Discurso - Assinatura de convênios com municípios 20163105

De Infogov São Paulo
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Discurso - Assinatura de convênios com municípios

Local: [[]] - Data:Maio 31/05/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todas e a todos, quero cumprimentar a querida Lu, preside o Fundo Social de Solidariedade do estado; vice-governador Márcio França, secretário do estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; presidente da Assembleia Legislativa, deputado Fernando Capez; secretário de agricultura e abastecimento, deputado Arnaldo Jardim; secretário de planejamento e gestão, Marcos Monteiro; deputados estaduais, Itamar Borges, presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do estado; Barros Munhoz, ex-presidente da Casa, secretário, ministro da agricultura; os deputados Caio França, Edson Giriboni, Ed Thomas, Carlão Pignatari, Hélio Nishimoto, Marcos Zerbini e Paulo Correa Júnior. Saudar os prefeitos, prefeitas, vice-prefeitos, vereadores, saudando a prefeita de Piedade, a Maria Vicentina; Sebastião Blumer Bastos, superintendente federal da agricultura aqui no estado; Carlos Neto, diretor da redistribuição do Banco do Brasil; Toshio Misato, presidente da Codasp; Marco Pilla, presidente da Fundação Itesp; José Carlos Rossetti, coordenador da Cati; Fernando Penteado, secretário executivo do Feap; Erico Pozzer, presidente da Associação Paulista de Avicultura - APA, e quero aqui reiterar o agradecimento pela doação dos kits de padaria artesanal. Luiz Carlos Bassetto, presidente da Associação de Produtores Rurais da Microbacia Hidrográfica do Rio Claro, de quem quero saudar aqui todos os agricultores e agricultoras. José Carlos Pádua, presidente da Associação Paulista dos Piscicultores; o João Brunelli Junior, gerente técnico do programa Microbacias II; todas as nossas equipes técnicas da agricultura, amigas e amigos. Hoje é um grande dia, estamos assinando hoje convênio com 130 termos de compromissos com 134 associações e cooperativas. Nós fizemos no início da década passada o Microbacias I que foi solo. O animal ou o vegetal ele é resultado da qualidade do solo. Então, todo o trabalho foi recuperação do solo. Então, Microbacias I foi curva de nível, terraceamento, proteção das águas, calcário, recomposição do solo, estrada, retirada de água de estrada. Foi muito voltado nas nossas microbacias hidrográficas a recuperação do solo. Aí, o que é que a gente ouvia dos agricultores? O nosso problema é renda, é como melhorar a renda na área rural, especialmente na pequena propriedade. Então, Microbacias II é melhorar a renda. Como é que a gente pode melhorar a renda? Aqui foi bem explicitado, redução de custos e agregação de valor. Quanto custa um quilo de pó de café, um pacotinho de café no supermercado? Oito reais? Sete e cinquenta? Então, é meio quilo. Um quilo dá de pó de café, R$ 15,00, vamos dizer um quilo de pó de café. Aquele café da máquina, aquela capsulazinha, se for somar tudo pra dar um quilo, um quilo custa R$ 272,00. Isso é agregação de valor, você agregou valor e o produto sobe. Então o Microbacias II ele tem o sentido de redução de custos e de agregação de valor. Nós vamos da agricultura para a agroindústria, você já dá mais um passo no processamento dos produtos e na agregação do valor. Qualidade do produto, como aqui foi explicitado, selo, certificação, qualidade, e de outro lado, emprego. Você vai agregando gente no trabalho. Nós assinamos ali com a Associação dos Piscicultores de Itapira, e lembrei do meu pai que dizia: “Muito mais barato...”. Ele era veterinário, especialista em peixe e rã, aquicultura, dizia: “Era muito mais barato produzir proteína debaixo d’água.”. Então, quem tem água represa, quem tem água represa, represa. O que é que eles vão fazer? Um frigorífico. Então ao invés de vender a tilápia, o pacu, ele vai dar mais um passo, ele vai ter o frigorífico pra poder agregar valor, ter mais um processamento e melhorar a renda. E outro aspecto importante: fortalece o associativismo e o cooperativismo. Você une as pessoas. O pequeno fica grande, passa a ter escala, e numa economia de mercado ele tem mais acesso a mercado, melhora a sua renda. O fraco vira forte, você... a gente vê no Sul, eu estive agora em Maringá com o Arnaldo Jardim, é impressionante aquelas cooperativas do norte do Paraná. Aquilo é uma potência verdadeira! Então nós queremos fortalecer o associativismo e o cooperativismo. E através da nossa fundação Itesp, nós estamos fazendo compra também direta, sem intermediário dos nossos agricultores familiares, de quilombolas e comunidades indígenas. O PPAS, nós já compramos mais de R$ 10 milhões da agricultura familiar, lá em Avaí que é uma comunidade indígena que trabalha com a mandioca e a farinha da mandioca. Também participa do programa. Lá em Eldorado, no quilombo, lá em Eldorado, banana, olericultura. Enfim, inúmeros bons projetos que estão hoje sendo esparramados aí, irrigando a nossa economia. Eu tenho absoluta confiança de que no segundo semestre, Márcio, você que comanda a área de desenvolvimento, a economia vai melhorar. E uma das razões disso é a agricultura. A agricultura já tá bombando e ela vai crescer mais ainda e vai puxar os outros setores e vai liderar essa atividade econômica. E o nosso foco aqui é emprego, emprego, emprego, renda, renda, renda. O que é que é a padaria artesanal e os programas todos da Lu, do Fundo Social? Capacitação pra beleza, imagem pessoal, cabeleireira, costureira, modelagem, pedicure, manicure, azulejista, construção civil. É tudo ensinar a pescar, tudo ensinar a pescar pra pessoa poder ser feliz realizando a sua vocação de servir ao seu semelhante. Por isso quero também agradecer a Assembleia Legislativa e quase deu quórum aqui, né, Capez? Quase deu quórum. É, isso mostra bem os nossos deputados, o compromisso deles com o povo de São Paulo pela aprovação da PPP da Habitação, 3.200 unidades habitacionais aqui no centro expandido de São Paulo. Isso significa 4 mil empregos diretos, fora os empregos indiretos.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Agricultura, ela irriga a economia, distribui renda. Então a gente fica muito feliz, estou vendo aqui também o Floriano Pesaro, nosso deputado, secretário de Estado do Desenvolvimento social, mas em especial receber todos vocês. E uma boa notícia, prefeito sempre gosta de uma boa notícia né, porque ruim já tem bastante. Todos os municípios, aqui são 134 contratos, associações e cooperativas, em município tem dois não é? Vai dar 117 municípios, todos os 117, os prefeitos, prefeitas podem solicitar o melhor caminho, a recuperação de estrada rural.

