Coletiva - Secretaria da Saúde e Centro de Contingência atualizam ações de combate ao coronavírus 20202105

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Coletiva - Secretaria da Saúde e Centro de Contingência atualizam ações de combate ao coronavírus

Local: Capital - Data: Maio 21/05/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia a todos. Muito obrigado pela presença dos jornalistas, aqui no Palácio dos Bandeirantes. Hoje, quinta-feira, dia 21 de maio. Não obstante ser feriado aqui na capital de São Paulo, nós estamos mantendo a nossa coletiva de imprensa. Queria começar, além de cumprimentar os jornalistas q ue aqui estão, também cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, os que estão presentes e os que estão remotamente também, acompanhando essa coletiva de imprensa, aqui no Palácio dos Bandeirantes. Ao nosso lado, José Henrique Germann, secretário da Saúde e membro do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo, Dimas Covas, coordenador do Comitê de Saúde, Geraldo Reple, integrante do Comitê de Saúde, e também a Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, e daqui a pouco estará aqui conosco o vice-governador e secretário de Governo, Rodrigo Garcia. Agradecer a transmissão que começa agora, ao vivo, da TV Cultura, da TV BandNews e da Rádio Bandeirantes, da TV Jovem Pan, da TV UOL, da Rede Brasil, da TV RecordNews, da Rede Vida e TV Alesp. E como sempre, os flashes da TV Globo, GloboNews, TV Record, TV Bandeirantes, CNN, STB, Rede TV, Rede Vida, TV Gazeta, aqui presentes, assim como sites e demais veículos de mídia impressa, que estão aqui participando desta coletiva de imprensa. Queria começar com uma boa notícia: os índices de isolamento em São Paulo melhoraram. No dia 19, terça-feira, tivemos no Estado de São Paulo 48%, o índice de isolamento, na capital de São Paulo, 49%. Ontem, dia 20, melhoramos. No Estado de São Paulo, 49%, portanto subimos um ponto, de 48% para 49%, e na capital de São Paulo subimos de 49% para 51%, o índice de isolamento. Também a boa notícia é que o movimento nas rodovias de São Paulo foram em médi a 35% inferiores às vésperas de final de semana, ou seja, os índices de sexta-feira e também os índices de vésperas de feriados. Portanto, eu queria aqui começar agradecendo e cumprimentando a população de São Paulo, que respeitou e tem respeitado, e eu tenho certeza que continuará a fazê-lo, a orientação de permanecer em casa nesses feriados. Os feriados não foram antecipados para diversão, lazer e viagem. Foram antecipados para proteção e garantia de vida às pessoas. E percebo que este grau de compreensão está sendo assimilado pela população, então é hora de agradecer os brasileiros de São Paulo, que compreenderam que este é o momento de permanecer em casa. Hoje, amanhã, sábado, domingo, e até hoje à tarde a Assembleia Legislativa delibera se teremos o feriado na segunda-feira, dia 25 de maio. E, havendo essa deliberação, faço aqui um apelo para que as pessoas fiquem em casa. Mas até aqui, razões para cumprimentar e agradecer a população de São Paulo, por ter compreendido a orientação e termos subido o índice de isolamento, tanto na capital quanto no interior. Mas temos que ir além. Volto a lembrar que a recomendação da medicina e da saúde é para que tenhamos a média de 55% no índice de isolamento. Portanto, vale o esforço, vale a dedicação, vale a proteção das nossas vidas para chegarmos a este índice. Também outra boa notícia foi relativa à reunião desta manhã, entre 27 governadores e o presidente da República, Jair Bolsonaro, e vários dos s eus ministros, acompanhado que estava do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, do presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia. Todos os governadores participaram, fruto da reunião que realizamos ontem com todos os governadores. Na verdade, tivemos 25 governadores participando da reunião, entre os 27, e ontem nós alinhamos que dois governadores fariam a manifestação, sintetizando o sentimento e a posição de todos os governadores. E indicamos o governador do Estado do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, e o governador do Estado do Espírito Santo, Renato Casagrande, para fazerem esta manifestação em nome de todos nós. E assim foi feito. E ficou claro, em relação a este projeto de Lei de apoio federativo, que agora será sancionado pelo presidente da República, que a nossa posição é favorável, evidentemente, a e ste projeto de Lei, também favorável à sua sanção hoje, a recomendação para que o pagamento da primeira parcela dos R$ 60 bilhões, para apoio aos programas de saúde dos estados, seja feita até o dia 30 de maio, a manutenção do art. 4, que é a operação com bancos públicos e privados, conforme mencionado pelo governador Azambuja, e a posição também dos governadores no veto integral, que a proposta da Presidência da República estabelece no aumento do funcionalismo. Mas o que eu queria de fato destacar, além destas propriedades relativas a este projeto de Lei de apoio federativo, é o fato de termos feito uma reunião em paz, em harmonia, em entendimento. Essa foi a proposta que prevaleceu ontem, na reunião prévia com os governadores, e foi exatamente assim que nós cumprimos, no dia de hoje, na r eunião com o presidente da República, o presidente Jair Bolsonaro, seus ministros e os presidentes da Câmara e do Senado. E eu volto a repetir aqui o sentimento de todos os governadores do Brasil, o sentimento é de união, união para enfrentarmos a crise, união para salvarmos vidas, união para enfrentarmos o Corona Vírus. Eu mencionei, ao término da minha intervenção, foram apenas três governadores que falaram nesta manhã, isso foi feito em acordo com todos os demais governadores, que na guerra todos perdem, principalmente os mais pobres e os mais humildes. E quero registrar aqui que estou pessoalmente feliz por termos concluído uma reunião de parte a parte, pelos governadores e pela Presidência da República, em paz e em harmonia, com o objetivo de proteger os brasileiros, melhorar o combate, o enfrentamento à crise de saúde, à crise social e à crise