Discurso - Anúncio dos 13 anos do Programa Escola da Família - Escola Estadual Salim Farah Maluf 20161709

De Infogov São Paulo
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Discurso - Anúncio dos 13 anos do Programa Escola da Família - Escola Estadual Salim Farah Maluf

Local: [[]] - Data:Setembro 17/09/2016

'GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Bom dia!

Bom dia!

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Quero cumprimento o Dr. José Ricardo Nalini, nosso secretário de Estado da Educação. Nosso deputado federal, Floriano Pesaro. Vem aqui Floriano. Floriano é o secretário do Desenvolvimento Social. Apresentar a vocês também o Laércio Benko. Laércio Benko é o secretário de Estado do Turismo do estado de São Paulo. Deputado federal Keiko Ota, que aqui falou pra nós. O Ricardo Dias. Cadê o Ricardo? Ricardo é o coordenador do programa Escola da Família. Ele que faz esse grande trabalho aí. Obrigado. Parabéns, viu Ricardo. A Maria Helena Tambellini Faustino. Maria Helena é dirigente de ensino aqui da Leste III. A Maria Lúcia Dantas de Farias, que é a coordenadora do programa Escola da Família da Leste III. A nossa diretora, a Janaína Aparecida Veríssimo Cota. Que é a diretora da escola estadual Salim Farah Maluf. A minha amiga, a Júlia. Essa moça bonita aqui. Heloísa Catone. Heloísa que é responsável aqui pelo programa Escola Família aqui desta escola. Diretores, professores, funcionários, alunos, universitários, famílias aqui dos nossos alunos, voluntários, amigas e amigos. Hoje é um dia de grande alegria. O tempo passa depressa, né, parece que foi ontem, 2003, quando começou o Escola da Família. Treze anos já se passaram. E os fundamentos do programa permanecem muito vivos. Abrir a escola. A escola é da comunidade, é da comunidade, então abrir a escola. Aqui me dizia a nossa diretora, Janaína, né? A Janaína, de que temos atividade esportiva, né, esporte, temos violão, dança, reforço escolar, quem tem dificuldade, no sábado ou no domingo. Pode ter reforço escolar. Tem cabelo. Não é o meu caso, mas muitos precisam. Unhas artísticas. Limpeza de pele, enfim, tem atividade... Biscuit, é isso? Faz biscuit, gera renda também para os alunos, aprendem. Atividades culturais, esportivas, muito bonitas. De outro lado traz os pais mais próximos da escola. Só do pai ou da mãe perguntar como é que o filho foi na aula, foi na escola, na avaliação, já tem um papel importante na vida escolar. Trazer os pais pra dentro da escola. E os nossos educadores e universitários. Nós temos hoje mais de 12 mil estudantes universitários podendo fazer a faculdade sem pagar. Nós pagamos a metade. A faculdade abre mão da outra metade, e já com isso tivemos mais de 140 mil universitários participando da Escola da Família. E ele retribui à sociedade sábado ou domingo como educador universitário. É um aprende aprende, né? Um aprende com o outro. Uma bela experiência, né? O contato com os jovens, com as escolas, com os professores. Eu diria que esse é um programa campeão. Cadê o Dr. Nalini? E o Dr. Nalini falou uma coisa que nós vamos caprichar. Que vai vitaminar, não é isso Nalini? O programa. Turbinar o programa, né? Nós vamos dar um up aí no programa, porque é um programa excepcional. Bom pra família, para o bairro, para a comunidade, para a escola, para os alunos e para os universitários, para a educação, né, num sentido mais amplo. Educação que vem de Ducor, do Latim, que é como se conduzir em sociedade. A gente fica muito feliz de comemorar aqui nessa grande escola, tem quase dois mil alunos com tão bons projetos este aniversário. E trouxe bons frutos para a nossa educação de São Paulo. E ficamos felizes também, quero agradecer, cumprimentar a toda a família educacional, tanto diretores, professores, funcionários, alunos, pelo último IDEB. Claro que não é o ideal, mas estamos avançando. Nós éramos... Nós éramos... No último IDEB nós éramos primeiro lugar, segundo lugar e quarto lugar no Brasil. Hoje nós somos primeiro, primeiro e primeiro. Nós somos o primeiro no ciclo um, tendo até batido a meta de 2019 no ciclo um. No ciclo dois, embora a gente não tenha atingido a meta, somos o primeiro do país. E do ensino médio também somos o primeiro do país. Precisamos melhorar. Vamos melhorar bastante. E deixando aqui um abraço muito carinhoso para os jovens. E a prova Brasil, que é do Ideb, o nosso Saresp também é português e matemática, não é isso? Português e matemática. Tanto no Saresp quanto no Ideb. E vamos caprichar, especialmente, né, português e matemática. Às vezes a gente se prepara pra fazer uma coisa, e a vida nos leva pra fazer outra. Mas português e matemática é pra tudo, tudo, tudo, tudo. Até para os jovens, né? Se me permitem encerrar contando aqui um conto do Monteiro Lobato sobre português, a língua portuguesa, chamado: "O Colocador de Pronomes". Então conta Monteiro Lobato que um jovem numa cidade do interior, apaixonado por uma menina muito bonita de nome Helena, ele passa em frente à casa da amada, né, naquele tempo antigo do namoro à distância. Ele passa em frente e joga um bilhete: "Helena, amo-lhe". E jogou o bilhete. E por azar quem pegou o bilhete não foi a Helena, mas seu pai, coronel Triburtino. Sujeito mais bravo da região. Pegou o bilhete, já estava desconfiado do rapaz, então mandou chamá-lo. E ele foi muito temeroso, mas disse aos amigos, que falaram pra que ele não fosse, né? Falou: "Olha, eu vou e já sei que é o bilhete. E eu vou dizer, eu vou confirmar que eu que escrevi o bilhete".

