Coletiva - SP ultrapassa 3 milhões de testes de coronavírus com aumento de 3.000% na média diária 20201408

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Coletiva - SP ultrapassa 3 milhões de testes de coronavírus com aumento de 3.000% na média diária 20201408

Local: Capital - Data: Agosto 14/08/2020

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RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, muito boa tarde a todos, boa tarde a todas. Sejam bem-vindos a mais uma coletiva do Governo do Estado de São Paulo. Agradecer a presença dos jornalistas, os cinegrafistas, da nossa equipe de trabalho, que participa da coletiva de hoje, agradecer a presença do nosso prefeito de São Paulo, o Bruno Covas, também dos nossos secretários de Governo, da Agricultura, da Saúde, do Desenvolvimento Regional e do Meio Ambiente, e também dos nossos presidente e secretário executivo do Centro de Contingências de Saúde de São Paulo, o Dr. Medina e o Dr. Gabardo. É um prazer receb er a todos aqui no Palácio dos Bandeirantes nessa sexta-feira. Trazer aqui a boa notícia de que o nosso governador João Doria continua em quarentena e assintomático. E para que a gente possa dar total transparência da evolução do Corona Vírus, em relação ao nosso governador João Doria, nós o convidamos, e ele entrará agora em tela para dar um boa tarde a todos e um abraço a todos, antes de nós iniciarmos a nossa coletiva. Portanto, governador João Doria, direto da sua casa, a palavra está com o senhor, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo. Boa tarde a todos. Quero cumprimentar o nosso Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo. Em seu nome, Rodrigo, os secretários e os integrantes também do Centro de Contingência do Covid-19, os jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, todos que estão trabalhando e produzindo informações corretas para a opinião pública brasileira. Estou no meu terceiro dia de quarentena, isolado aqui em minha casa, juntamente com Bia, minha esposa, que também está com a Covid-19, seguindo a orientação da ciência, da medicina, a orientação médica para a quarentena de 10 dias, hoje é o terceiro dia, mas trabalhando regularmente. Todas as reuniões virtuais que estavam programadas estão mantidas e vamos continuar assim, trabalhando. Felizmente, sem nenhum sintoma, mas isso não quer dizer que as pessoas não devam tomar cuidado, não devam tomar a cautela com a proteção, seja através da máscara, seja através do distanciamento social. Se puderem fiquem em suas casas e lavem as suas mãos constantemente. Todo o cuidado é pouco com o vírus do Corona Vírus. Ele é traiçoeiro e não escolhe a quem ele pode infectar. Então, renovo o meu abraço a todos que estão participando da coletiva, um abraço muito afetuoso ao Bruno e aos jornalistas também. Obrigado pelas mensagens que recebi, de inúmeros jornalistas, num sentimento de solidariedade, que eu recebo com muito carinho também. E a todos que estão nos assistindo aqui pela TV Cultura, obrigado pela solidariedade. Se protejam, façam aquilo que a medicina orienta, que é o distanciamento social, a utilizaç&atilde ;o de máscaras, lavar as mãos regularmente e, se puder, fique em casa. Bom dia a todos, boa coletiva, bom final de semana. Em breve estaremos juntos novamente, com muita paz no coração. Obrigado, pessoal.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador, desejando que continue assim, assintomático. Bom, nas informações iniciais de hoje, trago aqui duas boas notícias. A primeira delas, que o Governo do Estado de São Paulo vai liberar R$ 26 milhões para o Seguro Rural. Esse Seguro Rural é voltado principalmente aos pequenos e microprodutores do Estado de São Paulo, tão importante na aquisição das apólices de seguro rural, e com essa liberação nós estamos batendo um recorde de recursos aos produtores rurais, no ano de 2020, mesmo durante a pandemia. Depois, o nosso secretário Gustavo Junqueira vai trazer mais detalhes sobre essa liberação. A segunda notícia é de que a Sabesp prorroga por mais um mês, portanto até 15 de setembro, a suspensão da cobra nça e do corte no fornecimento de água pra 2,5 milhões de famílias no Estado de São Paulo. Essa é uma das medidas adotadas pelo Governo do Estado, para conter os impactos econômicos na crise do Corona Vírus, e ela está em vigência desde abril deste ano. Com isso, os 2,5 milhões de consumidores das camadas mais pobres da população de São Paulo, que, de alguma maneira, tiveram a sua renda afetada, e já estavam sendo contemplados desde o início da pandemia, passam agora a contar com esse benefício por mais 30 dias. A terceira ação importante, em relação ao Plano São Paulo, é que nós não tivemos, na avaliação de hoje, nenhum tipo de regressão das regiões do estado, em relação ao Plano São Paulo. E a melhor notícia é que, pela primeira vez, todas a s regiões do Estado de São Paulo têm uma ocupação de leitos abaixo dos 80%. Portanto, se nós fizéssemos uma classificação hoje, todas as regiões estão abaixo de ocupação de 80%. E além disso, nós estamos registrando no dia de hoje, com os dados, obviamente, de quinta-feira, de ontem, o mais baixo índice de ocupação de leitos no consolidado do Estado de São Paulo. Desde quando nós anunciamos o Plano São Paulo, no dia 1 de junho, nós temos hoje o menor índice de ocupação de leitos de UTI, que está na ordem de 57,8% na média geral de ocupação de leitos, no Estado de São Paulo. Esses resultados mantêm a estabilização da evolução conquistada em cada uma das regiões, e hoje, se nós fizéssemos uma análise, 84% da po pulação de São Paulo estão em áreas localizadas na fase amarela do Plano São Paulo. Então, a boa notícia é que não houve nenhuma regressão e que nós estamos hoje com o menor índice de ocupação geral no estado de leitos de UTI. E a quarta notícia que trago na coletiva de hoje é que o Estado de São Paulo chega a três milhões de testes realizados. A média diária de testes, que era de 1,3 mil testes por dia, lá no mês de março, chegou a uma média diária, no mês de julho, de 40 mil testes, quando os dados hoje já ultrapassaram mais de 1,2 milhões de testes realizados lá no mês de junho, um aumento de quase 3.000%. Durante várias coletivas, nós mostramos aqui, à população de São Paulo e do Brasil, o esforço do Govern o de Estado em ampliar a