Discurso - 9º Congresso Brasileiro de Jornais - 20122008

De Infogov São Paulo
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Transcrição do discurso no 9º Congresso Brasileiro de Jornais

Local: Capital - Data: 20/08/2012


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Colega, governador, Renato Casagrande. Governador Paulo Hartung. Senador Ricardo Ferraço. Nosso sempre senador Antônio Carlos Magalhães Filho. Prefeito da nossa capital, Gilberto Kassab. Roberto Bocorny Messias, Secretário-Executivo representando a ministra Helena Chagas. Judite Brito, presidente da NJ, fez um belíssimo trabalho. ‘Café’ Lindenberg, presidente da NJ que toma posse. Conselheiros da NJ. Presidente e diretores de associações e entidades de comunicação, jornalistas, amigas e amigos. Saúdo o novo presidente da NJ, o Carlos Fernando Lindenberg Neto, da Gazeta do Espirito Santo. Parabenizo a Judite Brito pelo excelente trabalho a frente da NJ. Graças ao diálogo franco que tivemos com a NJ, liderado pela Judite. Conseguimos de forma pioneira a aquisição de publicidade pelos órgãos estaduais somente a partir de dados auditados. Trata-se uma medida que atende de uma só vez dois objetivos: Em primeiro lugar, o objetivo de fiscalizar o Estado, coibindo abusos e segundo lugar obrigá-lo a usar corretamente o dinheiro dos contribuintes. Pois o dinheiro dos contribuintes vale sempre lembrar, é sagrado. Não pode o Estado sobre a bandeira da democracia queimá-lo para proteger a expressão dos seus contra a expressão de outros. Pois infelizmente é isso que ocorrem em vários locais não muito distantes do Brasil. Atualmente como disse a Judite, ameaças a liberdade de imprensa se sucedem sobre disfarces e nomes pomposos. Pode ser democratização dos meios de comunicação, controle social da mídia ou palavras parecidas. Vale lembrar que a medida adotada em São Paulo será aplicada também na internet e no espaço das novas tecnologias. Aliás, como lembrou a Judite, vivemos um período de mudanças drásticas do mercado de comunicação a tal era da convergência. Hoje entrevistas as rádios são filmadas, vê-se TV pelo telefone celular. Os jornais estão na internet, o conteúdo jornalístico se espalha como poeira ao vento, às vezes atingindo a sua missão, às vezes perdendo sua alma no meio do caminho. Tudo mudou, mas algumas coisas não se perdem. O diâmetro da imprensa, por exemplo, é e sempre será o mesmo da civilização. Como afirmava no século XIX, o escritor poeta, dramaturgo e político francês Vitor Hugo. Gosta dessa ideia, porque ela retrata de forma fidedigna nosso pensamento não só sobre a liberdade de imprensa quanto sobre sua raiz mais ampla que é a liberdade de impressão, direito individual, básico e fundamental do ser humano. Não tenho dúvida, quanto mais liberdade cultural, artística e jornalística existir em um determinado país, maior é o seu grau civilizatório. Mais avançado o seu patamar de desenvolvimento, maior o bem-estar de sua população. Sei que a liberdade de expressão como grau de civilização de um povo não se perde da noite para o dia. Sei também, no entanto, que a liberdade de expressão não é um bem, cuja, a permanência podemos imaginar ser permanente, um dado da natureza, uma paisagem eterna. Ao contrário, deve ser defendida dia após dia. Pois é como o oxigênio que respiramos, só percebemos o seu valor quando sentimos a sua falta. É com alegria, portanto, que tenho testemunhado o fortalecimento da NJ, o processo saudável que reflete o vigor da própria democracia. Os jornais continuam sendo os olhos e a consciência da sociedade. Bom trabalho.