Coletiva - Visita à Estação de Tratamento de Água Alto da Boa Vista 20140511

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Visita à Estação de Tratamento de Água Alto da Boa Vista

Local: Capital - Data:Novembro 05/11/2014

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, tem três notícias importantes aqui em relação aos investimentos que estão sendo feitos. O primeiro deles são os reservatórios. A Sabesp está fazendo 29 reservatórios novos, isso aumenta em 10% a capacidade de reservação na região metropolitana de São Paulo. Os reservatórios estão sendo feitos com material de aço, não é mais de concreto armado, então, ao invés de levar três anos para fazer um grande reservatório, leva um ano e custa 60% do preço. Uma grande disputa entre as empresas para construir esse reservatório, 60% do preço, dois anos a menos de prazo para construção. O reservatório, ele garante a regularidade da distribuição. Então, quando tem grande demanda, muito calor e que tem às vezes problema de falta de água, você com grandes reservatórios você mantém a regularidade desse abastecimento. Então, são 29 até março do ano que vem. Três... Um ano atrás, né? Um ano atrás, três já foram entregues, um nós visitamos agora aqui na ETA aqui de Santo Amaro, mais cinco vão ser entregues até dezembro e 21 até março. E isso tem uma outra vantagem também. Quando você pega aqui na zona sul, você tem aquele mapa do? Dá para gente ver bem? Não, não. O outro. O do reservatório. Capão Redondo, Jardim São Luís. Então, aqui mostra bem. Você tem aqui reservatório do Jardim São Luís. Então aqui está o reservatório do Jardim São Luís. Deste reservatório, atender a todo o Capão Redondo. Então, você tinha uma área muito grande só para este reservatório e tinha que por muita pressão para poder levar essa água até o Capão Redondo. O que aumentam também as perdas de água, perda física. Aí foi feita uma tubulação todinha hermética, uma tubulação e um reservatório lá no Capão Redondo. Então, você leva a água lá no Capão Redondo, não tem nenhuma perda e aqui no Capão Redondo um novo reservatório que distribui por gravidade. Porque ele está mais alto. Então, isso garante a regularidade de toda esta região e economiza 0,24 m³ por segundo, 0,24 m³ por segundo de perda. Isso equivale a uma cidade de 70 mil habitantes, uma cidade de 70 mil habitantes. Então, esse é um exemplo aqui. Ao invés de você com esse reservatório distribuir para toda essa região, você leva com uma tubulação hermética até o Capão, lá há um novo reservatório que distribui por gravidade. Então, dois benefícios: regularidade na distribuição e diminuição de perda física de água. Então, essa...

REPÓRTER: Esse reservatório do Capão Redondo é um desses três...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Esse é um dos três, não. Esse é o que vai ser entregue em dezembro. Esse vai ser entregue em dezembro. Nós temos, nós entregamos três reservatórios, cinco até dezembro, 21 até março, 29 grandes reservatórios. Esse do Capão Redondo 15 mil m³ por segundo, por 15 mil m³, 15 milhões de litros de água.

REPÓRTER: Esses 29 são cidades, né, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Vinte e nove, região metropolitana de São Paulo. Só a região...

REPÓRTER: E tem todos os sistemas ou só aqui no Guarapiranga?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, em toda região metropolitana. Todos os sistemas. Então, essa é a primeira notícia importante.

REPÓRTER: E qual foi o investimento, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Investimento, Paulo? É, dos 29 reservatórios. Enquanto ele pega aqui, vamos para o segundo, a segunda boa notícia. Quanto? R$ 169 milhões, aumentando 10% à capacidade de reservação de água tratada, tratada para a região metropolitana de São Paulo.

REPÓRTER: Governador, o senhor me tira uma dúvida sobre isso antes do senhor passar para o próximo ponto? O senhor estava explicando lá que esses novos reservatórios são para água tratada.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Exatamente.

