamar, 58%; Caieiras, Bebedouro, Pindamonhangaba, todos com 58% de isolamento. Ibiúna, 57%. O mesmo número de Poá. Itapecerica da Serra, 56%. Botuporanga, 56%. O mesmo número de Pirassununga e Guaratinguetá. Essas foram as 20 cidades com o maior índice de isolamento no estado de São Paulo de acordo com o nosso sistema de monitoramento inteligente. Essas eram as comunicações de hoje. Eu agora passo a palavra a Patrícia Ellen. Ah, desculpa. Vamos ao Rodrigo Garcia que faz a introdução. José Henrique Germann e Patrícia Ellen, pela ordem. Então, Rodrigo Garcia, nosso secretário de governo e, também, vice-governador de São Paulo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Antes do detalhamento, governador, que será feito pela Patrícia, pelo Dr. Meirelles e pela Ana Carla na área econômica, é fundamental deixar três grandes mensagens aqui para a população. A primeira delas, isso que o governador acabou de dizer, São Paulo não parou, praticamente 74% da economia paulista funciona desde o primeiro dia da quarentena decretada no mês passado. Segundo que a quarentena permitiu ao estado de São Paulo a preparação da rede de saúde que é o que ficou evidente também pelos números colocados pelo governador. Não fosse esse tempo e não fosse essa preparação, hoje o lugar comum de São Paulo seria com outras capitais do Brasil que estão sofrendo com mais de 100% de ocupação de leitos. Então a preparação permitiu nós ampliarmos os leitos e São Paulo ter sim capacidade de atendimento na área da saúde. E o terceiro e último ponto foi, justamente, o trabalho que deu base a isso que será apresentado hoje que é o Plano São Paulo. Um trabalho que vem sendo realizado desde o primeiro dia da decretação da quarentena, levando em consideração experiências internacionais, protocolos sanitários internacionais que a partir de hoje com o Plano São Paulo, toda a equipe do governador João Doria, de secretários e secretárias, estarão escalados individualmente pra dialogar com os setores da economia, pra pactuar com os setores da economia, e para ouvindo a ciência e a medicina, num momento adequado como o governador disse, fazer a abertura com responsabilidade e com a gradualidade necessária. Então seriam esses três pontos que eu destacaria, governador. Muito trabalho envolvido nisso que será apresentado agora pela Patrícia, pelo Meirelles e pela Ana Carla, sempre respeitando, como o governador disse a ciência, e a medicina, e as boas práticas. Em São Paulo não tem improviso, não tem nenhum tipo de pressão aceita pelo governador. Tem a ciência e a elaboração com dados técnicos daquilo que é melhor para a sociedade paulista e que é verbalizado pelo governador João Doria.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rodrigo Garcia, muito obrigado. Vamos então ao José Henrique Germann para sua intervenção. E na sequência vamos a Patrícia Ellen, Henrique Meirelles e Ana Carla Abraão. Obviamente que ainda voltaremos depois ao Dr. David Uip. José Henrique Germann, por favor.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Muito obrigado, governador, vice-governador e a todos que estão aqui nos prestigiando nesse dia importante aqui para o nosso trabalho. E eu vou fazer uma pequena apresentação a respeito disso. Os casos confirmados em Covid-19, de ontem para hoje são 15.385 no estado de São Paulo e 43.079 no Brasil. Devo salientar que houve um acréscimo de 6% do número de casos. O número de óbitos é 1.093 para o estado de São Paulo, e 2.741 para o Brasil. E houve um acréscimo aqui no estado de 5% do número de óbitos, né? As pessoas internadas em UTIs hoje são 1.284, em enfermaria, 1.341. Seguinte, como vocês podem ver aqui, não sei se as cores correspondem, mas acho que sim, a laranja são do estado de São Paulo. Logo acima tem o verde que é o Brasil. Nós temos 15.385 e Brasil, 43. Então vocês veem esse gráfico, ele é um gráfico exponencial, todos os valores vão alterando ao longo da vertical que é o número de casos, então o mesmo intervalo varia em número de casos. Chega a um milhão no topo do gráfico. E na horizontal nós temos as datas, né, desde 15 de março, é o primeiro dia que a gente considera nesse estudo e é o dia do centésimo óbito. Se todos os países tivessem seu centésimo óbito no mesmo dia, 15 de março, esse seria o gráfico real. Cada país teve o início num dia diferente, mas nós estamos hoje, vocês podem ver, tem algumas curvas, algumas retas pontilhadas que significam a velocidade de crescimento da virose, da endemia. Volta. Isso. Dobram a cada dia, mais à esquerda, depois a cada dois dias. A cada quatro dias, o do meio à direita. E o mais à direita, a cada semana. O gráfico do estado de São Paulo, ele está... ele teve esse acréscimo que pode ser devido a questão... tem dois componentes nesse acréscimo que é o número de exames que foram colhidos anteriormente que estavam em atraso, e a demora diária do número de exames. E ele agora se aproxima para... sobre a Coréia do Sul, vamos dizer assim, mais perto da curva de a cada semana ele ter o dobro de pessoas contaminadas, né? Seguinte. Aqui é relacionado ao número de óbitos, não é um gráfico exponencial, é outra lógica de gráfico, e nós temos dois cenários, o azul e o verde são os cenários que considera o isolamento social em todo o estado. E um outro gráfico, outra, outros critérios que foram colocados para esta projeção. Nós temos hoje, 1.093, nós estamos na curva azul, né, devendo chegar, a previsão dessa curva é de 3 mil óbitos no dia 3 de maio. E nós esperamos que a eficiência das nossas terapias, manter o nível um pouco abaixo de pessoas curadas e sobreviventes da epidemia. Seguinte. Agora nós temos o Plano São Paulo que é... como foi explicado pelo governador e pelo vice-governador, um plano detalhado, o detalhamento não é aqui agora, mas é um plano detalhado de estudos e que levam a decisões fundamentadas principalmente em ciência e observação. Seguinte. Então, nós estamos observando experiências internacionais de todos os países, principais países que passaram pela epidemia e que ainda estão passando, e fundamentamos todos os nossos estudos nos principais fatores, né, que levam a uma certa retomada da gradual, da economia. Isso gera então o Plano São Paulo que é a volta gradativa e responsável da atividade econômica. Seguinte. Nós temos aqui as referências que são oito, que nós colocamos para estudo também. Primeiro, o lockdown que