Coletiva - Visita à Associação de Deficientes Visuais e Amigos (Adeva) 20121312

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Visita à Associação de Deficientes Visuais e Amigos (Adeva)

Local: Capital - Data: 13/12/2012


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós temos aqui na Escola Lazar Segall, aqui em São Paulo, um posto do Acessa São Paulo em convênio com a ADEVA, que é a Associação dos Deficientes Visuais. E esse posto tem toda parte de software voltada às pessoas com deficiência, e monitores também, treinados. Então aqui, nós já tivemos mais de 69 mil atendimentos. E aqui as pessoas que não enxergam vem, tem aula, tem acesso a internet, se capacitam para o mercado de trabalho através do Via Rápida Emprego, cursos de call center, informática, administração, marketing, enfim, os mais variados cursos. Então é educação, educação para o trabalho, qualificação profissional e inclusão social. Através da informática, as pessoas com deficiência poderem ter acesso a internet. E estamos desenvolvendo um software junto com a PRODESP e a ADEVA para levar esse trabalho para os outros Acessa São Paulo. Então nós temos um trabalho que a gente imagina que no primeiro semestre do ano que vem, a gente consiga expandir o Acessa São Paulo, com monitores, com software, com equipamentos, impressoras, todas voltadas para pessoa com deficiência visual.

REPÓRTER: Governador, eu queria perguntar para o senhor um pouquinho sobre os Royalties. Ontem a gente teve uma situação complicada no Congresso, os estados não produtores se articularam para votar e derrubar aquele veto da presidente Dilma do art.3º que o senhor foi favorável. Queria saber qual a sua avaliação sobre essa situação, e se o senhor está fazendo alguma articulação com a bancada de São Paulo para lidar com essa situação.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós já colocamos a nossa posição favorável ao veto da presidenta Dilma. Por quê? Porque entendemos que o que já está licitado deve se manter a regra que prevalece até hoje. Para os novos poços de petróleo e gás, novas descobertas do Pré-Sal aí se deve, se quiser, discutir um novo critério de distribuição de royalties e participações especiais. Então nós defendemos o veto, cabe ao Congresso, evidentemente, analisar, o Congresso dá a última palavra, a palavra final. Mas entendo que o veto ele atende o conjunto, porque ele é bom, importante para os estados produtores, especialmente Rio de Janeiro, Espírito Santo e no futuro São Paulo, porque a nossa arrecadação ainda é muito pequena, e estabelece para os novos postos um critério de distribuição mais amplo. Nós, portanto, trabalharemos para manter o veto da presidenta Dilma.

REPÓRTER: Isso preocupa governador, essa decisão de ontem por parte dessa mobilização dos deputados?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, isso já era previsto, essa questão. Tanto é que o Congresso aprovou essa distribuição. Mas acho que o veto ele pressupõe uma visão correta de que se deve discutir o futuro, mas aquilo que já está licitado já teve uma regra da época e não se deve mudar uma regra já pré-estabelecida, então nossa posição é favorável ao veto.

REPÓRTER: Como que o senhor vai se articular com a sua bancada?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós temos o coordenador da bancada de São Paulo que articula aí os 70 deputados de São Paulo de maneira até suprapartidária, e nós vamos transmitir claramente a posição do Governo do Estado de São Paulo.

REPÓRTER: Governador, sobre o uso dos recursos para a educação, qual é a posição do senhor?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, nós somos favoráveis. Eu acho que todo recurso para a educação ele é positivo. Eu incluiria também uma parte disso para a saúde, eu acho que esse binômio: educação e saúde, ele é importante. E nós temos uma mudança demográfica do Brasil que precisa ser considerada. O Brasil que era um país jovem, uma pirâmide de base larga, hoje é um país maduro e caminha para ser um país idoso, aliás, como é a tendência mundial dos países desenvolvidos, o que é muito bom, as pessoas vivendo mais e vivendo melhor, com melhor qualidade de vida. Vejo aí agora o Oscar Niemayer com uma vida de 104 anos extremamente frutífera. Então, a questão do financiamento da saúde em razão dessa mudança demográfica, do encarecimento, do avanço tecnológico, porque tem um grave problema de financiamento do SUS, então eu acho que esse binômio: educação e saúde, é sempre positivo, eu acho que educação sem a menor dúvida eu colocaria algum recurso também para a saúde.

REPÓRTER: Só uma ultima questão a respeito, governador. O senhor conversou com os governadores Sérgio Cabral, governador do Espírito Santo, o Casa Grande sobre essa questão, porque São Paulo apesar de ser um dos estados afetados tem se mantido um pouco mais a margem dessa discussão enquanto eles têm gritado mais. O senhor tem conversando com eles a respeito?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Tenho conversado sim. E, aliás, até melhoramos a proposta do deputado Zarattini, porque a proposta do deputado Zarattini era 11% só dos recursos para os estados produtores, foi a nosso pedido que ele dobrou, passou de 11% para 22% a participação dos estados produtores, igualando ao que é a proposta vital do [inteligível]. Não, nós somos favoráveis ao veto, respeitamos a posição do Congresso Nacional, mas defenderemos a manutenção do veto.