Discurso - Assinatura de 82 Convênios DADE 20142511

De Infogov São Paulo
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Discurso - Assinatura de 82 Convênios DADE

Local: Capital - Data:Novembro 25/11/2014

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bom dia a toda e a todos. Quero cumprimentar o Dr. Saulo de Castro Abreu Filho, secretário-chefe da Casa Civil, hoje é aniversariante. Platão dizia que: “o homem ou a mulher só saem das cavernas depois dos 50”, aí que começa a sabedoria, então está meio engatinhando aí. Cláudio Valverde, secretário de Estado de Turismo; coronel José Roberto, secretário-chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil; deputados estaduais, o Carlão Pignatari, o André do Prado, o Edmir Chedid, o Feliciano Filho, o Dilador Borges; Toninho Colucci, prefeito de Ilhabela e presidente da Aprecesp, Associação das Prefeituras de Estâncias do Estado; Paulo Alexandre Barbosa, Paulinho, falo em nome dos seus colegas; Elizabeth Correa, diretora do Dade; nossos queridos prefeitos, prefeitas, vice-prefeitos, vereadores, secretários municipais, agentes da Defesa Civil. Hoje, nós estamos reunindo aqui dois grupos de convênios, um da Defesa Civil, municípios de Adamantina, Álvaro de Carvalho, Bernardinho de Campos, São Bento do Sapucaí e Sarutaiá. São pontes, medidas de recuperação das cidades, galerias, enfim, é uma obra de Defesa Civil. O José Roberto colocou bem, a gente precisa evitar, não é, agir de maneira preventiva. É óbvio que há questões que não têm como serem evitadas. Eu tive lá em Itaoca, e realmente aquilo é difícil de você prever, você teve um deslocamento de uma parte da serra e... Impressionante, e aquilo levou o que tinha na frente, não é, coisa raríssima. Mas você tem outras que se podem, sim, ser evitadas. Hoje, há um tema de engenharia, chama Prazo de Recorrência, então, que tamanho de obra que você faz? Você pega aqui a calha do Rio Tietê, você pode afundar 30 metros, fazer lá um túnel verdadeiro, só que vai custar bilhões de reais, para uma chuva que vai acontecer de quanto em quanto tempo? De outro lado, você também não pode fazer uma obra que toda vez que chove vai alagar, então, a engenharia chama o que eles chamam de Prazo de Recorrência. Então, você estuda: "Olha, vou fazer uma obra para um Prazo de Recorrência de 50 anos", isso aqui só vai dar problema se tiver aqui uma intempere a cada 50 anos. No caso da calha do Tietê, a obra foi feita para um Prazo de Recorrência de 100 anos, então, você só vai ter problema e enchentes, se tiver aquela chuva que ocorre a cada um século. Bom, mas daí também vai estar tudo alagado, também não adianta só o Tietê não ter problema. Então isso é uma coisa que o mundo inteiro faz, porque você não tem como prever tudo e o custo também é muito elevado. De outro lado, por exemplo, se você começa a ter mais ventos, em razão das mudanças climáticas, não pode fazer mais indústria com aquele telhado de alumínio lá de... né, que dá um pé de vento por baixo, leva embora, ou uma rodoviária dessa forma, que foi o que aconteceu em Taquarituba, que é impressionante, quer dizer, as estruturas, aqueles silos, aquelas indústrias, aqueles galpões, tudo foi caindo que nem dominó. Então, nós estamos em frente às mudanças climáticas até restar esquentando, e essas mudanças climáticas levam a intemperes maior. Quando chove, chove demais, quando faz seca, faz seca demais, e as duas coisas ao mesmo tempo. O Sudeste seco, o Sul e o Norte alagados. Então são mudanças importantes, o que nos leva cada vez mais, na linha da Defesa Civil, de investir em prevenção e de segurança, por exemplo, segurança hídrica, então quem não tem reservação de água, grandes reservatórios, terá problema. Tem que captar água, fio d'água, o rio some, acabou a água. Então é preciso investir fortemente em reservação, quando chover vai ter tempestade, guarda a água; quando tive seca vai ter estiagem prolongada, tem água armazenada. Por que nós estamos conseguindo? Com 22 milhões de pessoas a 700 metros de altitude, coisa que não existe no mundo, você ter 22 milhões de pessoas tanto... Das grades cidades do mundo são todas à beira mar, perto da praia, você nessa altitude conseguir manter o abastecimento de água em São Paulo, capacidade de reservação. Qual o problema da região de Campinas? Falta de capacidade de reservação, por isso nós vamos fazer duas grandes represas em Jaguariúna e Amparo para o chamado PCJ para a Bacia do Piracicaba, Capivari e Jundiaí. A outra questão que