Coletiva - SP usa teleconsultoria para levar protocolo do HC a hospitais com casos de coronavírus 20203103

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SP usa teleconsultoria para levar protocolo do HC a hospitais com casos de coronavírus

Local: Capital - Data: Abril 31/03/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia. Muito obrigado a todos pela presença, aos jornalistas, aos cinegrafistas, fotógrafos, nosso agradecimento ao Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, José Henrique Germann, secretário da saúde do Estado de São Paulo, e membro do centro de contingência do Covid-19, hoje com a presença também de João Octaviano, secretário de transportes e logística do Estado de São Paulo, aqui ao nosso lado , e Helena Sato é a nossa coordenadora do centro de contingência do Covid-19, enquanto o Dr. David Uip está se recuperando em casa, está se recuperando bem, eu tenho falado com ele todos os dias, ele está em quarentena, se recuperando, em breve ele estará aqui conosco, participando das nossas coletivas, e a Dra. Helena Sato continua sendo a grande colaboradora que é do nosso centro de contingência, nesse momento assumindo seu comando. Queria, antes do início das informações que temos, no âmbito do estado e também do município, algumas informações e algumas recomendações, primeiro, em meu nome e no do Bruno Covas, transmitir a nossa solidariedade a família das vítimas do coronavírus, infelizmente perdemos muitas vidas ao longo dessas últimas semanas, o número atualizado será dado pelo secretário José Henrique Germann, mas Bruno e eu, e nossas famílias transmitimos nossa solidariedade aos que perderam seus parentes, amigos, ao longo destas semanas. E reforçar o nosso apoio às redes de assistência pública e privada, tanto do município de São Paulo, como do Estado de São Paulo, e ao falar Estado de São Paulo, falo também dos hospitais municipais e dos hospitais privados, essas pessoas, médicos, enfermeiros, paramédicos, têm ajudado a salvar vidas, muito obrigado a todos vocês, que diuturnamente estão se esforçando, estão trabalhando para salvar vidas, obrigado, portanto, em nosso nome, por contribuírem na preservação de vidas em São Paulo. No plano da economia a orientação e a sugestão pra aqueles que possuem micro, pequenos negócios, se possível mantenham seus negócios ativos, invistam nas plataformas digitais, invistam no comércio e serviços com a utilização do mundo digital. Eu tenho observado alguns casos específicos de pequenas empresas e até microempresas, que ao invés de reclamarem, ao invés de ficarem aguardando o final da crise, enfrentam a crise e buscam, de forma criativa, alternativas para superarem a crise, o mundo digital, onde muitos estavam engatinhando, agora é hora de acelerar, e a busca do mundo digital pode ajudar a salvar empresas, empregos e também ajudar a salvar vidas. Portanto, utilize as plataformas digitais, invista nisso, busque outros exemplos, procure as plataformas do Sebrae, o Sebrae São Paulo, Sebrae nacional, estão preparados, o Sebrae é uma instituição operosa, competente, está oferecendo informações gratuitas de assessoramento para aqueles que querem enfrentar a crise, ao invés de apenas espera r que a crise passe. Quero também sugerir aos bons hábitos que as pessoas que estão em casa, e a nossa recomendação, volto a dizer aqui, em meu nome e no do Bruno Covas, é fiquem em casa, estejam ao lado dos seus familiares, fiquem em casa até o final desta crise, procurem ficar em casa, e estabeleçam novos princípios e novos hábitos nas suas casas, do convívio com seus familiares, com seus filhos, eu já ouvi depoimentos de pessoas, Bruno, que me disseram que começaram a jogar cartas com seus filhos e a participar de jogos com os filhos, coisas que não faziam há anos. Outros a lerem livros pros seus filhos, outros a dialogarem com seus filhos, que não seja pelo WhatsApp, são novos hábitos, e esses hábitos ajudam você a compreender a dimensão desta crise e a ultrapassa-la com o espírito mais elevado, isso gera, Bruno, mais fr aternidade também na relação entre as pessoas e, sobretudo, entre os familiares, mude os seus hábitos, portanto, compre pelas plataformas digitais livros, comece a ler, compartilhe a literatura com seus filhos, com a sua esposa, com seu marido, com seu avô, com a sua avó, além de utilizar os canais de televisão, de entretenimento, de informação, de orientação, como já tem sido feito. Aliás, hoje fizemos uma reunião excepcional com as principais empresas produtoras de conteúdo streaming aqui no Brasil, participaram de uma teleconferência conosco durante uma hora e meia, sob liderança do secretário Sérgio, o secretário de cultura e economia criativa, juntamente com a Patricia Helen, secretária do desenvolvimento econômico, fiquei muito feliz e quero agradecer a todas as empresas de conteúdo, inclusive as emissoras de televisão que estão aqui, preocupadas em orientar através da informação, informação jornalística séria e bem feita, assim como na orientação específica pra que as pessoas fiquem em casa, enquanto perdurar essa crise, e o entretenimento também, para crianças, jovens e adultos, mais do que nunca a televisão e outras formas de streaming em tela se tornaram ainda mais importantes nesse período da crise do coronavírus. Por último, nessas considerações iniciais, volto a repetir o que disse ontem, você que é médio e grande empresário, empresário ou empresária, por favor, não demita, agora é hora de solidariedade, a crise vai passar, essa crise tem prazo determinado, diferentemente de uma guerra, onde temos o início, Bruno Covas, mas não sabemos quando vai terminar, esta &ea cute; uma guerra que tem prazo determinado, ela vai terminar, você vai precisar do seu funcionário, do mais modesto na contribuição a sua empresa, ao mais qualificado, ele saberá reconhecer o valor do seu gesto, da sua atitude em mantê-lo no seu emprego, mantê-lo ao seu lado, ainda que remotamente. Esta força, essa lealdade, essa capacidade, essa inteligência deste profissional, este amor que ele já tem pela sua empresa e terá ainda mais se perceber em você um gesto solidário, isso ajudará você a recuperar a sua empresa após a crise. Portanto, se você é empresário ou empresária, de médias e grandes empresas, pense nisso, reflita e saiba reconhecer o valor dos profissionais que podem ajuda-lo a superar a crise e, principalmente, acelerar o seu negócio depois da crise. Os informes de hoje, terça-feira, 31 de março. O G overno do Estado de São Paulo anuncia, neste momento, o repasse de 100 milhões de reais para 300 santas casas do Estado de São Paulo, para auxiliar também hospitais municipais, hospitais que são controlados pelos municípios, por 120 dias, até 31 de julho. Este recurso será repassado todos os meses, ao longo destes meses, abril, maio, junho e julho, totalizando, repito, 100 milhões de reais. Portanto, o valor mensal é de 25 milhões de reais, para que hospitais municipais e santas casas possam ter um reforço no custeio para atendimento aos seus pacientes. Objetivo é que esses hospitais aumentem a sua capacidade de atendimento, os hospitais municipais, os 126 hospitais municipais, e desafoguem os hospitais, sobretudo no atendimento