Discurso - Assinatura de convênios do Fecop 20160402

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Discurso - Assinatura de convênios do Fecop

Local: [[]] - Data:Fevereiro 04/02/2016

DISCURSO ALCKMIN - Assinatura de convênios do Fecop

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Quero cumprimento a Dra. Patrícia Iglesias, secretária de estado do Meio Ambiente; nossos deputados nos alegram aqui com a presença: deputado Cauê Macris, deputado Carlão Pignatari, deputado Orlando Morando, deputado Edson Giriboni, deputado Valdir Agnelo; a Fátima Carrara, coordenadora do Fecop - Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição; nossos prefeitos aqui presentes: a Bel, prefeita de Lençóis Paulista que falou em nome dos seus colegas prefeitos; prefeito de Sorocaba, Antônio Carlos Pannunzio; de Cerquilho, Dr. Tó; Elisiário o Dé; Cajobi, o Italiano; Santa Rosa do Viterbo o Cassinho; Cândido Mota, o Dr. Zacarias; Morungaba, o Beto Zen; Itaquaquecetuba, o Dr. Mamoro; Charqueada o Piazza; Lucélia, Osvaldo Saldanha; Juqueirópolis , o Hélio Furini; Tapiaraí, o Araldo Todesco; Fartura, Tinho Bortotti; Lins, o Edgar de Souza; Ibiúna, Fábio Belo; Amparo Jacob; Analândia, o Dr. Rogério Ulson; Macedônia, o Nenê Marsola; Cotia, o Carlão Camargo; Americana, o Jorge Williams; representando o nosso prefeito de Americana, de Canas, o Lucemir Amaral. Quero saudar aqui vice-prefeitos, secretários, colaboradores das prefeituras, da secretaria do Meio Ambiente, da Cetesb, de todas as áreas e dizer da alegria importante hoje. Primeiro eu sempre fico feliz quando tem na minha agenda convênio com prefeitura, acho que dá uma saudade do meu tempo de prefeito, olho a agenda ali eu vibro, opa, tomar café com os prefeitos, então é uma grande alegria, rever aqui os prefeitos, quem está aqui na ponta segurando a peteca, governo mais importante, mais perto da população, junto com o povo, sofrendo lá esse momento de dificuldade que o Brasil está passando e trabalhando para gente avançar. Depois feliz pelo mérito que é a questão ambiental, ela embute, além da qualidade de vida do nosso povo, ela embute uma questão ética, que é a essência da política, porque as medidas de asfaltar ruas, a resposta é imediata, você asfaltou você já vê aquilo, a sustentabilidade, ela tem ação imediata, mas é também para os nossos filhos, para os nossos netos, para as novas gerações, então ela embute também um sentido ético de bem comum extremamente relevante na atividade pública. Depois, ela hoje é o que há de mais atual. O quê que nos preocupa hoje? É a mudança climática, então essa é uma questão do mundo atual, as consequências das mudanças climáticas, nós acabamos de sofrer, há dois anos atrás, a maior seca do último século, a maior seca que nós tínhamos tido no estado de São Paulo era 1953, foi em 53, em 2014 choveu a metade de 1953, a metade. Meu pai veterinário, família com uma chacrinha lá em Pindamonhangaba, sempre passou um corregozinho ali, um fio d'água, secou, desde a minha infância, sumiu, desapareceu, impressionante e neste ano nós estamos vendo o El Niño, então, o norte e nordeste, sofreu uma grande seca, agora que está dando lá uma chuvinha, mas foram quatro anos de seca, e o sul do Brasil debaixo d'água, então você tem simultaneamente essas diferenças. Aliás, uma coisa que preocupa esse ano é preço de comida, preço de alimento, porque ou teve seca ou perdeu colheita, não conseguiu colher em razão das chuvas, então é uma questão importante. A outra, que envolve, resíduos sólidos, limpeza urbana é arboviroses, no século 21 nós estamos discutindo dengue, chikungunya, zika círus, as arboviroses, mosquito, coisas que nos lembrariam aí de Osvaldo Cruz, e hoje é uma preocupação mundial, coisa gravíssima, mas gravíssima, a questão porque vírus, você não tem tratamento, não tem antibiótico para matar vírus, você faz manutenção da vida até passar o ciclo virótico, você só tem uma maneira, é vacina, como é que acabou Poliomielite? Rubéola? Sarampo? Tudo vacina. Só que não tem vacina, por quê? Por que não tem vacina? Porque é doença de pobre, isso é doença de pobre, não tem arboviroses, como estas no Canadá, no Japão, na Europa, nos Estados Unidos. É doença dos trópicos, lugar quente. Então é América Latina, África e Sudeste Asiático, regiões pobres do planeta, então não investe, não consegue ter na velocidade necessária as vacinas. A única que tem, ela é estrangeira, ela não cobre todos os tipos e tem baixa proteção e ainda várias doses, nós vamos começar este mês aqui em São Paulo, a última fase da vacina contra a Dengue, Tetravalente, tipo um, dois, três e quatro com uma dose só. Vamos começar no Hospital das Clínicas, a última fase e poderemos ter aqui no Instituto Butantã, em São Paulo uma vacina mundial, porque ela é a única tetravalente, nós já estamos estudando para ser Pentavalente, envelopar o vírus do zika aí você, com uma mesma vacina, vacinaria contra a Dengue contra o zika vírus.