econômica. Agora, não é hora de política, e esta reunião foi uma demonstração de sabedoria, de bom senso e de equilíbrio de todos que estavam ali, dela participando, presencialmente e remotamente. Quero finalizar mencionando que hoje, é uma informação, já começou a funcionar um novo hospital de campanha, o quarto hospital de campanha, aqui na capital de São Paulo. É o hospital de campanha de Heliópolis, uma das regiões mais pobres, com mais necessidade, mais vulnerável e com mais necessidade de apoio. Este quarto hospital tem 200 leitos, sendo 24 destes leitos com UTI completas, e com isso, ao lado do prefeito Bruno Covas, temos já quatro hospitais de campanha na capital de São Paulo: Anhembi, Pacaembu, Ibirapuera e agora Heliópolis. Isso totaliza 2.468 leitos para atendimento exclusivo às vítimas do Corona Vírus. São Paulo, capital, e a região metropolitana, seguidos da Baixada Santista, são os locais prioritários na atenção da saúde, no atendimento e na gestão do Corona Vírus no Estado de São Paulo. Por último, quero registrar também que ontem tive uma longa e produtiva conversa ao telefone com o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, que, além de atencioso e amável conosco, compreendeu a dimensão, rapidamente, aliás, a dimensão da crise do Corona Vírus, e a dificuldade para o seu enfrentamento, e a necessidade do apoio do Ministério da Saúde ao Governo de São Paulo, neste enfrentamento. O ministro nos assegurou mais 1.800 leitos homologados para o atendimento à população, já a partir da pr&oacu te;xima terça-feira, dia 26, e garantiu, além dos 300 respiradores, que tínhamos solicitado na semana passada, mais 300 respiradores, totalizando 600 respiradores para São Paulo, que serão imediatamente destinados à capital e região metropolitana e Baixada Santista, áreas com maior necessidade, para desafogarmos os leitos de UTI dessas três áreas. O nosso secretário da Saúde, José Henrique Germann, terá, daqui a pouco, logo ao término dessa coletiva, uma reunião virtual com o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, para os detalhes da entrega dos respiradores, até o início da semana que vem, na sua totalidade, e a homologação dos leitos já validados, a partir da próxima terça-feira. Portanto, hoje é um dia, apesar do enfren tamento, apesar de toda tristeza, do número de pessoas infectadas e de mortes, hoje é um dia de paz e de entendimento, como eu acredito que devemos conduzir até o final esta crise, da pandemia do Corona Vírus. Dito isto, passo a palavra à saúde, ao secretário José Henrique Germann, para os números de hoje da Covid, em São Paulo e no Brasil, e na sequência os comentários, se necessário, do Dr. Dimas Covas, Geraldo Reple, e aí dando sequência à nossa coletiva. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador, boa tarde a todos. No Brasil, de ontem pra hoje, 291.569 casos, com um índice de óbitos de 18.859 óbitos. No Estado de São Paulo, 73.739 casos, novos casos, 4.080, que dá um percentual de 6% de acréscimo, e óbitos acumulados de 5.558, novos óbitos, 195, que dá um acréscimo percentual de 4%. As nossas taxas de ocupação: no Estado de São Paulo, para leitos de UTI, está em 73%, e para a Grande São Paul o, 89,6%. Temos internados 6.467 pacientes em regime de enfermarias e 4.224 em regime de terapia intensiva, tanto pacientes confirmados como pacientes suspeitos. E demos alta, até o momento, a 14.669 pacientes, com alta, para casa, curados. Gostaria de lembrar que, no Hospital de Campanha do Ibirapuera, hoje temos 155 pacientes internados. Além disso, na inauguração, no início, vamos dizer assim, da operação do Hospital de Campanha de Heliópolis, nós também estamos abrindo 40 leitos de UTI para tratamento de pacientes Covid, na cidade de Bauru, no Hospital das Clínicas. Nós estamos seguindo a sequência da patologia, que principalmente depois da Grande São Paulo, é a Baixada Santista, também fizemos algumas ações, a área de Campinas, da região metropolitana de Campinas, e da região de Bauru. Na região de Bauru, tem 704 casos confirmados e 36 óbitos, nessa região. Então, por isso é que a nossa ação se deu agora nesta região de Bauru. Só aproveitando, para finalizar, lembrando que fique em casa, e se precisar sair, use máscara.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Dr. Dimas Covas, coordenador do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo, os seus comentários e para a sequência da coletiva.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Eu gostaria de ressaltar o que representam esses 1.800 leitos que vão ser ativados, de acordo aí com a declaração do ministro da Saúde. Mil e oitocentos leitos, no atual número de leitos do estado, representam um acréscimo de 45%, então isso é importantíssimo, porque é isso que vai dar aí a capacidade de atendimento, principalmente aqui na região metropolitana. O segundo ponto é que a velocidade de aumento do número de casos, n o interior, nesse momento é maior do que na região metropolitana e na Baixada Santista, então isso é um dado importante, porque a epidemia, como esperado, ela começou, aqui em São Paulo, no dia 26, o primeiro caso no dia 26 de fevereiro, estamos hoje, portanto, a 86 dias do primeiro caso. O pico foi, de transmissão, a partir da região metropolitana, para o interior e para os demais estados. Então, o interior agora está vivendo o que a região metropolitana já viveu, em termos de velocidade da epidemia. A epidemia está crescendo agora mais rapidamente no interior e vai atingir uma velocidade de cruzeiro, vamos dizer assim. Aqui na região metropolitana, nós já estamos numa velocidade de cruzeiro, ascensional, mas já mostrando o seu perfil. No interior, ela está começando a adquirir essa velocidade. Isso é uma informação import ante para orientação dos municípios e dos prefeitos de interior, que estão observando o aumento de casos diariamente.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas. Passo a palavra agora ao Dr. Geraldo Reple. Dr. Geraldo é integrante do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo e também o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo. Geraldo.