eu queria colocar, essa da Defesa Civil eu acho que é super... É importante, é a questão do momento que nós vivemos, disse que liderança não se forja na sombra e água fresca, você só sabe se o capitão é bom no navio se ele pegar uma borrasca, porque se for um mar tranquilo, qualquer um dirige, mas quando você pega... Eu estava vendo a última revista Piauí, o relato do Airbus do Air France, do voo 441, que caiu o Airbus aqui indo para França, então, a revista Piauí fez uma matéria de dez páginas sobre o acidente, uma tempestade, e vai mostrando ali a sequência dos pequenos erros que foram cometidos, ali, em evidentemente, que da tempestade, porque se tivesse um céu de brigadeiro não precisava ter bom piloto, não é, todo mundo chegaria a tempo, mas são nos momentos difíceis que você precisa ter líderes, e nós todos governantes, prefeitos, governadores, presidente, atravessamos um período esse ano dificílimo de queda de arrecadação muito forte, nesse ano de 2014, e não tem como o governo Federal, o Brasil, não fazer um grande ajuste o ano que vem. Veja que quando eu fui candidato à presidente da República, em 2006, a nossa proposta era superávit nominal, ou seja, o Brasil tem superávit primário, então quando você pega tudo que arrecada e tudo que gasta, sobra um pouquinho, então tem superávit primário. Aí quando você põe a conta de juros, porque o governo deve muito, quando põe a conta de juros, a conta não fecha, então falta dinheiro, então tem déficit nominal, então, você tem superávit primário, que não conta os juros, quando põe os juros, falta, é o chamado déficit nominal. Com a nossa proposta, em dez anos ter superávit nominal. Até pagando juros vai ter uma folguinha. Com isso a taxa de juros no Brasil despencaria. Você não precisa ficar dependendo de ficar rolando suas dívidas. A taxa de juros cai, e o Brasil cresce com menor taxa de juros. Com a situação de hoje o Brasil tem déficit primário, ou seja, o que ele arrecada não paga nem o que ele já gastou, excluída a taxa de juros, excluído os juros. A conta não fecha. Gastou mais do que arrecadou. Nem contando os juros, é o chamado déficit primário. Qual o caminho para ajustar, para poder acertar tudo isso? De um lado é aumentar imposto. Não tem mais como aumentar. Já estamos com carga tributária da Escandinávia. Só tem um caminho, é a tesoura correr solta. Você apertar tudo. Financiamento, recurso, você tentar segurar o máximo. E é preciso fazer isso da maneira mais inteligentemente possível, para afetar menos investimento. Que obra pública gera muito emprego. Nós temos numa linha de metrô aqui em São Paulo, a Linha 5, tem três shields trabalhando, três tatuzões, 4 mil pessoas trabalhando numa linha. Só em uma. 4 mil pessoas! Então é impressionante com isso movimenta a economia. E de outro lado, fazer economia girar. Digo isso por quê? Porque o turismo, o setor de serviços ele vai ser cada vez mais importante. Esse evento que Claudio Valverde falou, aqui do Vila Lobos, ele tinha 80 mil pessoas. Você não conseguia chegar lá de automóvel. Não tinha como chegar. Congestionou tudo. Impressionante! Chefes de cozinha do interior inteiro, do estado inteiro, um evento... Uma cobertura de mídia fantástica. Então turismo é emprego, e de grande importância social e econômica. Toda vez que você tem uma dificuldade de caixa, então é cortar despesa. Então, ajuste fiscal. Nós vamos cortar cargo comissionado, direção, enxugar autarquia, empresa. Vamos ajustar tudo. Aí vem secretarias. Opa, do turismo não. Que a primeira que o pessoal olha lá, essa aqui já vai cortando. Turismo não. Não vamos cortar a Secretaria de Turismo. Pelo contrário, o mundo moderno, como foi bem colocado pelo Cláudio Valverde, é economia criativa, fortalecer economia criativa. Aquilo que gera emprego mais rápido, com menor custo, e a gente poder socialmente avançar. Então, ano que vem nós vamos ter só para o DADE R$ 350 milhões. Escolham bem. Governar é escolher! Em Pinda tem um fato interessante, antigo, a praça principal da cidade chama Praça Monsenhor Marcondes. É a praça principal, toda criança de Pinda brincou lá na praça, tem repuxo, tem um laguinho de carpa, árvores centenárias, bem no coração da cidade. E a cidade tem um trauma, por quê? Porque entrou um prefeito, isso há 40 anos atrás, que tinha um amigo metido a arquiteto, falou: "Não, esse negócio é muito velho. Vamos dar uma modernizada aí". Gastou um dinheirão, mas um dinheirão, tempo que a cidade não tinha, e acabou com a praça. A praça ficou