Discurso - Aula Magna na FAAP 20132002

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Discurso - Aula Magna na FAAP

Local: Capital - Data: 20/02/2013

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Bom dia a todas e a todos. Quero saudar o governador Cláudio Lemos; a Celita Procópio de Carvalho, Presidente do Conselho de Curadores da FAAP; Antônio Bias Bueno Guillon, Diretor-Presidente da FAAP; o professor Victor Mirshawka, Diretor cultural; o Antônio Burkhart, Diretor da Faculdade de Engenharia; o Américo Fialdini Júnior, Diretor-Tesoureiro da FAAP; Presidente do Instituto de Engenharia, Aloísio de Barros Fagundes; o Basílio Jafet, Presidente da Federação Internacional de Profissões Imobiliárias; Sérgio Watanabe, Presidente do Sinduscon; Odair Garcia Senra, Presidente do Conselho de administração da Gafisa; os empresários aqui já nominados; chefes de departamento, professores, alunas, alunos. Agradecer o convite, Celita, fiquei muito honrado por me encontrar aqui nessa instituição que tem uma instituição acadêmica de reconhecimento nacional e internacional. E estar aqui ainda com engenheiros. O Mário Covas dizia... Ele dizia: “Olha, Geraldo, a salvação do governo são os engenheiros, viu”. E para não me deixar muito frustrado, ele dizia: “É, e os médicos também”. Mas, fico muito feliz de trazer uma palavra aqui breve, mas de estímulo. E disse bem o professor Victor Mirshawka, como faltam engenheiros para o desenvolvimento brasileiro. Eu preparei aqui meia dúzia de telas para ilustrar um pouquinho melhor. Aqui mostra um pouco a dimensão de São Paulo. São Paulo é maior do que a Argentina, tanto em população, se nós formos verificar, em São Paulo tem uma população maior do que da Argentina, quanto do PIB. Quase US$ 800 bilhões de produto interno bruto, e renda per capita de quase US$ 20 mil. Há 20 anos, eu lembro que a gente dizia: “Olha, São Paulo tem o mesmo tamanho da Argentina, é o segundo país da América do Sul. Mas, tem uma vantagem sobre a Argentina, é que está dentro do Brasil”. Hoje já não é mais o mesmo tamanho, é quase o dobro do PIB da Argentina, nós somos a segunda economia da América do Sul e a terceira economia da América Latina, só atrás do Brasil e do México. Aqui mostra um pouquinho também. Nós somos o estado, o maior produtor mundial de açúcar e álcool; e o maior produtor mundial de suco de laranja. O estado de São Paulo, laranja, mais do que a Flórida, e açúcar e álcool também o maior produtor do mundo. Aqui mostra um pouco do saneamento financeiro do estado. A lei de responsabilidade fiscal diz que os estados brasileiros... A dívida não pode passar duas vezes a receita corrente líquida. E as prefeituras 1,2 vezes. Então, São Paulo estava acima, 2,27. A dívida era 2,2 vezes a sua receita corrente líquida. O Senado Federal deu até 2015 para chegar a 2. Hoje a dívida do estado é 1,4. Então houve uma redução forte e cadente, caindo o endividamento do estado. Aqui, sem aumentar nenhum imposto, o estado de São Paulo foi sendo saneado, reduzindo a dívida em relação à receita corrente líquida. E aumentando a sua capacidade de investimento. Nós deveremos ter, de investimento público, perto de quase R$ 100 bilhões, dá uma média de R$ 22 bilhões por ano. E uma possibilidade de R$ 25 bilhões através de PPPs. Existe uma diferença entre concessão e PPP. A concessão não envolve dinheiro público. Então, por exemplo, pega o sistema Anchieta-Imigrantes, foi uma concessão por 20 anos. Então, o parceiro privado, concessionário, ele opera a rodovia por 20 anos, ele constrói a nova pista da Imigrantes, não tem um centavo de dinheiro público, inteirinha construída pela iniciativa privada. Ele opera a rodovia, conceito de rodovia viva, atendimento ao usuário, telefonia, segurança, carro para a polícia, sistema de atendimento, guincho, assistência médica, tudo incluído no pedagiamento. E ele paga para o governo, ainda, uma parte do que ele recebe. Por isso que chama concessão onerosa. Uma parte ele paga para o governo. Esse é um modelo. Modelo que se autosustenta. A PPP não tem como fazer só privada, por exemplo, a Linha 4 do metrô, que é a Linha Amarela, então, tem dinheiro público e dinheiro privado. Por isso, Parceria Público-Privada, PPP. Me faz lembrar de Pagão, Pelé e Pepe, não é? Nosso tríade de Neymar. Mas, o fato é que as PPPs têm participação de dinheiro público. Vamos pegar uma linha de metrô, a Linha 6, foi lançada há dez dias. A Linha 6 é aqui, passa aqui, nós vamos mostrar em seguida, passa aqui do lado. Nós vamos ter duas estações de metrô do lado da FAAP. Uma perto da Avenida Angélica e outra aqui no Pacaembu. É uma PPP. Então, quem vai ganhar a PPP? Quem exigir do governo menor investimento. Se o consórcio diz: Olha, eu faço, desaproprio tudo, eu construo tudo, eu compro todos os trens, eu faço toda a sinalização e eu ponho R$ 3 bilhões. Custa R$ 7 bilhões e o governo tem que por R$ 4 bilhões. Se o outro disser: Não, eu faço tudo isso e eu ponho R$ 4 bilhões. Governo põe menos. Então, a PPP é o mix, quando a engenharia financeira não se sustenta só com o investimento privado. Então, nós deveremos ter perto de R$ 25 bilhões em parceria público-privada e R$ 93 bilhões de investimento próprio do estado. Aqui, as principais PPPs. Então, nós temos a Linha 6, que eu me referi, que já está lançado o edital. A PPP da Linha 4 do metrô, a Linha 4 é aquela que sai da Luz e vai até a Vila Sônia. Ela vai ter uma estação em frente ao estádio do Morumbi. Aliás, a estação Morumbi – São Paulo. Essa linha quatro, a PPP foi só de material rodante e de operação, por 30 anos. Quem fez toda obra foi o governo. Então, toda obra física feita pelo governo. O setor privado comprou os trens, equipou estações, sinalização e opera o trem. Ele é operado pela iniciativa privada, pelo consórcio da Linha 4. Esta PPP da Linha 6, ela é mais a... A PPP da Linha 4 nós fizemos em 2004, lembra bem, foi a primeira PPP do país. Esta já é integral, o setor privado desapropria tudo por conta dele, constrói toda a obra: tatuzão, túnel, estações... Compra os trens, equipa e opera por 30 anos. Então, nós temos PPP aqui na Linha 6, temos na Linha 18, o metrô vai sair de São Paulo, hoje não tem nenhuma estação fora da capital, embora chame Companhia do Metropolitano, mas é só a cidade. A Linha 18 é que vai para São Bernardo do Campo, então, ela sai ali de Tamanduateí, São Caetano, Santo André, São Bernardo do Campo. Essa é a Linha 18, vai ser licitada ainda esse ano, a Linha 6 já está licitada. A FURP é fabricação de remédio, nós temos uma fábrica em Guarulhos, que é da Fundação do Remédio Popular do estado, a FURP, e uma outra fábrica perto de Araraquara, em Américo Brasiliense, e que vai ser gerida pelo setor privado que vai investir e operar a nova fábrica. Casa. Aqui vai ser lançado, a semana que vem, um projeto fantástico, se a gente for verificar em termos de ocupação urbana, planejamento urbano, muitas vezes as pessoas vão morar lá longe: Cidade Tiradentes. Duas horas e meia de ônibus do Centro, e tem pouco emprego e muita gente. Então, a questão não será resolvida só com uma visão de transporteiro, não é? Porque não há ônibus que chegue, metrô que chegue, trem que chegue, é uma Uruguai viajando toda a manhã, e uma Uruguai voltando toda a tarde; são cinco milhões de pessoas só na Zona Leste de São Paulo, fora a Zona Sul e outras regiões. E o centro chamado expandido, que tem água, esgoto, telefonia, asfalto, metrô, trem e emprego do lado: pouco habitada. Então, houve uma degradação do centro expandido de São Paulo. Eu lembro que uma vez, Sr. Victor, veio um arquiteto de Barcelona, e eu era vice-governador do Mário Covas, e fui acompanha-lo em um giro lá pelo centro. O Secretário de Cultura era o Marcos Mendonça, então, considerando: “Olha, pinacoteca está sendo ampliada, Sala São Paulo, antiga Estação da Luz, vai ser agora uma sala de concertos, uma das melhores salas de concertos”, enfim, mostrando todas as atividades culturais e tal. E ouviu, elogiou tudo, aí falou na hora de sair: “Olha, tudo ótimo! Mas, se as pessoas não voltarem a morar no Centro, não vai recuperar”. Chega de noite, vai todo mundo embora, fica tudo vazio, ermo. Então, esta PPP nós devemos lançar na semana que vem, são 20 mil unidades, só o centro expandido: Antiga Luz, Bom Retiro, Cambuci, Mooca, Bela Vista, Liberdade. Então, o centro expandido, 20 mil, e há um mix, famílias que ganham de um a três salários tem subsídio, o apartamento deve custar R$ 129 mil com toda infraestrutura. Famílias de menor renda é habitação