Coletiva RGarcia - SP entrega mais 1 milhão de vacinas do Butantan ao Brasil 20212307

De Infogov São Paulo
Revisão de 16h38min de 19 de agosto de 2021 por Fincatibianca (discussão | contribs)
(dif) ← Edição anterior | Revisão atual (dif) | Versão posterior → (dif)
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva RGarcia - SP entrega mais 1 milhão de vacinas do Butantan ao Brasil 20212307

Local: Capital – Data: Julho 23/07/2021

Soundcloud

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Bom, muito bom dia, a todos, nessa sexta-feira, aqui no Instituto Butantan, fazendo mais uma entrega de 1 milhão de doses da Coronavac, ao Programa Nacional de Imunizações. Com essa entrega de hoje o Instituto Butantan e o governo de São Paulo somam 58,649 milhões de doses entregues ao Programa Nacional de Imunizações, ajudando o Brasil na corrida pela vacina. Ao meu lado aqui a doutora Regiane, que é coordenadora do nosso PEI - Programa Estadual de Imunização, agradecer através da doutora Regiane todos os profissionais de saúde de São Paulo que vem mantendo a vacinação acelerada no estado, a nossa expectativa é que no dia de hoje a gente alcance 25 milhões de pessoas vacinadas no estado, com a primeira dose, um número importante para que a gente possa vencer o COVID-19. E na figura da doutora Regiane, portanto, um agradecimento do governo de São Paulo a todos os profissionais de saúde que estão na ponta da linha aplicando a vacina no braço. Também ao meu lado o doutor Jean Gorinchteyn, o nosso secretário de Saúde. O doutor Rui Curi, que é o diretor presidente da Fundação do Instituto Butantan. E o doutor Paulo Capelotto, que é diretor jurídico do nosso instituto. Agradecer aqui a presença de todos, e passar para as perguntas dos jornalistas já previamente inscritos. O primeiro jornalista, o Guilherme Balza, da TV Globo, Globo News.

GUILHERME BALZA, REPÓRTER: Bom dia, a todos. A minha pergunta vai sobre o estudo que foi divulgado ontem, um estudo amplo que foi feito com 43 mil pacientes aqui do estado de São Paulo com mais de 70 anos, pacientes que tomaram as duas doses da Coronavac, a conclusão é que a Coronavac reduz mortes, internações e casos. Mas a gente percebe uma diferença no público com mais de 80 anos, do que naquele entre 70 e 74 anos. No público com mais de 80, a eficácia é de 28% contra casos novos, 43% contra hospitalizações, e 49,9% contra mortes. O que o governo do estado de São Paulo pretende fazer a partir desses dados? Vale a pena esperar para começar um novo ciclo vacinal só no ano que vem? Não é o caso de avaliar uma dose de reforço, pelo menos, para esse público mais idoso, já que a eficácia contra mortes, e contra hospitalizações não é tão alta quanto no público mais jovem? E aí aproveitando, perguntar sobre um outro estudo, o estudo da eficácia da Coronavac contra a variante delta, esse estudo foi iniciado agora, queria entender qual que é a metodologia desse estudo, porque o que se tem até agora é só teste em laboratório. Então como é que vai ser esse estudo novo aí?

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Pedir ao doutor Jean que possa fazer as respostas.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Nós temos dois aspectos que devem ser avaliados, o próprio estudo de Serrana, que foi feito um estudo em loco, acabou reduzindo o impacto tanto de mortalidade, de mortes, no caso, e também de internação e número de casos, na população de forma geral, chegando a 95%. O que nós observamos, que outros estudos, inclusive esse estudo, ele quando faz uma análise de modalidade em termos de impacto da vacinação, ele mostra, assim como outras vacinas, que existe sim uma redução de resposta na faixa etária de idosos. O que faz na prática, no entanto, nós observamos o número de internações que acabaram acontecendo nesse público, ou seja, no cenário muito maior de milhões de pessoas que foram realmente vacinadas, houve o impacto de redução, tanto de internação e de mortalidade. Então nós passamos de janeiro, em que nós tínhamos uma média etária de 65 anos, para o mês de maio, onde passamos a 56 a nossa faixa etária, mostrando que na prática, ou seja, a eficácia na prática trouxe uma redução de internações e também de mortes. Então o que hoje nós temos é um olhar sempre bastante atento para a população de forma geral, mantendo todas as normas e ritos sanitários, para o controle da transmissão da doença. Então, portanto, nós fazemos a proteção com a imunização, em paralelo fazemos as normas e regras de imunização, ou melhor, de uso das máscaras, como as regras sanitárias como forma de prevenção.