testagem. E trazemos agora essa boa notícia de que já alcançamos mais de três milhões de testes, uma média diária de 40 mil testes realizados. Os números são resultados desse esforço do estado na ampliação da política de testagem, em parceria com os laboratórios privados e também com os municípios, que receberam insumos, orientações para realização dos seus testes. Os dados do mês de agosto ainda são preliminares, e eles incluem as testagens da rede pública e privada, e nós traremos aí, a partir da terceira semana de agosto, os dados consolidados desse mês. Mas já no mês de julho, trazemos aqui a notícia de que São Paulo se equipara aos países do mundo que mais testarem. Isso é fundamental na estratégia de combate à pand emia, e um agradecimento aqui às parcerias com as prefeituras, principalmente a Prefeitura de São Paulo, e também com a rede de laboratório privado. Essas eram as informações do início da nossa coletiva de hoje, e eu quero agora passar a palavra ao nosso prefeito Bruno Covas, para as suas considerações.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Também queria mandar meu recado ao governador João Doria, desejar a ele pronto restabelecimento, que ele possa em breve voltar, presente aqui às nossas coletivas. Hoje, vou apresentar alguns dados sobre a cidade de São Paulo. Próximo. Primeiro, a quantidade de leitos ocupados. Como vocês percebem, nos últimos três dias, já estamos com menos da metade dos leitos municipais ocupados. São 1.200 leitos aqui na cidade de São Paulo, ocupação abaixo dos 600 leitos. Aí em cinza, ocupação abaixo dos 50%. Isso porque em maio, mês mais crítico da pandemia aqui na cidade, nós tínhamos algo em torno de 48 pedidos de internação por dia, e nós estamos agora, em agosto, com 29 pedidos de internação por dia. Caímos, portanto, de 48 para 29 ped idos diários de internação, e já estamos, nesses últimos três dias, com menos de 50% de ocupação dos leitos de UTI, administrados pela prefeitura. Próximo. Essa curva mostra o número diário de óbitos na cidade de São Paulo, mostrando uma tendência de queda, que já vem nas últimas dez semanas. Já são 80 dias de queda de número de mortes na cidade de São Paulo. Próximo. Aqui, juntando não apenas o gráfico com as datas de ocorrência dos óbitos, mas também em vermelho o gráfico com a média móvel. Em relação aos casos de Corona Vírus, o pico de casos foi no dia 1 de junho e o pico da média móvel no dia 10 de junho. Próximo. Aqui também, juntando notificações diárias, em que os óbitos ocorrem na cidade, com a média móvel. O pico da data é no dia 2 de junho e da média móvel no dia 22 de maio. Aí percebam mais uma vez a tendência de queda no número de mortos. É claro que nesses últimos três, quatro dias, ainda temos notificações que ainda serão agregadas, que vêm com alguma defasagem. Mas mesmo tirando esses três, quatro dias últimos no gráfico, a gente percebe essa tendência de queda, como vem relatado pela prefeitura nos últimos 10 dias. Próximo. Aqui a comparação do número de casos em São Paulo e na cidade de Nova Iorque, mostrando muito bem, em ambas as cidades a pandemia começa no início de março e a cidade de São Paulo, junto com o Governo do Estado, adotou, desde o início da pandemia, medidas de restrição de circulação das pessoas, o que evitou o pico de doença aqui na cidade de São Paulo, o achatamento da curva. O pico de casos em Nova Iorque aconteceu no dia 4 de abril e na cidade de São Paulo no dia 1 de junho. A cidade de São Paulo evitou o crescimento exponencial da curva, conseguimos achatar, entramos num platô e agora segue uma tendência de queda. Próximo. Com isso, foi possível reduzir o número de óbitos, quando a gente compara com a cidade de Nova Iorque, aí dados do dia 31 de julho, quando a cidade contabilizava 9.900 óbitos, Nova Iorque já contabilizava 18.890 óbitos, lembrando que a cidade de Nova Iorque tem 8,5 milhões de habitantes, enquanto a cidade de São Paulo tem 12,5 milhões de habitantes. Então, nós estamos falando de uma diferença ainda maior, quando comparamos mortos por 100 mil habitantes. Próximo. E aqui, mais uma vez, a quantidade de óbitos por dia e por média móvel, mostrando que o pico de casos, lá em Nova Iorque, também correspondeu a um pico de óbitos, cenas de saturação, que nós vimos anunciadas e demonstradas na imprensa, de todo o sistema de saúde de Nova Iorque, em abril, que gerou grande número de casos e de óbitos. Aqui na cidade, nós atingimos o pico, como eu mencionei, no dia 1 de junho. Então, duas cidades mundiais, conurbadas, com grande população, a cidade de São Paulo com uma população de quase 50% a mais de Nova Iorque, mas tendo metade do número de óbitos total, mostra o acerto da política que a cidade desenvolveu, em parceria com o Governo do Estado, de apostar no isolamento, de apostar na quarentena. E terminando, lembrando mais uma vez que, apesar da cidade viver um período de flexibilização, nós continuamos em quarent ena. Pedir mais uma vez à população, quem puder, permaneça dentro de casa e, se tiver que sair, utilizar máscara. Muito obrigado, bom dia a todos.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Vamos ouvir agora o nosso secretário de Saúde, Dr. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, vice-governador, Sr. Prefeito, Srs. Secretários, todos aqui presentes. Bom, as boas notícias já foram faladas, mas é sempre importante dizer que todos os municípios do Estado de São Paulo tiveram uma ocupação de leitos menor do que 80%. Isso, pra nós, é algo de grande valia, uma vez que a ampliação do número de leitos, bem como o controle da epidemia, a despeito do aumento de número de casos relatados em relação, sim, à testagem. A testagem, que foi muito mais pronunciada, mostrando que o controle da pandemia no nosso estado continua. A taxa média de ocupação é de 58%, e não houveram nenhuma condição regressões no faseamento do plano São Paulo, para nenhuma região do estado. Portanto, refor&ccedi l;ando este controle. Estamos indo para dez semanas de queda de óbitos no município de São Paulo, como foi referendado pelo prefeito Bruno Covas, isso deve-se a um empenho muito grande da Secretaria Municipal de Saúde, na qual confraternizo com o secretário Edson Aparecido, pela sua brilhante atuação nesse controle da pandemia. O número elevado de casos que ainda temos