de interesse social, então, o governo entra com uma grande parte, ela paga só um pedaço disso, e vai subindo até 10 salários, e terá comércio também junto, para não ficar aquelas coisas estanques. Então, você tem o mix, é um projeto habitacional muito bem feito, e deve ser lançado agora a PPP. E depois, o complexo de segurança prisional, são 10,5 mil vagas, nós ultrapassamos 200 mil presos, agora, essa semana. O estado de São Paulo tem 22% da população brasileira, e 39% da população carcerária, quase metade dos presos do Brasil. Impressionante como prende. E aí, precisa ampliar o sistema penitenciário. Então, nós estamos abrindo com PPP, 10,5 mil vagas, são três complexos de 3,5 mil vagas. Aqui mostra a linha da FAAP, a Linha 6 do metrô. Ela começa em São Joaquim, lá no Centro, passa pela Bela Vista, Quatorze Bis, Av. Higienópolis, Angélica, vai ter uma estação aqui do lado, depois vem para a Cardoso de Almeida, Perdizes, Sesc, Água Branca, Santa Maria, aí pula o rio, passa embaixo do Rio Tietê, vai para a zona norte, Freguesia do Ó, João Paulo I, Vila Penteado, Vila Cardoso, e termina na Brasilândia. E há um estudo para essa aqui de Brasilândia vir para Pirituba, São Paulo concorre na Expo 2020, e aí, o local da Expo será o chamado Piritubão. Então, essa linha, que é aqui de Brasilândia teria o monotrilho até Pirituba ligando ao grande complexo de eventos da cidade. Aqui, o rodoanel. Nós tínhamos há 10 anos atrás, a frota do estado, 12 milhões de veículos, 12 milhões o estado de São Paulo. Hoje nós temos, o ano passado, 23,5 milhões, dobrou o número de veículos em 10 anos praticamente, dobrou. Um dia desse estava lendo uma matéria sobre trânsito e saúde. Então, Caracas, na Venezuela, gasolina é muito barata, todo mundo usa o carro, então, as pessoas saiam de casa sete horas da manhã para trabalhar, não dava mais, começaram a sair seis e meia por causa do trânsito. Não dá mais. Seis da manhã. Não dá mais. Cinco e meia da manhã. Chega em casa meia noite, dorme muito pouco, aumenta estresse, fadiga, estresse de fadiga, que faz muito mal a saúde, e as consequências disso para a saúde. Então, problema de mobilidade urbana é a questão central do mundo moderno, que é o mundo urbano, pela primeira vez nos 6,5 bilhões de pessoas no planeta vivem nas cidades. São Paulo, 93% de urbanização, e o mundo metropolitano, as metrópoles atraem, elas atraem. Então, você pega grande Tóquio, 36 milhões de pessoas, Nova Deli na Índia, 24 milhões; São Paulo, a terceira metrópole do mundo, 22 milhões; na Índia, Dubai, mais de 20 milhões; Cidade do México; Nova York; Xangai, na China, enfim, são mega cidades, e o problema é locomoção, mobilidade urbana. Então, o caminho qual é? O caminho é tirar o caminhão de passagem, estimular o transporte ferroviário de carga e ampliar metrô e trem. Para ter uma ideia do tamanho do esforço, nós somos o primeiro sistema de metroferroviário do Brasil, nós transportamos por dia 7,5 milhões de passageiros, dá 4,8 milhões passageiros/dia de metrô, e 2,7 milhões passageiros/dia de trem. Nós aumentamos, em dois anos, 1,4 milhão de passageiros; em dois anos pulou de 6,4 milhões para 7,8 milhões, isso é todo o estado de Rio de Janeiro. O segundo sistema de transporte do Brasil é o estado de Rio de Janeiro, de trem‑ metrô, nós aumentamos um Rio de Janeiro, em praticamente dois anos. O outro esforço é tirar o caminhão. Por quê? Porque o maior porto de América Latina está aqui, é o porto de Santos, está aqui... O maior porto da América Latina. Então, o caminhão saí do Mato Grosso e vem para o porto, saí Goiás e vem para o porto, saí de Minas vem para o porto, saí do interior de São Paulo e vem para o porto, e ela passava por dentro da cidade. Como hoje o caminhão que vem de Rio de Janeiro para Curitiba tem que passar por dentro. Então, o Rodoanel metropolitano, a primeira etapa foi a asa oeste, está pronta e funcionando. Liga Bandeirantes a Anhanguera, o sistema Anhanguera-Bandeirantes. Então, Bandeirantes, Anhanguera, Castelo Branco, Raposo Tavares e Régis Bittencourt que veio para o sul de Brasil. Isso está pronto e funcionando. Aí, a asa sul, ela saiu aqui da Régis Bittencourt, passou e atendeu Imigrantes e Anchieta. Então, chegou ao porto de Santos o sistema Imigrantes-Anchieta, e parou aqui em Mauá, está parado aqui. Em março do ano que vem, portanto, daqui 13 meses, nós vamos inaugurar esse trecho aqui, que é o trecho Leste, sem um centavo de dinheiro público. Nós vamos lá cortar a fita, não tem um real de governo, tudo concessão privada, e não é PPP, é concessão. Quem ganhou, pagou para o governo R$ 387 milhões para ganhar concessão de 25 anos. Então, feita integralmente pela iniciativa privada. Aqui tem vários túneis, é um sistema direto. Então, nós vamos sair de Mauá e passa aqui por Suzano, aqui Ayrton Senna e termina na Dutra, entre Guarulhos e Arujá, bem na divisa. Isso aqui fica pronto em março do ano que vem. Aí, começaremos agora, o mês que vem já está contratada, a obra do trecho Norte, saí de Dutra, aqui está o aeroporto de Cumbica, que é o maior aeroporto brasileiro, íntegra com a Fernão Dias e chega na Bandeirantes. Aí, fechou 178 quilômetros do Rodoanel metropolitano de São Paulo, isso tira 18 mil caminhões/dia com o término. O trecho Norte assinado o contrato a semana passada, veja como a disputa é boa, a gente colocar a economia de mercado a serviço de sociedade. Essa concorrência foi internacional, aqui não tem como fazer concessão porque não tem nada para ser explorado. Por exemplo, o trecho aqui, o leste, ele está sendo feito porque já está operando o trecho Sul, então, quem está operando o trecho Sul fez o “funding”, a engenharia financeira para construir o trecho Leste. O oeste também já é concessionado, o Norte não tem nada para dar sustentação, então, é obra pública: 2/3 do Estado, 1/3 dinheiro federal. Ela foi licitada pela Dersa por R$ 5, 1 bilhão, 6 lotes, seis trechos aqui. E nós dissemos: “Olha quem ganhar um lote pode ganhar outro, então, você não pode ganhar mais que dois, mas pode ganhar dois, para ter disputa”. O mundo inteiro veio para a concorrência, concorrência pública internacional, coreanos, espanhóis, alemães, americanos, mexicanos, argentinos e as grandes empresas brasileiras, resultado: economizamos R$ 1, 2 bilhão. A obra que ia ser por R$ 5,1 foi inteirinha contratada por R$ 3,9 bilhões; R$ 1,2 bilhão de economia. Aqui quase tudo é túnel, porque aqui está a serra de Cantareira, é como a Imigrantes nova. A Imigrantes nova, 9,5 km é em túnel, são três túneis ali, de três quilômetros quase. Aqui vai ser o maior túnel do país, nós temos aqui no trecho Norte, deve começar agora em março, e fecha tudo o Rodoanel metropolitano de São Paulo. Aqui mostra o Trecho Leste, que vai entregue em março do ano que vem, saí aqui de Mauá, Suzano, Ayrton Senna, atende aqui Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba Mogi, está aqui, e chega aqui à divisa de Arujá com Guarulhos. O aeroporto está aqui. Nesse contrato do Norte já está previsto dos três quilômetros dentro do aeroporto, então, as empresas que vão construir o trecho Norte já constrói a ligação e a pessoa vai chegar dentro do aeroporto de Cumbica, tem três quilômetros aqui de ligação. Aqui, uma outra ligação estratégica. Cada vez mais o mundo é integrado, a economia globalizada, e o grande instrumento de comércio exterior, seja importação, seja exportação é porto, grande alavanca do desenvolvimento é porto. Então, nós já falamos pela do porto de Santos, com sistema Anchieta-Imigrantes e com Rodoanel. O outro porto é o porto de São Sebastião, que está aqui, o porto de São Sebastião, ele tem uma grande desvantagem, ele não tem ferrovia, porque o porto de Santos tem. Mas ele tem uma grande vantagem, por isso a Petrobras está lá, um terminal petrolífero, esse canal de toc‑toc, aqui entre Ilha Bela, aqui está Ilha Bela, aqui está São Sebastião, esse canal, as correntes marítimas limpam o canal. Então, ele praticamente não tem assoreamento, ele é um porto natural, como é Antuérpia, na Bélgica. Um porto natural, de grande profundidade, tem 18 metros de profundidade, então, nós não temos ferrovia, é um problemão, ainda não deu para fazer, mas precisamos melhorar o acesso. Então, nós estamos duplicando a Tamoios, quem foi para Caraguatatuba, Ubatuba agora, no verão, viu que as obras estão em andamento, nós vamos entregar em dezembro 50 quilômetros de São José dos Campos, passando Dutra, Ayrton Senna, até o Alto da Serra, isso aqui está tudo pronto: 50 quilômetros até dezembro. Aí, licitando