Coletiva - Solenidade de Passagem do Comando Geral da Polícia Militar ao Cel. PM Roberval Ferreira França - 20122404

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Transcrição da coletiva da Solenidade de Passagem do Comando Geral da Polícia Militar ao Cel. PM Roberval Ferreira França

Local: Capital - Data: 24/04/2012

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, destacar a importância do momento que estamos vivendo, Coronel Roberval França, assumindo o comando da Polícia Militar de São Paulo, o Coronel com uma larga experiência de tropa, era o Comande do ABC, fez um belíssimo trabalho na Região do ABC, formado em Direito, formado em administração, com MBA, com doutoramento especialista em políticas para a segurança pública para as Ciências Policiais, tem liderança para fazer um grande trabalho. Então eu quero aqui desejar, cumprimentar o novo Comandante Geral da Polícia Militar, o Antônio Ferreira Pinto, nos estamos ampliando o nosso contingente, nós vamos ter agora quase 900 investigadores e escrivães para a Polícia Civil, autorizamos mais 1800 homens e mulheres para a Polícia Militar, nós vamos terminar o ano nos aproximando de 100 mil, homens e mulheres, só na Polícia Militar, fora a Polícia Científica e a Polícia Civil. Então, é um trabalho permanente, 24hs de dedicação. E eu tenho certeza que o novo Comandante Geral, ele vai trazer inovação, vai trazer um trabalho importante para uma instituição que é uma tradição e um orgulho justo de São Paulo, como é a Polícia Militar, desde o século XIX, ela tem ainda mais avanços, para servir a população. Queria agradecer também ao Coronel Camilo, Álvaro Camilo que, durante três anos, teve uma dedicação importante, e uma redução importante, nos índices de criminalidade do nosso Estado.


JORNALISTA: O que pesou na escolha do novo comandante? O que direcionou essa escolha?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, sempre é o resultado de vários fatores. Primeiro: A confiança do secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto. A liderança do coronel Roberval França, o seu conhecimento, a sua segurança no trabalho. Tenho certeza de que ele vai fazer um belíssimo trabalho. E tem um time afinadíssimo aí de 96 mil homens e mulheres se dedicando a segurança de São Paulo.


JORNALISTA: Governador, se o Álvaro Camilo é tão importante para a segurança, por que ele não está no evento? Ele foi convidado para vir, ou recursou, ou não foi convidado?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Não, é claro que ele foi convidado, mas a lei determina que quando um coronel completa cinco anos é automaticamente ele passa pra reserva. Então, é uma mudança natural. Isso é obrigatório por lei, tá bom?


JORNALISTA: Por que ele não veio para o evento, governador?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, o coronel Álvaro Camilo fez um belíssimo trabalho e saiu por contingencia legal, porque é obrigatório. Coronel não pode permanecer mais do que cinco anos no posto.

JORNALISTA: O que o senhor achou de 21 de maio. Ele entrou na reserva ainda tecnicamente.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: É. Vinte dias.


JORNALISTA: Governador, qual vai ser o principal desafio?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, eu acho que são múltiplos os desafios, manter em queda os homicídios. Em São Paulo saíram 35 homicídios para 10. Então, manter essa trajetória, que é uma luta permanente. Um esforço enorme na questão também de latrocínio e de roubos e furtos contra o patrimônio. Um trabalho na questão das drogas. Que São Paulo não produz cocaína. São Paulo produz laranja, cana, carne, soja, milho, feijão, café, leite, mas nós sofremos aqui as consequências do problema do tráfico de drogas e do tráfico de armas. Então, eu acho que precisa ter um esforço federal importante na fronteira. E aqui no estado são 24 horas de luta no combate ao tráfico de droga. E também tenho recomendado ao secretário de segurança, a gente fazer um esforço redobrado na questão de bebida alcóolica, principalmente ligado à direção. Hoje a maior causa de morte, causa externa, no estado de São Paulo não é mais homicídio. A maior causa externa - não doença - era homicídio, era tiro. Hoje, como reduziu de 13 mil para quatro mil, não é, é acidente rodoviário, né? É a motocicleta, atropelamento, automóvel. E um dos fatores, não é o único, mas um dos fatores é o alcoolismo, é dirigir embriagado. Então, esse trabalho importante também pra direção segura. Enfim, são múltiplos fatores pra proteger a população.


JORNALISTA: Governador, os crimes contra o patrimônio e a região do Morumbi [ininteligível].


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: É pra todas as regiões, né? Quer dizer, é um esforço redobrado da polícia. Nós estamos valorizando o policial, carreira pra Polícia, salários, condições de trabalho. Nós tínhamos há 10 anos seis helicópteros. Hoje são 23, 30 aeronaves ao todo com aviões, armamento. Hoje até um governador de Brasília me pediu, nós vamos doar os revolveres 38, o antigo três oitão, porque agora é tudo pistola ponto 40. Então, os outros estados pedem, nós vamos doar. Porque se não tem que ser destruído. Então, nós vamos doar pra outros estados, porque estamos modernizando todo o armamento, tecnologia. Então, é um esforço grande de gestão, em esforço grande de gestão que está sendo feito. Aliás, o discurso do novo comandante ele focou muito isso, as inovações que serão muito importantes.


JORNALISTA: Governador, sobre tecnologia: o senhor está acompanhando a questão dos tablets, o problema dos tablets, pra implantação de nova tecnologia? O governo está diretamente acompanhando ou não?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Estamos acompanhando, foram questões pontuais, nós temos 645 municípios no estado, quase 100 mil policiais, mas o Secretário e o Comandante podem responder mais pontualmente pra vocês. Muito obrigado.