no nosso estado, se deve às políticas de testagem que estão sendo implementadas e otimizadas, que vieram melhorando ao longo da pandemia, e especialmente nas últimas semanas tiveram um incremento ainda maior. Para você ter uma ideia, atingiremos agora em agosto uma cifra até maior do que esses 40 mil testes entre a rede pública e privada, significando que até hoje, uma a cada 15 pessoas já foi testada. O estado de São Paulo ultrapassou 3 milhões de testagens, isso significa 3000% de elevação no número de testes no período de março a julho. Nós temos um apoio também dos laboratórios privados, do próprio município de São Paulo, fazendo pelo menos, as 5 mil testagens. Mas ampliamos, e na próxima segunda-feira continuaremos a ampliar o número de testes a serem realizados pela nossa rede estadual, seja do instituto Adolfo Lutz, seja do Instituto Butantã, fazendo com que nós tenhamos a possibilidade já na próxima semana de fazermos 100 testes para cada 100 mil habitantes. Isso supera a maioria dos países da própria Europa em termos de testagem. Vamos agora fazer a referência dos dados atualizados de hoje. São Paulo corresponde a 686.122 mil casos, com óbitos de 26.613. Como disse, a taxa de ocupação de UTI no estado, 57%, 57,8%, na grande São Paulo, 56,4%. Próximo, por gentileza . Nós tivemos em um total de casos, 11.667. E importante, o RTPCR, que é aquela identificação direta do vírus, corresponde à maior parte das testagens que são realizadas no nosso estado. Próximo. Temos uma projeção de casos para o mês de agosto, lembrando que estamos acabando agora a primeira quinzena do mês de agosto, com um número de casos dentro das expectativas, dentro das projeções estabelecidas, assim como também o número de óbitos. Eu gostaria de fazer uma apresentação agora com relação aos testes, os incrementos de testes que foram realmente acontecendo ao longo da pandemia no nosso estado. Próximo, por gentileza. Nós tínhamos em março cerca de 41,6 mil testes, 100% deles PCR. E lembrando que esses testes eram realizados para aquelas pessoas que eram internadas nos hospitais, e era isso que fazia com que o PCR acabasse sendo disco. À medida que houve a projeção e a progressão da própria pandemia, os testes foram sendo incrementados, e só no mês de julho tivemos 1,2 milhões de testes, sendo 54% do mês de julho em PCR. E aí nós temos diminuição do número de internações, e diminuição do número de comprometimento de leitos, significando que as nossas testagens estão abordando aqueles indivíduos com sistemas leves, que não foram para a rede de internação, bem como a realização da pesquisa para os seus contactantes, fazendo dessa maneira um bloqueio da evolução da doença. E nós temos agora nessa primeira quinzena, lembrando que esses dados não estão atualizados, e média de 272 mil casos. Como disse, nós temos um certo atraso para, mui tas vezes, de uma semana, dez dias, para a contabilidade do número de testes. Então muito possivelmente já na semana que vem nós tragamos esses testes, o número findado. Muito obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Jean, pelas informações. Vamos ouvir agora o nosso secretário Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. bom, hoje os índices trazidos até aqui demonstram mais uma vez o caminho correto que segue o plano São Paulo. Hoje com os bons índices aqui citados pelo vice-governador Rodrigo Garcia, 57,8% na ocupação de leitos de UTIs, melhor número da série histórica desde o início do plano São Paulo, significando um grande aumento no número de leitos de UTI em todo o estado de São Paulo. Trazendo 3.655 respiradores até agora, distribuídos em todo o estado de São Paulo, mais do que dobrando a nossa capacidade hospitalar ao longo desse processo. Também essa já é a quarta semana que nós temos queda nas internações, queda essa puxada pela capital, que depois veio para a grande São Paulo, e que também ocorre no int erior do estado agora. A nossa letalidade chega em 3,9%, melhor índice também da série histórica, eu vim comentando em todas as nossas coletivas, esses números avançando, e avançam mais uma vez, trazendo esse quadro hoje do estado de São Paulo. Como nós podemos ver, o quadro se mantém, essa é a classificação intermediária, portanto, nenhuma região sobe nessa classificação intermediária, e só desceria se fosse para a fase vermelha, o que não ocorreu com nenhuma delas. Quero registrar aqui que a melhora nos índices de ocupação de leitos de UTI nas duas regiões que estão na fase vermelha, Franca já tem um índice inferior a 70%, 78% agora, pela primeira vez, desde que veio para a fase vermelha, fruto do aumento do número de leitos na região, aumento que vai se dar também d e forma mais intensa ao longo da próxima semana, com novos leitos na Santa Casa de Franca, amanhã chegam mais dois respiradores da Santa Casa de Franca, além de leitos em Iporã, em São Joaquim da Barra, em Ituverava e Igarapava. Também no Vale do Ribeira um grande aumento na capacidade hospitalar e uma queda muito grande nessa ocupação. Nós estamos perto de 50% de ocupação já, esses números superaram 90% quando nós levamos para a fase vermelha, e a reação ao longo desse período foi muito forte, levando uma segurança na capacidade hospitalar da região. As regiões que estão em laranja, também tiveram uma melhora, Presidente Prudente, Rio Preto, grande São Paulo Norte e grande São Paulo Oeste, destacando os 20 novos leitos que entram agora na conta de São José do Rio Preto, que foram implementados p elo Hospital de Base, conforme o comprometido nessa semana. Presidente Prudente já tem índices bem melhores também, assim como grande São Paulo Oeste e grande São Paulo Norte. Eu quero registrar aqui essa melhora consolidada aqui na capital, na grande São Paulo, e que vem acontecendo também no interior, de forma mais intensa em algumas regiões, mas que ocorre em praticamente todas nesse momento. O plano São Paulo segue com bons resultados reconhecidos pela ciência, reconhecido agora em todo o país como um grande exemplo de gestão da pandemia do Coronavírus, aumentando as restrições quando necessário, e diminuindo quando possível, como tem acontecido ao longo dessas últimas atualizações.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Vamos ouvir agora o nosso secretário Gustavo Junqueira, da agricultura.