o contorno de Caraguá, porque tem que passar por dentro de Caraguatatuba. Então, vai sair por fora, chegar aqui em Massaguaçu, caminho de Ubatuba, é até dentro do porto, um túnel, grande parte, isso aqui; para poder estimular e fortalecer o porto de São Sebastião como Roll on-Roll off, exportação e importação de automóveis “supply boat” para a Petrobras, e outras áreas portuárias. Além do litoral, não é? O litoral de São Paulo tem crescimento em progressão geométrica. O que atrai as pessoas para ir para um lugar? Trabalho, emprego, renda, a pessoa muda de um lugar porque não trabalho, não tem renda, e vai para um lugar porque emprego e tem renda. O litoral tem emprego, Construção Civil, ali não para de construir. Porto, indústria, polo Petroquímico, Cubatão, quantidade de fábrica e turismo: hotel, restaurante, serviços, que gera mais emprego. Então, e o trecho da serra será PPP, devemos lançar agora no segundo semestre, aí fecha todo o sistema ligando e chegando ao Porto de São Sebastião. Aqui mostra bem, Caraguatatuba está aqui, aqui à ligação para Ubatuba, a Martim de Sá, você vem pra Ubatuba e aqui vem pra São Sebastião e termina dentro aqui do Porto São Sebastião. Aqui tudo que é túnel, veja que a estrada antiga, ela vem por aqui ó, ela sai de Caraguá, aqui, e vem por aqui ó, beirando aqui, passa aqui pelas curvinhas aqui praia de São Francisco, tal, até São Sebastião. Não tem jeito de duplicar, quer dizer tem o um paredão e o mar, então a estrada nova vai vir por dentro, túnel e chega dentro do porto e atende a região. Aqui, mostra bem Euclides da Cunha, Euclides da Cunha fica entre Rio Preto, né, São José do Rio Preto até a divisa com Mato Grosso do Sul, então uma ligação do Mato Grosso do Sul, aqui está à Ponte Rodoferroviária, toda ela está sendo duplicada são 172 km, fica pronta em 60 dias. Uma das principais ligações dessa região Noroeste do estado de São Paulo que cresce muito com o Centro-Oeste brasileiro e Mato Grosso do Sul. Aqui o Porto de Santos que é o grande porto, né, e que vai crescer enormemente. Para ter uma ideia do que se passa no litoral de São Paulo, o Lemos deve lembrar a 6,7 anos atrás, nós entregamos no finzinho do nosso governo 2005, um aeroporto em Itanhaém. O aeroporto lá em Itanhaém, e ganhei uma página de jornal de pauleira, né, de críticas, dizendo, ‘olha, é um aeroporto grande demais, aeroporto ocioso, foi obra faraônica, e tal. ’. O aeroporto de Itanhaém, hoje, é do estado, nós temos 31 aeroportos é insuficiente para os helicópteros da Petrobrás! Só para os helicópteros, não vamos nem falar aí, de avião. Porque o que distingue o pós-sal do pré-sal, uma das distinções é que o pós-sal as bacias de petróleo acima do nível do sal, da camada de sal, elas estão a 100 km mais ou menos de distância da costa. E o pré-sal está a mais 300 km de distância da costa, então a logística que você vai ter que ter de navios, de helicópteros, né, de base área é impressionante. Então essa é maior travessia de balsas do mundo, Santos – Guarujá, alguém já pegou fila lá, né, então a fila chega aí há uma hora. Então aqui está Vicente de Carvalho que pertence ao Guarujá, o distrito e aqui está Santos, então como é que você faz? Os navios não param de aumentar, e agora com a medida provisória do Governo Federal que vai possibilitar a expansão de terminais privados, isso vai crescer fortemente. Então cada vez passa mais navio aqui no canal, e cada vez tem mais balsa e lancha cruzando o canal, essa é uma conta que não fecha. Então... Aí houve uma grande discussão de engenharia, ponte X túnel, né, e o que se imaginou inicialmente? Fazer uma ponte aqui, então uma grande de uma ponte, só que o mar está aqui, então aqui entra o canal aqui, o mar está aqui os navios entram por aqui. Dá pra prevê o tamanho do navio, daqui a 10 anos, 20 anos, 30 anos? Não dá pra prever, agora uma coisa dá pra prever, que eles vão ter cada vez maior capacidade. Capacidade pra poder reduzir custos, e pra ter mais escala de transporte. Então, você tem dois problemas aqui, com a ponte: a ponte precisa ser muito alta para o navio poder passar embaixo, senão você acaba com o porto, você limita o porto, condena o porto. Porque a entrada está aqui, então uma ponte muito alta, a ponte fica mais sobre o continente ou a ilha do que sobre o mar, porque ela tem que... Ela precisa ter a coordenada. Então vai ficar um gigante de concreto em cima, aqui de Santos e em cima do Guarujá. E se ela sobe demais, ela limita o aeroporto que está aqui, esse aeroporto do Guarujá vai ser o grande aeroporto, ele é hoje um aeroporto militar, é militar o Aeroporto de Santos do lado Guarujá que deve ter dupla função: militar e civil. Então esse aeroporto vai crescer muito, porque falta aeroporto na baixada. Então se a ponte sobe muito, ela impede o aeroporto de funcionar, se ela fica mais baixa, o navio não consegue entrar, então nós decidimos por fazer um túnel ligando Santos a Guarujá. Essa obra é um das grandes obras de engenharia do país, os consórcios estão fazendo o projeto executivo é um túnel que passa a pé, passa de bicicleta, passa de carro, passa ônibus, passa caminhão e passa o trem o VLT, porque já está e licitação o VLT de Santos a São Vicente, depois ele vai para a Praia Grande e o VLT virá para? O Guarujá, nós estamos procurando nas regiões metropolitanas fazer ligações regionais. Região metropolitana de São Paulo, o? Rodoanel.Região metropolitana da Baixada Santista o VLT – Veículo Leve Sobre Trilhos. Região metropolitana de Campinas o corredor noroeste de pneu, vai de Campinas até Americana, aquilo vai direto, um corredor de qualidade, velocidade sempre coletivo. Em Campinas, o corredor noroeste interligando sete cidades, pneu; na Baixada Santista, Veículo Leve Sobre Trilhos, trem; aqui em São Paulo o Rodoanel, metrô e trem. Então o túnel deve começar a obra no começo do ano que vem, será uma grande obra de engenharia resolvendo o problema das balsas aqui da travessia marítima de Santos – Guarujá. Aqui hidrovia, Catullo Branco que foi um grande visionário, ele lá atrás, década de 40, 50 começou a luta pela hidrovia, porque o Tietê é um rio maravilhoso, ele nasce aqui em Salesópolis do lado de Mogi, do o lado do mar, ao invés de cair para o mar, ele vai pra dentro de São Paulo. Ele está do mar, ao invés de descer a serra, não, ele vai, não é que ele é do contra, é ele ajuda São Paulo, né? Então ele vai desemboca lá, no? Paranazão, o Tietê, atravessa o estado inteirinho e desemboca no Rio Paraná. Então, nós temos hoje, 2.400km de hidrovia, se não fosse a Usina de Itaipu, nós íamos chegar Buenos Aires na Bacia do Prata, chagava lá em Buenos Aires é que não tem eclusa em Itapu. Mas, nós temos 2.400km navegáveis, tudo com eclusagem, todas as hidroelétricas de São Paulo da CESP, todas tem eclusa. Então, você pega ali Barra Bonita, pega em Pederneiras e vai embora, você vai o Rio Paraná. Então essa hidrovia serve São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, ela é importante. Qual o problema? O problema é eficiência, por quê? Porque as pontes antigas, o pilar era um do lado do outro, a ponte que foi feita há 40 anos atrás, então a barcaça vem com 30... Aquelas barcaças, né, tem que parar, passa uma, volta; pega outra, passar a outra, porque se passar tudo junto, o vento, ela bate no pilar e interdita a ponte, o pilar não resiste. Então o que quê nós estamos fazendo ponte por ponte? A gente implode o meio da ponte, implode. Antigamente a ponte ficava seis meses, olha a engenharia como evoluiu, antigamente a ponte ficava seis meses interditada, fecha aqui, fecha lá, da um outro desvio, 50 quilômetros de distância, 6 meses fechada para a gente derrubar o meio e refazer a ponte sem pilar no meio para hidrovia, passo direto, não para mais um minuto as barcaças, o comboio passa direto. Hoje fica interditado 14 dias, por que nós construímos a pontes, as empresas de engenharia constrói na terra, constrói a ponte na terra, coloca a ponte do lado da outra, do lado da outra, tudo com engenharia, aí implode, eu estive lá há três meses atrás, apertando o botão lá, aí implode a ponte, isso é um risco danado de dar vexame. O Carandiru tinha oito mil presos, nós resolvemos acabar com o Carandiru, onde morrem 111 presos, então acabou, não existe mais Carandiru, tem o parque da juventude aqui em Santana, em São Paulo. Então construímos 11 penitenciárias para tirar os oito mil presos, 700 presos cada um, aí no dia da implosão, fomos lá, todas as televisões, um fato histórico, implodir o Carandiru e aí eu