Discurso - Edição Especial dos Melhores Cafés de São Paulo 20121912

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Discurso - Edição Especial dos Melhores Cafés de São Paulo

Local: Capital - Data: 19/12/2012

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: ...Estado de São Paulo

[aplausos]

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Bom dia a todas e a todos. Estimada secretária da Agricultura Mônika Bergamaschi; deputado Carlão Pignatari; Nathan Herszkowicz, presidente da Câmara Setorial do Café do nosso Estado; Antônio Batista Filho, diretor biológico; Eduardo Carvalhaes Júnior, coordenador do Concurso Estadual Qualidade Do Café de São Paulo; Aldir Alves Teixeira, que dá nome ao concurso; prefeito de Dois Córregos, Luis Antônio,o Buchinha; prefeito de São Sebastião da Grama, o Emilio Bizon Neto; Cleiton Gentili, coordenador da CodeAgro; Orlando Castro, coordenador da Apta; Luiz Rafers... o Luiz Rafers, quando era presidente da Sociedade Rural Brasileira, ele veio para uma audiência, aí serviram café e alguém lá da reunião agradeceu e não queria... Ele falou: “Não, peça mesmo que não tome, mas peça”.

[risos].

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O Tirso Meirelles, diretor da FAESP; as empresas campeãs da categoria Especial: Santo Grão, Vanessa Lewis e Marco [ininteligível]; Ouro: Café Baronesa, Carla Macedo Ribeiro; diamante: Café do Moço, Leonardo Moço Ribeiro; produtores dos cafés campeões; Moacir Donizete, produtor do café Santo Grão; Carla Macedo Ribeiro, produtora do Café Baronesa; Daniela Bezolini, produtora do Café do Moço; produtores, representantes da indústria, de todo o setor, cooperativas, amigas e amigos. Dar os parabéns aqui. O café que eu vou servir no gabinete é o Santo Grão. Cadê o Dejair? Dejair, pode guardar aqui, pega aqui.

[aplausos].

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós podemos fazer uma tradição aí, todo ano o café campeão será servido aqui no gabinete do governador e para as visitas. Aliás, eu faço a minha parte, viu? Eu tomo de 15 a 20 cafés por dia.

[aplausos].

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: E podem me convidar para classificador. Eu entendo de café. Todo mundo já sabe, eu vou agora num evento lá na cidade e já tem que escolher um barzinho por perto, uma padaria para tomar um cafezinho. O cafezinho relaxa, não é? é o momento bom da vida, você dá uma paradinha, toma um café, conversa um pouco. Eu sempre brinco que o céu deve ter pelo menos duas coisas, não né? A Lu, minha mulher, e café. Isso que é marido bom, viu? Mas eu quero é cumprimentá-los, dizer da importância do café. Está entre os dez produtos da agricultura de São Paulo. Ele agrega valor. Veja a questão da qualidade como é relevante. Ele é uma excelente alternativa para propriedades menores, propriedades de 10 hectares, 8 hectares, você pode ter excelente alternativa, ele gera muito emprego na cadeia produtiva. Faz muito bem à saúde, como aqui nos explicou a Dra. Mônica. Aliás, o Natan. Dá sorte, como disse a Mônica. Enfim, só traz coisa boa. Aliás, São Paulo é resultado do café. Eu sou de uma região que há um século atrás se dizia: “O Brasil é o café, e o café é o Vale do Paraíba”. A riqueza era tanta que a prefeitura, Emilio e Buchinha, onde eu fui prefeito, era a casa do Barão de Itapeva, que era um cafeicultor. A casinha dele era tão pequena que lá cabia a Prefeitura... A Câmara Municipal, embaixo a Prefeitura, Departamento de Finanças, Administração, Gabinete do Prefeito, Assessoria Técnica, Procuradoria Jurídica. No porão funcionava toda a parte de Imprensa Oficial, jornal mais antigo da região, Tribuna do Norte, tinha tudo. E em cima a Câmara Municipal. Esse era só o barão, era o mais fraquinho. Porque o Visconde da Palmeira, que ficava no outro quarteirão era o dobro o tamanho da casa, aonde hoje está o Museu Histórico Pedagógico Dom Pedro I e D. Leopoldina. E veja os desafios do tempo. 40 anos depois, Monteiro Lobato escreve ‘Cidades Mortas’, seu maior clássico, retratando a decadência do café na região. Monteiro Lobato era promotor público em Areias. Bananal era a segunda receita da Província de São Paulo, tinha estrada de ferro. Dizem que no Império, a Coroa foi tirar um financiamento do banco inglês e exigiu aval dos fazendeiros de Bananal. Bananal tem hoje 8 mil habitantes. Era a segunda receita da Província de São Paulo. Nós vivemos num tempo onde a marca é a velocidade. É a velocidade da mudança. Eu digo isso por quê? Porque a questão da qualidade, ela hoje faz toda a diferença. Acho que o caminho de São Paulo é esse da qualidade do café. E a gente fica feliz em ver aqui produtores, empresários, dedicados a essa tarefa, não é? E não tenho dúvida de que vai crescer ainda mais. Eu quando fui governador da outra vez ,veio o Presidente da República à São Paulo e nós fomos inaugurar uma fábrica em Araras de café, uma indústria. Aí eu falei: Olha, aqui em São Paulo é costume oferecer o cafezinho. Para o presidente a gente oferece uma indústria inteira de café, não é? O café é desses bons momentos. Parabéns aos cafeicultores, parabéns ao setor e parabéns pelo prêmio. Muito obrigado.