Coletiva RGarcia - SP entrega mais 1,5 milhão de vacinas do Butantan ao Brasil 20212107

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Coletiva RGarcia - SP entrega mais 1,5 milhão de vacinas do Butantan ao Brasil 20212107 | Coletiva RGarcia

Local: Capital – Data: Julho 21/07/2021

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RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Bom, uma satisfação nessa manhã de quarta-feira, representando aqui o governo de São Paulo, o governador João Doria, fazer mais uma entrega da Coronavac, ao Programa Nacional de Imunizações. Hoje são 1,5 milhão de doses, que foram embarcadas nesse caminhão, e que seguem agora para o Programa Nacional de Imunizações, e imunizar 1,5 milhão de brasileiros. Além disso, queria registrar que a entrega de hoje soma 57,649 milhões de doses entregues da Coronavac, para proteger a população brasileira. Então hoje é dia de boas notícias. A vacina está embarcada, e também queria registrar aqui a alegria, acordei cedo, e assisti ao jogo da seleção feminina que deu uma goleada na China, cinco a zero. Então a vacina embarcada, e também a goleada do Brasil nos fazem mais felizes nesta quarta-feira. Queria aproveitar aqui a presença da doutora Regiane, e cumprimentar os profissionais de saúde que estão na ponta da linha vacinando. Também olhando o Vacivida hoje de manhã, ontem nós aplicamos mais de 520 mil doses de vacinas em todo o estado de São Paulo, mantendo aí um ritmo de vacinação acelerado, como o nosso estado quer. Então, agradecer, Regiane, todo o PEI - Programa Estadual de Imunização, os profissionais que estão aí nos Postos de Saúde, em todo o estado de São Paulo, acelerando a vacinação aqui no estado. E também comemorar hoje um ano de estada do nosso secretário Jean Gorinchteyn, como secretário de Saúde de São Paulo. Perguntei ao secretário Jean se ele tem uma foto do dia da posse, e uma de hoje, para comparar o enorme desafio que ele teve à frente da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo nesse um ano. Então o agradecimento também nessa manhã, dedicação do doutor Jean a São Paulo, à saúde de São Paulo, e um agradecimento de todos pelo esforço pessoal que ele faz enquanto secretário de Saúde de São Paulo. E aqui também ao nosso lado, o professor Dimas Covas, que é o responsável por esse sucesso e por esse avanço aqui do Instituto Butantan, e também da Coronavac. Então uma manhã de muitas boas notícias, e a alegria de poder estar aqui fazendo mais uma entrega do Programa Nacional de Imunizações. Vamos aqui agora às perguntas, a primeira delas vai ser com o nosso Guilherme Balsa, da TV Globo, Globo News. Pois não, Guilherme.

