Discurso - Assinatura de contratos para entrega de caminhões 20131809

De Infogov São Paulo
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Discurso - Assinatura de contratos para entrega de caminhões

Local: Capital - Data:18/09/2013

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom-dia! Cumprimentar o nosso presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Samuel Moreira; secretário de Estado do Meio Ambiente, deputado Bruno Covas; nossos deputados estaduais aqui presentes: Dr. Ulysses Tassinari; Sebastião Santos; o João Caramez; o Itamar Borges; o Gilmaci Santos; o Dilador Borges; o Ed Thomas; o Rodrigo Morais; o Osvaldo Virgilio; o Reinaldo Augus; esteve conosco também o deputado Pedro Tobias; nosso sempre deputado Ricardo Montoro, que coordena o Programa Verde Azul; o Calá, Carlos Augusto Turelli, prefeito de Angatuba, que falou em nome dos seus colegas; o Dr. Rubens Cury, subsecretário de Relacionamento com os Municípios da Casa Civil; prefeitas; prefeitos; vice-prefeitos; vereadores; secretários; lideranças; amigas e amigos. Uma grande alegria, primeiro, revê-los! Eu sempre fico feliz quando encontro os nossos prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, lideranças da nossa comunidade! E depois, porque hoje temos mais um avanço. E é importante destacar o mérito, o conteúdo e a forma! O conteúdo, porque nós estamos falando de saneamento, saúde, limpeza, meio ambiente, educação, que é limpeza urbana. Então, são 217 caminhões zero quilômetro: 181 coletores e compactadores de lixo, 22 pipas e 14 de coleta seletiva. Dá 217 municípios contemplados, 217 equipamentos e em um total de R$ 45,5 milhões. E aqui tem mais cinco aqui na região metropolitana de São Paulo. E a compra será feita de forma descentralizada. Então, quem compra são os municípios. Mas nós fizemos a ata de preços, para ganhar escala. Então, o caminhão de R$ 270 mil vai pagar R$ 194 mil. O preço é 25% mais barato! O preço é tão bom que 53 municípios aderiram com dinheiro deles. Então, municípios acima de 50 mil habitantes também entraram na ata de preços, só que aí eles pagam. Porque o preço realmente... Um desconto de 25% pela compra de escala. Aliás, quem quiser comprar mais um, também pode entrar na ata de preço aí. Então, o mérito, limpeza pública, cidade precisa ser limpa. Eu era, Itamar, quando fui prefeito em Pinda, tinha um funcionário da prefeitura muito bom, Sr. Joaquim Dionizio... O nome dele completo... Ele já morreu. Era Joaquim Dionizio Alves de Carvalho. Sr. Joaquim Dionizio, a prefeitura comprou uma Vespa para ele. Então, ele tinha uma Vespa, ele ficava circulando. Falava: “Não pode ter sujeira na rua. E fique atento para o lado do mercado, porque para o lado do mercado que acaba às vezes com mais sujeira”. Então, ele, com a Vespinha, ele rodava a cidade. Porque cidade suja, choveu vai para dentro do bueiro, entope o bueiro, entope a galeria, vai parar nos córregos, vai poluir os rios, vai assorear os rios. Deseduca! Você tem uma cidade limpa, as pessoas não jogam nada no chão. Aí se já tiver suja... É a teoria do vidro quebrado. Porque o metrô é sempre limpo? Porque é uma maneira também de você educar. Eu me lembro que, há uns anos atrás, eu fui à zona leste, cedinho, entregar lá um Bom Lanche, era um programa na estação de trem. Aí uma senhora, 6h30, 7h da manhã, falou: “Dr. Geraldo, a escola tal reclamou, reclamou”. Falei: “Me dá o nome da escola. Me dá o nome”. Aí ela deu o nome. Eu saí de lá, e fui na escola. Cheguei lá umas 7h e pouco da manhã, a escola estava todos os professores dando