Coletiva - Crescimento de óbitos por COVID-19 desacelera no Estado de São Paulo 20201506

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Coletiva - Crescimento de óbitos por COVID-19 desacelera no Estado de São Paulo

Local: Capital - Data: Junho 15/06/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado pela presença de todos. Conforme informamos na semana passada, as nossas coletivas de imprensa passarão a ter o seu início às 12h45. São 12h45. Obrigado aos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos das emissoras de rádio, televisão, jornais, revistas e dos sites que estão aqui, inclusive transmitindo ao vivo do Palácio dos Bandeirantes, hoje, 15 de junho, segunda-feira. Participam desta coletiva: José Henrique Germann, secretário da Saúde, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico de Ciência e Tecnologia, Marco Vignoli, secretário de Desenvolvimento Regional, Carlos Carvalho, coordenado do nosso comitê de Saúde, João Gabbardo, coordenador executivo do comitê de saúde e estará aqui conosco, daqui a pouco, Rodrigo Garcia, secretário de Governo e vice-governador do estado de São Paulo. Hoje deveríamos ter aqui o Bruno Covas. Como sempre, às segundas-feiras, o Bruno tem sempre participado conosco, hoje não participa por razoes que todos já sabem, Bruno Covas está com a Covid e eu quero aqui fazer um reconhecimento público à dedica&cc edil;ão do prefeito Bruno Covas. O Bruno tem sido um guerreiro no enfrentamento da pandemia, desde o início, sendo um guerreiro também na sua luta pessoal contra o câncer e agora, contra a Covid. O Bruno está com o acompanhamento médico do Dr. David Uip que integra o nosso comitê de saúde. E o Bruno continuará trabalhando por teleconferência, da sua casa enquanto se recupera. A orientação que recebeu do Dr. David Uip é para um período de 10 dias na sua recuperação e cumpre o isolamento pela Covid. O nosso abraço ao Bruno que está nos assistindo agora, ao vivo, pela TV Cultura e a certeza de que estará plenamente recuperado e em breve de volta à prefeitura e aqui às nossas coletivas de imprensa. Nosso abraço também ao Rossieli Soares, secretário de Educação do Estado de São Paulo, també m está se recuperando da Covid. Esteve na UTI, já saiu, está bem, em recuperação e até o final dessa semana deverá estar de volta ao trabalho, ao convívio dos seus familiares e amigos. Ainda nas mensagens, o tema das invasões a hospitais. Há poucos dias, vocês se lembram, nós condenamos aqui o ato de alguns deputados estaduais que invadiram o hospital de campanha do Anhembi, administrado pela prefeitura de São Paulo. O mau exemplo desses deputados foi condenado por todos, parlamentares, integrantes do setor de saúde e demais pessoas, que na opinião pública, condenaram essa atitude. Lamentavelmente também, uma figura da República incitou outras invasões. Quero dizer que invadir é crime e agredir é crime. Se houver qualquer outra tentativa de hospitais públicos, municipais ou estaduais, sejam eles de campanha ou sejam eles de qualquer outra natureza, em São Paulo, a segurança pública, sob a liderança do general Campos que aqui está, saberá agir e também faremos a criminalização destes invasores, sejam parlamentares ou não. A condição de parlamentar não dá livre acesso e não dá a um parlamentar a condição de desrespeitar a lei, desrespeitar a doença e de desrespeitar a medicina. Um mandato não significa impunidade. Se voltarem a tentar invadir, receberão o tratamento adequado como invasores e repito, inclusive criminalmente. A vacina. Pautamos em São Paulo todo o esforço o combate ao vírus pela ciência e pela medicina, e por dados técnicos e do trabalho científico. É o que fizemos ao assinar o acordo do instituto Butantã aqui de São Paulo com a farmacêutica Sinovac Biotech de Pequim, na China. Em julho, portanto, já dentro de três semanas, iniciamos os testes da última fase do desenvolvimento da vacina com 9 mil voluntários. Detalhes já foram expostos aqui a vocês pelo Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã. Uma vacina contra o Cronograma com produção em larga escala, serão milhões de dose para atender os brasileiros de São Paulo e os brasileiros de todo o país. A vacina será fornecida gratuitamente ao SUS e aplicada em todo o país pela coordenação feita, oportunamente, pelo Ministério da Saúde. Em São Paulo, a Secretaria da Saúde fará a distribuição e o sistema de saúde público municipal e estadual farão as aplicações e, de acordo com o Instituto Butantã, até junho do ano que vem já teremos a vacina, superada a fase 3 de testes , em condições de ser aplicada. Aqui, no governo de São Paulo, no que tange a medicina, ela não é pautada por ideologias e nem por bandeiras de países, aonde ela for correta, aonde ela for adequada, ela poderá ser utilizada para o bem comum e a proteção à vida das pessoas e dos cidadãos que vivem em São Paulo. A última mensagem, STF, o Supremo Tribunal Federal. Eu ontem manifestei em Twitter o apoio e a solidariedade ao Supremo Tribunal Federal e quero reafirmar aqui a minha solidariedade ao Supremos e aos seus ministros. Quero também dizer aos saudosistas da ditadura, que vocês já perderam, o Brasil não vai virar uma Venezuela nem Bielorrússia ou Cuba, nem ditadura fascista, nem ditadura proletária. A maioria dos brasileiros quer a democracia e a maioria saberá, democraticamente, derrotar os extremistas. Feitas essas mensagens, duas comu nicações de hoje. Uma, a primeira, o governo lança o Ideagov, proposta de inovação e tecnologia para combater o Coronavírus. A Patrícia Ellen que aqui está, falará a esse respeito. O governo de São Paulo abre, a partir de hoje, as inscrições para empresas, pesquisadores e entidades de todo o país, que queiram apresentar proposta de soluções tecnológicas para combater o Coronavírus. E nós aqui, em São Paulo, acreditamos na tecnologia e, repito, acreditamos também na ciência. As inscrições são gratuitas e vão até o dia 31 de julho e podem ser feitas através do site que será informado pela Patrícia Ellen na sequência. O Ideagov tem duas modalidades: desafios do governo e ofertas tecnológicas de mercado. Também, com mais detalhes, serão apresentados aqui pela Patrícia Ellen, secretária do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Os projetos vencedores vão receber linhas de crédito, linhas de financiamento e contratação dos produtos através do governo de São Paulo. Segunda comunicação, recebemos nesse final de semana mais de 650 respiradores vindos da Turquia. Com esta chegada de respiradores, totalizamos 2.360 respiradores recebido e distribuídos. Os 650 que chegaram nesse final de semana, até amanhã, estarão todo distribuídos na rede pública estadual e municipal, pela Secretaria de Saúde. São 1.500 respiradores vindos da Turquia, 351 vindos da China, 290 do Ministério da Saúde e 219 respiradores doados pelo setor privado. Cada respirador recebido, todos sabem, significa um novo leito de UTI aberto em São Paulo. Com isso, o estado de São Paulo mais do q ue dobrou o número de leitos de UTI no estado. Tínhamos, antes da pandemia, 3.500 leitos e agora temos 7.610 leitos de UTI exclusivos para a Covid, portanto, repetindo, 7.610 leitos de UTI exclusivos para o tratamento das pessoas infectadas pela Covid-19. É um número recorde de Unidade de Terapia Intensiva para o atendimento às pessoas infectadas. Isso faz muita diferença nos sistemas de proteção preventiva e tratamento para a saúde dos brasileiros de São Paulo. Passo agora a palavra à Patrícia Ellen para detalhar o programa que foi já anunciado do Ideagov. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Então, temos uma breve apresentação, na próxima página, o Ideagov é um programa liderado pela Secretaria de Governo, ancorado no programa piloto que foi realizado no governo anterior chamado Pitch Gov e através do pedido dos empreendedores se notou uma necessidade de se fazer um trabalho que fosse até a etapa final, inclusive de apoio às startups que é a parte de compras públicas, então, eles est&a acute; sendo relançado, agora oficialmente, o Ideagov, mas é uma parceria com a integração de todas as secretarias de governo. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia faz o secretariado com espaço físico oferecido também para as startups e nessa primeira etapa, com grande protagonismo da Saúde, porque o principal desafio de governo que estamos todos enfrentando, hoje, é o Covid-19. Esse programa, ele acelera a adoção de tecnologia e inovação para solucionar desafios no estado de São Paulo. E os dois objetivos são: tornar o governo de São Paulo em referência internacional em inovação no setor público e também impulsionar o desenvolvimento econômico com compras públicas de inovação, principalmente dando oportunidade para startups pequenas, média e empresas inovador as em geral. Na próxima página a gente tem uma descrição de como o programa funciona. Como eu disse, essa é a primeira edição e o formato dele é voltado a grandes desafios de governo. O desafio, agora, é o enfrentamento do Covid-19 com essa força-tarefa onde o primeiro chamamento, ele vai ter aqui o objetivo de buscar soluções para testes diagnóstico para Covid-19 que sejam acessíveis para o programa de saúde pública e possam ser replicados para alcançar o maior número possível de pessoas. E também ofertas tecnológicas de mercado com soluções inovadoras voltadas a tecnologias aplicadas para o combate do Covid-19. As etapas, a gente tem a etapa do recebimento das propostas, a seleção inicial feita aqui por uma curadoria do Hospital das Clínicas, o InovaHC junto com o IPT, a escolha de prioridades por esse grupo aqui do governo, a avaliação tecnológica, eu volto aqui para as entidades especializadas nesse tema, e o projeto piloto realizado pelo HC para depois ter um apoio aqui, de implantação em larga escala das tecnologias. Na próxima página a gente traz o que é que cada participante pode obter nesse processo, acesso a especialistas. Aqui, a Prodesp da Secretaria de Governo tem um papel muito importante, que é a nossa empresa tecnológica. A aplicação da inovação em ambiente real e, nesse caso aqui, com espaço do HC. Conexão com o financiamento público-privado, aceleração de negócios, potencial de compra pública pelo governo e visibilidade e apoio para expansão da solução. As startups que tiverem necessidade podem ficar incubadas, fisicamente, no nosso espaço da Secretaria de Desenvolvimento Econ ômico, ali ao lado da Universidade de São Paulo. Nós temos espaço, hoje, para 110 posições, cerca de 40 a 50 startups podem ficar acomodadas fisicamente conosco. Na próxima página a gente tem aqui todos os apoiadores de governo que estão envolvidos, mas também temos organismos multilaterais e organizações sociais apoiando o nosso projeto, além da própria Fapesp, o Investe São Paulo e a Desenvolve São Paulo, o núcleo de inovação da Procuradoria Geral do Estado que tem sido fundamental nesse processo, além do BID, o [ininteligível]. Na próxima página o site. As inscrições foram abertas hoje até o dia 31 de julho para startups que tenham soluções para oferecer neste contexto. Desde o início da pandemia nós estamos atuando em várias frentes, sempre embasados por ci&e circ;ncia, por dados e evidências e a tecnologia e a inovação são o pilar fundamental desse processo e o Ideagov reforça esse compromisso do governo do estado de São Paulo com a ciência, tecnologia e inovação no combate ao Coronavírus. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Patrícia Ellen. Agora vamos as informações da saúde com o secretário José Henrique Germann, secretário de Saúde do estado de São Paulo.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Os dados de ontem do Ministério da Saúde mostravam 867.624, e 43.332 óbitos no Brasil. Para o estado de São Paulo nós temos para o dia de hoje, 181.460 casos, com 10.767 óbitos. Nossas unidades de UTI para o grande São Paulo e para o estado de São Paulo, tem as seguintes taxas de ocupação, no estado, 70,8%, e grande São Paulo, 77,8% também. Temos internados 5.309 pacientes em regime de UTI, e 8.018 pacien tes internados em enfermaria. Aqui estão pacientes confirmados e ainda suspeitos para confirmação. Geramos até agora, pelos tratamentos em todo o sistema, 33.105 altas, conforme os pacientes foram tratados. E eu gostaria também, só de salientar que recebemos os respiradores, e com isso nós temos agora 2.360 respiradores. E para o número de leitos, que agora 7.610 leitos de UTI, como falou o senhor governador. Para o dia de hoje estaremos com saídas programadas de respiradores para diversas regiões do estado de São Paulo, 140 respiradores. Eles chegaram uma grande maioria na sexta-feira, 650 respiradores, eles passam agora para a montagem, estão já desde sexta-feira em montagem, calibração, e colocação do patrimônio, e depois serão então remetidos assim para as unidades. Acho que eram essas as informações, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, José Henrique Germann. Vamos agora ao Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, que dará também os índices de isolamento. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, muito boa tarde. Primeiro iniciando aqui pelos índices de isolamento da quinta, da sexta e do sábado. quinta-feira os índices do estado de São Paulo em 48%, da capital, 48% também. Da sexta-feira, 46% do estado, da capital, 47%. E do sábado, 48% do estado, na capital, 49%. Portanto, estabilidade mantendo taxas importantes de isolamento social ao longo do feriado. Que aqui rapidamente também, antes de falar da evolução, citar do grande trabalho feito pela saú de, pelos profissionais do HC, por toda a equipe que tem transformado esses respiradores rapidamente em novos leitos de UTI. Dos 1.567 respiradores distribuídos hoje, com mais os 140 que estão sendo distribuídos hoje, citados pelo doutor Germann, a gente chega em 1.707 respiradores distribuídos. E o fundamental é dizer que o trabalho que era realizado em até 60 dias, agora é realizado em três dias, por essa equipe que faz a calibragem e distribui rapidamente, transformando respiradores em novos leitos de UTI em todo o estado de São Paulo. Nós