de média e alta complexidade, pra que possam receber doentes e infectados com o coronavírus. O secretário da saúde, José Hen rique Germann, poderá dar mais detalhes a vocês. E a plano é ampliar em até 30% a capacidade dos leitos nos hospitais de média e grande complexidade, Bruno, para permitir que o sistema possa funcionar melhor. Portanto, um investimento do Governo do Estado de São Paulo no valor de 100 milhões de reais. O segundo anúncio, São Paulo unifica o protocolo de atendimento em mais de 100 hospitais, através da teleconsulta, também o Dr. José Henrique Germann, secretário da saúde, o Dr. Carlos Carvalho, que integra o nosso centro de contingência do Covid-19 e é um pneumologista dos mais reconhecidos do país e atua no Hospital das Clínicas, em São Paulo, poderá também dar mais detalhes a vocês. Esse é um projeto pioneiro, de teleconsulta, desenvolvido pelo Incor, Incor é uma referência nacional e internacional, pertenc e e está integrado ao complexo do Hospital das Clínicas em São Paulo, que é o maior complexo hospitalar da América Latina, e esse sistema já está a disposição e começa a ser aplicado a partir de amanhã, com protocolo de tratamento de pacientes com coronavírus em toda rede em mais de cem hospitais públicos da Secretaria de Saúde. Através desse sistema de teleconsulta especialistas do Hospital de Clínicas, em parceria com uma equipe de pneumologia do Encor, sob o comando do doutor Carlos Carvalho, está aqui conosco, pode levantar o braço, os jornalistas poderão depois entrevistá-lo se desejarem. Obrigado ao doutor Carlos também, e à toda sua equipe, pelo trabalho de altíssima eficiência, e de rapidez também com que colocaram à disposição esse sistema de teleconsulta, isso vai permitir a discussão de casos em tempo real, com médicos de outros hospitais da rede, e a agilização de procedimentos. A agilidade na defesa da vida pode, muitas vezes, significar a diferença entre viver e não viver. Uma equipe estará em conexão por videoconferência com outros médicos dos hospitais da rede pública, podendo também circunstancialmente atender médicos de hospitais da rede privada, se assim for necessário. Eles vão analisar os casos mais complexos, discutindo, sugerindo alternativas de forma rápida e eficiente. Doutor Germann dará mais detalhes a vocês, e repito, o doutor Carlos Carvalho também poderá ser questionado nesse sentido. Terceiro informe, e com este nós encerramos as informações de hoje, antes de ouvir o Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo. A nossa Artesp, a Agência de Transportes do estado de São Paulo, e a Secretaria de Transporte e Logística, razão pela qual o João está aqui, o João Octaviano, nosso secretário de Transportes está aqui ao nosso lado, nós autorizamos as concessionárias a distribuírem 140 mil kits de alimentos para os motoristas de caminhão nas rodovias do estado de São Paulo. Todas as rodovias concessionadas do estado de São Paulo estarão distribuindo kits de alimentação. Nós teremos marmitex, com a alimentação completa, e kit de lanches para os caminhoneiros em 43 pontos, de 19 rodovias concessionadas no estado de São Paulo. São Paulo tem 19, das 20 melhores rodovias do estado, essas rodovias são todas concessionadas, fruto do trabalho realizado pela Artesp, pelo secretário João Octaviano, e graças à solidariedade também destas empresas con cessionárias, nós conseguimos a distribuição deste kit de lanches e alimentação, exclusivamente para caminhoneiros até 30 de julho em todo o estado de São Paulo. No total, serão 140 mil kits de alimentos fornecidos nessas rodovias concessionadas, os locais de distribuição serão e poderão variar de acordo com cada concessionária, postos de pedágio, postos de pesagem, e também postos de combustível. Nós temos um acesso pelo site, que é www.abastecimentoseguro.sp.gov.br, para que caminhoneiros possam consultar de acordo com a rodovia que estiverem utilizando, ou que forem utilizar. Volto a repetir, www.abastecimentoseguro.sp.gov.br. Esta é uma iniciativa em respeito aos caminhoneiros, em respeito aqueles que estão ajudando a manter o abastecimento, a manter viva a atividade de abastecimento, de alimentos, de medicamentos e outros pro dutos para a população do estado de São Paulo, e a população de outros estados também, considerando que São Paulo representa quase 40% da economia do país. Eu passo a palavra agora ao prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Nesse momento que a cidade de São Paulo, estado de São Paulo e o Brasil passam, é um momento de uma grande crise. Em momento de crise é preciso elencar prioridades, e a minha prioridade, a prioridade da Prefeitura de São Paulo, e tenho certeza, a prioridade do governo do estado de São Paulo, é com os mais vulneráveis. Por conta da pandemia do Coronavírus, seguindo recomendação da vigilância sanitária, as 25 cooperativas que trabalham aqui na cidade de São Paulo com a reciclagem tiveram que suspender as suas atividades. E é por isso que hoje a gente anuncia um recurso de R$ 5,700 milhões para poder destinar esse re curso à essas famílias de catadores na cidade de São Paulo. São 1.400 catadores autônomos, que por serem autônomos vão receber a ajuda de R$ 600 do Governo Federal, e nós vamos dobrar essa ajuda, vamos passar mais R$ 600 e eles vão receber um total de R$ 1.200 pelos próximos três meses. E nós temos também 900 famílias de cooperados, por serem cooperados não vão receber os R$ 600 do Governo Federal, para essas 900 famílias a prefeitura vai repassar R$ 1.200 por mês. Então são ao total 2.300 famílias, que pelos próximos três meses vão receber, quem for autônomo, mais R$ 600, complementando o recurso do Governo Federal, indo para R$ 1.200, e quem for cooperado recebe R$ 1.200, totalizando um investimento da prefeitura de R$ 5,700 milhões. Nesse momento em que a prefeitura, e o governo do estado est&atilde ;o preocupados com a circulação de pessoas para evitar que a crise se espalhe ainda mais, é preciso também minimizar o sofrimento, e cada vida poupada é um investimento importante a ser feito. Eu queria também deixar claro que a coleta seletiva feita porta a porta continua na cidade de São Paulo, porque as centrais de triagem mecanizada vão continuar a fazer esta separação desse material. São apenas as 25 cooperativas em que trabalhavam esses cooperados, esses catadores cooperados que deixam de funcionar por orientação da vigilância sanitária. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Vamos agora às informações atualizadas da área de saúde, com os números que foram compartilhados com o Ministério da Saúde, vamos ao secretário José Henrique Germann, e podendo ter a intervenção também, se desejar, da doutora Helena Sato. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde. Nós temos como casos confirmados no Brasil, naquela estatística que é de ontem para hoje, um total de 4.579 casos. Em São Paulo são 1.517 casos. O número de óbitos que nós tivemos até agora para o Brasil, 159, e para o estado de São Paulo, 113 óbitos. Os pacientes graves internados em terapia intensiva somam 231, em complementação a esse censo os pacientes confirmados em enfermaria são 281. Ontem eram 258. A dona Helena quer fazer algum comentário?

