Coletiva - SP vai fornecer merenda para alunos da rede estadual a partir de 1º de fevereiro 20212701

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Coletiva - SP vai fornecer merenda para alunos da rede estadual a partir de 1º de fevereiro 20212701

Local: Capital - Data: Janeiro 27/01/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Muito obrigado pela presença, jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos que aqui comparecem à essa coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. Essa é a coletiva de número 167. Participam da coletiva de imprensa de hoje Rossieli Soares, secretário de educação do estado de São Paulo; Marcos Penido, secretário de Meio Ambiente; Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional; Eduardo Ribeiro, secretário executivo de Saúde; Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan; Doutor Paulo Menezes, médico coordenador do comitê do centro de contingência do COVID-19; Doutor João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19; A doutora Regiane de Paula, coordenadora de todo o programa de imunização do estado de São Paulo, do Plano Estadual de Imunização, e coordena também o Plano Nacional de Imunização no estado de São Paulo; E como convidado especial, Adalberto Bano Neto, empreendedor, empresário e presidente do consórcio Parque Novo Rio Pinheiros, que será um dos temas que nós vamos abordar hoje aqui. Três temas na coletiva de hoje, o primeiro tema, educação, o governo do estado de São Paulo vai abrir as escolas públicas estaduais para oferecer merenda aos alunos mais vulneráveis, as refeições nas escolas públicas estaduais. A partir do dia 1 de fevereiro a rede estadual de educação, com mais de 5 mil escolas, vai oferecer a merenda completa para todos os alunos da rede pública estadual, seguindo o sistema de revezamento para evitar aglomerações e obedecer aos critérios sanitários. O objetivo é garantir a segurança alimentar, principalmente aos alunos mais vulneráveis, um total de 770 mil estudantes da rede pública estadual de ensino. Os alunos poderão se dirigir às suas respectivas escolas, diariamente para se alimentar, e mais detalhes serão oferecidos aqui pelo secretário de Educação do estado de São Paulo, Rossieli Soares. Repito, essa medida começa a valer a partir do próximo dia 1 de fevereiro, e mostra a visão, o cuidado e o zelo do governo do estado de São Paulo com a sua população mais vulnerável. Segundo tema, meio ambiente, nós hoje vamos apresentar aqui o novo parque do Rio Pinheiros, um parque com oito quilômetros de extensão, com mais de 65 mil metros quadrados de área verde, dedicados ao lazer, ao esporte, ao embelezamento, e também à referência ao novo Rio Pinheiros, ao rio que está sendo tratado, limpo e despoluído. As obras desse parque começam agora na próxima semana, em fevereiro, com previsão de 12 meses para a sua conclusão, portanto, até 28 de fevereiro de 2022, o parque do novo Rio Pinheiros estará entregue à população, e vocês conhecerão detalhes deste parque daqui a pouco. Ele está equipado com pista para caminhadas, convívio entre famílias e amigos, a nova ciclovia do Rio Pinheiros, que já está em implementação, parte dela já foi inaugurada. Áreas para ginástica, exercícios, cafés e também estacionamentos. O investimento é totalmente privado, no valor de R$ 30 milhões, feito através de concessão pública, e o investimento será aplicado por um consórcio privado, no total, repito, de R$ 30 milhões, e a implantação será feita nesse período de 12 meses. O parque do novo Rio Pinheiros é mais um passo na maior obra socioambiental do Brasil, que é a despoluição do Rio Pinheiros. Um investimento de R$ 4 bilhões do governo do estado de São Paulo, em execução desde 2019, e volto a repetir aqui, que até dezembro de 2022, o estado de São Paulo entrega o Rio Pinheiros limpo e despoluído à sua população. Como entregará também esse novo parque, o parque do novo Rio Pinheiros, e a nova ciclovia completa. Terceira informação, saúde, evidentemente, saúde, a atualização dos números do controle da pandemia em São Paulo, e também da vacinação, as informações serão fornecidas pelo Eduardo Ribeiro, secretário executivo da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo, e pela doutora Regiane de Paula, que é a coordenadora geral do Programa de Imunização aqui em São Paulo. Seguindo essa ordem, nós vamos começar com educação, e com o secretário de Educação do estado de São Paulo, Rossieli Soares.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. É um prazer estar aqui para falar desse tema tão importante, nesse planejamento da reabertura das escolas, das atividades presenciais, também fortalecer a segurança alimentar é uma das grandes preocupações que nós temos. Pode passar, por favor. Lembrando que nós estamos com decreto aqui, onde na fase laranja e vermelha não é obrigatório a presença do estudante, mas a escola estará aberta, com um limite de até 35% dos estudantes, e regionalmente assim que avançar para o amarelo, podendo chegar a 70%, e no verde, até 100% dos estudantes, garantindo ainda assim o distanciamento. Pode passar. Algo que é muito importante, que desde sempre continua sendo importante no nosso país, é que os indicadores tem mostrado constantemente que muitos estudantes, das famílias mais pobres, se alimentam diariamente apenas com a refeição servida na escola, isso é uma realidade ainda dentro do nosso país. E uma em cada cinco famílias brasileiras, que tem restrições alimentares, ou preocupação, inclusive com a possibilidade de não ter dinheiro para ter como pagar essa comida, e aí essas famílias, a alimentação dentro da escola é fundamental para essas crianças e jovens. Olhando para essa realidade, nós temos trabalhado desde o primeiro momento com planejamento para esse retorno, ondem começamos com mais de 150 mil profissionais da educação, conectados no centro de mídias, trabalhando desde o formato de acolhimento, até a comunicação com as famílias sobre os protocolos, sobre o processo de retorno. Então essas duas semanas estão sendo muito importantes para a preparação. E a partir do dia 1 de fevereiro as escolas já estarão abertas, o ano letivo começa no dia 8 nas escolas estaduais, mas a partir do dia 1 de fevereiro nossas escolas estarão abertas para receber os alunos que mais precisam, e apoiar já o aprendizado da tecnologia. Então aquele jovem que tem alguma dificuldade de conexão, ele poderá já estar indo à escola que terão profissionais para recebê-los e dar as