Discurso - Autorização para a CPTM iniciar a concorrência nacional para a aquisição de 65 trens - 20120308

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Transcrição do discurso na Autorização para a CPTM iniciar a concorrência nacional para a aquisição de 65 trens

Local: Capital - Data: 03/08/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Bom dia a todas e a todos. Cumprimentar o nosso Secretário Chefe da Casa Civil, Sidney Beraldo; Secretário de Transportes Metropolitanos, o Jurandir Fernandes; Mário Bandeira, Diretor Presidente da CPTM; João Guilherme Ometto, Vice-Presidente da FIESP; Guilherme Quintella, Chairman da UIC, da União Internacional de Ferrovias da América Latina; Vicente Abate, Presidente da ABIFER, Associação Brasileira da Indústria Ferroviária; Massimo Andrea Giavina Bianchi, Vice-Presidente do SIMEFRE, Sindicato da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários; empresários, trabalhadores, profissionais da área do setor ferroviário, representantes de associações e entidades de classe, diretores e funcionários da CPTM, amigas e amigos. É um dia muito alegre, um dia importante, segunda-feira estará à publicação no Diário Oficial, o edital vai estar na internet. E aí, podem todos retirar os editais. Nós pretendemos no dia 05 de setembro fazer a abertura, receber as... Não é isso? Abrir as propostas... 09 de setembro, depois do feriado de 07 de Setembro. 09 de setembro abrir as... Aliás, aqui no meu está 11 de setembro. É 11. É 11 de setembro. Então no dia 11 de setembro abrir as propostas. Imaginamos que até o fim de outubro a gente possa assinar contrato e novembro estar dando a ordem de serviço. São 65 trens, no caso da CPTM oito carros cada um, então vai dar 520 carros. Que começam a ser entregues em 18 meses após a assinatura do contrato, e terminam até 36 meses após a assinatura do contrato. Trens de altíssima qualidade, todos eles com ar-condicionado, câmeras, quatro câmeras por carro, câmera na cabine do operador, câmeras na frente do trem, câmeras atrás, câmeras nas... Como é que chama aquele aparelho? Pantógrafos. Nos pantógrafos, câmeras na rede área. Motorização 50%, os trens antigos eram 323%, cada três carros um motorizado. Agora é cada dois carros um motorizado, melhora torque, frenagem, qualidade do trem. Corredor contínuo, que é uma beleza, você do primeiro carro vê o oitavo, melhora conforto, segurança, enfim, toda qualidade nesse trabalho. E, além disso, além do conforto e da segurança, nós vamos trabalhar pra diminuir a superlotação. E aí é colocar mais carros. Quando o Mário Covas assumiu a CPTM transportava 700 mil passageiros viagens/dia, hoje 2,7 milhões. Passou de 700 mil pra 2,7 milhões. Além da compra dos trens, nós temos a parte de sinalização, que passa de ATC pra ATO e CPTC, dando mais segurança, permitindo aproximar mais os trens. E a rede área, que já ficam prontas agora, a partir de maio do ano que vem todo o investimento. Então, com os novos trens, mais os investimentos na parte de energização e rede área, subestações, toda parte de energia, e mais a parte de sinalização, nós deveremos passar já... Hoje a Linha 4... Duas linhas, a 9 e a 11, o intervalo está em quatro minutos, vai reduzir pra três minutos. A Linha 10 está em cinco minutos, reduzirá para três minutos. E a Linha 7, a Linha 8 e a Linha 12 está em seis minutos, reduzirá para três minutos. Ou seja, todas as linhas da CPTM passarão para três minutos. Então um grande ganho de qualidade para a população de São Paulo, que gosta do trem, precisa do trem e do metrô. E à medida que nós vamos expandindo e melhorando a rede, vai melhorando também a sinergia, as pessoas vão deixando mais o carro e podendo utilizar o sistema de qualidade, alta capacidade, como é metrô e trem. Nós temos hoje quatro linhas de metrô simultâneas em obra. Só temos nós e a China nesse ritmo. Estamos com a Linha 2 em obra, do monotrilho, que vai de Vila Prudente até Cidade Tiradentes. Nós pretendemos entregar já em 2014 até Oratório, Sapopemba, até São Mateus, e em segui da até Cidade Tiradentes. Temos a Linha 4, que é a Linha Amarela, com quatro estações já sendo finalizadas, em obra, Fradique Coutinho, Higienópolis, São Paulo, Morumbi, e