HELENA SATO, COORDENADORA DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, a todos. Eu queria só complementar o que o doutor já foi colocado, eu queria mais uma vez reforçar, nós estamos aqui vindo falar desde... Estamos nessa luta todos nós aqui há mais de três semanas, quatro semanas, e eu quero só reforçar, mais uma vez. Porque a gente escuta, temos os nossos amigos, as nossas famílias, os nossos vizinhos, e de novo, eles colocam para nós: "Mas basta apenas ficar em casa?". Outra questão que a gente tem observado, a gente tem observado também pelo nosso Whatsapp pessoas falando: "Tenho visto que as pessoas estão saindo mais de casa". "Tenho visto que aquela fala de ficar em casa está esmorecendo". Né? A gente não pensa assim: "Gente, nós estamos há três semanas, o que eu vou fazer com meus filhos? O que eu vou fazer...?". Estou falando aqui defendendo a nossa parte de mãe e de mulher, não é? Que está lá em casa. Mas eu tenho certeza que a gente compartilha dessa mesma ideia. Então por mais que a gente tenha que falar todo dia a importância de ficar em casa, quero mais uma vez ressaltar, a literatura internacional, estamos vendo casos chegando nos Estados Unidos, certo? Infelizmente tivemos países que não tomaram essa atitude de batalhar dia a dia, falando olho no olho, que o importante é ficar em casa, nós temos que continuar falando essa frase. E mais uma vez a gente quer contar sempre com vocês da comunicação que vos colocam isso. Por mais que a gente fale uma coisa simples, que é ficar em casa, essa coisa simples é que vai nos ajudar a segurar o crescimento desses dados. E mais uma vez, só terminando, só pra reforçar. Lembra aquelas contas que a gente fala, o R0? Quem é o R0? Para cada pessoa infectada do sarampo, uma pessoa infectada transmite pra 18, certo? Só que a gente tem vacina. Em relação ao coronavírus, uma pessoa infectada pelo corona poderá transmitir para outras três, só que ela não para nas três. Cada uma dessas três poderá transmitir, se a gente não ficar dentro de casa e fazer todos esses cuidados, cada uma dessas três vai transmitir para outras três. Então era isso só que eu queria colocar e reforçar, o que nós temos hoje é ficarmos em casa. Temos aí uma série de leitos, uma s&eacu te;rie de medidas que estão sendo tomadas, mas nós queremos trabalhar antes, que é a prevenção.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Helena Santos. Vamos agora às perguntas, nós temos oito veículos de comunicação entre os que estão aqui presentes no Palácio dos Bandeirantes, estamos realizando essa coletiva. E três jornalistas que estão remotamente. Vamos começar, aliás, mais uma vez com Willian Cury da Globo News e TV Globo. Eu acho que você chega aqui no Palácio dos Bandeirantes às 10h da manhã, que você é sempre o primeiro da lista aqui. Deve estar dormindo aqui no Palácio dos Bandeirantes. Brincadeiras à parte. Willian, boa tarde! A sua pergunta, por favor.

