Discurso - 3ª Edição da Agenda Ribeirão 20160306

De Infogov São Paulo
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Discurso - 3ª Edição da Agenda Ribeirão

Local: [[]] - Data:Junho 03/06/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Muito bom dia a todas e a todos. Quero cumprimentar o André Coutinho Nogueira, diretor do grupo EPTV, sua esposa Luíza; o Toni, Antônio Carlos Coutinho Vieira; vereador Walter Gomes, presidente da Câmara Municipal; Antônio Bias Guillon, nosso presidente da FAAP, Fundação Armando Álvares Penteado; o Dácio Campos, diretor da FAAP aqui de Ribeirão; deputados federais, o Duarte Nogueira e o Baleia Rossi; deputados estaduais, o Léo Oliveira e o Rafael Silva, sua esposa Clara; a Sílvia, prefeita de Monte Alto, saudando aqui prefeitos, vice-prefeitos, vereadores; Márcio Aith, nosso subsecretário de Comunicação; Ana Carla Fonseca, economista, urbanista, que falará, palestrante do tema, amigas e amigos. Quero inicialmente cumprimentar aqui a EPTV pela iniciativa. Uma boa imprensa é a sociedade conversando consigo própria, né? Discutindo consigo própria. E também cumprimentar pelo tema, pela oportunidade e a importância do tema. Quero também já convidar que na segunda-feira nós estaremos de manhã em São Paulo assinando o projeto em lei, fruto de trabalho e de empenho de toda a comunidade, será enviado à Assembleia Legislativa criando a região metropolitana de Ribeirão Preto. São 34 municípios. O mundo moderno ele é urbano, né? Hoje no Brasil mais de, quase 90% da população vive nas cidades. No estado de São Paulo, 96% da população vive nas cidades; Ribeirão Preto, 98% da população vive nas cidades. Então o mundo urbano é metropolitano, né? Uma tendência das cidades cada vez estarem mais próximas. Nós já temos São Paulo, a região metropolitana da capital, que é a terceira maior megalópole do mundo com 22 milhões de pessoas, a região metropolitana de São Paulo, atrás apenas, cumprimentar a prefeita, a Dárcy Vera, atrás apenas da região metropolitana de Tóquio, que tem 32 milhões de pessoas, e de Mumbai, na Índia. Temos a região metropolitana da Baixada Santista, o município está inclusive conurbado, pega a mesma ilha ali, Santos e São Vicente. A região metropolitana de Campinas, Vale do Paraíba, Sorocaba e agora região metropolitana de Ribeirão Preto. 1,6 milhão de pessoas, uma força, uma diversidade economia extraordinária. E com isso será criado em seguida o conselho metropolitano que participa governo, setor privado, sociedade civil organizada. É criado o fundo metropolitano onde o Governo do Estado e as prefeituras também colocam recursos, e o braço executivo que é a agência metropolitana. Não é pomada maravilha, que cura tudo, mas faz diferença, porque busca soluções para a nova metrópole, soluções em conjunto. Algumas regiões, por exemplo, priorizaram segurança pública, então todas as cidades, entradas e saídas de cidades, pontos estratégicos com vídeo monitoramento, câmera de vídeo e central de monitoramento. Roubo e furto de automóveis despenca aí enormemente. Então inúmeros bons projetos. É o conselho que vai discutir, que vai debater. O telefone, por exemplo, interurbano acaba, porque é a mesma região de uma cidade para outra. A questão do transporte intermunicipal entra na esfera da EMTU, enfim, é uma conquista importante. Esta é uma região que eu diria completa, porque ela tem agricultura, que é o setor primário extremamente relevante, um dos maiores produtores do mundo na área agrícola, cana e não apenas o setor da cana de açúcar, indústria também é importante, inclusive de equipamentos médicos, odontológicos, bastante diversificado, e serviços, que é o que mais cresce. E ciência, no centro da área de universidade, educação, saúde também, extremamente relevante. Hoje nós temos uma conectividade extraordinária. Então nós criamos no estado a Univesp, Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Uma pessoa pode em São Simão, Serrano, Sertãozinho, Ribeirão, assistir uma aula de casa, online. Então a universidade virtual do estado de São Paulo, ela tem disciplinas, matemática, física, química, biologia, e tem também engenharias. Nós já estamos já indo para o segundo já do curso da Universidade Virtual do Estado de São Paulo, também tem várias engenharias, onde a pessoa pode de casa fazer o seu curso superior, e a cada 15 dias ela tem as aulas presenciais e tem o monitoramento. Fizemos também, André, prefeita Dárcy, fizemos o Pitchgov, e neste Pitchgov nós contratamos startups com novos projetos para melhorar os serviços públicos para a população. Então colocamos desafios, vários desafios na prestação de serviço público, e esses startups apresentaram as melhores soluções para este trabalho. Também procuramos ‘linkar’ a questão do ensino à mudança. O nosso tempo é o tempo da mudança e da velocidade da mudança. Então dá um exemplo, cana de açúcar, né? Que na região é extremamente forte. Existia o cortador de cana, aliás, Ribeirão Preto ficava embaixo de uma nuvem de fumaça porque o corte de cana tinha queimadas, queimava a cana e depois cortava manualmente. Tivemos um duplo ganho, de um lado a mecanização, ela acabou com a queimada, hoje a Cetesb fiscaliza firmemente, e passamos a ter uma nova atividade. Então foi criado um curso na Fatec de Pompéia, junto com a fundação Shunji Nishimura, do grupo Jacto, de tecnólogo em mecânica de agricultura de precisão. Ou seja, há um tal nível de computação embarcada nesses equipamentos que você passa a ter uma nova atividade. Tecnólogo em mecânica de agricultura de precisão. Então profissões desaparecem e outras surgem numa velocidade extraordinária. Então procurando sempre caminhar nesse sentido. Aqui em Ribeirão, na Fatec aqui de Ribeirão, nós já temos o curso superior de tecnologia de análise e desenvolvimento de sistemas e teremos mais dois cursos na área de sistemas biomédicos e também na área de tecnologia e construção civil. E temos um grande desafio pela frente, que o emprego do mundo moderno ele será cada vez mais da economia criativa, do setor terciário, que é o setor de serviços. O setor primário, que é a agricultura, ele mecaniza, acabei de dar o exemplo da cana. A minha região era, como aqui também foi, região de café. Se dizia no século XIX: “O Brasil é o Café, e o café é o Vale do Paraíba”. Aliás, o próprio Armando Álvares Penteado, toda economia cafeeira, que foi a base econômica. Hoje colheita de café é tudo mecanizado, antigamente ia pai, mãe, compadre, vizinho, todo mundo colher café. Então mecaniza, a agricultura mecaniza. Setor secundário, que é a indústria, ele robotiza. Eu fui na inauguração de uma montadora de carros em Taubaté, e aí alguém perguntou: “Quantos empregos?”. Enrolou um pouco e tal. Aí falou: “Olha, 225 robôs”, é tudo robotizado. O setor terciário da economia, que é serviços, é o que mais cresce emprego. E aí a economia criativa, uma possibilidade gigantesca. Aliás, a indústria vai para sua quarta revolução industrial. E a customização, você não apenas repetir os procedimentos, você customizar. Quer dizer, você faz um produto para aquela pessoa, faz o produto para aquela atividade. E a possibilidade enorme de trabalho. Mas quero aqui dizer da alegria, André, de voltar a Ribeirão Preto, cumprimentar a nossa prefeita, a Dárcy, especialmente a participação de cada um de vocês. Bom trabalho. [[]]