Coletiva - Seminário Expo 2020: Perspectivas e Oportunidades - 20122405

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva do Seminário Expo 2020: Perspectivas e Oportunidades

Local: Capital - Data: 24/05/2012

REPÓRTER: De que forma que o Estado vai entrar...com quanto para construir tudo isso, com ou sem Expo 2020?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, destacar a importância da Expo Mundial 2020. Nós estamos na terceira maior região metropolitana do mundo, que é a região metropolitana de São Paulo. A exposição tem um forte potencial transformador em um mundo que é urbano. Hoje, mais da metade da população mundial vive nas cidades, e essencialmente metropolitana, de grandes metrópoles, e com grandes desafios. Um evento que não é uma semana, são seis meses. Se imagina possa ter 30 milhões de turistas, de estrangeiros, de pessoas aqui em São Paulo. Tempo de preparação, são oito anos. A parte do Governo do Estado é a questão da mobilidade urbana. A linha do metrô que atenderá a região vai ser a Linha-6, Linha Laranja, que é a que está mais adiantada. Já a MIP, a Manifestação de Interesse Privado para que gente possa ter a licitação da PPP, que é muito importante. Já temos o trem, que é a Linha-7 da CPTM. E estamos estudando um novo expresso que vai para Jundiaí, que passa também na região. A região está com o Rodoanel Norte. Ela fica ao lado do Aeroporto de Cumbica. E o Rodoanel Norte, o Senado aprovou terça-feira o financiamento do BID. Nós deveremos assinar na primeira semana de junho o financiamento de R$ 1,9 bilhão. Rodoanel, do lado do Aeroporto de Cumbica. Um sistema Anhanguera/Bandeirantes do lado de Viracopos, que foi o segundo aeroporto que mais cresceu no mundo, em número de passageiros. Eu diria que é a melhor esquina do Brasil: Anhanguera, Bandeirantes, Rodoanel, do lado de Viracopos e Cumbica.

REPÓRTER: Governador, [ininteligível] que em 20 dias o Estado escolhe a empresa que vai fazer o projeto da Linha-6, é isso?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não sei se em 20 dias, mas é a mais adiantada. É a mais adiantada das PPPs é a Linha- 6 do Metrô. Que vai ser a nova linha, veja que nós temos cinco. Um, que é a Norte/Sul. Dois, que é a Paulista. Três, que é a Leste/Oeste. Quatro, que está terminando, é a Linha Amarela. Cinco, que está em obras, é a que vai de Santo Amaro para Chácara Klabin. E a seis que é a próxima que vai de São Joaquim, cruza a cidade, passa embaixo do Rio Tietê, Freguesia do Ó, Brasilândia, Pirituba.

REPÓRTER: Agora governador, mas o transporte em São Paulo, mesmo com todas essas linhas, ele está cada vez mais saturado. O Governo do Estado pensa em algum outro tipo de opção? Porque com todos esses eventos, vai virar um caos, não é?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É. O caminho é o transporte de alta capacidade, de qualidade. E essa integração de modais, pneu, os corredores. Nós estamos, inclusive, com a EMTU fazendo grandes corredores, com estações, o principal deles vem de Guarulhos para São Paulo, que é a segunda maior cidade, e vários aqui na região metropolitana. Metrô tem quatro linhas em obras simultâneas. E a expansão do trem, inclusive o Expresso Guarulhos, que vai para Cumbica. O crescimento já não é mais tão exponencial. Primeiro porque o crescimento demográfico caiu. Hoje, o número de filhos é bem menor, e as mamães ainda postergando a maternidade um pouquinho mais para frente. E o fluxo migratório também diminuiu. Então, não é mais tão grande. Não há dúvida. Nós somos a terceira maior metrópole mundial. É Tóquio, Nova Deli, São Paulo, depois vem Mumbai, na Índia, depois Cidade do México, Nova Iorque, Xangai, na China.

REPÓRTER: Vocês inauguram novas estações, novas linhas, e elas já nascem saturadas. Quer dizer, como é que vai ser para Copa? GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A população, ela quer, confia, gosta do transporte sobre trilho. Então atrai, metrô, trem. REPÓRTER: E esses problemas que tem tido na CPTM. Cada semana tem um problema diferente, para, acidente no metrô...

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. São problemas pontuais.

REPÓRTER: Mas tem sido bastante pontuais, não é, governador?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Que inclusive estão sendo investigados. Porque nós tivemos vários casos de fios que foram cortados, enfim, não foi geração espontânea.

REPÓRTER: Foi uma questão política, que o senhor comentou ontem nos jornais?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. O que eu falei ontem foi em relação à greve.

REPÓRTER: Isso. Com relação à greve.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Greve tem no mundo inteiro. Não é só aqui. Greve existe. Agora, o que eu coloquei? Que a greve totalmente descabida, porque se estava no meio de uma negociação. O prazo do dissídio era até o fim de maio. A juíza do Tribunal do Trabalho tinha feito uma proposta, e ela não foi sequer analisada. Então, coloquei, olha, eleitoreira. E acrescento, ilegal e abusiva. Ilegal porque não respeitou a decisão judicial, que determinava que se garantisse um mínimo, os trens operando no horário de pico, que é o horário das 05h da manhã às 09h, e depois no final da tarde. E abusiva, porque prejudicou milhões de pessoas. E claro, descumprimento judicial.

REPÓRTER: Quando o senhor fala em fios cortados, o senhor fala em vandalismo ou sabotagem?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, o que eu coloco é o seguinte: No caso da CPTM que nós estamos investigando, nós tivemos fatos que não são geração espontânea, não foi problema estrutural.

REPÓRTER: Vandalismo?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Foi destruição. Corte de fio... Energia elétrica, o trem não pode andar.

REPÓRTER: Mas foi sabotagem ou vandalismo, governador?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: As duas questões estão sendo analisadas pela polícia e seriamente investigadas.

REPÓRTER: Governador, o diretor do Sindicato dos Metroviários, disse que proposta feita anteontem pela juíza não foi aceita pelo Metrô, e, portanto, eles não levaram em votação para a Assembleia.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. Eles abandonaram a reunião, eles saíram da audiência. Não havia nenhuma razão para ter tido greve, o Governo nunca se negou o diálogo e estava dentro do prazo do dissídio e estava dentro de uma conciliação.

REPÓRTER: Governador, o Governo do Estado pretende representar contra o Sindicato em uma maneira civil, não trabalhista, civil?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O assunto para nós está resolvido, é trabalhar. Bola para frente.