Conversa com o Governador - Redução de Custo 20130107

De Infogov São Paulo
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VINHETA: Conversa com o governador.

ÂNCORA: Começa agora mais uma edição do programa Conversa com Governador, o nosso encontro de todas as semanas com o governador Geraldo Alckmin. Governador, passou bem a semana? Está tudo bem com o senhor?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tudo bem, graças a deus.

ÂNCORA: Governador, a semana foi uma semana de muitas mudanças na estrutura da gestão estadual, então, para começar o programa desta semana, por favor, conte para os ouvintes quais são essas medidas e os benefícios que elas trarão para os paulistas?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, nós fizemos um grande esforço e reduzimos o valor das tarifas do metrô, do trem e dos ônibus da EMTU, que são as três empresas do governo do estado que fazem transporte coletivo. Então, a tarifa do metrô reduziu de R$3,20 para R$3,00, também a tarifa do trem, e a EMTU, em média, 15 centavos. Também evitamos de aplicar o reajuste anual, que é feito no valor dos pedágios das rodovias estaduais, e esses benefícios implicam em redução da receita do estado. Nós tivemos uma inflação alta, né, de 6,5% pelo IPCA, e os contratos exigem que haja o reajuste aplicado igual ao índice de inflação. Então, nós, como fizemos esta redução porque já havia sido dado o aumento de tarifa de trem, metrô e ônibus e não demos o reajuste dos pedágios, e como São Paulo não gasta a mais do que arrecada, então, nós procuramos fazer o equilíbrio orçamentário, ou seja, tomamos uma série de medidas com o objetivo de eliminar gastos da estrutura estadual, de ter mais eficiência no gasto público, e com essa economia, nós vamos garantir que todos esses benefícios concedidos para o transporte público e a mobilidade sem diminuir investimento, não vamos reduzir nenhum centavo de investimento. O estado, assim como o Brasil, precisa de investimento para gerar emprego, renda, para poder crescer.

ÂNCORA: Governador, quais são essas mudanças e em quais áreas elas serão aplicadas?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, nós tomamos um conjunto de medidas em diversas áreas, desde a venda de helicóptero da Casa Civil, a redução de frota de veículos, de áreas, passagens, eficiência com novos equipamentos em água, luz, redução de combustível, telefones celulares, telefonia fixa, renegociação de contratos, e ainda a extinção de uma Secretaria de estado, de uma autarquia, de uma empresa estatal e três fundações do estado, nós vamos fundi-las em uma só. Com isso, a gente economiza prédio, diretorias, cargos, combustível, carro, e tem mais eficiência, mais sinergia.

ÂNCORA: Governador, como é que tudo isso vai ser feito? É um pouquinho complicado, não é não?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: É um conjunto de medidas, nós já estamos fazendo a venda do helicóptero [ininteligível] do governo do estado, a redução de 10% da frota de veículos locados, estão excluídas desta redução educação, segurança e saúde. É também a venda de 10% da frota própria de veículos no estado, a extinção de 2036 cargos em comissão, economia com passagens aéreas diárias de viagem, e vamos ampliar ainda mais aquelas medidas que já vinham sendo tomadas no programa do uso racional da água. Nós estamos incluindo mais 123 equipamentos públicos. A penitenciária feminina de Santana aqui em São Paulo é um bom exemplo desse programa, nós implantamos em outubro do ano passado o projeto de uso racional da água, o investimento foi de quase dez milhões de reais, porque estava bastante destruído o sistema hídrico da penitenciária, e já economizamos, de outubro até o mês passado, 3,3 milhões. Em um ano e meio, todo o investimento estará pago, então, isso nós estamos fazendo nas penitenciárias, nos hospitais, nas escolas, essa água, por exemplo, só da penitenciária de Santana, ela é suficiente para abastecer 3596 famílias. Então, o governo faz economia e ajuda também o meio ambiente.