GERALDO REPLE, PRESIDENTE DO CONSELHO DE SECRETÁRIOS MUNICIPAIS DE SAÚDE: Bom, bom dia, governador, bom dia a todos. Primeiro, eu acho que essa notícia que o governador trouxe hoje, dos 1.806 leitos, é um dos maiores alívios que eu acho que eu estou sentindo no meu coração, e acho que todos os secretários que, porventura, e os prefeitos do interior, também devem estar extremamente aliviados. Isso praticamente, se vocês olharem, nós estamos com 4.000 e poucos doentes internados, nós teremos a chance de internar mais 1.800 pessoas. Isso &eacu te; fantástico, isso realmente, ele dá um desafogo para os municípios, porque esses 1.806 leitos são espalhados pelo estado inteiro de São Paulo, são desde a pequena Santa Casa como grandes hospitais. Isso é muito boa notícia, governador, agradeço, agradeço ao ministro, agradeço ao presidente a sensibilidade. E esses outros 300 respiradores, e mais os 300 que chegarão, é outro grande desafogo para o Estado de São Paulo, para a população de São Paulo, porque nós vamos ter 1.800 leitos, provavelmente muitos deles estariam sem os respiradores. E com esses 600 respiradores, eu imagino que mais alguns, que devem chegar, a gente vai conseguir abrir e dar dignidade no atendimento às pessoas. O grande dilema que nós sempre pensamos, governador, é você ter um paciente, agora estou falando como médico, e você não p oder dar um atendimento decente a essa pessoa. Ter aquela escolha: esse eu vou precisar entubar e esse eu não vou precisar entubar. Com esses leitos e com esses equipamentos, eu acho que quase certeza que nós não teremos que ter essa decisão difícil. E a pior coisa para um médico é ele ter que escolher: este aqui vai para o aparelho e este não. Então, agradeço o empenho do senhor, do secretário Germann e do ministro.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Geraldo Reple. Essa é mais uma demonstração, no depoimento de um médico com a experiência do Dr. Geraldo Reple, de como é importante, numa pandemia, numa crise, nós estarmos juntos, unidos. Não faz o menor sentido estarmos em direções distintas. O gesto do ministro interino da Saúde, correto, adequado, oportuno, deliberativo para atender às necessidades de São Paulo. É isso que nós desejamos e é dentro dessa trilha e desse caminho que n&oa cute;s vamos nos manter. Vou pedir o depoimento agora do secretário Marco Vinholi, no âmbito do interior e do litoral, e pedindo mais uma vez às pessoas que estão aqui nos assistindo, nos acompanhando, e aos jornalistas que vão escrever, ou que vão colocar nas suas emissoras de rádio, para que, por favor, compreendam este feriado prolongado como uma necessidade de proteção das suas vidas. Não é para fazer lazer, não é para fazer diversão, não é para viajar. É para se resguardar, ficar em casa. A tendência, neste momento, é neste sentido. Por isso é que nós já agradecemos, Vinholi, à população, por ter dado já um início desta boa resposta. Mas é importante que continuem a fazer isso até a próxima segunda-feira, dia 25. Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Muito boa tarde a todos. Nós seguimos ontem, com o primeiro dia de feriado, o governador trouxe aqui dados importantes, tráfego normal em todas as rodovias do estado. Um primeiro dia com resultados importantes, seja na taxa de isolamento conseguida aqui na região metropolitana de São Paulo, seja também no fluxo, que se manteve normal para as rodovias do Estado, demonstrando o sucesso na ação conjunta entre prefeitos e Governo do Estado, para que a gente pudesse ter esse feriado anteci pado, funcionando como indutor de isolamento social. Trazendo aqui, na prática, nós fizemos mais de 22 apoios e barreiras, que os municípios implementaram no litoral e no interior do Estado de São Paulo. Municípios aqui na Baixada Santista, no litoral norte, no interior do estado, estâncias turísticas, como Brotas, Campos do Jordão, numa ação bem-sucedida, em torno das barreiras na entrada dos municípios. Além disso, a Segurança Pública faz barreiras sanitárias também, ela mesma, nas rodovias do Estado de São Paulo, na Rodovia dos Tamoios, agora com uma barreira importante, feita pela Polícia Rodoviária, em parceria com a Vigilância Sanitária, dando resultados também nas rodovias do Estado de São Paulo. A nossa recomendação enfática e seguida, aqui novamente, para que as pessoas se mantenham, nesse s próximos quatro dias, em casa, sem viajar, sem tratar essa antecipação de feriado como um ambiente de turismo, mas sim de isolamento social. Nós estamos aqui, governador, com taxas das rodovias de São Paulo. Na Rodovia Anchieta-Imigrantes, por exemplo, uma queda de 35% no volume de veículos, no primeiro dia da antecipação do feriado. A Artesp registrou que, na mesma quarta-feira da semana passada, 31 mil... Perdão, 49.294 veículos passaram pelo sistema Anchieta-Imigrantes, e ontem esse número ficou em 31.900, e demonstrando uma redução nesse fluxo. Redução também no sistema Anhanguera-Bandeirantes, menos 4,2%, na Castelo Branco e a Raposo Tavares, menos 6,1%, e no Rodoanel também, que é um fluxo importante para ser medido, porque leva para outras rodovias, de menos 6,3%. Bom, é um primeiro dia de resultados importantes, nós seguimos pe dindo a mobilização de toda a população do Estado de São Paulo, para que a gente possa seguir com taxas importantes de isolamento, que a gente não tenha um fluxo, nos municípios do interior do estado, diferente disso, e com isso a gente possa ter essa estratégia bem-sucedida nesse momento. Governador, agregando também a isso, hoje anunciamos aqui os leitos de Bauru. Na semana passada, os leitos na Baixada Santista. Bauru, que nós demonstramos ontem um crescimento de 210% no número de casos, e superior a 65% na sua taxa de ocupação. Então, nós estamos fortalecendo o sistema de saúde lá, para Bauru e para os 68 municípios de toda a região.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. Vou pedir uma intervenção da Patrícia Ellen. Todas as intervenções hoje são breves, para nós darmos tempo suficiente para as perguntas e terminarmos no horário. Em relação ao Sistema de Monitoramento Inteligente e a expectativa para os próximos dias, sempre renovando o apelo para que as pessoas não viajem, fiquem em suas casas, em São Paulo ou aonde estiverem, pois isso contribui para melhorar as taxas de isolamento e, obviamente, de proteção no sistema hospitalar público e privado. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Eu queria, nesse espírito de agradecimento, mencionar os municípios que estão com taxa de isolamento acima de 50%. E uma boa notícia é que essa melhora aconteceu na capital e em município da Baixada, onde nós temos um desafio maior nesse momento, para contenção da pandemia e também para a gente poder receber essas pessoas no nosso sistema de saúde, como já foi dito aqui diversas formas. São Sebastião , que teve um nível de isolamento de 62%, Ubatuba, 57%, Ibiúna, de 54%, Cruzeiro, 52%, Santana de Parnaíba, com 52%, Caraguatatuba, com 51%, São Paulo, com 51%, Caçapava, com 51%, e Itanhaém, com 50%. Então, nós estamos conseguindo, aqui, mostrar que a nossa população está comprometida, está solidária e consciente do momento que estamos vivendo, onde precisamos proteger vidas. Hoje, está sendo um dia muito importante para todos nós, com esse movimento de solidariedade entre todos os governadores, o Governo Federal. É um momento de união, de realmente provarmos que nós conseguimos conter essa pandemia juntos, e nas próximas etapas trabalhar juntos também, de uma forma regional, lembrando que o Plano São Paulo trouxe aqui um olhar diferente, porque o Estado de São Paulo é heterogêneo. Estamos trabalhando aqui par a definir critérios, com os nossos secretários, prefeitos envolvidos, para trabalharmos também na modulação das medidas efetivas, de uma forma regionalizada, reconhecendo essas diferenças e também o esforço regional.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia Ellen. E para encerrar, antes das perguntas, a palavra do vice-governador Rodrigo Garcia, que é também secretário de Governo. O Rodrigo foi deputado federal, foi líder na Câmara Federal, e temos hoje um fato, eu volto a repetir e a enfatizar, histórico, numa manifestação conjunta do Poder Legislativo, as suas duas casas, Câmara e Senado, a Presidência da República e os seus ministros, e a totalidade dos governadores, 27 governadores, dentro de um mesmo objetivo, que é o combate ao Corona Vírus, unidos para salvar vidas e proteger as pessoas. Eu classifico, sim, como uma reunião histórica e um momento histórico, desejando que assim permaneça durante todos os próximos meses. Rodrigo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Governador, bom dia, rapidamente [ininteligível] para enaltecer, no dia de hoje, o aspecto federativo desse projeto. Quando a Constituição Brasileira delegou ao Governo Federal, e a Lei de Responsabilidade Fiscal reforçou essa delegação, de que ele é o ente federativo que tem capacidade, em nome dos brasileiros, de emitir títulos da dívida pública, de controlar o sistema monetário nacional, a Constituição e a própria Lei de Responsab ilidade Fiscal também delegaram ao Governo Central a articulação do pacto federativo. E esse programa de apoio federativo, que hoje o presidente da República, em conjunto com os governadores e também com os prefeitos, afirma da sua sanção, é o reforço desse pacto federativo, porque afinal de contas, e eu lembro aqui que, no mês de abril, nós apresentamos todo o ajuste fiscal do Estado de São Paulo, com redução em despesas de custeio, com redução da máquina pública, priorizando o combate à pandemia. Mas mesmo esse ajuste feito por São Paulo não será suficiente para fazer frente às despesas e à queda de receita. Então, se São Paulo, que é um estado equilibrado, sofre as consequências da pandemia, todos os outros estados e municípios sofrem ainda mais. Portanto, é um dia pa ra se destacar o pacto federativo, porque a sanção desse projeto vai permitir que os governos e prefeituras que estão no dia a dia do combate à pandemia, são eles os donos dos hospitais, são eles os donos dos postos de saúde, possam ter condições de, com esse recurso adicional, enfrentar a pandemia do Corona Vírus. Então, temos que destacar, acho que essa união federativa, entre Congresso Nacional, por onde tudo começou, entre Governo Central, entre governos estaduais e governos municipais, todos unidos e entendendo que o inimigo comum, e a guerra que todos nós temos, é contra o Corona Vírus. Então, acho que esse destaque merece, na nossa coletiva, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo Garcia. Agora sim, vamos às perguntas, começando presencialmente, e vamos começar com você, Daniel Lian, da rádio Jovem Pan. Na sequência, a jornalista Marcela Rahal, da CNN. Daniel Lian, boa tarde, obrigado pela presença, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, pelo tom do seu discurso inicial, houve uma suavidade aí em relação a essa reunião, diferente da anterior, entre os governadores e o presidente da República. Eu gostaria de saber se há uma trégua nesse momento, se foi levantada bandeira branca. O senhor tem pregado a união, mas há uma divergência clara entre a posição do presidente da República e os governadores, especialmente no que diz respeito ao distanciamento social. É possível que esse seja um primeiro passo para a&c cedil;ões mais coordenadas?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniel Lian. A resposta é sim. É um movimento construtivo de união, pelo Brasil, e proteção à vida das pessoas, e obediência à ciência e à saúde. Tudo que os governadores dos estados brasileiros, os 27, unanimemente, defendem, é obedecer a ciência, respeitar a saúde, respeitar a medicina e proteger vidas. Essa é a intenção e a mobilização de todos os governadores. Não é diferente também no Congresso Naci onal, isso foi expresso hoje pela manhã pelos seus dois líderes: o senador Davi Alcolumbre, pelo Senado, e o deputado federal Rodrigo Maia, pela Câmara Federal. E me sinto feliz em perceber que o presidente da República, na forma com que conduziu esta reunião, ao lado dos seus ministros, também entrou dentro deste mesmo processo de: vamos somar, vamos nos ajudar, vamos contribuir conjuntamente para proteger vidas. Este é o melhor caminho para o Brasil, esta é a melhor linha, somando, agregando, colocando a solidariedade entre todos, para ajudar todos, e principalmente, Daniel Lian, aos mais pobres e aos mais humildes. O Brasil agradece a postura tanto daqueles que representam o Legislativo quanto aqueles que representam o Executivo, no plano federal, estadual e municipal. E esperamos que esta trégua e esta bandeira de paz e integração e união se mantenha hasteada. Vamos agora à jornalista Marcela Rahal, da CNN. Marcela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu queria saber se essa estratégia de antecipação do feriado, caso ela não alcance o índice mínimo de 55%, depois disso, se o Governo Estadual já tem elaborado um plano de 'lockdown'. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marcela. Vamos falar das coisas boas, hoje o dia está bonito, temos sol, temos solidariedade, temos união entre poderes, é um dia de bandeiras brancas, e também de paz no coração das pessoas que vivem aqui em São Paulo. Vamos aguardar. É cedo ainda para falar sobre isso, nós estamos no segundo dia do feriado, ontem foi o primeiro, houve uma melhora, hoje a expectativa é, se você, que está em casa, neste momento, nos assistindo e nos ouvindo, nos ajudar, podemos melhorar ainda mais. Amanhã, sexta-feira, sábado e domingo, e provavelmente segunda-feira, se a Assembleia Legislativa confirmar o decreto que antecipa o feriado para segunda, dia 25. Então, Marcela, não fugindo à questão, e nem desrespeitando a importância do seu trabalho como jornalista, vamos aguardar até o resultado na segunda-feira, e aí poderemos avaliar quais são os próximos passos. Um passo de cada vez, e nesse momento o passo é da solidariedade, apoio, união e proteção. Vamos agora... Obrigado, Marcela. Vamos agora a uma pergunta que é virtual, do jornalista Túlio Cruz, do jornal O Estado de São Paulo. Túlio, prazer em revê-lo, novamente, ainda que virtualmente, e passo a palavra a você para a sua pergunta.