GUILHERME BALZA, REPÓRTER: Deixa eu só acrescentar. Mas, secretário, a gente está falando de 50% de proteção com um público de 80 anos. Então idosos com mais de 80 anos, mesmo vacinados, que pegarem o Coronavírus, de dez, cinco podem morrer, é um número alto. Tem algum estudo que indique que uma dose de reforço pode aumentar essa proteção, isso está em cogitação nesse momento?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Então vamos lá, o que nós temos, para resumir exatamente essa fala, o que nós temos que é a resposta de todas as vacinas, todas as vacinas, sejam vacinas da Gripe, sejam vacinas de COVID-19, sejam vacinas de outras formulações para o público idoso, tende a ter uma resposta menor do que a população geral, isso é algo que nós já temos visto para todos os cenários e todas as faixas etárias. Dessa maneira hoje uma das discussões que se tem, que além da imunização, as regras sanitárias devam ser mantidas. Nós não temos nenhuma justificativa nesse momento, assim como nós não fazemos nenhuma segunda dose para Gripe, assim como nós não fazemos outras vacinas, inclusive doses adicionais para pneumonia, uma vez que nós entendemos que a resposta, o que nós temos hoje de resposta para esse público, protege essa população. Não existe a necessidade de se fazer uma dose adicional para qualquer faixa etária, inclusive para a faixa etária de idosos.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, doutor Jean. Vamos ao Antony, da CNN.

ANTONY, REPÓRTER: Vice-governador, tudo bem? Bom dia, para você, para todo mundo que está com a gente aqui hoje. Eu queria saber qual a resposta do governo do estado de São Paulo, e também do Butantan, em relação às declarações do Presidente Jair Bolsonaro, que ontem disse que o Butantan compra a Coronavac da Sinovac por US$ 5 por dose, depois às revende para o Governo Federal por US$ 10 por dose. Enfim, eu queria saber qual a resposta. A nossa câmera da CNN está ali, então se a gente puder falar para lá, ia ajudar a gente bastante.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Bom, eu venho lamentar aqui as declarações do Presidente, mais uma vez mostra desinformação. O Instituto Butantan é o único instituto no Brasil e na América Latina autorizado pela Sinovac a comercializar doses da Coronavac. Portanto, ele é um revendedor e um produtor exclusivo da Coronavac para toda a América Latina, e fez a venda ao Ministério da Saúde. Inclusive uma venda a preço mais baixo do que o Ministério da Saúde adquiriu, por exemplo, do Consórcio Covax Facility, que tem dentre as suas vacinas a Coronavac adquirida com valor ainda mais alto do que aquele vendido pelo Instituto Butantan. O Instituto Butantan tem uma operação comercial nas suas vacinas, e todos os recursos dessa operação são reinvestidos para investimentos à pesquisa, a desenvolvimento. Por isso que o Instituto Butantan tem salvado o Brasil na questão da COVID-19, e é fundamental na vacinação da Gripe e outras vacinas produzidas aqui no nosso instituto. Vamos aqui à próxima pergunta, que é da Vanessa Lorenzini, que é da TV Cultura.

VANESSA LORENZINI, REPÓRTER: Bom dia, a todos. Eu gostaria de saber em relação ao pedido de autorização para uso em crianças e adolescentes da Coronavac, em que pé que está esse pedido na ANVISA? Vocês cobraram novamente uma resposta? Se pediram mais documentos? Como é que está essa interlocução? Se o retorno não vier logo no próximo mês, no dia 23 de agosto já tem a previsão de iniciar a vacinação de 12 a 17 anos, por enquanto só tem a Pfizer no Brasil autorizada. Isso significa que vocês vão ter que começar a guardar vacinas da Pfizer também? Existe essa previsão?

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Vou pedir para o doutor Jean aqui fazer a resposta.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Nós temos uma solicitação que foi feita pelo Instituto Butantan já há mais uns dez dias, para uma avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizar a imunização de adolescentes, e também de crianças [Ininteligível] 17 anos e 11 meses. Existe um estudo bastante robusto feito na China, que contempla essa faixa etária, mostrando segurança, mostrando eficácia, e dessa maneira vai estar sendo considerado alguns dados adicionais, que estão sendo mandados pela China, para uma maior análise pela ANVISA. Portanto, os documentos já foram, algumas outras peças ainda faltam, creio que ainda essa semana nós já tenhamos, na terça-feira. Existe uma reunião já agendada para o final da tarde, com o Instituto Butantan e a ANVISA, para tecer considerações a estamos respeito. Portanto, teremos novidades ainda nessa próxima semana.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, doutor Jean. Vamos à última pergunta, que é da Gabriela Rangel, da CBN.

