Discurso - Casa Hope 20130606

De Infogov São Paulo
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Discurso - Casa Hope

Local: Capital - Data:06/06/2013

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia a todas e a todos! Quero cumprimentar a Claudia Bonfiglioli, presidente da Casa Hope; o Abram Szajman presidente do conselho da Casa Hope; o deputado federal Rodrigo Garcia, secretário do estado de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia; desembargador Fausto De Sanctis, do Tribunal Regional Federal; o Felipinho, Felipe II, do Patrimônio Público do Estado, que nos ajudou aí nessa tarefa; todos os colaboradores aqui da Casa Hope, dizer da alegria de recebê-los aqui hoje. Esse é um trabalho maravilhoso! Tinha um professor na faculdade que dizia o seguinte: a gente só dá valor para saúde, a hora que fica doente, né? Então, a saúde é um dom de Deus que a gente tem que todo dia preservá-la, né, lutar para manter. E hoje o conceito moderno é esse, Claudia, o de vocês, né, saúde não é só detectar órgão doente e tratar órgão doente, mas é uma visão mais global, você tem que ter a família junto, você tem que ter apoio, amor. E amor é uma necessidade biológica, né, a pele é o maior órgão do corpo humano, é preciso tocar, acariciar, afagar. Criança quando chora, a gente põe no colo e para de chorar. E é difícil para uma criança entender uma doença, porque é diferente do adulto, né, e nem é da regra da vida, não é envelhecimento, então é muito mais complexa a doença numa criança, num jovem, num adolescente, e por isso esse apoio, essa retaguarda, além dos aspectos materiais. São Paulo é hoje um dos principais centros médicos do mundo, então vem para cá os casos mais complexos, mais raros, mais difíceis, transplantes, grandes cirurgias. Eu estou com a minha irmã com problema de saúde, em Pinda, e eu vejo a logística que precisa ter, né, olha, precisa ter uma pessoa para levar no banheiro, precisa ter alguém a noite, precisa ter alguém para levar para fazer a quimioterapia, precisa alguém para ir buscar, precisa alguém ficar lá, precisa alguém para hospedar, enfim. Então, as famílias, inclusive, de longe, de menor poder aquisitivo, não é só chegar e operar, né, existe uma dificuldade enorme e vocês fazem toda a diferença. Nós só fazemos obrigação, esse é o nosso dever, né? Vocês fazem toda a diferença. Os Estados Unidos é o país mais rico do mundo e é o campeão em trabalho voluntário, voluntário. Eu me lembro que o Mário Covas chegava em hospital, o pessoal queria mostrar ressonância magnética, PET Scan, ele dizia: “Não, não, quero saber se tem trabalho voluntário, se não for o hospital não tá funcionando direito”. Tem que ter participação, né, comunidade. Então, nós fizemos questão de convidá-los aqui para um cafezinho para agradecer, a gente precisa destacar esses bons exemplos, né, da sociedade civil organizada. Tolstói dizia que a verdadeira vocação de cada homem e de cada mulher é servir as pessoas. Como é que eu sirvo melhor alguém? E vocês estão servindo os que mais precisam, que são os doentes, os que adoeceram, os pequeninos e ainda os de mais longe, mais dificuldade, estão numa terra estranha, estão de passagem num momento difícil. As pessoas nunca vão esquecer esse gesto, esse apoio, e principalmente esse grande exemplo de amor ao próximo. Eu gosto de uma historinha que dizem que perguntaram a uma mãe [ininteligível], qual dos filhos que ela mais amava. E ela respondeu: “O pequenino até que cresça; o doente até que sare; o ausente até que volte”. Vocês são exatamente com esse coração de mães, né, no sentindo da maternidade, paternidade, ajudando aqueles que mais precisam. Nós viemos aqui para dizer muito obrigado. Deus vos pague! Parabéns!