Discurso - Anúncio da reforma do Hospital Auxiliar de Suzano 20132207

De Infogov São Paulo
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Discurso - Anúncio da reforma do Hospital Auxiliar de Suzano

Local: Suzano - Data:22/07/2013

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Geraldo Alckmin.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia! Bom dia a todas e a todos! Quero saudar o prefeito anfitrião, Paulo Tokuzumi; cumprimentar a sua esposa, Nilce, presidente do Fundo Social de Solidariedade; a Viviane Galvão, vice-prefeita do município de Suzano; o vereador Said Raful Neto, presidente da Câmara, saudando toda a bancada de vereadores aqui presentes; deputado Estevão Galvão. Vou fazer uma receita aqui para o Estevão. O que é que fecha afta? Não, babosa, não! É suco de melancia, você toma três copos de suco de melancia hoje, até amanhã está fechada a afta. Isso eu aprendi! O que é ulceração de mucosa? Ulceração de mucosa é PH baixo, PH ácido, então precisa levantar o PH, torná-lo básico. Então, toma um copo de suco de melancia; à tarde, toma outro e outro para dormir, três copos de suco de melancia, amanhã está fechada a afta. Dr. Reynaldo Mapelli Júnior, secretário da Saúde em exercício; professor José Otávio Costa Auler Júnior, vice-presidente em exercício do Conselho Deliberativo do HC e diretor da Faculdade de Medicina; Dr. Marcos Fumio, superintendente do Hospital das Clínicas; prefeito de Mogi, Bertaiolli; de Poá, Dr. Testinha; de Beritiba Mirim, o Inho; e de Ferraz de Vasconcelos, o Acir Filó. O Antônio Sakotani, diretor técnico de Saúde aqui do hospital; Gilberto Okamoto, engenheiro responsável pela obra; Dra. Deise Figueira, coordenadora do Núcleo de Engenharia do HC; o André do Prado, deputado estadual que acaba de estar aqui conosco; secretários municipais, colegas, profissionais de Saúde aqui do Hospital das Clínicas; lideranças da comunidade; amigas e amigos. Nós hoje estamos dando início a três obras simultâneas, uma obra é a construção do novo hospital. Suzano tem aqui um hospital, que é o Hospital das Clínicas, um hospital importantíssimo, eu vejo que uma das mais belas passagens da Bíblia é a do Bom Samaritano. Não há nada mais importante do que atender quem está doente, casos mais graves, casos crônicos, difíceis. Então, esse hospital é uma referência importantíssima porque são as pessoas que mais precisam, cuja ação médica é mais complexa, casos mais crônicos, que estão aumentando em razão do aumento da idade e da complexidade de algumas doenças. Então tem um hospital importantíssimo, mas que não era aberto à população de Suzano, então lembrou bem aqui o Paulo Tucuju e o Estevão Galvão, que a população é atendida e continuará a ser atendida pela Santa Casa. O que é que nós estamos fazendo, então? Nós estamos, primeiro, construindo um hospital novo. Segundo, reformando o hospital antigo; e terceiro, criando um centro diagnóstico aqui também nesse complexo hospitalar. Então, nós teremos aqui, o hospital antigo tem 120 leitos, e ele vai ser todo ele reformado, está incluído aqui neste trabalho, neste projeto nosso de R$ 31,8 milhões. Nós teremos aqui implantação de um centro diagnóstico com tomografia, ultrassom, toda parte de imagem, endoscopia, previsão de ressonância magnética, enfim, todo um centro diagnóstico. E teremos um prédio novo, um hospital novo de 151 leitos, sendo 30 leitos para pediatria, para criança. Então, a cidade ganha um hospital novo de 151 leitos, sendo 30 para pediatria, ganha um centro de diagnóstico extremamente complexo, com aparelhos e equipamentos de última geração e ganha a reforma do hospital antigo, que precisa ser modernizado. Unindo tudo isso, nós teremos um hospital grande, de 271 leitos, aqui em Suzano. E bem lembrado aqui, gerido pela Universidade de São Paulo, pela USP, que é a melhor universidade da América Latina; e pelo Hospital das Clínicas, que tem a faculdade de Medicina da USP, que está entre as 20 melhores escolas médicas do mundo, ela é top do tops. Então, é um outro