REPÓRTER: E isso influencia mesmo assim na capacidade de reservação da chuva, que é...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Isso, isso não aumenta a sua oferta de água, mas melhora a regularidade. A regularidade. Imagine que você tem dia de grande demanda, um sol enorme num domingo, enfim, você se não tem uma reservação tão grande, a adução, a chegada de água pode não ser suficiente para aquela demanda, então você regulariza melhor evitando picos, momentos de grande demanda faltar água. Não aumenta a oferta. Agora vamos para segunda... Mas diminui perda. Na medida em que você tem mais reservatórios você tem menos pressão, diminui perda. Então, você tem um ganho de água. Então, os reservatórios têm dois grandes benefícios, melhora a segurança, a regularidade e diminuição de perdas.

REPÓRTER: Essa perda por vazamento?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Vazamento, vazamento. Você pega o caso do Jardim São Luís. Eram muito longe o Capão Redondo, aquilo tudo na rede e não por adutora, na rede com uma grande pressão para chegar num lugar longe e mais alto você aumenta a perda. Segunda notícia importante é o aumento da produção de água. Então, do Guarapiranga agora em novembro vai ser tirado mais 1 m³ por segundo, 0,5 m³ por segundo agora em dia 15 de novembro e mais 0,5 m³ por segundo até o dia 30 de novembro; 1 m³ por segundo a mais é atender uma cidade de 300 mil habitantes. Como é que isso é possível? Não tinha estação de tratamento para atender mais essa demanda de um metro, então essa segunda visita que nós fizemos foi à nova estação por membranas. É interessante até mostrar aquele, como é que chama o... As membranas. Isso aqui funciona da seguinte forma. Isso é um modelo novo, você instala, aqueles containers que nós vimos ali, são, é o sistema. A água ela vai entrar dentro desses fios. Como é que ele entra? Por sucção, por pressão negativa. Todas as impurezas ficam para fora, o poro para água entrar dentro da membrana é de 0,035 micra; 0,035 micra. Um “micron”, um “micron”, micra é o plural de “microns”, um “micron” é um milésimo de milímetro. Um “micron” é um milésimo de milímetro. O poro tem 0,035 micra. Então é realmente, é uma filtração, uma limpeza física. Você breca as impurezas e faz. Então, 0,5 m³ por segundo dia 15 e mais 0,5 m³ por segundo no dia 30 de novembro. Terceira notícia importante. O mapa... Há uma lei da química, chamada Lei de Lavoisier: "Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Então se você consome 70 metros cúbicos por segundo, hoje 60, você consome 60 metros cúbicos por segundo de água, de outro lado você vai ter 60 metros cúbicos de esgoto que virará água de reuso. Então aqui mostra bem. Aqui está o Rio Pinheiros. Então aqui está o Rio Pinheiros. Esse é o Rio Pinheiros, que vai desaguar na Billings, desagua na Billings. Aqui o Guarapiranga. Então aqui a Billings, aqui Guarapiranga, aqui o Rio Pinheiros. Aqui passa o emissário de esgoto, que vai para Barueri. Então todo esgoto coletado aqui dessa região tem o emissário margeando o Rio Pinheiros, e ele vai para estação de tratamento de esgoto do Barueri. Então você, aqui intercepta até na altura da Ponte Transamérica. Na altura da Ponte Transamérica você intercepta essa rede. E aqui dá dois metros cúbicos por segundo. Intercepta e traz de volta. Então aqui na altura... Aqui que altura que é, mais ou menos? É perto do Autódromo de Interlagos. Aqui tem um terreno grande da EMAE. Então aqui vai ser feita uma estação de água de reuso. Como é que chama? EPAR, estação de produção de água de reuso. Então nós vamos gerar aqui neste ERPAR, dois metros cúbicos por segundo de água de reuso. Que é uma água que tem um duplo tratamento. Trata o esgoto e trata novamente, para poder utilizar. E aí, você dessa estação, que está aqui, a EPAR, a estação de produção de água de reuso, você faz uma adutora e joga água dentro da Guarapiranga. Então esse esgoto aqui da região sul, ao invés de ir lá para Barueri, e você lá em Barueri tratar e trazer tudo de volta, você intercepta ali na Transamérica, puxa de volta, trata aqui na estação de produção de água de reuso, e por adução devolve para Represa Guarapiranga. Nós teremos então dois metros cúbicos por segundo a mais. Independente de chuva, porque água já foi consumida e vai ser devolvida. Esse é o grande caminho das grandes metrópoles do mundo. Você cada vez ter mais água de reuso. E no caso aqui pertinho, nós vamos fazer pertinho a EPAR, e já joga dentro da Guarapiranga. E passa a ter 2 metros cúbicos por segundo a mais. Qual o prazo disso? Nós estamos calculando, num ritmo acelerado, 14 meses. Então dezembro do ano que vem nós estaríamos colocando dois metros cúbicos por segundo dentro da Guarapiranga.