GUILHERME BALSA, REPÓRTER: Bom dia, a todos. Sobre a questão da segunda dose, tem aumentado muito o número das pessoas que não tem aparecido para tomar a segunda dose, como é que vocês estão lidando com isso? É algo que preocupa, é algo que está dentro do esperado? O que vocês vão fazer diante disso? A outra pergunta, secretário, o senhor deu uma entrevista ao Portal Metrópoles, e falou de um estudo, mencionou um estudo da Butanvac, associada à outras vacinas. Eu queria que o senhor desse mais detalhes desse estudo, por gentileza.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Bom, em relação à questão da segunda dose, nós temos ainda 642 mil pessoas que não fizeram o uso da segunda dose, portem nós temos 31,416 milhões de pessoas que já tomaram a primeira dose, ao menos, e que na sua grande maioria já receberam ou receberão. É claro que essas pessoas ainda são convocadas para serem imunizadas, nós temos que reforçar que para que haja uma proteção, nós temos que ter realmente as duas doses estabilizadas nos prazos que são estabelecidos pela própria ciência para a sua imunização. Com relação à questão do estudo da Butanvac, inclusive pode haver uma complementação ainda maior do professor Dimas Covas nesse cenário, os grupos que estão sendo estudados para a vacina são divididos em três, daqueles que tiveram o COVID-19, daqueles que não tiveram o COVID-19, e daqueles que receberam imunizantes, os vários imunizantes, seja da Pfizer, seja da Aztra, seja da Coronavac. E dessa forma esse estudo tem como objetivo avaliar exatamente todo o caráter protetivo de uma vacina, segurança de uma vacina, para que ela possa ser aí sim elencada no nosso cardápio de vacinas para imunização dos brasileiros. Poderia pedir a permissão do doutor Dimas completar.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Bom, Guilherme, tem, na realidade, várias formas de você avaliar o desempenho, a eficiência de uma vacina, comparar o desempenho de vacina, principalmente nessa situação que é uma vacina nova, com as vacinas já existentes, é uma estratégia. Então na realidade, um braço do estudo clínico da Butanvac exatamente pretende esse tipo de comparação, quer dizer, partindo do basal de resposta imune de pessoas que já foram infectadas e vacinadas, ou que ainda não foram nem vacinadas e nem tiveram contato com o vírus, você dando a Butanvac, aplicando a Butanvac, você estuda o que acontece com a resposta imunológica, tanto a produção de anticorpos, como a resposta celular imune. E com isso você calcula precisamente qual que é o incremento que essa vacina proporciona. Então é essa a base do estudo, que pretendemos que ele seja realizado muito rapidamente, exatamente porque ele é um estudo de comparação. E isso é que deve permitir até o final desse ano a submissão à ANVISA, com solicitação de uso emergencial da vacina. É isso que está planejado e é o que nós trabalhamos para que isso aconteça.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, pelas respostas. Vamos agora à Beatriz Manfredini, da Jovem Pan.

BEATRIZ MANFREDINI, REPÓRTER: Bom dia, a todos. Recentemente o Lauro Jardim, do O Globo, disse que o governo está estudando retirar algumas das restrições do plano São Paulo a partir de agosto. Ontem a Prefeitura de São Paulo confirmou mais sete casos da variante delta por aqui, a gente está vendo isso se ampliar. Eu queria saber se realmente se pensa já em uma ampliação aí da flexibilização, se a variante delta chegando agora muda alguma estratégia, muda alguma coisa, se a gente pode restringir, ao invés de ampliar? Acho que mais para o vice-governador Rodrigo Garcia, também para o secretário Jean. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Olha, Beatriz, a fase de transição com as restrições hoje em vigor em São Paulo, vai até o dia 31 de julho. Então é natural que o governo está debruçado com o centro de contingência, avaliando a evolução da pandemia, para até o dia 31 fazer a prorrogação com as novas condições ou com a manutenção das condições existentes. A boa notícia é que nós temos tido uma queda permanente de internações de casos e de óbitos. Então isso nos remete a ter uma expectativa de não ter necessidade de ampliar restrições, pelo contrário, de ter estudos de avaliar, ampliar as flexibilizações já colocada pelo plano São Paulo. Quem vai dizer é exatamente a evolução da pandemia. Como até o dia 31 nós temos um decreto em vigor, ele permanece, e deveremos fazer novos anúncios nos próximos dias para a vigência a partir do dia 1 de agosto. Lembrando que a pandemia está perdendo força, graças à vacinação, mas isso não significa que a população deve abaixar a guarda em relação aos cuidados, o uso de máscara, o distanciamento social, nós vamos conviver por muito tempo ainda com a pandemia, mas com a esperança da vacina hoje no braço de milhões e milhões de paulistas. Então teremos anúncios apenas na semana que vem, sobre a fase de transição vigente a partir de 1 de agosto. Não sei se alguém quer complementar? Bom, vamos à Vitória Damasceno, da Folha de São Paulo.