pá, apertei o botão e não aconteceu nada, eu já fiquei pensando na coletiva, mas depois que ensinaram. Os protocolos de segurança você quando aperta faz um estouro, mas ainda não é a dinamite, é só barulho, para as aves voarem, é um protocolo obrigatório em toda implosão, então você apertou, aí as aves voam aí 30 segundos depois a dinamite e derruba o prédio. Mas aí você derruba por implosão, e em 14 dias a ponte que está lado ela encaixa e o trânsito está aberto, e a ponte passo vem para entrar do lado já tem até pavimentada já, só encaixar, impressionante o avanço da tecnologia. Então a hidrovia Tietê Paraná nós podemos reduzir custo Brasil, custo São Paulo, transportar açúcar, transportar álcool, tirar caminhão da estrada, fazer o máximo possível por hidrovia: soja, cimento, enfim, o escoamento da produção. Aqui o porto de São Sebastião, aqui eu me referi, ele vai ter um importante terminal de graneis líquido, sólido, contêineres, veículos base de apoio para [ininteligível] da Petrobras. Aqui os aeroportos, qual o modal de transporte que mais cresce no mundo? É aeroviário, o país cresceu 1% só o PIB, mas vamos dizer que na média cresça 3, 4%, o transporte aeroviário cresce sempre dois dígitos, mais de 10%, e o aeroporto de Viracopos, foi o segundo aeroporto do mundo em aumento de passageiros. Cumbica, Guarulhos transportou o ano passado 35 milhões de passageiros, só Cumbica, primeiro do país, o segundo do país qual é? Congonhas, é São Paulo de novo, primeiro e segundo São Paulo, segundo é Congonhas,12 milhões, o terceiro que é Galeão , do Rio de Janeiro, e no crescimento vertiginoso. Cumbica é limitado, por que as foram invadidas lamentavelmente. Viracopos está sendo feito a segunda pista poderá será feita a terceira, a quarta, alguns acham até que da para fazer uma quinta pista, então um grande aeroporto de carga vai ser Viracopos, um grande aeroporto que é Campinas. Então aqui nós temos 31 aeroportos, isso aqui é só um aeroporto que entrou aqui, e nós estamos procurando ter base em cada região, não inauguramos faz um mês o aeroporto de Registro, no Vale do Ribeira, falta descer um avião forte lá, mas já está pronto lá o aeroporto, então cada região do estado ter um aeroporto regional para turismo, para socorro, para carga, enfim, transporte regional dos 31 maiores do estado é Ribeirão Preto, Ribeirão Preto também cresce de forma vertiginosa o desenvolvimento dele. Aqui o metrô, nós teremos sete linhas de metrô simultâneas. A linha-2 que é a linha verde, ela saí de vila prudente e vai para a Dutra, Tiquatira, então ela é vertical, vamos dizer assim. Aqui está embaixo está a Zona Leste, aqui a cidade Tiradentes, aqui a vila prudente e ela sobe, e vai integrando com todas, passa pela Leste‑Oeste, chega lá na Dutra, depois vai para Guarulhos. A linha-4 é amarela, está pronta, falta entregar ar estações, Fradique Coutinho, Morumbi, Vila Sônia, tem mais cinco estações para entregar, ela vai até Taboão da Serra. A linha- 5 está pronta, do Capão redondo até Santo Amaro, aí vem às outras 11 estações até chegar lá na Norte‑Sul, chegar em Santa Cruz, está toda em obra também, essa obra, essa obra, essa obra licitada. A linha-6 saiu à licitação na semana passada, é aqui da FAAP; a linha-15 ela vai para a cidade Tiradentes, é monotrilho, qual é a diferença do metrô para o monotrilho? O metrô pode ser de superfície, mas a maior parte é enterrada, então se pegar aqui a linha-4, ela é inteirinha enterrada, se pegar a linha-6 ela vai ser inteirinha enterrada, a linha-5 de Santo Amaro até Chácara Klabin, Santa Cruz, inteirinha enterrada, e alta capacidade. O monotrilho, por exemplo, a linha 15 que vai de vila prudente até cidade Tiradentes ele vai paralelo a Leste‑Oeste do metrô, ele é suspenso, então custa à metade do preço, ergue um pilar aqui, ergue um pilar lá, e ele transita pelo alto, geralmente pelo canteiro das grandes avenidas. Elétrico, não polui nada, silencioso total, boa capacidade e metade do preço, então quais as linhas de monotrilho? Aqui, a 18, essa aqui é monotrilho, então Vila Prudente é metrô... Perdão, Tamanduateí, de Tamanduateí até São Bernardo até monotrilho; linha 17, que é do aeroporto Congonhas, é para chegar no aeroporto de Congonhas, é monotrilho, quem passar na Avenida Roberto Marinho, Água Espraiada vai vê aqueles Pilares ali bem adiantados, ali é monotrilho. Ele é suspenso, o sol passa, então o impacto é mínimo, urbanístico, isso é um grande discussão urbanística, mas ele é mínimo, porque ele é silencioso, não poluí, é elétrico, não faz barulho e ocupa pouco espaço. Por que aqueles vão dos trilhos ele é meio que encaixado, é um sistema muito interessante, a 18, de São Bernardo, a 17 está em obras, é do aeroporto de Congonhas, a 15 está em obras, é de cidade Tiradentes, ela saí de vila prudente, São Mateus, Sapopemba, vai até cidade Tiradentes. A cinco está em obras, Santo Amaro até chácara Klabin, a quatro está pronta, só faltam às cinco estações e a dois está licitada. Aqui trem, o metrô é pouco ainda, por isso nós estamos fazendo sete obras simultâneas, depois da China só São Paulo, em termos de velocidade, só tem 72 quilômetros de metrô, mas o trem nós temos 260 quilômetros de ferrovias, 260. O que precisa é modernizar, e a população gosta. A CPTM transportava 700 mil passageiros há 15 anos atrás, agora transporta 2,7 milhões e subindo. Então, nós encomendamos 104 trens, cada trem tem oito carros, 105 trens, então são 840 carros de passageiros a mais. Teve um ano na década de 90 [ininteligível] que o Brasil produziu 22 carros de passageiros, o Brasil, 22, acabou a indústria ferroviária, hoje a industrial ferroviária está disparando, impressionante a recuperação da industrial ferroviário: Araraquara, Hortolândia, São Paulo, Cruzeiro, tanto de carga, investimento privado para ir para o porto, quanto passageiro na região metropolitana. Aqui abertura da Copa do Mundo deve ser São Paulo, estamos encerrando, a Copa do Mundo agora no ano que vem, abertura deve ser em São Paulo, os principais jogos em São Paulo, 12 capitais vão ter jogos da Copa do Mundo e o encerramento no Maracanã no Rio de Janeiro. O estádio de... O Itaquerão, aqui em Itaquera, não tem um centavo de dinheiro público, aliás, um dos poucos estádios da copa que não tem dinheiro público é o de São Paulo, privado, os nossos investimentos são fora do Estado, aí está a Radial Leste. Então a Radial Leste isso aqui tudo é semáforo, e tudo passagem em nível, vai ser tudo mergulhão, as obras já estão sendo executadas, então é para a população, então a Radial Leste, acaba as semáforos, é tudo mergulhão, obra por baixo, essa ligação aqui, ligando leste‑ oeste, aqui tem viaduto, passarela, são obras... Essa ligação por dentro, aqui além do estádio, vai ter Fatec, vai ter SENAI, enfim, tem fórum, então um complexo chamado Polo de Itaquera, polo institucional. E aqui está a Jacu Pêssego, que liga o Rodoanel que está aqui, com o Ayrton Senna, aqui está a Jacu Pêssego, então nós vamos aqui uma grande intervenção em termos de obras viária, melhorando o acesso da Jacu Pêssego com a nova Radial Leste que vai beneficiar toda a Zona Leste de São Paulo. A FIFA exige 70 mil passageiros horas, para você esvaziar o estádio, nós estamos oferecendo 110 mil passageiros horas. Quando o estádio no mundo tem uma estação de trem na porta? E uma estação de metrô na porta? Só aqui, porque nós temos a linha 1, a linha 1 do metrô qual que é? Norte‑ sul, foi à primeira, começa lá em Jabaquara e vem até Tucuruvi, Norte e sul. A linha 2 é da paulista, vai de vila Madalena até chácara Klabin, a linha 3 é a Leste‑Oeste, é essa aqui, corre aqui do lado da Radial Leste, essa é a linha 3 do metrô. Hoje a diferença de um trem e outro no rush é de 105 segundos. Vai ser de 85 segundos, a nova tecnologia que permite você ter um trem a cada 85 segundos, então aumenta a sua capacidade de transportar, diminuir a superlotação na hora do pico. E aqui tem o trem, é a linha 11 da CPTM, metrô 1, Norte‑Sul, 2 paulista, 3 Leste‑Oeste, 4 amarela, a Luz‑ Vila Sônia, 5 Santo Amaro até a Norte‑Sul, 6 é a nova, passa aqui do lado da FAAP, aí começa o trem, 7 a Jundiaí, 8 a de Osasco, 9 a marginal da Pinheiros, 10 Santo André D C, 11 essa aqui. Então tem uma estação de trem do lado aqui, o trem que é cinco minutos, quatro minutos e meio o intervalo vai ser três minutos, então vai ter um trem a cada três minutos no rush e um metrô a cada 85 segundos. Então a gente esvazia o estádio em praticamente 40 minutos, se ninguém usar automóveis 40 minutos você esvazia