REPÓRTER: Boa tarde, governador. Eu queria perguntar sobre esse anúncio do pacote de socorro financeiro. O secretário José Henrique Germann também informou, e o senhor também, que o Ministério da Saúde vai passar a enviar um total de 600 respiradores. São duas notícias, e eu queria me concentrar no que ainda falta na lista de reivindicações do Governo Estadual para o Ministério da Saúde, que é prioridade. Há algumas semanas, o senhor frisou que as reivindicações também envolviam equipamentos de proteção individual, habilitação de leitos, como foi anunciado. Esses anúncios, sobre a habilitação de leitos [ininteligível] ajuda financeira, é suficiente para que o Estado de São Paulo enfrente o que é projetado para o aumento do número de mortes e casos? E o que é mais importante, a partir de agora, se concentrar em termos de entrega de equipamentos na área de saúde?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Túlio, obrigado pela pergunta. A resposta é sim, neste momento. Nós temos que lembrar que esta é uma guerra feita de várias batalhas, não é definitivo. Neste momento, sim, agregar mais 1.800 leitos homologados e mais 600 respiradores, que deverão estar entregues e instalados até o final da semana que vem, fornecidos pelo Ministério da Saúde, sim, nos ajuda e ajuda bastante. Talvez não seja definitivo, dada a circunstância de que ainda temos um tempo longo pela frente, nesta guerra contra o Corona Vírus. Em relação aos EPIs, os equipamentos de proteção individual, daqui a pouco o secretário José Henrique Germann, acompanhado pelo Dimas Covas e o Geraldo Reple, terão reunião virtual com o ministro interino da Saúde, o Dr. Eduardo, e vão tratar também das EPIs. É certo que parte desse pedido poderá ser atendido também. Houve um pouco menos de pressão, vamos chamar assim, por parte do Governo de São Paulo, porque conseguimos muitas doações do setor privado para os equipamentos de proteção individual, aliás aproveito, Túlio, a sua pergunta, para agradecer mais uma vez o gesto daqueles que compõem o Comitê Solidário, o Comitê Empresarial Solidário, que foi constituído pelo Governo de São Paulo há dois meses. Eles nos ajudaram muito, com o fornecimento de equipamentos de proteção individual. Mas a pandemia continua, vamos precisar de mais equipamentos e isso será tratado daqui a pouco, nesta reunião com o ministro interino, o ministro Eduardo Pazuello. Eu vou pedir apenas um comentário, Germann e Dimas, vou tomar a liberdade de pedir, em nome da saúde, do Dr. Geraldo Reple, Túlio, dada a ênfase que ele mesmo fez na sua intervenção do que representa este apoio com os leitos e com os respiradores, para São Paulo, principalmente, Túlio, para a capital de São Paulo, a região metropolitana e Baixada Santista. Geraldo.

GERALDO REPLE, PRESIDENTE DO CONSELHO DOS SECRETÁRIOS MUNICIPAIS DE SAÚDE: Bom, Túlio, na realidade foi feito todo um estudo, e esse estudo, nós mapeamos, junto... Capitaneados pela Secretaria de Saúde do Estado e dos municípios, aonde nós teríamos leitos e onde que esses leitos seriam o local ideal, no Estado de São Paulo, e quem teria condições de ampliação, de criação de novos leitos. Tem todo um mapeamento, onde que estão as regiões polo, porque realmente um leito de UTI você vai criar numa cida de um pouco melhor, com mais... Não, melhor não, uma cidade um pouco maior, teria condição de receber ao seu redor. Então, a habilitação desses leitos, eu vou falar uma coisa, vocês podem até achar engraçada, mas praticamente é a independência de muitos municípios, porque você às vezes... Não de um município, mas de todo um território, que às vezes que você tem quatro, cinco, 20 municípios que dependem de uma cidade. E a hora que você habilita um determinado leito num determinado hospital, aquela região toda, de repente um paciente não vai ter que andar 100 Km, 200 Km atrás de um leito de UTI. Então, essa habilitação é fundamental.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Geraldo. Túlio, muito obrigado, nós vamos tirar você agora de cena. Voltamos aqui presencialmente com a TV Gazeta, Marcelo [ininteligível], Marcelo, obrigado mais uma vez por estar aqui, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. A minha pergunta é em relação aos respiradores. Numa das coletivas, foi anunciado que havia 2.530 respiradores, divididos em três compras. E com a vinda desses 600 novos respiradores, disponibilizados pelo Ministério da Saúde, o Governo de São Paulo passa a contar com mais de 3.100 respiradores. A maioria deles ainda sequer foi utilizada, pelo fato de que ainda não chegou. Eu gostaria e saber, até que ponto há recursos humanos para manusear esses respiradores e serem implantados novos leitos de UTI? Porque a gente sabe que o leito de UTI, uma hora, vai alcançar o seu teto e esses respiradores também não podem ficar guardados. Gostaria de saber se o Estado de São Paulo tem esse balanço, esse limite, sabe dessa quantidade, esse teto para leitos de UTI e respiradores. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marcelo. Vou dividir a resposta com o vice-governador Rodrigo Garcia, no que tange aos respiradores. Ele, sendo também secretário de Governo, tem coordenado toda a aquisição de respiradores, compartilhadamente com a saúde, na solicitação aos respiradores ao Ministério da Saúde. E depois, a complementação com o José Henrique Germann, no que se refere a recursos humanos para a operação dos leitos de UTI. Mas já antecipo que nós temos, sim, cond ições, adequação e equipe necessária para operação dos leitos com UTI, funcionando os que já estão e os novos leitos de UTI. Mas quem dará mais detalhes sobre isso será exatamente o José Henrique Germann. E agora, sobre os respiradores, fala Rodrigo Garcia.