WILLIAN CURY, TV GLOBO: Boa tarde! Eu queria saber com relação ao EPI, que é o equipamento de proteção, que nos hospitais particulares está em falta. Eu queria saber como que está na rede pública. E temos observado um aumento muito alto no preço que eles custam para as instituições, e aí até inviabilizam as compras pelas instituições particulares. Eu queria saber o que tem sobre isso, se o estado pretende agir como fez no caso do álcool gel, né, de padronizar o preço pelo menos para o consumidor. Tem alguma coisa sobre isso? E na rede pública também está faltando? Obrigado.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Willian, Cury, eu vou dividir a resposta com o Dr. José Henrique, secretário da saúde. Nós estamos atentos sim, orientei, inclusive, o Dr. Fernando Capez, que é o diretor geral do Procon, da mesma maneira que fizemos no álcool gel para ter uma ação mais efetiva em relação aos fabricantes dos produtos chamados EPI (Equipamentos de proteção individual). Normalmente eles não são vendidos nas farmácias, com exceção das máscaras, os demais produtos são vendidos diretamente pelos fabricantes, não considero de forma alguma uma atitude correta, dada a demanda crescer, que empresários gananci osos, não estou generalizando, mas alguns, infelizmente, estão fazendo essa péssima prática, eu diria até uma prática desumana de aumentarem o preço dos seus produtos dado o fato de que a demanda cresceu não só no Brasil, como mundialmente. Este é um problema que afeta todo o mundo. A falta de equipamentos de EPI, acontece no Estados Unidos, na França, na Itália, na Espanha, em todos os países que ainda vivem o drama e a crise do coronavírus. Nós estamos buscando também aquisição fora do Brasil para permitir o rápido atendimento, sobretudo de máscaras e aventais, as máscaras, os dois tipos de máscaras em tecido, para o atendimento à rede de saúde pública. Sei também que hospitais, grandes hospitais privados de São Paulo também estão fazendo aquisições internacio nais, além de doações. Eu pessoalmente solicitei ao embaixador da China no Brasil, com base em Brasília, que pudesse disponibilizar máscaras para o Sistema Público de Saúde em São Paulo. A China produziu milhões de máscaras durante o período da crise que infelizmente viveu e fatalizou também milhares de... Centenas de chineses, e hoje eles têm uma disponibilidade adicional. E pedi a ele que pudesse disponibilizar 500 mil máscaras para São Paulo, e que pudesse atender também atender também outros estados brasileiros. E quando eu falo São Paulo, aqui é o epicentro da crise do coronavírus. Vocês acabam de ouvir do secretário da saúde que dos 4.579 infectados no Brasil, 1.517 estão em São Paulo. Dos óbitos, 159 pessoas perderam sua vida no Brasil, das quais 113 aqui em São Paulo. Então eu quero deixar claro também que isto não é volúpia, não é o desejo de privilegiar São Paulo, é o desejo de preservar vidas. São Paulo é o epicentro do coronavírus, e é natural que tenha que ser contemplado com maior volume de equipamentos de proteção individual, assim como de respiradores e medicamentos para atender as pessoas infectadas. Eu divido agora essa mesma resposta ao jornalista Willian Cury com o secretário José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE SO ESTADO DE SÃO PAULO: Os nossos estoques hoje estão completos. Nós fizemos durante a semana uma compra bastante significativa, e recebemos também do Ministério da Saúde um pouco mais de EPIs. Então no dia de hoje nós estamos com esses estoques em dia. Obviamente que rapidamente isso vai diminuir, porque a demanda é muito alta, já é muito alta e com isso consome-se EPI de uma forma bastante acelerada. Então nesse sentido nós estamos já comprando de novo, já estamos nos organizando para a compra feita na China, que tinha fechado o mercado para o mundo, e agora começa a abrir gradativamente. E pelo relacionamento que temos através até de um escritório do governo de São Paulo na China, nos facilita na questão dessas negociações. Então tanto respiradores quanto máscaras e outros EPIs, nós estaremos comprando também do exterior.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Willian, para complementar... Obrigado, Dr. Germann. O nosso escritório em Shangai está operando, é o único escritório de um estado lá na China que está operando desde agosto do ano passado. Temos falado, dia sim e dia não, com o diretor do nosso escritório, que em contato com as autoridades chinesas e também com fabricantes, já conseguiu viabilizar um bom volume de máscaras, de aventais e óculos também para compor os equipamentos de proteção individual e respiradores também. E conseguimos uma doação expressiva, eu ontem anunciei isso aqui a vocês, de R$ 198 milhões de empresas privad as, majoritariamente destinadas a aquisição de respiradores, monitores, EPIs (Equipamentos de proteção individual), medicamentos e também alimentos para comunidades. Alimentos, kits de higiene pessoal, kits de higiene feminina, kits de higiene infantil, para doação, sobretudo nas comunidades da região metropolitana de São Paulo, e aqui na capital também, ação que estamos fazendo em conjunto com a prefeitura da capital. A próxima pergunta, ela é virtual. E na sequência voltaremos aqui com Maria Manso da TV Cultura. Neste momento a pergunta do jornalista Marcos Andrade, da Rádio Bandeirantes de Campinas, e a pergunta será lida pela jornalista Flávia Soares. Flávia.

FLÁVIA SOARES: Aqui na cidade de Campinas, mesmo com a quarentena, é possível ver um aumento gradual da movimentação nas ruas. O senhor pensa em tomar medidas mais enérgicas como são empregadas em outros países para garantir o isolamento social e achatar ainda mais a curva do crescimento do coronavírus?

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Marcos Andrade, da Rádio Bandeirantes de Campinas. Quero destacar que o prefeito da cidade de Campinas, Jonas Donizete, tem feito um trabalho especialmente correto, é muito sintonizado. Aliás, absolutamente sintonizado com as orientações do governo do estado de São Paulo e também do Ministério da Saúde. Mas se necessário as nossas orientações poderão ser ainda mais rigorosas, se as pessoas não respeitarem a vida. Pessoas que estão saindo desnecessariamente das suas casas, estão se expondo suas vidas e vidas de outras pessoas. Como disse a Dra. Helena Sato, uma questão de responsabilidade individual. Cada um tem que defender e proteger a sua vida, vida dos seus filhos, a vida dos seus pais, a vida dos seus parentes e também ser solidários com seus vizinhos e amigos. Não é hora de sair de casa, se você não tiver necessidade absoluta de fazer isso. Portanto havendo necessidade, Marcos Andrade, nós estaremos monitorando e defendendo vida. E a nossa orientação é: Não saia de casa, fique em casa. Próxima pergunta vem agora da Maria Manso, da TV Cultura. Maria, boa tarde! Sua pergunta, por favor.

