Discurso - Copa verde 20160905

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Discurso - Copa verde

Local: [[]] - Data:Maio 09/05/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SP: Muito boa tarde a todos e a todas quero cumprimentar o Dra. Patrícia Iglecias, secretária de estado do Meio Ambiente, Dr. Walter Feldman, Secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol, foi um grande secretário de Esportes aqui da capital, foi secretário de Casa Civil do nosso querido governador Mário Covas, deputados estaduais Carlão Pignatari, presidente da Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento Sustentável, deputado André do Prado, deputado Ricardo Montoro, Caroline Marques, coordenadora executiva do programa Nascentes, Jaime Franco diretor de relações institucionais da Federação Paulista de Futebol, Dr. José Pedro de Oliveira Costa que foi o primeiro secretário do meio ambiente de estado de São Paulo, no governo de André Franco Montoro, amigas, amigos, hoje estamos muito felizes, o Valter nos procurou há um mês atrás falando da Copa Verde e como ele destacou, reúne os estados amazônicos e do Pantanal e da iniciativa de CBF de nessa paixão brasileira, que é o futebol, levar todos os princípios da sustentabilidade e aí uma medida prática que é a compensação das emissões de carbono de toda a Copa Verde, 207 toneladas de emissão de dióxido de carbono, então, São Paulo nós vamos fazer , dando aí um exemplo de início desse trabalho fazendo a compensação, plantando árvores no nosso programa Nascentes. Esse é o programa, nós fizemos o programa que tem como meta nós plantarmos 6,3 milhões de árvores nativas, 784 quilômetros de cursos d'água protegidos e 4.464 hectares de área com mata ciliar, plantando desde amendoim bravo, açoita cavalo, angico branco, Araçá, aroeira, capororoca, cedro rosa, copaíba, coração de negro, ingá, ipês, jaracatiá, Jatobá, Jenipapo, jequitibá, monjoleiro, mutambo, paineira, pau viola, pitanga, tamboril, unha de vaca, só mata nativa, cada um hectare dá mais ou menos 1200 né Patrícia? 1200/1400 árvores e fizemos o seguinte Valter: o proprietário da terra, ele tem que cumprir ali as exigências de código florestal, precisa a beira do rio, precisa ser recomposta a mata ciliar, beira das represas, áreas de nascentes, ele tem que fazer tudo isso. Então, um exemplo de sábado retrasado sem ser anteontem, fazenda Limoeiro no município de Itu, então o proprietário tinha que fazer lá o plantio dessas árvores, no caso lá 17 mil e 700 árvores. Aí nós fizemos todo o planejamento, Secretaria do Meio Ambiente, sabemos quem tem área que deve ser reflorestada com mata nativa, vamos atrás de quem tem que pagar compensação ambiental, então, inauguramos semana passada, sexta-feira o contorno de São Roque, a obra do contorno de São Roque na Raposo Tavares tinha que pagar uma compensação ambiental, então a concessionária CCR, ela pagou todo o programa lá de Itu, lá na fazenda Limoeiro, a cooperativa de trabalhadores planta as árvores e cuida durante no mínimo três anos, pra poder ela subir. Tem árvores pioneiras que vão mais rápidas em busco de sol e árvores mais lentas, então você distribui os dois tipos de árvores e as árvores são produzidas nos viveiros das penitenciárias, há uma disputa hoje entre as penitenciárias do estado pra ver quem faz mais muda destas árvores nativas aqui da mata atlântica. É uma bela disputa. E o preso a cada três dias do trabalho reduz um dia de pena, tem redução de pena, então a muda das árvores da mata atlântica é feita nas penitenciárias, onde tem os viveiros, a secretaria de meio ambiente coordena todo o processo, o proprietário da terra entra com a área que ele tem que por lei recuperar. Aquele que deve compensação ambiental, seja o metrô concessionária, construtora, indústria, quem for paga o investimento, e a cooperativa de trabalhadores planta, mata formiga e mantém durante aqueles anos todos até fechar a mata nativa, nós pusemos um dispositivo na internet, um aplicativo, pode estar todo dia atualizado, todo dia atualizado. Plantou mais dez, mil, duas mil, dez mil, cem mil, então, dos 6,3 milhões, nós atingimos a semana passada um milhão e setenta mil plantadas depois tem todo um trabalho permanente. Todo dia atualizado esse trabalho e, no caso da copa verde, o governo do estado, a Patrícia já fez a chamada a tomada, nós é que vamos fazer o governo... próprio governo a compensação ambiental é muito importante pedagogicamente esse trabalho da CBF, transmita lá os nossos cumprimentos ao Marco Polo Del Nero porque nós vamos o popular usar, levar a toda a população esses princípios e valores da sustentabilidade e com medida prática, que é plantar árvore, que é plantar árvore, em resumo você está plantando árvore, a natureza é perfeita, o reino animal, nós inalamos, absorvemos oxigênio e soltamos gás carbônico, que é dióxido de carbono, todo o reino animal. E os vegetais, pela fotossíntese, eles fixam o carbono e devolvem o oxigênio, e a natureza se mantém equilibrada, esta é a lógica. Eu me lembro quando eu fui candidato a prefeito de São Paulo, no ano 2000, o Dr. Enéas, perguntou ao Fernando Collor de Melo, que não sei se lembram, foi durante um mês candidato a prefeito de São Paulo. Num debate aqui da Bandeirantes. Candidato, por favor, composição do ar. primeiro fez toda uma preleção sobre o meio ambiente, e depois perguntou: “candidato composição do ar atmosférico no distrito de Marsilac, zona sul de São Paulo”. Aí o Collor né... o ar atmosférico quando a gente inspira ele tem 80% em nitrogênio e 20 em oxigênio, quando você expira, devolve os 80% em nitrogênio e aqueles 20% de oxigênio, 17% volta é 4% é dióxido de carbono. Por isso a respiração boca a boca funciona, porque quando você assopra você ainda tem 16% de oxigênio, mas aí o Collor ficou muito bravo, também não sabia onde era Marsilac, então, se cair isso em algum debate aí, os deputados, então, guardem bem viu, 80 X 20. Aliás, tinha um fato interessante, do dióxido e do monóxido de carbono, o dióxido de carbono É o CO2, o do automóvel, o escapamento do carro é o monóxido de carbono, é o CO, então, eu sou do tempo quando criança que você tinha que esquentar o carro... GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SP: Porque o carro se você ligar e saísse andando, ele não andava. Então, eu adorava, era pequeno, esquentar a caminhonete do meu pai, que era veterinário, trabalhava na fazenda. Então, eu já corria quando eu sabia que ele ia sair, corria na frente, ligava e ficava ali acelerando, acelerando, não saía do lugar, mas acelerava bastante. Aí o que é que acontecia naquele tempo? O sujeito na garagem, ficava acelerando, acelerando, acelerando, de repente morria, por quê? Porque a garagem fechada, o monóxido de carbono o CO, ele forma com a hemoglobina uma ligação estável, oxi... carboxihemoglobina, e não desgruda mais. O Co2 ele solta, você respira, enche o oxigênio, enche o pulmão de oxigênio, vai para as células através das hemácias do sangue, da hemoglobina, solta o oxigênio nas células, pega o gás carbônico e volta para o pulmão, você solta. Então, o caminhãozinho é a hemoglobina e a ligação é instável, pega oxigênio, leva, traz carbono, pega e leva, sempre instável. Se respirar o escapamento do automóvel, respira não o dióxido de carbono, Co2, mas o monóxido de carbono, que é o Co, e aí a ligação não desgruda mais, é a carboxihemoglobina. Então, o sujeito fica respirando ali o escapamento, todas as hemoglobinas vão estar ocupadas e ele morre porque não tem mais oxigenação. Mas estou dizendo tudo isso porque só tem um caminho é plantar árvores, não é? É o equilíbrio da natureza e a sustentabilidade. E nós marcamos propositalmente no dia de hoje com o Walter Feldman porque hoje começam os 30 dias de comemoração do Campeonato Paulista com o Santos, não é? Campeão paulista, é o primeiro de hoje.

