Discurso - Convenção Geral do Grupo Bandeirantes - 20123011

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Discurso - Convenção Geral do Grupo Bandeirantes

Local: Capital - Data: 30/11/2012

GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, GERALDO ALCKMIN: Boa tarde a todas e a todos, estimado Johnny Saad, presidente do grupo Bandeirantes de Comunicação, a quem quero cumprimentar aqui todo o grupo Bandeirantes, presidente Fernando Henrique Cardoso foi um privilégio assistir aqui parte da sua conferência, agradecer aqui o convite, estamos muito honrados de receber a convenção do grupo Bandeirantes, do Brasil todo aqui em São Paulo e eu lembrava há pouco aqui do Dr. João Saad, filho de descendentes de imigrantes que lá na 25 de março, depois cacheiro viajante e que de uma rádio fez hoje esse maior grupo multimídia do país, televisão, TV canais abertos, internet, banda larga, está na TV minuto, ônibus, metrô, rádios, jornais gratuito, enfim, em todas as áreas de comunicação e o João Saad dizia que nós precisamos de menos estado e mais sociedade, menos estado e mais liberdade e então é com grande alegria Johnny, que participo aqui desse encontro, presidente Fernando Henrique abordou temas importantes, eu tenho verdadeiro fascínio pela comunicação, se não tivesse feito medicina teria estudado comunicação, meu grande sonho um dia é cobrir uma eleição, os jornalistas candidatos e nós entrevistando, candidato, por que não decola? Já tem até a pergunta. Mas nós vivemos num mundo cujo momento é de mudança e da velocidade da mudança é impressionante a velocidade com que a as coisas mudam. Dar um exemplo, o presidente Fernando Henrique falando de mercado de trabalho São Paulo é o maior produtor de cana de açúcar do mundo, o maior produtor de açúcar e álcool, então terra do cortador de cana, teve até novela no passado, hoje acabou, nós temos um curso em Pompeia ao lado de Marília, uma Fatec que é tecnólogo em mecânica de agricultura de precisão, não existe mais cortador é tudo máquina e equipamentos com computação abarcada, tecnólogo em mecânica e agricultura de precisão. Profissões desaparecem e outras aparecem numa velocidade impressionante. Tempo de mudança, a mudança demográfica, o Brasil é um país jovem hoje é um país maduro caminhando para rapidamente ser um país idoso, que é o que os países desenvolvidos são, com grande implicações. Eu me lembro, gosto de estudar pesquisa, então a gente sempre via em pesquisa: cidade pequena falta de emprego, cidade grande segurança, hoje pequena, média e grande, saúde, saúde, saúde, primeira prioridade do Oiapoque ao Chuí, as questões previdenciárias de cálculo atuarial, só o déficit da previdência do setor público federal, 850 mil aposentados e pensionistas 50 bilhões por ano, se somasse três previdências públicas INSS dos estados e municípios está 150 bilhões o déficit anual, então o mundo que muda e muda muito rapidamente. O Brasil, o presidente Fernando Henrique lembrou São Paulo tinha 70 mil habitantes há 100 anos, hoje tem 11 milhões, a região metropolitana 21 milhões em pessoas, nós somos a terceira mega cidade do mundo, até me permitam aqui um esclarecimento que o presidente Fernando Henrique falou; o Brasil tem 24 homicídios por 100 mil habitantes, o Brasil, média, alguns estados, 30, 40, 50, 60...São Paulo tem 10,6, 42 milhões de habitantes é maior do que a Argentina, isso aqui é um país, só a região metropolitana é maior do que a maioria dos países de América Latina, tem 21 milhões, então nós tínhamos 14 mil homicídios baixou pra 13 mil, 12 mil, 11 mil, 10 mil, 9 mil, 8 mil, 7 mil, 6 mil, 5 mil, o ano passado 4.500, divide por 365 dias, dá 12,5 por dia, então todo dia, você vai ter em média 12 homicídios, no fim de semana tem um pouquinho a mais, 13, 14 durante a semana tem 10 mas é 12 todo dia e é o menor do Brasil, meu filho mora no México, na fronteira com os Estados Unidos tem 100 homicídios por 100 mil habitantes. Você liga a televisão, mais uma noite violenta 5 mortos, não é Pindamonhangaba, estamos num estado que tem 42 milhões de pessoas, uma cidade que é a terceira megalópole do mundo, a grande São Paulo, nós somos maior do que Nova York, maior Cidade do México, maior