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Acho que a pergunta principal, Marcelo, é quantos respiradores são necessários para enfrentar a epidemia, a mais. O Centro de Contingência, foi o primeiro número que nós obtivemos da evolução das curvas, dos cenários que já foram apresentados aqui, nós chegamos em torno de um número de 5.000 a 5.500, a gente fala respirador, mas são leitos de UTI que deveriam, em algum momento da epidemia, estar prontos para atender à populaç&a tilde;o que precisa. Então, a partir desse planejamento, que foi feito ainda no mês de março, a Secretaria da Saúde abriu não só as aquisições de respiradores, como também a busca de respiradores junto ao Governo Federal, tendo em vista que, com a centralização da requisição feita pelo Ministério da Saúde, só cabe ao Governo Federal comprar a produção nacional, e cabe a estados, municípios e entidades privadas fazer a importação. Foram várias compras já realizadas pelo estado, que nós já demonstramos aqui, e ainda compras insuficientes para alcançar esse número dado pelo Centro de Contingência, de 5.500 novos leitos. Então, a partir daí, eu relembro que nós abrimos 1.881 leitos de UTI novos, depois novos respiradores já estão chegando, todos os dias. Nós, enfim, não estamos fazendo publicidade disso, mas nesse momento, no HC e em outros hospitais tem respiradores novos, dessas compras, sendo instalados. É importante a população entender que um respirador não chega importado e liga-se na tomada, faz-se uma verificação, faz-se uma calibragem, um atestado de um médico responsável, de que ele está pronto pra uso. A partir daí, ele entra em uso. E assim, sucessivamente. Então, esses 600 respiradores, eles se somam às compras feitas pelo estado, à ativação de leitos feita pelo estado no mês passado, mais de 1.800, no esforço de nós alcançarmos o número colocado pelo Centro de Contingência, para que nenhum brasileiro de São Paulo que precise de atendimento fique sem atendimento. Então, a todo momento, o governador anuncia, o secretário de Saúd e, credenciamento de leitos, ampliação de leitos, justamente para, na evolução da epidemia, primeiro você não fazer isso 100% antecipado. Um leito credenciado, ele funciona, e ele custa sem ou com o paciente. Então, também tem uma preocupação do zelo do dinheiro público. Nós estamos ampliando os leitos de acordo com a demanda. O anúncio hoje de Bauru, na semana passada o anúncio da Baixada Santista. Então, tem toda uma lógica, mas acho que o número que nós estamos perseguindo é 5.500 novos leitos, no Estado, para enfrentar a pandemia. E toda lógica de compra, toda lógica do esforço é justamente para alcançar este número.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo Garcia. Antes de passar ao secretário José Henrique Germann, Marcelo, apenas para dizer também, atuando na recuperação de equipamentos que não estavam funcionando. Graças ao apoio da indústria automobilística do Estado de São Paulo, vários equipamentos que não operavam, desde antes da pandemia, foram recuperados e estão sendo utilizados com sucesso no sistema público de saúde. Germann, especificamente na parte da pergunta do jornalista Marce lo [ininteligível], sobre recursos humanos, equipe para operação dos leitos.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Sim. Quando nós fizemos a estimativa de leitos necessários, logo no início da epidemia, e chegamos a um determinado número, conforme falou o vice-governador, nós fomos à busca dos recursos necessários para que eles pudessem operar corretamente. E o crítico ficou sendo, de fato, o respirador. Agora, que nós temos essa possibilidade com mais frequência, todo o pessoal treinado está sendo retreinado. Aliás, eu gostaria de agradecer o Hospital das Cl&i acute;nicas, que tem um papel de capacitação das pessoas, as pessoas passam por lá e depois voltam para os seus hospitais de origem. Tem um grande número que é feito desta maneira. Então, com isto, nós temos hoje condições de colocar 1.500 leitos, aproximadamente, em funcionamento, só em função da questão do respirador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Germann, e Marcelo, também para complementar, o vice-governador falou sobre o Hospital das Clínicas. Ontem à noite chegaram 50 novos respiradores para as unidades de UTI do Hospital das Clínicas. Começaram a ser montados ontem, hoje gradualmente começam a ser operados. Hoje, amanhã e depois de amanhã todos eles já estarão em operação. São 50 novos respiradores. E o Rodrigo Garcia lembra que também continuaremos a ter entregas, no sábado, na segunda- feira, na quarta-feira, na sexta-feira, e incluindo os equipamentos do Ministério da Saúde. Vamos agora à TV Cultura, com a jornalista Maria Manso. Maria, obrigado, mais uma vez, pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, eu queria voltar à questão da reunião de hoje cedo. Apesar do clima de paz, foram tratadas só questões econômicas essenciais, claro. Mas a comunicação dúbia que está passando para a população, por um lado, pelo presidente, a ideia de que as pessoas podem sair de casa e até se aglomerar, e pelo lado dos governadores, de que é importante ficar em casa, isso continua confundindo as pessoas. Isso não foi tocado na reunião de hoje cedo. Eu queria saber por que você s evitaram esse assunto e se não preocupa os governadores que essa dubiedade de orientação para a população continue acontecendo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, obrigado. Hoje a reunião era uma reunião econômica, voltada especificamente para esse projeto do pacto federativo. Então, era essa a pauta, e nós respeitamos a pauta, que foi proposta aos governadores. E ela foi bem-sucedida, e é um passo importante. Nós temos que olhar com discernimento, com a alma aberta e o coração também, de que foi um passo importante. Ter uma reunião sem conflitos, com 27 governadores, presidente da República e vários dos seus ministros, neste momento de subida dos índices da pandemia, de pessoas infectadas e mortas, é um passo muito importante. É contributivo para o processo no combate à pandemia. Não houve a pauta da saúde, portanto, porque ela não estava prevista, mas todos os 27 governadores, na reunião prévia de ontem, reafirmaram o seu compromisso com a saúde, com a ciência e com o isolamento social. Todos os governadores continuarão a manter, de acordo com as suas características, em cada um dos seus estados, em respeito também aos seus municípios, os seus programas de isolamento social. É exatamente o que nós faremos aqui. E vale destacar também, Maria, a boa atitude do ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, no atendimento às demandas de São Paulo, e certamente ele deverá estar fazendo o mesmo em relação aos demais estados. Mais proxim idade, mais velocidade e mais assertividade. Então, estamos dando bons passos, e positivos, e assim esperamos continuar. Nos demais temas, na próxima coletiva podemos fazer uma boa avaliação, mas dado o fato de que temos bandeiras de paz e de entendimento, isso nos permite seguir o nosso caminho, determinadamente, e daqui eu posso falar: todos os governadores seguirão