Discurso - Comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente - 20120506

De Infogov São Paulo
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Transcrição do discurso da Comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente

Local: Capital - Data: 05/06/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Deputadas e deputados. Doutor Marcos Elias Rosa, procurador-geral de Justiça; nossos secretários de Estado: quero cumprimentar e agradecer a todos. Fazendo, em nome do secretário-chefe da Casa Civil, Sidney Beraldo, e do secretário do Meio Ambiente, deputado Bruno Covas; os nossos ex-secretários de Meio Ambiente, que nos alegram aqui com a presença: José Pedro de Oliveira Costa, primeiro secretário do Meio Ambiente do governo Montoro; o Walter Lazzarini, é também presidente da CETESB; professor José Goldenberg; deputado federal Arnaldo Jardim, Toninho Favaleça, saudando todos os prefeitos; doutor Fábio Meirelles, presidente da Faesp; Paulo Skaf, presidente da Fiesp; Abram Szajman, presidente da Fecomércio; Edemir Pinto, presidente da BM&F Bovespa; Braz Albertini, presidente da Fetaesp; José Roberto Ermírio de Moraes, presidente do Conselho de Administração da Votorantim; Elizabeth de Carvalhaes, presidente da Bracelpa; amigas e amigas. Uma grande alegria. Estamos comemorando o Dia do Meio Ambiente por terra, mar e ar. Isso é muito feliz e de forma parceira, aqui está o setor produtivo, a indústria, o comércio, a agricultura, os serviços, o sistema financeiro, a BM&F, a Bolsa de Valores, a Sociedade Civil, o Parlamento de São Paulo, a Procuradoria do nosso Estado, o Ministério Público, enfim, os trabalhadores, da Fetaesp. É uma grande alegria. E em um conjunto de medidas. A primeira delas que o Bruno preparou foi a questão dos resíduos sólidos e, hoje, quatro protocolos importantes – aonde é que a gente devolve o celular e para onde ele vai; o óleo do carro; o óleo da cozinha; o pneu – tudo com logística reversa, participação da indústria, dos importadores e dando destino adequado e transformando em novos produtos, gerando outras riquezas e outros empregos, e movimentando a nossa economia de forma responsável. E estimulando as prefeituras, através do [ininteligível] civil, verde e azul, para a gente aumentar a reciclagem. Nós vamos criar, com a Fazenda, estímulos para que as prefeituras aumentem a reciclagem, para ir realmente para o lixo aquilo que não pudesse, efetivamente, reciclar. O bloco da biodiversidade ampliando o um parque maravilhoso lá no Pontal do Paranapanema, ampliando o parque do Rio do Peixe, tudo área do Estado, área do Itesp. Em Bertioga, duas RPPN, que são Reservas Particulares com Proteção Natural. E quero agradecer e cumprimentar o [ininteligível], e outra, do grupo Ermírio de Moraes, do Grupo Votorantim. Para ter uma ideia do tamanho dessa reserva, [ininteligível], eu fiz a conta, Abram Szajman, o município de Águas de São Pedro, que é o menor município do estado, ele tem 3,6 quilômetros quadrados, então isso vai dar... Cada um milhão de metros quadrados dá 100 hectares, isso vai dar um 1,3 milhão, 13 milhões em metros quadrados, dá 1.300 hectares, o município de Águas de São Pedro, onde está o hotel-escola, maravilhoso do SESC. A reserva, a RPPN lá de Miracatu, no rio Juquiá, para proteger o Rio Juquiá, ela tem 35 mil hectares. Dá 45 vezes o Principado de Mônaco, 45 vezes. Então, é um ganho realmente. Nós estamos fazendo aqui uma coisa maravilhosa, e com a iniciativa privada. A nossa aqui do Jardim Botânico, nós vamos aumentar mais um pouquinho. Vamos pagar em compensação ambiental. Não vamos deixar nenhuma conta para o futuro. Porque os precatórios ambientais do passado deixaram uma conta para o tesouro de R$ 1,4 bilhão que nós estamos pagando com sacrifício que só os últimos governadores sabem a luta que é pagar esses precatórios ambientais. Não vamos deixar nenhum precatório para o futuro, vamos pagar com compensação ambiental e fazer com a iniciativa privada, nossa parceira, inclusive na gestão desses novos parques que são importantíssimos. Nós temos a área de gestão ambiental, quero dizer ao Paulo Skaf que nós vamos visitar a Humanidades 2012. A obra prima do Estado é a felicidade das pessoas, essa é a obra prima do Estado. A primeira medida que nós vamos levar para Rio +20 chama-se erradicação da miséria do Estado de São Paulo. Nós temos 300 mil famílias, um milhão de pessoas abaixo da linha da pobreza, abaixo da linha da pobreza, miséria, um milhão. Começamos a busca ativa, aliás, a maioria lá no Vale do Ribeira, começamos abaixo da miséria, começamos a busca ativa, município por município, identificando as famílias, dando o cartão, unimos o Bolsa Família com o Renda Cidadã do Estado, fazendo programa de Micro Crédito, Escola de Jovens e Adultos, saneamento. Erradicar a miséria, essa é a primeira tarefa em que nós vamos apresentar na Rio +20 como Estado sub nacional, o Estado de São Paulo. As outras na questão de saneamento básico, ou seja, em 2014, 100% de água de qualidade, esgoto coletado e tratado em todo o