o estádio do Itaquera. O estádio está indo bem, não tem recurso público, aqui aeroporto de Cumbica, quem for de carro no aeroporto de Cumbica, se for viajar, quando voltar tem um grande problema, qual é? Achar o carro. Uma vez fui levar meu filho que mora no México e depois para achar o carro, correndo, correndo, aquilo é um mar de automóvel. Qual aeroporto do mundo, os grandes aeroportos do mundo, todos contém trem, o trem‑ metrô dentro do aeroporto. Então nós estamos fazendo, já licitamos a linha 13, veja que é 11 aquela de Itaquera, 12 da USP Leste, a de cima, 13 a de Cumbica, então nós teremos uma linha nova de trens, CPTM dentro do aeroporto de Cumbica. O Rodoanel aqui dentro e linha aqui dentro, ela vai ter uma estação Cecap‑ Guarulhos, e termina dentro do aeroporto de Guarulhos. E aqui Congonhas, aqui a linha 17, linha ouro do metrô, é o monotrilho, o que nós estamos fazendo é daqui do aeroporto de Congonhas até a estação aqui Morumbi, aqui na beira do rio Pinheiros, depois pula para cá e vem até a linha amarela, então liga com a linha amarela, aqui está o estádio do Morumbi aqui está o rio Pinheiros e o outro lado ela vem até Jabaquara. Aqui a prefeitura está desapropriando para continuar a Avenida Roberto Marinho e por cima da nova avenida vai indo o monotrilho. Então como ainda a avenida não abriu nós estamos fazendo o lado de cá, é que vocês viram lá na Avenida Roberto Marinho, tudo em obra, o ano que vem estará entregue. Então o aeroporto de Congonhas terá a linha 17 do metrô, o aeroporto de Cumbica terá a linha 13. Aqui é Etec e Fatec, a Celita colocou bem, a Etec é curso de ano e meio, é médio, pode fazer junto com o colegial, Ensino Médio ou pode fazer em seguida, é curso de um ano e meio, curso mais rápido, temos agrícola, Etec industrial e de serviço, a Fatec é faculdade, tecnólogo, três anos, e veja a mudança no mercado de trabalho. São Paulo é um maior produtor do mundo de açúcar e álcool, então tinha uma profissão cortador de cana, deu até novela, não é isso? Cortador de cana, aí veio à lei ambiental, está correta, você para cortar cana a mão precisa queimar, o sujeito põe mão pega um [ininteligível] então você tem fogo, depois que põem fogo você corta a cana. Só que Ribeirão preto está debaixo da fumaça, porque é tanta cana, mas tanta cana e tanta queimada que avião parava de voar, porque não conseguia voar no meio daquela fumaça toda. Então falava: Está proibido. Se não pode queimar vai ter que mecanizar. Então é tudo máquina. Aliás, café... O café que antigamente eu lembro, eu sou de uma região de café, o Vale do Paraíba, mamãe, papai, o compadre, o vizinho, todo mundo pra colher café. Hoje tem uma máquina que chacoalha o pé de café e uma rede embaixo colhe, você mecaniza. Então acabou a profissão de cortador de cana, desapareceu, mas surgiu uma profissão nova na FATEC de Pompéia, eu fui patrono lá da turma no sábado passado. Primeira turma da América Latina, tecnólogo em mecanização de agricultura de precisão. O que é que é agricultura de precisão? O solo: nitrogênio, fósforo, potássio, PH. Então as máquinas modernas com georreferenciamento corrigem tudo. De tal maneira que não desperdiça uma grama de nitrogênio, não economiza uma grama de fósforo, corrige o solo. São máquinas sofisticadíssimas. Então uma nova profissão, tecnólogo em mecanização de agricultura de precisão. Todas as grandes indústrias de trator - John Deere, Massey Ferguson, Jumil, Jacto - estavam todos os presidentes lá presente na formatura. O pessoal disputado a dedo, além das grandes... Eficiência agrícola, o meio ambiente evita desperdício, que são jazidas que um dia vão acabar, de minério, e de outro lado você ganha em eficiência por utilidade. Aqui as universidades, uma coisa que pouca gente sabe, quanto é obrigado a investir em educação município e estados brasileiros? Vinte e cinco por cento. Nenhuma prefeitura pode investir menos de 25%. Nenhum estado brasileiro pode investir menos de 25% da receita corrente líquida. Tem muito prefeito ganhando eleição, mas não tomou posse, por quê? Porque o Tribunal de Contas rejeitou a conta dele. Ou seja, não investiu em educação. Aí ele tem a conta rejeitada e fica inelegível. Tem um estado no Brasil, e tem uma cidade também, que investe 30% em educação, é o estado de São Paulo. Então as três universidades são mantidas pelo povo paulista. E pesquisa, nós investimos através da FAPESP um bilhão por ano em pesquisa e desenvolvimento. Aqui aquilo que eu me referi pra área habitacional que é importantíssima, 20 mil unidades na região central de São Paulo, PPP, devemos publicar semana que vem no edital da PPP das Casas. Aqui os parques tecnológicos... O que é que é um parque tecnológico? Pega um site, uma área e coloca lá dentro academia, leva pesquisa da universidade. Setor privado; IPT, Instituto de Pesquisa Teológicas; IPEN; Laboratórios; incubadora de empresa de base tecnológica. Então São José dos Campos o parque tecnológico é na beira da Dutra, última abertura de empresa pra incubadora, 52 vagas para empresas, tinha 140 empresas querendo entrar. Aqui qual é o parque? É a indústria aeronáutica e aeroespacial. Se você pesquisa materiais, se você fizer um avião mais leve o sucesso vai ser total. Então o parque tecnológico é muito baseado, no caso aqui a Aeronáutica Aeroespacial. São Carlos, tecnologia de informação; Campinas, TI; Sorocaba, metal mecânico. Aqui dentro está a Toyota. Piracicaba, aqui está a Hyundai e muita nova fábrica de automóveis. E muito voltado à bioenergia. A cana esmaga, sai lá a garapa, faz o álcool, faz o açúcar, o bagaço faz eletricidade. Agora já está se fazendo o etanol de segunda geração, se você pegar as moléculas do açúcar e puser em alta temperatura, em vapor, elas se soltam todas, e você faz a fórmula que você quiser: plástico, produto químico. Você faz o que você quiser. Então, você pega a molécula da sacarose, faz separar os átomos e depois você recombina e faz o verde que você quiser com etanol de segunda geração. Então, esses são os parques tecnológicos, nós estamos investindo bastante, aqui está Ribeirão Preto que vai ser junto com a USP que é ali do lado. E finalmente o Pré-sal. Qual a diferença do Pré-sal e do pós-sal? Dizem que... Dizem não, é comprovado, né? A África e a América eram um continente só, era junto, tudo junto, América e África. Morria animal, matéria orgânica, química orgânica, é a química do carbono. Então, morre o animal, deposita carbono; morre vegetal, matéria orgânica. Orgânico é carbono, deposita carbono, vai depositando carbono, milhões de anos. Aí, começa a separar a África da América do Sul. Então sobre o carbono - petróleo é carbono - sobre o carbono depositou sal. Sal do mar, foi depositando o sal e depois a água. Então você tem o nível da água, há 3 km de profundidade você tem a camada de sal, abaixo da camada de sal tem petróleo. Então, o petróleo que a Petrobrás descobriu até hoje era pós-sal, ele estava mais raso até 2 km de profundidade acima da camada de sal. O Pré-sal está abaixo da camada de sal, 5 km de profundidade, e muito mais longe da costa. Então é muito mais difícil tecnologicamente de tirar. Aqui mostra bem, a Bacia de Santos, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo; cinco estados. Quando a gente fala Bacia de Santos, não é só Santos, vai desde Santa Catarina até o Espírito Santo. Só que as grandes jazidas é São Paulo e Rio de Janeiro, então os grandes papas, os sheiks do petróleo a partir de 2020, vai ser São Paulo e Rio de Janeiro, aqui estão as grandes jazidas. Aqui é a Bacia de Santos e aqui a área do Pré-sal. Isso aqui é pós-sal, tá mais perto, aqui já é pré-sal. E aqui mostra o seguinte, a Petrobrás levou 54 anos, mais de meio século, pra produzir 1,8 milhão barris de petróleo por dia, hoje tá produzindo 1,950 milhão, está quase chegando a dois milhões de barris de petróleo por dia. Com o pré-sal o que ela levou 54 anos, ela pode levar 16 anos, desde que invista. Mas, o que levou 54 anos com a nova tecnologia você em 16 anos você pode atingir praticamente dois milhões de barris de petróleo por dia. Então isso tem um impacto porque não é só... Eu fui a Piracicaba inaugurar uma fábrica que é só pra fazer gerador para o pré-sal, vai ter que ter nessas plataformas geradores gigantescos - como é que você fica 300 km de distância em alto mar? Então uma indústria só pra fabricar geradores, navios, plataformas, indústria metal mecânica, eletrônica, prospecção, pesquisa, materiais, logística pra poder fazer todo esse trabalho. Muito obrigado.