GUSTAVO JUNQUEIRA, SECRETÁRIO DE AGRICULTURA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Boa tarde, vice-governador Rodrigo Garcia, prefeito Bruno Covas. Bom, saindo um pouco da questão da saúde, sempre é importante lembrar que durante todo esse período que nós vivemos a pandemia o agro de São Paulo não parou, ele foi considerado serviço essencial, e, portanto, trabalhou todos esses dias para que a gente pudesse até a data de hoje, comemorar diariamente o nosso sucesso no abastecimento de alimentos em todas as cidades do estado de São Paulo. Hoje nós anunciamos aqui uma sequência de ações, no início do ano no primeiro semestre nós fizemos uma liberação de R$ 25 milhões para a subvenção do seguro rural, 30% do prêmio do seguro rural é pago pelo produtor rural, 30% pelo governo do estado de São Pau lo, e 30% pelo Ministério da Agricultura. Então esse é um programa muito importante, que hoje a gente traz uma outra liberação para que seja feita agora o início da safra. São R$ 26 milhões que somam no total R$ 51 milhões. Se nós adicionarmos a esses R$ 51 milhões os R$ 70 milhões que nós liberamos também essa semana de microcrédito, com valores aí por produtor de R$ 5 a R$ 8 mil, que beneficiam o pequeno produtor, nós estamos falando aí de R$ 121 milhões liberados esse ano para aqueles produtores que representam 85% do conjunto de produtores no estado de São Paulo, e que são principalmente os produtores pequenos que trabalham e produzem aqui no estado de São Paulo. O seguro vai fundamentalmente tem sido usado para 50%, 53% para a cultura do milho, 14% para a cultura do trigo, que é uma cultura bastante arriscada na agricultura tropical, e 9% para o tomate, e o restante para outras culturas. Bom, com isso a gente tem focado bastante na política de gestão de risco, esse é o trabalho que nós temos feito, e dando também luz, jogando luz no protagonismo de São Paulo, que é o único estado que faz essa ação de apoio ao seguro rural nos estados do Brasil. Então isso realmente mostra o empenho do governo do estado de São Paulo, no agro e no agro moderno. Nós temos aqui, quando a gente fala de R$ 51 milhões, nós estamos falando de mais R$ 1 bilhão de valor segurado. Então, sem dúvida nenhuma, é um programa muito importante, que os produtores rurais do estado de São Paulo reconhecem e continuam trabalhando com todo o sucesso. Muito obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gustavo. Vamos agora à última intervenção, do nosso secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, vice-governador. Entendendo que o saneamento básico é um serviço essencial, e também o momento que estamos atravessando, o governo do estado através da Sabesp, estende por mais um mês a isenção do pagamento para as faixas social e favela, atendendo 2,5 milhões de pessoas, garantindo o abastecimento básico desse item tão fundamental, que é a água. É o governo do estado de São Paulo entendendo, apoiando a faixa mais vulnerável da nossa população.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Penido. Vamos agora às perguntas dos jornalistas previamente inscritos, começando pelo William Cury, da TV Globo, Globo News.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde, gente. Tudo bem? Eu queria abordar os números de ontem aqui em São Paulo, que tiveram uma certa confusão de entendimento, porque houve recorde de casos e mortes aqui em São Paulo. E a explicação de foram incluídos exames não confirmados, resultados de casos não confirmados por um exame laboratorial, que seriam os testes para a COVID-19. Eu queria entender exatamente se isso serve tanto para casos, quanto para mortes, se mortes também tiveram esse aumento porque houve essa inclusão no balanço. E que resultados são esses que não puderam ser confirmados por testes, por que isso aconteceu só agora? Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, William, essa é uma boa pergunta. Nós vamos começar pelo doutor Gabbardo, que quando essa discussão se iniciou lá no ministério ele ainda estava lá, e finalizando com o doutor Jean, que responde aqui pelos dados de São Paulo. Então, por favor, doutor Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Acho que essa pergunta do William é importante. O Ministério da Saúde até a semana passada, até anterior à data do dia 5, ele aceitava que os casos confirmados tivessem confirmação laboratorial, essa confirmação laboratorial ela poderia ocorrer pela pesquisa do antígeno, pela imunofluorescência, pela pesquisa do vírus no RT-PCT, mas, enfim, havia necessidade da confirmação laboratorial. A partir do dia 5 de agosto houve uma alteração, o Ministério da Saúde publicou num boletim epidemiológico, a possibilidade da confirmação de Covid ocorrer por outras situações, a primeira delas, critério clínico, então, está muito bem descrito no documento do Ministério da Sa&uacute ;de que os casos de doenças respiratórias, síndrome respiratória grave associado a disfunção olfativa, perda do olfato ou a disfunção gustatória, podem ser considerados como uma causa pregressa e poderia, nesse caso, ser confirmado como diagnóstico de Covid. Então, essa é a primeira situação, critério clínico. Também pode ser por critério clínico epidemiológico. Independente de ter essas duas disfunções, disfunção de olfato e a disfunção gustatória, se essa pessoa apresentar síndrome respiratória aguda grave ou síndrome respiratória associada a um contato próximo com alguém que fosse um caso confirmado, nesta situação também o paciente pode ser considerado e ter o caso confirmado como Covid. Então são duas altera& ccedil;ões, critério clínico, critério clínico e epidemiológico. E também abre a possibilidade da confirmação ocorrer por critério clínico e imagem, que é a associação de uma característica clínica em que a tomografia computadorizada demonstrar lesões, imagens características do Covid, que são as opacidades em vidro fosco. Quando a tomografia apresentar essa característica no exame de imagem associado aos dados clínicos ou epidemiológicos, também pode ser confirmado. Então, anteriormente só era permitido fazer a confirmação do caso por critério laboratorial, que