Discurso - Assinatura do termo de compromisso para a reconstrução do Museu da Língua Portuguesa 20161212

De Infogov São Paulo
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Discurso - Assinatura do termo de compromisso para a reconstrução do Museu da Língua Portuguesa

Local: Capital - Data:Dezembro 12/12/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia a todas e a todos. Quero cumprimentar o ministro, deputado federal Roberto Freire, ministro da Cultura; embaixador Jorge Dias Cabral, embaixador de Portugal no Brasil; os nossos secretários de Estado aqui presente, da Cultura, José Roberto Sadek; de Energia, Dr. João Carlos Meireles; de Turismo, Laércio Benko; o José Roberto Marinho, presidente da Fundação Roberto Marinho e vice-presidente do Grupo Globo; Miguel Setas, diretor-presidente da EDP; Eduardo Saron, diretor do Instituto Itaú Cultural; cônsul geral de Portugal em São Paulo, Paulo Jorge Lopes Lourenço; Hugo Barreto, secretário geral da Fundação Roberto Marinho; Marcelo Matos Araújo, nosso sempre secretário do Estado da Cultura e presidente o Ibram, Instituto Brasileiro de Museus. Marcos Mendonça que iniciou esse trabalho todo como secretário da Cultura, Museu da Língua Portuguesa, e presidente da Fundação Padre Anchieta. Irineu Ferraz, presidente da Fundação Memorial da América Latina; representantes do ID Brasil, o Carlos Antônio Luck, presidente do Conselho, e Luiz Block, diretor executivo; Pedro Mendes da Rocha, arquiteto responsável pelo projeto do restauro do museu; membros do conselho da diretoria da EDP, da Fundação Roberto Marinho, do Itaú, da secretaria, amigas e amigos. Dizer que hoje é um dia histórico, né? Começou lá em 1876, quando foi construída lá na Luz a plataforma para a Estrada de Ferro, depois o prédio com as atuais características em 1901, feito pela São Paulo Railway, a Estrada de Ferro, durante muitos anos foi um local de partida e de chegada desta grande metrópole cosmopolita que é São Paulo. Depois, chegou o metrô, a Linha 1 do metrô, depois a Linha 4 do metrô, a Linha 7 da CPTM, a Linha 11 da CPTM, as pessoas passavam de uma estação para outra na rua, na avenida, risco de atropelamento, assalto, e aí fizemos uma grande integração subterrânea. O maior conjunto de esteiras rolantes do país. Por ali passam 400 mil pessoas por dia. E aí o prédio da estação ficou ocioso, porque toda a estação passou a ser subterrânea e integrada as linhas de metrô 1 e 4 e as linhas da CPTM 7 e 11. O Milton Nascimento dizia que o artista deve estar onde o povo está. E ali é essa grande esquina de São Paulo de entroncamento metroferroviário. E aí surge, então, a ideia do Museu da Língua Portuguesa. E que inédito, primeiro do mundo entre os países lusófilos, não apenas de língua portuguesa, mas o primeiro do mundo de língua. Havia uma dúvida, será que vai ter tanta atração? E foi um sucesso, quase 4 milhões de visitantes. Impressionante! Do país inteiro e do estrangeiro, dos museus mais visitados do Brasil. Na época, quero aqui reiterar o agradecimento, Zé Roberto Marinho, à Fundação Roberto Marinho e as organizações Globo, que lideraram esse trabalho conosco. Na época, Votorantim, a Petrobras também e a IBM tiveram papel importante, e o museu foi um grande sucesso. O museu interativo, né? O museu extremamente inovador. Tivemos, lamentavelmente, o incêndio, o trabalho não parou, tanto é que nós temos hoje exposições, a última agora, itinerante dos nomes dos municípios paulistas, a minha cidade está lá, Pindamonhangaba, local onde se fabricam anzóis, às margens do rio Paraíba do Sul, né, viviam, a vida era da pesca, Pindamonhangaba, o museu continua. E, hoje, nós estamos dando um grande passo para restaurar todo o museu e torná-lo ainda mais moderno, mais atrativo, com novas tecnologias, preservando o aspecto cultural, artístico, arquitetônico, totalmente aprovado já pelo Condephaat, pelo Ipresp, pela Conpresp, já tem o alvará e começam as obras. E aqui quero agradecer a EDP, patrocinadora máster desse trabalho, agradecer ao Itaú Cultural, agradecer as Organizações Globo, as Organizações Globo e a Fundação Roberto Marinho. Aliás, quando houve o incêndio, antes de eu ligar para qualquer pessoa, o José Roberto já tinha me ligado se colocando a inteira disposição para ajudar nesse trabalho. Então nosso grande agradecimento, viu, Zé Roberto, a toda a Fundação Roberto Marinho. O trabalho começa imediatamente, temos aí menos de 24 meses para o prédio estar inteirinho restaurado, e depois mais alguns meses para a parte museológica, a parte interna. Agradecer muito ao Roberto Freire, porque o Ministério da Cultura é essencial, né, com o reconhecimento, com a Lei Rouanet para o [ininteligível] de todo esse trabalho. Agradecer as empresas, agradecer ao Sadec e a sua equipe, ao nosso embaixador Jorge Dias Cabral, um agradecimento muito forte ao nosso presidente de Portugal. E o carinho, né, com a nossa língua portuguesa. E eu me lembro que o Dr. Ulysses Guimarães, diziam que ele era deputado federal, queria ser candidato a presidente da República, Zé Roberto, e tinha aula de inglês com uma americana. Então, já não era criança, as sessões da Constituinte acabam 1h da manhã, 1h30 da manhã e 7h da manhã, no apartamento dele, a americana, era uma americana, professora de inglês. He is, she is, it is, tal. Dr. Ulysses acho que foi cansando um pouco daquilo e um dia falou para ela: “Ah, eu vou parar. Vou parar porque se eu for presidente da República vai ter intérprete, então também não tem problema, e essa língua é muito difícil”. Aí, disse que a americana falou pra ele: “Olha, Dr. Ulysses, o inglês é fácil, difícil é o português que, pois sim é não e pois não é sim, né?”. Essa é que é difícil, né? Valorizar a nossa língua pátria que como bem lembrou aqui o Zé Roberto e o Fernando Pessoa, é pátria, e o Caetano agregou é matrea, é fratrea. E nós estamos hoje aqui com uma língua-irmã em fraternidade. Tem um cafezinho para todos. Muito, muito obrigado.

[Aplausos].

MESTRE DE CERIMÔNIA: Ao encerrarmos essa cerimônia, novamente agradecemos a presença de todos. A seguir nós teremos o atendimento...