[aplausos]

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A recuperação das estradas rurais. Tem municípios territorialmente grandes e não é fácil, e está incluído no programa Micro Bacias, porque normalmente a água da chuva, ela ao invés de ir para aquelas piscininhas que você segura, ela infiltra, ela vai pela estrada, a estrada vira leito do rio, ela acaba virando, vai afundando a estrada, vai afundando a estrada, ela fica leito, acaba com a estrada, faz assoreamento dos rios, então, dentro dessa lógica, os municípios do programa Micro Bacias II, com a recuperação da estrada rural, abaulamento da estrada, apedregulhamento, a valeta tirando a água, as pequenas piscinas para a água poder se depositar, enfim, com todo cuidado com o meio ambiente. Quero aqui agradecer ao Arnaldo Jardim que faz um belíssimo trabalho e com entusiasmo, faz com amor, bem feito, bem feito aquilo que faz.

[aplausos]

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E tem time, porque ninguém faz nada sozinho, então ele tem aqui um time de craques, todos, acho que torcedores do Santos Futebol Clube né? Você vê que as palmas aí já rareou um pouco não é? Mas eu queria, como nós encerramos aqui, Marcos [ininteligível], com estrada rural, contar uma boa aqui Márcio França e Capez, que eu ouvi aí de um vereador do nosso interior. Janeiro e fevereiro, esse ano, choveu muito não é? Então choveu graças a Deus, porque quando tem seca a culpa é do governador, e quando resolve o problema da água foi São Pedro que resolveu não é? Mas graças a Deus choveu bastante janeiro e fevereiro, só que a estrada rural fica ruim, tinha um funcionário, quando eu fui prefeito, funcionário antigo da prefeitura, seu Alcebíades Randes, e ele gostava de frases, então ele dizia assim: “a pior oposição ao prefeito é a chuva, e o melhor engenheiro é o sol”. E é verdade. Bom, o fato é que as estradas rurais sentem com a chuva. Então, um vereador, aqui, um dos municípios da minha região, lá do Vale, ele, da oposição, começou a criticar o prefeito que a estrada estava muito ruim, a estrada rural. Aí ele falou: “e o carro atolou-se. Aí o carro atolou-se”. Aí o vereador da situação falou: “não senhor, o carro se atolou”. E aí ficou uma discussão: onde é que entraria o “se”. O carro se atolou ou o carro atolou-se? E aí consulto então o Presidente da Câmara. O presidente da Câmara pensou, pensou e falou o seguinte: “olha, é o seguinte: se o carro atolou com a roda da frente, o carro se atolou, se ele atolou com a roda de trás, atolou-se; e se ele atolou com as quatro rodas, o carro se atolou-se, pronto”. [[]]