Discurso - Assinatura de Convênios para Expansão do Ensino Técnico e Tecnológico no Estado - 20122706

De Infogov São Paulo
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Transcrição do discurso no evento de Assinatura de Convênios para Expansão do Ensino Técnico e Tecnológico no Estado

Local: Capital - Data: 27/06/2012

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Boa tarde a todas e a todos. Saudar o nosso Secretário de desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, o Luiz Carlos Quadrelli; deputado federal, Luiz Fernando Machado; deputado estadual, Itamar Borges; professora Laura Laganá, superintendente do Centro Paula Souza saudando aqui toda a equipe do Centro Paula Souza. Prefeito de Franco da Rocha, Marcio Cecchettini; prefeito de Itatiba, o João Fattori; prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Doutor Jorge Abissamra; prefeito de Florínea, o Rodrigo Siqueira da Silva; de João Ramalho, o Zezé Rodrigues; Restinga, o Donizette; Rio Grande da Serra, o Kiko; Juquitiba, Maria Aparecida Pires; Santo Antônio da Alegria, o Ricardo; Cabreúva, o Claudio; Santa Salete, Osvaldeir; Urânia, Saracuza; Cesário Lange, o Ramiro; Sarapuí, o Ari Vieira; Santa Fé do Sul, Favaleça, nós estaremos sexta-feira em Fernandópolis, Jales e Santa Fé do Sul. Iperó, o Marcão; São Miguel Arcanjo, o Antônio Mossin; Santo Antônio da Posse, Norberto; Piratininga, Odail; vice-prefeitos, vereadores, diretores, professores, lideranças, secretários municipais dizer da alegria, Laura, de estarmos hoje aqui dando mais um passo importante. São duas Etecs, duas escolas a mais, então nós passamos de 207 para 209 escolas técnicas com a Etec de Rio Grande da Serra, aí completamos todas as cidades do ABC. Então todas as cidades do ABC com a sua escola técnica, e Santa Fé do Sul, também criada a Etec de Santa Fé do Sul na entrada de São Paulo por Mato Grosso do Sul para cá lá nas barrancas do Rio Paraná, terra do ‘Peixe’, né? Pena que o ‘Peixe’ ficou no aquário, hoje, né? Depois, 27 classes descentralizadas, isso é muito importante, porque ao invés do aluno ir pra cidade maior é a escola que vai até ele, então a classe descentralizada é uma Etec igual às outras, só que por economia o diretor é de uma escola maior. E nós vamos ter Etec - Classes Descentralizadas em Borborema, Cabreúva, Jaguariúna, Várzea Paulista, Campos de Jordão, Cunha, Cesário Lange, [ininteligível], Iperó, Sarapuí, Itajubá, Guará, Juquitiba, Vargem Grande Paulista, Pirapozinho, Presidente Bernardes, Sandovalina, Piratininga, Boa Esperança do Sul, Brotas, Florínea, João Ramalho, Itaí, Restinga, Santa Salete, Urânia e Santo Antônio da Alegria. Queria saudar também o prefeito de Presidente Bernardes, o Wilson e dizer o seguinte: que com três FATECs, uma nova FATEC em Itatiba, região de Jundiaí, Campinas, uma nova FATEC em Franco da Rocha, Região Metropolitana de São Paulo, e uma nova FATEC em Ferraz de Vasconcelos, também região Metropolitana de São Paulo. Com isso nós passamos de 55 para 58 FATEC, e classe descentralizada de 257 para 284 classes descentralizadas. Hoje nós temos 285 mil alunos e vamos até o ano que vem passar de 300 mil alunos. Ensino de qualidade, gratuito e voltado ao emprego. O mundo moderno é muito rápido, então uma dessas mudanças é mercado de trabalho. Houve uma mudança impressionante. Primeiro mulher, nossas vovós tinham duas ou três profissões, hoje as mulheres estão em todas as atividades. A mudança primeira. Depois profissão que some, desaparece. Eu aprendi datilografia. É coisa de museu hoje, né? E quem não sabe informática não consegue emprego, então... Depois agricultura. São Paulo é o maior canavial do mundo. Cortador de cana é só em novela, tudo desapareceu. Em compensação essas máquinas modernas de colher café, colher cana... Nós temos um curso em Pompéia, na FATEC de Pompéia chamado tecnólogo em Mecânica de Agricultura de Precisão, tal é a computação embarcada que tem hoje nas máquinas. Então, é muito rápido. Às vezes há um divórcio, a pessoa está estudando para fazer um curso que não tem emprego, e tem um monte de vaga que não é preenchida por falta de qualificação. Então, nós temos hoje 21 mil vagas no estado de São Paulo que não são preenchidas. Não tem; falta mão de obra. Ontem teve aqui o Olavo Setubal, filho do ex-prefeito com o Neto e mais um grupo de empresários, ele estão fazendo shopping, cada shopping é 1.500 empregos, é Bauru, Limeira, Cotia, enfim, várias cidades, são seis shopping em São Paulo, são nove mil empregos novos. Então ele dizia, em Limeira não tem pedreiro, é quatro mil reais. Mestre de obras bom, 15 mil reais. Não tem. Não tem engenheiro. Então você tem... Nós..., eu falei até para a Laura, tanto o Via Rápida Emprego, o Via Rápida, quanto as ETECs quanto as FATECs focar na empregabilidade, focar na necessidade de marcado de trabalho, focar na empregabilidade. No agronegócio, setor primário da economia, na indústria, setor secundário, e