aí era por biologia molecular, por exame imunológico, por pesquisa de antígeno. A partir do dia 5 de agosto se ampliou a possibilidade da confirmação nessas outras situações. Agora, se vocês me perguntarem como que isso estava acontecendo no resto do país, nos outros estados, São Paulo já tinha esses dados todos catalogados, classificados e tão logo houve a mudança na sistemática, São Paulo fez a colocação desses dados na base de informações, implementou esses casos na base de dados do Ministério da Saúde. Por isso ocorreu esse aumento ontem de duzentos e poucos casos. Os outros estados têm duas situações que podem ser consideradas: alguns já estavam fazendo isso há alguns dias ou a mais tempo e pelo que eu pude pesquisar, a maioria dos estados ainda não fez essa alimentação, então, é possível que outros estados, a partir de agora vão colocar no sistema e também tenham esse acréscimo que já ocorreu no estado de São Paulo. Importante destacar, Willian, que esse acréscimo ocorreu nos casos já passados, mas isso vai refletir no futuro, porque futuramente os pacientes que não vinham tendo casos confirmados por falta do exame laboratorial, a partir de agora, eles poderão ser confirmados. Então, nós temos uma expectativa que haja um acréscimo que não é tão significativo nos próximos dias, nas próximas etapas, um acréscimo no número de óbitos de pacientes que tenham uma confirmação, mas não tenham a confirmação laboratorial e sim por critérios epidemiológicos, por critério clínicos e por critérios radiológicos. É isso.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: : Para complementar. Dr. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Para complementar, é importante que São Paulo sempre presou na realização de testagem, é o estado que mais testa do país, isso deve, sim, ser frisado e vamos testar mais. Todos aqueles casos que vinham internados, especialmente com quadro clínico muito exuberante, principalmente com aqueles desconfortos respiratórios que a gente chama síndrome respiratória aguda, eram simplesmente a testagem no sentido de confirmação. Essa conceituação, ela fazia exatamente com que algumas situações em alguns estados especialmente, isso não fosse necessário. O simples fato de você ter sintomas e imagem radiológica, uma tomografia que fosse sugestiva, isso já era permissível e agora é permitido inclusão como sendo novos casos. Então, por i sso nós tivemos uma atualização desses casos de óbitos, especialmente de óbitos em número de casos no sentido de se implementar essa adequação que já veio no período de abril até julho e que será, sim, avaliado e incrementado nos próximos boletins, uma vez que isso faz parte do nosso conceito, não obrigando a realização do exame para a sua notificação.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: : Eu acho que ficou bem claro, né Willian, que o governo de São Paulo atende as normas técnicas específicas do Ministério da Saúde que entendeu haver uma mudança importante na última semana e o estado de São Paulo, imediatamente, fez a resposta dando total transparência aos números de casos e óbitos aqui no estado de São Paulo. Isso refletiu num aumento informado no dia de ontem e isso vai refletir daqui para frente também em novas notificações. Vamos a segunda pergunta que é da Daniela Salermo da TV Record, pois não, Daniela.

DANIELA SALERMO, JORNALISTA DA TV RECORD: Boa tarde a todos. Eu gostaria de entender, hoje foi trazido aqui diversos números mostrando tendência de queda, tanto de óbito quanto de internação. Então, se a gente pega aquele cenário principalmente da curva, que eu acho que é a forma mais fácil de muita gente entender o que acontece no estado hoje, qual estágio que a gente estaria, ainda é o platô, já é um início de queda? Qual a leitura que a gente pode fazer disso? Também gostaria de entender se essa mudança no critério do óbito, se isso pode impactar, inclusive, os índices e o faseamento daqui de São Paulo? Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: : Para o Dr. Jean e se quiser algum comentário, o Dr. Medina.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado Daniela. É importante nós lembrarmos que o fato de nós estarmos tendo, por exemplo, quando a gente olha a Grande São Paulo, especialmente o município de São Paulo, nós já estamos no período de inflexão, já saímos desse platô. O estado de São Paulo, de forma geral, com a regressão gradual, progressiva do número de leitos e de óbitos, também já revela essa saída do platô. Nós estamos ainda observando, ainda é cedo para a gente se antecipar, mas isso é uma grande possibilidade, essa é a luz no final do túnel que nós estamos realmente enxergando. Eu acho que as próximas semanas, elas nos trarão essa informação para a gente poder falar: puxa vida, saímos com segura nça do platô. Mas é importante que se relembre, nós estamos testando mais, então, nós estamos tendo a possibilidade de diagnosticar mais pessoas de uma forma muito mais leve sem que isso impacte tanto em internação hospitalar, ocupação de leito de UTI e principalmente mortes.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: : Quer comentar Dr. Medina?

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID EM SÃO PAULO: Boa tarde Daniela. Eu acho que o mais importante dentro dos indicadores do Plano São Paulo, 84% da população do estado está na fase amarela, então, isso evidencia a regressão ou o controle melhor da pandemia dentro do estado de São Paulo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Acho que fica clara, Daniela, pelos números de hoje que o estado de São Paulo já está há algumas semanas no platô e a cidade de São Paulo, apresentada aqui pelo prefeito Bruno Covas, já está em declínio desse platô. Foi por isso, lá atrás, a decisão do governador João Doria de fazer uma quarentena heterogênea, da criação do Plano São Paulo, para tratar a evolução da epidemia diferentemente nas mais variadas regiões de São Paulo que é um estado populoso e também grande territorialmente, né? Então, ficou muito claro isso nas intervenções de hoje. Vamos a terceira pergunta, a Silvia Amorim do jornal O Globo.