aconteceu nos demais países foi fundamental para viabilizar o achatamento da curva em todo mundo. Os países iniciaram essa retomada após 40 a 60 dias do início do lockdown. A retomada da abertura. A retomada foi condicionada a curvas de novos casos e do achatamento e da tendência de queda da curva principal, curva de contaminados. Alta capacidade de testagem. É fundamental que a gente parta para um sistema diferente de testagem para que a gente possa além de fazer a demanda diária, aumentar esta demanda de alguma forma para testar maior número de pessoas. A retomada depende também da capacidade de atendimento do sistema de saúde. Hoje pela ocupação que nós temos, por aquele ligeiro achatamento que eu mostrei para vocês na nossa curva de São Paulo, os serviços de saúde conseguem dar conta de todas as necessidades que temos no atendimento, na assistência. A regionalização é extremamente importante porque o nosso... o país já é heterogêneo, o estado também é heterogêneo e com isso a gente precisa ter essa regionalização em função dos fatores críticos em cada uma delas. Fase A: para não ser tudo de uma única vez, e estabelecer as mudanças gradativamente. Abordagem setorial por uma definição dos setores da economia, implementação e seguidamente de monitorização dos resultados. Seguinte. Este... esta é a curva de lockdown de vários países: China, Itália, Espanha, tal. E vocês podem ver, por exemplo, a Itália se ela parasse em 21/4 a sua... o seu lockdown, ela teria feito 43 dias de lockdown. E pelo que ela anuncia, ela fará 54 dias de lockdown. No Brasil, São Paulo especificamente, nós estamos aqui no dia 21 de abril, com 28... se eu estou enxergando direitinho, 28 dias, e pra data anunciada que a gente pode começar a fazer alguma mudança, nós estaremos com 47 dias, embora nós não tenhamos feito um lockdown. Acho que vale a pena citar que pelos 74 itens da economia que estão funcionando, e isto é fruto do isolamento e do distanciamento social das pessoas, por isso que nós podemos trabalhar desta maneira e ter esse discreto achatamento da curva, e por isso vem aí o "fique em casa". Então esse "fique em casa" que hoje nós trabalhamos em torno de 50% e poucos. Seguinte. Nós temos vários sistemas de monitoração, entre eles é o sistema de monitoramento inteligente aqui do palácio que mapeia e acompanha os principais indicadores e modela esses dados para que permitam evoluir junto com a observação do Covid e seus impactos nos municípios do interior do estado. Temos um comitê na comissão que tem saúde e economia. Eles se reúnem a cada dia no seguinte sentido de associar as questões de saúde com as questões da economia que nunca podem estar distantes. E um acompanhamento do impacto econômico e de saúde nas diversas... Eu não estou enxergando o que está escrito, mas tudo bem. Por grupo empresarial. Então, feito isso por grupo empresarial. Seguinte. Isso. Então, nós estamos trabalhando para todo o estado de São Paulo com curva de projeção de casos, com ocupação de leitos, com os [ininteligível] regionais: Araçatuba, Araraquara, e por aí afora. Acompanhamento da evolução de casos por municípios que dá aquele mapa de calor a respeito da incidência da epidemia no estado. A análise do isolamento social e a análise do crescimento do Covid-19. Então, do PIB do estado nesse momento. Seguinte. Eu passo a palavra pra Patrícia Ellen. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, José Henrique Germann. Agora, vamos à área econômica com as intervenções da Patrícia Ellen, Henrique Meirelles e Ana Carla Abraão. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Então, toda essa preparação foi muito importante para estarmos onde estamos hoje com esses dados integrados com os painéis de controle e para lançar oficialmente hoje o trabalho do Plano São Paulo. Nós vamos... o que temos aqui é o processo que vamos seguir nesse plano porque o trabalho vai ser conduzido de uma forma colaborativa, transparente, envolvendo a saúde, a economia dentro do governo, mas também a sociedade e os grupos empresariais. Quais são os princípios desse plano? Primeiro princípio é a preservação de vidas como principal objetivo. Com uma volta gradual e responsável à normalidade. Todas as decisões vão ser baseadas em dados, evidências e na ciência como foram feitas até este momento. A pactuação será feita com a saúde, com o setor econômico e com a sociedade. A implementação será faseada, regionalizada e setorial. Isso só é permitido ser feito hoje porque hoje temos os dados e tivemos essas semanas para prepara nosso sistema de saúde e, também o acompanhamento no nível regionalizado e muitos casos municipal. A mobilização é de toda a equipe de governo pactuando protocolos com setores da economia, por isso que hoje temos aqui a presença de uma série de secretários que estão representando cada um desses setores da economia aqui conosco hoje. Mas em hipótese alguma nós faremos uma abertura desordenada com flexibilização aleatória, ou desrespeitando os critérios da saúde e da ciência. Com isso, os critérios que serão utilizados para essa retomada nesse esforço conjunto nas próximas duas semanas, eles consideram a preparação do sistema de saúde e, também, a preparação da sociedade e dos setores econômicos. Dentro do sistema de saúde nós temos três principais critérios: o acompanhamento da disseminação da doença, a capacidade do sistema de saúde e o monitoramento do vírus. Na disseminação da doença nós estaremos comparando todos os cenários de evolução da epidemia. É bastante inédito o governo vir aqui e mostrar como o secretário Germann fez, os cenários projetados e dizer se estamos dentro ou fora das projeções. Nós faremos isso com vocês de uma forma transparente também nas próximas semanas. Nós, hoje, temos condições também de acompanhar a utilização dos leitos diariamente no nível municipal. E é isso o que faremos para que possamos entender como essa abertura pode ser feita no nível regionalizado. O monitoramento do vírus, Dr. David Uip tem dito como a testagem rápida e em massa é fundamental para preparação da saída. E isso foi feito em diversos países do mundo, assim faremos em São Paulo. Na parte econômica e para preparação da sociedade, estaremos preparando o protocolo setoriais de saúde, higiene no ambiente de trabalho adaptados a cada setor e a cada ambiente econômico. E para isso que nós precisamos e estamos preparados