orientações necessárias desde o dia 1 de fevereiro. Pode passar. Algo importante que nós fizemos durante o ano de 2020, foi o programa Merenda em Casa, que nós utilizamos mais de R$ 345 milhões durante nove meses, com R$ 55 mensais fornecido às famílias dos alunos mais vulneráveis, utilizando o Bolsa Família e o Cadastro Único como referência para isso, um programa que foi muito inovador, onde esses estudantes tiveram, mesmo durante a suspensão, o auxílio para ter segurança alimentar garantida. Foram mais de 770 mil estudantes beneficiados, 22% da rede com esse programa. Pode passar. Além disso, nós durante o ano fomos sempre nos programando para voltar em qualquer um dos momentos, então nós tínhamos sempre as escolas preparadas com a merenda para o fornecimento, e obviamente nós fomos entregando kits para os alunos mais vulneráveis. Então além daquele 770 mil, outros 90 mil que solicitaram ajudas foram beneficiados com entrega de alimentos também por parte das nossas escolas, foram mais de 3 mil toneladas de alimentos distribuídos para mais de 90 mil estudantes durante o ano passado. E o que nós estamos falando agora? Nesse processo de retomada os 770 mil estudantes alunos mais vulneráveis, e aqueles outros vulneráveis que, porventura, podem ainda crescer esse número, como cresceu da outra vez, serão priorizados e poderão ir às escolas diariamente para ter acesso ao alimento, e suporte da escola, se for necessário. Isso é importante porque especialmente para essas famílias vulneráveis isso terá um grau de importância ainda maior para a segurança alimentar dessas crianças. E isso já a partir do dia 1 de fevereiro. Obviamente não é exclusivo a esses 770 mil, nós poderemos estender a outros estudantes, mas será priorizado esses. E sempre com o cronograma de frequência que será organizado para não gerar aglomerações, por exemplo, um grupo de estudantes vai se alimentar das 8h às 8h30min, outro de 8h30min às 9h, outro de 9h às 9h30min, e assim por diante, sempre com horário marcado. E eu vou explicar um pouquinho mais sobre o sistema disso. Pode passar. Uma coisa importante que o nosso investimento de merenda é de R$ 1,1 bilhão no orçamento da nossa merenda escolar para o ano de 2021, sendo que desses, R$ 900 milhões são com recursos próprios do governo do estado de São Paulo, nós temos ajuda do PNAE - Programa Nacional de Alimentação Escolar. Mas o grande investimento que nós temos é com recursos próprios do estado, isso é muito importante destacar. 3,3 milhões de alunos regulares atendidos diariamente na nossa rede, isso é o maior número de estudantes com alimentação no nosso país, é um número extremamente representativo. Pode passar. E uma coisa importante de organização, obviamente, nós não podemos preparar a alimentação e não ter o público e ter que descartar esse alimento, então sempre funcionará com a demanda da família, a demanda da família será organizada, nós temos aí o nosso sistemased.educacao.sp.gov.br/inicio, pelos responsáveis eles poderão fazer o acesso nesse sistema, ou pelo próprio estudante, caso ele tenha mais de 18 anos, para estar informando se ele tem interesse de frequentar, e quais são os dias que vão frequentar. Se a família não tem como acessar o sistema? Aliás, a internet é patrocinada, nós pagamos a internet para quem precisar acessar, mas se a família não tiver como acessar o sistema, ela poderá ligar para a escola, ir na escola e informar que seu filho poderá e desejará ser atendido. E nós estaremos preparados para recebê-los nas nossas escolas já a partir do dia 1 de fevereiro. Estamos com todas as medidas preparadas, já compramos a alimentação, contratos retomados, isso é muito importante, porque também tem uma geração de emprego, especialmente para as terceirizadas com as merendeiras, que são fundamentais para que isso ocorra. Nós não podemos deixar ninguém para trás, e vamos continuar assistindo aqueles que são mais vulneráveis no estado de São Paulo. Pode passar. Agradeço, governador. E esse é um passo importante, porque estar presencialmente é garantir que aquele estudante esteja realmente se alimentando, e assim podendo produzir mais nos seus estudos. Muito obrigado, e boa tarde, a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Rossieli Soares, secretário de Educação do estado de São Paulo. Antes de passar ao segundo tema, que é o meio ambiente e o novo Rio Pinheiros, com o secretário Marcos Penido, quero agradecer à TV Cultura, que está no ar ao vivo, e também a Band News, Record News, e a TV Estadão, todos ao vivo aqui no Palácio dos Bandeirantes nesse momento. E agora no tema do novo parque do Rio Pinheiros, fala Marcos Penido, secretário de Meio Ambiente e Infraestrutura de São Paulo. Penido.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Boa tarde, a todos e à todas. É a terceira etapa da requalificação do Rio Pinheiros, nós já tivemos a faixa da ciclovia, do lado da CPTM, toda requalificada, com pontos de apoio. A usina São Paulo já concessionada na fase de projetos. E agora o parque novo Rio Pinheiros, a primeira etapa com 8,2 quilômetros de extensão. É o prosseguimento do trabalho de requalificação, todo suportado em parceria com a iniciativa privada. O grupo do consórcio vencedor da chamada pública, Grupo Bueno Neto, Jardiplan, Farservice e Metalu, projeto da arquiteta Daniela Amarante. É um projeto belíssimo, que terá ciclovia, terá pista de caminhada, pontos de apoio, café, passarelas, para que possamos fazer a integração da cidade com o rio, para que nós deixemos de virar as costas para o rio, e fiquemos de frente para ele usufruindo um novo rio limpo, despoluído e agradável. Complementando que todo o trabalho de despoluição continua em ritmo acelerado, das 533 mil ligações de esgoto previstas, 150 mil já realizadas, 25% do projeto já realizado, as unidades de recuperação de qualidade já estão na fase de licenciamento, no lixo superficial já foram retiradas mais de 21 mil toneladas de lixo superficial, e a segunda etapa do processo de desassoreamento encontra-se em curso. Ou seja, o trabalho de requalificação do parque vem a coroar o maior programa socioambiental do Estado de São Paulo, quiçá do nosso país, que é a despoluição do nosso Rio Pinheiros, iniciada no início da gestão João Doria, no início do ano de 2019. Nós temos um filme, governador, se pudermos--

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Secretário, eu posso só lhe pedir um favorzão? Isso, ajustar sua máscara, perfeito. Pode prosseguir, por favor.