já atingimos 13, das 16 regiões de todo o estado de São Paulo, fortalecimento na capital, na região metropolitana e no interior, e com a distribuição de manhã nós vamos chegar em todas as regiões do estado, abastecidas com novos respiradores. Pode passar esse slide aqui, por favor. Eu vou aqui também rapidamente colocar os índices que apontam para a evolução da epidemia no interior do estado de São Paulo. Se a gente olhar no dia 14 de abril, o interior representava em um todo do estado de São Paulo, 10,75% dos casos, essa evolução para o dia 14 de maio veio para 18,96%, 22,84% dia 1 de junho, e 27,2% no dia 14 de junho. Uma variação entre o dia 14 do mês de maio e o dia 14 de junho, de 43% de crescimento no período nessa participação. Algo que também acontece com o número de óbitos, saindo de 11,22% dia 14 de abril, e chegando em 18,72% no mês de junho. Isso representa a evolução da pandemia no interior frente ao número de casos no estado, o que nós já apontamos na última quarta-feira com a classificação do interior dado aqui pelo centro de contingência. No paralelo a isso, a queda na letalidad e dos números aqui no estado de São Paulo, dia 14 de maio, 7,95%, dia 1 de junho, 6,89%, e no dia 14 de junho, 6% a letalidade aqui no estado de São Paulo, representando o trabalho feito pela saúde, dos novos leitos de UTI, e também o aumento de testagem realizada em todo o território aqui do estado de São Paulo. Finalizando a comparação do crescimento de óbitos, representando também aquilo que a gente vem dizendo ao longo desse processo, entre os dias 14 de maio e 1 de junho, o crescimento foi de 77,78%, essa foi a aceleração no período em número de óbitos, e na primeira quinzena de junho, essa aceleração foi de 39,48%, representando aproximadamente a metade do crescimento que se deu na última quinzena do mês de maio, portanto, uma desaceleração número de óbitos aqui no estado de São Paulo no per&iacute ;odo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi. Vamos agora já às perguntas, inicialmente perguntas presenciais. Começamos com você, Daniela Salerno, da TV Record, depois com Maria Manso, da TV Cultura. Daniela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Primeiro, a respeito desse programa do IdeaGov, eu gostaria de saber se só brasileiros pode participar, só daqui de São Paulo? A gente tem muitos brasileiros fora do país, Estônia, por exemplo, que é referência nisso. Se pessoas de fora também podem participar virtualmente desse programa? E aproveitando a presença do General Campos, queria saber a respeito dos policiais que foram afastados por dois casos diferentes, distintos, em dias diferentes de agressão, de pessoas que estavam rendidas. Como que va i ser a investigação desses casos? Quais os delitos que vão ser investigados na prática desses policiais? Inclusive em um dos casos no Boletim de Ocorrência a vítima diz que se feriu porque caiu de uma escada. Então quanto que esse Boletim de Ocorrência pode dificultar aí as próprias investigações? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, obrigado. Vamos começar com o IdeaGov, uma boa pergunta, com a Patrícia Ellen, que pode responder sobre os temas, no conjunto da primeira pergunta feita pela jornalista Daniela Salerno.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Daniela. Sim, a resposta é que tanto Startups, quanto pesquisadores internacionais, que tenham soluções para aplicar no Brasil, podem participar. Agora, tem que se inscrever, e se a solução for escolhida eles precisam constituir uma empresa no Brasil. Então nessa primeira etapa a inscrição é das ideias no site ali ideagov.sp.gov.br. E na próxima etapa precisa já ter essa constituição. E quem não tiver infraestr utura, é por isso que a gente oferece o espaço também opcional, fica a critério das Startups escolherem se querem utilizar esse espaço ou não, mas caso queiram nós temos esse espaço para acomodar de 40 a 50 Startups. E lembrando que essa iniciativa é uma iniciativa complementar a todo o nosso ecossistema de inovação, que a secretaria já acompanha. Então a gente tem uma série de hubs de inovação, esse processo inclusive da primeira etapa é com o Inova HC, exatamente porque a gente não está replicando novos espaços, mas conectando todos eles para apoiar nesse processo de aceleração, e uma queixa muito específica das Startups, que é como é que escala a venda, e aí fazendo essa ponte com compras públicas também.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Daniela, antes de passar a resposta ao General Campos, secretário de Segurança Pública aqui presente, queria registrar que no mesmo dia em que recebi as imagens eu me manifestei contrariamente a qualquer tipo de violência policial. O governo do estado de São Paulo não aceita violência policial de nenhuma espécie, sob nenhuma justificativa, sob nenhuma condição. Quero deixar isso bem claro, para que a população saiba que não há nenhuma condescendência do governador e do governo do estado, com violência policial. Nós temos a melhor Polícia Militar do país, são mais de 88 mil policiais. E aqueles que cometerem equívocos, falhas, erros, passaram a ter o julgamento devido, além do afastamento imediato da tropa. General Campos.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Governador, senhoras e senhores, bom dia. Daniela, grato pela pergunta. Não há nenhuma complacência com o erro, os dois fatos são lamentáveis, o nosso governador fez uma nota condenando, ou seja, reprovando os atos, esse secretário fez uma nota e a Polícia Militar também, nos três níveis. Os policiais foram imediatamente afastados e no sábado já estavam sendo ouvidos. A corregedoria, aliás, um dos pontos fortes da polícia de S&at ilde;o Paulo, dito por um jurista, senhor governador, é que nós temos corregedorias fortes, tanto na Polícia Militar, tanto quanto na Polícia Civil. Os inquéritos estão em curso, acompanhados por elas, e também os inquéritos correm nas delegacias de polícia das áreas. Ou seja, vamos apurar com o rigor que merece o fato, lamentamos profundamente que eles tenham ocorrido, os policiais são treinados para que isso não ocorra, e vamos verificar providências para que isso seja absolutamente corrigido. Em uma das delegacias inclusive, fruto das imagens, o senhor encarregado do distrito refez o seu boletim, e em cima disso vamos trabalhar e corrigir. Não há complacência com o erro. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, vou pedir ao General para permanecer aqui conosco, só virar o púlpito ao contrário. Obrigado. Daniela Salerno, obrigado pela pergunta. Quero complementar ainda dizendo, poucos não vão comprometer o comportamento de muitos. Bem, a próxima pergunta é da TV Cultura, jornalista Maria Manso, boa tarde, e a sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Um estudo feito pela USP e pela Fundação Getúlio Vargas, divulgado hoje, mostra que a flexibilização da quarentena no estado de São Paulo pode trazer como consequência um aumento de 71% nas mortes, só no estado de São Paulo. Então eu pergunto, apesar do plano São Paulo ter cinco fases, parece que para a população só existem duas fases, ou o shopping está fechado e eu tenho que ficar em casa, ou o shopping está aberto e está tudo normal de novo. Então é retroceder junto com essas mortes, qual é o peso disso para o governo? E como mudar essa mentalidade da população?