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Aí vai, entra lá na sala do Coronel, Coronel tranca a porta, tira o bilhete, mostra para ele: Helena, amo-lhe. Aí pergunta: "quem escreveu esse bilhete?" "Fui eu, Coronel. Eu que escrevi". Bom, então, tirou um revólver, pôs em cima da mesa e falou: "As questões de honra da família eu resolvo à bala. Ou casa, ou morre". "O Coronel, poxa, falam que o senhor é um homem frio, um homem duro, que coração generoso, que coração bom! Tudo o que eu quero é casar com a sua filha! Já casei, está tudo ok, casamento comunitário até". Aí o Coronel grita lá para dentro: "Mariazinha, venha cumprimentar seu noivo!" Ele levou um susto, porque a Mariazinha era a outra, mais velha, encalhada, manquetola, vesga. Aí ele corrigiu, falou "Coronel, Helena". Ele falou "Não, senhor. Leia aqui: você escreveu Helena, amo-lhe. Terceira pessoa. Se você amasse a Helena, você teria escrito Helena, amo-te. Como você escreveu amo-lhe, você não se referia à Helena, você se referia a uma terceira pessoa. Aqui na minha casa tem a minha mulher...", ele falou, "que é isso, Coronel". "Dona Benedita, 91 anos, e a Mariazinha. É uma das três". Revólver na cabeça, casou. Nove meses depois, nasce Aldrovando. Aldrovando, enquanto os meninos estavam brincando de pipa, Aldrovando estava estudando gramática, literatura. Quando os jovens estavam com namoro, Aldrovando estudando a Língua Portuguesa. Aldrovando dedicou a vida dele à língua pátria. Era um sofredor contra os crimes que cometiam contra a língua pátria. Um dia ele passa em frente a um ferrador e está escrito: "Ferra-se cavalos". Quase morreu de infarto. Invade lá e fala "não é possível. Cavalos são ferrados, então é ferram-se cavalos. Eu vou lhe dar uma placa nova, eu pago a placa e dou a placa e ponho a placa correta aí. Aí, mandou fazer a placa "ferram-se cavalos", deu a placa, o sujeito pôs a placa lá. Um mês depois ele passa lá, voltou a placa antiga. Foi tirar satisfação, o cara falou "Olha, eu sou meio supersticioso. Eu mudei a placa, caiu o movimento aqui da oficina". Aí era um sofredor. No fim da vida, Aldrovando, então, resolve deixar sua última contribuição à língua pátria, à língua portuguesa, e faz um livro de gramática e de literatura. Ninguém queria imprimir o livro dele, nenhuma editoria. Aí ele pega suas últimas reservas e faz por conta própria e imprime o livro. Um belo dia, então chegando carroças e carroças de livro, põe livro no quarto, livro no corredor, livro na sala, e de madrugada, sozinho, já no fim da vida, ele pega um livro para fazer uma dedicatória, e todos os livros tinham na primeira página uma dedicatória a Frei Luís de Souza. Frei Luís de Souza foi o maior gramático daquela época. Então a dedicatória impressa em todos os livros era: "A Frei Luís de Souza, aquele que me sabe as dores". Porque o "que" atrai o "me". "A Frei Luís de Souza, aquele que me sabe as dores". Na hora de imprimir, caiu no chão lá o chumbão e tal, o tipógrafo trocou e colocou "A Frei Luís de Souza, aquele que sabe-me as dores". Quando ele lê aquilo, todos os livros com aquele erro gravíssimo, ele tem uma dor no peito, enfarta e morre. Então diz o Monteiro Lobato: "Aldrovando foi o primeiro mártir da Língua Portuguesa. Nasceu e morreu por um erro de colocação pronominal".

Um grande abraço! [[]]