Coletiva - Visita à Escola Estadual Alfredo Paulino Ensino Fundamental 20140110

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Visita à Escola Estadual Alfredo Paulino Ensino Fundamental

Local: Capital - Data:Outubro 01/10/2014

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, uma grande alegria vir aqui a Escola Estadual Alfredo Paulino, aqui na Lapa, uma escola de tempo integral, os alunos entram às 07h00 da manhã, saem as quatro e dez, tem três refeições, escola muito bonita. Dar os parabéns aqui à diretora Rosângela, aos professores, funcionários, aos pais, a todos os alunos. Alunos animados, alegres nessa magia que é a aprendizagem, então, a gente fica muito feliz. E, estamos aqui para falar da Dejem. Nós temos hoje na ronda escolar para a proteção dos alunos, professores, funcionários, toda comunidade, 3.716 policiais militares, 929 viaturas. Então, a ronda escolar ela não fica numa escola, ela é distribuída, um grupo de sete, oito escolas tem viatura e os policiais, então eles circulam, eles rodam. Aí, além disso, nós escolhemos 421 escolas estaduais na região metropolitana de São Paulo: Campinas, Santos, Baixada Santista, Campinas, grande São Paulo e capital, para iniciar um segundo trabalho que é a chamada Dejem Escolar. Nós estamos contratando o policial militar para uma jornada extra, chama Dejem - Diária Extraordinária de Jornada Militar. É um ganha-ganha. O policial trabalha 12 por 36, então, aquelas 36h que ele não trabalhava, de descanso, ele ia fazer o bico, então agora nós contratamos, tem um limite de horas. Então, ele tem um plus, ele ganha mais por essa jornada e trabalha conosco, armado, fardado. É um ganha-ganha, o policial ganha e ao mesmo tempo a população ganha porque é mais polícia nas ruas, ostensiva, preventiva, evitando o crime e protegendo a população. Então, aqui é uma das 421 escolas com a Dejem Escolar, nós já temos hoje perto de quase 3 mil policiais na Dejem Escolar. Então começou pela capital, pela grande São Paulo, região de Campinas e Baixada Santista, a nossa proposta é ampliar a Dejem Escolar para ter mais segurança nas escolas. Temos também 1.600 escolas já e estamos fazendo uma nova licitação para câmeras de vídeo, umas 1.600 já tem câmera de vídeo, já tem alarme, já tem central de videomonitoramento. Então, a escola tem as câmeras, tem a central, e tem o controle 24h, além de ter também o alarme. Então, um trabalho importante para garantir segurança pros alunos. E cumprimentar aqui a escola por essa capacidade extraordinária de tornar a aprendizagem algo alegre, gostoso, a gente vê o entusiasmo dos alunos.

REPÓRTER: O Dejem, ele vai ser ampliado com a sua proposta para o futuro de que maneira?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: É o seguinte, nós temos duas inovações no estado de São Paulo que muitos estados estão copiando. A primeira foi a Atividade Delegada, aí quem contrata é a prefeitura, então a prefeitura contrata o policial naquele horário extra, ele ganha um plus a mais e ele trabalha. E qual o duplo benefício? Primeiro para ter mais policiamento nas ruas. E segundo, porque o município precisa participar mais da questão da segurança, então a gente envolve mais as prefeituras, né, elas são mais... No mundo inteiro o município tem um papel relevante na questão da segurança, com a Atividade Delegada à gente faz um convênio com as prefeituras, hoje já tem os perto de 50 municípios na Atividade Delegada. Deu tão certo que nós estamos fazendo com o estado mesmo, então nós contratamos nessa jornada a mais e com isso nós colocamos maior policiamento nas ruas, e fizemos um Dejem só Escolar. Então, essa Dejem aqui, esses policiais são só para fazer a segurança das escolas, e foram escolhidas escolas na capital, região metropolitana de São Paulo, Baixada e Campinas.

