Discurso - Anúncio de investimentos para o Hospital das Clínicas de Marília 20131201

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - Anúncio de investimentos para o Hospital das Clínicas de Marília

Local: Capital - Data: 12/01/2013


MESTRE DE CERIMÔNIA: O grande líder do estado de São Paulo, palavras do nosso governador, Geraldo Alckmin.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Bom dia a todas e a todos! Cumprimentar o nosso prefeito anfitrião, o Vinicius Camarinha; o Serjão, vice-prefeito; presidente de Câmara, Lunardi; o presidente da Câmara, Lunardi. O professor Giovanni Cerri o secretário da saúde e eu temos uma tese que é dos carecas que elas gostam mais. Saudar todos os vereadores, vereadoras, o professor Giovanni Cerri; o professor José Augusto Alves Ottaiano, diretor da FAMEMA, faculdade que é o orgulho de São Paulo, Faculdade de Medicina aqui de Marília; nosso deputado doutor [ininteligível], alegria de revê-lo; nosso prefeito [ininteligível]; o Aristeu; Álvaro Carvalho [ininteligível]; Pederneiras o Daniel; Alvilândia o Ivan; Ocauçu, Alessandra; Ibirarema, o Tiago. O Milton Tédde, diretor da Santa Casa de Misericórdia aqui de Marília; Major Marcelo Martins, comandante uterino; a ex-prefeita Renata Devito; o Rodolfo; o Toninho; o Peco; os secretários municipais; profissionais da área de saúde; lideranças aqui da comunidade; amigas e amigos. Essa semana eu comentei no gabinete, eu leio nos jornais de Marília. O Camarinha começou bem, eu vi a matéria em que a prioridade foi a recuperação da saúde, raspou o fundo do taxo lá e liberou o recurso para saúde. Governar é escolher, o dinheiro sempre é menor do que as necessidades nunca têm sobrando, tá sempre, nós estamos sempre administrando carências, é preciso ter muita eficiência no gasto público, fechar as torneiras do desperdício para poder conseguir fazer o mais necessário. Então, governar é escolher, e a saúde que sempre foi uma prioridade, hoje ainda é maior essa prioridade, porque o Brasil que era um país jovem, hoje é um país maduro, encaminha para ser um país idoso, o que é muito bom, as pessoas vivendo mais e vivendo melhor, e melhor qualidade de vida e uma expectativa de vida média extraordinária. Diz que nasceu já este ano, um brasileiro que chegar a 120 anos, ou seja, nós vivemos um ganho de expectativa de vida. Agora, isso é evidente demanda mais investimento em saúde porque a tecnologia avançou. Quando eu fiz faculdade não tinha tomógrafo, não tinha ressonância magnética, então a medicina ficou mais cara e as pessoas, a população idosa é maior, porque demanda mais investimento. Então, parabéns pela sua decisão aí de priorizar a saúde. E nós vamos dar toda a retaguarda hospitalar, o professor Giovanni explicou bem, nós vamos recuperar, modernizar, investir em todos os hospitais universitários do Estado de São Paulo, tá perto de meio bilhão de reais. Porque são os hospitais de referência para média e alta complexidade, atende toda a região, é mais caro, mais sofisticado, porque são casos mais complexos, e são formadores de recursos humanos para a saúde. Não adianta ter [ininteligível] se não tem pessoas preparadas para esse trabalho. Aqui há um centro de formação de médicos, enfermagem, profissionais todos da área de saúde, e com residência médica. Porque hoje faculdade de medicina não falta, o problema é falta de residência médica. A população brasileira nos últimos 10 anos, cresceu menos de 50, 37%, o número de médicos cresceu 500, aliás, 40 anos, pegar os últimos, 1970 a 2010, último dado do Conselho Federal de Medicina, 40 anos a população brasileira dobrou 100%, o numero de médicos quintuplicou, 505% a mais. O problema não é falta de médico, o problema é a má distribuição e a falta de residência médica, para ter resolutividade, para você prometer... trabalhar em rede, trabalhar de forma integrada. Então, o Hospital das Clínicas aqui, nós estamos investindo 59,2 milhões, a primeira parte 12 milhões que é o HC1, ele... nós teremos aqui 20 leitos a mais aqui no serviço. Teremos aqui a reforma do HC1, são 10.000m2 o prédio é da década de 60, tem mais de meio século, ali compreende centro cirúrgico, UTI, setor de internação e criação de mais 20 leitos. Depois temos ainda previsto ampliação da Ala C, que é [ininteligível] e emergência; casamata, uma nova construção que duplicará os serviços de radioterapia; construção do novo edifício administrativo; construção de laboratório para pesquisa; implantação de serviço de verificação e óbito; ampliação do serviço e setor de manutenção; reservatório de água, armazenamento, resíduos, lavanderias, central de materiais, [ininteligível] enfim, investimento grande. E o Dr. Ottaiano já pode acelerar aí as licitações para gente ganhar tempo, e vai beneficiar a região, e vai beneficiar quem mais precisa. Quem tem dinheiro não falta hospital, nós precisamos investir de graça, né, no SUS, qualidade e atendimento gratuito para população. Então, um grande investimento, nós estamos saindo de Lins, a Santa Casa de Lins estava fechando, nós recuperamos lá, fazia 60 cirurgias, já passou de 100 cirurgias, está recuperando o pavilhão, o pavilhão era de 1.920, o prédio lá da Santa