DOUTORA MARIA MANSO: Boa tarde a todos! A gente sabe que famílias que tem filhos que estavam estudando estão recebendo uma cesta básica para compensar a falta da merenda, agora também os catadores vão receber, vai ter o corona voucher, mas muitos brasileiros e também estrangeiros que vieram pra São Paulo da Venezuela, da Tailândia, de vários lugares da Nigéria, eles não têm o CPF dentro de nenhum sistema, nem da Prefeitura, nem do Estado e nem do Governo Federal. Como alcançar essas pessoas pra entregar uma cesta básica?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou pedir ao Bruno Covas que responda. Esse é um tema municipal, embora o Estado possa apoiar e vai apoiar como nós temos feito, inclusive com destinação de recursos pra todos os municípios, especialmente a capital de São Paulo, proporcional a sua população, mas é um tema de domínio e de gestão municipal. Então, tomo a liberdade de passar a resposta ao Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Ele pode procurar o Centro de Referência do Imigrante aqui na cidade de São Paulo. A lei municipal estabelece os mesmos direitos a qualquer tipo de imigrante aqui na cidade de São Paulo em relação a qualquer outro membro da população. Então ele tem os mesmos direitos em relação à cesta básica, utilização da rede municipal hospitalar, creche se for o caso. Claro que agora elas estão fechadas, mas a legislação municipal estabelece os mesmos direitos a qualquer tipo de imigrante independente da relação jurídica que ele esteja aqui na cidade de São Paulo do que o restante da população. Ent ão ele pode procurar a Central de Relação do Imigrante.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Maria Manso, obrigado também pela sua pergunta. Aqui nós teremos daqui a pouco a pergunta da jornalista Daniela Salerno, da TV Record. Mas antes disso temos uma pergunta on-line do jornalista Wilson Borges, do jornal Destaque São Paulo que... pergunta que será feita pela jornalista Flávia Soares. Flávia.

FLÁVIA SOARES, REPÓRTER: Um número cada vez maior de estabelecimentos comerciais estão abertos e não respeitam as determinações do Governo do Estado e da Prefeitura. Lojas de presentes, ferragens, materiais de construção, capas de celulares estão abertas em vários bairros. Qual canal pra população denunciar esses comerciantes que não respeitam os decretos do governador e do prefeito?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Wilson Borges, do jornal Destaque São Paulo, vou dividir a resposta com o prefeito Bruno Covas. E, certamente, as palavras do prefeito Bruno Covas podem ser interpretadas também para prefeitas e prefeitos do interior. Nós temos outros 644 municípios no estado de São Paulo. Quero fazer um esclarecimento que lojas de materiais de construção estão autorizadas a fazerem o seu funcionamento com os cuidados devidos, os mesmos cuidados que as lojas de abastecimento de mercados, minimercados, supermercados podem funcionar com os critérios sanitários: proteção aos seus funcionários, álcool gel, proteção aos frequentador es, distanciamento físico de pelo menos dois metros em filas de caixa e um ambiente seguro e ventilado. As lojas de material de construção, portanto, de ferragens também são fundamentais porque as pessoas têm muitas vezes a necessidade de recuperarem ambientes, equipamentos nas suas casas e não é razoável que isso não possa ocorrer pelo fechamento dessas lojas. Desde o início isso já estava autorizado, não só na capital de São Paulo como também em todo o estado de São Paulo. Agora, lojas de presentes evidentemente que não, e outros tipos de comércio que não sejam essenciais. O Governo do Estado de São Paulo tem um site que indica quais tipos de comércio podem funcionar, a Prefeitura de São Paulo possui também. O Bruno Covas pode se referir a isso e ter, sobretudo, muito cuidado, muito zelo e não termos g anância. Empresários gananciosos e que querem de forma impositiva colocar em funcionamento presencial negócios que não podem, eles serão multados pelas Prefeitura Municipais, serão fechados pelas Prefeituras Municipais e poderemos ter medidas ainda mais duras aqueles que forem reincidentes. Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Queria sugerir qualquer tipo de denúncia possa ser encaminhada ao 156 que é o canal de comunicação com a Prefeitura de São Paulo. Os fiscais das 32 subprefeituras já estão orientados a lacrar o comércio que estiver com portas abertas. Lembrando mais uma vez como disse o governador João Doria, o comércio pode, sim, continuar a vender desde que seja on-line, por telefone, por aplicativo, por serviço de delivery. Quer dizer, esse tipo de venda ainda é possível, não há nenhum problema em relação a isso, o que não pode é a porta aberta. Os fiscais estão orientados a lacrar o local que esteja atendendo de porta aberta, avisar, notificar a Polícia Civil pra apurar a prática de crime, então a reincidência à cassação do alvará de funcionamento deste local.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Agora sim, voltamos aqui presencialmente, jornalista Daniela Salerno, da TV Record. Daniela, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, gostaria de poder sinalizar, se possível, para pequenos empreendedores que não conseguem fazer trabalho on-line como o barbeiro da esquina que é um caso real em relação a minha família. Ainda com a expectativa de retomar as atividades na próxima segunda-feira, a gente já pode sinalizar para essas pessoas: não vai dar, é necessário prorrogar a quarentena. E se me permitir, uma pequena dúvida para o prefeito. Esses valores destinados a essas famílias que o senhor comentou agora, ele se refere aos fundos municipais que a gente conversou ontem, prefeito? Por favor. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Vou pedir ao Bruno que comece respondendo a pergunta da jornalista Daniela Salerno, na sequência eu complemento. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Não, nós não ainda estamos utilizando nenhum recurso de fundo municipal, né? Não há nenhuma necessidade no momento de utilização dos recursos desse fundo, esse recurso de R$ 5,7 milhões garante esse auxílio pelos próximos três meses, havendo necessidade nós buscamos outros recursos e, se for caso, dos fundos municipais já autorizados por lei, mas por enquanto nem para esse caso nem pra qualquer outra atividade feita pela Prefeitura nós estamos utilizando os recursos dos fundos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Daniela, o Sebrae tem no seu site informações muito precisas sobre alternativas de funcionamento para vários tipos de serviços: comércio e serviços on-line. Reconheço que no caso de cabelereiros, barbeiros, manicures, pedicures e serviços dessa natureza é sempre muito mais difícil esta atuação. Porém, individualmente isso pode ser feito, não há limitação, não há proibição para que um barbeiro, uma cabelereira, uma manicure possa ir até a casa da sua cliente com a devida proteção, com máscara, com luvas, e tendo também a prote ção feita no próprio ambiente onde ela estará atuando para não comprometer a sua cliente e nem comprometer a sua própria saúde. Essa é uma alternativa circunstancial, evidentemente, enquanto perdurarem as limitações para o funcionamento do comércio e serviços, exceto as áreas que já foram informadas os setores que podem funcionar. Mas nesta área específica, e são milhares de cabelereiras entre as quais eu incluo também manicures, pedicures, barbeiros e diárias afins, poderão fazer o atendimento na residência do seu cliente. Sei que isso não resolve, sei que isso é algo circunstancial, mas é uma alternativa ao funcionamento e ao trabalho ainda que limitado destes profissionais. Vamos agora a uma pergunta não presencial, ela é virtual, da jornalista Silvia Amorim, do jornal O Globo. Sua pergunta, Si lvia, será lida pela Flávia Soares. Flávia.