para fazer toda a mobilização do governo para fazer esse diálogo setorial nas próximas duas semanas. Com a sociedade também precisamos de adesão da população as restrições sociais e o conhecimento sobre as medidas de higiene. E aqui já fica um agradecimento porque a sociedade está fazendo o nosso trabalho. Nós estamos mantendo o nível de isolamento em 50%, 60%, como o secretário Germann colocou aqui sem medidas restritivas de lockdown total de confinamento completo que foi o que foi feito em outros países que alcançaram níveis parecidos. Nós temos, secretário Meirelles sabe disso, 70% da economia girando e o governador pessoalmente listou todos os setores que estão abertos. Mas nós precisamos por isso, entender, reconhecer que faremos uma abordagem regional, definição por região e cidade das medidas da retomada. Isso foi feito e é recomendado pela OMS, foi feito pela Alemanha, pelos Estados Unidos e será feito por São Paulo. Nosso objetivo é sermos aqui uma referência na retomada econômica e, também na contenção da pandemia para o Brasil e pro mundo. Para isso o primeiro passo é segmentar os municípios de acordo com a situação da pandemia, capacidade do sistema de saúde. Nós receberemos da saúde a definição aqui de quais são os critérios-chave, qual que é a meta de número de casos, quantidade de leitos, testes disponíveis pra sintomáticos e suspeitos. Aqui também vamos precisar de uma colaboração muito grande do setor privado para testagem massiva em grandes empresas, em grandes ambientes econômicos, e nós trabalharemos em conjunto para que as regiões sejam definidas por nível de risco. Então nós teremos três níveis de risco: zona vermelha, zona amarela e zona verde. Lembrando que hoje temos todas as nossas regiões aqui entre a vermelha e a amarela. Por quê? Para estar na zona verde a gente precisa alcançar um baixo número de casos, baixa ocupação de leito de UTI, testes disponíveis para sintomáticos e suspeitos e protocolos setoriais implementados. Assim, até o dia 11, como foi dito pelo governador, temos muito trabalho pela frente que é garantir que tudo isso seja preparado para que possamos trabalhar junto com a saúde na definição e classificação de cada um dos municípios. E com esse nível de monitoramento feito aqui município por município, com casos, óbitos, utilização da capacidade do sistema de saúde. Esses painéis estão sendo finalizados agora para que sejam acompanhados tanto pela saúde quanto por um núcleo central da retomada econômica com a Secretaria de Governo, Secretaria da Fazenda, Secretaria de Desenvolvimento Regional, Secretaria da Saúde sempre conosco, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Investe São Paulo. E, obviamente, a mobilização do Governo com a elaboração de protocolos setoriais... E aqui nós vamos estar sempre buscando um objetivo de otimizar, a gente quer atender os setores com maior vulnerabilidade econômica, então, vamos priorizar setores que têm maior vulnerabilidade e menor risco no ponto de vista do enfrentamento à pandemia para que esses setores sejam retomados e acolhidos mais rapidamente com esse trabalho que vai envolver praticamente todos secretários de governo na definição de protocolos nessa interlocução inédita e bastante intensa nos próximos dias com a sociedade civil e com os setores econômicos. Cinco dimensões de protocolos estão sendo consideradas, distanciamento social, higiene pessoal, sanitização de ambientes, comunicação e condições de monitoramento de casos de grupos de risco, essas dimensões, elas também são padronizadas por setor, então nós temos um protocolo padrão, mas teremos também, protocolos específicos para ambientes e setores e por isso que esse trabalho é tão importante, não vamos reinventar a roda muito já foi feito, então nós estamos aproveitando os protocolos da OMS, estamos definindo protocolo padrão mas também teremos protocolos setoriais e é esse o trabalho que nós estamos iniciando hoje com os nossos secretários. Com isso, eu passo a palavra para a Ana Carla que vai contar um pouco da importância da mobilização do conselho econômico externo do governo também que nos acompanhará a partir de agora.

ANA CARLA ABRÃO, ECONOMISTA: Obrigada Patrícia, muito boa tarde a todos, me junto aqui hoje com muita honra, governador João Doria, vice-governador Rodrigo Garcia e secretários, para contribuir justamente com ciência, com técnicas modelagem para justamente prover, oferecer ao governo do estado de São Paulo técnicas e ajuda inclusive, com experiências internacionais que a gente tem para poder justamente garantir que a prioridade que está definida pelo governador João Doria que é o salvamento de vidas seja conciliável, compatível com uma abertura gradual, segura da economia do estado de São Paulo. A gente tem aqui alguns ferramentas que serão utilizadas uma delas é o que a gente chama de navegador, que nada mais é do que um capacidade de projetar a curva de contaminação e, portanto criar cenários que vão permitir que a partir das medidas de abertura com base em todos critérios que foram apresentados aqui pelo secretário Germann, pela secretária Patrícia, a gente possa monitorar os impactos dessa abertura, calibrá-los para conseguir justamente o equilíbrio entre a retomada da economia e a garantia de atendimento à saúde, à preservação da saúde da vida das pessoas no estado de São Paulo. Isso será feito com a ferramenta e com o conselho, conselho de economia que vai contar aí com as contribuições do Pérsio Arida, do Eduardo Haddad, do Alexandre Scheinkman e vários outros economistas que nós vamos consultar ao longo desse processo. Na próxima página a gente tem aqui um pouco do que será o racional, a gente hoje vive uma situação de resposta à crise e o que nós precisamos migrar agora é para o gerenciamento de risco, controle dos riscos que vêm, que são inerentes à própria abertura e à flexibilização do isolamento, mas isso que tem que vir, compatibilizado com medida que visem recuperar a economia e a sustentar essa recuperação de forma equilibrada com as próprias medidas de isolamento e calibrado mais uma vez a flexibilizo ação que virá. Então a ideia do comitê econômico é justamente garantir que essas ações serão feitas com segurança, com efetividade, com eficácia, e com impacto que compatibiliza a saúde e a economia que é essa a orientação que o governador João Doria vem dado desde o início. Obrigada.

