Discurso - Assinatura de convênios da Fumefi 20163006

De Infogov São Paulo
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Discurso - Assinatura de convênios da Fumefi

Local: [[]] - Data:Junho 30/06/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Boa tarde, boa tarde a todos e a todas, quero cumprimentar o vice-governador Márcio França, secretário de Estado, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Fernando Capez; deputado Samuel Moreira, secretário chefe da Casa Civil; deputado federal Duarte Nogueira; deputados estaduais, o Roque Barbieri; o Marcos Neves; o Abelardo Camarinha; o André do Prado e a Analice Fernandes; Romildo Campelo, secretário do Turismo; Rubens Risek, secretário ajunto da Agricultura e Abastecimento; Fabrício Cobra, secretário adjunto da Casa Civil; prefeitos de Porto Ferreira, a Renata Braga, falou em nome dos seus colegas. De Carapicuíba o Sérgio Ribeiro; Francisco Morato, Marcelo Cechettin; Guarantã, China; Itirapuã, o Rui Gonçalves; Penápolis, o Célio Oliveira; Promissão, o Hamilton Foz; Rio Grande da Serra, o Gabriel Maranhão; São Lourenço da Serra, o Fernandão; Olímpia, o Geninho; Presidente Epitácio; Picucha; Embu-Guaçu, Clodoaldo; Biritiba Miriam, o Inho; Itupeva, Ricardo Bocalom; Birigui, Pedro Bernabé; Franco da Rocha, o vice-prefeito Nivaldo; Widerson Anzelotti, coordenador do Fumef; vereadores; secretários municipais; lideranças; amigas e amigos. Uma grande alegria sempre assinar os convênios, não é, esse é o momento muito especial. Hoje são mais 22 convênios, 15... 18 municípios e R$ 38 milhões. Nós realmente, é um momento difícil que o país está atravessando, eu estava confiante, eu falei: Eu acho que a partir de maio, junho, a coisa começa a dar uma melhoradinha. Hoje é o último dia do mês, 30 de junho, então só neste mês de junho nós perdemos de arrecadação R$ 1,49 bilhão, só no mês de junho. É impressionante como a economia ela não reage, não é, ainda. E inacreditável que em um quadro de uma depressão econômica, não é, que terceiro ano de recessão isso equivale a quebradeira de 1929, ainda tenhamos a segunda maior taxa de juros do mundo. Que você só tem taxa de juros nas alturas quando você tem que segurar a demanda, não é, você tem que brecar a demanda, mas é impressionante. Desestimulando a atividade econômica, e de outro lado aumentando a dívida pública. A dívida pública federal de quase R$ 2,8 trilhões, 70% dela é indexada a Cenic de forma direta ou indireta. Mas, enfim, é redobrar o trabalho, São Paulo como é muita indústria, então é mais atingida ainda pela crise. O Márcio França, sempre bem-humorado, se dizia que um dos... uma das melhores provas de inteligência é um estado permanente de bom humor, não é? Eu lembrava, estava falando da crise hídrica, Analice, em 2013 e 2014, foi o auge da crise hídrica, nós tínhamos tido no século passado a maior seca em 1953, maior seca da história de São Paulo. Em 2013 e 14, choveu a metade de 1953, uma coisa impressionante. E eu me lembro que teve uma peça sobre o Chacrinha, com aquele ator o Stepan Nercessian, e aí ele chama na plateia, estava na plateia o... lá do Ceará, o Tom Cavalcanti. Aí ele chama o Tom Cavalcanti, e aí o Tom Cavalcanti, aquele jeito dele e tal, fala: “Olha, eu sou do Ceará, eu vim do Ceará fugindo da seca para São Paulo.”. Aí o Stepan falava: “Está bom, você é azarado mesmo, hein?”. “Vim fugindo da seca para São Paulo.”