ganho superimportante para a cidade e para a região. O nosso prazo, eu sei que é apertado, mas nós... Esse hospital aqui é um hospital meio nissei, porque o diretor é o Dr. Antônio Sakotani, e quem vai fazer a obra é o Gilberto Okamoto; quem vai fiscalizar é o Paulo Tukuzumo, então... Vamos... Olha, são 15 meses, está ok? Está certo? Combinado, Dr. Gilberto? Então, 15 meses. Eu sei que é um prazo apertadíssimo, mas nós vamos correr para ter... Simultaneamente, tem que fazer o prédio novo e tem que fazer a reforma do prédio antigo. E temos ainda para tomar conta a Dra. Deise Figueira, que as mulheres são exigentes. Então, aperta a turma aí para a gente entregar no prazo. Isso é uma grande obra superimportante aqui para a comunidade e para a população. Depois, estamos assinando aqui também o desassoreamento do Tietê. Diz que a ausência de notícia é boa notícia. Ninguém falou mais do Tietê lá em São Paulo. Por quê? Três anos sem enchente! Eu tinha dito lá atrás: “Olha, se nós voltarmos à batimetria original, voltar ao rebaixamento da calha originalmente como foi feita, só vai”... engenharia, eu não sou engenheiro, mas aprendi, que em engenharia existe uma coisa chamada prazo de recorrência; você nunca faz uma obra que você diga: “Olha, isso aqui nunca vai ter enchente”. Não tem jeito, porque ela custaria tão caro, mas tão caro para uma chuva de uma vez a cada 200 anos? Não compensa! Quer dizer, gasta uma fortuna para uma chuva que vai ocorrer esporadicamente. Então, também não pode fazer uma obra que de dois em dois anos dá enchente. Então, o prazo de recorrência do Tietê é 100 anos. A obra da calha do Tietê entre o Cebolão e a Barragem da Penha, ela foi feita para um prazo de recorrência de 100 anos, então, é uma obra de grande capacidade. Nós rebaixamos a batimetria original, estamos mantendo limpíssima, limpíssima, ali não para o desassoreamento, porque cada verão, cada verão vem perto de 300, 400 mil metros, em São Paulo, só em São Paulo, de material assoreado, infelizmente, é pneu, sofá, bicicleta, plástico e muita areia, porque como não tem mais mata ciliar, a energia da água é muito forte e arrasta. Então, da Barragem da Penha até o Cebolão está pronto. Agora, nós autorizamos hoje, do Cebolão... Aliás, mais até, no Parque Ecológico já está sendo feita a circunvalação. Também está tirando. Nós vamos fazer do Córrego Três Pontes, que é na divisa de São Paulo com Itaquaquecetuba, até Mogi. São 49 km, Bertaiolli. 49km. Entçao, a gente começa lá embaixo e vem desassoreando, vem tirando com barcaça, vem limpando o rio. Isso vai ajudar a macrodrenagem, beneficia Itaquá, Poá, Ferraz, Suzano, Mogi, porque se o rio está entupido, vai alagar! Se o rio escoa rápido, vai drenar! Então, nós vamos fazer por pregão. Então a gente, se não tiver briga jurídica, em 60 dias nós começamos a obra. Então, licita imediatamente... E não vai estar ainda neste verão 100% concluído, mas já vai dar uma boa ajuda. E, depois ficará definitivamente como definitivamente está o trecho lá de São Paulo. Mas eu quero é deixar um grande abraço aqui! Dizer da alegria, não é todo dia que a gente tem essa felicidade de começar a obra de um hospital. O hospital é como uma escola, é como uma igreja, é um ponto cardeal da cidade. É onde a vida se inicia e a vida se encerra. É o centro da existência humana! E não há local mais sagrado! E nós temos que fazer um esforço muito grande para oferecer o que nós temos de melhor na ciência, no avanço da medicina, das profissões de saúde, em benefício da população, e de forma gratuita, pelo SUS. Há um filme, do Maicon Douglas, chamado SOS Saúde, SOS com dólar. Então, ele mostra os modelos de saúde do mundo. Estados Unidos: “saúde business”, negócio. Então, o camarada perde três dedos lá, aí ele vai lá, o sujeito fala: “Esse aqui custa US$12 mil. Esse aqui custa US$ 15 mil”. Ele escolhe um e implanta. É negócio, é dinheiro! Não pagou, está fora! Europa, saúde é direito. Maicon Douglas vai no filme à França, e fala: “Eu vou pegar alguém pagando alguma coisa”. Aí