LOCUTOR DESCONHECIDO: Meus parabéns, lá na [ininteligível] nunca conseguiu falar, o máximo que foi o Álvaro Dias, então enfim, parabéns a organização, eu sei que é foda trazer um cara do naipe do governador para vim falar, enfim. Se eu falar palavrão demais vocês interrompem também, eu sou meio [ininteligível]. Seguinte...

LOCUTOR DESCONHECIDO: Se falar outro eu vou cortar.

LOCUTOR DESCONHECIDO: Tá bom. Desculpa a falta de postura aí... Seguinte: Eu queria primeiro falar que é muito interessante esse ponto do polo de Itaquera, mas que é discussão que não está nem as sociais da USP, nem lugar que eu vejo é o lance da velha classe C. Por que apesar de fazer USP, estudo Economia na USP, eu fui criado num bairro que é de migração clandestina, e que nos últimos 20 anos não mudou nada. Eu acho que a única coisa que a prefeitura fez pela gente nos últimos 20 anos foi colocar aqueles lixos de coração quebrado [ininteligível], entendeu? E a galera de lá é realmente é muito ressentida porque sempre falam da nova classe C, e tem uns movimentos e tem o SESCs, mas ali perto do meu bairro não tem SESC perto, não tem centro cultural, não tem nada. Eu felizmente que meu pai que pagou um colégio particular, mas para todos os vizinhos não tem muita opção, então é uma dúvida que eu queria, mas para a prefeitura, mas o que quê o governo pode fazer para classe C. Porque tem três linhas de metrô perto de minha casa, mas todas elas estão a três quilômetros e a única que eu tentei ir a pé, eu fui assaltado. Então é foda... Desculpa, desculpa... Vou continuar.