MARCOS PENIDO, SECRETARIO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE DE SÃO PAULO: Pudéssemos passar o filme.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Este é o vídeo do Novo Parque do Rio Pinheiros.

[exibição de vídeo]

VÍDEO: Devolver a vida ao Rio Pinheiros é uma missão audaciosa. O projeto Novo Rio Pinheiros é um grande desafio assumido pelo Governo do Estado de São Paulo, ao qual o Pomar Urbano e a proposta do Parque Novo Rio Pinheiros estão totalmente integrados. Grandes cidades no mundo já despoluíram seus rios. A maior cidade da América Latina, São Paulo, também vai fazer parte dessa tendência e vai despoluir o Rio Pinheiros. Mais que a recuperação da paisagem da região, o parque trará um novo significado para a relação das pessoas com o meio ambiente. Esse projeto é uma declaração de amor a São Paulo. Nessa etapa, o trecho 1, na margem oeste, se estenderá da sede do Projeto Pomar até a ponte Cidade Jardim, conectando-se a outros parques da região. Com acesso público e gratuito, todo o trajeto com uma nova ciclovia e pista de caminhada. O hub global oferecerá aos usuários serviços de café, aluguel e manutenção de bikes, além de conveniência e estacionamento. Além da nossa passarela global, que ligará o hub à margem oeste, o paulistano contará com uma travessia flutuante, dando acesso ao lado leste da ciclopinheiros. Projetado com arquitetura modular e sustentável, os SPConforto oferecerão serviços de informação, acolhimento, WCs e cafés, e seu entorno receberá tratamento especial, remetendo às tradicionais calçadas de Sampa. O mirante estaiada (F) será um excelente ponto de encontro de ciclistas, pedestres e turistas, em um dos mais belos cartões postais de São Paulo. Os acessos existentes na região serão aprimorados, torando-os mais seguros. O master plan [ininteligível] pela sustentabilidade. Iremos criar um projeto de educação ambiental junto à sede do Projeto Pomar. Prepare-se, o Rio Pinheiros está renascendo. Parque Novo Rio Pinheiros.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, secretário Marcos Penido, secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Vamos agora ao terceiro tema da nossa coletiva, que é o tema de saúde, que será conduzido pelo Eduardo Ribeiro, secretário executivo de Saúde do Estado de São Paulo, e, se necessário, com intervenções da Dra. Regiane, responsável... Regiane de Paula, responsável pelo programa de vacinação em todo o Estado de São Paulo. Eduardo.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Boa tarde a todas e a todos. Então, vamos à atualização dos dados. No Brasil, temos até hoje totalizados, em número de casos, 8.933.357 casos, e óbitos, no Brasil, 218.878. No Estado de São Paulo, em número de casos, 1.731.294, e óbitos, 52.170. Em relação à utilização da estrutura de assistência à saúde, nós temos hoje como taxa de ocupação de leitos de UTI, no estado, 70,9% dos leitos ocupados, e, na Grande São Paulo, esse percentual é de 70,7%. Temos internados em leitos de UTI, 5.957 pacientes e, internados em enfermaria, 7.303. Totalizamos ate o momento casos recuperados, 1.488.343, totalizando até o momento também, em altas hospitalares, 176.111. Essas são as atualizações das informações da saúde. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo Ribeiro, secretário executivo de Saúde. Dra. Regiane, quantos vacinados, imunizados já aqui no Estado de São Paulo? Considerando que nós estamos imunizando a linha de frente, os profissionais de saúde em São Paulo. Dra. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO CONTROLE DE DOENÇAS: Obrigada, governador. Boa tarde a todas e todos. O vacinômetro já está em tela: 212.073 trabalhadores da linha de frente que estão vacinados neste momento. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Regiane. É um número recorde na história de vacinações em São Paulo, na referência de prazo. Parabéns à Dra. Regiane e todos aqueles que, no âmbito estadual e no plano municipal, contribuem para que essa vacinação dos profissionais de saúde seja rápida e eficiente. Vamos agora às perguntas. Hoje nós temos, pela ordem, o SBT, a televisão norte-americana ABC News, na sequência a Rede CBN de rádio, TV Cultura, o Portal IG, Rádio Jovem Pan e a TV Globo, Globonews. Vamos então seguindo essa ordem, com a Flávia Travassos, do SBT. Flávia, boa tarde, obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, eu queria confirmar essa possibilidade de antecipar a primeira dose da vacina, para que mais pessoas possam ser vacinadas, e adiar a aplicação da segunda dose, se isso realmente vai acontecer. E se isso acontecer, se não coloca aí em risco a eficácia da vacina, já que o estudo científico foi feito aí, o intervalo entre duas a quatro semanas. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Flávia. O Dr. Paulo Menezes, médico e coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, responderá a essa sua pergunta. Dr. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde. Não é antecipar a primeira dose. A primeira dose, as pessoas vão receber conforme a disponibilidade das vacinas. Mas o Centro de Contingência discutiu recentemente a possibilidade técnica de adiar a segunda dose. Hoje, a segunda dose está prevista para ser feita em até 28 dias após a primeira dose. No entanto, do ponto de vista científico, biológico, é possível pensar que a segunda dose, numa data posterior aos 28 dias, seja até mais eficaz do que aos 28 dias. A principal razão de que o estudo utilizou 14 dias foi para que os resultados pudessem sair mais rapidamente e nós pudéssemos ter a vacina disponível para a população o mais rápido possível. Então, o Centro de Contingência, nesse momento, é favorável à possibilidade de ter uma extensão do intervalo de tempo entre a primeira e a segunda dose. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Paulo Menezes. Lembrando, Flávia, que o Dr. Paulo Menezes é médico pneumologista, portanto um especialista no tema, e profundo conhecedor das questões vinculadas a este combate à pandemia. E é o nosso coordenador do Centro de Contingência do Covid-19. Agora nós temos uma pergunta da correspondente da televisão ABC, da ABC News, dos Estados Unidos, a Aisha Caetano, mas ela está neste momento dirigindo, e a conexão não está boa. Mas ela encaminhou por Whatsapp a pergunta, que será feita pela jornalista Letícia Bragalha (F). Letícia.