REPÓRTER: O senhor pretende ampliar para todo o estado? E qual o prazo?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós pretendemos ampliar para todo o estado. E qual o critério? Escolhendo as escolas que precisam mais. Então, aí a Secretaria da Educação que verifica as escolas que têm mais necessidade, a nossa proposta é levar as câmeras de vídeo, o videomonitoramento e a Dejem Escolar.

REPÓRTER: Governador, a Santa Casa cogitou a possibilidade de pedir para o estado pagar o 13º dos funcionários porque a situação é dramática, inclusive, nessa semana saiu o resultado da verificação que foi feita nas contas e tudo mais. O Estado pode ajudar? É legítimo, é legal isso?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, o Estado já está ajudando as Santas Casas. Nós criamos... É preciso analisar qual a causa de tudo isso. A causa de tudo isso é a falta de financiamento, o governo Federal vai devagarinho saindo do financiamento. Ele participava com 57%, 58%, hoje é quarenta e poucos por cento, ele vai saindo do financiamento da Saúde. É só não corrigir a tabela do SUS, quanto mais atende; mais dívida. Quanto mais atende; mais dívida. Então, essa é uma questão que é de todas as Santas Casas do Brasil. Imagina se uma dívida de perto de R$ 18 bilhões das Santas Casas do Brasil inteiro. A primeira questão... Essa é a primeira questão. A segundo, houve uma dúvida s e nós tínhamos repassado o recurso federal para a Santa Casa. Está totalmente esclarecido, o Estado tinha razão, o todo o recurso foi passado e nós estamos passando mais. Então criamos um programa chamado “Santa Casa Sustentável”, a Santa Casa pequena nós colocamos 10% a mais para custeio do que ela fatura. A Santa Casa estratégica, 40% a mais, e a Santa Casa estruturante, 70% a mais, isso no estado inteiro. Isso vai dar esse ano R$ 630 milhões, só para custeio, não é para fazer prédio, para comprar equipamento, é só para atender os pacientes, para atender o SUS. Então, o único estado brasileiro é São Paulo que tá complementando a tabela do SUS para garantir o atendimento para a população. A Santa Casa de São Paulo é uma das maiores do Brasil, tudo lá é grande, né? Nós va mos ajudar, com a auditoria junto, com boa gestão, com boa gestão para ajudar para ela continuar e ampliar o seu atendimento!

REPÓRTER: A Santa Casa tá dizendo que não tem dinheiro para pagar o 13º dos funcionários e pede ajuda do governo. O governo vai ajudar? Ele pode ajudar?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tudo o que nós pudermos fazer dentro da lei e de interesse público, nós vamos fazer. Santa Casa de São Paulo é do século XVI, é uma instituição... Aliás, Santa Casa de Santos, de Braz Cubas, né, século XVI. Santa Casa de São Paulo tem 400 anos. Todo o apoio. Agora, a Santa Casa fechou o pronto-socorro há dois meses atrás e reabriu porque o governo do Estado colocou os recursos, então São Paulo é o estado que mais investe em saúde no Brasil. Tem muito a ser feito, mas estamos trabalhando firmemente aí.


REPÓRTER: Governador, já que existe tanta preocupação em relação à Santa Casa, e enquanto ao Hospital Universitário? Eu sei que está vinculado à USP, mas eles estão com problema financeiro. Para 2015 a previsão é que as universidades estaduais vão ter 220 bilhões a menos, por causa da queda de arrecadação de ICMS.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, não... Deixa eu te dar o [ininteligível 00:00:19] aqui. Aliás, está sendo mandada uma carta para o jornal, para corrigir a matéria que foi feita equivocadamente. As universidades, as três universidades em 2014, este ano, dá 8,745 bilhões. 2014. 2015: 9,259 bilhões de reais. Então, são 5,87% a mais. O ICMS o ano que vem não vai cair, ele cresce quase 6%, exatamente isso é... Às universidades, passam de 8,7 para 9,2 bilhões. Eu defendo que o Hospital Universitário, o HU, ele fique na Universidade de São Paulo, porque ele criou uma expertise muito boa. Geralmente os hospitais universitários estão muito v oltados à faculdade de medicina, o que é natural, mas nós temos 14 profissões que atuam na saúde, você tem assistente social, psicólogo, enfermagem que é importantíssima, odonto, fisioterapia. Então, o hospital universitário, criou uma expertise de ser um formador de recursos humanos para todas as atividades profissionais, especialmente enfermagem. Então, deve ficar, é um caso de sucesso, tem um bom histórico, e nós vamos ajudar. Aliás, estamos ajudando, inclusive, um outro hospital universitário, que é federal, o pronto socorro da Unifesp, do Hospital São Paulo, nós demos socorro de 5 milhões para não fechar. Então, como ajudamos o Hospital Universitário Federal, vamos ajudar também o hospital universitário da USP.