Oscar Freire e Vila Sônia, que é a quinta, não é? E a Vila Sônia que... Já está licitada? Já está licitada também. E pretendemos sair de São Paulo e ir pra Taboão da Serra. Depois temos a Linha 5, que é a linha da Zona Sul, sai lá de Capão Redondo e vem pra Santo Amaro, está toda em obra, são 11 estações. Uma obra que nós pretendemos entregar a primeira, já, a Adolfo Pinheiro. Ela vai percorrer dez hospitais e chegar até a Norte/Sul, chega em Chácara Klabin. Depois, temos a Linha 17, que é a linha do Aeroporto de Congonhas, em obra também, o monotrilho. Sai de Congonhas, integra com a Linha 5, essa que vem de Santo Amaro, então integra o aeroporto com o metrô, na estação... Ali é a Água Espraiada? Morumbi. Não, Morumbi é o trem. Água Espraiada. Então, integra com a Linha 5, em Água Espraiada. A pessoa sai do aeroporto ou vai para o aeroporto pelo metrô e integra aqui na Linha 9 com a CPTM, na Marginal do Rio Pinheiros. Depois, na segunda fase, pula o rio, vem para o Morumbi e integra com a Linha 4, aqui na estação da Francisco Morato, Morumbi, São Paulo. Quatro em obras. E temos, em fase final, já, para lançar os processos licitatórios, a Linha 6, que é a grande linha que vai para a zona norte de São Paulo, uma PTP. Ela sai de São Joaquim, na Norte/Sul, e vai até Freguesia do Ó e Brasilândia. Temos a Linha 18, que é monotrilho, que vai para São Bernardo do Campo, e temos a Linha 15, que vai lá para a Dutra, para Guarulhos. E queremos os dois aeroportos ligados pelo sistema metro ferroviário. Então, Congonhas, já está em obra a Linha 17, e temos o compromisso de, antes de sair do governo, estar o Expresso Guarulhos, o trem do Aeroporto de Cumbica, operando lá no aeroporto, é a Linha 13 da CPTM. Enfim, são investimentos que vão revitalizar a indústria ferroviária no Brasil. Para se ter uma ideia, eu estava vendo aqui, a indústria ferroviária, em 1994, ela construiu 45 carros para passageiros; em 95, 20 carros; em 96, 12 carros; em 97, zero, nenhum carro; em 98, 46. E nós estamos, hoje, assinando uma encomenda de 520 carros. E, se somar tudo que está, já, encomendado ou que está programado, são obras de execução, dá 2.536 carros. Então, uma injeção na veia na indústria de São Paulo e do Brasil. E, o principal, um investimento forte no transporte de alta capacidade, não uma visão rodoviarista nem uma visão de transporte individual, porque, hoje, a minha cidade natal, na verdade, foi uma cidade grande, mas Pindamonhangaba, sábado de manhã, o trânsito para. Então, nós temos que caminhar fortemente para o transporte de alta capacidade. E não é só aqui em São Paulo. Corredor Noroeste, em Campinas, corredor direto de [ininteligível], VLT em Santos, licitação também já aberta, e o estudo bastante adiantado dos trens regionais, Campinas, Sorocaba, Santos, São José, enfim, fortalecer os trens regionais. Mas quero deixar um grande abraço. Diz que uma grande obra é uma tarefa de muitas mãos. Então, agradecer, aqui, ao Jurandir, o grande engenheiro dos Transportes, tem visão da integração dos vários modais. Agradecer ao Beraldo, nosso cardeal Richelieu da Casa Civil, não é? Que mais tem a discrição do frei José. Diz que Luís XIV, de França, o primeiro-ministro era o cardeal Richelieu, vestia de vermelho, ‘le rouge’, e estava sempre na ribalta. Mas quem o rei realmente se aconselhava era um frade discreto, que se vestia de marrom, chamado frei José, por isso ficou esse conceito de eminência parda. Eminência parda é um sujeito que não aparece muito, mas que manda barbaridade. Então, é o frei José ou o cardeal Richelieu, não é? Agradecer o Mário Bandeira, que comanda a nossa CPTM. O Mário Covas tinha paixão pela CPTM. Todo mundo gosta do metrô, é claro, mas ele achava que a CPTM era aquela que podia se recuperar mais rapidamente, e é verdade. É uma empresa que morria o pessoal de... Os ‘pingentes’ morriam toda a semana, andavam em cima do trem, não tinha porta, janela, enfim; hoje, tem um padrão, praticamente, e estamos avançando para metrô de superfície. Mas quero agradecer, aqui, a todos, dizer que a indústria ferroviária se prepare para muito trabalho, muita tecnologia, para a gente oferecer o melhor para a população de São Paulo. Muito obrigado.