que Xangai, maior que Mumbai. É a terceira, só perdemos para grande Tókio que tem 28 milhões e Nova Deli na Índia que tem 26 milhões de pessoas, enfim, um mundo em grande transformação, mudanças rápidas. Um mundo que se enriquece, mais rico e mais desigual, mais desigual o mundo inteiro, então aumenta a migração, porque as pessoas vão migrando para onde tem mais oportunidade, migra para outro país, migra dentro do seu próprio país, migra dentro do próprio estado. A gente acompanha isso, regiões que diminuem a população e regiões que tem uma explosão demográfica em razão de oportunidade, de emprego, de salários melhores, enfim, um mundo fascinante no sentido da mudança e da velocidade da mudança. Mas ao trazer aqui, um abraço muito fraterno, aqui ao todo Grupo Bandeirantes, cumprimentado o Johnny Saad, cumprimentando aqui todo esse time de craques, aqui só tem Neymar, não sei se é unanime, mas um time de craques, aqui, e o presidente Fernando Henrique falou de educação, então me permitam aqui ao encerrar, destacar a importância da valorização da nossa língua pátria, da língua portuguesa, e encerrar com um conto de Monteiro Lobato chamado O Colocador de Pronomes, Monteiro Lobato conta que numa cidade pequena, chamada Itaoca tinha um jovem apaixonado por uma menina muito bonita de nome Helena. Aquele namoro à distância ao final da igreja, passeio na praça, ele tem a ousadia de jogar um bilhete: Helena, amo-lhe e por azar quem pegou o bilhete, não foi a Helena, mas foi o seu pai, coronel Tributino Figueiredo, 48 mortes nas costas, o nome mais temido da cidade. O coronel tinha duas filhas: Helena nos seus dezessete, muito bonita e do Carmo: encalhada, caolha, manquitola e meio aluada. E o coronel pegou o bilhete, e já estava de olho no rapaz, funcionário simples do cartório, mandou chamar o rapaz que teve a ousadia de jogar o bilhete. O rapaz foi muito temeroso, sentou, o coronel trancou a porta, tirou o bilhete e deu pra ele, lê aqui, eram quatro palavrinhas cheia de exclamações: anjo adorado, amo-lhe para a Helena. Aí ele falou, é seu esse bilhete? Ele falou perfeitamente coronel, fui eu que escrevi as questões de honra da família são resolvidas a bala, tirou o revólver, pôs em cima da mesa, aí gritou pra dentro e falou, do Carmo, venha cumprimentar o seu noivo, aí ele falou coronel há algum engano é Helena; ele falou: não senhor, leia aqui Helena, amo-lhe terceira pessoa, se você amasse a Helena teria escrito- Helena, amo-te, mas você mandou o bilhete pra Helena e se referia a uma terceira pessoa, nesta casa tem minha mulher, falou o que é isso coronel imagina, dona Benedita cozinheira, 80 anos, uma e a do Carmo, das três, foi obrigado a casar. Casou nove meses depois nasce Aldrovando, Aldrovando quando as crianças estavam de bolinha do gude, Aldrovando estudando literatura, quando os jovens estavam de namorico, Aldrovando estudando gramática, Aldrovando dedicou a sua vida à língua portuguesa, um dia passa em frente a um ferrador, está lá, ferra-se cavalos, quase enfarta invade lá, falou não é possível, cavalos são ferrados, ferram-se cavalos paga do bolso dele uma placa, manda por a placa todo dia admira a placa, um dia voltou a placa antiga o sujeito era supersticioso, mudou a placa caiu o movimento lá da; e assim vai até o no fim da vida ele resolve fazer um livro pra deixar às gerações vindouras sobre a língua portuguesa, ninguém quer bancar o livro dele, pega as suas economias, faz um livro, uma noite chegam os livros, carroças de livros, livros no corredor, livros na sala, livros no quarto e aí vai pra velha escrivaninha dar um balanço da vida e em todos os livros tinham impressos umas dedicatória, naquela pouca época tinha um grande gramático chamado frei Luiz de Souza, então a dedicatória era: a Frei Luiz de Souza, aquele que me sabe as dores. Na hora de imprimir caiu lá o chumbão aí o tipógrafo inverteu, então pôs lá: A frei Luiz de Souza, aquele que sabe-me as dores. Quando ele vê aquilo em todos os livros, ele tem uma dor forte no peito, um enfarte, e morre, então diz o Monteiro Lobato este foi o primeiro mártir da língua portuguesa, nasceu e morreu por um erro de colocação pronominal, um grande abraço, parabéns.