JOÃO DORIA, PREFEITO DE SÃO PAULO: Obrigado Ana Carla Abrão. Ana Carla é uma das coordenadoras desse grupo, ela já indicou também os economistas que fazem parte desse grupos convidados por nós, todos evidentemente pró-bônus estão ajudando e contribuindo nesse programa chamado Plano São Paulo, obrigado Ana Carla Abrão. Vamos agora ouvir a palavra do ex-ministro, e ex-presidente do Banco Central e secretário da Fazenda e Planejamento do estado de São Paulo, Henrique Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO DA FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Então nós vamos agora trabalhar em duas fases como foi mostrada no último gráfico, mas a ideia é trabalhar com quatro polos de ação. O primeiro é a garantia da manutenção do padrão de consumo das famílias e da liquidez das empresas, como, nesse ponto é fundamental a eficiência e efetividade dos gastos públicos, isso é, o governo entra e o governo tem um papel fundamental em todos os países do mundo, em qualquer crise, mas particularmente nessa crise pela dimensão que ela tem, então, nós temos que de um lado assegurar o padrão de consumo das pessoas que ele se dá de duas maneiras, não só com auxílio direto como está sendo no momento providenciado pelo Governo Federal, ou através da ação do Banco do Povo em São Paulo, mas também é muito importante a manutenção da liquidez das empresas, e nesse aspecto nós temos dois focos de ação, desde as ações de repasse de recursos por parte do Banco Central como qualquer Banco Central do mundo através do BNDES e do sistema financeiro, mas isso aí tem suas limitações devido à complexidade do trajeto e isso está de fato precisando ser acelerado, a maneira mais fácil adotada para os principais países do mundo e o Banco Central adquirido diretamente papéis comercializados no mercado ou carteiras de créditos nos bancos, para isso é necessário, inclusive, uma autorização através de um projeto de emenda constitucional e tramitação no Banco Central. Mas é muito importante que os programas que já estão anunciados e digamos assim, autorizados do ponto de vista jurídico que sejam implementados de forma rápida e eficaz, estamos vendo muito dificuldade nessa área, então, existe uma questão aqui de implementação, por exemplo, nós temos em São Paulo, o Banco Desenvolve São Paulo é fundamental porque é uma instituição que tem condições e tem um programa anunciado, o governador já mencionou, programas empréstimo do Banco Desenvolve São Paulo que está fazendo com uma característica muito importante ao contrário de instituições públicas federais, por exemplo, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Banco Desenvolve São Paulo não tem poderes legais jurídicos para fazer captação direta do setor público e o outro ponto muito importante, ele desenvolve, o Banco desenvolve São Paulo depende portanto para desenvolver as suas atividades de um aporte de recursos número 1 do governo estadual, o governo estadual tem limitações na constituição brasileira, não é assim em outros países mas no Brasil é, o estado não pode emitir títulos diretamente na caixa, isso é um prerrogativa do Tesouro Nacional, portanto, o governo do estado tem que depender de repasse de recurso federais através da emissão de dívida pelo Tesouro Nacional no momento de enfrentamento da crise. Então, isso é feito ou direto através do Tesouro Nacional ou através do BNDS e uma das fontes importantes a mais importante fonte de recurso além do estado do Banco Desenvolve São Paulo é o repasse de recursos do BNDS, o BNDS tem muito caixa, deve ter em torno de R$ 100 bilhões em caixa, o que é bom, agora, estava previsto e houve uma requisito nesse sentido do Banco Desenvolve São Paulo de um aporte inicial de R$ 1,5 bilhão para ser canalizado através do Banco Desenvolve São Paulo com o BNDS canaliza recursos através de banco privado só que no caso do Banco Desenvolve com taxas baixas, muito abaixo de mercado, prazos maiores e etc., então para vocês terem ideia, a demanda do Banco Desenvolve São Paulo multiplicou-se várias vezes aproximadamente dez vezes em relação ao que era antes da crise, então isso é fundamental para as empresas, principalmente aquelas atendidas pelo banco Desenvolve São Paulo que são as pequenas e micro empresas, no entanto, por razões não compreensíveis, o BNDES recusou a fazer o repasse para o Desenvolve São Paulo, faz para o setor privado mas não para um banco do setor público que tem uma atuação preferencial, fundamental e crítica nesse momento , principalmente em relação à pequenas e micro e pequenas empresas. Como disse o governador, este é o momento de enfrentarmos uma crise, não é o momento de fazer política, é o momento de enfrentar a crise, é o momento de salvar vidas, proteger a economia, proteger as empresas e em consequência proteger os empregos, que é fundamental para que a economia possa retomar. Portanto, o estado está fazendo a sua parte, não só no campo da saúde, para o que foi já descrito, mas também no campo da economia com a ação atuante, principalmente do Banco Desenvolve SP, e do Banco do Povo, para empréstimo à pessoa física de baixa renda. Agora, olhando à frente, para a recuperação além disso, além da preservação do pacto produtivo nacional, e dos empregos, nós temos que melhorar o ambiente de negócio e de segurança jurídica de incentivo de investimentos privados, estávamos já nessa linha, nesse trabalho, o governo de São Paulo já tinha promovido a maior licitação de rodovia da história do país, que é a estrada Piracicaba/Panorama, que tem algo que não é visível à primeira vista, mas é fundamental, que é exatamente geração de emprego e renda, contratação de pessoas e todos os investimentos, em toda a região coberta pela rodovia, sem falar nos benefícios, evidentemente, em logo prazo, quando a rodovia estiver pronta. Então existe recurso para isso, existe interesse de investidores internacionais, nós estamos para isso, trabalhando na melhoria do ambiente de negócios, muitas dessas medidas são federais ou depende do Congresso Nacional, principalmente na área de segurança jurídica, para que nós tenhamos o aumento dos investimentos privados, não só no setor de infraestrutura, mas também na produção, no aumento de emprego, na criação de inconsequência de demanda, aquela medida que não só se aumenta a oferta, mas você contrata pessoas que passam a ter recurso. E isso vai viabilizar a sustentabilidade das cadeias produtivas nacionais. Portanto, São Paulo que já vinha crescendo, inclusive três vezes, quase, acima da média nacional, está enfrentando essa crise com vigor, e a nossa ideia é ajudar o país impulsionando o crescimento da economia brasileira, uma vez iniciando a trajetória da recuperação, como mostrado na medida em que aquela curva de contaminação entre na sua escala decrescente, e a economia volte a crescer. Obrigado, é isso, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Henrique Meirelles. Mais uma vez eu queria agradecer a Ana Carla Abrão, e também os economistas que estão nos ajudando, Perso Arida, Eduardo Haddad, Alexandre [Ininteligível], e o setor privado, indústria, comércio, setor de serviços, setor de tecnologia estão integrando este comitê de economia. Antes das perguntas, uma boa notícia que será dada por Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã, e integrante do nosso comitê médico, o centro de contingência do COVID-19, são 15 membros, um deles é o presidente do Instituto Butantã que aqui está, e hoje com boas notícias.