SILVIA AMORIM, JORNALISTA DO JORNAL O GLOBO: Boa tarde a todos. Eu queria perguntar para o secretário Jean, foi dito aqui os números atualizados de testes aplicados no estado. Um a cada 15 paulistas, podemos dizer assim, já foi testado. Minha dúvida é quantos testes a gente precisa aplicar para começar a ter, de fato, um dado confiável sob a imunidade de rebanho no estado? Isso não está claro. Eu não sei se isso pode ser medido desta forma, a gente precisa aplicar quantos milhões de testes para conseguir ter isso? E uma segunda questão é: no mesmo dia em que o senhor e o Instituto Butantan receberam ontem uma equipe do Ministério da Saúde para avaliar a questão da produção da vacina chinesa em São Paulo, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, fez uma declaração pública de que considera a melhor opç& atilde;o de vacina para o país a vacina de Oxford, não a vacina chinesa. Eu queria um comentário do senhor a respeito.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não, Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Bom, a primeira questão está relacionada a questão de imunidade de rebanho, Silvia. Porque quando... nós tínhamos muita dúvida do que seria imunidade de rebanho e nós não temos essa certeza qual seria uma proteção. Então, normalmente, para qualquer doença infecciosa, infectocontagiosa que nós chamamos, nós consideramos uma imunidade de rebanho que a população deva ter uma proteção de 60 a 70% dela para que haja, sim, uma proteção. O que a gente tem visto, os estudos têm mostrado que talvez isso seja muito menor, ou seja, uma média de 40% para que a gente possa ter essa imunidade, isso não é uma certeza. Hoje, nos inquéritos populacionais que têm sido feitos, inclusive nós já estamos traçan do inquérito de estudo estadual, que é uma avaliação exatamente para saber isso: quantas pessoas a mais nós vamos ter que vacinar e garantir saber o status de cada uma da região. Mas a princípio, acredita-se que sejam, realmente, esses 40%, mas incrementar a testagem nessa faixa de cem testes para cada 100 mil habitantes, eu não preciso testar a população toda, grupos populacionais já vai me dar uma ajuda. Muitos, por exemplo, um banco de sangue no Rio de Janeiro, 28% de proteção, então, aquele era um grupo específico. Na cidade de São Paulo nós temos um percentual mais baixo, então, é exatamente isso que a gente precisa conhecer para saber se a gente precisa testar mais, talvez os 100 testes sejam, realmente, suficientes para essas políticas públicas de bloqueio poderem acontecer.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Silvia, eu acho que nós temos que destacar os números positivos que nós estamos apresentando hoje. Pela primeira vez o estado tem o menor índice de ocupação de leitos de UTI, né, tem todas as regiões abaixo de 80%, tem a queda já muito clara, acentuada, nas últimas semanas na cidade de São Paulo, mas a quarentena e a atenção de São Paulo continuam, né? Você veja os anúncios aqui colocados, quando a gente faz um anúncio, por exemplo, de mais um mês de prorrogação de não corte de água na população mais pobre, é uma preocupação do governador João Doria com a população mais carente, com aqueles mais humildes e um recado claro que a pandemia não passou. Mas ao lado di sso, a gente não pode deixar de ter otimismo e comemorar os acertos feitos até aqui pelo governo e pelo conjunto da sociedade de São Paulo. São Paulo tem dado um exemplo, aqui não houve falta de atendimento, não houve colapso de saúde, houve uma atenção muito clara em relação a pandemia e uma preocupação com os mais pobres, com os mais humildes, com aqueles que mais precisam que é aqueles que usam o sistema público de saúde. E aí, como usuário na sua pergunta em relação a vacina, eu não sou médico, né? Eu acho que a melhor vacina é aquela que tem eficácia e que chegue primeiro e que tenha dado acesso à população. Eu liberdade mesmo no jornal O Globo na quarta-feira manifestação do Ministério da Saúde dizendo: o Ministério da Saúde não descarta nenhum tipo de iniciativa e vai adquirir a primeira vacina que tiver disponível. Então, existe aqui uma saudável expectativa de que quanto mais vacina disponível e mais rápido para a população, melhor, seja ela de que origem for, desde que ela seja eficaz. Então, a iniciativa do governador João Doria, do governo de São Paulo, do Instituto Butantan, é porque nós temos, graças ao estado que todos construíram, um instituto renomado, o maior produtor de vacinas do Brasil e da América Latina e que tem condições de fazer a produção nesse entendimento com a Sinovac. Então, vamos aguardar como usuários e cidadãos que queremos ser imunizados, que a vacina, seja ela de qual origem for, sendo eficaz, possa chegar o mais rápido possível. E é isso que sempre o governador nos pede e principalmente orienta o Instituto Butantan que está fazendo a fase 3 dos testes, até agora com resultados muito promissores, né, mas com toda a responsabilidade, vamos aguardar a ciência dar a palavra final. Quero agora aqui ir para a quarta pergunta, vamos ouvir aqui a Adriana Cimino da TV Cultura.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. A minha pergunta ainda é sobre essa mudança na contabilização de casos e óbitos, feita ontem, por recomendação do Ministério da Saúde. O Dr. Gabardo já explicou que esses dados já vinham sendo coletados antes mesmo de serem apresentados, mas eu gostaria de saber se aqueles casos de síndrome respiratória aguda grave, que são muito altos aqui no estado, que não foram classificados como Covid, podem ser reavaliados. Eu gostaria de saber também, diante dessas boas notícias trazidas hoje aqui na coletiva, índices mais baixos aqui na capital, se existe uma perspectiva de a gente ter alguma região em verde aqui, na semana que vem, no Plano São Paulo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, Adriana, sobre a boa perspectiva, na próxima sexta-feira nós teremos uma reclassificação de regiões, né? E a permanecer no comportamento que nós acompanhamos essa semana, nós deveremos ter uma melhora significativa em relação às regiões. Eu acho que, em relação ao número, à nova metodologia do Ministério da Saúde sobre óbitos e casos, acho que o Gabbardo pode complementar, e se o Dr. Jean também quiser.