REPÓRTER: Isso já está sendo feito?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: E em setembro, nós temos aqui mais um metro cúbico por segundo, do Guarapiranga. Repete o que vai ser agora em novembro. Novembro mais um, setembro do ano que vem mais um, dezembro do ano que vem mais dois. Quatro metros cúbicos por segundo é abastecer 1,2 milhão de pessoas. Nós dependíamos do Cantareira 33 metros cúbicos por segundo, hoje tira 19. Até o fim do mês vai tirar 18. Então um trabalho importante sendo feito. E quero aqui ao cumprimentar toda equipe da Sabesp, destacar e agradecer aqui o Mauro Arce, secretário de Recursos Hídricos, o Márcio Réa, secretário Adjunto, o Paulo Massato, que é o diretor Metropolitano, o Roberval Tavares, que é o superintendente da Unidade de Negócios Sul, o Marco Antônio Lopes Barros, superintendente de Produção, o Guilherme Paixão, superintendente de Empreendimentos da Área Metropolitana, em nome deles cumprimentar a toda equipe aí da Sabesp, que está aí na ponta da engenharia, da tecnologia para garantir abastecimento para a região. E aí uma outra coisa que pode ser perguntada é assim: mas o Guarapiranga tem água para tudo? Então, nós temos uma grande represa que é a Billings, e a Billings, a água vai para o mar. A Billings você joga lá em Henry Borden para gerar energia elétrica. Pode jogar mais água para o mar ou menos. Então, se estabeleceu que será seis metros cúbicos por segundo. Não mais do que isso. Então desce seis metros cúbicos por segundo para geração de energia em Henry Borden, não mais do que isso. E com isso nós conseguimos bombear parte da água da Billings para Guarapiranga. Aliás, hoje deveríamos estar bombeando mais, o problema é energia elétrica. Porque para você bombear da Billings para Guarapiranga precisa de energia elétrica. E tivemos problema de energia elétrica, mas já está sendo resolvido.

REPÓRTER: Há uma redução então, governador, do que é enviado hoje da Billings?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, não haverá redução. Já está nesse patamar. Já está. Nós já conseguimos isso há um mês atrás. Já estamos com seis metros, com isso a Billings não cai, ela até sobe o nível, e aí ela passa para Guarapiranga. E no caso aqui do reuso, aí não mexe nada na Guarapiranga. Porque você jogar água no Guarapiranga. Você vai colocar dois metros a mais dentro da Represa de Guarapiranga. É interessante isso, esses dois metros que nós estamos tirando a mais do Guarapiranga, vai ser compensado pelos dois metros do reuso.

REPÓRTER: Mas esses dois metros do reuso também vão ser utilizados?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Também vão ser. Se houver necessidade.

REPÓRTER: [Ininteligível]

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: É, mas aí você bombeia da Billings para Guarapiranga. Deu para entender?

REPÓRTER: Esses seis metros da Billings para Guarapiranga, isso já é agora?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, não, seis metros cúbicos por segundo é o que ficou estabelecido da Billings para o litoral, para Henry Borden, para usina de Henry Borden. Lá geração de energia elétrica, tirava muito mais. Então se estabeleceu tirar seis, gera energia elétrica, mas não passar de seis. Com isso, a represa da Billings deve subir. Além de não cair, ela ainda sobe um pouco. E aí, bombeia mais para Guarapiranga.

