Coletiva - Visita técnica às obras de restauro do auditório do Memorial da América Latina 20160512

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - Visita técnica às obras de restauro do auditório do Memorial da América Latina

Local: [[]] - Data:Dezembro 05/12/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, cumprimentar o Dr. Irineu, que é o nosso superintendente aqui, presidente do memorial da América Latina. O Dr. Almir Afonso, presidente do conselho. O João Batista de Andrade, nosso cineasta, sua esposa Ana que está com o ministro da Cultura, o Roberto Freire, que foi o presidente aqui do memorial. Cumprimentar o Ricardo Ohtake, e agradecer ao Instituto Tomie Ohtake. Cumprimentar também os diligentes da Antron, que é a empresa que vai, gratuitamente, ceder os fios, todo trabalho para recompor a tapeçaria aqui do memorial. Agradecer a Pinto e Filo, que vai fazer esse trabalho artístico, não é, que não usa máquina, mas é um trabalho artesanal. O Jorge, inclusive, que trabalhou com a Tomie Ohtake, que vai coordena r, vai ser o curador desse trabalho. E os dirigentes da empresa do Consórcio Anteu. Nós... Amitel. Nós estamos na última etapa para poder entregar e reabrir o memorial da América Latina. Foi feito, inicialmente, toda parte estrutural pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), foi modificada, inclusive, muita coisa aqui no memorial, com autorização de toda parte artística, forro, enfim, modernizou. O memorial volta com muito mais segurança, toda sua parte de concreto, acessibilidade que não tinha, para pessoas com deficiência, nova estrutura, ponto de vista de bombeiro, hidráulica, elétrica, tecnologia, e estamos na última etapa, 12 meses de obra, então dezembro do ano que vem, vou detalhar mais, 15 de dezembro 19h30 nós devemos reinaugurar aqui o memorial da América Latina. Inclusive modernizado, com acessibilidade, tecnologia, parte toda ac&uacut e;stica, inclusive possibilitando até mais salas também. Quero fazer um agradecimento muito especial ao Instituto Tomie Ohtake, com a presença aqui do Ricardo Ohtake. Que quando houve o incêndio, no mesmo dia foi procurada a Tomie Ohtake, e todos esperavam dela uma palavra de grande desalento, e ela respondeu, falou: “não, o que foi queimado foi a peça, o projeto está aqui. Nós vamos refazer a tapeçaria”. É a maior tapeçaria do mundo, 800 metros quadrados de um trabalho artesanal. Então começa a ser feito, simultaneamente, a obra física de restauro aqui do prédio e também a tapeçaria. Aliás, a tapeçaria acho que fica pronta até um pouco antes, é. Em outubro nós devemos ter a tapeçaria, que está no Guinness Book, e, ao mesmo tempo, em dezembro a entrega do memorial da América Latina totalmente modernizado, com nova tecnologia para atender a cultura de São Paulo.

REPÓRTER: Govenador, o que falta ser feito para esse prédio aqui?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Aqui nós teremos o investimento de R$ 28 milhões. Será feito toda parte de concreto, não é, a parte de obra física. Além de obra física, a parte cenográfica, iluminotécnica, cadeiras que vai seguir o projeto do Niemeyer, mas também modernizada, acessibilidade, acústica, então tudo sendo preparado para gente poder, em dezembro, dia 15, reinaugurar.

REPÓRTER: E já vai ter alguma exposição, algo previsto já?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Aí a Fundação Memorial da América latina vai ter toda uma programação. E eu queria aqui cumprimentar o Memorial da América Latina, porque eu tenho uma norinha mexicana, então eu estive aqui em uma exposição sobre o México. E como é frequentado aqui o memorial, impressionante, não é? A parte externa estava lotado, mas lotado em um sábado à noite aqui. Então o memorial hoje é extremamente importante para São Paulo.

REPÓRTER: Governador, esses R$28 milhões é dinheiro que o estado está colocando, tem parceiros, como que é todo esse valor?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, nós temos três fundos aqui. Um é o seguro da obra. O segundo é o tesouro do estado. E o terceiro, a parte das cadeiras, enfim, nós vamos solicitar a lei Rouanet, e as empresas do governo vão participar. Então já está sendo encaminhado ao Ministério da Cultura à lei Rouanet. E o trabalho voluntário, eu quero aqui destacar, do Instituto Tomie Ohtake, das suas equipes, da empresa Amitron. Acertei ou não? Amitron e da Punto e Filo, que é italiano, Ponto e Fio. Trabalho de grande fôlego que todos estão participando.

REPÓRTER: Três anos após o incêndio, quais foram as principais dificuldades para fazer esta reabertura ao público?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, primeiro trabalho do IPT, que foi longo, quase dez meses de trabalho, porque havia uma dúvida do quanto a estrutura do prédio teria sido comprometida. Depois a mudança dos materiais. Nós tínhamos um tipo de forro e um tipo de material que era muito, um grande risco de incêndio, tudo isso substituído. E depois modernizar, não é, acessibilidade, que não tinha. Então é um projeto que preserva o grande arquiteto Niemeyer, a sua concepção, e de outro lado moderniza com novos equipamentos, novos materiais, e esse trabalho maravilhoso da Tomie Ohtake que é a tapeçaria do memorial.