não consegue! Sai um casal com um neném no colo, a mulher deu à luz, e ele pergunta quanto gastaram. Eles não entendem! Porque não passa pela cabeça de um francês pagar para nascer, pagar para morrer. Ele não consegue entender a pergunta. Aí, ele entra dentro do hospital e vê um caixa. Fala: “Ah, alguma estão cobrando aqui”. Aí vai lá, tem um dinheiro lá, “O que é isso?”, “Não, é que essa senhora foi operada do fêmur e, para nós, saúde não é só operar, por um pino e acabou! Não! Saúde é visão completa da pessoa humana. Ela não pode ir para casa sozinha. Nós estamos dando dinheiro para um táxi levá-la até dentro da casa dela com segurança”. Então, esse é o modelo ideal! O nosso modelo brasileiro, eu fui constituinte, diz o seguinte: a saúde é direito do cidadão, todos têm direito à saúde, não interessa se está registrado, não está registrado, se está trabalhando, se não está trabalhando! Se está em território nacional, tem direito à saúde. E a quem cabe prestá-la? Os três níveis de governo: municipal, estadual e federal. Então, os três têm que pôr lá um dinheirinho e aí manter. E é complexo, porque a população está mais velha, tem mais necessidade e a medicina ficou mais cara. Então, todos nós precisamos pôr um pouquinho a mais de dinheiro. O que é que aconteceu? E é fácil de entender a crise da saúde, pode trazer médico de Cuba, da Espanha, da China, o problema não é esse, o problema é a falta de dinheiro, esse é que é o problema. O que é que aconteceu? Imagina o seguinte: eu combino nós três sócios aqui, cada um dá R$ 100,00 por mês para fazer uma casa. O mais rico dá R$ 100,00, o outro dá R$ 100,00 e eu dou R$ 100,00 - o município, estado e União. Aí, ele, que é o mais rico, a União, fala: em vez de dar R$ 100,00, eu vou dar R$ 90,00. Aí, nós dois pomos R$ 105,00. Aí, passa mais um pouco, falou: “não, vou pôr R$ 80,00”, aí nós pomos R$ 110,00. Chega um momento que a casa cai, que ninguém aguenta! Então, é preciso aumentar o orçamento. Como o município tem que aplicar 15%, no mínimo, e o estado, no mínimo, 12%, a União tem que aplicar, no mínimo, 10%. Então, o nosso problema é de financiamento. A gente conseguir melhorar um pouco o financiamento da tabela do SUS, vai melhorar tudo, e a população vai ser bem atendida. Queria agradecer aqui ao professor José Otávio. Eu trabalhei com o José Otávio, nós fomos colegas no Servidor. E, naquele tempo, o século XIX, nós fizemos residência em 1977. Ele é mais velho um ano do que eu, 76. E o José Otávio já era um gênio, craque, o melhor intensivista e anestesista. É, hoje, o titular de anestesiologia da Faculdade de Medicina da USP, sucedeu o professor Rui Vaz Gomide do Amaral, que foi o grande mestre da anestesiologia, foi quem introduziu a circulação extracorpórea no Brasil. O Rui Vaz Gomide do Amaral fez anestesia do primeiro transplante de coração, o primeiro transplante de fígado e o primeiro transplante do rim do Brasil. Ele está com 87 anos de idade. Ele está escrevendo um livro, me deu para eu fazer o prefácio do livro, e aí ele falou: “Olha, o José Otávio, perto de mim, é dez vezes melhor”. Esse é craque, viu?! Você vai assumir uma responsabilidade aqui com a população de Suzano e do Alto Tietê, tomar conta aqui desse hospital para a gente ter aqui o melhor serviço à disposição da população. Agradecer ao secretário da Saúde, Giovanni, aqui representado pelo nosso chefe de gabinete. Doutor Mapelli, que tem feito lá um bom trabalho; cumprimentar aqui o diretor aqui do hospital, abraçar, doutor Antônio Sakotani, abraçando todos os profissionais aqui. O Estevam Galvão, que é um ótimo deputado, excelente deputado, trabalhador, pidão que só ele , mas nunca para ele, sempre para Suzano e para a região! Agradecer o Paulo Tokuzumi, com toda a energia aí para... E a nossa vice-prefeita, ladeado por duas mulheres, a nossa vice prefeita e a esposa. Especialmente, deixar um grande abraço para vocês, vamos tomar conta para até o final do ano que vem estar tudo prontinho aqui em benefício da população! Muito obrigado!