Mas digo tudo isso para ressaltar importância do tema que envolve saúde pública, envolve questões ambientais, envolve qualidade de vida, as próximas gerações, então é um tema extremamente relevante. E estamos melhorando, estamos melhorando. Nós hoje estamos entregando aqui caminhão coletor e compactador de lixo, caminhão para coleta seletiva, triturador de galhos, pá carregadeira, centro de triagem de resíduos sólidos, sistema de aproveitamento de águas pluviais, usinas de reciclagem de resíduos de construção civil, então um conjunto aí de equipamentos e de ações em uma área estratégica para a nossa população, 33 convênios, 29 municípios do nosso estado já assinaremos hoje. E estamos Patrícia, olhando em uma perspectiva melhorando. Eu me lembro, quando assumi Orlando Morando, a prefeitura de Pinda, a primeira reunião do Codvap, do Consórcio de Desenvolvimento Integrado do Vale do Paraíba, foi em São José dos Campos. E eu, prefeito, novinho, primeiro mês de prefeitura, jovenzinho, 24 anos e tal, fui lá para São José, para reunião e o tema era:, vieram técnicos de São Paulo:, destino final dos resíduos sólidos, destino final dos resíduos sólidos, onde é que você põe o lixo. Sentou do meu lado o prefeito de Campos do Jordão que naquele tempo não era eleito, era nomeado, como também o prefeito de São José dos Campos, nomeado, São José, por causa da Petrobras, área de segurança nacional, o prefeito era o brigadeiro Eduardo Sobral e o de São José nomeado, porque era instância climática, turística, que era o Flávio Rudge Ramos, dono do hotel Vila Inglesa, aquele hotel chique que tinha lá em Campos do Jordão. Aí, ele sentou do meu lado, o Flávio Rudge Ramos, e eu perguntei para ele: Flávio, como é que você faz com o lixo em Campos do Jordão? Ele falou: eu jogo morro abaixo, quando reclamam, eu troco de morro e vou jogando morro abaixo. E eu falei, mas Pindamonhangaba está embaixo de Campos do Jordão, você está jogando lixo em Pinda, então. Era desse jeito, joga morro abaixo, a coisa não tinha absolutamente nada.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Hoje, é onde nós estamos melhorando. E a tecnologia, também, Patrícia, ela é importante. Eu me lembro em Pinda, que contava, meu pai contava, que a coleta de lixo era com carroça. Então não tinha caminhão, era carroça e... aliás, tomei café da manhã com o Setcesp, Sindicato dos Transportadores de Carga do estado de São Paulo, que nasceu em 1936. Então eles disseram que eram raros os caminhões naquela época, era década de 30, que o que motivou à criação do sindicato e os caminhões importados, foi o café. Aliás, tudo que você olha em São Paulo, você vai ver a origem, foi o? Café. Porque era tudo carroça, como é que você... E a coleta de lixo em Pinda era carroça. Então passava a carrocinha, punha e virava a lata do lixo na carroça, devolvia a lata, ia percorrendo as ruas. Então a prefeitura tinha uma tropa de burros e de mulas para puxar as carrocinhas. E aí um vereador apresentou um projeto de lei, dizendo: “olha, depois de relevantes serviços prestados à coletividade”, após 12 anos, 12 anos, o burro e a mula puxando a carroça, aposenta, “aposentam-se os boares”. Param de trabalhar. A prefeitura tinha uma fazenda, ainda tem até hoje, chamada fazenda da represa, que era onde vinha a água para a cidade. Hoje é tudo Rio Paraíba do Sul, mas naquela época a água vinha da serra, Fazenda da Represa. Eu me lembro que eu, prefeito, fui lá, o que tinha de cobra lá era impressionante. Então, aprovaram a lei na Câmara Municipal, da aposentadoria dos burros, depois de 12 anos, aposenta, não trabalha mais e Fazenda da Represa, tanto de ração por dia, todo dia ração, a lei completinha. Aí, tinha um jornal na época chamado Sete Dias, já fechou, já, semanário. E tinha uma coluna, que assim uma pena voando, então era assim: “É só pena que voa”, era a coluna. O articulista era forte e tal. Aí ele fez uma coluna, daquela semana. Dizendo: “olha, a lei é flagrantemente inconstitucional”, a aposentadoria dos burros, “os vereadores legislaram em causa própria”, não é?

[Risos].

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Um café para todos.

[Aplausos]. [[]]