REPÓRTER: Governador, mudando um pouquinho de assunto, como é que o senhor acompanhou as manifestações de ontem em todo o país contra a corrupção?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, eu acho que foi uma grande manifestação pacífica, impressionante como ela não teve nenhum, nenhum incidente, muito objetiva, não é, deixando clara aí a vontade da sociedade, então acho que fortaleceu a democracia, não é? Democracia é isso, é importante, cada vez mais, a população se manifestar. E os seus representantes, os seus interpretes, não é, aqueles que atuam junto, ouvir essa forte mensagem da sociedade.

REPÓRTER: O PSDB, o PMDB, estão com relacionamento complicado nesse momento, parece que estão havendo divergências em relação a medidas que estão sendo tomadas no congresso.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, o PSDB é um partido, o PMDB é outro partido, são partidos diferentes, mas ambos, e nós, inclusive, temos compromisso com o país. Então as reformas necessárias para retomada do crescimento econômico terão todo o nosso apoio. O país passa por uma situação difícil, não é? Ponto de vista de economia. Eu acho que desde que foi criado, não é, instituído o PIB, o tipo de medição da riqueza durante um ano, produto interno bruto, nunca você teve uma recessão desse tamanho. E o Brasil tem grande capacidade de recuperação. Veja que em 2009 o PIB zero, em 2010 cresceu 7,5%. Então é preciso tomar um conjunto aí de medidas p ara retomar a atividade econômica.

REPÓRTER: Qual a expectativa do senhor para a regularização da rede do Pontal do Paranapanema?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito boa, eu entendo que é necessário, é uma região de terras devolutas, então que historicamente pertenciam ao governo e que acabaram sendo ocupadas e aí com grande litígio entre movimento Sem Terra e aqueles que há décadas, alguns até quase um século estão lá. O governo, o que está fazendo? As propriedades menores simplesmente regularizam, que elas nem são sujeitas lá assentamentos ou reforma agrária, as propriedades maiores têm que pagar, então aquele que está lá, ele paga e esse dinheiro a gente utiliza nos assentamentos. O fato é que a região do Pontal do Paranapanema, ela melhorou do ponto de vista social, qualidade de vida, melhorou do ponto de vista econômico, hoje tem uma atividade econômica crescente e diminuíram os conflitos e essa lei é mais um passo no sentido de regularizar e apoiar os assentamentos, nós temos bons assentamentos em São Paulo e fizemos quatro, cinco medidas agora na última sexta feira, a primeira regularização no Ponto do Paranapanema, fundiária, a segunda, entrega de títulos, são 1.150 títulos para a regularização urbana, a gente acha que é só na zona área rural, não é, as cidades têm muita área que não é regularizada. Vamos entregar 1.150 títulos, entregamos três simbolicamente. A terceira, a cassação de posto de gasolina por fraude volumétrica, que você já tinha cassação da inscrição estadual por fraude do combatível de qualidade, mas nã ;o de volume e hoje você tem um fenômeno chamado bomba baixa, é um chip que coloca na bomba e você põe 30 litros de combustível, entra 28 e a pessoa não sabe e ela está sendo lesada. Então só multa. Agora não, nós vamos poder, com essa lei cassar a inscrição estadual porque havia repetição nesse tipo de crime. Então o conjunto de medidas legislativas importantes.

REPÓRTER: Qual área que deve pagar esse valor ao governo?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Quatro módulos fiscais aí depende da região, você tem a região que um módulo fiscal, por exemplo, são 16 hectares, então varia com a região, mas é quatro módulos fiscais.

REPÓRTER: Fica quatro [ininteligível]?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Exato.

REPÓRTER: Diante de todas as reclamações, todos os governos praticamente estaduais reclamando da crise econômica, problemas de caixa, qual é a situação financeira do governo do estado de São Paulo, qual é o fôlego financeiro?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, como todos, apertada, por quê? Porque quando o BIP cai 3,5%, a arrecadação cai 5, cai 6%, ela sempre maximiza, quando sobe a arrecadação sobe mais, quando cai a arrecadação cai mais. O empresário primeiro paga os seus funcionários, seus colaboradores e depois ele paga os fornecedores para não parar a empresa depois paga o banco porque o juros é absurdo e se sobrar dinheiro paga imposto, então você tem uma queda de arrecadação muito maior. O que agrava é a questão fiscal, por isso que eu tenho dito, olha, não tem saída sem crescimento, porque se não voltar a crescer não tem consumo, não tem produção, não tem arrecadaçã ;o você agrava a situação fiscal. Então de um de um lado tem que cortar gasto do outro lado tem que acelerar a retomada da atividade econômica.

REPÓRTER: Governador, já há uma expectativa de entrega de reabertura do Museu da Língua Portuguesa que também passou por uma situação semelhante?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Então, nós estamos já, questão de dias nós vamos anunciar o que estamos fazendo aqui que é a retomada lá das obras e quero aqui agradecer a Fundação Roberto Marinho que tem sido grande parceira nesse trabalho e também ele será recuperado também com essa nova modernidade, preserva a estrutura de uma estação secular e de outro lado equipamentos e materiais mais seguros, mais seguros e acessibilidade. Categoria 05 de dezembro de 2016 [[]]