Discurso - Anúncio de Liberação de Recursos para a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo 20142412

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Discurso - Anúncio de Liberação de Recursos para a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

Local: Capital - Data:Dezembro 24/12/2014

[APLAUSOS].

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bom dia a todas e a todos! Só nós estamos trabalhando no Brasil hoje.

[RISOS].

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dizer da alegria de vir aqui na véspera de Natal, trazendo os votos de Feliz Natal, agradecer a participação importantíssima de todos. Cumprimentar o secretário de Estado da Saúde, prof. David Uip, prof. Wilson Pollara, secretário do Estado Adjunto, o Irineu Massaia , superintendente da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; os coordenadores, diretores dos nossos hospitais, os profissionais da área de saúde, amigas e amigos. Uma grande alegria vir hoje. Acho que nós temos uma... uma boa notícia. O IBGE acabou de publicar no Estado de São Paulo, o Pollara, caso de expectativa de vida média das mulheres ultrapassou 80 anos de idade. Expectativa de vida média.

[FALAS SOBREPOSTAS].

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu fui... Só as mulheres, viu?

[RISOS].

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu fui a... E a mortalidade infantil, 11. É impressionante! É um outro... um outro Brasil, viu. Em 1940, aquele Brasil rural, a mortalidade infantil era 140. Hoje São Paulo, 11. Brasil deve ser 15, 16, né? Melhorou muito também. E a expectativa de vida média no Brasil, na década de 40, era 43 anos de idade, porque morria muita criança, puxava a média para baixo, e não existia antibiótico. Então as pessoas morriam de moléstia infectocontagiosa, né? Tuberculose, gripe. Gripe Espanhola matou, em 1918, 300 mil brasileiros, inclusive o presidente da República, o Rodrigues Alves, morreu entre a posse, eleição e a posse. Então uma boa notícia: nós estamos vivendo mais, com qualidade de vida, né, com qualidade de vida, e um grande ganho para a população. Mudou o conceito até de idoso, né. Um dia desses eu... eu tenho uma colega de ginásio e de colégio em Pindamonhangaba, que, aliás, é endocrinologista, e a gente, de vez em quando, reúne a 'churma' da escola, né? E ela tem a mesma idade do que eu: 62. E aí eu encontrei com ela, tal: "Dr. Fulano de tal", turma da escola de Pinda. "Está tudo bem?". "Não, não! Eu estou revoltada!" "Ah, por que você está revoltada?" "Eu abri o jornal hoje estava lá: Idosa atropelada. A menina tinha 60 anos, né?"

[RISOS].