REPÓRTER: Mas a partir de quando foi reduzido para seis? O senhor disse agora já está...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Faz um mês. Um mês, mais ou menos.

REPÓRTER: E antes era quanto, mais ou menos?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Ah, variava. Chegou a 150. Mas no pico. Não se impressione. Não é o dia inteiro.

REPÓRTER: Mas isso não vai ter nenhum impacto na geração de energia, o fato de reduzir para seis?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Evidente que não baixou de 150 para seis. Quando a gente fala 150, é 6h da tarde, pico máximo. Mas a rigor, é a tese que eu venho defendendo, isso é uma regra internacional, que água primeiro é para abastecimento humano, depois para abastecimento dos animais, depois produção de alimento. Então a Henry Borden continua. Mas na realidade há que se priorizar o abastecimento da região metropolitana.

REPÓRTER: Bombeada da Billings para o Guarapiranga. Isso já é feito, o bombeamento?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Já é feito!

REPÓRTER: E está em quanto, mais ou menos, hoje?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Hoje está dois e meio?

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Ontem foi um e oito.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Um e oito, por causa do problema de falta de energia, mas pode chegar a quatro!

REPÓRTER: Mas esse bombeamento, já era feito antes...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Já, só que está aumento.

REPÓRTER: Ou, não era nada...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, já era, mas pouco!

REPÓRTER: E tem alguma meta?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Aí, o que acontecia, a Billings ia caindo, porque ia muito água para rebordem, e aí dificultava, você transferir para Guarapiranga ficando baixo o nível. Aí, acertamos os seis metros por segundo, e está sendo cumprido. Quem gera energia lá embaixo é a EMAE a Henry Borden é a do estado lá é a EMAE, então estabelecemos seis metros, acertamos com o operador nacional do sistema, a ANA também participou, então você vai interligando o sistema.

REPÓRTER: Outra coisa que está havendo também, bombeamento para evitar enchente no Pinheiros, nessas chuvas últimas tem sido bombeado a água para Billings.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: É esse é outro fato importante. Quando tem risco de enchente, então, quando chove, né, coisa que tem sido rara, mas ocorre, você bombeia para Billings. O Pinheiros desagua no Tietê, quando tem chuva, inverte, o Pinheiros volta e, vai para a Billings, então você faz a reversão do Pinheiros.

REPÓRTER: Governador, uma dúvida. O senhor anunciou várias medidas, o que gente pode dizer tem um impacto concreto no momento para quem, enfim, está preocupado com seca, por exemplo, essa retirada maior do Guarapiranga que vai ser de um metro cubico até o final do mês. Vai ter algum impacto, o sistema daqui vai poder atender mais clientes do Cantareira?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Exatamente!

REPÓRTER: Hoje é um milhão?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Na medida em que você aumenta um metro cúbico por segundo, você atende 300 mil pessoas, que hoje são atendidas pelo Cantareira.

REPÓRTER: Então vai passar de um milhão, para um e trezentos, né, o Guarapiranga?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Isso, isso, exatamente! Essa parte técnica aí, o Dr. Paulo Massato, os engenheiros, os diretores aí, o Mauro, explicitam.

REPÓRTER: Só uma última dúvida. Embora, vocês já tenham atualizado, já tenham incluído a segunda cota da reserva técnica, né, a Sabesp não começou o bombeamento ainda, pelo o que a Sabesp, nos informa.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Isso.

REPÓRTER: Quando que vai começar?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Quando chegar à reserva técnica, vou dar o número para você, é 10,6, nós estamos com 11,8, na hora que chegar 10,6, você começou a entrar na segunda reserva técnica, se não chegar a 10,6, não usou a reserva técnica. Hoje está com 11,8.

REPÓRTER: O DAEE pediu que vocês fizessem de forma escalonada, e parece que a Sabesp, já inclusive respondeu, o que vocês decidiram?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: O Mauro Arce explicita, porque isso aí ele já mandou... Capital