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, obrigado pela pergunta. Vou passar para a saúde, evidentemente, para o João Gabbardo, coordenador executivo do comitê de saúde, com comentários do Carlos Carvalho, que comanda o comitê de saúde. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Pode apresentar o slide, por favor.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: São os slides do cenário.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom, primeiro aspecto a ser relacionado é que a gente sempre disse que nós deveríamos ter um tempo para que nós pudéssemos estar preparados para o enfrentamento da epidemia, e que em determinado momento ela seria inevitável. Esse tempo foi suficiente para que o estado adquirisse equipamentos de proteção individual, respiradores, aumentasse o número de leitos de UTI. E uma coisa importante, os óbitos que ocorreram em São Paulo, não foram por falta de as sistência, foram por situações em que pelas comorbidades, pela faixa etária, e por uma condição clínica, que foi insuficiente para o enfrentamento do vírus, infelizmente as pessoas vieram a óbito. Agora, essa análise do número de óbitos que eu gostaria de apresentar para vocês, no grafito nós temos três informações, em rosa os novos óbitos, por semana epidemiológica, a evolução desde a décima terceira semana, até a semana que encerrou neste final de semana, que é a semana número 24. Nós temos no início, um crescimento, e depois quase que uma estabilização no número de óbitos por semana. Isso pode ser verificado por esta linha branca, que representa o crescimento, o crescimento que era muito alto nas primeiras semanas, ele foi reduzindo, e nessa vigésima quarta semana está com índices bem mais baixos. Na planilha ao lado, nós temos três colunas: coluna do número de óbitos acumulados por semana, a epidemiológica, a coluna no meio, onde nós temos o número de óbitos que foram, novos óbitos semanais, e a terceira coluna, que é o crescimento. Vejam que, na primeira coluna, que é o número de óbitos acumulado, claro que todas as semanas nós temos um número maior, esse número vai crescer sempre, sempre a curva e os dados acumulados, eles vão estar em crescimento. Se nós pegarmos lá da 18ª semana em diante, nós tivemos 2.586, passamos pra 3,608, enfim, na semana 23, 9.058 óbitos, e terminamos a semana passada com 10.581. Então, isso mostra o crescimento no número acumulado. Agora, se n&o acute;s olharmos o crescimento, que é a terceira coluna, vamos verificar que iniciamos, lá na 13ª semana, com crescimento de 460% em relação aos óbitos anteriores, que foi caindo gradativamente, 115%, 76%, 68%. Nas últimas três semanas, nós tivemos 24% de crescimento, depois 20% de crescimento, e na última semana, 16% de crescimento, o que mostra uma redução na velocidade, no número de óbitos que ocorre no Estado de São Paulo. E, se nós olharmos na coluna do meio, que são os novos óbitos, é um dado que é bastante significativo. Vamos pegar da semana 20 em diante. NA semana 20, nós tivemos 1.080 óbitos, depois 1.357, depois 1.487. Na 23, 1.526, e na 24, 1.523. Vejam que esta é a primeira semana em que o número de óbitos, de novos óbitos semanais, reduziu. Sempre, nós tivemos um crescimento, se mpre nós tivemos um aumento no número de óbitos nas semanas, mas, a cada semana, isto foi reduzindo, pra nós chegarmos agora na 24ª semana, com a primeira semana em que o número de óbitos diminui em relação à semana anterior. E uma coisa importante, essa redução no número de óbitos do estado, tem que se considerar que tem ocorrido um aumento no interior, natural, esperado, porque vai aumentando o número de municípios em que há transmissibilidade, vai aumentando o número de óbitos, por essa distribuição maior nos municípios, nas regiões, mesmo... E nesse número não chega a aumentar, em função da redução na região metropolitana. Então, esse aumento no interior, ele é compensado por uma redução na região metropolitana, o que nós est amos mostrando já há algumas semanas, essa característica. Então, a nível estadual, é uma semana em que houve uma redução no número de óbitos. Quando nós comparamos, como o secretário Vinholi apresentou anteriormente, os 15 dias anteriores com os 15 dias imediatamente anteriores, também há uma redução nessa curva, na velocidade do crescimento de óbitos. Acho que é isso, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo, coordenador executivo do Comitê de Saúde. Agora, os comentários do Dr. Carlos Carvalho, coordenador do Comitê.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde a todos. Eu queria que retornasse dois slides, por favor. Isto. Na semana passada, quando foi feita uma pergunta aqui, eu estava explicando, eu estava comentando que o número de óbitos que vai ocorrendo nas semanas anteriores, ele vai gerando um modelo matemático, que prevê, se todas as condições persistirem as mesmas, quanto deveria ter de óbitos depois de 15 dias, depois de um mês. E no modelo anterior, cheguei até a comentar que poderia ocorrer 20 mil óbitos no final do mês. Como o Gabardo acabou de mostrar, a curva real, avaliada nessas duas últimas semanas, que vai ajustando o modelo matemático dos pesquisadores, ela mostra que a deflexão dela vem caindo, então o número de óbitos está sendo menor. Então, se ocorrer na mesma proporção dessa última semana, talvez o número de óbitos previsto vá cair, daquilo que eu falei, de 20 mil na semana passada, no modelo anterior, agora já está mais pra perto de 16 mil do que outra coisa. E com essa tendência que foi demonstrada, do número de óbitos diminuir, essa curva vai sendo ajustada, e eu espero que ela baixe mais ainda, que nós cheguemos nem nesse número, na faixa de 16 mil, ela pode até diminuir mais. Então, além do que o Gabardo comentou da semana anterior, se nós olharmos o número de óbitos de ontem p ra hoje, nunca foi tão baixo, nunca foi tão baixo em relação às semanas anteriores, que ainda não está nesse modelo que ele vê ao longo de sete dias. E sempre aqui, nas segundas-feiras, nós mostramos que o número cai, e na terça-feira que ele sobe um pouco, mas mesmo comparando com as segundas-feiras anteriores, de maio pra cá, nunca foi tão baixo quanto foi o de ontem. E demonstrando aí, dando a entender pra nós que esse número de óbitos, talvez, esteja chegando numa estabilização, e esperemos que ele comece a cair. E o seguinte, por favor. Próximo slide. Isso, apesar do número de casos estar aumentando. Então, o número de casos vem aumentando, porque estamos testando mais, mas o número vem aumentando e o número de óbitos está caindo, mostrando que nós temos uma certa seguran&ccedil ;a para implementar as medidas que estão sendo implementadas, uma vez que, na média, no estado, nós temos 70% de leitos de UTI vagos, e na Grande São Paulo 77%... Desculpa, não vagos, ocupados, 70% ocupados no estado e 77% na região da Grande São Paulo. Ou seja, nós temos um espaço para, eventualmente, absorver qualquer segunda onda que possa a vir ocorrer. Mas até agora ela não demonstrou que está ocorrendo, a não ser se esse aumento de número de casos forem casos novos, não só testagem. Mas estamos olhando isso diariamente e estamos fazendo esses ajustes ao longo da evolução de sete dias, para qualquer intervenção que seja necessária, ela seja prontamente discutida e implementada. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Carlos Carvalho. Ainda, Maria, uma breve complementação da Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Acho que já foi bastante bem explicado pelo Dr. Carlos e o Gabardo, mas a tua pergunta sobre, especificamente, Maria, a pesquisa que foi feita, esses cenários são atualizados e são cenários de pesquisadores das universidades paulistas, então todos eles trabalham entre si. Hoje mesmo nós temos, eu e o Dr. Carlos, uma reunião com muitos deles, para debater dados e evidências. Então a gente está honrando aqui três compromissos. O primeiro, lembrar que o Plano São Paulo é um plano de gestão e convivência com a pandemia. Ele tem gatilhos para melhorar as medidas restritivas e para endurecer. E a gente precisa da colaboração da sociedade como um todo, das pessoas, que precisam entender que não é porque o shopping está aberto que a gente tem que sair de casa o tempo todo, dos prefeitos, pra seguir exatamente o que está em sua fase, e da sociedade como um todo, porque senão a gente perde o esforço que foi feito nos últimos dois meses. E se os números voltarem a subir, a gente tem que voltar a endurecer. E lembrar que cada vida conta. A gente está falando dos cenários, na matemática a gente está ganhando, porque a gente está abaixo dos números que a gente tinha projetado, isso é bom. Mas cada vida ali tem um nome e um sobrenome, e cada um de nós precisa fazer a noss a parte. E se for necessário, a gente, de novo, vai endurecer, como está sendo feito no interior nessa semana, a partir de hoje especificamente. E último ponto, sobre os dados, que é importante. A gente olhou o cenário de óbitos para as próximas semanas, a gente olhou os de casos para as próximas semanas, a gente está monitorando impacto dos testes sorológicos no número de casos, porque a gente quer que os municípios testem mais. Então, o número aqui não pode inibir os testes, muito pelo contrário, e por isso que a gente monitora internações também. O segundo compromisso era exatamente da transparência. Então, os pesquisadores têm todo o estímulo pra pegar esses dados e fazerem suas análises, e contribuírem para a constante melhoria. Mas o compromisso mais importante de todos era que todas as pessoas tive ssem acesso a atendimento, e é o que está acontecendo agora. Por isso que o Plano São Paulo, usando aqui, parafraseando o Pérsio Arida, ele falou que esse plano é um plano, quando ele falou do Plano Real, ele falou que a gente tem fases, tem gatilhos bem claros e é a melhor forma de uma gestão e convivência com a pandemia, minimizando os custos sociais e econômicos. Então, a gente está trabalhando nessas duas pontas, e garantindo que todas as pessoas que precisem de atendimento tenham acesso a ele. Então, a capacidade de leitos e internações continua sendo o número chave que a gente está monitorando, e que teve, graças a Deus, uma estabilização aí nos últimos dias também. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Obrigado, Maria Manso, mais uma vez. Vamos à terceira pergunta desta coletiva de hoje. Aliás, lembro que essa é a nossa 70ª coletiva, 70 coletivas de imprensa sobre o Corona Vírus, aqui no Palácio dos Bandeirantes, dentro do nosso programa de informação e transparência para os veículos de comunicação e a opinião pública de São Paulo e do Brasil. Daniel Lian, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Hoje, a região metropolitana, a Grande São Paulo, reabre o comércio e também os shoppings. Eu gostaria de saber se essa reabertura gradual, pelo monitoramento que vocês têm feito, se ela está dentro já do esperado, como é que está essa prospectiva, esse prognóstico, se está dentro do traçado. E se o Governo trabalha com a hipótese de uma segunda onda, e caso essa resposta seja positiva, quais os impactos que uma segunda onda poderia levar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniel Lian, da Rádio Jovem Pan. Vamos dividir a resposta com Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, e depois João Gabardo, coordenador executivo do Comitê de Saúde, sobre a segunda onda. Na reabertura gradual, região metropolitana, responde Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Bom, muito bem. A imensa maioria dos municípios, sim, respeitaram e estão fazendo de forma gradual. A gente pede a mobilização para que se respeitem os protocolos, as quatro horas de abertura, com 20% de capacidade, que a gente possa ir fazendo de forma faseada e com cautela essa reabertura. Dentro disso, é fundamental dizer: nós acompanhamos aqui diariamente os índices e onde tiver piora dos índices, nós vamos sempre endurecer, conforme apontado pelo Centro de Conting&e circ;ncia. Quando for possível avançar com uma retomada da economia, de forma mais contundente, também vamos fazer assim. Mas no início dessa retomada, hoje está, sim, de acordo com aquilo que foi planejado. O que a gente pede é a conscientização da população e fiscalização dos gestores, para que os estabelecimentos possam cumprir o determinado pelos protocolos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi. Vamos agora, João Gabardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Não teria muito a acrescentar ao que o secretário Vinholi já falou. O Plano São Paulo, ele é sustentado no item extremamente importante, que é o da segurança. Os indicadores são analisados diariamente, e nós, a cada semana, anunciamos os resultados. E o plano prevê, sim, que se houver algum indicativo de aumento da velocidade na transmissibilidade da doença, através dos indicadores, que mostram casos identificados, internações por doen&cce dil;a respiratória aguda grave, óbitos ou de outro lado uma redução ou algum indicador que aponte para uma possibilidade de redução na capacidade de atendimento de leitos hospitalares ou de leitos de UTI, sim, serão tomadas medidas de aumento da restrição e aumento ao distanciamento social, e diminuir a mobilidade. Isto está previsto no plano e será imediatamente anunciado e implementado caso os indicadores apontem para essas situações.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo, muito obrigado, Daniel Lian, da Rádio Jovem Pan, Rádio e TV Jovem Pan. Agora, vamos para a Carla Mota, da Rádio Capital. Carla, boa tarde, obrigado por estar aqui conosco. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Obrigada, boa tarde, boa tarde a todos. Cerca de 40% dos pacientes internados com Covid-19 no município de São Paulo precisam fazer hemodiálise. E ao mesmo tempo, chegou a informação de que o Ministério da Saúde cortou aí R$ 12 milhões para recursos para diálise. Eu gostaria de saber como é que está a situação desses pacientes e se isso, de alguma forma, afeta os hospitais públicos. Aproveito também rapidamente, governador, para perguntar: Com a inclusão das cidades da região metro politana nessa nova fase, na laranja, eu queria saber se a Polícia Militar recebeu aí alguma nova orientação. Porque isso é uma dúvida da própria população, o que a polícia pode ou não pode fazer agora, com esse funcionamento reduzido do comércio, qual é o papel da polícia, qual o poder que ela tem nesse momento. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carla. Vamos começar com a saúde, depois com a segurança pública, e a saúde responde, José Henrique Germann, secretário de Saúde do estado de São Paulo.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tantos os hospitais municipais, quanto os estaduais, tem condições de suportar a questão dos 40%, e nem sempre é tudo isso, de necessidade de hemodiálise nas UTIs. O que mudou agora foi a questão da remuneração, e isso é o que nós estamos voltando ao ministério no sentido de que ela é devida e, enfim, precisamos dessa ajuda também. Mas quanto ao ato e a execução, está garantido.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Germann. E agora sobre segurança pública, responde o próprio secretário de Segurança Pública, Carla, General João Campos.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Grato pela pergunta, Carla. O crime não entra em quarentena, Carla, a polícia continua fazendo o trabalho dela, e potencializado nesse período exatamente na proteção daqueles itens que são básicos para a população. No que tange a fase laranja ou a fase vermelha, ou a fase azul, ou a fase amarela, o nosso papel é contribuir apoiando agentes e fiscais públicos. Aliás, fizemos isso também desde o início, sempre quando fomos incita dos a isso cooperamos, porque na nossa ideia quando cooperamos com isso nós também estamos protegendo pessoas. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, General Campos. E lembro, Carla, que a fiscalização cabe a cada prefeitura, cada município através dos seus órgãos competentes, de vigilância sanitária, vigilância também da subprefeitura, no caso da capital de São Paulo, ou do órgão competente de cada prefeitura no que tange a região metropolitana de São Paulo. Vamos agora ao Jornal O Vale, Xandu Alves, com uma pergunta virtual. Xandu, que está se tornando torcedor do Santos Fute bol Clube, que está dividindo o coração entre o Corinthians e o Santos Futebol Clube. Xandu, brincadeiras à parte, boa tarde. Bem-vindo. Sua pergunta, por favor.

XANDU ALVES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Antes do dizer para o senhor que as canecas que o jornal vai lhe mandar já estão a caminho, o senhor deve receber aí nas próximas semanas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado.

XANDU ALVES, REPÓRTER: Bom, governador, se o número de hoje é uma fotografia de duas semanas atrás, e que o impacto da reabertura deverá ser sentido nessa segunda metade de junho, e ainda considerando o estudo da USP citado pela colega da TV Cultura, que aponta que as mortes pode aumentar de 71% devido à flexibilização, eu pergunto, nesse cenário qual é a projeção do estado para casos de mortes em junho e julho? E uma segunda pergunta é, como evitar que a reabertura se torne um incentivador de aglomerações? Como a gent e tem visto em várias cidades do Vale do Paraíba, por exemplo? É isso, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Xandu. Vamos dividir com a saúde e com o secretário do Desenvolvimento Regional. Mas eu lembro também, que cabe muito nesse processo da quarentena, e volto a repetir, nós estamos em quarentena, que as pessoas tenham consciência individual, não é razoável que as pessoas se esqueçam de proteger a própria vida. Primeiro, ficando em casa, assim que possível, segundo, ao sair, usarem máscaras e usarem de forma correta, usarem álcool em gel, lavarem as sua s mãos com água e sabão sempre que possível, e terem o distanciamento social. Cada pessoa tem que ter consciência também da importância da sua própria vida, depois da vida dos seus familiares, depois da vida dos seus amigos e dos seus colegas. Se não houver cidadania será difícil, mais difícil o combate ao Coronavírus. Carlos Carvalho, nosso coordenador do comitê de saúde, se desejar, com comentários do João Gabbardo, e daí voltamos aqui para o Marco Vinholi.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO NOSSO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom, Xandu, foi mostrado naquele gráfico que é um modelo matemático de previsão, ele vai sendo ajustado proporcionalmente à realidade que foram acontecendo nesses dias, felizmente esse gráfico ele vem diminuindo a sua inclinação. No início, como ocorreram muitos óbitos, a inclinação era alta, essa inclinação alta quando você vai olhar lá na frente, ela pega o número de óbitos muito grande, à medida que ela for aba ixando, mais ela ainda como carrega a interferência do início, ela ainda aponta para um pico muito elevado. Mas o que nós estamos observando diferente dessa previsão que foi feita por esses colegas, a nossa previsão ela vem sendo acompanhada por esse modelo matemático também por professores da Universidade de São Paulo. E ela vem sendo muito bem ajustada, e ela vem sendo adaptada à realidade. Então o que nós temos que ver é a realidade desses números ao longo do tempo. E essa realidade ela não aponta para um número tão crescente assim para chegar... Por exemplo, aquilo que comentamos na semana passada, que tínhamos 10 mil mortos, pelo modelo matemático esperaríamos 20 mil no final do mês, para ter 20 mil no final do mês nós teríamos que ter mil mortes por dia. E na última semana nós tivemos em média 250 mortes por dia. De ontem para hoje, tem o efeito da subnotificação, tivemos somente 50, cerca de 50 óbitos referidos. Então não existe um apontamento para uma tendência de elevação para chegar nesse nível. De qualquer maneira estamos de olho diretamente, diariamente para observar alguma mudança disso. Se existe a possibilidade de um segundo pico, existe, é real, do mesmo jeito que a abertura em outras cidades ao longo do mundo ela foi monitorada, e quando essa tendência existe você pode dar um passo atrás, o nosso comitê de saúde também vem observando isso, e estamos atentos para qualquer expectativa nesse sentido.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Carlos Carvalho. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Xandu, nós passamos aqui algumas projeções atrás, o número de óbitos previstos até o fim de junho entre 15 e 18 mil, e número de casos entre 235 e 270 mil casos. Essa projeção para junho, está aí na tela, essa é a projeção para casos, e na próxima para óbitos. Então essa é a perspectiva já com a análise feita pelo centro de contingência, doutor Carlos Carvalho analisou a o longo desse processo também, a desaceleração dessa curva, que levou nesses números, e dentro disso essa projeção foi feita para...