REPÓRTER: Sr. Governador, a cepa de Manaus já foi detectada em São Paulo. Que medidas serão tomadas?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, vamos voltar ao Centro de Contingência, quem responde é a ciência. Dr. Paulo Menezes, se necessário com algum comentário do Dr. João Gabbardo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Em primeiro lugar, eu quero ressaltar a capacidade técnica e a eficiência do nosso sistema de vigilância epidemiológica e laboratorial, em rapidamente identificar, utilizando técnicas moleculares mais modernas, a presença da cepa, dessa variante de Manaus, em pessoas que vieram, procedentes daquela região. Então, isso eu acho que demonstra um trabalho muito eficiente, especialmente das equipes de vigilância epidemiológica e do Instituto Adolfo Lutz. Em relação a ações, o que nós sabemos hoje dessa variante? Talvez ela seja mais transmissível do que as variantes que estão circulando na maior parte do país. Isso ainda está em investigação, assim como há suposições de que talvez possa ser um pouco mais agressiva nos quadros causados pela infecção, mas nós não temos evidências de que seja mais agressiva até o momento. De qualquer forma, as ações não mudam, a forma de impedir a transmissão continua sendo através das medidas que são utilizadas para as outras variantes circulantes. Nós precisamos manter o distanciamento social, a proteção com máscaras, a higienização e procurar reduzir a circulação de pessoas, através de medidas restritivas, como temos recomendado ao Governo de São Paulo. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Paulo Menezes. Aisha Castanho, da televisão ABC, correspondente da ABC News no Brasil. Vamos agora presencialmente com a Rádio CBN, com a jornalista Vitória Abel. Logo na sequência, a TV Cultura, com Adriana Cimino. Vitória, boa tarde, obrigado pela sua presença, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Queria um esclarecimento dessa informação que o Dr. Paulo acabou de trazer, do Centro de Contingência ser favorável a espaçamento das doses. Ok, o Centro de Contingência é favorável, mas eu gostaria de saber dos representantes do Governo de São Paulo, da Secretaria de Saúde, se isso vai ser realmente feito, de que forma, qual será o espaçamento, se for feito, quantas pessoas poderão a mais ser atendidas se essas doses já forem aplicadas. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vitória. Responde o Dr. Paulo Menezes, como nosso coordenador do Centro de Contingência do Covid-19. E se alguém aqui quiser fazer algum comentário, fique à vontade. O Eduardo, por exemplo, fará. Mas vamos ao... Começa com o Paulo ou com o Eduardo? Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eu só gostaria de complementar as minhas colocações, no sentido de que, para o Centro de Contingência, é fundamental trabalhar com a perspectiva da saúde da população, de preservar as vidas, de forma que a prioridade é conseguir uma ampliação da cobertura, para que o maior número de profissionais de saúde, e depois os outros grupos prioritários, fiquem protegidos e assim nós tenhamos um impacto na redução de internações e de óbitos, em primeiro lugar. Eu acredito que o meu colega, Eduardo, vai poder falar mais sobre os aspectos logísticos e de organização.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETARIO EXECUTIVO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: É importante nós deixarmos claro a todos que o Governo do Estado de São Paulo, ele é favorável a toda e qualquer estratégia que permita ampliação da abrangência do público-alvo. Partindo deste ponto, o que nós temos neste momento é uma diretriz do programa nacional de imunização, que recomenda, em todos os seus manuais, que a vacina Coronavac seja aplicada em duas doses, num intervalo entre 14 e 28 dias, e todos os lotes encaminhados para os governos estaduais, inclusive para São Paulo, vêm com uma recomendação expressa do Ministério da Saúde e do seu PNI, que todos os lotes compreendem duas doses. Nós somos favoráveis a que, havendo o respaldo técnico de que se possa ampliar o intervalo entre as doses, isto possa permitir uma maior abrangência na utilização de todo o quantitativo de vacinas, para aplicação em primeira dose. Para isso, há que se ter uma manifestação formal do PNI, ajustando a sua orientação. Importante aproveitar essa oportunidade para destacar que o quantitativo total de doses recebidas ate este momento pelo Governo do Estado de São Paulo ainda sequer é suficiente para esgotar todo o público-alvo de trabalhadores da saúde. Então, toda expansão de abrangência de vacinação nesse momento depende de ampliação de disponibilidade de doses por parte do Ministério da Saúde. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo, obrigado, Paulo Menezes. Obrigado, Vitória. Eu queria apenas acrescentar, ainda na resposta à sua pergunta, que precisamos de vacinas. Volto a fazer aqui o mesmo apelo que já fiz nas duas últimas entrevistas coletivas: precisamos de mais vacinas. Esta é uma tarefa do Governo Federal, cabe ao Ministério da Saúde providenciar mais vacinas. As vacinas que hoje estão disponíveis, 2 milhões apenas de doses da vacina de Astrazenica, é um número pequeno, é bem-vindo, mas é um numero pequeno, e as 10,8 milhões, e agora mais 4,1 milhões de doses liberadas pelo Instituto Butantan. Precisamos de mais vacinas. O Ministério da Saúde prometeu 300 milhões de doses de vacinas para os brasileiros. Com mais vacinas, mais imunização, mais brasileiros protegidos, mais rapidamente com essa proteção retornaremos às atividades normais e a economia poderá ser recuperada. Vitória, obrigado pela pergunta. Agora vamos para a TV Cultura, com Adriana Cimino. Adriana, boa tarde, mais uma vez, obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Alguns municípios que entraram na fase vermelha nessa semana estão desrespeitando as recomendações do Plano São Paulo. Em Bauru houve até um decreto permitindo o funcionamento do comércio e o município foi inclusive notificado pelo Governo do Estado. Gostaria de saber quais são as providências que podem ser tomadas e serão tomadas a respeito disso. Gostaria de saber também se a gente pode esperar uma nova reclassificação do Plano São Paulo para sexta-feira. E uma última pergunta, que eu gostaria um comentário do senhor, governador, sobre as manifestações desta manhã.