GABRIELA RANGEL, REPÓRTER: Olá, bom dia, a todos. Ainda falando sobre essa pesquisa que foi citada pelo colega Guilherme Balza, da Globo News, nessa manhã o governador João Doria falou com a gente na Rádio CBN, e comentou sobre o novo ciclo de vacinação contra COVID-19, que deve se iniciar no estado a partir de janeiro, com os profissionais de saúde, mas ele fez ali um adendo que vai avaliar novas informações que possam determinar o encurtamento desse prazo das vacinações entre 2021 e 2022. Então ele deixou aberta aí possibilidade de revacinar essa população até antes de janeiro. Então eu gostaria de um comentário sobre isso, se já tem um planejamento disso sendo discutido, ou se é algo novo que começa a ser pensado depois da pesquisa divulgada ontem? E também ainda falando sobre essa entrevista do governador João Doria, ele disse que o estado de São Paulo gostaria sim de antecipar a segunda dose da Pfizer, da AstraZeneca, mas que para isso precisa de mais doses. Nesse planejamento de vocês, quantas doses seriam necessárias? Eu queria visualizar melhor isso, se tem uma previsão de mês que isso poderia ser feito? Enfim, eu queria entender melhor esse planejamento. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Antes de passar para o doutor Jean, acho que o governador João Doria reforça o compromisso do estado com a vacinação, é óbvio que nós gostaríamos de antecipar ainda mais a vacinação em São Paulo, apesar de estarmos avançados na vacinação aqui no estado, o Dia da Esperança, que é o dia 20 de agosto, onde nós teremos toda a população acima de 18 anos vacinada com no mínimo a primeira dose. E o esforço para antecipar dentro daquilo que prevê a ciência das vacinas, a segunda dose. Então é um esforço e uma corrida saudável pela vacina. Assim como é a ciência que vai nos orientar em relação à segunda campanha em relação ao COVID-19, para o ano de 2022. Então é um esforço muito grande que o governo de São Paulo tem feito, e todos nós temos uma expectativa de que a vacina possa nos devolver a nossa vida normal. Quero que o doutor Jean aqui dê detalhes.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Nós precisamos dividir as nossas ações, a primeira, que é um compromisso do governo do estado de São Paulo, pela liderança do governador João Doria, pelo vice-governador Rodrigo Garcia, é que nós temos que terminar no ano de 2021 a vacinação da nossa população, dos nossos brasileiros do estado de São Paulo. Essa é a primeira questão. A partir de então nós poderemos fazer uma nova etapa que se iniciará no ano que vem, em janeiro do ano que vem, e aí nós já temos as estratégias que estão sendo discutidas, elas são discutidas todas as semanas, às quintas-feiras, no Palácio dos Bandeirantes, onde nós temos pesquisadores, cientistas, médicos, membros do centro de contingência, para a gente definir quais são as necessidades, quais serão as estratégias que deverão ser tomadas. Com relação à antecipação de doses, seja da Aztra, seja da Pfizer, nós precisamos ter, primeiro, a vacinação plena da nossa população, para que possamos evoluir nesse cenário. Segundo aspecto, nós precisamos de muito mais vacinas, e é assim que o governo do estado pretende fazer, ampliar a vacinação para outras faixas etárias, inclusive os próprios adolescentes que já tem data a partir do dia 23 de agosto, e ao mesmo tempo ter a possibilidade então de aí sim, se tivermos vacina, a população imunizada, avaliaremos alguma antecipação. Eu só quero... Eu recebi algumas... Que não ficou muito claro a pergunta do Guilherme. Então eu quero deixar bem claro só para a gente modular, nenhuma vacina para idosos, nenhuma vacina para idosos protege da mesma forma de outras faixas etárias, se pediátrica, seja de adultos, a tendência de resposta tem de ser a menor. Os estudos, seja de Serrana, e mesmo esses estudos, eles reduziram o impacto tanto de mortes, quanto de casos graves, nem por isso nesse momento se afasta a necessidade de se manter todas as regras e ritos sanitários de uso de máscaras, evitando aglomerações, especialmente nessa faixa etária. Lembrando que em nenhum momento, em nenhuma outra vacina é dado qualquer dose de reforço, e assim também não o será para a vacina do COVID-19.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: A doutora Regiane tem uma estimativa, Gabriela, da necessidade quantitativa da antecipação dessa eventual segunda dose, que foi objeto do comentário do governador. É bom a doutora Regiane dar um número geral que o programa estadual entende como necessário para a gente antecipar a segunda dose.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, vice-governador. Bom dia, a todos e todas. Ontem, inclusive na reunião do PEI - Programa Estadual de Imunização, nós fizemos esse exercício, o que nós poderíamos fazer em antecipar 30 dias, seja vacina da AstraZeneca ou da Pfizer. E que acontece, Gabriela? Eu precisaria de um quantitativo para poder fazer essa antecipação de milhões de doses de vacina. Então nesse momento a gente trabalha com aquilo que a ciência coloca e as necessidades que a gente tem da vacinação. O governo do estado de São Paulo, o PEI - Programa Estadual de Imunização, tem como missão, como o doutor Jean falou, e o vice-governador Rodrigo Garcia, o governador João Doria tem colocado, encerrar essa campanha de vacinação, vacinando todos que são elegíveis a serem vacinados, e se possível, a gente também trabalha com a possibilidade da vacina do Butantan, em algum momento entrará no PEI - Programa Estadual de Imunização, para vacinação das crianças, mas isso é tudo possibilidade. O que a gente tem de concreto hoje é a população que nós precisamos vacinar para diminuir a modalidade, o óbito, que já acontece no estado de São Paulo, e também para que a gente possa diminuir a transmissão do vírus. Então nesse momento é com isso que nós trabalhamos. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Pessoal, muito obrigado pela presença de todos, vamos aí torcer para o Brasil ser bem-sucedido nas Olimpíadas de Tóquio, que foi aberta agora às 8h. Um bom final de semana, e até a próxima semana.