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Sim. Governador, eu só queria, antes de entrar nessa resposta, complementar a anterior, a pergunta anterior, de falar sobre as vacinas, que não existe uma disputa, uma vacina ou outra vacina. O Ministério tem deixado claro, e o ministro Pazuello tem colocado isso para o diretor do Instituto Butantan e para o governador, de que não existe a preferência por uma vacina. Provavelmente, o Ministério da Saúde vai precisar não só dessas duas, como poderá precisar de uma terceira vacina, para nós podermos imunizar potencialmente toda a população brasileira, que precisará dessa vacina. Nós temos aí 200 milhões de pessoas que precisam da vacina, essa vacina é utilizada em duas doses, então vai haver necessidade, não só da vacina de Oxford, como da prod ução da vacina do Butantan, como provavelmente a de uma outra vacina. Não existe nenhuma disputa por ser o primeiro. A nossa disputa aqui é poder salvar vidas, é ter o maior número de pessoas imunizadas e poder voltar o mais rápido à normalidade. Em relação à mudança acontecida ontem, de fato, nós só alimentamos a base de dados dos óbitos. Precisará haver uma nova alimentação dos dados, daqueles pacientes que, a partir desse novo critério, passam a ser considerados como um caso confirmado de Covid, que não foram a óbito. Isso vai gerar um aumento bastante considerável, numa primeira avaliação que a gente faz, do número de casos. Bem, isto também foi perguntado anteriormente: pode ter alguma repercussão na questão do faseamento das regiões? Pode. Esse assunto vai ser passado p ara o Centro de Contingência, para o Centro de Contingência fazer uma avaliação do que pode ocorrer com essa nova metodologia, o acréscimo que isso poderá ter no número de casos e óbitos, e obviamente que isso não poderá ser motivo para a regressão das fases das regiões, porque é simplesmente uma informação que está sendo acrescentada, mas não são casos novos que estão circulando ou estão sendo diagnosticados. São pessoas que, no passado, tiveram sintomas e, pelas condições que o Ministério da Saúde colocava naquela ocasião, não tinham tido os casos confirmados. É isso, governador.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Queria aproveitar uma consideração. Ontem mesmo, conversando com a equipe do Ministério, assessoria direta do General Pazuello, a referência foi: nós daremos prioridade à vida e assim que nós tivermos a primeira vacina, independente qual seja, nós estaremos abertos a distribuir para a nossa população, para voltarmos à condição de normalidade. Eu acho que vale a pena reforçar essa questão.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: É, reforçar o óbvio, né, Dr. Jean? Porque em se tratando de saúde, não há tempo de esperar. Eu queria destacar, sobre essa questão também que a Adriana colocou, quer dizer, esta mudança de metodologia, ela indica, ela promove uma mudança no indicador, nos números, mas não tem nenhuma relação com o aumento ou diminuição da epidemia, ela já existe, apenas essa mudança está sendo contabilizada. Acho que é importante ficar claro. E a transparência do Governo de São Paulo, Adriana. Todas as informações colocadas à disposição da sociedade e seguindo os preceitos da ciência e da boa técnica. Vamos agora ouvir a Carla Mota, da Rádio Capital.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Eu gostaria de falar dessa questão aí de uma cidade da China que teria descoberto aí traços de Corona Vírus no frango proveniente aqui do Brasil. Eu gostaria que a ciência falasse sobre esse risco, se existe algum risco de consumir o frango, ou mesmo algum outro alimento, como a própria carne do boi. Isso é uma pergunta que eu repasso aí de várias pessoas. E aproveito também o secretário para falar das consequências, uma vez que já tem aí país que já está vetando a importação da carne, do frango brasileiro. Eu queria aproveitar também a presença do secretário Marcos Penido pra saber como é que está o consumo de água no estado, nesse período de pandemia, e se existe alguma preocupação com o abastecimento de água, nesse inve rno, que tem sido muito seco. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Essa questão de exportação de proteínas, vamos ouvir o Dr. Medina, e ouvindo a Saúde, se tiver algum comentário da Agricultura.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: [ininteligível] boa tarde. Tem sempre alguma notícia que chama bastante atenção, que vem de algum lugar isolado. A mesma pergunta, a mesma questão aparece algumas vezes, quando existe a possibilidade de alguma pessoa ter tido a doença duas vezes, porque já tem mais de 20 milhões no mundo e não teve nenhum caso nessa situação. O mesmo conceito se aplica a essa situação. Para o vírus sobreviver, ele precisa da engenharia de dentro da célula humana, ele tem um receptor, que ele se liga, ele entra dentro da célula, ele se multiplica ali. Ele não se multiplica dentro da célula de qualquer outro animal, até agora, que a gente tenha referência disso. E como já tem 20 milhões de pessoas no mundo que adquiriram a doença, isso não apareceu de maneira sistemática, nós devemos considerar esse tipo de informação como um dado isolado, que precisa de comprovação mais efetiva no futuro.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não, Gustavo.