interior. Em 2016, todo o litoral de São Paulo. Em 2020, toda a Região Metropolitana. Hoje já é 70% coletado, e 84% tratado. Daqui 36 meses já vai ser 84% tratado e 87% coletado. E vamos avançar. Me perguntaram agora cedo lá no evento da Globo, da USP, quando é que o Rio Tietê vai estar limpo. Eu falei: “Olha, o primeiro impacto da questão do rio foi a indústria. Resolveu, não pode dizer que a indústria está poluindo o rio, a CETESB é eficientíssima, e as empresas têm responsabilidade. O problema é esgoto sanitário. Mas imaginem, estamos caminhando para limpar, até porque esse ano é o ano do peixe, não é? Parece que não foi maioria aqui, não é? Mas, vamos limpar. Mas imaginem que tivesse todo o esgoto coletado e todo esgoto tratado. Tudo. Não ter uma casa sem coletar e tratar e esgoto. O rio estaria poluído por poluição difusa: papel, plástico, vidro, pneu, sofá, colchão, geladeira, motocicleta, pode escolher. Então, evidente que a questão dos resíduos sólidos e da educação ambiental e da limpeza das cidades, ela é uma questão central, mas vamos apresentar o programa do saneamento básico. Depois o programa das mudanças climáticas. São Paulo proibiu queimada de cana, então mais três, quatro anos acabou, não tem mais queimada. E veja como as coisas encaminham, não tem cortador de cana, em compensação existe hoje uma Fatec em Pompéia que é assim, Tecnólogo em Mecânica de Agricultura de Precisão. Só tem em Oklahoma esse curso, Tecnólogo em Mecânica de Agricultura de Precisão. As máquinas tem uma tal computação embarcada, tecnologia, a demanda de mão de obra como ela é, sofisticada, importante, e melhora salário e cria mais emprego, agrega valor na indústria, unindo indústria e agricultura. E a outra na questão da qualidade do ar, passa muito despercebido e eu vejo [ininteligível] aqui, nós precisamos fortalecer o programa do álcool. O Brasil deu um exemplo para o mundo, o carro flex[ininteligível], bicombustível, e São Paulo deu exemplo ao Brasil, é único Estado que baixou ICMS de 25...O Avilásio é meu afilhado de casamento, mas de vez em quando ele puxa palma fora de hora. Mas nós abaixamos o ICMS de 25% para 12%, agora nós temos que ter uma política para o álcool. Se não, nós conseguimos, conquistamos o motor, a tecnologia, o carro flex e vamos perder por competitividade. Então, São Paulo reduziu para 12% o ICMS do álcool, o da gasolina contínua 25%, mas nós vamos andar ainda mais depressa. E a nossa meta que nós estamos levando passar de 74 km para até 2020, 200 km de metrô e de 260 km de trem para 360 km de ferrovia só para transporte de passageiros, fora transporte de carga que tem o estudo do Ferroanel como a hidrovia. A hidrovia não polui nada. Um comboio de barco, de barcaça, uma chapa, ela tira, uma só tira 175 caminhões de 35 toneladas das estradas. Uma. Por que a hidrovia não compete? A hidrovia hoje transporta seis milhões de toneladas/ano, a Hidrovia Rio Tietê-Paraná, a nossa meta ir agora para 12 milhões, e depois ir a 22 milhões de toneladas pela falta de eficiência, para passar um comboio na ponte leva 01h: 40min, tem que parar e transportar chapa por chapa, porque a ponte é estreitinha. Nós estamos dinamitando as pontes centrais, fazendo 120m para o comboio passar direto, a primeira foi em Pongai nesse sábado. Antigamente lavava-se 06 meses a ponte interditada para você fazer uma ponte de hidrovia, hoje está sendo feita em 14 dias. A ponte é montada em terra, colocada do lado da outra, implode e em 14 dias encaixa, a ponte nova já está inclusive asfaltada, asfalto especial encaixada em 14 dias. Aliás, quero dizer que esse é um convênio com o governo federal, com a presidenta Dilma. Estamos investindo R$ 1,5 bilhão e vamos levar a hidrovia até Piracicaba, encostando-se à ferrovia em Piracicaba para chegar ao Porto de Santos. Mas quero é deixar um grande abraço, dizer da nossa crença na sustentabilidade, um dia desses, Bruno, você que é jovem, eu vi que no nosso tempo, hoje, tem quatro grandes mudanças: uma, mercado de trabalho. Mudou. As nossas vovós tinham tenham três, quatro profissões, hoje as mulheres tomaram conta. Na China, Índia põe uma Argentina no mercado de trabalho todo ano. Segunda é a tecnologia de informação quem é que tinha computador? Eu fui deputado na década de 80, um dia falaram, o deputado Fernando Moraes um escritor tem computador na sala dele. Fomos todos olhar. Quem tinha um celular há 20 anos? Ninguém. Se tivesse caia no pé, quebrava o pé, porque era um tijolo. Mudou. A outra é demográfica. Demográfica. O mundo não é mais um país jovem, o mundo é maduro e fazer idoso, e é ótimo. É ótimo, as pessoas vivendo muito mais e com qualidade de Vida. A outra é ambiental, aqui foi muito bem colocado. Se, professor Rothenberg, se o mundo tivesse o nível de consumo norte-americano precisava quatro planetas terra. Então, nós precisamos ter uma mudança cultural, econômica, produtiva no sentido da sustentabilidade, e isso vai gerar também muito emprego, muitas oportunidades de desenvolvimento e qualidade de vida para as pessoas, muito obrigado!