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: É outro mundo, né, que nós estamos vivendo. Agora a população envelheceu, a saúde, né, ficou mais cara, muito sofisticada, alta tecnologia. Então população mais velha, medicina mais cara, há uma crise de financiamento. Essa é a grande dificuldade. Eu fui constituinte. A Constituição Brasileira, corretamente, ela estabeleceu a seguridade social como um tripé: previdência, saúde e assistência social. Então a previdência é contributiva. Não pagou, não aposenta. Pode trabalhar a vida inteira. Se não contribuir, não tem aposentadoria. É contributiva. Assistência social não é contribu tiva, ninguém precisa pagar, mas é só para aqueles que a lei determina, idosos que não têm renda, a LOAS, né, Lei Orgânica de Assistência Social, a pessoa reque r a renda mensal vitalícia, ganha um salário mínimo ou pessoa com deficiência que incapacite para o trabalho, independente de idade. O governo garante a renda mensal vitalícia, um salário, não precisa pagar, mas é só para eles. E a saúde é universal para os 200 milhões de brasileiros, é gratuita e não tem contribuição, ninguém precisa pagar nada, é totalmente não contributiva. Bom, se ninguém precisa pagar nada e vai desde a vacina ateacute; o transplante de coração, quem é que arca com os custos? Os três governos: Municipal, Estadual e Federal. Então os três são os responsáveis pelo SUS, medicina mais cara, população mais velha, principal demanda hoje desde o Oiapoque até o Chuí, é saúde, né? O acesso à saúde e a qualidade do atendimento. Então para ajudar os hospitais filantrópicos, aqui em São Paulo, acho que a metade dos leitos é, 55 é filantrópico, e 45 é governo. Então em torno de quase meio a meio. Então metade dos leitos são do governo, eu estava vendo aqui, nós já entregamos o hospital novo em Franco da Rocha, adquirimos um em Taubaté, o Emílio Ribas II no Guarujá, Hospital Materno Infantil em São José do Rio Preto, o Hospital de Rosana, participamos no Hospital das Clínicas em São Bernardo, no Hospital de Brás Cubas, em Mogidas Cruzes, o novo Hospital do Câncer em Osasco, o Hospital São José, Hospital do Homem, aqui na Zona Norte de São Paulo. Hoje nós estamos... Jundiaí também, hospital novinho, já está funcionando, e o Panamericano nós compramos, que vai ser um hospital de trauma, hoje tem muito trauma, né, de motocicleta, acidente de automóvel, rodoviária, a terceira... primeira causa de morte, de mortalidade é coração e grandes vasos; a segunda é câncer, a terceira não é doença, é causa externa, essa causa externa, até dez anos atrás, era homicídio. Então a principal causa externa de morte no estado de São Paulo era homicídio, morriam 13 mil pessoas assassinadas por ano, baixou para 12, 11, 10, 8, 6, 4. Esse ano nós vamos fechar o ano com 4.300, aproximadamente, homicídios, e os acidentes rodoviários: carro, motocicleta, fim de semana, atropelamento, sete mil. Então a maior causa externa hoje é acidente rodoviário, e o idoso também tem acidente, at&eac ute; doméstico, né, a pessoa muito idosa. Então o Hospital Panamericano vai ser voltado à trauma e ortopedia, né, o hospital cirúrgico. Então vai ser importante, e as Santas Casas respondem por metade dos leitos do Estado. Santa Casa, eu nasci numa Santa Casa em Pindamonhangaba, na maioria das cidades só tem hospital filantrópico, é uma herança de Portugal, essa eacute; uma herança lusitana, a Santa Casa de Santos é de 1543. É Brás Cubas. Santa Casa de São Paulo é 1.560, são instituições que tem quatro séculos, quatro séculos e meio. E quem é o dono da Santa Casa? Não tem. É a comunidade. Ela não é estatal, mas ela é pública, ela atende quem precisa. Então as Santas Casas todas passam por dificuldades, porque os custos aumentam todo ano, tem inflação, comida, remédio, salário, energia elétrica, água, e a tabela congelada. Então nós criamos um programa em São Paulo chamado Santas Casas Sustentadas. Aquela men or é de apoio, ela recebe 10% a mais do que ela fatura. A estratégia, a média, é 40% a mais do que ela fatura, pelo SUS, só SUS, só SUS. E a estruturante 70% a mais do que ela fatura. Se a gente for verificar aqui a Santa Casa de São Paulo é 2.9 da tabela, ela não é subfinanciada, né ;, tanto é que foi 800 milhões aí repassados. O que precisa é gestão, gestão, gestão, e aí o Dr. Irineu lá como novo superintendente, e o Rui Altenfelder eu acho que deve assumir provedoria no início agora de janeiro, vamos dar um outro