GUSTAVO JUNQUEIRA, SECRETÁRIO ESTADUAL DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO DE SÃO PAULO: Acho que só endereçando a questão da exportação, acho que é importante deixar muito claro o que o Brasil e o Estado de São Paulo representam no comércio internacional de alimentos. O Brasil é, sem dúvida alguma, uma potência nesse aspecto, e essa potência não aconteceu por acaso. Aconteceu porque nós fizemos investimentos em pesquisa e em ciência, em agricultura tropical, em produção de alimentos, ao longo de muito tempo. E um aspecto muito importante, que está diretamente relacionado à saúde e o tema corrente na nossa sociedade é a defesa agropecuária, que no fundo é uma gestão de toda a questão sanitária da produção agropecuária e de alimentos, e que é, no Brasil, sem d&u acute;vida alguma, um ponto muito importante para as exportações. Então, todas as exportações são feitas a partir de protocolos acordados entre o Brasil e todos os demais países importadores. Então, acho que esse é um tema que certamente é um tema de comércio, acho que a Saúde colocou aqui os critérios técnicos, e que agora vai ter que ter as negociações devidas. Então, não acredito que tenhamos nada específico, além disso.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Gustavo. Vamos lá ao Penido, para responder.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE DE SÃO PAULO: Pois não, vice-governador. Carla, realmente estamos vivendo um período de estiagem bastante severo. Porém, os reservatórios estão no nível previsto para essa época. É importante ressaltar todos os trabalhos que a Sabesp já fez para aumentar a capacidade de abastecimento do nosso estado, tanto quanto o São Lourenço, quanto a transposição do Jaguari, que tem garantido o abastecimento da cidade de São Paulo. Nesse período de pandemia, verificamos 5% de aumento no consumo. Claro que as pessoas têm que manter, e aumentar a questão da higiene, mas o consumo responsável é muito importante. Estamos garantindo o abastecimento, mas a população tem que ser sempre parceira, na questão do uso racional da água, e evitar sempre o desperdício.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Penido. Vamos para a penúltima pergunta de hoje, que é do Victor Morais, da Rádio Jovem Pan.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Minha pergunta vai para o prefeito Bruno Covas. Prefeito, hoje saiu um levantamento da rede Nossa São Paulo, que aponta que a prefeitura cumpriu 35% das metas de governo do ano passado. Eu queria que o senhor comentasse a respeito, e também nesse levantamento diz que o site que a população pode acompanhar as metas está fora do ar desde fevereiro. Eu queria entender por quê. Valeu, obrigado.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Eu queria agradecer a pergunta. O site retornou hoje ao ar, estava fora por conta da questão da pandemia. Completamos um terço das metas até o terceiro ano de gestão, são 71 metas. Até o fim deste ano, das 71, nós só temos 5 que são pontos de atenção da prefeitura, representando aí 7% do total de metas. Ainda assim, mesmo essas cinco, a nossa expectativa é cumprir 100% das metas até o fim do ano.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno. Vamos agora à última pergunta do dia de hoje, que é do Fábio Diamante, do SBT.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu queria fazer duas perguntas. Primeiro, para a área da Saúde. Ficou claro pra gente, ok, essa mudança dos critérios, os critérios novos para casos e mortes. Eu queria saber qual a avaliação que os senhores fazem dessa mudança. Se essa mudança fosse opcional, os senhores entendem que ela faz sentido? Porque a gente sempre ouviu aqui a importância da testagem, testagem, testagem. Dá uma impressão, me corrijam se eu estiver enganado, de que se tira aí um problema da frente, para outros estados e outras regiões que testam menos. Eu posso diagnosticar sem a obrigatoriedade do teste. Então, queria saber como é que os senhores veem essa mudança, se de fato ela é benéfica. E queria fazer uma segunda pergunta, prefeito, se o senhor me permite, fora da Covid. Muito se falou essa semana do candidato a vice na sua cha pa. Foi muito noticiada a desistência do José Luiz Datena, que seria em tese um nome forte. Eu queria saber como é que estão essas discussões, a partir de agora, e quanto tempo o senhor acha que leva para o senhor definir, de fato, quem vai ser o seu candidato, junto com o senhor na chapa. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio. Quero ouvir o Dr. Gabbardo e um comentário final do Dr. Jean, depois nosso prefeito.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Essa, a questão da confirmação laboratorial e essa mudança que o Ministério da Saúde fez, nós consideramos como positiva, porque muitas vezes o diagnóstico pode ser confirmado pela avaliação clínica, pelo contato que teve com o paciente confirmado, pela imagem radiológica, e pode muitas vezes o exame não ter dado positivo. É muito comum toda a situação clínica apontar para um caso de Covid, faz a coleta e dá negativo. Faz uma segunda coleta, e dá negativo. A coleta desse exame, e a tecnologia relacionada a esse exame, é muito complexa, e nem sempre, se for coletado de uma forma inadequada, que não vai colocar o swab exatamente no local que tem que ser colocado pra fazer a pesquisa, a busca da secreção, para identificação do vírus, ele pode dar negativo numa situação em que, clinicamente, tudo leva a crer que esse paciente tem Covid. Então, nós achamos que é adequada a posição e a decisão do Ministério da Saúde, é acertada, de que os casos com essas considerações, com essas indicações que foram apontadas na Resolução do Ministério da Saúde, tenham a confirmação, independente do teste RT-PCR ter dado positivo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: A gente lembrar exatamente que essas considerações, elas estão voltadas especialmente, Fábio, para a questão daqueles pacientes com quadros clínicos bem determinados e, ao mesmo tempo, com a questão radiológica associada, ou seja, com componentes de comprometimento respiratório e associação com componente radiológico. Então, são aquelas que procuram as unidades de saúde. Quando a gente reforça a questão da testagem, a gente quer pegar essas pessoas de uma forma muito mais precoce. É claro que a gente quer fazer a testagem desses indivíduos para consolidar o diagnóstico, identificando a presença do vírus. Mas, como o professor Gabardo explicou, nem sempre isso é possível. Por outro lado, nós estamos pegando ainda aquela p onta lá atrás, daqueles sintomáticos leves, que são aquelas pessoas que têm uma dorzinha de garganta, um nariz entupido, e que muitas vezes não têm aqueles quadros clínicos tão exuberantes. São eles que nós queremos implementar testagem, para diagnosticá-los de uma forma muito mais precoce para nem permitir que eles tenham a necessidade de terem que ser admitidos, mesmo que num pronto-atendimento. Então, a testagem, ela vai ser importante para saber a questão da epidemia, da pandemia no nosso estado, para guiar e triar estratégias de acolhimento dessas pessoas, bem como dos contactantes. Por isso, essa medida que foi traçada agora, na quarta-feira, em que nós conseguiremos fazer uma varredura, identificação não só de quem é doente, mas ao mesmo tempo a varredura de todos aqueles no seu entorno, através desse programa d e monitoramento, que será feito de forma informatizada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean. Prefeito Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE SÃO PAULO: Olha, perdão, Fábio, mas acho que não cabe numa coletiva que trata de uma pandemia sanitária, de uma crise global, a gente tratar das eleições. População que está em casa está preocupada se tem remédio no posto de saúde, se tem vaga em UTI, no comportamento da taxa de número de casos, de internações, de número de óbitos. A convenção do PSDB está marcada para o dia 12 de setembro. A partir desta data eu falo como candidato a prefeito. Muito obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito. Obrigado a todos os jornalistas, agradecer aqui à equipe que participou dessa coletiva, mais uma vez desejar pronto-restabelecimento ao nosso governador, e também um bom final de semana a todos, até segunda-feira. Muito obrigado.