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTATÃ: Boa tarde, governador. No dia 4, último passado, foi oficializada a plataforma lê laboratórios para o diagnóstico do Coronavírus, naquele momento nós tínhamos em torno de 17 mil exames aguardando a realização do RTPCR, nós imediatamente organizamos nesse momento, 38 laboratórios, desses 38, 12 já estão operando em capacidade máxima. Desses 17 mil, nós zeramos ontem, quer dizer, não existem mais 17 mil. E temos uma notícia melhor, realizamos desde o dia 9, 24 mil exames, realizamos 17 e batemos uma casa dos 24 mil. Quer dizer, no dia 9 nós tínhamos no estado inteiro em torno de 11 mil testes feitos, hoje nós temos 35,6 mil testes feitos. Quer dizer, o teste-diagnóstico, o teste de acompanhamento é um componente dinâmico e importante da fotografia da epidemia, então nós temos o compromisso de gerar esses dados rapidamente, de realizar esses exames rapidamente, desde a semana passada não demora mais do que 48 horas para emissão do resultado, então meta cumprida, vamos em frente.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Vamos agora à palavra do doutor David Uip, Dimas, parabéns, meta cumprida, esse era o objetivo que foi anunciado aqui, e a meta foi cumprida, aliás, um dia antes da data estabelecida. Parabéns. Doutor David Uip, coordenador do comitê de saúde, o centro de contingência do COVID-19. Doutor David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito boa tarde, a todos. O centro de contingência continua absolutamente alinhado a tudo que está sendo feito, com uma proposta claríssima e baseado em ciência, tecnologia, da história pregressa, da história atual de dar suportes às decisões do governo do estado de São Paulo. O centro continua funcionando todos os dias, todas as horas, subsidiando o secretário, e o governador do estado de São Paulo. A nossa estratégia é muito clara, nós seguimos as curvas epidemiológicas, nós seguimos a movimentação do vírus. Então as decisões do centro de contingenciamento se baseiam em fundamentos científicos e em fundamentos técnicos. Isso tem sido levado à secretaria e ao governo, eu quero aqui fazer um depoimento, e de novo, de agradecimento ao governo, porque todas as nossas sugestões foram atendidas de forma integral. Então nós trabalhamos absolutamente alinhados à área econômica, à área de saúde, em cima de um fato que é crucial, ciência, nenhum de nós aqui faz outra coisa a não ser ciência para subsidiar o governo nas suas melhores decisões.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor David Uip. Antes de passarmos às perguntas, eu queria transmitir em nome do governo de São Paulo, em meu nome, da minha esposa, da minha família, a solidariedade aos familiares de 1.093 vítimas aqui no estado de São Paulo, que infelizmente perderam as suas vidas pelo COVID-19. A nossa profunda solidariedade aos familiares dessas 1.093 vítimas. Nós temos perguntas presenciais, hoje mais do que as online, vamos começar com a TV Globo, Globo News, com a jornalista Beth Pacheco. Obrigado pela sua presença, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

BETH PACHECO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Obrigada. Minha pergunta é em relação justamente aos testes, porque acho que imagino fundamental saber mais de quem já se contaminou, e mais até a causa da morte. Mas quem já foi exposto à COVID-19, não apresentou sintomas, enfim. Esses testes rápidos em relação à imunização, porque daí eu acho que o mapeamento fica bem mais claro àquela população ali que já está imunizada, enfim, aquele bairro que pode ser liberado mais rapidamente. Nesse sentido do teste rápido, qual é a novidade?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Beth, obrigado pelas perguntas. Eu vou dividir a resposta com o Doutor Dimas Covas e o doutor David Uip. Por favor, Dimas, e na sequência o doutor David.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTATÃ: O teste rápido ele é importante em uma fase da epidemia, quer dizer, o teste de RTPCR é na fase do sintoma, na fase aguda, e o teste é quando a pessoa já teve a infecção e ela desenvolve anticorpos. Então o teste rápido ele identifica esses anticorpos e diz se o indivíduo teve a infecção pregressamente. Quer dizer, esse teste demora 14 dias para começar a dar resultados consistentes. Então ele é importantíssimo, ele tem que ser feito de uma forma planejada, ele não pode ser feito de forma indiscriminada na população, nós precisamos separar a população de acordo com o coortes determinadas e categorias de exposição. Então nós estamos com um plano em andamento, para o início o mais rápido possível já para setores específicos, setores de segurança, setores de saúde, setores dos serviços essenciais, e o acompanhamento da epidemia aí nos casos da coortes que eu mencionei.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Explicando claramente uma coisa e outra, como o professor Dimas falou, PCRRT serve para diagnóstico de doença aguda, ele não serve para acompanhamento de epidemia. Então ele se limita ao diagnóstico da doença aguda. A pesquisa de anticorpo da classe GMGG por diversos métodos, e essa é uma busca para se entender qual é o melhor método, ele visa o seguinte, são três perfis, IGM negativo e IGG negativo não teve a doença, IGM positivo e IGG positivo doença aguda, IGM negativa e IGG positivo já teve a doença. Qual é a preocupação de todos nós? Conhecer o valor [ininteligível] desses exames, quanto de falso negativo e quanto de falso negativo. Então, nós temos que ter um melhor exame, e o mundo está em busca disso, e já fazendo isso, pra que nós não tenhamos na conclusão ou falsos positivos ou falsos negativos, é claro que o falso negativo é pior na interpretação de dados. Então, essa testagem, ela é absolutamente fundamental no momento certo, como o professor Dimas falou, você vai ter um aumento da positividade do IGG com o passar dos dias, não adianta sair fazendo teste em todo mundo, sem que haja em concomitância investigação soroepidemiológica, que o Dr. Dimas chama de coortes, isso tem que ser planejado. Nós estamos auxiliando ao governo na escolha do melhor teste e na metodologia, que são os inquéritos soroepidemiológicos. Então, isso é absolutamente fundamental na decisão que vem a seguir, que é a decisão que obviamente, você tem toda razão, que vai estar subsidiada exatamente pelos inquéritos soroepidemiológicos e os testes adequados.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip, obrigado, Dr. Dimas Covas. Bete Pacheco, obrigado pela pergunta. Vamos agora a TV Record, jornalista Daniela Salerno, Daniela, obrigado por estar aqui mais uma vez, boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, a pergunta é pro senhor, o governador de Minas Gerais, um dos estados mais afetados também pela pandemia, Romeu Zema, disse que, nesse momento, que o governo já tem, o governo estadual já tem muitos problemas internamente, que é hora dos governadores e parlamentares se ater a sua própria função, chegou até a usar uma expressão, cada macaco no seu galho, disse também que defende os repasses da União pra cada estado, mas que ele acha mais justo se houver uma contrapartida estadual. Eu gostaria de saber do senhor se o senhor concorda, a sua opinião, e por quê? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, obrigado pela pergunta. Eu prefiro não fazer comentários sobre essa observação do meu colega Romeu Zema, que é o governador do estado de Minas Gerais, cada governador tem a sua responsabilidade, a dele não é pequena, é uma responsabilidade muito grande no estado, um estado com dificuldades financeiras, fiscais, isso é de conhecimento público. Então, eu respeito as suas posições, como respeito a posição de todos os demais 26 governadores. Nós temos o fórum de governadores, esse fórum é permanente, nós nos falamos constantemente através de WhatsApp, através de telefone, nem todas as posições são iguais, e nós respeitamos isso, mas respeitamos principalmente a condição e a responsabilidade que cada governador tem no seu papel. O processo federativo sendo respeitado por aqueles que integram o ente federativo, nós, governadores. Vamos agora a mais... Obrigado, Daniela. Vamos agora a mais uma pergunta também presencial, do jornalista Rodrigo Hidalgo, da TV Bandeirantes. Hidalgo, obrigado pela sua presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