[aplausos].

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SP: Mas deixar um grande abraço, dizer da alegria de receber aqui a todos, uma alegria rever o Walter sempre plantando boas sementes. Agora no futebol brasileiro fazendo com que a Copa Verde seja verde efetivamente na medida em que há a compensação de emissão de carbono e a formação de novas matas nativas. E agradecer a Patrícia pelo entusiasmo e a Caroline pelo entusiasmo com que elas fazem aí o Programa Nascentes. E dizer que o governador Montouro, Ricardo, era um homem de grande visão. A 30 anos atrás, 40 anos, mais até, década de 70, em Cubatão, o polo petroquímico de Cubatão, tinha emissão ali do polo petroquímico, então a serra do mar, em cima de Cubatão, quando você vinha da baixada para cá, era marrom, ela era marrom, ela era calcinada por chuva ácida, ácido sulfúrico, do polo petroquímico. Cubatão tinha até um bairro que nem existe mais, Vila Parisi, que as crianças nasciam anencéfalas. E tudo isso foi recuperado, e veja como a natureza se recupera. Hoje você vê a mata atlântica ali em cima de Cubatão inteirinha recuperada. Me lembro até que foram plantadas, não é, de avião aquelas sementinhas ali e se refez toda a mata atlântica, e o principal, a qualidade de vida para a população. Convido a todos aí para um cafezinho. Muito obrigado.

[aplausos]. [[]]