REPÓRTER: Mas a gente sabe ainda, que esse aumento, ainda não é suficiente para acabar com o roubo da USP e das duas outras estaduais. O conselho de reitores pediu um aumento de 9,9%, o repasso de ICMS, mandado para a Assembleia Legislativa e para o Governo do Estado. Existe essa possibilidade de aumentar?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, aí precisa... Nós acabamos de enviar para a Assembleia, né, o orçamento, e vamos agora que começa a discussão do orçamento, está bom?

REPÓRTER: ok.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Só um reparozinho aqui. Porque, continuando o debate de ontem, né.

(RISOS)

REPÓRTER: Foi muito difícil ontem?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, foi bom. Eu gosto do debate...

REPÓRTER: O senhor polarizou as atenções.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Foi dito que, a Linha 17 e a Linha 15 estariam paradas. A Linha 15 é um monotrilho que vai da Vila Prudente até Oratório, está pronto, entregue à população e já em operação sábado e domingo, depois, já começa agora dia de semana e entra em operação comercial. Aí, as próximas estações, nós vamos a entregar São Lucas, perdão, Camilo Haddad, São Lucas, Vila Tolstoi, Vila União, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus. Tudo em obra. Tem 2.800 pessoas trabalhando.

REPÓRTER: e a Fradique Coutinho?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou chegar lá, é metrô, é Linha 4. 2.800 pessoas trabalhando. Aliás, nós parávamos à noite, aí, o Ministério Público, falou que tem que parar às 10 da noite. Trabalha até 10 da noite e não passa das 10 da noite por causa da lei e razão de não incomodar à vizinhança. Tudo em obra. Depois a Linha 17, não é possível dizer que está parada, é só passar na Avenida Roberto Marinho para ver aquele gigante daquele monotrilho. E o pátio que está sendo feito, uma grande obra de engenharia, encima do piscinão, ali da Avenida Roberto Marinho. Duas mil pessoas trabalhando na Linha 17, todo mundo trabalhando. A Linha quatro, nós temos 4 mil pessoas trabalhando, olha como a construção civil gera emprego. A Fradique Coutinho está pronta, ela já foi entregue à ViaQuatro, agora a ViaQuatro que é operadora, concessionária que opera o trem, tem que colocá-la no carrossel, porque essa é uma Linha que não tem operador do trem, é tudo por sistema, é a coisa mais moderna do mundo, é um... Não vou dizer trem fantasma, mas é um trem sem operadora, é um trem que não tem operador, é todinho por sistema. Por isso que ela conseguiu colocar no pico um trem a cada 90 segundos. Então, agora, a concessionária recebe a estação pronta e em questão de semanas ela entra no carrossel, problema de porta, enfim; questão técnica, mas está concluída. Depois vamos entregar Higienópolis, Óscar Freire, Morumbi, quem quiser ir para o estádio, e Vila Sônia que a última para depois chegar em Taboão da Serra. E a Linha cinco, tem 5.400 pessoas trabalhando. São 10 estações em obra, com três tatuzões. Só no metrô tem 14.200 pessoas, hoje, trabalhando. Veja como é importante investimento para o país poder crescer. Só o metrô de São Paulo, 14.200 pessoas trabalhando, ampliando as obras do metrô, sem contar CPTM, trem para Varginha, trem para Guarulhos, trem para Itapevi. Obrigado. Capital