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Adriana. Começando com o tema de Bauru, com Marco Vinholi, nosso secretário de Desenvolvimento Regional. O Vinholi acho que está desse lado aqui. E depois vou pedir um comentário do Dr. João Gabbardo. E o Vinholi também pode responder a segunda pergunta, no que tange à reclassificação.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Boa tarde, Adriana. Vou começar rapidamente pela segunda, a reclassificação no dia 5 de fevereiro, para no dia 8 de fevereiro termos a nova fase. Dentro disso, falando um pouco sobre Bauru, janeiro já é o mês da pandemia com maior número de casos, superando em 6,9 mil o mês de agosto. Dentro disso, o interior do estado tem 70% desses novos casos nesse momento, 50% da população e 70% dos casos. E dentro disso, a região de Bauru é a que tem a maior ocupação de leitos de UTI. Portanto, a preocupação do Governo do Estado nesse momento com a região, com o município, a cidade, de forma muito intensa. Nós trabalhamos, ao longo desse último período, o aumento de leitos. Hoje mesmo, cinco novos leitos de UTI sendo instalados no HC de Bauru, cinco na semana que vem e mais 42 leitos em toda a região. Mas é importante dizer também que, nessa parte da assistência hospitalar, a cobrança para que o Ministério da Saúde, que hoje tem habilitados metade dos leitos de UTI que tinha no Estado de São Paulo, possam também fazer a sua parte, seja em Bauru, seja no restante do Estado de São Paulo. Passando esse panorama geral da pandemia, eu queria dizer que é momento de responsabilidade. A prefeitura municipal tem uma grande responsabilidade em poder zelar pela vida da população de Bauru. Hoje, nós estamos trabalhando com índices muito altos na região. Nós fizemos a cobrança, notificando, encaminhando para o Ministério Público. Quero lembrar aqui que, de acordo com a ADI nº 6341, a competência é suplementar do município, podendo ser mais rígida, mais rigorosa nas medidas, mas nunca mais flexível e, portanto, o art. 268 do Código Penal coloca como o impedimento de medidas de propagação de doença contagiosa como um fato a ser cumprido pelos prefeitos municipais. Portanto, a prefeitura de Bauru incorre nessa questão. Nós vamos cobrar para que ela possa zelar pela vida da população, fazendo a nossa parte em termos de leitos, mas encaminhando para o Ministério Público, que tem sido muito contundente nessas ações, para que eles possam tomar as medidas cabíveis. Eu queria aproveitar para cumprimentar o procurador-geral de Justiça, Dr. Mário Sarrubbo, que tem sido muito competente e contundente nessas ações. Ontem, todos os prefeitos do Estado de São Paulo receberam uma carta falando sobre esses termos que eu coloquei aqui, para que possam cumprir essas medidas da saúde, tão fundamentais para superar o momento que nós estamos da pandemia.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Marco Vinholi. Vamos agora ao Dr. João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19, Adriana, para a complementação às duas primeiras perguntas.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, eu, em nome do Centro de Contingência, quero dizer que nós todos nos sentimos agredidos pela fala do promotor de Saúde Pública de Bauru. O promotor de Saúde Pública de Bauru, caso confirme as manifestações que ele fez na imprensa, dizendo que o Plano São Paulo é enganoso e que nós estamos sendo negligentes, ele demonstra absoluta ignorância no assunto e irresponsabilidade. Eu vou dar alguns dados de Bauru, comparando dia 22 com dia 26. No dia 22, a região de Bauru tinha 12,9 leitos de UTI para 100 mil habitantes. Ontem, dia 26, já tinha 13,7 leitos de UTI por 100 mil habitantes, ou seja, nós já aumentamos em 6,2 a oferta de leitos de UTI na região de Bauru. Inobstante o aumento de leitos de UTI, a ocupação dos leitos de UTI passou, do dia 22, que era de 84%, ontem estava em 86,4%, ou seja, mesmo nós aumentando em 6% os leitos de UTI, a ocupação aumentou em mais 3%. Eu gostaria de dizer para a prefeita de Bauru, e para o promotor de Saúde Pública, que os novos casos de Bauru, do dia 22, eram de 456 casos por 100 mil habitantes. Ontem, já estava em 495 casos, novos casos, por 100 mil habitantes. Ou seja, nesses quatro dias, aumentou mais de 8% o número de casos em Bauru. E gostaria também de dizer para a prefeita e para o promotor que esse aumento de casos, logo ali adiante, vai acarretar aumento de internações, e vai aumentar óbitos. O promotor de Saúde Pública apresenta algumas sugestões, como válvulas de escape. O promotor diz: Não, mas nós podemos contratar mais leitos de UTI da rede privada. E nós podemos utilizar 30 respiradores que estão disponíveis para aumentar a oferta de leitos. Eu tenho insistido aqui nas coletivas que o aumento da oferta de leitos, de leitos de UTI, ele é fundamental, mas alguém que esteja pensando em saúde pública não pode achar que a resposta e que a solução é simplesmente aumentar número de leitos, sem a mínima preocupação com as medidas que têm que ser tomadas para reduzir a transmissibilidade da doença, reduzir o número de pessoas que vão ficar doentes. Talvez o promotor não saiba de que a cada três pessoas que vão para a UTI, uma vai morrer, mesmo tendo leito. E mais de 30% a nossa taxa de letalidade para as pessoas que vão para os leitos de UTI. Governador, eu nunca vi e não poderia esperar ver um promotor de Saúde Pública se posicionar como um promotor da doença, é o que eu tenho visto, que eu vi ontem aqui em São Paulo. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. João Gabbardo, secretário executivo do Centro de Contingência do Covid-19. E respondendo à sua última pergunta, sobre as manifestações, entendo que toda manifestação, desde que feita de forma ordeira e não interrompendo e não prejudicando o direito de ir e vir da população, e o respeito às regras, elas são normais, democráticas, e fazem parte do contexto da liberdade de manifestação. Entendo também que as manifestações possam ser, em alguns casos, bem respondidas, com diálogo, com entendimento, e até com medidas adequadas aos ajustes. Mas as medidas que o Governo do Estado de São Paulo determinou, e aqui foram orientadas especificamente pelo secretário Mauro Ricardo, secretário de Orçamento e Gestão, que está aqui participando, todas elas foram em defesa da vida e da regularidade fiscal do Estado de São Paulo. Da vida porque, com recursos, podemos manter o sistema de atendimento à saúde. Da vida, porque podemos manter o sistema de segurança pública no Estado de São Paulo. Da vida, porque podemos continuar a manter o investimento que temos feito na educação. Da vida, porque podemos com isso manter todo o programa de assistência social, especialmente de alimento solidário, aos mais pobres e aos mais humildes, e que são as principais vítimas desta pandemia. Obrigado, Adriana. Vamos agora à Natália Fonseca, do Portal IG. Natália, obrigado pela sua presença, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Recentemente, a gente passou por uma preocupaçãozinha com a falta de insumos para a produção da vacina, e aí nesse cenário que a gente está agora, eu queria uma visão geral, até pra facilitar nossa passagem para o leitor, sobre os desafios que a gente ainda pode enfrentar na produção, logística, até a distribuição da vacina. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Natália. Oportuna a sua pergunta. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan vai respondê-la. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Natália, a questão da matéria prima, na minha opinião, está resolvida, com a chegada já da primeira partida, na próxima semana, e a notícia que nós temos que os embarques sucessivos também irão acontecer muito rapidamente. E tendo isso em perspectiva, a produção de vacinas pelo Butantan prosseguirá em ritmo acelerado, para atender aí os compromissos que nós temos com o Ministério da Saúde. Agora, é importante frisar mais uma vez que o nosso contrato com o Ministério da Saúde é de 46 milhões de doses. Nós não temos contrato adicional. Quer dizer, estamos aguardando uma manifestação do Ministério da Saúde, em relação a um aumento do contrato para 54 adicionais, 54 milhões de doses adicionais, mas ainda não tivemos nenhum aceno nesse sentido. Isso me preocupa um pouco, porque está na hora de decidir, e se demorarmos, não vamos, de fato, conseguir ampliar esse número. Quer dizer, o Butantan tem compromissos com outros países, tem já acordos de entrega de vacinas para outros países, e se o Brasil declinar dessas 54 milhões nós vamos, obviamente, priorizar os demais países com os quais nós temos acordo. Então, essa perspectiva é o cenário desse momento. Espero, sinceramente, que haja essa definição por parte do Ministério, mesmo porque tudo indica que eles estão ávidos por vacinas. E nós estamos preparados para fornecer esse adicional de 54 milhões de doses.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Natália, considerei tão oportuna a sua pergunta, que vou pedir ao Dr. Dimas que novamente repita essa última parte da sua resposta, porque todos sabem que eu sou jornalista. Ele deu um lide aqui muito importante, eu acho que todos já puderam compreender, mas vale a pena repetir qual é esse lide. Lide é a expressão que se utiliza no jornalismo, para algo de muito importante, que ganha a manchete, seja na mídia impressa, seja na mídia eletrônica ou digital. Nós temos a possibilidade de ter mais vacinas, desde que o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, solicite as vacinas. Até o presente momento, isto não foi feito. Mas eu vou pedir ao Dr. Dimas que repita esta última parte da sua resposta, para que fique muito claro para todos vocês a importância disto, e o fato de que, até o presente momento, o Ministério da Saúde do Brasil não solicitou mais vacinas. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Exatamente, governador. O contrato que assinamos com o Ministério, 46 milhões de doses, entregues até abril, uma opção de 54 milhões de doses adicionais. Chegou o momento, quer dizer, nós já estamos produzindo essas 46. Com a chegada da matéria prima, isso vai acontecer muito rapidamente, então vamos cumprir o cronograma, com possibilidade até de adiantamento desse cronograma. Mas nós precisamos agora da definição das 54 milhões adicionais. Quer dizer adicionais, nós podemos atender até o meio do ano mais pessoas, quer dizer, chegaremos a 100 milhões de doses de vacinas. Agora, o tempo nesse momento é fundamental, quer dizer, todos os países, aos quais o Butantã tem a obrigação de fornecimento de vacinas, que são aqui da América Latina e América do Sul estão cobrando os cronogramas. Então nós precisamos dar respostas a esses países e dependemos dessa resposta do ministério. Se houver a resposta positiva do ministério, mais 54 milhões, nós vamos fazer um planejamento para ter as 54 milhões do ministério, adicionais, mais as 40 milhões dos países aqui vizinhos. Não havendo a manifestação do ministério, nós vamos dirigir a nossa produção para atender os países, inclusive com a possibilidade de aumentar a oferta de vacina, porque existe uma demanda muito grande nesse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Doutor Dimas. E antes de convidar a Nani Cox, da Rádio Jovem Pan, que é a próxima jornalista a fazer a pergunta, eu quero aqui, como governador do estado de São Paulo, mais uma vez, como cidadão brasileiro e como pai de família, classificar como inacreditável, que diante de uma pandemia, de um país que tem 215 milhões de habitantes que precisa de vacinas para imunizar os brasileiros, salvar vidas, nós tenhamos o distanciamento entre aquilo que o Ministério da Saúde deveria agir, solicitando mais vacinas que lhes são oferecidas, e essa resposta não é dada. Não serão com 2 milhões de vacinas da AstraZeneca que nós vamos salvar os brasileiros, e imunizar os que vivem no nosso país. Nós precisamos de mais vacinas, eu tenho repetidas vezes dito isso aqui. E agora o Instituto Butantã disponibiliza, juntamente com o Laboratório Sinovac, mais 54 milhões de doses da vacina do Butantã, para o Ministério da Saúde. A pergunta é, o Ministério da Saúde fará ou não a opção para a compra dessas vacinas para vacinar os brasileiros? Nani Cox.