Casa, estão totalmente sendo recuperado. Aqui nós vamos ter daqui três meses, quatro meses, a Rede Lucy Montoro, parte de fisiatria, fisioterapia, reabilitação, pessoas com deficiência, mobilidade reduzida. Já está pronto, está na fase [ininteligível] é também importante para a região, enfim, investir forte pra poder garantir o atendimento da população. Nós estamos fazendo um grande investimento [ininteligível] aqui de Marilia, e que também na área habitacional, na área de escolas de tempo integral, já começamos aí por Marília, escolas de tempo integral, novas escolas aqui pra cidade, e o prefeito vindo para cá falou e nós vamos ajuda-lo na questão da água... Asfaltar rua é importante, eu já fui prefeito, quem não gosta de asfaltar rua, né? Agora, isso é administrar para o automóvel, administrar para o ser humano é água, esgoto, saúde, escola, segurança, né, essa é a prioridade que vai beneficiar a população. Conte conosco, nós vamos te dar uma ajuda aí no poço, poço [ininteligível]. Tenho certeza que vai, muita confiança, vai dar tudo certo. Quando eu era deputado estadual, eu sou do Vale do Paraíba, então tem uma cidade aí, Serra da Mantiqueira, chamada Igaratá, lá é SABESP, então nós fomos lá inaugurar a água num bairro, teve 11 discursos; prefeito, deputado, vereador, líder... 11 discursos. Foguetório, a Terra tremeu três minutos de tanto foguete, aí alguém teve a ideia de, bom, já que tá inaugurando a água, tinha uma torneira simbólica ali, abri, não saiu água, entrou ar no cano. “Chama o encanador”! Confusão lá. Mas, a água é questão central. Na minha cidade meu pai conta que antigamente havia um grande debate, água da serra e a água do Paraíba, então muita política, né, indevida. Então, em Pinda a UDN defendia a água do Paraíba, e o PSP do Ademar defendia a água da serra. Em Cruzeiro, cidade mais a frente, era o contrário, o PSP defendia a água do Paraíba, e o PTB e a UDN defendia a água da serra. Veja como as decisões devem ser... as decisões são políticas, mas elas precisam ser respaldadas em caráter técnico. Tomou a decisão correta, a água do Paraíba e nunca faltou água. Ele é um relógio. Só. Cruzeiro foi para a questão da água da serra lá. Aliás, a disputa política era tão grande que o Dr. Avelino Junior, que era médico e que defendia a água do Paraíba fez um mutirão naquela época, a cidade inteira e eles quando a água chegou, então fizeram uma barricada com sacos de areia e a água corria pelo calçamento da cidade até chegar na porta da casa do adversário, do ex-prefeito [ininteligível]. Mas o fato é que até hoje tem problema de água. Então precisamos ter boas soluções técnicas. E [ininteligível], 2003 eu era governador e não choveu no Guarapiranga nem na Cantareira. Então aquilo começou a baixar, baixar, baixar as represas, entrou num estres danado e eu tinha que fazer uma campanha dizendo: “Olha, quem economizar 20% de água ganha mais 20% de desconto”. Então, 40% de economia. Economiza 20% do consumo e ganha mais 20% de desconto, 40%. Só começou a chover no carnaval. Eu me lembro como se fosse ontem, não chovia de jeito nenhum. No carnaval, portanto fevereiro, quase março, começou a chover. E aí eu fui para a televisão para fazer campanha, dizendo: “Olha, o desperdício geralmente é no banheiro, porque faz a barba com torneira aberta, escova o dente com torneira aberta, está no chuveiro, não está embaixo do chuveiro, com torneira aberta. Então se gasta uma fábula verdadeira de água sem necessidade”. Então fizemos uma campanha grande para evitar desperdício. Aí o Tom Cavalcanti imitar: “Faça que nem o governador, [ininteligível] o dente e engula a água”. Não precisa ser tanto assim, não é? Mas nós vamos apoiar aí na questão do… mas eu quero trazer um abraço e dizer o seguinte: nós vamos aqui hoje, a [ininteligível] e o hospital estão meio juntos. Nós vamos separar, uma autarquia especial no hospital das clínicas. Porque o hospital é muito caro, então é impossível quase que você tenha a faculdade e uma universidade se vier junto com o financiamento do hospital. Mas se nós separarmos direitinho e dando mais autonomia ao hospital como autarquia especial, aí nós vamos resolver bem a questão da faculdade de medicina, que é um espetáculo [ininteligível]. Quero deixar um grande abraço, eu prometi para a minha mulher que eu voltaria para almoçar. Estou um pouco atrasado. [ininteligível]. Isso já alguns anos na Vai-Vai que é escola de samba lá em São Paulo. Fui lá na Vai-Vai e o convite lá do presidente da Vai-Vai lá, a escola de samba, fez uma apresentação e não sei o que, e tal, peguei lá uma camiseta, aí voltei. Quando eu cheguei no apartamento, o motorista falou: “Dr. Geraldo, o senhor está esquecendo a camiseta”, “Não, é que eu falei para a Lu que eu ia à missa. Se eu chegar em casa com a camiseta vai dar confusão. Fica de presente”. Mas nós estamos voltando para São Paulo. Mas deixar um grande abraço, e quero dizer ao [ininteligível] e a todos aqui os prefeitos, prefeitas, vice-prefeitos, vereadores, vamos trabalhar juntos. São Paulo é forte, o estado de São Paulo é forte porque os municípios são fortes. Então vamos trabalhar integrados aí que nós vamos colher bons frutos. Muito obrigado.