aula. Não era uma escola muito grande, ali na zona leste. Mas eu dei uma andada na escola, estava muito suja. Tinha garrafa pet, papel, plástico. Aí eu perguntei lá para a diretora, “O módulo está correto?”, ela falou: “Está”. Eu falei: “Não falta funcionário?”, “Não”. Está bom. “Tem saco de lixo?”, “Tem”. “Me arrume cinco sacos”. Aí peguei um saco, dei um para o Dr. Meireles, com a bengala, um para o ajudante de ordens, um para o fotógrafo, e fomos nós cinco limpar a escola. Aí começou a juntar gente no muro, molecada subia nos vizinho, subia no vizinho, no telhado, no muro. Mas no fundo da escola, a sujeira era impressionante! E molecada dizia: “Olha lá, doutor, vai lá! Vai lá!”. E eu, “Puxa, eu vou ficar cinco horas aqui”. Porque já era umas 9h da manhã, um sol forte, eu pingando e a molecada: “Lá no fundo! Lá no fundo!”. Mas o fato é que nós temos que... Meu pai tinha uma chacrinha... Papai era veterinário franciscano. Muito simplesinha, muito pobrezinha, na serra, coisa muito modesta. Mas você não encontrava um papel no chão. Não encontrava! Porque aquilo era limpeza. Então, a limpeza da cidade, ela é super importante. E a outra, a forma, o município fortalecer quem está na ponta, quem está lá cuidando da cidade, cuidando das questões, e de forma descentralizada. Foi o que o Samuel aqui colocou! O Brasil precisa um choque de descentralização. Mas descentralizar também dinheiro, não é só responsabilidade. Mas recursos para que as pessoas possam trabalhar. Queria cumprimentar o Bruno, fazendo aí um grande trabalho. Olha como está bonito aqui esse parque. É o Parque Vila Lobos. E o ano que vem, aqui do lado, vai ter o novo parque, o Parque Cândido Portinari. Vocês passaram ali, viram uma terraplanagem, ali será o novo parque de São Paulo, que é o Parque Cândido Portinari. E aqui muito bonito, o Parque Vila Lobos. Agradecer ao Bruno! Agradecer ao Samuel! A Assembleia Legislativa é grande parceira nossa! Agradecer todos os deputados! Ninguém trabalha sozinho! A gente trabalha em equipe, trabalha junto, cada um lá... São Paulo é um país de 645 municípios. Então, os deputados nas suas regiões, nas suas áreas de atuação, trabalhando em benefício da população. E especialmente às lideranças municipais, nossos prefeitos, vice-prefeitos, vereadores. Nós estamos melhorando! Eu me lembro, para encerrar, de uma história da minha cidade, que a coleta de lixo era de carroça. Então, tinha a carroça, não tinha caminhão, ainda mais compactador. Imagina! Era carroça, com burro ou uma mula puxava a carroça, passava em frente da casa, e o pessoal virava a lata do lixo. E ia andando! Então... Isso décadas atrás. Na Câmara de Vereadores, é apresentado um projeto de lei estabelecendo a aposentadoria para os burros e as mulas da coleta de lixo da cidade. Dizendo: “Olha, depois de 14 anos de relevantes serviços prestados à comunidade, os muares da coleta de lixo da cidade terão direito a uma aposentadoria na Fazenda da Represa”, que era uma fazenda que era onde nascia a água da cidade. Era da prefeitura, Fazenda da Represa. Tem até hoje lá! Tanto de ração por dia, enfim, era uma coisa completa. E aí deu uma grande discussão aquela aposentadoria dos burros. E ao final, a lei foi aprovada. E naquele tempo, tinha na cidade um jornalzinho chamado “Sete Dias”. E o jornal tinha uma coluna que era assim: “É só pena que voa”. E o cara era muito cáustico, a pena era forte, ele era muito crítico! Então, ele fez uma matéria dizendo o seguinte: “A lei é flagrantemente inconstitucional. Os vereadores legislaram em causa própria”. Capital