Dicurso - Abertura da Feira Internacional Hospitalar 2012 - 20122205

De Infogov São Paulo
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Transcrição do discurso da Abertura da Feira Internacional Hospitalar 2012

Local: Capital - Data: 22/05/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: [ininteligível] deputado federal Ronaldo Zouk, representando o presidente da Câmara dos Deputados; deputados federais, Darcísio Perondi que aqui nos falou, presidente da frente parlamentar da saúde; Walter Feldman; Nelson Marchezan Júnior; deputada Célia Leão; deputado Milton Flávio; secretários, Giovanni Cerri; Linamara Battistella; Januário Mantoni; José Carlos Abrahão; Franco Pallamolla; Padre Cristian; o Ruy Baumer; o Dante Ancona Montagnana; Jorge Curi; Francisco Balestrin; Paulo Roberto Segatelli Camara; Abrão Luiz Melnik; Humberto Gomes de Melo; Cláudio Lottenberg; dirigentes hospitalares; profissionais da área de saúde; expositores; amigas e amigos. Vocês conhecem a [ininteligível], a história de um prefeito que fazia muitas citações, “então o senhor governador, senador, deputado, diretor, presidente”. E aí o governador com pressa falou para ele: prefeito, economia processual. Você sempre faça no máximo duas citações. Você vai em um hospital, profissionais de saúde e pacientes. Você vai em uma escola, professores e alunos. Você vai em um local com muita gente, senhoras e senhores. Olha, duas, ganhar tempo. Aí passado uns meses houve uma solenidade no Cemitério Municipal. O secretário já trouxe aquele pacote de fichas. Aí ele pensou, pensou, guardou as fichas e falou: meus conterrâneos e meus subterrâneos. Amigos e amigos, né, uma palavra breve aqui. Mas saudar aqui está grande feira, décimo nono ano das maiores feiras do mundo. Congresso, conhecimento, tecnologia, desenvolvimento, emprego. Dar as boas vindas a todos que vem de fora de São Paulo, dos nossos estados irmãos, de outros países. Esse é um setor importantíssimo e que vai ser ainda mais importante. Vai ser o maior PIB do mundo, né? Maior ponto de emprego e renda do mundo. O setor social e economicamente cada vez mais importante e com grandes desafios. E como tudo na vida tem boas e más notícias. A boa notícia é o aumento espetacular de vida que hoje nós vivemos. O nosso tempo é de mudança muito rápida, né? Mercado de trabalho, nossas vovós tinham, três, quatro profissões. Hoje as mulheres tomaram conta de todas as atividades. Tecnologia de formação, as redes sociais, né, os avanços tecnológicos. Um dia desses me visitou aqui [ininteligível] um vice-presidente Boeing e ele brincou, que foi o ano passado e estava lançando aquele 787, um avião moderno, Walter Feldman. Aí ele falou: olha, agora um piloto só e um cachorro. Mas por que o cachorro? Para não deixar por a mão em nada, né? Impressionante o salto tecnológico. Essa semana nós fomos ao Incor, foi 100 anos do professor Zerbini. 100 anos de nascimento do professor Euclides de Jesus Zerbini, foi ele que fez o primeiro transplante de coração do país. Eu me lembro do professor Zerbini me contar que [ininteligível] enfiava o dedo dentro da válvula e no dedo tinha um anel com uma lâmina. Então você enfiava o dedo e alargava a válvula com uma lâmina no anel. Olha a medicina heroica que se fazia no passado. E hoje os avanços tecnológicos. O mundo aonde a questão ambiental. Se o mundo inteiro tivesse o consumo norte-americano precisa quatro planetas Terra, onde a questão da sustentabilidade tem uma importância tremenda. E o mundo que demograficamente mudou e não caiu a ficha. O mundo mudou, o Brasil... O Brasil é um país jovem. Não, o Brasil é um país maduro e um país que rapidamente vai ser um país idoso, idoso. Isso é ótimo. As pessoas vivem mais e com qualidade de vida. Mas isso tem impacto. Nós lançamos essa semana um programa chamado São Paulo Estado Amigo do Idoso. Turismo, moradia, 250 centros de convivência de idosos, 100 centros dias, seis hospitais de cuidadores de idosos, seis hospitais regionalmente. Esporte, melhor idade ativa, carteirinha para fazer ginástica nos horários ociosos das academias, enfim. Um programa completo em razão dessa mudança demográfica. As nossas escolas diminuem 2% de alunos todo ano. Tem escola vazia para todo o lado. Minha mulher é a sétima filha de 11 irmãos. Hoje, 1,8 e tudo depois dos 30, né? Mulheres empurram a maternidade. Então, está diminuindo cada vez mais criança. Então, a educação vai ter um per capta maravilhoso. Em São Paulo 30% educação. Cada vez menos aluno o per capita vai espetacular. E a saúde, colapso