FLÁVIA SOARES, REPÓRTER: O senhor disse que a nova campanha para conscientizar as pessoas da importância do isolamento social será veiculada até o dia 6 de abril. O secretário de saúde disse ontem que se o isolamento for cumprido pela população até a próxima semana e os casos de Coronavírus se mantiverem no ritmo de crescimento atual a quarentena poderá ser suspensa no dia 7. Queria saber se está sendo estudada a suspensão da quarentena a partir do próximo dia 7. O presidente Bolsonaro promete um decreto para reabertura do comércio.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Silvia Amorim, eu vou pedir com autorização do secretário José Henrique Guermann de responder a sua pergunta integralmente. Nós não fazemos antecipação de anúncios, nós fazemos revisão diariamente das nossas decisões e dos nossos posicionamentos. Por isso temos um comitê de saúde denominado Centro de Contingência Covid-19, são 15 pessoas que atuam cruzando informações do estado de São Paulo, sobretudo, do município de São Paulo. Deste grupo participa o secretário Edson Aparecido. As informações do Ministério da Saúde, da Organizaç&atilde ;o Mundial de Saúde e também as informações que recebemos de um outro grupo coordenado pela Deloitte, a consultoria que está trabalhando para o Governo do Estado de São Paulo, de informações que vêm de outros 56 países. E, portanto, tudo isso é avaliado, é filtrado para permitir decisões acertada. Então, nós estamos no dia 31 de março, não há a hipótese de anteciparmos informações para depois do dia 7 de abril. Até lá é a quarentena, as pessoas deverão respeitar em todo o estado de São Paulo a determinação do Governo do Estado de São Paulo para que fiquem em casa, nas suas cidades ou no campo. Mantenham-se em casa. Oportunamente, isso será feito adiante, e nós vamos avaliar. Neste momento a orientação é, fiquem em casa, volto a repetir, fique m em casa. Essa é a orientação da área de saúde, essa é a orientação do governo do estado de São Paulo, essa é a orientação da prefeitura da capital de São Paulo, e válido para todo o estado de São Paulo. Em relação ao Presidente Jair Bolsonaro prometer um decreto para reabertura do comércio, se vier, o Presidente Jair Bolsonaro a implementar, ou a tomar uma decisão desse tipo, quero informar que o governo do estado de São Paulo tomará medidas judiciais para evitar que isto aconteça. Em São Paulo nós não vamos permitir que nenhum ato irresponsável se sobreponha ao posicionamento sereno, equilibrado e responsável do estado, através do seu governo, e das prefeituras de São Paulo. Vamos agora à penúltima pergunta, que é da Rádio Jovem Pan, ela &eacute ; presencial, da jornalista Beatriz Manfredini. Obrigado pela sua presença, boa tarde, e a sua pergunta, por favor.

BEATRIZ MANFREDINI, REPÓRTER: Obrigada, boa tarde, a todos. Ontem o Governo Federal recebeu uma doação da Vale de 500 mil testes rápidos, que podem ser feitos em 15 minutos, e a distribuição vai ficar por conta do Governo Federal. Eu queria saber se a gente, por ser o epicentro aqui da doença no Brasil, se já tem previsão de quantos vão chegar? Enfim, vai chegar alguma coisa? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Beatriz. Vou pedir ao nosso secretário José Henrique Germann que possa responder à sua pergunta. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós não temos essa previsão, entretanto, nós estamos também particularmente, ou dentro das nossas próprias decisões, indo atrás da aquisição de testes rápidos. E aí neste caso, o que nós estamos procurando e entrando em entendimentos, é o teste rápido do PCR, aquele que hoje é feito normalmente para o diagnóstico da virose. Então é esse teste, que é diferente do teste que vocês têm visto atualmente, que ele diagnostica a presença de anticorpos ao vírus. Nós estamos na procura, e estamos em entendimento para ver se conseguimos compr ar testes rápidos relativos ao PCR, que é o diagnóstico do vírus.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Apenas uma complementação, secretário, Beatriz, o nosso contato, para ficar claro, com o Ministério da Saúde, é constante, é permanente, o ministro tem sido correto, volto a repetir o que tenho dito em todas as nossas coletivas, não só o ministro, como a equipe do Ministério da Saúde também. E ele nos garante a obediência à proporcionalidade, a proporcionalidade neste caso não é nem pela população, que jazeria um critério, São Paulo tem 46 milhões de habitantes, é porque aqui é o epicentro do Coronavírus, e, portanto, majoritariamente EPIs, respiradores, te stes rápidos, outros tipos de testes, tem que ser majoritariamente destinados aonde você tem o epicentro da crise de saúde, e é o que ele nos garante, ainda não recebemos, mas temos confiança de que o ministério saberá obedecer esse critério, que é um critério de saúde, um critério sanitário e absolutamente correto. Eu espero que nos próximos dias tenhamos a entrega destes testes, assim como de máscaras e outros equipamentos de EPIs, e respiradores também. E entendo que a imprensa tem que cumprir o seu papel de nos cobrar, e cobrar do Ministério da Saúde também, que haja um critério que está estabelecido, e que ele seja obedecido, e rapidamente também. Medidas burocratizantes, que dificultem o acesso e a logística, devem ser desconsiderados. Não é hora de fazermos aqui burocracias, nem estabelecer limitações para isso, é hora de agilizar a chegada de equipamentos, testes, medicamentos e respiradores, aonde eles são mais necessários. Vamos agora à última pergunta, da coletiva de hoje, é da jornalista Eduarda Steves, do Portal IG. Eduarda, boa tarde, sua pergunta, por favor.