NANI COX, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu queria saber se tem uma data limite então, para essa manifestação do Ministério da Saúde? Que o Butantã conseguiria atender. E só uma confirmação, que não ficou claro para mim, sobre do assunto de educação, se com esse programa de atender às crianças, os alunos que vão às escolas, se o Merenda em Casa ele vai ser modificado, ou se ele continua? Obrigada. Ou se ele descontinua também? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito. Obrigado, Nani. Dimas Covas responderá à sua primeira pergunta, e Rossieli Soares à segunda. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Nani, eu oficiei o ministério na semana passada, aguardo até o final dessa semana uma resposta, porque a semana que vem eu vou fechar os contratos com os países começando pela Argentina. Então isso vai ser importante, que haja essa manifestação, para que lá na frente não possa aí, enfim, alegar que não houve, de fato, essa oferta, e a oferta está sendo feita via contrato, via ofício, e de público, que vocês estão aqui como testemunhas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Dimas. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nani, obrigado pela pergunta. O Merenda em Casa ele vigeu até 31 de dezembro, inclusive por conta da legislação da emergência, e porque estamos voltando com as atividades presenciais nós reativamos todos os contratos, por exemplo, das merendeiras, dos contratos de terceirização. Então está tudo isso voltando, obviamente, o recurso que a gente utiliza, é o mesmo. E agora a gente está olhando para atender muito mais estudantes também, isso é importante, né? A prioridade, quando a gente ajudou financeiramente, que foi muito importante, muito importante, mas a prioridade da educação é a alimentação dentro da escola, inclusive para garantir a segurança alimentar do educando, propriamente dito, garantir que esse recurso vá para a alimentação dos alunos que realmente estão frequentando a escola. O que nós estamos dizendo é que mesmo agora que a gente tem um retorno híbrido para os que mais precisam, eles vão ter prioridade de atendimento diário dentro da escola, independente de qualquer outra situação, para que a gente possa garantir a segurança alimentar deles. E para outros alunos que desejarem, também, em havendo condições, especialmente garantindo que não haja aglomeração e hajam as regras, a gente consiga atender o maior número possível de estudantes. Lembrando que hoje isso é uma prioridade absoluta para as famílias que mais estão precisando.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli Soares. Nani Cox, muito obrigado. vamos agora à última intervenção, que é da TV Globo, Globo News, com o jornalista Guilherme Balza. Guilherme, boa tarde, sua pergunta, por favor.

GUILHERME BALZA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Algumas dúvidas com relação a esse prazo, o intervalo entre a primeira e a segunda dose. Primeiro assim, eu queria saber se tem algum estudo científico, algum estudo clínico que embase esse prolongamento desse intervalo? Porque o estudo da Coronavac fala de 14 a 28 dias, a aprovação do uso emergencial pela ANVISA foi com base também nesse intervalo. Queria saber também se o estado garante que adotando essa opção de estender o prazo vai ter dose, vai ter vacina para todo mundo no tempo certo? Porque a gente tem o problema de escassez, de vacina. E se já houve alguma manifestação formal junto aos órgãos federais, a ANVISA, Ministério da Saúde, pedindo para que esse prazo seja alterado? E uma dúvida também sobre a merenda, bom, 700 mil alunos vão ser contemplados com essas merendas nas escolas, só que a rede tem 3,5 milhões de estudantes. Como é que fica a situação dos outros 2,800 milhões, que ficaram sem alternativa à merenda depois que houve a suspensão das aulas? Aqui na rede municipal a prefeitura estendeu, depois de algum tempo, para todos os estudantes. O que o governo do estado pensa em fazer? É isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Guilherme, vamos no primeiro tema, sobre a vacina, doutor Paulo Meneses e doutor Dimas Covas, no segundo tema da merenda, Rossieli Soares. Vamos então, doutor Paulo.

PAULO MENEZES, MÉDICO COORDENADOR DO COMITÊ DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, essa é uma questão que o centro de contingência discutiu, existem várias origens de conhecimento para discutir, para apoiar essa possibilidade. Uma delas é o conhecimento prévio de vacinas que são semelhantes à Coronavac. Hoje nos calendários vacinais as vacinas semelhantes utilizam essas estratégias de ter um espaçamento entre primeira e segunda doses, maior do que foi utilizado. E o que foi utilizado, como eu já mencionei, foi utilizado principalmente em função da necessidade da resposta rápida, e não de aspectos de eficácia da vacina. Nós entendemos que há dados sobre a fase dois, que mostra que mesmo com uma dose, se obtém um nível de anticorpos bastante alto, e isso vai ser complementado com os dados da fase três sobre imunogenicidade nos voluntários participantes do estudo aqui no Brasil.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bom, com relação a estudos clínicos, sim, existem dados, quer dizer, a recomendação inclusive para os voluntários idosos, quer dizer, isso estudo com idosos, recomendação do esquema 028, é o melhor esquema, e com resultado de eficácia geral superior a 70%, então essa é a primeira recomendação, a segunda recomendação é que o prazo de 28 dias pode ser estendido, né, sem problema algum, até por mais 15 dias, quer dizer, no estudo aconteceram alguns casos que tiveram essa vacinação e não houve nenhum problema do ponto de vista da resposta imunológica. Essa situação é diferente da situação da Astrazeneca, que foi uma decisão também não baseada em estudo clínico, mas foi baseada numa decisão do próprio governo do Reino Unido, né, que estabeleceu inicialmente uma dose só. No caso aqui do Brasil, né, o que se discute, principalmente, nem é esse espaçamento, é a necessidade da reserva de 50% das doses nesse momento, quer dizer, todos receberam as doses, né, e tiveram autorização do PNI pra aplicar metade do quantitativo e reservar a metade para a segunda dose, quer dizer, a discussão principal é se todos, né, deveriam ser vacinados com a primeira dose, né, quer dizer, o quantitativo de vacinas aplicados para a primeira dose e pra segunda dose, aí sim teríamos um quantitativo adicional, né, e não reservar, nesse momento, 50% das doses, porque isso, inclusive, pode não ser eticamente justificável, quer dizer, se nós temos a vacina na prateleira, nós temos do outro lado pessoas, né, morrendo, então, precisamos usar essas vacinas, não tem justificativa ética guardarmos essa vacina, é melhor usarmos essa vacina na sua totalidade, e lá, 28 dias após, né, 28, 30, 23, 33, 40 dias, nós providenciarmos a segunda dose, isso é o que seria lógico, eticamente responsável e acho que teríamos todas as condições de atender.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas. Agora, o tema da... Guilherme, pode vir aqui ao microfone, fica mais fácil.

