Coletiva - SP ultrapassa a marca de 36 milhões de doses entregues para o Brasil 20213103

De Infogov São Paulo
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Coletiva - SP ultrapassa a marca de 36 milhões de doses entregues para o Brasil 20213103

Local: Capital – Data: Março 31/03/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Hoje do governo do estado de São Paulo e Instituto Butantã tem a honra de entregar mais 3,400 milhões de doses da vacina do Butantã para todo o Brasil. Os caminhões que estão aqui atrás vão levar daqui a pouco para o depósito do Ministério da Saúde mais 3,400 milhões de doses da vacina do Butantã, para o Brasil de mais 3,400 milhões de brasileiros. Com isso, o Instituto Butantã confirma a entrega feita para o Ministério da Saúde de 36,200 milhões de doses da vacina do Butantã. Continuamos vacinando nove em cada dez brasileiros, nove em cada dez brasileiros que estão recebendo a vacina no Brasil, está recebendo a vacina do Butantã. Repito, 36,200 milhões de doses da vacina que salva vidas, da vacina do Butantã, de São Paulo para o Brasil. Até o final do mês de abril vamos entregar 46 milhões de doses da vacina do Butantã, e até 30 de agosto, 100 milhões de doses dessa vacina que está salvando milhões de brasileiros em todo o Brasil. Queria agradecer a presença do Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã, aqui ao meu lado, também do Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, ambos também estarão à disposição para as perguntas. Nós já temos aqui as perguntas dos veículos de comunicação, que estão programados para as suas intervenções, e nós vamos começar com você, Bruna Barbosa, Rádio e TV Bandeirantes, mais uma vez, bom dia, Bruna.

BRUNA BARBOSA, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, a todos. 120 cidades aqui de São Paulo estão correndo risco de ficar sem oxigênio, um anúncio feito pelas próprias prefeituras. No dia 22 de março o governo anunciou uma parceria com a Ambev para criação da usina em Ribeirão Preto, dizendo que havia um prazo de dez dias para que ela fosse entregue, prazo que vence amanhã. Então eu queria saber se essa usina será entregue ainda nessa semana? Amanhã? E se o governo tem como garantir que nenhuma dessas cidades vai ficar sem oxigênio nos próximos dias? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bruna, Jean Gorinchteyn, nosso secretário da Saúde, vai responder a sua pergunta. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: A preocupação do governo de São Paulo é que não haja desabastecimento de oxigênio em nenhuma cidade. A gente sabe que a responsabilidade seria dos municípios, mas o governador João Doria entendendo que por uma questão até humanitária de responsabilidade maior, deveria estar ajudando. E foi exatamente isso que foi criado uma força tarefa, há dez dias, para que dessa maneira nós não só apenas tivéssemos o oxigênio disponível, para essas pequenas cidades que tem essa deficiência de capital cilindro, mas ajudá-los em uma questão logística, de pegar aqueles cilindros, de encher e voltar a devolver no mesmo período, no período ainda daquelas primeiras 12 ou 24 horas. E assim é que nós fizemos ao longo dos dias, e temos abastecendo todos os municípios independente da usina, fazendo então com que nós estejamos dando o aporte e a sustentação à vida. É isso que tem sido feito pelo estado de São Paulo, para todos os municípios que assim precisa.

BRUNA BARBOSA, REPÓRTER: Mas na usina sai amanhã?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Muito possivelmente, se não sair amanhã, sai nas próximas 48 horas. Mas o que eu quero frisar é que não está sendo ela o fator que dá assistência e acolhimento aos municípios.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruna. Ainda nesse tema relativo ao oxigênio, hoje às 12h45min, nós vamos ter um anúncio importante sobre esse tema, queria convidar vocês para acompanhar a coletiva de imprensa. Oxigênio não faltará em São Paulo, não falta e não faltará, temos usina e temos abastecimento, o que nós precisamos de cilindros, para que esses cilindros possam chegar até a ponta nas pequenas UBSs, nas pequenas unidades de saúde. A questão é o invólucro, ou seja, o cilindro para o oxigênio, produção de oxigênio nós temos, e essa nova usina de oxigênio que será inaugurada em Ribeirão Preto, com o patrocínio da Ambev, nos dá um suprimento adicional também, com bastante segurança. O que nós temos como desafio é colocar o oxigênio nos cilindros, e que os cilindros possam chegar até essas pequenas unidades de saúde, capilarizadas pelo estado de São Paulo. E nesse sentido hoje, às 12h45min, nós teremos um anúncio exatamente sobre cilindros de oxigênio aqui para o estado de São Paulo. Vamos agora ao Gabriel Prado, da TV Globo, Globo News. Gabriel, mais uma vez, bom dia. Sua pergunta, por favor.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, a todos. Duas perguntas rápidas. A primeira, como é que está a fila do Cross? Há uma tendência de aumentar, estabilizar ou cair para os próximos dias? E a outra pergunta, como é que está a negociação com o Ministério da Saúde com relação ao kit intubação? O ministério entregou 25% do que havia prometido. Ele promete para vocês entregar mais? Já tem a negociação para mais entregas ou está estabilizado?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: É, vamos também com o Jean Gorinchteyn. Eu queria até, a propósito, Gabriel, não obstante, os gestos de boa vontade, e os primeiros dias com discurso acertado do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o seu ministério ainda não está dentro do padrão desejado de apoio aos governos estaduais. O ministro tem demonstrado boa vontade, e eu reconheço, tem demonstrado também um discurso assertivo em relação ao uso de máscara, distanciamento social, e as medidas necessárias. Mas agora é preciso que o seu ministério corresponda ao discurso do ministro, o ministério precisa agir exatamente como promete o seu novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: O Cross tem uma média de solicitações de 1.500 mil pedidos de regulação, seja para UTIs, para enfermarias e para exames. Nós tivemos um aumento de 117% nessas solicitações ao longo de toda pandemia, e principalmente nas últimas semanas, especialmente nas últimas quatro semanas. Mas nos últimos três dias comparado aquilo que nós víamos nos três dias da semana anterior, nós tivemos uma queda de 4% dessas solicitações, especialmente para as Unidades de Terapia Intensiva. E isso também está intimamente relacionado ao impacto do número de internados. Portanto, nós tínhamos no início da semana 12.945 mil pacientes, hoje temos 12.976 mil. Quer dizer, 30 pacientes a mais do que nós tínhamos há três dias. Mostrando uma desaceleração nas solicitações de internação, principalmente em UTI. E isso é sinal tanto do faseamento vermelho, e já começa a esboçar níveis muito interessantes da fase mais restrita, que é a fase emergencial. Com relação aos kits de intubação, o que tem sido feito com tratativa com o ministério, é que haveria uma compra internacional especialmente feita pela OPAS. E isso ainda não está finalizado, ontem nós tivemos uma reunião com os secretários, com o próprio ministério. Ainda não existe uma solução de compra internacional, mas São Paulo não está aguardando isso para continuar. Nós estamos fazendo compras emergenciais, recebemos mais medicamentos, o que nos garante um aporte para os nossos hospitais da direta por mais sete dias. Mas nós também estamos acolhendo as necessidades dos municípios, fazendo então com que cada distrito de saúde, os DERs, consigam identificar quem são os municípios que estão no seu limite de uso, e aportando no mesmo dia essas medicações para que nós não tenhamos nenhum desabastecimento. Essa é a responsabilidade do governo do estado de São Paulo, com cada um dos municípios para preservar a vida.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Obrigado, Gabriel. Vamos agora com você, Maria Manso. Bom dia.