no isolamento social, é isso que recomenda a ciência e a medicina. E nós vamos seguir obedecendo o que a ciência nos orienta. Vamos agora a uma pergunta não presencial, online, do jornalista Xandu Alves, do jornal O Vale, de São José dos Campos, importante veículo, importante jornal impresso e virtual que opera com sua sede em São José dos Campos, aqui no interior de São Paulo. Xandu, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. O número de casos Covid está crescendo de forma mais rápida no interior, a própria Secretaria já apontou que cresceu quatro vezes acima da Grande São Paulo. Apesar disso, o interior é também um foco de questionamentos contra a quarentena, com algumas cidades, por exemplo, São José dos Campos, que teve alta de 700% do número de mortes em um mês, defendendo uma flexibilização já a partir de agora. Hoje, governador, o interior é um ponto de preocupaç& atilde;o do governo? E há temor de que esse aumento no interior se intensifique ainda mais? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Xandu, muito oportuna a sua pergunta. Eu vou dividir a resposta com Dr. José Henrique Germann e com o secretário Marco Vinholi. Não é hora de fazer precipitações. Eu pessoalmente, respeito muito o prefeito de São José dos Campos, aliás é médico, mas independentemente da sua profissão, eu tenho muito respeito por todos os prefeitos e prefeitas. Mas não é hora de fazermos flexibilização ou precipitar decisões, antes que tenhamos determinaç& atilde;o do Comitê de Saúde e controles adequados para avaliar heterogeneamente onde podemos abrir, e de que forma podemos abrir. Vale mencionar também, Xandu, o comportamento corretíssimo do Ministério Público no estado de São Paulo, e igualmente muito correto do Tribunal de Justiça do estado de São Paulo, ambos, tem atuado e cassado liminares promovidas ou desejadas por alguns prefeitos, não são muitos, e isso não significa nenhuma visão desrespeitosa ao direito desses prefeitos, mas o Ministério Público do estado de São Paulo, e o Tribunal de Justiça, tem tido hombridade e grandeza de interpretar corretamente a orientação do governo do estado de São Paulo, por decisão do Supremo Tribunal Federal. Então estamos caminhando, sempre mantendo o diálogo, jamais fazendo confrontos com todos os prefeitos do interior. E ass im seguirá especificamente em São José dos Campos, e as cidades do Vale do Paraíba. Em relação à sua preocupação, passo a palavra ao Germann, se necessário, com comentários do Geraldo Reple. O Geraldo tem, Xandu, no comitê de saúde, ele é um pouco o interprete mais próximo dos municípios, já que ele é secretário de saúde de um município aqui do estado de São Paulo, que é São Bernardo do Campo. Então ele tem uma visão muito municipalista, e nós respeitamos bastante essa visão. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: De fato, nós temos grande preocupação com a incidência de casos em todo o estado de São Paulo. Começamos por aqui, pela grande São Paulo, e estamos observando que existe um acréscimo, como você mesmo já falou, para as regiões do interior, e ela é regionalizada. E a secretaria trabalha também de forma regionalizada. O que eu posso lhe adiantar é que cada região conseguir achatar a sua curva com o isolamento de uma forma bastante contundente, ela terá um sucesso mais anterior aos demais, com relação ao combate da epidemia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Germann. Geraldo, seu comentário.

GERALDO REPLE, SECRETÁRIO DE SAÚDE DE SÃO BERNARDO DO CAMPO: Bom, boa tarde. Né? Então o importante é que se nós observarmos a disseminação da doença, ela está indo para o Vale do Paraíba também, e com grande força. Parece que quando a gente fala do interior do pessoal esquece do Vale, ele também é interior. Isso é muito importante que a gente observe. E quando a gente fala da macro, a macro região metropolitana vai do Vale até divisa com o Rio de Janeiro, e se a gente fizer um gráfic o de calor, é um grande local por onde a doença está caminhando. Então eu acho que nesse momento a gente precipitar alguma coisa, eu não sei se nós estaríamos piorando muito essa situação, e por isso que nós estamos permanentemente, o comitê, discutindo, e nós, eu como representante do conselho de secretários municipais de saúde, discutindo com todos os meus pares como nós vamos fazer, e qual o melhor momento, e o que fazer. Então eu chamo a atenção principalmente para aquela mancha do Vale, que é muito importante que as pessoas observem, com o município isolado, o Vale hoje já, se a gente pega a Via Dutra, você passa de um município para o outro e você nem percebe. Então é muito importante que as pessoas se atentem bastante a isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Corretas as colocações. Obrigado, Geraldo. Para finalizar, um breve comentário seu, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, um prazer falar com você. Bom, a região do Vale do Paraíba, como nós sabemos, ela tem uma série de congestões de cada uma das prefeituras, pôr litoral Norte está discutindo hoje endurecimento por conta da questão da antecipação dos feriados, municípios como Campos do Jordão da mesma forma, Taubaté está discutindo a antecipação de feriados no modelo que nós fizemos na região metropolitana de S ão Paulo. O prefeito Felício tem uma posição dita desde o início, e nós trouxemos ele para o conselho municipalista, para que com os dados do governo a gente possa dialogar em torno da situação do Vale do Paraíba, apresentamos ontem o crescimento de 84% em torno de óbitos, nos últimos 15 dias, 178% em torno de casos nos últimos 15 dias. O doutor Geraldo Reple colocou muito bem a preocupação, que fica no meio de dois epicentros aqui na capital de São Paulo, e o Rio de Janeiro. Então existe uma preocupação sim por conta dos fluxos no Vale do Paraíba. Mas aqui nós construímos tudo através do diálogo, o conselho municipalista está trabalhando isso junto com a gente, no âmbito do plano São Paulo, nós vamos ter reunião amanhã, teremos mais reunião na terça, o convencim ento, a troca de ideias, apresentação dos dados nós entendemos que nós vamos construir em conjunto com os prefeitos do Vale do Paraíba a sequência desse processo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi. Xandu Alves, do Jornal O Vale, mais uma vez, muito obrigado. Vamos agora às 15h25min, à última pergunta, é da Rede TV, jornalista Carolina Riguengo. Sua pergunta, por favor.