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Desculpa, aqueles eram os antigos que o doutor Carlos se referiu antes, essa era a página que o Vinholi estava falando agora. Desculpem.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito. Então, 15 mil a 18 mil óbitos a projeção agora com a análise do centro de contingência, até o fim de junho, 235 mil a 270 mil, também até o fim de junho, de casos. A análise para julho sai no começo de julho, talvez a primeira apresentação nossa para o mês de julho. E fundamental dizer que para que a gente possa ter esses índices cada vez melhores no estado de São Paulo, é seguir o profissionalismo estabele cido pelo plano São Paulo, ele estabelece um risco para aquela região, e para aquela região a flexibilização adequada. Portanto, seguir os protocolos adequados, estabelecidos aqui pelo centro de contingência, a analisar diariamente a evolução desses índices. Nós fazemos essa análise diária e anunciamos a cada sete dias de que forma vem se dando esse resultado, e o nosso dashboard diariamente apresentando esses índices. Portanto, seguindo aí o profissionalismo do nosso programa, e apresentando os dados com os protocolos sendo cumpridos pelas cidades e pelos estabelecimentos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Xandu, muito obrigado pela pergunta. Uma boa tarde, para você aí em São José dos Campos. Seguimos aqui agora com mais duas perguntas, antes de finalizar a nossa coletiva, agora presencialmente com Marcela Rahal, da CNN. Marcela, boa tarde. Sua, pergunta, por favor.

MARCELA RAHAL, REPÓRTER: Olá, boa tarde. Boa tarde, a todos. Bom, a agência de saúde dos Estados Unidos revogou hoje o uso da Hidroxicloroquina contra a COVID-19, eu queria saber como que ela vem sendo adotada aqui no estado de São Paulo, e o que vocês pensam sobre isso? E só mais uma perguntinha, é sobre o que o governador tinha dito, dos deputados que invadiram os hospitais de campanha. Aqueles que já invadiram o hospital de campanha ao Anhembi também vão ser presos, vão responder já por isso? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marcela. Em relação à Cloroquina, vai responder o doutor Carlos Carvalho, mas já posso antecipar que aqui no governo do estado de São Paulo não haverá recomendação de distribuição indiscriminada da cloroquina, nos postos de saúde, nos hospitais, sejam eles estaduais ou municipais. Mas quem fala sobre isso é a ciência, é o Dr. Carlos Carvalho.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Esse tópico, ele vem sendo discutido desde o início no nosso Comitê de Saúde do Centro de Contingência. Esse é um tópico que tem a sua importância, principalmente no início de março, onde não tínhamos perspectiva nenhuma e sabíamos muito pouco. Como existiam estudos experimentais, que apontavam para uma eventual possibilidade da hidroxicloroquina agir, inibindo a replicação viral, foi aventada essa hipótese. De lá pra cá, uma s& eacute;rie de estudos foram delineados, no Brasil e no exterior, principalmente no exterior, aonde começou antes a pandemia, onde ela estava mais importante, e esses resultados, à medida que eles foram saindo, à medida que esses resultados foram chegando, ficou evidente que a hidroxicloroquina, ou ela, a atuação dela era neutra em relação a qualquer melhora, ou, em algumas situações, ela tinha um potencial tóxico, por gerar mais efeitos colaterais. Então nunca o Comitê de Saúde recomendou a sua utilização. Por outro lado, se um médico, ele entender, ele acreditar em determinados estudos, ou num estudo experimental, e ele explicar isso pra família ou pro paciente, explicar os efeitos colaterais potenciais desse medicamento, para o paciente e para a família, e eles entrarem num acordo e quiserem utilizar a droga, isso é totalmente permitido, e o n osso Ministério da Saúde e a Secretaria da Saúde admitem o uso nessa situação. Mas como recomendação do Comitê de Saúde e da nossa Secretaria da Saúde, em nenhum momento essa recomendação foi feita.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Carlos Carvalho. E em relação à invasão do Hospital Municipal de Campanha do Anhembi, Marcela Rahal, por ser municipal, houve já um registro policial, em Delegacia de Polícia, feito pela Prefeitura de São Paulo, em relação à invasão, e obviamente os deputados serão processados, de acordo com a lei. Volto a dizer, o fato de você ter um mandato não lhe dá liberdade de agir contra a lei. Aliás, deveriam ser os deputados os primeiros a obedece rem a lei, a cumprirem a lei e a respeitarem a lei. Deram, estes deputados estaduais, um péssimo exemplo à população e serão responsabilizados por isso. Vamos agora à última pergunta, é da TV Gazeta, jornalista Marcelo Baseggio. Marcela, obrigado pela sua pergunta, e Marcelo, obrigado pela sua participação, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Minha pergunta é: Traçando um paralelo com o que tem sido visto no continente europeu, a maioria dos países afetados fortemente pela Covid-19 tiveram uma quarentena com uma média de duração de dois meses e meio a três meses. Nós já vamos completar três meses de quarentena aqui no Brasil, e eu gostaria de saber se o Plano São Paulo de reabertura gradual da economia faz com que, esse plano faseado faz com que essa quarentena nossa dure um pouco mais, pelo fato de a gente não ter entrado em confinamento total . E eu queria também saber de vocês, em relação à fiscalização dessas aglomerações, desde a reabertura do comércio, na semana passada, se o governo, ele planeja alguma medida, em conjunto com a Polícia Militar ou com algum outro órgão fiscalizador, para evitar essas aglomerações, porque embora a maioria ainda esteja evitando sair para a rua, apesar da reabertura do comércio, a gente sabe que muitas pessoas vêm se aglomerando para tentar ir ao shopping, ou nos principais centros comerciais da cidade de São Paulo. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Marcelo, grato pelas perguntas. Na segunda, eu antecipo, mas o Vinholi, Marco Vinholi, fará a resposta complementarmente. Fiscalização é responsabilidade das prefeituras. Já houve uma pergunta nesse sentido, feita pela Carla Mota, sua colega da Rádio Capital. E as prefeituras municipais, sejam da região metropolitana, incluindo a capital de São Paulo, ou do interior, saberão utilizar os recursos necessários para advertência, orientação e a penalização daqueles que não cumprirem o ordenamento adequado para cada município, de acordo com o que estabelece o Plano São Paulo. E sobre o plano como um todo, fala agora, na sua primeira pergunta, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: A duração da nossa quarentena é muito parecida com a de outros países, como o que você mencionou. Com relação ao modelo de confinamento total que eles fizeram, que é o chamado 'lockdown', a nível nacional, claro que teria facilitado muito nosso trabalho ter uma integração nacional de mensagem, mas a nossa quarentena, pra São Paulo, foi a correta, dada a realidade do estado. Nós conseguimos manter os serviços essenc iais operando e ao mesmo tempo ter, contar inclusive com a colaboração de toda a sociedade, para respeitar todo o trabalho que foi feito de isolamento social. Então, é uma quarentena parcial, foi feito num formato diferente, dentro da nossa realidade, do nosso contexto aqui, demográfico, regional, e o que se podia fazer também, no contexto nacional. Agora, com relação à saída da quarentena, é um modelo também muito parecido ao que está sendo feito em outros países, estados e regiões. Então, todos estão olhando a capacidade do sistema de saúde, estão olhando internações, casos e óbitos, e estão olhando como é que está evoluindo a estratégia de testagem. Então, esses são três pilares bem claros. O que a gente complementou, inclusive pela nossa realidade também? Todo esse trabalho com o olhar econômico, análise de vulnerabilidade econômica regional e setorial, pra incluir isso em consideração e na priorização da retomada. Então, isso foi feito com um olhar diferente e atendendo à nossa realidade, que São Paulo também tem esse papel, para o país inteiro, e com esse olhar a gente também traz a preocupação das pessoas com empregos, com a retomada econômica, e hierarquizando, quando é possível, de acordo com a necessidade. Se vocês forem lembrar a primeira apresentação do Plano São Paulo, a gente colocou que a gente sempre estava olhando risco de saúde, pra controlar a pandemia, mas também a vulnerabilidade econômica dos setores. E sempre buscar a retomada pelo ângulo de menor risco e maior vulnerabilidade econômica.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Vamos ao João Gabardo, e na sequência pra você, Marco Vinholi. O Gabardo quer fazer uma pequena complementação. Gabardo, por favor.

REPÓRTER: Não, realmente, tem uma diferença no tempo de isolamento, no tempo de distanciamento social, dos países da Europa para o Brasil, e mesmo com São Paulo. Por quê? Os países da Europa, quando iniciaram o isolamento, eles já tinham uma velocidade, a transmissibilidade da doença era elevadíssima. Tanto que os sistemas de saúde, todos eles foram, entraram em colapso. Todos os países europeus tiveram uma derrubada geral na sua assistência. O Brasil teve tempo de se preparar e começar as medidas de distanciamento social antes que nós tivéssemos esta velocidade na transmissibilidade. Então, isso fez com que nós tivéssemos menos pessoas doentes simultaneamente, o que impede o colapso, esse era o plano, esse era o objetivo, mesmo sabendo que, com isso, nós vamos ter um tempo maior para as medidas voltarem à normalidade. Nós tivemos uma intensidade menor, a nossa curva foi achatada, mas nós vamos precisar conviver um pouco mais de tempo com medidas de distanciamento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabardo. Agora sim, também complementando, Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Muito bem. Bom, o pilar fundamental do Plano São Paulo é a autonomia para a prefeitura fazer a sua flexibilização, de acordo com a fase em que ela se encontra, com o risco determinado pelo nosso Centro de Contingência, e a responsabilidade pra isso. Portanto, o Governo do Estado delimita esse risco que existe na região, estabelece os protocolos mínimos adequados e a prefeitura pode fazer a sua flexibilização, de acordo com a responsabilidade e a autonomia que ela tem para gerir esse processo. Portanto, a fiscalização é municipal, a responsabilidade de se fazer dentro desse território é municipal, e deve ser feita quando é possível se fazer essa fiscalização naquele território, pra gente ter, de forma gradual, faseada e com cautela essa retomada. É evidente que o Governo do Estado apoia e sempre apoiou as iniciativas das prefeituras, mas o Plano São Paulo delimita essa autonomia com a responsabilidade concorrente, pra que a gente possa fazer de forma gradual e também responsável.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi. Marcelo, muito obrigado pelas questões. Eu queria dizer que amanhã nós temos a coletiva de imprensa aqui, no mesmo horário, às 12h45. Nós estamos ajustando um pouco o horário, a partir de hoje ela não será mais às 12h30 e sim às 12h45. As coletivas terminarão sempre até as 14h. Fizemos esse ajuste pra respeitar também o horário das emissoras de televisão e as que possuem telejornais nessa faixa matutina. Então amanh&atil de;, a coletiva de imprensa será da Saúde, como sempre fazemos, e aí dando sequência regularmente às nossas coletivas de imprensa aqui no Palácio dos Bandeirantes. A nossa recomendação, como sempre, pra todos que estão em casa, é: permaneçam em casa. Nós estamos em quarentena, eu quero voltar a lembrar a todos que a quarentena não foi encerrada, ela continua. E dentro dessa quarentena, a melhor recomendação da medicina é para que fiquem em casa. Se tiverem que sair, usem máscaras e usem de forma adequada. E usem álcool gel e/ou lavem as suas mãos com frequência. Protejam as suas vidas, é a melhor forma de combater, no presente momento, o Corona Vírus. Muito obrigado, boa tarde, boa semana a todos.