Discurso - 16ª Conferência Internacional DATAGRO sobre açúcar e etanol 20161510

De Infogov São Paulo
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Discurso - 16ª Conferência Internacional DATAGRO sobre açúcar e etanol

Local: [[]] - Data:Outubro 15/10/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia a todas e a todos. Quero cumprimentar o Dr. Plinio Nastari; saudando a Ruth, sua esposa, todas as senhoras aqui presentes. O governador, meu colega, Marconi Perillo, de Goiás; Paulo Pedrosa, ministro de Minas e Energia, interino; deputado federal Arnaldo Jardim, secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento; deputado federal Sérgio Souza que preside a Frente Parlamentar na Câmara dos Deputados; o Itamar Borges, deputado estadual, preside a Comissão de Atividades econômicas, ao qual a agricultura é veiculada na Assembleia Legislativa; André Rocha, presidente do Fórum Nacional; Elizabeth Farina, presidente da Unica; Eduardo Romão, presidente da Orplana; Paulo Roberto de Souza, presidente executivo da Coopersucar; Luiz Roberto Pogetti, do conselho, amigas e amigos. Uma grande alegria participar desse importante encontro internacional de delegações aí de muitos países, além do Brasil inteiro, inúmeros estados brasileiros aqui no Datargo. E dizer que o Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, o maior exportador, São Paulo, o maior produtor mundial de etanol, e como disse aqui o meu colega, o Marconi, tem uma grande importância social e econômica. Nós, através do Instituto Agronômico, estamos trabalhando com novos cultivares, a muda pré-brotada pra reduzir custos, melhorar a logística, e tipos de cultivares novos também mais voltados ao açúcar ou mais voltados ao álcool. Depois a logística, tiramos o ICMS do lastro do etanolduto que de Paulínia já chegou a Ribeirão e já está lá em Uberaba, e há possibilidade até de ele ser expandido. E também a hidrovia Tietê-Paraná, estive com o governador Marconi Pirillo e o governador Beto Richa, do Paraná, na reabertura da hidrovia que vai até São Simão, em Goiás, e pode também ajudar na redução de custos de logística do etanol. E para que em períodos de seca muito extrema a hidrovia não feche mais, nós já licitamos o chamado “explosão do pedral” de Nova Avanhandava, nós vamos ter 10km desse pedral que vai ser aprofundado, garantindo a hidrovia durante, mesmo em períodos de seca extrema. Depois, também queria destacar a retirada do tributo para bens de capital, para retrofit das usinas para geração de energia elétrica. E o Brasil deve retomar o seu crescimento, retomando o seu crescimento, a demanda de energia ela vai crescer e aí é fundamental nós termos energia perto dos grandes centros consumidores através de cogeração, bagaço de cana. Temos apoiado também através da Fapesp, junto com entidades privadas do setor, pesquisas na área de etanol de segunda geração. E hoje vimos aqui a beleza, Plínio, deste carro de célula através de hidrogênio, não poluente, né? Que caminha pra ser o futuro. E através, a produção, a geração de hidrogênio através do etanol. Se eu não estiver muito enganado, eu fui professor de química orgânica no cursinho durante sete anos dei aula, química do carbono, então, C2, H5, OH. Então, pra cada dois carbonos tem seis hidrogênios, é quase o dobro da gasolina que tem pouco mais de três. Então, evidente que o etanol vai ser o grande caminho aí pra podermos ter os carros movidos a hidrogênio com a origem através do etanol e não poluente, uma energia verde, limpa, renovável. Diz que a obra prima do estado é a felicidade das pessoas, e através desse combustível, né, além do alimento, da geração de energia elétrica, de outros setores fundamentais, nós podemos preservar a saúde da população. E hoje o problema dos grandes centros é o problema de combustível poluente, combustível fóssil. Eu lembro que o rodízio, hoje ninguém imagina São Paulo sem rodízio de carros, mas o rodízio começou no inverno, porque chegou a tal nível a poluição que parou 20% da frota. Aí trouxe tanto benefício que ficou o ano inteiro, mas começou pela questão da poluição. Então, preservar a saúde da população com um combustível limpo, renovável, uma energia verde, inclusive com polietileno, plástico verde, biocombustível, e de outro lado preservar o planeta diminuindo a emissão de gases de efeito estufa, e com isso ajudando a controlar a questão das mudanças climáticas. Que, aliás, aqui foi muito bem lembrado pelo Plínio e pelo Marconi e o André, que nós já sentimos, né? Nós tivemos em... a maior seca do século passado tinha sido em 1953. Em 2014, há dois anos atrás, choveu a metade de 1953. Aliás, já aproveito até pra agradecer os paulistas aqui, porque todo mundo economizou água e nós conseguimos passar a dificuldade, hoje, graças a Deus, está totalmente superado. Aliás, até, Marconi, você conhece o nosso amigo, o Tom Cavalcanti, dando uma entrevista nessa época, em 2014, para o Stepan Nercessian, aquele que faz o Chacrinha, né? Aí o Stepan, ele, fala pro Stepan, o Tom Cavalcanti: “Eu vim do Ceará, eu vim fugindo da seca.” Aí o Stepan fala: “Puta, mas você é azarado mesmo, hein?” O fato é que hoje... E de outro lado, a questão das enchentes, né? A questão da alteração do nível do mar, isso é ciência, e nós temos que estar à frente, né, do tempo, buscando boas alternativas. Por isso, quero saudar aqui esta vanguarda da preservação da vida, do planeta e, especialmente, da criação de emprego e renda pra nossa população. Bom trabalho, contem conosco! [[]]