CAROLINA RIGUENGO, REPÓRTER: Boa tarde, governador, e a todos. Já que hoje estamos falando de boas notícias, vocês informaram a gente que foram 14.669 curados, com altas confirmadas. Eu queria saber, claro, há caso a caso em tratamento específico. Mas no geral para dar mais esperança até à essas famílias, o que vocês podem abrir urgente com relação a tratamentos, vitaminas? O que tem feito essas pessoas conseguirem se recuperar, se é idade, sexo? O que essas pessoas tem em comum, as que estão conseguindo se recuperar? E também vocês têm falado para a gente sempre a respeito de como tem sido o tratamento com pessoas mais vulneráveis, mas e os moradores de rua, e a situação dos albergues aqui do estado de São Paulo, como é que está o controle dessas pessoas também? Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carolina. Antes de passar ao doutor Germann, e o comentário ou do Dimas, ou do Geraldo, na próxima quarta-feira da semana que vem o Bruno Covas estará de volta aqui. O tema das comunidades, assim como das questões locais, é preferível aguardar a presença do prefeito e também do secretário Edson Aparecido, ou se você desejar, obter através do Edson Aparecido as posições mais completas em relação a isso. Na primeira parte da sua pergunta, responde o José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Só gostaria de lembrar também, que além disso nós temos feito um trabalho junto com a Secretaria de Desenvolvimento Social, de apoio, tanto quanto com a prefeitura, e também aqui com o estado, no sentido que a gente possa levar as famílias dessas regiões todas as condições que são necessárias para que eles possam enfrentar. O exemplo de ontem também é muito significativo, foi a abertura de uma unidade de hospital de campanha em uma regi&at ilde;o extremamente vulnerável. Aqui junto à Paraisópolis também, temos uma série outra, junto com a secretária Célia Parnes, de atividades nesse sentido. Quanto à questão do tratamento pós, primeiro com relação às altas, essas 14 mil são altas dos hospitais, são pessoas que passaram pela epidemia, foram internadas, algumas em UTI, e depois tiveram alta. Essas altas as pessoas estão curadas, né? Mas quanto à questão de tratamento pós a internação, eu gostaria que ou o Geraldo, ou o doutor Dimas completasse essa questão.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Germann, então vamos ao Dimas Covas, que é o coordenador do comitê de saúde.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTATÃ: Carol, é um esforço de todo médico, toda equipe de saúde, toda equipe de enfermagem é salvar o paciente. Quer dizer, isso é um compromisso inclusive de natureza profissional e ética. Veja, não só apenas 14 mil que estão curados, quer dizer, a maior parte das pessoas que foram infectadas passaram pela infecção com sintomas que não foram nem percebidos. Quer dizer, aqui na região metropolitana, o inquérito sorológico já mostrou que em torno de 5% das pesso as de [Ininteligível] já tinham tido a infecção. Portanto, elas adquiriram, não tiveram manifestação clínica e estão curadas também, quer dizer, não vão pegar de novo o vírus. Isso hoje nós já sabemos. Então o contingente populacional que vai se recuperar da infecção, tenha sintomas, ou não tenha sintomas, em torno de 80%, apenas uma minoria desses pacientes, em torno de 20%, poderá ter manifestação clínica, poderão ter algum tipo de sintoma. E ainda mesmo dentro desses 20%, uma população menor ainda vai precisar ser internada. Então nós estamos olhando aqui, é a ponta do iceberg, quer dizer, a grande massa da população que será infectada não terá sintomas. Mas elas transmitem, esse é o problema, quer dizer, mesmo a pessoa não tendo sintoma, ela estando com o vírus ela transmite, e aí sim coloca em risco a população mais vulnerável. Então é óbvio que é uma ótima notícia, estamos salvando gente, e à medida que o sistema de saúde vai se desenvolvendo, vai ganhando experiência, vamos salvar muito mais, pelo menos, nesse contexto, e a grande maioria das pessoas vai estar em um determinado ponto protegida.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Dimas Covas, obrigado, doutor Germann. Carolina, obrigado pelas suas perguntas. Ao final desta reunião eu quero lembrar que não teremos coletiva amanhã, sexta-feira, nem sábado, nem domingo, nem de segunda-feira, todos nós deveremos estar em casa, obedecendo a orientação da saúde e da ciência, respeitando os feriados, para permanecermos em casa. A próxima coletiva será na terça-feira, dia 26 de maio, coletiva da saúde, e a coletiva do governo na quarta-feira, dia 27 de maio, sempre no mesmo horário, às 12h30min. Encerro a coletiva de hoje, dia 21 de maio, com a mesma frase que abri essa coletiva, e que encerrei a participação dos governadores na reunião com o Presidente Jair Bolsonaro nessa manhã, na guerra, todos perdem, principalmente os mais pobres, os mais fracos, e os mais humildes. Nós temos que estar em paz, harmonia e unidos para defender o Brasil e os brasileiros. Bom feriado, em casa. Boa tarde. E, por favor, permaneçam e fiquem em suas casas. Obrigado.