LOCUTOR DESCONHECIDO: Chega, chega, chega...

LOCUTOR DESCONHECIDO: Eu não fiz a minha pergunta ainda,

LOCUTOR DESCONHECIDO: Não, desculpe, tem idade para tudo, e tem educação para tudo.

LOCUTOR DESCONHECIDO: Foi sem querer moço, desculpa.

LOCUTOR DESCONHECIDO: Faça a pergunta [ininteligível].

LOCUTOR DESCONHECIDO: Desculpa às vezes saí sem meu controle, eu estava tentando, me respeite, por favor, também. Então, enfim, eu só queria comentar esse lado da velha classe C, para chegar na minha pergunta logo, seguinte: Também falo que após 2016 os economistas de mercado principais falam que estourar uma bolha no Brasil, aqui está vindo muito capital e a gente sabe a que inflação, tem várias questões econômicas que eu acho que não vale apenas entrar agora, eu queria inclusive dar um incentivo para os engenheiros, por que o ciência sem fronteira não vai fazer diferença nenhuma. Então o Brasil vai precisar de vocês principalmente depois de 2016 porque vai faltar gente, e vai ter crise econômica no Brasil sim, todo mundo está falando, enfim, a minha pergunta é seguinte: Infraestrutura também envolve segurança pública, e aqui a gente tem uma contradição muito forte que é o PPC que é um problema muito grande e a [ininteligível] que é um problema muito grande, como lidar com isso? Eu sei que o Geraldo Alckmin faz tudo que ele pode, não tem nenhuma crítica ao senhor aqui, a única pergunta que eu queria fazer é seguinte: A gente percebe movimentos sociais, eu já conheci a galera do [ininteligível], que acha o transporte tem que ser graça, isso faz o estado quebrar, tem a Haddad que está tentando segurar, mas não vai conseguir, por que o estado vai quebrar também, e eu não sei se o PSDB na prefeitura conseguiria dá um jeito entendeu? Então eu queria te perguntar no sento eu de transporte, infraestrutura o que os movimentos sociais podem ajudar para a segurança e para mobilidade de toda a população, não para a classe pobre, não é a classe para a rica, mas para todo mundo, mobilidade e segurança pública que isso é infraestrutura também. Muito obrigado desculpa se eu fui desrespeitoso com alguém aqui, tá bom? Tchau, tchau.

LOCUTOR DESCONHECIDO: Quem quer fazer à segunda, por que assim o governador responde as duas juntas.

LOCUTOR DESCONHECIDO: Aqui pode ser...

LOCUTOR DESCONHECIDO: Aonde?

LOCUTOR DESCONHECIDO: Aqui!