RODRIGO HIDALGO, REPÓRTER: Boa tarde, estamos ao vivo, transmitindo. Muito foi citado aqui que o exemplo da Alemanha foi usado para montagem desse plano. A Alemanha tá promovendo essa reabertura da economia aos poucos, acreditando que não haverá um segundo pico da doença, eles têm o controle da propagação, aquele chamado, um infectado acaba infectando uma pessoa, eles acham que com isso vai atingir, a imunidade vai crescer gradativamente. A gente pode ter essa segurança que isso vai acontecer nessa retomada também em São Paulo?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rodrigo, obrigado pela pergunta. Eu vou dividir com as duas ciências, a ciência da economia e a ciência da medicina, vou começar com a medicina, vou pedir ou ao Dr. Germann, ou ao Dr. David Uip, Germann, se você quiser comentar, e na sequência a Patrícia Ellen pela área econômica. A pergunta é do jornalista Rodrigo Hidalgo da TV Bandeirantes, que, aliás, está ao vivo aqui, transmitindo do Palácio dos Bandeirantes. Por favor.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Este é o comportamento da epidemia, né, ela tem uma situação de ataque, depois conforme a população vai se imunizando, ela termina o seu ciclo. Aqui, em todos os países que nós observamos, ela tem durado aí em torno de quatro, cinco, seis meses, mas ela continua circulando, e esse vírus não é mais tão agressivo, vamos dizer assim, pela quantidade menor de pessoas que ele consegue atacar. E essa é a fisiopatologia de uma epidemia. Eu gostaria, então, agora... David.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Nós conhecemos epidemias há muito tempo, historicamente vivemos, cada um de nós, várias epidemias, a minha primeira foi em 73, 74, com a doença [ininteligível], seguida por AIDS, etc., tem um ciclo. Nesse momento, nós estamos numa fase de ascensão da curva e essa ascensão, ela é setorial, então, a verdade da área metropolitana de São Paulo é diferente do interior e, seguramente, do Estado de São Paulo de outros estados. Por isso que nós temos o monitoramento constante, diário, pra entendimento do dia a dia. Nós decidimos, por vários fatores, a geografia, a geodistribuição, curvas epidemiológicas, curvas estatísticas diárias, e nós acompanhamos, justamente, pra gerar a melhor e mais segura informação.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip, que é o coordenador do comitê de saúde, Dr. José Henrique Germann, que é o secretário da saúde do Estado de São Paulo. E agora a ciência econômica, com Patrícia Ellen, secretária do desenvolvimento econômico. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Da parte econômica, que nós estamos fazendo um diálogo com a saúde também, agora passa pra uma nova fase, onde vai ser tomado, o setor privado também passa a ter uma responsabilidade crítica nesse ponto epidemiológico, por isso que os protocolos são tão importantes, e a atuação dos nossos secretários nesse diálogo é crítica. A segunda coisa que esses países têm feito é que quando a gente colocou aqui a classificação na zona amarela, vermelha e verde, a gente tem que entender que a classificação verde nada impede que, se em algum momento da pandemia, a gente ter que voltar pra classificação amarela e retroceder, isso pode acontecer, sim, e eu acho que é essa a responsabilidade que nós estamos assumindo nesse momento, nesse trabalho integrado entre a saúde e a economia, isso aconteceu na Coreia, isso aconteceu no Japão, o Japão teve que retroceder fortemente, no caso aí da China também, então, a gente tem, por isso que é importante a gente ter todo esse painel de controle e o monitoramento diário no nível municipal.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Rodrigo Hidalgo, muito obrigado pela pergunta. Vamos agora a uma pergunta online, é da jornalista Ana Beatriz Correa, da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo no Vale do Paraíba, vamos a você, Ana Beatriz, você já está em tela, obrigado pela sua presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

ANA BEATRIZ CORREA, REPÓRTER: Obrigada, boa tarde, governador, boa tarde a todos. A nossa questão, eu gostaria que o senhor, governador, respondesse, após o anúncio da prorrogação da quarentena pro dia dez de maio, algumas cidades do interior emitiram novos decretos relaxando consideravelmente o isolamento social. Esse é o caso, por exemplo, aqui de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, que prevê uma abertura gradual do comércio já pra próxima segunda-feira, dia 27. Então, a gente queria saber o seguinte, o estado pensa alguma medida pra barrar os decretos municipais que preveem essa flexibilização da quarentena? E se essas ações dos municípios colocam em risco a estratégia de contenção traçada pelo Governo do Estado. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ana Beatriz, muito obrigado pela sua pergunta. Nós temos, sim, duas formas de evitar que isso aconteça, e respondendo de maneira muito enfática, não é prudente, não é conveniente que nenhuma cidade do interior do Estado de São Paulo volte a quarentena antes do dia dez de maio, que tenham capacidade, compreensão, resiliência para aguardar a etapa seguinte, que é exatamente essa do plano São Paulo, cujos princípios básicos foram apresentados hoje, aqui, de forma muito clara, pelos integrantes da área econômica e também da área de saúde. Nós estamos atentos aqui, esse é um governo que presta atenção nos movimentos, respeita as opiniões de prefeitos e prefeitas, de parlamentares, mas segue a ciência. Portanto, vamos estabelecer o diálogo, que é o que temos feito, inclusive com cidades que manifestaram a intenção de abrir as suas economias antes do dia dez, mas se pelo diálogo não houver o convencimento, adotaremos medidas de ordem legal pra que isto aconteça. Mas temos confiança, Ana Beatriz, que o diálogo prevalecerá sempre, o bom entendimento entre o governo do Estado de São Paulo e os prefeitos, para que eles mantenham a quarentena até o dia dez de maio. Essa, então, essa é uma posição oficial do Governo de São Paulo. Queria agradecer Ana Beatriz por sua participação. Vamos agora a uma pergunta presencial, da jornalista Carolina [ininteligível], da Rede TV, que está aqui mais uma vez, entre nós, Carolina, boa tarde, obrigado pela presença, sua pergunta, por favor.