. É azarado. Mas o fato é que essas coisas é trabalhar, não é? De um lado agir em termos de engenharia, esforço, trabalho, e a outra eu acho que esse momento que o Brasil está passando, é para a gente fazer uma mudança cultural, ela é uma mudança mais profunda do que a gente imagina. É uma mudança cultural, no sentido do papel do estado, não é? O papel do estado que acabou criando-se uma cultura de que governo tem que resolver todos os problemas de todo mundo como se fosse uma coisa meio miraculosa. E há uma grande diferença entre os três entes federativos, porque o Governo Federal não falta dinheiro. Quando diz assim, agora já estão anunciando que o ano que vem o déficit vai passar de cem bilhões. Ele simplesmente emite, emite e aumenta a dívida. É muito ruim para o futuro e para economia. Então a relação entre a divida PIB era 50%, passou para 55% do PIB, 60% do PIB, já está chegando em 70% do PIB, daqui a pouco vai está em 80% do PIB. Nós outros entes federativos, estados e municípios, nós não emitimos título, então acabou dinheiro, acabou. Quer dizer, imagine você dizer: “Ó, eu vou ter um déficit de... não é de cem, é de dez bi”. Você não paga a conta no fim do mês, porque você não te essa faculdade de simplesmente pôr a maquininha lá para rodar. Mas eu quero é destacar aqui a boa parceria, não é? Convênio é de “convém”, acordo entre as partes, não é? Não há dinheiro público mais bem aplicado do que de forma descentralizada. Lá na ponta, não é, para poder atender a comunidade. É o dinheiro mais perto do povo, mais fiscalizado, que prioriza melhor as necessidades, não é, da população, então a gente fica muito feliz. E temos também um fato raro no Brasil e que é extremamente justo do ponto de vista social, que no caso da região metropolitana é o Fumefi. Até muitos... outros estados e outras grandes cidades estão vindo a São Paulo para estudar. O Fumefi é um fundo metropolitano que é inversamente proporcional a riqueza. Então à medida que a pessoa vai ficando... o município vai ficando melhor, mais rico, ele vai diminuindo a participação até sair. Mas aqueles que realmente têm grandes populações, você imagine... Carapicuíba. Cadê o Serjão? Qual a população de Carapicuíba? Aí. Marcos Neves que está aqui, o nosso vice-prefeito, 400 mil pessoas. Qual a população de Itaquaquecetuba? Quase isso. Então são populações de 300 mil, 400 mil, meio milhão de pessoas e com pouquíssima arrecadação. Esse é um fato. Então, o Fumefi ele é extremamente justo, porque Osasco, por exemplo, não... Guarulhos não recebem nada, porque são cidades que têm uma arrecadação... Mauá, Diadema, são cidades que têm arrecadação forte, mas aqueles que não têm arrecadação podem... o fundo acaba ajudando. Então é um mecanismo socialmente, extremamente importante. O outro é turismo que é sempre uma fonte de emprego necessária e importante. Casa Civil que toda a parte de infraestrutura que dá apoio aos municípios. Agricultura que é a que está indo super bem, não é, o agronegócio que está salvando aí a lavoura, até o setor sucroalcooleiro que passava por dificuldade, hoje está se recuperando fortemente. E com a batuta do nosso Márcio França, toda a parte de escolas técnicas, não é, de ciência, de tecnologia, Etecs, Fatecs, as universidades, e o nosso centro de pesquisa. Cumprimentar o Pacheco também, prefeito de Espírito Santo do Turvo, agradecer aqui a Assembleia Legislativa através da nossa queridíssima Analice, abraçar aqui todos os deputados e o nosso presidente, o Capez. O Capez é um dos melhores contadores de história, ontem ele contou uma muito boa do... Alexandre Diógenes e Alexandre da Macedônia. Disse que o Diógenes morava dentro de um barril. Diógenes, a casa dele era um barril, ele morava dentro do barril. E aí, o Alexandre com o seu exército, indo para a Ásia Menor, montado no seu cavalo, Bucéfalo, não é? Ele vem com aquele exército, quando vê o Diógenes dentro do barril, para e fala: "Olha, você peça o que você quiser, não é?", o homem mais poderoso do mundo, tal. Aí ele olhou bem para o Alexandre e falou: "Olha, a única coisa que eu peço é que você está tirando o sol de mim, não é? Saia da minha frente, não é?".

[risos].

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Um grande abraço a todos.

[aplausos]. [[]]