passo. E são quatro grandes hospitais de referência na capital. O HC aqui do lado, o complexo do Hospital das Clínicas, né, a parte de referência de alta complexidade, o Hospital São Paulo do governo Federal, da Unifesp, o Santa Marcelina na Zona Leste, tem quase 800 leitos, e a Santa Casa de São Paulo, são os quatro grandes. Então a tarefa agora é boa gestão, sanear dividia, Santa Casa tem patrimônio, ela recebeu ano passado muitas doações, tem patrim&ocircnio para sanear dívida, boa gestão e a gente avançar. Essa é uma herança de Portugal, teve uma rainha em Portugal chamada Rainha Leonor de Avis, foi uma das mulheres mais ricas do século XVI, na época das grandes navegações, e uma mulher de grande virtude, que foi quem impulsionou as beneficências portuguesas e as Santas Casas de misericórdia. Então ela dizia, a rainha Leonor, que quando morresse queria ser enterrado, enterrada, que ela está enterrada em um mosteiro em Lisboa, num local de passagem para que todos pisassem sobre a sua campa para lembrar a pequenez das coisas materiais frente a grandeza da eternidade. Esse foi o espirito que nasceu nas Santas Casas. Mas como tudo precisa ter boa gestão, se não tiver boa gestão, né? A coisa complica. Nós estamos liberando hoje três milhões para remédio e insumos, remédios e insumos para manter lá o atendimento. A Caixa Econômica Federal deve liberar o financiamento de 40 milhões, 44 milhões, e aí vamos fazendo um ajuste atendendo a população e ajudando a população. E quero aproveitar a vinda aqui para deixar um abraço aqui a todos os colegas aqui da área da saúde, todo mundo que trabalha. Esse vai ser o maior serviço do mundo, do mundo inteiro. O que as pessoas desejam? Desejam viver um pouco mais, não é isso? Um dia eu fui a missa e o padre perguntou: "quem quer ir para o céu?", aí a igreja inteira. "Quem quer ir hoje?", mas nem o padre,&nb sp;né? Então todos nós queremos ficar mais um pouco, embora até reclame, né? E com qualidade de vida. E é impressionante os avanços que nós tivemos. Agora é preciso garantir isso a todos, então nós vamos iniciar o ano com dois grandes avanços. A primeira PPP do Estado para hospital, nós vamos fazer três hospitais. Um novo Hospital de São Paulo da Mulher, um novo hospital no Bom Retiro. Então está tudo preparado, inicia em 30 dias. Um novo hospital em Sorocaba, que está crescendo muito a região na Raposo Tavares, e o novo hospital em São José dos Campos. Tudo governo, operado pelo governo. Privado faz o prédio e equipa, toda parte pessoal é nossa. E um financiamento do BID, geralmente a gente faz financiamento para metrô, trem, estrada, agora é para saúde. Desde apoiar os municípios no atendimento primário, as Unidades Básicas de Saúde, passando pelos AMES, o atendimento secundário que é o ambulatório, até os hospitais e o atendimento terciário. Então vamos ter hospital no Vale do Ribeira, em Registro, no litoral de São Paulo, que hoje cresce muito, Caraguatatuba, e um grande trabalho também para mal do nosso tempo que é o problema da droga. Então um grande trabalho na área de saúde mental e de atendimento a dependência química, garantindo desde o ambulatório, o CAPSAD, até a internação nos casos mais graves. Mas quero deixar um abraço ao Dr. Goulart, o nosso adjunto que tem nos ajudado muito. O Irineu, nessa tarefa hercúlea aí de acertar lá a boa gestão da Santa Casa, que é o patrimônio de São Paulo. David Uip, nosso secretário de Saúde. Eu gosto desse entusiasmo do David, faz as coisas com paixão, com amor, e especialmente deixar um abraço aqui a cada um de vocês que prestam esse serviço maravilhoso, né, para população de São Paulo garantindo aí a saúde desde lá a vacina do Butantã, passando pelo remédio da FURP, até a altíssima complexidade, né, dos transplantes, dos grandes avanços aí da ciência. Nós, falei que as mulheres passaram de 80 anos. A próxima meta é nós homens chegarmos aos 100 e...

[RISOS].

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, é sério. Um dia desses eu fui, eu fui a minha... entregar um prêmio para o Dr. Penteado. Dr. Penteado é um agrônomo, ele criou aquela empresa Maná. Aí o Roberto Rodrigues, que foi ministro de agricultura, falou: "Oh, o Dr. Roberto fez ontem 100 anos, 100 anos", aí o Roberto Rodrigues brincou "Olha e eu vou chegar lá, 100 anos", e aí perguntou para o pessoal: "sabe do que quê eu vou morrer? Homicídio, um tiro pelas costas de um jovem marido ciumento, viu".

[RISOS]. Capital