CAROLINA, REPÓRTER: Boa tarde, governador e a todos. Eu queria saber, já que existia a expectativa que os testes fossem zerados entre esse final de semana e o feriado. Se eles realmente foram. Uma outra questão. O pico da doença pela projeção de vocês é possível que seja em 3 de maio. Um pouco adiante, dia 11 de maio, é quando começa a retomada gradual dos comércios, escolas e creches. Queria saber no que exatamente, dentro daquilo que vocês podem expor pra gente, há essa confiança, essa segurança que a pandemia não vai piorar nessa fase. E se ela piorar é possível que a gente tenha lockdown por aqui ou não? Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carolina, antes de passar para a ciência e a medicina, apenas uma observação, faço isso de maneira muito simpática. Ninguém aqui disse abertura de escolas, comércio. Isso não foi mencionado aqui. Você fez essa observação ao falar do pico da doença. Então não há, não há essa deliberação, esse é um planejamento feito com muito cuidado, com muito zelo, conforme a apresentação feita aqui pela área econômica e pela área de saúde. Os detalhes só serão anunciados no dia 8 de maio se todas as circunstâncias permitirem. Estamos agindo com cuidado, com zelo e amparado na ciência. Sem precipitações de nenhuma ordem, e aí a resposta será feita nos testes pelo Dr. Dimas Covas, e na complementação, inclusive sobre o segundo tema que é o pico da doença, pelo Dr. David Uip. Então vamos ao Dimas. E, aliás, a boa notícia é de que nós não temos mais represamento de testes. Nós zeramos desde ontem, mas eu passo a palavra a quem coordena essa área que é o doutor e professor Dimas Covas.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO BUTANTAN: Ok. Os testes eles terminaram ontem à noite, todos, né, e agora os de ontem estão sendo inseridos no sistema, progressivamente preencherá os dados do Ministério da Saúde com esses novos casos. Isso pode ter aí uma influência no número de casos registrados.

DAVI UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eu vou dar uma explicação que eu venho fazendo diariamente, mas eu acho oportuna. São Paulo conseguiu achatar a curva. Nenhum de nós tem dúvida. Isso é boa notícia. Quer dizer, essa história de ter falado pico é em abril, maio, junho, nós estamos conseguindo graças às medidas tomadas pelo Governo, achatar essa curva. Com isso, houve diminuição do número de infectados, diminuição de doentes e diminuição do número de doentes que precisam de UTI. Com essas três consequências, o Governo do Estado, a Secretaria de Estado está conseguindo se adequar a cada dia com o número de leitos, profissionais da área de saúde, aqueles que adoeceram e voltaram. Então, não ter data fixa é boa notícia, é que nós estamos conseguindo achatar a curva. É tudo o que foi pretendido desde o primeiro momento, daí as medidas que foram tomadas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Dr. José Henrique Germann, secretário da saúde, complementa a resposta a pergunta da jornalista Carolina

[ininteligível].

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu quero complementar com uma informação que é a nossa taxa de ocupação de leitos Covid de todo o estado de São Paulo. Pra UTI, hoje, nós temos uma ocupação de 53.3% e leitos de enfermaria, 40,5%. Para a grande São Paulo, UTI, 73,7% e enfermaria, 63%. Esses leitos incluem hospitais públicos e privados no estado de São Paulo que aderiram ao nosso programa, né, de combate à epidemia.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu volto à palavra ao Dr. David Uip para uma breve complementação. David.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Complementação da pergunta da repórter da TV Vanguarda. Por orientação do governador, na sexta-feira, junto com o secretário do estado, o secretário Marcos Vinholi, nós fizemos uma teleconferência com os prefeitos do interior. Fizemos isso hoje de novo com outros prefeitos incluindo dessa região que é a pergunta. Também por orientação do governador, nós estamos falando com deputados federais, estaduais, tanto eu quanto o Dr. Germann, no sentido de esclarecer. Então o nosso papel é de municiar os prefeitos, deputados, vereadores da melhor informação. Fizemos isso, estamos fazendo, na outra semana fizemos com os secretários de saúde do grande ABC e estamos à disposição. O nosso papel é de convencimento através da ciência.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Antes da penúltima pergunta dessa coletiva, eu queria agradecer a Carolina da Rede TV, obrigado pela sua indagação. Ana Beatriz Corrêa, da TV Vanguarda, afiliada da TV Globo. E reafirmar aqui os princípios de transparência. O Governo do Estado de São Paulo, desde a constituição do comitê de saúde no dia 26 de fevereiro, Quarta-Feira de Cinzas, tem dado transparência absoluta a todas as suas atitudes, iniciativas, programas debatidos. Fizemos com essa coletiva de hoje, 32 coletivas de imprensa, além dos atendimentos feitos a imprensa sempre que demandado. E também o diálogo, o diálogo sempre tem sido muito bem construído com prefeitos, com prefeitas, com parlamentares e com a sociedade civil, todas, trabalhadores, empresários, micro, pequenos e médios, sobretudo, com as suas associações e representações e assim continuaremos a fazer. A penúltima pergunta de hoje é do SBT, é do jornalista Fábio Diamante. Fábio, obrigado mais uma vez por estar aqui e boa tarde. Sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. A minha pergunta, eu queria voltar a essa questão da possibilidade de um pico da doença, nessas 32 coletivas os senhores demonstraram muita preocupação especialmente com o inverno que nem chegou ainda. E que ele poderia, inclusive, significar um aumento significativo dos casos da Covid-19. Eu queria entender se essa data do dia 11 de maio, ela está confirmada ou ela está condicionada a evolução da pandemia se essa... esse início de reabertura se ele está definido. E uma segunda pergunta sobre a questão da reabertura dos planos. Os senhores falaram muito aqui do apoio do setor privado, da necessidade das testagens. O Governo conta com o setor privado nesse retorno pra que o próprio... os setores mesmo façam testes com os seus funcionários, ou essa é uma tarefa exclusiva do Estado? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fábio, vou como sempre dividir com a ciência, com o Dr. David Uip como coordenador do comitê de saúde. Mas quero deixar claro que essa quarentena vai até o dia 10 de maio, esclareço mais uma vez que nada modifica-se ao longo deste período, mas nós não estamos dizendo que deixaremos de ter quarentena depois do dia 10 de maio. Nós teremos o Plano São Paulo que vai estabelecer áreas, setores, que poderão ser distendidos e outros não. A sua pergunta é importante pra deixar isso muito claro. Ninguém falou aqui, nem falará, mas é importante deixar claro de que nós não estamos anunciando que no dia 11 de maio não teremos mais nenhuma quarentena. Teremos o Plano São Paulo, flexível, amparado sempre na ciência, na medicina, nas questões regionais, em dados analíticos e também na economia. E agora sim, passo a palavra ao Dr. David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: É, a nossa posição de centro de contingência é o segmento das curvas epidemiológicas. É isso que vai nos fazer sugerir ao governador, ao secretário, qual a melhor forma, atuando de que forma. Existe um plano acordado por todos nós e a implementação desse plano seguirá dados científicos epidemiológicos. Isso é claríssimo. Então é uma posição do centro de contingenciamento, é uma posição de todos nós.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Nós... agora são 13h52min, nós prometemos encerrar a nossa coletiva até as 14h, por isso vamos para a última pergunta de hoje que é da Rádio Jovem Pan, jornalista Daniel Lian. Daniel, obrigado pela sua presença. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

DANIEL LIAN, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Em relação à projeção da capacidade de leitos fazendo até um paralelo com o número de casos e incluindo até os hospitais de campanha, esta questão ela está dentro da expectativa, dentro do esperado? E eu perguntaria também em relação ao que o governador acabou de falar sobre uma possível prorrogação da quarentena, se isso vai ser realizado nas cidades onde a curva está acentuada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Mais uma vez vou dividir com a ciência.