LOCUTOR DESCONHECIDO: Vamos lá

LOCUTOR DESCONHECIDO: Boa tarde, [ininteligível] fora do horário, acredito que já é boa tarde. Eu sou aluna de Direto de São José dos Campos, vi que o polo aqui foi citado como um importante parque tecnológico, mas vi muita pouca citação com referência a mobilidade para a região metropolitana do Vale do Paraíba e litoral Norte. Eu trabalho em São Paulo, vou e volto todos os dias, então para mim, eu venho dormindo, mas se tivesse um transporte mais seguro que eu tivesse que vir pela estrada creio que isso facilitaria. É muito gente que viajava todos os dias da região metropolitana do Vale do Paraíba para São Paulo e vice e versa, devido às empresas da linha aéreo espaciais. Então considerando essa importância dessa região para a economia de São Paulo, e considerando o custo de gerentes cidades eu gostaria de uma opinião, o que o governo estado pretende para essa região tão importante e tão rica do Estado de São Paulo?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu não quero concordar com a importância da região, a capital é Pindamonhangaba, São José dos Campos pertence a grande Pinda... Mas dizer ao Thiago, primeiro em relação à questão da mobilidade urbana, esse é o grande desafio, mega cidade tem 22 milhões de pessoas. Então a ideia é primeiro aproximar o trabalho da moradia, tentar diminuir esses grandes deslocamentos, então é fazer moradia onde tem emprego, moradia popular, habitação em endereço social, por isso eu insisti nas 20 mil unidades aqui do centro expandido, isso vai revitalizar o centro expandido de São Paulo, a outra é levar emprego para a regiões densamente povoadas, então nós levamos para a Zona Leste a USP, a USP que é de 1934, em 2004 ela fez 70 anos, então foi feita a USP leste, com uma estação de trem do lado, e lá está desenvolvendo um parque tecnológico para poder ter empresas de base tecnológica. Esse complexo de Itaquera vai gerar muito emprego também, você vai ter SENAI, Fatec, Etec, fórum, área cultural, você tem um polo além do estádio, um polo institucional, então para poder atender a região. A outra é metrô e trem, é investir no transporte, bem que eu não falei nem viaduto aí, investir em transporte de alta capacidade, alto capacidade é sobre trilho, e corredores de ônibus, corredores de ônibus geralmente são as prefeituras, e o Governo do Estado o trilho. Então é metrô, ampliar rapidamente, a ideia é chegar a 200 quilômetros de metrô na região metropolitana de São Paulo, mas tem pouco mais de 72, 74 quilômetros. E o trem já é grande, já tem 264. Vai ter expansão para Guarulhos, aeroporto, vai ter expansão para Varginha, na Zona Sul, hoje o trem está parado em Guarulhos, mas a ideia é investir na qualidade, já é uma rede bastante grande. E relação à segurança pública, aí é uma luta 24 horas, São Paulo, polícia trabalhando e nós enfrentamos uma coisa nova, eu até comentava a pouco, está lendo no carnaval um livro do professor Ronaldo Laranjeira, dizendo que o crack chegou no Brasil em 1990, coisa que não tem 20 anos, e é hoje uma epidemia, uma questão de saúde pública extremamente grave. Então você tem... Saiu uma matéria na semana passada chamada Fronteiras Abandonadas, mostrando a fronteira do Acre com a Bolívia e com o Peru, então mostra a facilidade com que pasta de cocaína entre no país e armamento, armas e drogas. E aqui nós enxugamos gelo, porque você precisa ter uma ação também nas fronteiras, no sentido da questão do tráfico de arma, porque isso que aumenta muito homicídio. Eu leio muito e verifico diariamente, homicídio aqui, outro lá. É muito crime passional, coisa de momento, da emoção, da violência, do estresse, da frustração. Se não tivesse uma arma aquilo talvez não tivesse ocorrido. Então há necessidade de uma ação conjunta, mas nós retomamos o índice de queda. O mês de janeiro já caiu um pouco, o mês de fevereiro os indicadores de quedas são fortes aqui em São Paulo. Um dado pra vocês, engenheiro gosta de números. O Brasil tem 23,5 homicídios por 100 mil habitantes. Essa é a média... Aliás, a América Latina inteira não é diferente. O México é até pior. Fronteira do Estados Unidos, México com Estados Unidos chega a 120 homicídios por 100 mil habitantes. O Brasil tem 23, a cidade de São Paulo tem 10, 10. A cidade de São Paulo tinha 14 mil homicídios por ano, baixou pra 13 mil, 12 mil, 11 mil, 10 mil, 9 mil, 8 mil, 7 mil, 6 mil, 5 mil; o ano passado foi 4.700. E a Organização Mundial de Saúde diz que acima de 10 é epidemia. Homicídio tem caráter epidêmico. Então, o Brasil vive um caráter epidêmico, ele tem 23. Só São Paulo e Santa Catarina tão ali no [ininteligível] no 10, mas nós vamos reduzir mais ainda. E aí o conjunto de fatores são importantes. E ter que estimular muito as prefeituras. Se pega o livro do prefeito de Nova York, do Juliane [ininteligível] metade do livro dele é só segurança. Porque no mundo inteiro segurança é municipal, polícia é ação local, é ação local, ação território. É no mundo inteiro. O governo é autoestrada, grandes eventos. No Brasil você tem várias policiais e estaduais. Do município é só guarda municipal. Nós defendemos uma maior participação do município. Por que é que aquele bairro é mais violento e esse aqui não é? É mal iluminado, tem menos políticas sociais, tem problema de tráfico. Então nós estamos fazendo uma integração maior com os municípios. Câmera de vídeo... Roubo de carro. Por que Indaiatuba reduziu 58% o roubo de carro? Porque todas as entradas e saídas da cidade são monitoradas. O sujeito roubou o carro em Jundiaí, carro entrou em Indaiatuba, o prefeito fala: “Vamos pescar o Lambari”. É óbvio. O bandido sabe e cai fora. Então há necessidade ou uma ação integrada. Com relação ao Vale do Paraíba, eu sou cauteloso nas promessas. Eu sou da tese: Prometa de menos e entregue demais. Eu nem mostrei aqui dois projetos. Mostrei o que tá em obra, em obra. Obra física que vai ser entregue ou já contratada. Agora, tem dois grandes projetos de mobilidade. Um o Estado, que nós vamos fazer uma PPP, que é a volta do trem regional. Então sai de Sorocaba, expresso de trem, passageiros, São Paulo, com poucas paradas. Então Sorocaba-São Paulo. Jundiaí tá contratada. Jundiaí e Água Branca em 25 minutos sem parar. Jundiaí-Água branca. Porque hoje tem o trem parador que é da CPTM, vai parando, ele chega em Jundiaí, só que ele vai perus, Pirituba. Ele vai devagarinho. Nós vamos ter o Expresso Jundiaí-Água Branca. Água Branca vai ser o grande [ininteligível] do transporte de passageiros intercidades. Então, Jundiaí até Água Branca tá contratado já o projeto executivo e vamos licitar a obra até o final do ano. Esse trem vai sair de Americana no segundo momento. Americana, Campinas, Jundiaí, São Paulo. Depois Sorocaba, São Roque, São Paulo até Taubaté. Então passa até São José dos Campos, vai até Taubaté. E o trem pra Santos. Nós vamos fazer trem ABC, Santo André-Santos. Porque teria que fazer uma nova Imigrantes. Daqui a três anos a Imigrantes, você mexer com a Imigrantes já saturado. Então um trem para o litoral de São Paulo. Então é uma cruz assim o intercidades. E pra ter escala é uma PPP só. Então sai de Sorocaba, São Paulo, Taubaté, Vale do Paraíba; leste e oeste. E norte e sul sai de Campinas, Americana e vem até Santos, até o litoral. O outro grande projeto é integrando aeroportos, é o trem bala que é federal e nós estamos apoiando. Ele sai de Viracopos em Campinas; São Paulo, Campos de Marte, Guarulhos, Cumbica; São José dos Campos provavelmente Volta Redonda, Galeão no Rio de Janeiro e Rio de Janeiro. Aparecida talvez fim de semana por causa da basílica que é o maior centro. Pindamonhangaba excepcionalmente. Agora, eu sou favorável, sou favorável. Eu faria um trem de média velocidade, porque custaria metade do preço. Na Serra das Araras não tem como ter alta velocidade com aquela declividade, impossível, não tem jeito. Então tem que ser de média velocidade. Então [ininteligível] média velocidade, metade do preço. E [ininteligível] seria mais fácil para o setor privado bancar, não precisava ser dinheiro público. Podia fazer tudo com a Iniciativa Privada. O trem bala o investimento é de tal monta que o Governo vai ter que por muito dinheiro pra poder parar [ininteligível] o projeto, senão não consegue. Mas é positivo, porque tá investindo no coletivo. O nosso não vai ser de alta velocidade, vai ser de média velocidade e vai unir à macro metrópole. Então ele e mais do que metrópole. É a macro metrópole. É Santos, São José, Campinas, Sorocaba só pra falar aqui do quadrilátero. Então a PPP já esta sendo formulado, o Dr. Afif tem nos ajudado muito nesse trabalho. E já estamos fazendo pra ganhar tempo, vai entrar como contraprestação do Estado na PPP, o Expresso Jundiaí até São Paulo em 25 minutos. Mas, enfim, essas questões da mobilidade são importantes. E eu queria ao encerrar dizer o seguinte: Haverá muito trabalho para a engenharia, porque pra onde nós olharmos estamos olhando para a engenharia. E pra descontrair um pouco, como médico dá uma provocada [ininteligível], também o seguinte: Há uns 30 anos atrás, vejam a responsabilidade, hein. Há uns 30 anos atrás, em Guaratinguetá, um secretário de obras da prefeitura, que era engenheiro, se lançou pré-candidato. Então, a pré-campanha dele era assim: Guaratinguetá precisa de um gênio. Era meio que um slogan assim meio subliminar. Precisa de um técnico. Precisa largar desses políticos aí meia boca, precisa ter [ininteligível] e tal. Então, Guaratinguetá precisa de um engenheiro. Guaratinguetá é uma cidade que o Rio Paraíba do Sul, nossa região, chama Vale do Paraíba e ele passa dentro da cidade, as cidades nasceram em torno do rio, o rio era fator. O professor Vitor dá uma aula que ele fala que primeiro a cidade tinha que tá a beira mar, São Vicente, primeiro município do Brasil. Depois na beira do rio; as bandeiras. Depois na beira da ferrovia; depois na beira das autoestradas, as Anhangueras, tá entendendo? E hoje é aerovia, aerópolis, aerotrópolis, as cidades em torno do transporte rápido da [ininteligível]. Mas as cidades eram em torno do rio, então Guaratinguetá o rio passa no meio da cidade, então tem muita ponte, a cidade antiga é a nova agora. Uma ponte antiga, de ferro, estalou, ela estalou, o camarada do carrinho de hot-dog, muito rápido, já fechou a ponte e avisou a prefeitura: “Olha, a ponte estalou”. Guara tem umas rádios agitadas, Chico Sanini, Boca no Trombone, essas rádios populares, o pessoal da rádio já correu lá, ao vivo e a cores. O pré-candidato, o engenheiro, “Tá aí a oportunidade da gente já dá uma avançadinha”. Então, ele foi lá, foi lá o pessoal ao vivo, o doutor chegou, o doutor chegou, o doutor vai examinar a ponte, o doutor desceu lá no pilar lá embaixo, doutor tá examinando tudo ao vivo e a cores. Aí ele voltou. Doutor vai dar uma coletiva. Aí, o engenheiro deu uma coletiva dizendo: “Olha, deu uma aula de dilatação de materiais. Os materiais dilatam, contraem, isso é normal, temperatura”. Explicou, deu uma aula de engenharia e tal, faz barulho. “A ponte tá liberada, dura mais 50 anos”. Foguetório. Isso foi 11h da manhã; três horas da tarde a ponte caiu, e a sua candidatura junto, né? Muito obrigado!