nos serviços que é o setor terciário da economia. O Via Rápida é curso de 80 horas, 100 horas, 200 horas, já vai conseguir emprego. Eu vejo a Lu, minha esposa, ela fez um programa chamado Polo do Moda. O que é o Polo de Moda? É ensinar desde costurar, crochê, bordado até design e modelista, ah é na veia. É emprego e renda direto. Padaria Artesanal, hoje, não tem chapeiro, não tem pizzaiolo, não tem cozinheiro, não tem padeiro, não tem confeiteiro, então esses cursos mais rápidos e quem não demanda vestibular. Depois, a ETEC tem vestibulinho, mas é 1,5 ano só e já está com o diploma, o pessoal é disputado. Depois a FATEC é cursos superior, mas 3 anos já está com o? Diploma, e vai continua estudando o resto da vida, mas você já vai dando um ‘upgrade’. E muito curso a noite, hoje, quantas pessoas precisam trabalhar e estudar? Eu trabalhei e estudei pra pagar a faculdade, e olha que Medicina estudava o dia inteiro, ia trabalhar de noite; dava aula toda noite, desde o curso de Madureza que não é do tempo de vocês, é o EJA hoje, Escola de Jovens e Adultos, teve três fases no meu tempo era Madureza, depois Supletivo e hoje Eja – Escola de Jovens e Adultos. Cursinho, ou seja, hoje em dia todo mundo tem que trabalhar e? Estudar. Aliás, é interessante, eu fui agora a Campinas entregar o prédio do Instituto Agronômico de Campinas de 1.887, 125 anos, estamos entregando inteirinho restaurado o prédio lá em Campinas do IAC, Don Pedro II criou a escola, a Estação Agronômica de Campinas, depois em 1935 passou para o estado virou Instituto Agronômico de Campinas. Se pegar todas as sementes: milho, cana, laranja, fruta, flor, feijão, até o feijão carioquinha é campineiro. Tudo pesquisa e tecnologia e criação do Instituto Agronômico de Campinas. Mas, eu lembrava que o pai era veterinário, e eu... Ele trabalhou 40 anos na Secretaria da Agricultura do Estado, e nós morávamos na fazenda do Governo lá no Instituto de Zootecnia, eu ia pra escola todo dia, todo dia 3,5km de ida, 3km de volta - menino de bicicleta, não tinha, pega a bicicleta e vai pra escola. Essa meninada de hoje, não sabe o que foi... O que foi o tempo anterior, né, os tempos são outros, ótimo. Vamos avançar e poder mais disciplina, disciplina, disciplina educa, né, o que não tem limite, deseduca. Educar vem do ‘educare’ do latim que quer dizer, se conduzir em sociedade. Então a escola, não apenas instruí... Os rios da margem esquerda, direita do Amazonas, não só informação, pra isso não precisa ter escola, vai ao Google. Ela educa, ela mostra comportamento, ela leva reflexão, ela instiga pra pessoa poder avançar no seu aprendizado, no seu conhecimento. Nós estamos muito felizes, hoje aqui com a parceria, e estamos gastando pouco, porque classe descentralizada, nós estamos usando coisa ociosa, o que tem de espaço ocioso, até porque as escolas diminui 2% ao ano o número de alunos, tem muito menor criança hoje do que tinha, então vai sobrando sala. Vamos aproveitar. Depois nós vamos adaptar, muitos prefeitos estão nos arrumando prédio alugado, estão adaptando, estão reformando, então a gente está gastando pouco para poder abrir 33.300 vagas, hoje, nesse entendimento aqui nosso. 33.300 jovens ou de todas as idades vão estudar de graça em escola pública de qualidade, de qualidade. Os nossos melhores alunos de ETEC e FATEC agora em julho vão para o Estados Unidos, ficam lá 30 dias por nossa conta. Além de não gastar nada, ainda ganha quanto? Quatrocentos dólares para fazer a sua farrinha lá. Quatrocentos dólares, 30 dias nos Estados Unidos, cada um num lugar, porque se não a turma fica tricotando o português, não é, e nós queremos que aprenda inglês, então vai para um lugar para poder falar inglês e ouvir inglês e adquirir uma bela experiência. Enfim, se há um orgulho de São Paulo é esse orgulho da educação. Essa semana tivemos as creches. Nós vamos por em quatro anos um bilhão no ensino infantil para ajudar as Prefeituras a garantir o ensino, zero a cinco anos; estamos caminhando para a escola de tempo integral, o ensino fundamental e médio, ampliando técnico e tecnológico; o Via Rápida, não precisa ter vestibular; quem está desempregado 330 reais de bolsa para ele enquanto fizer o curso poder se manter, e a universidade. Criamos oito campus novos de engenharia, só engenharia. Estão todas as nossas, UNESP que tinha uma faculdade só, filho único passou agora a ter duas. Tudo engenharia, engenharia de computação, engenharia madeireira, engenharia civil, engenharia eletrotécnica, engenharia aeronáutica. E a USP também, tudo engenharia, polo de Lorena, químicas, Santos, a Poli foi para Santos, Engenharia de Petróleo e Gás, ou seja, área tecnológica e engenharias, no sentido de fortalecer o desenvolvimento do estado. Vocês estão de parabéns, parabéns. Governar para o automóvel é asfaltar a rua, não é. Mas governar para as pessoas, para as pessoas é educação, saúde, saneamento e esse é o grande desafio. Bom trabalho a todos.