total. A Constituição brasileira estabeleceu o conceito de seguridade social: saúde, previdência e assistência social. Ora, previdência quem não pagar não tem direito. Pode trabalhar a vontade, não pagou, não contribuiu, não aposenta. Ela é contributiva. Assistência social não é contributiva, mas é só pra quem a lei determina: idosos, que não tem renda, ou pessoas com deficiência. Saúde é universal e não precisa pagar. Então, se não precisa pagar e é universal, é direito do cidadão não precisa ter dinheiro no orçamento. Depende de orçamento. E aí não tem orçamento. E ela entra em colapso, é óbvio. E a população ficando cada vez mais velha. E a medicina cada vez mais cara. Então, quem pode corre para o seguro-saúde, para as ilhas de excelência e o conjunto da população um mar de sofrimento. Eu nunca vi tanto sofrimento, um mar de sofrimento e não cai a ficha da gravidade da situação. As Santas Casas de Misericórdia a bancarrota. Quem pode consegue se virar com convênio. Região pobre que não tem convênio é SUS com SUS, quebram todas. Aí correm cima do prefeito, do governador. Aí você cobre R$ 5 milhões, abre 10 milhões para não fechar, mas é um caos verdadeiro. Eu vejo pesquisa há 40 nos; cidade pequena era falta de emprego, cidade grande violência. Hoje é de São Paulo a Lagoinha: saúde, saúde, saúde e saúde. E é assim: saúde 40% da queixa, o segundo é 10%. É uma coisa impressionante a gravidade. As pessoas não conseguem ter acesso, ficou caro e idade, doenças ligadas à idade. A previdência só o déficit da previdência dos funcionários do governo federal é R$ 45 bilhões, 850 mil funcionários aposentados e pensionistas do governo federal geram um déficit de 45 bilhões de buraco. O déficit da previdência de estados, municípios e governo federal, juntos, os três, é mais de todo o financiamento da saúde no Brasil. Não é possível. E vai piorar, tem tudo para piorar, porque não se corrige a tabela do SUS e porque não aumenta o teto. Então, em São Paulo nós já estamos com 1 bilhão extra teto. Não tem um centavo do SUS, UTI, hospital, AME, tudo fora do SUS. Não tem teto. Tudo que você fizer de novo não tem teto e a tabela do SUS não é corrigida. Eu acho que nós temos que fazer um mutirão no país. O Brasil é outro, não é mais um país jovem. É um país idoso. Um país maduro. Um país que precisa ter recurso para a saúde pública. Quem pode corre para o seguro-saúde, mas três quartos da população brasileira não tem a menor condição de ter um seguro-saúde. Então, nós precisamos ter a coragem de: ó, não é só gestão, é falta de orçamento, falta de recurso. E esse é um setor que gera muito emprego, responde rapidamente, rapidamente e o setor privado tem ociosidade. Nós poderíamos com uma tabela do SUS melhor, nós não precisamos tá fazendo hospital todo dia e fazer equipamentos todo dia, nós podemos usar o setor privado que tem espaço, mas precisa ser corrigida a tabela porque se não vai ser o inverso. O setor privado vai sair do atendimento do SUS 100% convênio. Um dia desse eu visitei o hospital Religioso de São Paulo e perguntei: Quanto atende SUS? “Zero”. Nem com a promessa de ir para o céu, que era atender o SUS, uma hipótese, zero, zero, zero. Vira tudo estatal. O que é que é OS? OS é estatal, 100% estatal. Está terceirizando. Ao invés de você administrar o hospital, a faculdade de medicina, a entidade, mas é 100% dinheiro do estado. É tudo estatal, o que é muito ruim. A Santa Casa de Santos é 1.543, é Brás Cubas. Nós não podemos perder essa parceria, né, com a sociedade civil organizada, organizada, para nos ajudar nesse grande desafio das políticas de saúde. Mas eu quero é trazer um abraço. Eu estava vendo ali os números, é 6 bilhões, é isso? O Agrishow, eu estou saindo de Ribeirão Preto. É o maior evento do mundo, do mundo em máquinas agrícolas, e ele deve faturar R$ 2 bilhões. Aqui, imagina-se de negócios R$ 6 bilhões. Esse é um setor emprego. É o que mais vai gerar emprego; setor terciário da atividade econômica; serviços... Eu vi aqui a telemedicina, né? A parte digital, imagina-se que, em 10 anos, mais da metade dos alunos de ensino superior do mundo estarão estudando pela rede de computadores. Então, você poder utilizar esses grandes ganhos tecnológicos para poder qualificar, treinar, capacitar e avançar nesse setor. E a curva, graças a Deus, está subindo; São Paulo, nós já estamos chegando a 76 anos de idade de expectativa de vida média; mulheres, mais de 80. Quem passa dos 30, mais de 80; e imaginamos 2040, 100 anos; e as mulheres não morrerão mais. Bom trabalho!