ÂNCORA: Governador, o senhor mencionou agora a pouco a renegociação dos contratos, isso acaba gerando uma boa economia, não é verdade?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Exatamente, nós vamos estabelecer para todas as Secretarias o padrão de negociação de contrato, já praticado pela Casa Civil, que vem dando excelentes resultados. Então nós vamos conseguir preços melhores para prestação de serviços técnicos, limpeza, vigilância, manutenção de áreas verdes, locação de máquinas e equipamentos. E quero lembrar a economia que nós estamos fazendo, já desde o início do governo, na área de obras. Só no DER nós economizamos R$1,3 bilhão de reais nas licitações que fizemos nesses dois anos e meio. Nós temos variação de 18 a 22% de desconto nas concorrências do estado. Na DERSA, só no Rodoanel Norte, a grande obra do Rodoanel Norte, ela estava prevista para R$5,1 bilhões, fizemos uma concorrência pública internacional em seis lotes, vieram empresas do mundo inteiro disputar aqui a concorrência, contratamos por R$3,9 bilhões, ou seja, uma economia de R$1,2 bilhão de reais. No DAESP também uma economia de R$22,5 milhões; nas Docas, o porto de São Sebastião é um porto estadual, mais R$35 milhões, ou seja, uma média de quase 20% de redução nas licitações das grandes obras do governo.

ÂNCORA: Perfeito. Governador, Também vai haver mudança na estrutura da gestão, não é verdade?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Exatamente, nós estamos reduzindo o número de secretarias, extinguimos a Secretaria do Desenvolvimento Metropolitano. Nós demos um impulso importante na organização das regiões metropolitanas de São Paulo, de Campinas, da Baixada Santista, do Vale do Paraíba com a Implasa, que é a nossa empresa, e esse trabalho vai ser aumentado e ampliado, mas agora através da Casa Civil. Ou seja, nós podemos então reduzir uma secretaria de estado, menos uma secretaria despesas e nenhum prejuízo para a população.

ÂNCORA: O senhor se referiu a alguns órgãos, secretarias, que serão agrupados. Poderia explicar um pouquinho mais para os ouvintes como isso vai acontecer?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós temos três fundações: a CEPAM, que trabalha com os municípios; a FUNDAP, na questão de gestão e a fundação CEAD, que faz a parte estatística, toda a parte econômica do estado. O estado de Minas Gerais, por exemplo, tem uma fundação só, que é a fundação João Pinheiro e faz o que as três fazem. Então não há necessidade de nós termos três fundações, nós vamos fundir as três fundações em uma só com redução de prédio, aluguel, carro, diretores, conselhos, gastos com estruturas físicas, com melhor aplicação de recursos e melhor resultado. É melhorar a qualidade do serviço prestado tendo foco, e uma fundação só.

ÂNCORA: Governador, depois de todas essas explicações, a última pergunta do programa: o quanto o estado espera economizar com todas essas medidas?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ela deve resultar, no mínimo, numa economia superior a R$130 milhões de reais este ano. Acho que esse valor pode, inclusive, ser bastante aumentado, nós vamos ter o valor exato um pouco mais a frente. E o ano que vem acredito que posso ultrapassar R$300 milhões em economia. Com isso, nós não afetaremos um centavo nos investimentos do governo. Em todas as áreas, as grandes obras do governo, quatro obras simultâneas: os novos trens, o VLT na Baixada Santista, o corredor de ônibus na região de Campinas, os monotrilhos ligando os aeroportos, a recuperação e modernização, duplicação das rodovias em todo o interior de São Paulo. Os novos hospitais, as novas FATECs, as escolas, enfim, o que nós queremos é investir mais, melhorar a qualidade dos serviços públicos para São Paulo poder gerar ainda mais emprego e desenvolvimento.

ÂNCORA: O programa dessa semana chega ao final, mostramos para os nossos ouvintes o quanto o estado de São Paulo avança nas economias de gastos e ampliação de investimentos, para dar mais qualidade de vida a população. Governador, uma boa semana ao senhor, bom trabalho e até semana que vem.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado. E quero, antes de encerrar, alertar a todos os nossos ouvintes, porque o Brasil corre um grande risco de o chamado populismo fiscal, ou seja, bilhões e bilhões de reais irem sendo tirados de investimento para custeio. E tudo o que o Brasil precisa nesse momento que a economia está fragilizada e crescendo pouco, e os indicadores são preocupantes para o futuro, é investir. É investimento que vai garantir mais emprego, empregos de melhores salários e crescimento do PIB. É isso que São Paulo está fazendo com responsabilidade, dizendo: ‘olha, aqui não se fabrica dinheiro, aqui não se gasta mais do que se arrecada, então se nós estamos cortando receita, de outro lado nós vamos cortar despesa, dizendo qual é a despesa que está sendo cortada e não implicando em redução de investimento’. Muito obrigado a vocês que nos acompanharam no programa de hoje, um grande abraço a todos.

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