[pronunciamento fora do microfone].

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ah, sim, é verdade. Vamos então... tem toda razão, o jornalista Fábio Diamante, do SBT. Já voltamos aqui, Daniel Lian, mas o Fábio fez a pergunta sobre os testes do setor privado. Vou dividir com o Dr. David Uip, se necessário com o Dr. Dimas. Tem toda razão, desculpa, Fábio.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: É fundamental que o setor privado nos ajude, como tem ajudado, eu faço parte de grupos, eu ajudo na orientação de grupos privados que estão planejando protocolos científicos de testagem, soro de inquéritos epidemiológicos. Então isso é muito importante, a participação de todo mundo, inclusive da iniciativa privada. E está sendo feito, eu pessoalmente assessoro e participo de vários grupos privados no sentido de ter a maior ampliação possível da testagem. O estado de São Paulo, boa parte da sua saúde ela é privada ou [Ininteligível], então é importante que todos participem e estão participando.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor David Uip. Doutor Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTATÃ: É importante ressaltar que a iniciativa privada já está participando dessa plataforma de laboratórios, quer dizer, importante contribuição dos grandes laboratórios do estado de São Paulo na realização desses testes.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Dimas. Agora sim vamos à resposta ao jornalista Daniel Lian, da Rádio Jovem Pan. Eu vou dividir com a saúde. Daniel Lian, para que fique claro para quem está nos assistindo agora e ouvindo, a Jovem Pan transmite imagem e som. Eu vou pedir que você volte aqui ao microfone, importunando você, para que você formule novamente a sua pergunta, para que as pessoas que estão em casa nos assistindo e nos ouvindo possam compreender exatamente sobre o que estaremos respondendo.

DANIEL LIAN, REPÓRTER: É exatamente sobre essa projeção, se está dentro do esperado, a expectativa, fazendo um paralelo entre a capacidade de leitos e o número de casos, incluindo até os próprios hospitais de campanha? E se a quarentena poderá ser prorrogada, especialmente nas cidades onde a curva ainda esteja acentuada?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Agora, mais uma vez, obrigado, Daniel Lian, vou dividir com o doutor David Uip. Mas antecipando que o projeto apresentado aqui, no seu enunciado do plano São Paulo, estabelece exatamente essa possibilidade, de que a quarentena possa ter flexibilização em áreas onde o domínio da doença não tenha existido, tenha sido enfraquecido e dominado pela ação da ciência. Mas oportunamente nós comunicaremos de forma mais detalhada, inclusive regionalmente essa ação que não será homogênea, isso também ficou claro na apresentação feita aqui, tanto pela medicina, quanto pela economia, apenas reforço a informação atendendo à pergunta feita pelo Daniel Lian, da Rádio Jovem Pan. E agora vamos à saúde, com o doutor David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Você acompanhou isso desde o primeiro momento, a primeira estimativa nós fizemos em termos de cenários, da projeção de 1% de infectados, 5% e 10%. Vinte por cento desses, sintomáticos, necessitando da atenção da saúde em diversos níveis, e 80% assintomáticos. Dos 20%, 5% precisando de UTI. Então este planejamento ele se mantém, é claro que o sistema está pressionado, principalmente no município de São Paulo, e grande São Paulo, e não era de se esperar que fosse diferente. Por isso providências do governador antes de vir para cá, eu conversei com o secretário do município, o Edson Aparecido, e ele me dava conta que a projeção do município, eles estão criando novos leitos todos os dias, atendendo às projeções que foram feitas, e as projeções dos municípios eles também estão subsidiados pela melhor informação. Então é um sistema pressionado, não vai ser diferente, e as decisões, as futuras, vão ser galgadas em ciência, esse é o papel do centro de contingenciamento, nós fazemos todas as projeções para subsidiar o estado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor David Uip, coordenador do comitê de saúde. Obrigado, a você, Daniel Lian, da Rádio Jovem Pan. Antes de encerrar a coletiva de hoje, as emissoras de TV, a CNN e TV Cultura, que hoje não tiveram aqui a oportunidade de fazer as suas perguntas, se tiverem perguntas no campo técnico da saúde, ou da economia, os secretários e os representantes das duas áreas poderão atendê-los separadamente aqui ao encerramento desta coletiva. Aos que estão em casa nos assistindo, nos acompanhando, nos ouvindo, o agradecimento, a fonte mais segura de informação para a população, seja em São Paulo, seja no Brasil, é através dos meios de comunicação, os meios de comunicação tem transmitido com seriedade, com observância à isenção da informação, com pesquisa e com a qualidade informativa de forma absolutamente correta. Portanto, não escute mensagens de redes sociais, mensagens que possam ter conteúdo ideológico, político, partidário, escutem, leiam e assistam as informações dos meios de comunicação, eles têm sido aliados da vida e da saúde. E a todos que nos acompanham aqui, o nosso apelo, até o final dessa quarentena, até o dia 10 de maio, aja de forma responsável, proteja sua vida, proteja a vida dos seus familiares e fique em casa. Obrigado. Boa tarde, e até amanhã.