REPÓRTER: Se já houve algum pedido, alguma manifestação formal junto ao Governo Federal, Anvisa, Ministério da Saúde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Quem responde? Eduardo.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETARIO EXECUTIVO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nesse momento, nós já fizemos uma consulta que será formalizada ao centro de contingência, também será manifestada pelo Instituto Butantan, que aqui já antecipou qual é o ponto de vista, mas será formalmente solicitado essa manifestação, com base nesses referenciais técnicos das áreas que são competentes pra isso, tanto o centro de contingência, quanto o fabricante, nós encaminharemos uma consulta formal ao PNI para que se possam manifestar em relação a postergação do prazo da segunda dose nos termos indicados pelo fabricante.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos, apenas pra... Aqui um pouco também, Guilherme, meu espírito jornalístico, vamos fazer isso hoje, pra que fique claro e explícito que a consulta formal está sendo feita hoje pelo Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria da Saúde, ao Ministério da Saúde e ao responsável pelo programa nacional de imunização. Agora, a segunda pergunta, sobre educação.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Guilherme, pela pergunta. Primeiro, eu acho que é importante destacar que o Estado de São Paulo foi o primeiro a encontrar soluções no país pra distribuição de recursos aos que mais precisavam, em todos os momentos, nós não deixamos o sistema fechado, pra todas as famílias que precisaram, nós aumentamos, nós chegamos a 770 mil, mas nós começamos com menos famílias, menos estudantes, e chegamos a esse número porque sempre fomos atendendo a todos que foram solicitando, quando a gente serve a merenda na escola, em torno de 60 a 65% dos alunos comem todos os dias, não são todos, e grande parte deles não tem a preocupação da falta da alimentação em casa, nós estamos priorizando, em primeiro lugar, aqueles, sim, que são mais vulneráveis. Segundo lugar, o sistema não está fechado pra todos os estudantes, ele está aberto, quando a gente fala de priorizar é dizer o seguinte, você vai pra escola para se alimentar, se for necessário, e nós não vamos permitir aglomerações, então haverá uma capacidade física para que não tenha aglomerações de estudantes circulando, obviamente, dentro da escola, para dentro desta regra, para não ter aglomeração, a prioridade, se eu tiver mais alunos solicitando, é para os alunos mais vulneráveis sim, em primeiro lugar, e nós, todos os alunos que tiverem atividade presencial, a merenda é pra todos, então, se ele voltou a ter aula na segunda-feira, por exemplo, no dia oito, um terço, é pra todos os alunos que vão estar com alimentação. Então, alimentação é para todos e diariamente, mesmo que ele não tenha atividade pedagógica, ele poderá ir pra escola fazer alimentação, se ele for dos mais vulneráveis, ou se ele desejar, obviamente, para estes tendo as condições para que não haja aglomeração.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Guilherme, obrigado pelas perguntas. Eu vou atender aqui a um pedido da Carolina Riguengo, que está aqui, jornalista da Rede TV, Carol, eu sempre me rendo às mulheres, você me mandou uma mensagem aqui pedindo pra fazer mais uma pergunta, e eu não tenho como dizer não, seja a você, como repórter, como jornalista, e também como uma das mais frequentes aqui nas coletivas de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, portanto, boa tarde, sua pergunta, por favor.

CAROLINA RIGUENGO, REPÓRTER: Boa tarde a todos e muito obrigada. Eu fiquei com uma dúvida em relação ao Rio Pinheiros, a gente tá em período de pandemia, queria saber de vocês, porque falam com convicção que em dezembro de 2022 as obras serão concluídas, mas com a pandemia, como é que tá o processo, o cronograma, queria um pouquinho mais de detalhes, por gentileza, muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carolina, oportuna a pergunta, eu começo a responder, mas a complementação será feita pelo secretário de meio ambiente, Marcos Penido, estamos absolutamente dentro do prazo, aliás, até um pouco avançados no programa de despoluição do Rio Pinheiros, é um dos programas prioritários do Governo do Estado de São Paulo, quatro bilhões de reais, eu comentei agora a pouco, o volume de investimento público para despoluição do Rio Pinheiros, mais os investimentos privados, na Usina São Paulo, na nova ciclovia, e agora no Parque do Novo Rio Pinheiros, e a complementação será feita pelo Marcos Penido, secretário de meio ambiente do Estado de São Paulo. Penido.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carolina, é importante destacar que a construção civil, ela não parou durante esse período, foram adotados todos os procedimentos de segurança para todos os funcionários, na questão do isolamento, do afastamento daqueles que precisam se afastar, no respeito às famílias em que nós estamos trabalhando próximo, foi intensificado o trabalho nas vias, foi intensificado o trabalho dos grandes coletores, e quando precisava fazer a ligação porta a porta, respeitando a questão das famílias, respeitando todo cuidado no contato, mantendo o distanciamento, e todo equipamento de segurança. Porém, os trabalhos não pararam, continuaram e, inclusive, como bem ressaltou o governador, estamos a frente daquilo que está preconizado no cronograma, pra que possamos cumprir a nossa meta de até o final do ano que vem termos o rio despoluído.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, muito obrigado, Penido, obrigado, Carolina, pela pergunta. O Rio Pinheiros segue sendo um projeto prioritário e obrigado também aos investidores, aqui representados pelo Adalberto Bueno Neto, Adalberto tá do lado esquerdo ou direito? Tá aqui. Por acreditar e por fazer este investimento, é o terceiro consórcio privado que investe no Rio Pinheiros, primeiro na nova ciclovia, o segundo na Usina São Paulo, e o terceiro agora no parque, um parque linear do Rio Pinheiros, isso é confiança no governo, confiança na proposta de despoluição do Rio Pinheiros e o resgate de um rio que nos últimos 70 anos foi um rio de referência ruim para a cidade de São Paulo e a partir do final de 2022 será uma referência positiva, limpa, despoluída da cidade de São Paulo. Muito obrigado a todos. Boa tarde. Por favor, continuem usando máscaras ao saírem de suas casas, ou dos seus ambientes de trabalho, só circulem com máscara no rosto, lavem suas mãos, sigam a orientação dos cientistas, dos médicos e sanitaristas, não participem de aglomerações e respeitem também os horários e os limites estabelecidos pelo Plano São Paulo. Muito obrigado, sexta-feira estaremos juntos novamente aqui. Obrigado, boa tarde.