MARIA MANSO, REPORER: Bom dia. João, você como governador de São Paulo, e como filho de um exilado político, pela ditadura, como é que você viu ontem a carta enviada pelo novo ministro Braga Neto, dizendo que a população deveria comemorar o golpe de 64, você acha que o Governo Federal está flertando com o novo golpe militar?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Maria, em situação normal eu não comentaria isso, sobretudo, aqui onde nós estamos, no Instituto Butantã. Mas eu não posso me furtar a comentar como filho de um deputado cassado pelo golpe militar de 64, que viveu dez anos no exílio. Eu vivi dois anos da minha vida com minha mãe e meu irmão no exílio, com meu pai. Considero uma afronta a carta do novo ministro da Defesa, Braga Neto, propondo a celebração de um golpe militar, que vitimou milhares de brasileiros, não só da política, da cultura, da sociedade civil, jornalistas, pessoas que perderam suas vidas, pessoas que foram seviciadas, que foram maltratadas, e que foram altamente prejudicadas pela ditadura militar, e muitos que perderam sua vida aqui no Brasil. Portanto, nós não temos nada a comemorar para o golpe de 64, nós temos é que chorar os mortos e os que foram seviciados por essa ditadura militar aqui no Brasil. É muito triste, depois de tantos anos termos manifestação dessa natureza, o Brasil não tem nada a comemorar do golpe de 64, nós temos é que chorar o golpe de 64, e trabalhar na resistência democrática, para que o estado de direito não seja vilipendiado, e não seja agredido com manifestações dessa natureza, e outras que possam flertar com a ditadura e com autoritarismo. Eu como governador de São Paulo, estarei na trincheira ao lado dos brasileiros que querem a democracia e a liberdade. Everton Batista, da Folha. Bom dia, mais uma vez.

EVERTON BATISTA, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, secretário. Doutor Dimas. A minha pergunta é sobre a Butanvac. Se o doutor Dimas puder, detalhar como serão os testes clínicos. Acho que não ficou tão claro quem vai ser o público-alvo, agora que você já tem idosos e profissionais de saúde já vacinados. Quanto tempo isso pode durar. As outras vacinas a gente mediu contra placebo. Como que vai ser com a Butanvac, agora que você já tem outras vacinas aprovadas? É isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Everton.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Bem, Everton, o fato de você já ter vacinas aprovadas em uso, muda um pouco a sistemática de testes clínicos para qualquer nova vacina. Então o procedimento hoje é comparativo, quer dizer, você faz o comparativo em relação à respostas imunológica. Quer dizer, como já é conhecido, nós já temos já um grande histórico, e aqui inclusive com a Coronavac, é possível você fazer em um teste clínico mais curto, mais rápido, comparando a resposta imunológica. Então não tem todas àquelas fases habituais, com 15 mil, 20 mil, 30 mil voluntários. E será feito, obviamente, com os grupos não incluídos no PNI, quer dizer, nós vamos trabalhar, e aí existe ainda um grande contingente de pessoas que não estão sendo abrangidas pelo atual PNI, e esse é o público-alvo, no primeiro momento adultos. E na sequência, os jovens, as grávidas, e assim por diante. Em um primeiro momento os estudos de segurança e de indução de produção de resposta imunológica. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Everton, obrigado. Queria desejar um bom dia, para vocês. Os que puderem estar na coletiva de imprensa daqui a pouquinho no Palácio dos Bandeirantes, eu estarei com vocês. Muito obrigado, bom dia. Se protejam. Obrigado.