um horror. Então, quando eu vejo negócio de remodelação de praça: "Puxa vida, deve estar sobrenado dinheiro nessa cidade. Porque deve ter tanta coisa para fazer, você mexer na praça que já existe!". Então tem coisas que com pouco dinheiro, você iluminando mais, dando uma arrumada, pondo mais verde, tal, não precisa gastar tanto dinheiro. A outra, eu fui Secretário de Ciência e Tecnologia, no período Serra, aí cheguei lá, eu queria ver todos os estudos que foram feitos. “Puta”, mas tem estudo para todo lado! Não tinha armário para guardar estudo. Vale do Ribeira, aquilo é estudado... Tem projeto para tudo quanto é jeito. Tudo na gaveta. Então, fazer projeto é importante, fazer plano é importante, mas precisa ter objetividade, senão o dinheirinho vai, fica na gaveta, ninguém vai nem ler aquelas coisas, nem ler, e as coisas não andam. Outra, projeto não pode passar de 3% do valor de obra. Então se eu gasto R$ 1 milhão com projeto, é sinal que eu vou investir R$ 30 milhões. Senão como é que eu vou gastar? Vai tudo ficar em papel. Eu digo isso por quê? Porque nesses momentos de aperto, que o investimento é menor, escolher muito bem, fazer o máximo possível com o recurso e rápido. Licitem imediatamente, o mais rápido que puder, porque o dinheiro está no caixa, está tudo empenhado, e a gente manda bala aí para poder correr mais. Para fortalecer o turismo, aqui em São Paulo, hoje se você quiser fazer um grande evento, só depois de 2020. Não tem lugar. Então nós pegamos a Secretaria da Agricultura, e levamos para o centro de São Paulo. Compramos todos aqueles prédios lá da Votorantim, chamado Antigo Hotel Esplanada, atrás do Teatro Municipal. E mudamos tudo. A secretaria da Agricultura já foi para o centro lá de São Paulo. E toda aquela área do Imigrantes, Centro Imigrantes, aquilo tudo vai ser centro de exposições, convenções e hotéis. E ainda fizemos uma concessão internacional, ganhou um grupo francês, ele vai investir tudo, ele vai modernizar o Centro Imigrantes. Vai triplicar o Centro Imigrantes, vai fazer o centro de convenções e as torres de hotel. E ainda nos paga. Quanto era o aluguel lá do... R$ 17 mil por mês. Quanto paga hoje? Pagava R$ 17 mil, passou a pagar R$ 250 mil, já depositou R$ 30 milhões. Que nós só vamos investir na área de turismo, e vai fazer um grande investimento privado, e a concessão não foi prorrogada e nós fizemos uma nova concessão por 25 anos, e a cidade vai ganhar um grande complexo na área de exposições, de eventos lá. A mesma coisa, essa é uma boa questão também, a gente descentralizar os eventos em São Paulo. Então, por exemplo, a Feira do Leite era aqui em Imigrantes, a última foi em Avaré. Então a gente descentralizar. Quer dizer, muita coisa que ocorre em São Paulo, a gente descentralizar, você movimentar a economia aí de todo estado. Depois as estradas, boas estradas. Boas estradas estimulam as pessoas a percorrerem o nosso estado. Nós investimos entre DERSA, R$ 4 bilhões, ARTESP, as concessionadas, R$ 7 bilhões, e o DER, campeão, R$ 9,5 bilhões. Deu R$ 21 bilhões em infraestrutura, recuperando toda infraestrutura do estado. A outra, estimular turismo da chamada melhor idade. Porque as pessoas já se aposentaram, tem recurso. No Rio de Janeiro saiu uma matéria no Globo dizendo assim: "As poderosas das vans". Ou seja, você lança uma peça de teatro, se as senhoras vão ao teatro não gostarem, chamam "As poderosas das vans", que elas vão de van, pode tirar a peça de teatro que não tem público. Então as poderosas... Uma matéria grande no Globo. Então estimular todo tipo de turismo, cultural, religioso, gastronômico. Olha aí que espetáculo, né? Gastronômico, chefes de cozinha, cozinha típica. E lancei um programa de gratuidade para acima de 60 anos. Então quem passou de 60 pode conhecer São Paulo com dois lugares no ônibus, única exigência é reservar 24 horas antes. Então quer ir conhecer, quer ir para Santos, Águas de Lindoia, quer ir para São Bento do Sapucaí, quer ir para Ibiúna, São José do Barreiro, enfim, para o estado inteiro, pode ir sem gastar nada, dois lugares em cada ônibus. Aí, Toninho Colucci, o presidente do Sindicato dos Aposentados veio reclamar. Eu falei: Mas, pera aí, quantos anos você tem? Ele falou: "63". Então você não paga nada, o senhor vai andar de graça. "Então, não, é que minha namorada tem 38".

[RISOS].

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Está com um bom problema, né? Mas enfim, eu quero deixar um abraço muito afetivo. Uma alegria revê-los! Capital