EDUARDA STEVES, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Boa tarde, governador. Gostaria de saber qual é o plano de comunicação do governo para informar sobre o Coronavírus? Que a gente ainda vê uma grande quantidade de boatos e a falta de informação da população. Queria saber qual seria esse canal? E se vocês estão se reinventando de alguma forma para passar essa informação? Porque, por exemplo, no Reino Unido eles têm utilizado SMS para fazer os anúncios oficiais.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu queria, não sei se todos aqui compreenderam bem, se você me permitir, eu vou pedir para você, pedindo perdão, se você pode repetir a sua pergunta, e falar mais pausadamente, porque eu entendi só parcialmente, e obviamente eu não quero dar uma resposta errada por não ter entendido de forma completa a sua pergunta.

EDUARDA STEVES, REPÓRTER: Eu queria saber qual o plano de comunicação do governo para informar a população sobre o Coronavírus? Qual seria esse canal? E se vocês têm se reinventado de alguma forma para passar essas informações? Porque, por exemplo, no Reino Unido eles têm utilizado SMS para passar os anúncios oficiais.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Eu vou dividir com o doutor Germann, com a doutora Helena, agora está perfeitamente compreendida a sua pergunta. O nosso plano de comunicação começa por aqui, exatamente pelas coletivas de imprensa que temos feito diariamente, dando informações precisas, sensatas, equilibradas, e confiando no trabalho da imprensa do Brasil, que tem sido extraordinariamente correta nesta crise, eu tenho dito, Bruno Covas também, aliás, que a melhor fonte de informação para a população é através dos veículos de imprensa, rádios, emissoras de televisão, todos os canais e plataformas de notícias, sejam as digitais , sejam as online, emissoras de rádio, jornais, revistas, as páginas eletrônicas de jornais em revistas. Nós percebemos inclusive um aumento considerável da audiência dos canais de televisão, audiência de rádio também subiu bastante, e a abertura de portais como o IG, também cresceu substancialmente nas três semanas, porque as pessoas sabem que as informações dadas pelos jornalistas elas têm sido sérias e criteriosas. Além disso, temos também nos nossos portais que são abastecidos diariamente no âmbito do governo do estado, no âmbito da Prefeitura de São Paulo, a equipe do Bruno Covas tem feito isso também, e operativamente nas áreas de saúde, na área de transporte e logística, nos demais setores de abastecimento também. E para completar, passo ao José Henrique Germann, e na sequ&ec irc;ncia, à doutora Helena Sato. Há outras formas também, por isso a complementariedade da pergunta.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Então, uma das questões muito importantes que a gente passa gradativamente para vocês, e para todo o público, são aqueles dados relacionados aos óbitos, aos casos, a incidência de casos. Enfim, são dados relacionados à própria COVID-19, que é a doença provocada pelo vírus. Então nesse sentido nós procuramos deixar a população informada, porque é extremamente importante ela entender de que com esta informação ela compreenda as medidas que o governo realiza para melhorar as questões relacionadas ao tratamento e intensificando dessa maneira uma a proximação com vocês, com o público, e principalmente fazendo com que isso traga uma maior eficiência por parte das nossas ações junto ao público e aos pacientes, ou público em geral. Helena.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADOD DE SÃO PAULO: Doutora Helena.

HELENA SATO, COORDENADORA DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Só complementando, mas aqui eu queria só falar um pouquinho de um papel muito importante, que eu já comentei outras vezes, que é o papel do SUS invisível. O que é o SUS invisível? Então quando diariamente a gente vem aqui trazer os dados, quantos casos, infelizmente quantos óbitos, onde eles estão, né? Há determinado município, determinada região está aumentando o número de casos, né? Que temos que fazer ali, tá faltando leitos, não está. O que eu queria só dizer, é que o SUS invisível só faz quem faz parte, são os nossos munícipes, né, se cretário? É o trabalho em conjunto com as secretarias municipais. No estado nós temos um grupo de vigilância, que são as chamadas GVES, que trabalham em conjunto com os municípios. Então não necessariamente nós precisamos todo dia ligar para 645, não há necessidade. Então é um trabalho em conjunto com o sistema de informação e as nossas vigilâncias e os municípios, para termos a melhor avaliação, e olharmos aí dia a dia as medidas de intervenção necessárias.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutora Helena Sato. Eduarda Steves, do Portal IG, obrigado pela pergunta. Antes de concluir, quero lembrar que ao final o doutor Carlos Carvalho, a doutora Lilian Aras, vão apresentar a vocês aqui o robô que está já operando no Hospital de Clínicas, logo ao término da coletiva. E ambos estarão à disposição de vocês, ambos estão aqui para atendê-los nas informações que falamos aqui sobre o Incor. Nesses minutos finais, são 13h20min, eu já mencionei ao Bruno Covas, e darei mais detalhes a ele agora no almoço que teremos na sequência, que fiz um Call, uma conferência telef&o circ;nica hoje pela manhã com o prefeito de Milão, Giuseppe Sala. O Giuseppe Sala se tornou meu amigo no período em que eu fui prefeito da capital de São Paulo, acho que muitos sabem a minha origem é italiana, de longa data, no passado, mas isso favoreceu muito a relação de amizade com o prefeito de Milão, e cultivamos e mantivemos essa amizade, depois das visitas que mutuamente fizemos, ele ao Brasil, a São Paulo, e eu a Milão, na Itália. E, hoje, eu fiz, eu combinei de fazer um call, 32 minutos nossa ligação, para obter do prefeito de Milão informações atualizadas sobre aquilo que de correto foi feito em Milão, na Lombardia, e o que de errado foi feito também na Lombardia. O prefeito Giuseppe Sala disse que, neste momento, a Lombardia tem seis mil vítimas, seis mil pe ssoas perderam a vida na Lombardia. Há poucos dias esse número era de 4.400 pessoas, o prefeito me deu vários indicadores, alguns que eu vou passar detalhadamente ao Bruno Covas, que servem de referência e podem nos ajudar aqui, mas deu, sobretudo, uma lição de humildade. O prefeito Giuseppe Sala reconheceu seu erro ao apoiar uma iniciativa do setor privado, que indicava Milano non si ferma, Milão não para, ou Milão não deve parar, ele, no primeiro momento, aceitou que essa campanha fosse promovida, e esta campanha, 30 dias depois, já tinha permitido 4.400 vítimas na região da Lombardia. Então, a lição de humildade de um homem público, como Giuseppe Sala, é a lição de humildade para aprender com os erros, e eu espero que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, possa também ter humildade, reconhecendo o seu erro de estimular as pess oas a saírem de casa, faça, presidente, como fez o prefeito de Milão, reconheça o seu erro e seja valorizado por isso, ser humano, ser sincero, falar a verdade, reconhecer as suas falhas é prova de grandeza e não de fraqueza. Quero dizer também aos empresários mais afoitos, aos empresários que estão preocupados com os seus lucros, com suas vantagens, com seus benefícios, e não tem o olhar humanitário para aquilo que fazem, para a comunidade onde atuam, a vida, meus amigos, vem antes do lucro e, por favor, fiquem em casa. Muito obrigado, uma boa tarde a todos.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Em primeiro lugar, alô, em primeiro lugar, eu vou pedir pro Carlos Carvalho falar com vocês a respeito do programa de UTI, pra UTI, nós fizemos um piloto no Mandaqui, aqui está, nós fizemos um piloto no Mandaqui, e agora estamos implantando isso para as demais UTI's dos hospitais próprios da secretaria. Além disso, faremos também para aqueles que quiserem, que façam suas consultas junto a UTI do Incor, em São Paulo. Carlos, por favor.