VITÓRIA DAMASCENO, REPÓRTER: Bom dia. Bom dia, a todos. Eu queria pegar o gancho da pergunta da Beatriz, e perguntar se vão ter mais estratégias de enfrentamento da variante delta? Que acho que é uma grande preocupação de todos, visto que ela tem um grau de transmissão maior que as outras variantes, além da vacinação. Porque a vacinação está avançando, mas muitos vão estar apenas com a primeira dose. Então eu queria saber se vão ter outras formas de enfrentamento da nova variante?

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Doutor Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Sempre que existe uma nova variante de atenção, como foi o que aconteceu com a delta, nós sempre tivemos a preocupação de fazer uma amostragem aleatória na população, no sentido de nós detectarmos a possibilidade de haver a circulação dela, independente de ter algum caso importado ou não. Todas as vezes que nós tínhamos, lógico, referência de histórico de viagens com positivação, e isso obrigatoriamente era feito. Mas de toda forma nós fizemos amostras aleatórias. O fato de nós termos hoje, especialmente na região da DRS, da região de Taubaté, dois municípios, Pindamonhangaba e Guaratinguetá, com casos de positividade, todos os casos que vierem positivos daquela região serão realizados os testes genômicos, que são exatamente esses testes genéticos feitos tanto pelo Instituto Butantan, como pelo Instituto Adolfo Lutz, para que nós possamos saber se também se trata dessa variante. Por outro lado, a vacinação ela vem progredindo e vem acontecendo de uma forma bastante célere, isso é algo extremamente importante na proteção da nossa população. E o reforço à nossa população, que nós estamos melhorando os índices de mortes, de internação e de óbitos, porém todas aquelas normas sanitárias de evitar a aglomeração, de fazer o distanciamento e de uso de máscaras, são fundamentais. Não tenho dúvida que com essas duas estratégias de prevenção mais essa estratégia de identificação eventual de cepas, garantirá a proteção dos brasileiros do estado de São Paulo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, doutor Jean. Vamos então à última pergunta, que é da Manoela, da CNN.

MANOELA, REPÓRTER: Bom dia, a todos. Eu queria questionar principalmente o presidente Dimas, também o vice-governador, sobre a aquisição de doses extras da Coronavac, depois que acabar a entrega para o Ministério da Saúde a gente sabe, o estado de São Paulo já contratou 30 milhões de doses, mas eu queria saber sobre outros estados que já sinalizaram interesse. Eu lembro que o senhor já tinha comentado sobre o Ceará, mas esse contrato já foi fechado, temos outros governadores entrando em contato? O que a gente já pode saber sobre isso. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, Manoela. No fundo, o Instituto Butantan pretende sim estar aberto a fornecer vacinas cumprindo o contrato com o Ministério da Saúde, das 100 milhões de doses, e faremos isso até o final de agosto, para o restante do Brasil e da América Latina, como prevê o contrato de cooperação com a Sinovac. Então vários governadores, vários prefeitos demonstraram interesse, muitos deles já estiveram aqui no Instituto Butantan, fazendo visita, entendendo como funciona o processo de processamento da Coronavac. Temos aqui a fábrica da Coronavac sendo construída aqui dentro do Instituto Butantan. Então uma grande expectativa que o Butantan vai continuar sendo um fundamental fornecedor de vacinas para ao Brasil, e principalmente com relação à questão do COVID-19. Temos o desenvolvimento da Butanvac, que todos tem acompanhado, e, portanto, o Butantan vai estar aberto à essa comercialização, como é função dele e da sua fundação. Mas para mais detalhes eu chamo o Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Fundamentalmente são essas as informações, de concreto nós temos o Ceará e o Espírito Santo, que já estão nesse momento discutindo o fornecimento. Mas devemos receber, obviamente, também pedidos de outros estados e de outros países aqui da América Latina. Isso deve acontecer a partir de setembro, visto que vamos, de fato, encerrar o nosso contrato com o ministério até o final de agosto.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Muito bom, pessoal. Então agradecendo aí a presença de todos, até a próxima entrega, que é a entrega da esperança aí de dias melhores. Muito obrigado.