CARLOS CARVALHO: Boa tarde. Ao longo dessas últimas semanas, dentro do centro de contingência pro coronavírus, ficou uma missão pra que nós, do Hospital das Clínicas, fizéssemos uma proposta de gerar uma linha de cuidado desses pacientes, que fosse validado no centro de contingência, e a partir daí um protocolo de assistência dos pacientes que precisassem ser internados. Esse protocolo foi apresentado pela equipe do HC, foi validado no centro de contingência e agora ele está sendo disponibilizado pro restante da rede. A ideia era criar uma rede de UTI's pra casos respiratórios graves, e como o estado é grande, temos vários hospitais, não só na grande São Paulo, mas como no interior, então, vamos utilizar ferramenta da telemedicina, criando uma rede de teleUTI's. Desde a semana passada, com o apoio da Secretaria da Saúde, nós colocamos uma base num hospital da rede, que foi o hospital Mandaqui, que funcionou nessa primeira fase até hoje, em contato com a base nossa, que está, nesse momento, no Incor. Então, todos os dias, nós vemos os pacientes e assistimos os pacientes, discutimos com a equipe do Mandaqui, fazemos sugestões de como o paciente deve ser conduzido, e desse comum acordo, as sugestões vão sendo implementadas aos pacientes. Aí, agora, que outras bases sejam colocadas em outros hospitais do estado, pra que possamos matriciar essa rede e cobrir toda a área do estado. Então, temos um protocolo que foi validado e aqui só, nessa folha, é um resumo desse protocolo, desde a entrada dele no hospital até a necessidade de int ubação, a necessidade de colocação em ventilação mecânica e quais são os parâmetros, os ajustes pra que esses pacientes sejam manuseados de uma maneira uniforme nessas unidades, junto da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. Então, esse protocolo já está em andamento, e a partir de hoje, a partir desse anúncio, ele deve ser implementado nas outras unidades a partir de agora. Então, esse é um resumo breve aí de como essa estruturação foi feita.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: O objetivo nosso, com isso, é melhorar a qualidade do atendimento aos pacientes nos vários hospitais da rede própria do estado. E, pra isso, o Incor, na figura do professor Carlos Carvalho, nos dá esse suporte na UTI, de atividade relacionada às moléstias e doenças respiratórias, pra que a gente possa levar para os hospitais, como ele mesmo explicou, uma melhora de atendimento, maior segurança do paciente e maior eficiência de todo o sistema. Esse é o objetivo, agradeço ao professor Carlos e, principalmente, nessa questão que é tão delicada, que é a insuficiência respiratória, seja ela por Covid ou não. Obrigado, professor Carlos. Eu queria chamar a Dra. Lilian Arai, pra ela explicar o funcionamento do robô que vocês estão vendo aqui, ele é um robô que trabalha na unidade de transplantes do HC, e agora ela pode explicar maiores detalhes pra vocês.

LILIAN ARAI: Boa tarde. Na verdade, o departamento de gastroenterologia lá da faculdade de medicina da USP chegou pra gente com uma demanda de proteger os colaboradores contra a possibilidade de contaminação daqueles pacientes que chegam da rua com sintomas e, assim, muitas vezes eles não chegam com máscara, não chegam dizendo que podem ser, estarem contaminados. Então, a gente procurou uma solução, colocando um funcionário, uma enfermeira por trás, numa telepresença, pra poder fazer essa triagem. A gente encontrou uma parceria com uma ação social da [ininteligível], que nos trouxe esses robôs e disponibilizou num caráter de empréstimo, durante a crise, e a gente est&aacu te; com a disponibilização de três robôs, que a gente vai trabalhar tanto nessa triagem, num papel de... No pronto-socorro, e outro grande papel dele vai ser na questão de televisitas, os pacientes que estão internados, eles não têm acesso aos contatos com parentes, a atendimento psicológico, então, a gente tá buscando encontrar formas de poder dar um acalento do lado mais humanitário, humanização. Então, por mais contraditório que possa parecer inicialmente, é o robô que vai estar trazendo pra gente a possibilidade de humanização no atendimento desses pacientes com Covid. E, assim, a gente tem... Isso é um projeto piloto, são várias ações de startups, que a gente também quer favorecer a implementação dentro desse momento importante, de trazer novas tecnologias pro hospital, e acredito aí que, ao trazer o telerobô, a telepresença, vai ser um grande passo no acompanhamento dos pacientes com Covid. Obrigada.